Pokémon Uma Nova Jornada
22 Capítulo 22 - Companhia Silph.
Nós corríamos por Saffron atrás de um Arcanine, mesmo que estivéssemos usando outros Pokémon para o acompanhar o enorme Pokémon era insanamente rápido. Astolfo havia emprestado o seu Metagross para que eu e Molly pudéssemos acompanha-los enquanto ele era carregado por uma Girafarig e Roberto era carregado por um Luxray. As pessoas na rua nos encaravam enquanto nos davam passagem, até os carros davam passagem quando viam o Senhor Astolfo. Nós seguimos caminho até o maior prédio da cidade, o qual se encontrava no meio da enorme cidade.
— Então o local era o prédio da Companhia Silph. – Astolfo comentou.
— Era de se imaginar. – Roberto disse enquanto descia de seu Luxray e o retornava para a Pokebola.
— Como assim? – Astolfo perguntou.
— Bem – O homem disse se dirigindo ao seu outro Pokémon. – Ultimamente temos recebido ligações de pessoas dizendo que viram pessoas suspeitas perto da Silph Co. e nós da polícia viemos investigando a empresa e nos deparamos com algumas coisas que eu não posso dizer para vocês.
— Não temos tempo para isso. – Molly disse descendo do Metagross. – Nosso amigo está em perigo.
Roberto se surpreendeu e depois falou com um sorriso no rosto.- Seu amigo é realmente sortudo por ter pessoas se preocupando com ele. Me desculpe for faze-los perder tempo. – Ele retornou o Arcanine para a Pokebola do mesmo.- Me esperem aqui.
Assim que falou ele entrou no prédio da empresa.
— Só precisamos agora espera-lo e ver se ele consegue permissão para entrarmos pacificamente na empresa.
— Pacificamente? – Falei descendo do Metagross.
— Nós vamos ter que invadir se ele não conseguir a permissão, deixem seus Pokémon preparados. – Seu Astolfo retornava seus dois Pokémon para as suas Pokebolas.
— Eu preferiria evitar usar a força – falei. – Mas se for para salvar o Moru, nós fazemos qualquer coisa, certo Molly?
Molly estava distraída encarando o enorme prédio.
— Vai ficar tudo bem. – Eu me aproximei colocando a mão no ombro dela. – Nós vamos resgata-lo.
— Eu espero que sim. – Ela segurou a minha mão. – Nós temos que salva-lo.
Não demorou muito para que Roberto voltasse até nós, ele estava com uma expressão seria.
— Eles nos deixaram entrar, mas com uma condição.
— E qual seria? – Astolfo perguntou por nós.
— Nós só podemos levar um Pokémon conosco. A princípio não poderíamos levar nenhum, mas eu consegui deixassem levarmos pelo menos um dos nossos Pokémon. São regras da empresa eu não posso fazer nada.
— É compreensível. – Astolfo falou olhando para suas dez Pokebolas e pensando em qual Pokémon levaria. – Pensem bem em qual Pokémon vocês irão levar. O amigo de vocês está dentro dessa empresa, vocês precisam ter certeza de fazer a escolha certa para o salvar.
Molly e eu segurávamos todas as nossas Pokebolas e pensávamos cuidadosamente em qual Pokémon levaríamos. Dentre todos os meus Pokémon a minha melhor escolha era levar meu Pikachu, todos os outros estavam em ótimas condições, mas ele era o que possuía a maior experiência em combates. Charmeleon seria de grande ajuda também, ele poderia usar sua cortina de fumaça caso precisássemos fugir. Golbat também seria uma ótima escolha devido sua velocidade, ele facilmente conseguiria desviar de qualquer coisa. E por fim Poliwhirl que havia evoluído a pouco tempo e tinha a menor experiência em batalhas, mas ainda era bem forte. No final eu acabei escolhendo o Pikachu, pois era a melhor escolha.
— Eu vou levar o Pika.
— E eu o Mantis. – Molly segurava a Pokebola de seu Scizor.
— Muito bem então, eu levarei o Metagross comigo.
— E eu levarei o Arcanine, ele sabe o cheiro do seu amigo, isso vai nos ajudar.
Assim que concordamos entramos no prédio fomos recebidos por uma moça uniformizada, a mulher usava uma blusa social branca com um blazer preto por cima e uma saia da mesma cor, ela usava salto alto também na cor preta e usava óculos, seu cabelo castanho era preso por uma presilha na parte de trás, mas mesmo assim não aparentava ser longo.
— É um prazer conhece-los, eu me chamo Ana.
— É um prazer conhece-la também – Roberto respondeu. – Eu me chamo Roberto, estes a minha direita são Astolfo o líder de ginásio dessa cidade, Calvin e Molly.
Nós a cumprimentamos.
— Vocês poderiam colocar suas Pokebolas nesse cesto? – A mulher apontou para um cesto que estava repousado no chão ao seu lado. Todos nós colocamos as Pokebolas gentilmente no cesto. Assim que terminamos ela pegou o cesto. – Poderiam me acompanhar?
Ela andou até o balcão da recepção e deixou o cesto lá, em seguida ela foi até a porta do elevador e nós fizemos o mesmo. O hall do prédio era enorme, e pessoas caminhavam para todos os lados, no meio do local haviam dois chafarizes ligados uns aos outros que jorravam água sem parar. Nos cantos do Hall estavam localizados alguns vasos de plantas todos enfeitados. O piso do local era azul e suas paredes eram cinzas em cima e embaixo roxo. Nós entramos no elevador e ela clicou no botão que nos levava para o segundo andar.
No segundo andar fomos de sala em sala e falamos com todas as pessoas que encontrávamos. Roberto fazia uma mini interrogação com cada pessoa que encontrava, mas acabamos saindo dali sem nenhuma informação relevante, a maioria deles dizia que passaram o dia anterior inteiro trabalhando e não saíram em nenhum momento então não sabiam de nada que havia acontecido na cidade. Assim que terminamos nós fomos para o terceiro andar e novamente as mesmas falas, alguns falavam coisas irrelevantes, como por exemplo, como eles estavam cansados do trabalho, ou que queriam trabalhar em áreas diferentes dentro da empresa, mas nada de fato relevante. Continuamos assim, por mais alguns andares até chegarmos na parte onde eles desenvolviam as Pokébolas.
— Neste andar nossa empresa desenvolve as Pokébolas que são usadas em Kanto e em Johto. – Ana comentou.
— Só nessas duas regiões? – Roberto perguntou.
— Bem, nas outras regiões nós temos outras sedes que produzem as Pokébolas para estas regiões.
Enquanto Roberto desviava a atenção da moça Astolfo me entregou um papel dizendo para eu esperar o momento certo e sair dali para investigar e para chamar o mínimo de atenção possível. Não demorou muito para que eles virassem em um corredor enquanto conversavam e foi esse o momento, eu fiquei para trás e entrei em uma sala aleatória.
— Quem é você garoto? – Um senhor de jaleco branco perguntou.
O homem estava de frente a uma mesa cheia de peças e papeis, ele segurava uma chave de fenda com uma das mãos e algo que parecia uma Pokebola na outra. O cabelo do homem era curto e preto porem todo bagunçado, e sua barba era rala, ele usava óculos retangulares. Ele usava um jaleco branco por cima de uma blusa preta, usava um jeans azul e chinelos.
— O que foi garoto? O gato comeu a sua língua? – Ele falou apertando algo na Pokebola.
— Ah, desculpe, é só que eu me perdi enquanto procurava o banheiro. – Falei pondo a mão na cabeça.
O homem me olhou de cima abaixo. – Banheiro né? – Ele parecia desconfiado.
— Sim sim, os corredores aqui são muito confusos e eu acabei me perdendo.
O homem de uma forte gargalhada. – Realmente, eu trabalho aqui a cinco anos também me perco. – Ele se levantou da cadeira e veio a minha direção colocando uma das mãos em meu ombro. – Vamos e vou te levar até o seu destino.
— Ah... obrigado... – Merda.
Assim que saímos da sala ele começou a me bombardear com perguntas como, qual era o meu nome, de onde eu era e o que eu estava fazendo ali.
— Eu vim com uns amigos para vermos como as Pokebolas são feitas.
— As Pokebolas é? Eu tinha essa curiosidade quando era moleque também. Não é à toa que eu acabei nesse trabalho. Ei garoto, o que você quer ser?
— Fala de um trabalho senhor?
— Algo assim.
— Na verdade eu nunca pensei em uma carreira que eu gostaria de seguir. O meu sonho mesmo é me tornar um Mestre Pokémon.
O homem riu. – Sabe garoto essa ideia também passou pela minha cabeça quando eu tinha sua idade, mas eu descobri rápido que não tinha jeito para ser um treinador, eu não conseguia nem ao menos três insígnias durante toda minha jornada. –Ele olhou para o chão melancólico.
— É uma pena.
— Hahaha! Não sinta pena garoto eu já superei isso a anos. Mas afinal, quantas insígnias você tem?
— Três.
Ele abriu os olhos surpreso. – Mais do que eu consegui em toda minha vida. Sabe garoto, chega uma hora na vida que apenas sonhos não sustentam o homem. Sonho não pagam nossas contas, nós temos que fazer o possível para podermos viver nesse mundo. Alguns dão sorte de conseguir alcançar os seus sonhos, mas outros acabam tendo que fazer o que a vida lhes da, mesmo sendo algo sujo.
— Algo sujo?
— É, já ouviu em assassinos de aluguel? Até eles tinham sonhos, mas acabaram dessa forma.
— Entendo. – O homem continuava olhando para frente com um olha melancólico, era como se ele já estivesse morto a muito tempo.
Andamos mais um pouco e nos perdemos algumas vezes, até que chegamos no destino.
— Até mais Calvin, vê se não esquece de passar na minha sala quando estiver indo embora.
— Pode deixar senhor, foi muito bom conversar com o senhor.
— Não precisa me chamar de senhor, o nome é Carlos.
— Até mais Carlos.
Assim que o homem entrou em um dos corredores eu rapidamente entrei no banheiro. O banheiro estava vazio, e era um banheiro normal, piso branco, paredes brancas, algumas cabines e mictórios. Mas o que chamou minha atenção mesmo foi a entrada de ar que tinha no teto. Era do tamanho perfeito.
— Saia Pika! – O pequeno rato amarelo agora estava no chão do banheiro. – Pika me escute bem, eu quero que você entre pela ventilação e procure pelo Mamoru, você consegue?
— Pika!- Ele fez que sim com a cabeça, e subiu na minha cabeça para pegar impulso.
— No três você pula e acerta as barras para a abrir, depois você entra na ventilação. – Ele novamente fez que sim e no três pulou acertando as barras com a sua cauda, fazendo com que as barras se abrissem, por sorte elas eram presas no outro lado e não caíram no chão. – Certo Pika, é agora.
— Pika! – Novamente no três o pequeno rato pulou com tudo e entrou na ventilação, em poucos segundo ele apareceu novamente para dizer que estava tudo bem.
— Pika procure o Moru o mais rápido possível, eu tenho que voltar para o grupo se não ela vai estranhar o meu desaparecimento.
— Pikachu! – Ele fechou a ventilação e foi embora. Não demorou muito para que eu fizesse o mesmo.
De volta aos corredores eu passei a procurar pelo Mamoru enquanto fingia estar perdido e procurando o grupo com o qual eu entrei, algumas das pessoas que trabalhavam ali me olhavam desconfiadas, mas acabavam não fazendo nada. Eu continuei procurando ate ser reencontrado por Ana.
— Finalmente eu te encontrei. – Ela disse um pouco irritada, mas mantendo a postura.
— Desculpe, eu fui no banheiro, eu não quis atrapalhar a sua conversa com o Senhor Roberto então eu acabei indo sozinho, e me perdi.
A mulher me olhou de cima a baixo e pareceu desconfiada, mas seguiu com o tour pelo resto dos andares que faltavam..
— Achou alguma coisa? – Molly sussurrou ao meu lado.
— Infelizmente não.
— Não desistam ainda – Astolfo sussurrou. – Ele pode estar em qualquer lugar.
— Quem disse que eu desisti? Nesse momento Pika está andando pela tubulação procurando pelo Moru.
Molly arregalou os olhos. – Isso é sério?
— Sim, e assim que ele achar algo ele vai voltar correndo pra me avisar.
Molly suspirou um pouco aliviada, agora era só questão de tempo para descobrirmos se Mamoru estava ali ou não.
— E aqui termina o nosso tour. – Disse Ana em frente ao elevador do decimo andar.
— O que? – Astolfo falou surpreso. – Mas ainda tem mais um andar.
— Bem o sexto andar é composto apenas da sala da Presidente, e no momento ela não está.
— Mas nós não descobrimos nada sobre o Mamoru... – Molly comentou.
— Isso só significa que seu amigo não está aqui. Desculpe não poder ajudar.
— Não, está tudo bem você já ajudou bastante. – Roberto disse se virando de costa para Ana e piscando para nós. – Está na hora de irmos.
Enquanto caminhávamos para a saída um alarme começou a soar por toda a construção.
— O que é isso? – Molly comentou assustada.
— Alguém está tentando invadir o prédio, sigam-me! – Ana gritou.
Nós seguimos Ana até o primeiro andar e lá nos deparamos com algumas pessoas mascaradas e armadas. Elas também possuíam Pokémon com elas, um Aggron e um Magmortar. Eles possuíam uma mulher como refém.
— Quem são vocês? – Um dos seguranças gritou enquanto Ana corria para o seu lado.
— Não interessa pra vocês. Nós apenas queremos o dinheiro.
— Calvin, Molly aqui. – Roberto falou baixo enquanto nos chamava para o canto junto com o Astolfo. – Não se assustem eu conheço eles.
— Que?!
— Shhhh! Não grite. – Eu me desculpei. – Eles são ex-colegas de trabalho, eu comentei com eles de toda a situação e eles quiseram ajudar. Agora nós só temos essa chance de nos infiltrarmos de novo. Só que dessa vez nós iremos para o subsolo.
— Certo. – Molly concordou.
— Vamos lá então.
— É assim que eu gosto de ver. – Roberto comentou. – Escutem bem, vocês três iram direto para o subsolo, eu vou pegar os nossos outros Pokémon. No três vocês vão tampar o nariz e correr, certo?
— Certo. – Nós três respondemos.
— Tudo bem então, um... – Ele começou a levantar a mão dando sinal para os seus companheiros. – Dois... três. – Ele fez um sinal com a mão e os seus amigos entenderam. Rapidamente Magmortar apontou seus canhões para o chão e começou a expelir fumaça por eles. Não demorou muito para que o Hall ficasse coberto de fumaça. Não dava para ver nada.
— Por aqui! – Seu Astolfo segurou a minha mão e a de Molly e nos puxou para as escadas.
Fale com o autor