Pokemon Flame
1 Uma nova Jornada
Notas iniciais
Dave abriu os olhos, se levantou rapidamente e desligou o despertador. Hoje era o dia que ele esperou durante anos. O dia de escolher seu Pokemon.
O espelho na parede mostrava um garoto não muito alto, nem muito baixo. Um cabelo castanho despenteado, olhos de um tom acinzentado e um rosto fino. O garoto deu um sorriso, e correu para o armário. Colocou uma calça jeans, e uma camiseta branca. Do lado da cama estava seu boné vermelho, pendurado na cabeceira. Dave o colocou, pegou a mochila e se virou para a porta. Mas antes ele parou, e pegou uma fotografia.
Era uma foto antiga de um evento em uma cidade distante, Pallet. Seu pai esteve lá, e tirou essa foto. Nele aparecia um garoto, um senhor e um Charizard. Quando Dave era criança, seu pai lhe deu a foto, e contou que esse garoto foi um ganhador da Liga Pokemon, e derrotou uma organização que estava roubando os Pokemons de Kanto. Naquele dia, Dave tinha encontrado sua inspiração.
Dave morava em uma cidade um pouco movimentada, chamada Montagri City, que se localizava a sudoeste da região de Igneus. A cidade ficava em um vale, porém com muitas montanhas em volta. Mesmo cercados, a população da cidade foi capaz de usar as encostas montanhosas para plantar Berries, fazendo o solo ficar fértil o suficiente para exportar para toda a região de Igneus. A cidade tinha vários habitantes, e ficava próxima de um lago pacífico a sudoeste, e de uma floresta habitada por diversos Pokemons mais ao norte. A única saída da cidade era entre uma passagem natural, pois as rochas eram duras demais para fazer um túnel. Os mais fantasiosos acreditavam que um Pokemon Lendário vivia fundo, adormecido nas montanhas. “Mas se algum lendário existisse na região”, pensava Dave, “não estaria nessa montanha”.
Ele correu porta afora silenciosamente, pois sua mãe ainda estava dormindo. Deixando um bilhete na mesa da sala, ele saiu correndo até a última casa da rua, idêntica a sua, e parou em frente ao portão. A janela de cima estava com as cortinas cerradas, então ele apanhou um punhado de pedras e começou a atirar.
“Chega, chega, estou acordada!” Uma voz gritou de dentro da casa, e as cortinas abriram, revelando uma garota de cabelos pretos esfregando o olho.
“Vamos, vamos. O que está fazendo dormindo?” Perguntou Dave a sua amiga de infância, Wendy.
Wendy e Dave se conheciam desde que se lembram. Seus pais eram companheiros inseparáveis, mas o pai de Wendy foi convocado para a guerra antes que ela nascesse, e nunca voltou para casa. Cinco anos depois, o pai de Dave teve uma doença e morreu. Desde então os dois sempre foram muito unidos.
Wendy se trocou e desceu rapidamente. Ela usava uma blusa preta com um Chandelure desenhado, e uma calça jeans. Os garotos desceram correndo a rua, e entraram na avenida principal. Lá tinha um grande comércio ao ar livre de Berries e outros produtos. Eles passaram pela feira já movimentada e continuaram seguindo até a outra rua, de onde viam um bonito e grande prédio branco ao lado de um centro Pokemon. Mesmo estando cedo e as portas estando fechada, já tinham vários garotos esperando do lado de fora. Logo que Dave e Wendy chegaram, as portas se abriram, e todos puderam entrar no laboratório do Professor Pokemon.
O laboratório era realmente grande, e todos conseguiram entrar sem apertos. Logo na entrada havia uma confortável sala com sofás e poltronas, e todos se sentaram. Após mais ou menos cinco minutos de espera, um homem ruivo e sorridente com um jaleco branco saiu por uma porta. Ele se dirigiu ao fundo, e cochichou para uma de suas funcionárias. Ela fez um sinal afirmativo com a cabeça, e saiu. O homem então se virou para todos e começou a falar.
“Bom dia a todos. Meu nome é Professor Morus, e sou o Professor Pokemon da região de Igneus. Gostaria antes de dar meus parabéns a todos vocês aqui. Vocês estão prestes a seguir uma jornada importante, e espero que aprendam valiosas lições nesse caminho que trilharão. Agora gostaria de apresentar para vocês seus mais novos companheiros”.
Dizendo isso, ele se afastou, e várias mesas com rodinhas vieram sendo puxadas pelos assistentes. Em cada uma delas tinham várias Pokebolas. “Todo ano vários garotos vem receber seus Pokemons”, continuou o Professor, “E sempre temos diversos Pokemons iniciais de muitas regiões. Escolham com calma um Pokemon para cada”.
Dave se levantou junto com todos, e andaram em direção as mesas. Cada uma tinha um letreiro com o nome e o tipo do Pokemon, junto com uma foto. Dave olhou em todas as mesas, e se virou para Wendy.
“Eu não...” Mas quando ele viu, Wendy estava em outro lado, com uma Pokebola nas mãos. Ele se virou para o Professor e perguntou:
“Professor, eu não estou vendo nenhum Charmander.”
O Professor olhou para ele e deu um sorriso triste. “Nós não conseguimos capturar nenhum Charmander a tempo. Lamento por isso, pois sei como ele é popular.” Dave ouviu suspiros e lamentos, e percebeu outros garotos atrás dele com a mesma pergunta na língua. Charmander era seu inicial favorito, e não ter a chance de começar a jornada tendo ele de parceiro era frustrante.
Wendy se aproximou com uma Pokebola na mão e perguntou o problema. Depois de saber, Wendy também ficou chateada. Sabia o quanto esse Pokemon significava para Dave.
“Venha, não fique chateado. Vamos escolher um Pokemon ainda mais fofo para você.” Dizendo isso, Wendy puxou Dave pelo braço até a mesa que estava antes. Na placa estava escrito:
Snivy/ Grama
Pokemon Cobra
“Ser exposto à luz do sol torna seus movimentos mais rápidos. Ele usa cipós mais facilmente do que suas mãos.”
Dave franziu a testa. Ele não gostava muito de Pokemons de Grama, e a imagem do Snivy era de uma cobra com braços e pernas pequenos, e uma cara mal-humorada. Dave lembrava que Snivy era um dos iniciais de Unova, uma região distante. Olhando para o lado, ele reconheceu Tepig, o Pokemon Porco de Fogo. E logo atrás daquela mesa, ele viu o inicial de Água. Chegando mais perto, ele olhou para a imagem. Era o Oshawott.
“Você vai levar esse Pokemon?” perguntou Wendy. Dave pensou, e olhou para a concha em sua barriga. Ela dava uma sensação estranha, como se lhe fosse familiar. “Acho que vou” ele respondeu, pegando a única Pokebola da mesa.
Assim que todos escolheram, o Professor chamou a todos. E então ele entregou uma espécie de agenda eletrônica e disse “Essa é uma Pokedex. Quando encontrarem um Pokemon, a Pokedex vai automaticamente reconhece-lo. Mas ela só vai salvar os dados completos do Pokemon se você captura-lo. Conheça muitos Pokemons, faça muitas amizades e viva muitas aventuras.”
E com isso, Dave começou sua jornada.
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