Pokemon Battle Academy
3 Os distintos tons de azul
Após o discurso de ingresso, todos os alunos haviam se dirigidos imediatamente aos seus dormitórios designados, ou assim deveria ter sido.
Logo após receber o uniforme, um dos calouros não esperou chegar no dormitório e logo se dirigiu ao banheiro da instituição para colocá-lo. Para aqueles que foram designado para a Alpha, suas vestimentas eram compostas por: jaqueta azul de mangás compridas e uma calça da mesma cor. Essas roupas poderiam ser pouco indicadas para um lugar quente como a ilhar Neoh, contudo, elas eram uteis para proteger a pele dos estudantes contra a intensa radiação solar, além de ser constituído por um tecido que não consegue reter calor.
Ao sair do interior da instituição, o pátio onde ocorrera o discurso estava quase todo vazio. Quase, já que havia um rapaz.
Provavelmente é um outro calouro, assim pensava o treinador já fardado. Ele ficou observando o outro degustando um sanduiche como se eles não precisassem irem logo ao dormitório.
Sabendo que estava atrasado, o calouro finalmente resolveu partir ainda enquanto lanchava. Porém, ele mal deu três passos e acabou tropicando ao atritar o seu tênis contra o chão. O sanduiche acabou saltando da sua mão e deu uma nova cor ao beijar o seu calção.
O outro rapaz que estava entretido com aquela cena tentou bravamente segurar o riso, mas acabou não resistindo. Ao notá-lo, o novato sorriu desajeitado enquanto seu rosto corava.
— Ainda bem que você já conhecia o caminho do banheiro — disse, enquanto trocava a calça suja pela da farda. — Ah, eu esqueci de me apresentar, meu nome é Luidy.
— Eu sou Paul — se apresentou — Logo após receber a farda eu vim procurá-lo.
— Você também sujou suas roupas?
—Não foi isso. Eu não gostaria de gastar as minhas, aí coloquei logo a farda.
— Cara, eu queria voltar para casa — resmungou — Já começou dando tudo errado!
O silêncio predominava quase toda a travessia dos dois treinadores rumo ao dormitório. Em alguns algumas exceções, Luidy quebrava-o ao dizer:
— Será que não iremos chegar nunca!?
— Não aguento mais ficar andando.
— Isso é muito longe.
Paul não sabia muito bem como reagir as reclamações do seu novo amigo, então apenas respondia com:
— Pois é.
Quando os dois finalmente chegaram na área litorânea, onde se encontrava o dormitório, um acontecimento aleatório os surpreendeu. Um outro rapaz surgiu em meio a mata, saltando e, em seguida, debruçando na areia fervente. Ele soltou um grito e, rapidamente, pôs-se de pé. Seu corpo estava coberto de terra e arranhões. Folhas e pedaços de galhos estavam misturados ao seu cabelo.
— Finalmente! — gritou — Achei que iria ficar perdido para sempre...
— Vo- você está bem? — Paul perguntou.
Após dizer que sim, os três treinadores se dirigiram para o edifício.
— Eu me chamo Jeffrey e quem são vocês?
Os demais também se apresentaram.
No térreo do dormitório, o primeiro utensílio que chamou a atenção do trio foi uma estante, que ficava logo após a entrada. Na prateleira do topo era possível encontrar em torno de duas dúzias de esferas, coma parte superior vermelha e a inferior branca com uma listra preta dividindo-as, as famosas pokeballs. Na do centro, encontrava-se duas dezenas de um borrifador com sua parte inferior de coloração roxa e a do topo, onde jorraria seu conteúdo, branca. Na última havia apenas uma caixa com o uma frase escrita bem destacada em sua tampa: Pague aqui.
Jeffrey puxou sua carteira e olhou os arredores. Encontrou um papel pregado na parede com o preço dos itens. Ele pegou a quantia que precisava e lançou por um buraco na tampa, pegando três borrifadores logo em seguida.
— Será que eles estão fazendo um experimento social? — questiona Paul — tipo, não há ninguém aqui vigiando, qualquer um pode apenas levar algo e nunca saberão quem foi.
— Ou talvez o responsável seja preguiçoso demais para ficar de olho — Luidy especula.
— Tem um bom ponto — Jeffrey disse.
Os treinadores derem uma boa olhada naquele lugar. Notaram que, além de algumas mesas e cadeiras, havia apenas um ping-pong para a recreação. Então, eles chegaram à conclusão de que aquele primeiro ambiente não havia nada de muito interessante e seguiram pela escada.
Chegando ao primeiro andar, reservado para os garotos, eles verificaram um número que havia sido entregue junto com a farda, identificando o quarto que iriam ficar. Coincidentemente, todos os três foram alocados para o mesmo quarto.
O local não esbanjava de muito espaço; porém, os alunos não poderiam reclamar de se sentirem apertados, isso era devido ao número escasso de objetos que aquele lugar acomodava: três beliches e três pequenos armários.
— Esse lugar é uma droga! — Luidy resmungou.
Os treinadores guardaram seus pertences nos armários e, como havia um tempo sobrando, se aconchegaram nos beliches escolhidos: Jeffrey e Paul ficaram no mesmo beliche, com o primeiro na parte inferior e o segundo na superior, enquanto Luidy deitou-se na que ficava bem ao lado, na parte de baixo.
— Meu pokémon acabou se machucando um pouco enquanto me protegia no bosque — Jeffrey disse — vocês se importam que eu o cure aqui?
Três vozes responderam que não.
Foi nesse momento que eles perceberam que, acima de Luidy, estava presente um outro rapaz. Ele possuía longos cabelos e aparentava ser mais alto que os demais. Antes que o trio tentasse reparar a falta de modos por não terem o cumprimentado, a porta foi aberta.
— Ei Felix, vi várias gatas pelos corredores — disse enquanto entrava. Ao notar que havia mais gente naquele quarto, o calouro suspendeu os seus passos — mais novos companheiros de quarto. Prazer, meu nome é Johnny.
Logo após a sua apresentação, o barulho de uma sirene percorreu todos os andares do dormitório. Aquele era o sinal que, oficialmente, o primeiro ano estava para começar.
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