Notas iniciais
Eu sei, eu demorei um mês pra fazer um capitulo onde se passam as mesmas coisas que o ultimo, só que do ponto de vista de outra pessoa. Bm, eu tive alguns problemas de percurso, como um emprego, um aperto no curso de teatro e uma dispensa do emprego, mas pelo menos eu terminei.
Espero que gostem do capitulo e boa leitura, eu falo um pouco mais sobre ela nas notas finais.
Era só mais um dia normal naquele orfanato chato, quando fui procurar algo pra fazer e vejo o Senhor Fuji conversando com a nossa supervisora e perto dele um garoto, usando uma camiseta branca com um Charizard preto estampado, uma camisa preta sem mangas por cima, calças pretas, coturnos, uma mochila cinza, um lenço no pescoço e com cabelos pretos mas com mechas brancas espalhadas, quase grisalho. Depois de um tempo o Senhor Fugi foi embora, e o garoto ficou, sendo acompanhado pela supervisora até o alojamento masculino. Será que é mais um órfão? Se for coitado dele, seria melhor ter saído em jornada Pokémon. Mas eu esqueci disso por um tempo. Depois de um tempo todos se juntaram no salão para o jantar, e onde foi avisado que aquele garoto era na verdade um treinador Pokémon, que passaria a noite conosco, já que em Lavender não havia nenhum local para treinadores ficarem. Isso foi interessante, e todos os garotos e a maioria das garotas ficaram em polvorosa encima do coitado, principalmente os mais novos, querendo saber quantos pokémons ou insígnias ele tinha, quantos treinadores derrotou e coisas assim. Bem, ele até que era bonitinho. Mas eu não queria me enfiar naquela multidão então resolvi ir para o alojamento. Deitei na minha cama, que ficava perto da parede que dividia o alojamento feminino do masculino, e fiquei observando o teto, olhando para aquelas mesmas 37 vigas até de madrugada quando o Gastly que sempre vinha me visitar apareceu, primeiro os olhos, depois a boca com a língua pra fora e por fim o corpo de gás.
– Oi Gastly! Pois é, aqui estamos mais um dia. Mas ei! Hoje temos visita! Tem um treinador que veio passar a noite conosco, que tal dar um susto nele? Vá procurar ele do outro lado, eu vou te esperar lá fora, no telhado.
Eu consegui ouvir um grito e o barulho do garoto caindo quando passei pela porta do alojamento masculino e tive que segurar pra não rir alto, depois sai e subi a escada habitual que leva pro telhado, comecei a olhar as estrelas quando o treinador sobe as escadas também.
– Ah desculpe, não sabia que tinha alguém aqui. – ele disse e começou a descer a escada.
– Não se preocupe, cabe mais uma pessoa aqui encima. Você é o treinador que veio passara a noite conosco não é?
– Sim, eu sou Kamui. Kamui Ryujin. – disse ele quando se ajeitava no telhado.
Conversamos por algum tempo e eu ri da história com o poké-gears e o presente de aniversário repetido que ele ganhou, e eu me senti segura para falar da minha vida com alguém pela primeira vez. Eu gostei desse garoto dragão, ele me passava um certo tipo de confiança que eu nunca senti em ninguém. A noite passava enquanto conversávamos até que ele comentou sobre ter se assustado com um Gastly e eu tive de me segurar pra não rir.
– Um Gastly? Você diz esse aqui? – eu acenei com a mão, como se eu mostrasse algo no nada e aos poucos foram surgindo dois olhos, uma boca e terminando o gás em volta de tudo isso, com o Gastly completo em minha volta.
– Esse mesmo! Ele levantou com um salto, e por pouco não cai da beirada.
– Cuidado, você vai cair!
– Ah, não se preocupe com isso, eu sou imune a acidentes. Eu tenho isso. – ele levantou o lenço que usava no pescoço, mostrando um pingente com um formato parecido com uma pena, de cor prateada. — Isso é uma Asa Prateada, um amuleto bem popular até, que protege contra acidentes. Todos na minha família tem uma.
– Eu to precisando de uma dessas. Eu gostei de você Kamui, não sei por que, mas você é a primeira pessoa em muito tempo que eu vejo que eu posso confiar, tanto que eu nunca consegui conversar assim tão abertamente com alguém. – eu disse meio sem jeito.
– Ora, eu fico lisonjeado – ao que parece ele também ficou sem jeito – E já que precisa de uma, bem, pode ficar. – então o garoto tira seu pingente e estende o braço pra mim, com ele em sua mão.
– Mas é sua Asa Prateada, e sua imunidade a acidentes?
– Ela vai diminuir um pouco, mas eu tenho mais uma, essa que estou te dando era da minha mãe.
– Mas deve ser importante pra você.
– E é, por isso eu acho que vai te proteger bem.
Eu não acredito que ele está me dando a Asa Prateada que era da mãe dele. Quem faz isso? Isso é muito importante pra ele, e ainda tem aquilo sobre proteger contra acidentes.
– Nossa, muito obrigado. Não sei como agradecer. – falei automaticamente.
– Espere, você ouviu isso?
– Eu não ouvi nada.
– Tem alguém, pedindo ajuda...
Kamui desceu as escadas correndo, e eu demorei um pouco pra segui-lo, mas consegui alcança-lo quando ele parou, bem em frente a Torre Pokémon, onde viviam os pokémons Fantasma.
– Kamui, não tem ninguém pedindo ajuda – eu parei pra recuperar o fôlego – E por que você sal correndo em direção a Torre Pokémon?
– Eu ouvi alguém, e parece que é alguém ai de dentro. Eu vou entrar, você vem comigo?
– Até parece que vou te deixar entrar sozinho na Torre Pokémon à noite sendo que você não conhece nada por aqui.
– Obrigado Nathy. Então vamos.
Nós subimos as escadas, e a escuridão nos rodeava ali, e a cada andar parecia estar mais e mais escuro, mas ainda assim me parecia que tinha algo errado, pois estava quieto demais.
– Kamui, isso aqui tá muito estranho. Onde estão os pokémons Fantasma? Tá quieto demais.
– Que dizer que isso era pra estar cheio de Fantasmas?
– Não conhece a lenda da Torre Pokémon? Ela sempre foi usada para enterrar pokémons mortos, e seu seus treinadores vinham aqui pra prestar suas ultimas homenagens, mas depois decidiram que seria uma boa ideia usa-la como Torre de Rádio, mas parece que os pokémons não gostaram disso e começaram a assombrar a torre, então ela foi desativada, mas o pokémons Fantasma continuaram saindo toda noite, foi quando resolveram que seria bom ter um ginásio aqui, e agora Yami Tobasu é líder do ginásio daqui, e sempre protege as pessoas com seus pokémons Noturnos.
Parecia que ele queria falar algo quando um vulto passou por nós, e eu fiquei com um pouco de medo nessa hora. Resolvemos andar alguns passos e encontramos um Psyduck de costas.
– Ah, é só um Psyduck. – disse Kamui, já um pouco mais tranquilo.
– Mas, não deveriam ter Psyducks aqui.
– Aquele negócio de aqui ser um cemitério de pokémons?
– Sim, e ser assombrado também.
– Oh droga... Se ele é assombrado, quer dizer que...
– Nós paramos e observamos o Pokémon, que parecia nos observar de volta, mas não com olhos, e sim dois grandes buracos
escuros. Ficamos assim or alguns segundos até que, com um grasnado que quase me matou do coração, aquele pato resolver correr atrás da gente, Kamui agarrou meu braço e nós dois corremos gritando pó algum tempo, até despistarmos o Psyduck e encontrarmos uma Chikorita no mesmo estado, da qual desviamos, mas não importava para onde íamos, sempre apareciam pokémons zumbificados na nossa frente.
– Ok, eu acho que não temos escolha senão lutar. – disse ele.
– Lutar? Mas como? São zumbis.
– Da mesma forma que nos filmes ora. – ele tirou a mochila das costas e procurou algo dentro dela, até tirar uma katanna ainda na bainha, preta com dragões entalhados.
– Como você colocou uma katanna na mochila?
– Ué, se cabem bicicletas numa mochila, por que não caberia uma katanna? – sabe que ele tem um ponto nisso?
Ele a desembainhou e começou a lutar contra os pokémons zumbis, que apresentavam resistências aos cortes, embora alguns nos atacassem de volta usando seus poderes. Mas enfim conseguimos chegar aos andares mais altos, onde havia mais luz, que mantinha os zumbis longe, e ouvimos algumas vozes.
– As baterias já estão acabando, não vamos conseguir usar os bloqueadores psíquicos e as lâmpadas de emergência por muito tempo.
– Ah deixa de ser frouxo, a gente só tem que aguentar até de manhã pra levar o Ralts desse garoto embora.
Kamui me chamou num canto e comentou baixo.
– Tem gente aqui. – como se eu não tivesse percebido.
– Você sabe quem são?
– Não, mas eu vou dar uma olhada.
O garoto se afasta e tenta se esconder atrás de algumas caixas, mas tropeça numa lâmpada que aponta sua luz para perto de mim quando cai.
– Essa não, eles chegaram!
– Cala a boca, foi só o vento. – um deles se arpoxima da lâmpada caída e olha direto pra mim – Mas eu não sabia que o vento tinha um cabelo vermelho. Saia daí garotinha intrometida!
Eu tentei me esconder, mas foi em vão, ele me agarrou e me puxou para dentro da área de luz, eu tentava lutar mas o homem era muito grande e forte.
– Olha o que eu achei, uma bela garotinha. –disse o que estava me segurando, que era alto feito um Machoke.
– Uma bela garotinha mesmo, será que é uma das moradoras do orfanato? Acho que podemos pedir um bom resgate por ela.- respondeu o segundo, mais baixo e mais magro.
Enquanto eu era segurada, eu pensava que tinha estragado tudo por não ter me escondido direito e Kamui a essa hora deveria estar bravo comigo. Me desculpe Kamui, na primeira vez que nos encontramos eu faço uma bobagem dessas.
– Ei você, solte ela agora! – gritou ele, vindo em nossa direção. A luz começava a ilumina-lo, com as mechas refletindo o brilho que recebia, em contraste com o restante do cabelo preto.
– Olha só, mais um garotinho intrometido. Acho que o orfanato deve pagar um resgate maior ainda por dois moradores de lá. – disse o maior.
– Eu não sou do orfanato meu caro, e já falei pra vocês soltarem ela.
Enquanto eles discutiam, eu pensava no Gastly que vinha me visitar sempre, ele poderia muito bem aparecer agora e nos ajudar. E quando a conversa da uma pausa, ele aparece e assusta o homem que me segurava. Quando percebi estava indo de encontro ao chão, e Kamui tentou me segurar, mas caiu junto, logo depois perguntando se eu estava bem. Então eu pude notar seus olhos, vermelhos como sangue, como meus cabelos herdados de minha mãe, eu poderia ficar ali olhando aqueles olhos, mas me dei conta do que estava acontecendo e acenei com a cabeça, e ele me ajudou a levantar.
– Quem você pensa que é garoto, mandando esse Gastly pra cima da gente?
– Já que você perguntou eu vou responder. Eu sou Kamui Ryujin, o jovem Charizard do clã Ryujin! Mas esse Gastly não é meu...
– Não importa se é seu ou dessa garota, vocês não vão passar por cima de nós. Não depois de conseguirmos o Ralts daquele garoto.
Os dois estavam perfeitamente visíveis agora, e pude prestar atenção em suas roupas, todas pretas, com um moletom com um R vermelho no peito, botas, luvas e quepes. Seriam eles Equipe Rocket que tanto ouvimos falar? Logo mais atrás deles eu vi um rapaz amarrado, trajando um sobretudo verde-agua e roxo, com cabelos também roxos, amarrado.
– Ei garoto, nós vamos acabar com vocês. Vai Ivyssaur!
– Vai Zubat!
– Arthur, é hora de lutar! Nathy, pode me ajudar com seu Gastly?
– Mas, esse Gastly é selvagem, ele me visita sempre, mas eu não tenho nenhum Pokémon.
– O que? Mas, ele anda com você, te protegeu.
– Sim, mas eu não tenho uma pokébola pra carrega-lo.
– Ivyssaur, Vine Whip!
Eu distraí Kamui e o seu Nidoran acabou recebendo o ataque, mas não causou muito dano.
– Zubat, use Supersonic!
– Arthur, pare o ataque com a Poison Sting!
Kamui era bravo, lutando contra dois treinadores sozinho, mas eu queria ajudar de alguma forma, não queria ficar ali parada. Olhei para Gastly com firmeza, sabendo que se eu tivesse capturado ele, eu poderia ajudar. Então eu pensei numa das técnicas do Gastly, o Night Shade, e olhei pra ele. O meu amigo fantasma então desapareceu do meu lado e reapareceu na frente do Zubat, lançando um raio roxo dos olhos e o atingindo em cheio, logo depois o Arhutr atingiu o Ivyssaur com o Double Kick, com a planta sendo arremessada. O Zubat vinha por trás pronto pra atacar o Pokémon do meu amigo, mas o Gastly o interceptou e eu sussurrei Hipnose, com o gastly seguindo o comando, mas o Zubat não dormiu, e sob o comando de Kamui, o Nidoran usou um Horn Attack atravessando o Gastly e atingindo o Zubat em cheio.O Ivyssaur levantou e Gastly tentou hipnotiza-lo também, mas sem sucesso de novo e ainda foi atingido por um Razor Leaf, que foi contra atacado poelo Poison Sting de Arthur.
– Desistam enquanto podem, vocês não podem vencer. – Disse Kamui.
– É o que você pensa rapaz. Ivyssaur, Solarbeam! – Rebateu o homem de moletom preto.
– Arthur, termine isso com um Horn Attack!
Arthur correu com toda a força enquanto energia era carregada na flor do Ivyssaur e eu sussurrei para Gastly terminar usando o Lick. Zubat usou Wing Attack em Arthur pelas costas, mas recebe um Fury Attack e novamente eu lembrei do Night Shade e foi o que o Gastly utilizou no final, terminando a luta.
–Eu não acredito que fomos derrotados por crianças. – disse o menor.
– Só nossos pokémons, ainda podemos dar uma lição neles. –retrucou o maior.
Kamui apontou a espada para eles.
– Eu acho que não. Quero que vocês saiam daqui, agora, e deixem tudo o que trouxeram, inclusive os pokémons. Podem levar uma das lâmpadas pra chegarem até o chão em paz.
Eles obedeceram e assim pudemos ver o que estava acontecendo de verdade. As caixas estavam cheias de antigos aparelhos usados na Torre de Rádio, e eles pareciam estar usando pra hackear transmissões.
– Hein Nathy, por que não me disse que o Gastly não era seu?
– Porque você não perguntou. Ninguém no orfanato tem pokébolas. Mas não acha que é melhor ajudar esse garoto marrado aqui? – Homens...
– Ah sim, desculpe.
Kamui cortou as cordas que amarravam o rapaz com a katanna e quase que gritou.
– Ah, você é aquele garoto do ginásio!
– E você é o esquentado que desafiou a minha irmã.
– Você é irmão da Sabrina!?
Fez-se um pouco de silêncio.
– Sou Seth Harmonia.
– Sou Kamui Ryujin.
– Você já disse seu nome quando chegou no ginásio.
– Eu sou Nathy Scarlet. – eu disse pra não ficar no vácuo.
– Obrigado por me ajudarem, não pensei que ouviriam meu chamado psíquico.
– Então a voz que eu ouvi, foi você?
– Sim, aqueles caras estavam usando bloqueadores psíquicos, pra não sofrer com a Hipnose dos pokémons Fantasma daqui. A minha irmã foi chamada pra investigar algo aqui, pois o líder de ginásio local está ausente, mas ela não pode e eu vim no lugar dela, mas fui capturado enquanto tentava me livrar dos pokémons zumbis.
– Bem, então o Ralts que eles roubaram era o seu? Por sorte nós o recuperamos.
– Obrigado Kamui. Mas agora vamos sair logo daqui.
– Ei Kamui, — eu chamei – o que você vai fazer com os pokémons deles? Vai pegar pra você?
– Não, se eu fizesse isso eu seria igual a eles, que roubam pokémons dos outros. Eu vou solta-los.
Aquilo parecia uma boa ideia, nunca pensei em fazer isso com pokémons roubados. Esse rapaz me impressionava mais a cada minuto. Decidimos descer as escadas usando a luz que pegamos na sala onde houve a luta, Seth agradeceu por termos salvo ele e o Ralts dele e voltou apresado para Saffron, Kamui levou as pokébolas para Enfermeira Joy e pediu para que ela soltasse os pokémons depois que estivessem curados, e eu o levei até a Oficial Jane para falar do que havia acontecido e então retornamos ao orfanato para dormirmos.
Durante a madrugada eu tive aquele sonho de novo, estava rodeada de fogo, aflita, não sabia pra onde ir. Meu pai vinha me buscar e me levar para uma passagem pequena pelo teto, onde somente eu, uma criança, conseguia atravessar. Eu subi no forro da casa e comecei a andar até uma luz, mas o lugar onde eu pisava caia atrás de mim e quando cheguei do outro lado eu olhei pra trás, vendo o que restou do teto caindo encima do meu pai. Acordei suada e arfando, percebi que Gastly estava ao meu lado, usando o Dream Eater enquanto eu dormia. Era de manhã já e eu levantei para tomar café e poder me despedir do Kamui. Queria poder vê-lo mais vezes. Tomamos café juntos e depois de ele terminar de arrumar sua mochila eu o acompanhei até o portão., ele estava com pressa de chegar logo em Saffron e conquistar sua primeira insígnia e o ginásio de Lavender ainda estava fechado.
– Foi bom te conhecer Kamui. Venha visitar o orfanato mais vezes.
– Antes de ir, quero te perguntar uma coisa Nathy. Por que você não sai em jornada?
– Porque eu não tenho família que me apoie. O orfanato agora libera pessoas que queiram sair em jornada, mas eu não tenho quem me ajude, não tenho pokébolas ou um Pokémon pra iniciar uma.
– E aquele Gastly?
Ele pareceu do meu lado.
– Ele tem me ajudado e me visitado sempre, mas não posso dizer que ele é meu se não o capturar.
Ele parou um tempo e ficou pensativo.
– Então eu sei como ajudar você. Tome, eu achei isso na Torre quando voltávamos de lá.
Estendendo a mão ele mostrou uma pokébola.
– Mas, eu não posso aceitar.
– Pode sim, tanto que eu não aceito nenhuma resposta negativa. – ele pegou a minha mãe e me deu a pokébola e um pokégear, de cor vermelha – Ele já tem meu numero e de uma pessoa que vai te ajudar muito registrados.
– Espera, seu pokégear!
– Eu disse que meu tinha me dado um quando eu já tinha comprado não é? – ele me mostrou o dele, de cor preta – E esse combina com você, é da mesma cor que o seu cabelo.
– Eu não sei como agradecer.
– Eu sei. Nós nos encontraremos na Liga Pokémon. Ou antes até.
– Obrigada Kamui. – eu estava segurando pra não chorar, ninguém havia feito algo parecido pra mim. Eu não me segurei e dei um abraço forte nele, tentando mostrar o quanto eu estava agradecida e escondendo o desejo de que ele não fosse embora. Mas ele teve de ir. Eu o vi correndo pela rota de volta para Saffron e algo me dizia que eu ainda o veria muito pela frente.
Ok, uma coisa por vez.
Peguei a pokébola que ele me deu e olhei para o Gastly.
– Ei Gastly, gostaria de me acompanhar numa jornada, sendo meu primeiro Pokémon?
Ele girou no ar e Fe um movimento que eu acho que parecia um aceno de cabeça e começou a rir, eu segurei a pokébola na mão direita e com a esquerda eu arrumei o cabelo e a jaqueta, e a arremessei, acertando Gastly que foi parar lá dentro. O botão no meio da bola piscou algumas vezes e faíscas saíram dele.
– Yeah! Meu primeiro Pokémon! – comemorei em voz alta — Bem, acho que agora é a hora que tenho que te dar um nome né? Então acho que vou chama-lo de Boogie Man.
Peguei a pokébola no chão e peguei o pokégear que Kamui me deu, haviam dois números registrados lá, o dele e um em que estava escrito Professor Gary Carvalho. Assim começava então a minha jornada, com um telefonema e um Garoto Dragão que passou a noite num orfanato numa pequena cidade que não tem um lugar para cuidar dos treinadores. Aquele garoto não sabe o favor que me fez, eu me tornarei forte como ele, para acompanha-lo e um dia retribuir tudo o que ele fez por mim hoje. Eu sou Nathy Scarlet da cidade de Eucruteak, uma treinadora Pokémon iniciante, e nós ainda nos veremos por ai, Kamui Ryujin. Isso eu prometo.
Notas finais
A ideia original era colocar a Nathy apenas pra interagir com o Kamui em Lavender, mas eu gostei tando dela e deixei ela fazendo tão poucas coisas no capitulo que decidi fazer um só dela, pra mostrar a forma como ela pensa e também mais alguns detalhes sobre o passado dela e a relação dela com o Gastly.
Eu gostei muito dela, e espero que vocês gostem também. Não deixarei esses capitulos divididos sempre, a menos que meus leitores queiram saber um pouco mais da nossa Garota Escarlate.
Bem, ficarei por aqui, gostaria que postassem sobre ela nos comentários e peço desculpas pela demora, prometo que o terceiro capitulo chegará mais rápido.
Até a próxima.
Fale com o autor