Pokémon: The New World - Interativa

13 Aprisionados No Vazio Dimensional


Notas iniciais
Yeeeeeeeey! *u* Tudo ''bein''? Bem está aqui mais um capítulo. Eu ia postar ele semana passada, mas aí o Nyah! ficou inacessível e eu tive de esperar voltar para atualizar ^^'' Espero que gostem! Ah, e lá nas notas finais vou falar com vocês mais um pouco. Boa leitura ^.~

– Espeon!! Espeon!! Ah, o que raios eu estou fazendo? – Persian se indaga, desesperado por estar em tal situação.

Uma dimensão negra, poderia ser considerada vazia se não fosse pelas estrelas que iluminavam aquele universo paralelo. Tirando os pequenos pontos de luz que se encontravam em todos os lugares, aparentava não possuir mais nada.

Persian passava seus orbes pelos arredores, assustado com tudo aquilo. Já tinha passado por muita coisa em seus quase 18 anos de vida, mas nada tão complexo assim. Por que foi tentar salvar aquela nekomata maluca? Por causa dela agora se encontrava ali, sem localização, longe de tudo, longe de todos. Estava se odiando mentalmente por ter adentrado aquele buraco negro, onde estava com a cabeça quando fez aquilo?

– Wow, isso aqui é tão... Vazio. Sem vida. Não tem nada aqui a não ser alguns astros celestes. – Ele analisa o local, com uma expressão mista de confusão mental, curiosidade e espanto. – Inclusive... Hey, eu não deveria estar em queda livre aqui? Ou então flutuando por aí por causa da gravidade? – Olha rapidamente para suas patas, e só então percebe que estava em pé normalmente, como se estivesse em terra firme. Encontrava-se encima de uma fina película multicolor. Ora rosa, ora roxa, ora azul, ora um misto destas três cores e suas diversas variações. Apesar de possuir cor, a película era ‘’transparente’’ e era possível ver o que tinha abaixo dela. Não que fosse grande coisa, porque também só havia estrelas e alguns cometas.

Um grito assustado foi escutado, e não vinha de tão longe. Persian reconheceu imediatamente aquela voz e abriu um sorriso. Espeon estava por perto, e aparentemente viva. O sorriso não era por conta do bem estar da Eon, e sim por saber que não tinha ido até ali à toa.

– Espeon!! Hey, aqui! – Persian grita, logo chamando a atenção da gata, que sorri ao se dar conta de que não estava sozinha ali. Os gatos correm um ao encontro do outro.

– Persian! É bom que esteja bem. – Espeon diz, sorrindo singelamente. – Mas afinal, o que é iss...

– O que deu em você quando pulou naquela coisa interdimensional?!? – Persian corta, um pouco alterado. – Por culpa sua nós estamos aqui agora!

– Minha? Culpa minha? Em momento nenhum pedi para você vir dar uma de bonzinho e me salvar! – Ela grita, rebatendo a acusação. Espera por uma resposta de Persian, mas o mesmo somente vira o rosto e não responde. – Assim está melhor. Se insistir, podemos discutir isso mais tarde. Agora nossa prioridade é achar uma saída desse universo...

– Não vejo nada mais além de estrelas e mais estrelas. Acho inútil procurarmos por algo para nos levar de volta à nossa dimensão.

– E por acaso vamos passar o resto de nossas vidas aqui, no meio do nada?!? De jeito nenhum!! – Espeon grita, exaltada. – Vem, talvez dando uma volta encontramos algo que possa nos ajudar. – A rosada começa a andar.

Persian revira os olhos, achando tudo aquilo inútil. Seria impossível achar tal saída, estavam condenados a passar suas vidas ali. Mas para não criar mais tensão, resolveu por seguir a rival. Andaram algum tempo pela ‘’membrana’’ que os mantinha em pé, e nada. O gato persa estava prestes a voltar para o início do caminho, mas ao se virar, viu que conforme os dois andavam a membrana se desfazia, tornando assim impossível uma volta.

– Ei, acho bom escolher bem por onde estamos indo. Não dá pra voltar pra ‘’re-escolher’’ o caminho. – Diz indiferente. Espeon olha para trás e suspira. – Desista, vamos morrer aqui, não tem saída.

– Argh, droga, deixa de ser pessimista! Nós vamos sim sair daqui! E ninguém vai me impedir de achar algo para nos levar de volta! – Grita, voltando a andar, batendo fortemente as patas.

– Gata teimosa.

– Eu ouvi isso! – Volta a se virar para trás, irritada. – E fique sabendo qu... Cuidado!! – Grita, tirando uma expressão confusa de Persian.

O gato então começa a sentir grande quantidade de energia vindo em sua direção, e ao olhar para o lado, se depara com um enorme Draco Meteor vindo a seu encontro. Por sorte, consegue usar o Teleport e desviar do ataque, que passa reto e depois colide com um grande meteoro, causando uma explosão.

– Eu não aguento mais isso! Não aguento mais ficar preso aqui! Não posso ficar sem fazer nada quando o mundo corre grande risco! – Uma voz desconhecida pelos felinos é ouvida, e logo um gigantesco vulto passa sobre eles, aparentemente não os viu ali.

– Dialga, se acalme! Você sabe muito bem que não depende de nossa vontade para sairmos daqui. Precisamos que nossos Escolhidos nos descubram para que possamos agir lá fora! – Uma outra voz ecoa, e outra figura passa atrás da primeira. – E pare com esses Draco Meteor’s, vou acabar atingido!

– Urgh, como é possível você relevar as coisas com tanta calma, Palkia? E se por acaso nossos Escolhidos não aparecerem, o que será de nós? – Dialga pergunta, exaltado.

– Eles irão aparecer, eu sei disso! – Palkia rebate, confiante e se aproximando do amigo. – Por acaso não confias em teu representante no mundo lá fora?

– E por que confiaria? Só entrei nesse joguinho porque você me obrigou! Se deixassem por minha escolha, eu me resolveria sozinho com Mewtwo. Assim que eu soubesse como sair daqui, já que conforme a ‘’profecia’’, é impossível...

– Espera... Não tem como sairmos daqui?!? – Espeon grita, logo tampando a boca com a pata. Palkia e Dialga parecem escutar a frase, e procuram ao redor pela dona da voz.

– Droga, Espeon! Não sabe se controlar?- Persian sussurra entre dentes. – Vamos, continue andando, será melhor se aqueles caras não virem a gente, já estão irritados demais... – O gatuno volta a andar a passos silenciosos e cautelosos, mas então uma figura, consideravelmente pequena, entra à sua frente e o para.

– Olá, quem são vocês? – A criatura, que era azulada e portava uma esfera vermelha na testa idêntica a de Persian porém um pouco maior e oval, pergunta. Matinha em rosto um sorriso peculiar, os olhos sem vida, como se estivesse em estado vegetativo.

– N-nós? Ér...

– Como vocês dois chegaram aqui? – Dialga pergunta, surgindo, acompanhado de Palkia, atrás dos gatos que se assustam. – Azelf, de onde eles vieram?

– Não tenho a mínima ideia, só os percebi aqui agora. – O pequeno dá uma volta ao redor dos dois, os analisando cuidadosamente. – Hey, olhem. Eles tem os seus amuletos! – Direciona sua fala aos dragões do espaço-tempo, que se surpreendem.

– O Anel de Cronos e o Anel de Caos... Então são vocês os Escolhidos. – Dialga fala, após um tempo em que todos estiveram em silêncio.

– Como chegaram aqui? Esta dimensão é totalmente fechada, é praticamente impossível um Pokémon não Lendário acessá-la! – Palkia exclama.

– Bem... Na verdade nem nós sabemos direito como viemos parar aqui. – Espeon começa, cautelosa com as palavras. – Estávamos batalhando quando os amuletos se colidiram e então um buraco negro nos puxou para cá...

– Corrigindo: Quando um buraco negro surgiu e você pulou dentro dele. Eu só vim pra tentar te salvar. – Persian dá seu ponto de vista, e depois de algum tempo relutante, Espeon concorda com sua versão do acontecimento. – De qualquer jeito, não estamos aqui por vontade própria e não queremos incomodar. Então, se pudessem nos falar uma saída ou...

– Não era você que há algum tempo atrás disse não termos uma saída? – A gata diz, implicante.

– Okay, okay, sem briguinhas por aqui! – Dialga adverte. – Parece que a roçar entre os dois anéis espaciais dá um acesso para cá, interessante... E sinto vos informar, mas não tem como vocês irem embora.

– Na verdade, eles têm sim como ir, você e Palkia que não. – Azelf fala, reanimando os felinos. – Vamos manda-los logo de volta para casa, criem o buraco negro e eu o seguro para dar tempo d’eles passarem.

– Espera, por que vocês não podem sair? – Espeon pergunta, com curiosidade na voz.

– Isso não é da conta de vocês. – Dialga responde, seco e indiferente.

– É verdade, não é da nossa conta! Vamos embora logo, Espeon! Aproveitar que eles estão de bom-humor e ainda não zuniram a gente... – Persian sussurra, tentando esconder o medo em sua voz, embora fosse super evidente.

– Não, eu gostaria de saber! Por que não podem nos contar?

– A garota só quer uma informação, Dialga. Como Guardião dela, seria justo contar. – Palkia se pronuncia. – Argh, não dê muita atenção, é que desde que viemos para cá ele é irritado assim mesmo. Sabe como é, ele é o Pokémon do tempo, e em buracos negros, o tempo não passa...

–Guar... dião? Você é meu Guardíão, Dialga? – A rosada estava surpresa ao ouvir aquilo.

– Sim, isso que ouviu. – Dialga diz, um pouco mais simpático agora. – Prazer em conhecê-la, minha cara Escolhida. – Um grande sorriso ilumina o rosto de Espeon, que faz uma espécie de reverência ao Lendário. – Bem, já que queres saber, acho que não fará mal contar, certo? Azelf, pode começar?

– Claro, por que não? Adoro contar histórias! – O pequeno dá uma pirueta no ar. Seria bem fofinho se não fosse por sua expressão facial macabra. – Toda essa tormenta começou à alguns milênios atrás, um pouco antes da Guerra Milenar Pokémon. – Ele para por um segundo e pensa um pouco. – Ahn... Acho que será melhor se vocês mesmo verem.

A dimensão começa a se distorcer, porém sem afetar fisicamente os presentes ali. A imagem de um lugar não conhecido pelos felinos se forma sob eles, como se estivessem realmente naquele lugar.

– Wow, esse lugar... É lindo. – Espeon exclama, maravilhada e boquiaberta.

– É verdade. – Persian é obrigado a concordar, o lugar era de fato encantador. – Mas afinal, o que estamos fazendo aqui mesmo?

– É que a história que irão ouvir se passa, em partes, aqui. E também porque viver a situação será bem mais emocionante do que contar! – Azelf explica, mais animado do que deveria. – É aqui onde o caos mundial começa. Olhem, a peça já vai começar! Silêncio, não quero perder nada!

Duas figuras surgiam no local, um pouco mais a frente do grupo. Ao tomarem forma total, se revelam ser Palkia e Dialga.

– Ué, são vocês. – Persian parecia confuso, demorava para entender o que ocorria ali.

– Sim, somos nós. Porém um antigo ‘’nós’’, uma versão de nós que ainda era muito inocente para entender o que aconteceu na época... – Palkia parecia estar se lamentando. Por algum motivo que não sabia, Persian se sentiu mal pelo Lendário.

Uma outra sombra aparece, vindo das árvores. Este se revela como sendo Mewtwo. Ele se aproxima dos dragões, e os três parecem conversar amigavelmente.

– É tão estranho ver vocês três íntimos assim depois de saber que Mewtwo matou vocês dois e todo o resto... – O gato branco diz.

– Acontece que não estamos exatamente mortos. – Fala Dialga. — Nenhum de nós três, contando com Azelf, está em sua forma espiritual, nosso '’castigo’’ foi diferente do castigo dos outros Lendários, que foi a morte na guerra que ocorreu.

– Deixa eu adivinhar, o castigo de vocês foi ficarem presos naquela dimensão eternamente sem poder sair, certo? – Chuta um palpite Persian, ganhando um aceno positivo de Dialga.

– Que horror! Isso não se faz com ninguém! Tirar a oportunidade de viver do Pokémon... Deve ser tão deprimente. – Espeon protesta, tristeza no olhar e na voz.

– Shiii! Vai começar. – Azelf sussurra para os outros, com um sorriso amedrontador no rosto. Rapidamente, se vira para o ‘’palco’’ do acontecimento.

– Mas o que? Haha, Mewtwo, você só pode estar brincando. – Dialga ria, junto com Palkia. Mewtwo deu um pequeno riso sem graça, parecia não achar tão engraçado quando os companheiros.

– Éhr, digamos que eu não esteja brincando. – O Psychic fala, acabando logo com os risos alheios. – Dialga, Palkia, amigos, imaginem só. Um mundo somente nosso, onde podemos fazer tudo o que quisermos! Sem mais seres inferiores a nós para nos atrapalhar, sem mais esses malditos Pokémon em nossos caminhos! Seremos os reis desse mundo!

– Estás delirando, por acaso?!? Estás nos dizendo que pretende matar nossos iguais e nossos amigos Lendários para termos um mundo onde só existirá nós três? – Palkia pergunta, em um misto de inconformidade e choque. – Isto é loucura! Matar um monte de vidas inocentes para nos satisfazer, isso é desumano!

– Pare de usar termos humanos em nossas conversas, essa raça nem existe mais! – Mewtwo grita, já começando a se exaltar. – E o que têm de loucura em um universo todo só para você? Isso é o sonho de qualquer um! E com o nosso poder reunido, podemos ser os únicos a alcançar esse sonho!

– Estás elaborando tantas coisas, mas esquece-se eu Arceus nunca nos deixará matar um ser sequer por puro interesse! – Dialga se manifesta.

– Arceus? Arceus nem ousa se meter neste assunto. Não se preocupem, já tenho ele em minhas mãos, não poderá nos impedir de absolutamente nada.

– Hey pessoal! – Uma voz masculina animada, não vindo de nenhum dos três já presentes, ecoa. Ao fundo, três figuras pequenas e bem semelhantes aparecem flutuando, sorrindo.

– Urgh, os Guardiões do Lago. Bichinhos mais irritantes! – Mewtwo sussurra para si mesmo, bufando e revirando os olhos.

– Azelf, Mesprit, Uxie! – Palkia cumprimenta os amigos, sorridente. — O que fazem aqui?

– Yoo, Dialga, Palkia, Mewtwo! – Mesprit cumprimenta de volta. – Só estamos dando uma volta. Estávamos ajudando Xerneas a alimentar a Árvore da Vida, mas então Yveltal chegou e os dois começaram a discutir, como de costume. Então resolvemos procurar por outra gente para nos fazer companhia. – Sorri, dando piruetas.

– E achamos vocês aqui! – Uxie se pronuncia, sua voz era doce e baixinha, se tornando bem agradável de se ouvir. – O que estão fazendo?

– Haha, nada demais. Só Mewtwo que deve ter comido Berries demais hoje pela manhã. – Palkia brinca, tirando risadas dos pequeninos e do Dragon/Steel. – Está falando asneiras, mais do que o normal.

Uma Shadow Ball de grandes proporções é lançada aos cinco, que recuam assustados com a ação, que vinha de Mewtwo. O Pokémon geneticamente modificado carregava uma expressão raivosa e sombria no rosto.

– Quando eu digo que falo sério, é porque realmente estou falando sério. Não queiram duvidar de minha palavra, não quero dar um fim trágico à vidinha medíocre de vocês.

– Hey, por que isso, Mewtwo? – Azelf e seus dois companheiros se aproximam do psíquico. – Lembra do nosso Código de Honra? Lá dizia que nós, Lendários, não poderíamos encaminhar um ataque ao outro propositalmente.

– Você cometeu uma grave falta! – Uxie exclama, chateado. – Se desculpe, antes que Arceus se dê conta do acontecido!

– Não me digam o que fazer, sumam da minha frente! – Mewtwo, com seu braço direito, arremessa as criaturinhas para longe. Os três acabam colidindo numa árvore ali presente, e caem no chão. Assustados, se recusam a sair dali, com medo do que poderia lhes acontecer.

– Eu era tão fofinho nessa época. – O Azelf da dimensão atual fala, ainda com aquele sorriso diabólico. Persian e Espeon se entreolham, ambos já tinha quase certeza de que aquele Pokémon não tinha uma mente normal.

– Mewtwo, controle-se! Eles só deram uma opinião, não é motivo para destratá-los! – Palkia grita. – Estás passando dos limites! – Mewtwo, ainda mais irritado, lança um Thunderbolt na direção do Water, que por pouco não é atingido em cheio. – Argh, parece que a obsessão pelo poder lhe assumiu a cabeça, amigo. Perdão, não gostaria de fazer isto, mas...

Palkia começa a preparar um Draco Meteor gigantesco, mas é logo parado por um soco que lhe atinge a boca do estômago. Era um soco aparentemente normal, porém com força incontestável. Dialga contra-ataca pelo amigo com uma Shadow Claw, mas também é atingido, pela cauda de Mewtwo.

– Urgh, de onde veio tanto poder? Com simples investidas ele conseguiu nos colocar no chão! – Dialga exclama, surpreso. Estava prestes a se levantar, quando uma onda elétrica lhe paralisa, assim como a Palkia. Um Thunder Wave vindo igualmente de Mewtwo.

– Vou ser bem direto. – Começa o psíquico. – Vocês dois, deuses do Espaço-Tempo, não querem ajudar em meu plano de dominação mundial, e com certeza irão alertar sobre os outros Lendários sobre o que planejo. Eu poderia matá-los agora e acabar com isso de uma vez, mas vocês são meus melhores amigos, não teria coragem de fazer isso com vocês depois de tudo que passamos. Mas, como não posso arriscar minha futura liderança neste mundo, terei que mantê-los longe do alcance de todos. – Uma força cósmica começa a girar em torno do mesmo, em poucos segundos um portal interdimensional é aberto. Os dragões são sugados para dentro, porém resistem se segurando ao chão.

– Mewtwo, pare!! – Mesprit grita, desesperada. – Você está doente! Não enxerga o que estás fazendo? – Ela e os outros dois Pokémon do Lago se aproximam, segurando os braços do Lendário enlouquecido, como se isso fosse surtir algum efeito.

– Urgh, coisas inúteis! Irritantes! Queimem no inferno, pequenas criaturas abomináveis! – Mewtwo se livra dos três, e pega Uxie e Mesprit, um com cada mão. Os dois tentam se soltar, mas falham. Uma carga elétrica de poder fora do normal desce pelos braços de Mewtwo eletrocutando os dois, que já ficam bem fracos. Após, o Psychic pega Uxie e o joga de cabeça contra uma árvore próxima. O pequeno cai no chão, aparentemente desacordado, sangue escorre de sua cabeça. Mesprit é a próxima, com ela fora diferente: Foi enforcada pelos dois fortes braços do maior até não dar mais um sinal de vida sequer. A garota também é jogada naquela mesma árvore, e cai ao lado de Uxie.

Diante a isso, Azelf encontrava-se sem reação. Boquiaberto, os olhos inexpressivos e perdendo a vida aos poucos. Era como se, mesmo não tendo sofrido ataques físicos, estivesse morrendo, por dentro.

– Por... Por que f-fez isso? – Perguntou, sem toda aquela animação vista anteriormente.

– Se não tivessem se metido em meus assuntos particulares, nada disso teria acontecido! – Responde o outro, pegando Azelf de surpresa pelo pescoço, porém sem a intenção de matar. – Você e seus antigos amiguinhos, sempre se metendo em tudo! A única missão de vocês era proteger o Lago dos Desejos e Divindades Sagradas, mas não, não bastava, vocês tinham que também arrumar o cargo de bonzinhos e amiguinhos de todos! Vocês sempre me tiravam do sério! E você, Azelf, você foi o que eu sempre mais odiei! – Apertou um pouco o punho, o azulado tinha dificuldades para respirar. – Eu poderia te matar agora também, mas acho que tenho algo melhor para fazer com você. Irá viver, o resto de sua vida sem sentido, preso junto com Palkia e Dialga, no vazio, sendo atormentado a todo momento pela imagem de seus companheiros mortos! – Grita, jogando o pequeno no portal negro. – E vocês dois, o que estão esperando? Vão logo para seu novo lar, junto ao amiguinho de vocês. – Se referia aos Dragons, que continuavam paralisados.

Um Thunderbolt é lançado atrás dos dois, os empurrando mais para o portal. A força cósmica se torna mais forte e os consegue vencer. Depois de serem sugados, o local volta ao normal, com o buraco negro se fechando. Mewtwo apenas dá um risinho de meia boca antes de pegar os corpos de Uxie e Mesprit e sair do local.

– Wow. – Persian é o primeiro a se manifestar após a '’apresentação’’. – Então... É por isso que Azelf é tão...

– Perturbado? – Dialga completa. – Sim, exatamente. Acho que com tudo isso, ele foi o que mais sofreu.

– Oh... Azelf, sinto muito por ter passado por isso... – Espeon diz, ressentida e com algumas lágrimas nos olhos púrpuras.

– Sente muito? Pelo que? – Ele diz, aquele sorriso peculiar ainda estampado na boca. Parecia, realmente, não saber do que a gata falava. – Nossa, essa peça me surpreende cada vez mais. Não importa quantas vezes eu veja, sempre vou querer repetir e repetir. E tudo tão... Realista. Oh, espere, é baseado em fatos reais, é óbvio que tem que ser realista. – Ele ri de uma forma macabra, assustando os gatos. De repente, para o riso e fica sério. – Vamos voltar para a nossa dimensão.

A paisagem começa a sumir como um holograma. Logo, estavam de volta àquela dimensão trancada.

– Vocês já sabem muito crianças, voltem para casa, agora. – Dialga ordena, começando o processo de criação do portal para a dimensão terráquea.

– Tudo bem, acho que já está na nossa hora mesmo. E muito obrigada por nos esclarecerem esta história, me ajudará muito em minha busca pela derrota desse cretino que é o Mewtwo! – Espeon estava visivelmente indignada com o que viu.

– Q-quer dizer, nossa busca... – Persian tenta consertar a rival, dando um risinho sem graça ao fim. Não saberia o que poderia lhe acontecer se soubessem que não estava do ‘’lado certo’’ da luta.

– Não precisa mentir, sabemos que está apoiando Mewtwo. – Palkia corta, firme. – E não faremos nada de ruim com você, se é o que está pensando. É seu direito escolher por qual lado lutar, embora eu não gostasse nada de um dia ser invocado a favor daquele... Ah, enfim. Persian, se por acaso te escolhi, é porque sei que, no fundo, você tem um grande potencial, mais do que Mewtwo acredita ter. E no fundo, sei que você tem uma boa alma, com boas intenções, porém você mesmo ainda não enxergou isso. Você pode ser muito mais do que isso. Pense direito no que estará fazendo da próxima vez que escolher seguir uma ordem de seu ‘’chefe’’. – Termina, sorridente. O gato não consegue evitar sorrir se volta e fazer uma reverência de saudação.

– Obrigado, Palkia. Irei repensar melhor minhas atitudes. E Azelf, não se preocupe, nós vamos te libertar daqui um dia e daremos um jeito de tirar tudo aquilo da sua cabeça, eu te prometo.

– Vocês acham mesmo que conseguiram me tirar daqui? E acham que podem salvar o mundo? Pufff. Este mundo não tem mais uma salvação. Brevemente, toda sua espécie será extinta por ele, você será morto vendo seus amigos e parentes mais queridos serem mortos também, sua terra será apenas um triste córrego de sonhos e desejos não realizados. – Ele diz, fitando uma pequena constelação à sua frente. – Boa viagem de volta, gato. – Ele tenta tocar uma estrela, mas a mesma ‘se afasta’. Ele ri com aquilo, e continua tentando pegar o corpo celeste.

– Dialga, espero um dia nos vermos novamente. – Espeon fala, com um singelo porém sincero sorriso.

– E com certeza vamos nos rever. Até, querida. – Ele responde, também sorrindo com aquele seu jeito apático.

O portal de antes é recriado. Os Pokémon se despedem (quase todos, Azelf se encontrava ocupado demais caçando estrelas) e os felinos voltam para o campo gramado onde tudo aquilo começou. Caíram de mal jeito, um ao lado do outro, mas logo se levantaram e tiraram a poeira do corpo.

– Wow, isso foi... Bem louco. – Persian diz após um tempo em silêncio. – Cara, vou ter pesadelos esta noite com aquele Azelf, pelo amor de Arceus, bicho encapetado! – Mantinha uma expressão assustada.

– Hey, não fale assim! – Espeon protesta. – Ele sofreu muito ao ver seus amigos leais serem mortos, deu pra ver, pelo estado em que ele ficou após aquilo, que é um Pokémon de mente fraca e muito influenciável, as falas de Mewtwo o afetaram mais ainda. Eu realmente sinto por ele, parecia ser um Pokémon tão alegre antes de tudo isso... – Termina, cabisbaixa e suspirando.

– Realmente, também me deu pena. E olha que não sou de sentir pena de muita coisa... – O persa complementa, também aparentando chateamento. – Mas, mesmo depois de tudo isso, muitas questões ainda estão em aberto. Por exemplo, se Palkia realmente sabia que eu serviria a Mewtwo, por que me escolheu então? Aquela explicaçãozinha dele não me convenceu...

– Pois é. E também, Mewtwo parece ser bem temperamental, de acordo com o que deu pra ver. Até diria que possui problemas com personalidade...

– E realmente possui. Vai por mim, ele é totalmente imprevisível. Em uma hora está vendo fotos de Skitty’s fofinhos e falando de como o mundo é um lugar maravilhoso, e na outra hora está matando qualquer um que lhe aparece na frente. É bem difícil lidar com ele. – Confessa o gato. – Porém, Dialga não fica muito atrás em bipolaridade. Viu só, em uma hora ele só dava patada em você, e agora no final até saudação rolou entre vocês dois. Vai entender!

– É como Palkia disse, eles estão vivendo em um buraco negro, o ponteiro do relógio não gira lá. Já parou pra imaginar o quão ruim isso deve ser logo pro Pokémon controlador do tempo? – A Eon defende seu Guardião. Persian pensa um pouco e acaba por concordar. – Outra coisa que me intrigou foi: De onde raios Mewtwo conseguiu tanto poder? E também, onde diabos estava Arceus naquela hora que não impediu nada?!?

– Isso também é um mistério para mim, não sabia que meu mandante era tão poderoso... – Espeon olha desconfiada para Persian, que continua. – Mas é verdade o que estou falando! Tudo bem, se não quiser não acredite. Bem, vou indo embora, já passei muita coisa por hoje.

– Não deveria levar meu Anel de Cronos com você? E aquele papo de que Mewtwo iria mata-lo se não o levasse?

– Aquilo foi drama, ele não chegou a me ameaçar diretamente. Deixa eu te dar um conselho: Eu sou muito exagerado às vezes, portanto, não leve muito a sério o que digo. – Sorri forçada e fechadamente. – Enfim, até qualquer outra hora.

– Até. – Espeon se despede. Persian já se afastava correndo do lugar, quando a gata resolve chama-lo novamente. – Hey! Persian! – Ele a olha. – Obrigada, por ter me salvado. – Ela sorri, recebendo um ‘’Não há de que’’ e um risinho como resposta. – Agora, tenho que achar o resto do grupo, afinal, estou perdida...

– Yeeeeey! Espeon! – Uma voz familiar a grita. Ao olhar mais ao horizonte, Cubone acenava alegre, um grupo vindo atrás do mesmo. Ao verem, os outros também sorriem e comemoram, tirando da mente o peso de quase perderem uma amiga.

Notas finais
E então? Bom, ruim, péssimo, ótimo? Deem suas opiniões nos reviews!! Agora, ao que eu queria falar com vocês. Primeiro de tudo, acabei de reabrir as vagas!! Foi um pouco antes do que eu esperava, mas enfim... E segundo, por que eu reabri as vagas mais cedo? Bem, tenho dois motivos. O principal é que eu preciso de personagens para o novo ''arco'' da história. Na verdade, não é que eu precise, já tenho um bocado de fichas comigo e talz e eu até poderia criar os personagens necessários, mas tô com preguiça e deve ter alguém por aí interessado em participar, então... :v E o motivo secundário é que os leitores daqui tão sumindo T.T Uma boa parte não dá mais sinal de vida, nem MP mais me envia T.T O que aconteceu com vocês, meus anjos? Como já disse lááá no início, quem não dá sinal de vida têm a participação de seu Pokémon reduzida ao extremo, e isso já começará a ser visto no próximo capítulo (Que já tem mil palavras, não deve demorar muito para eu postá-lo). Como muitos personagens deixarão de fazer importantes aparições devido ao sumiço do povão todo daqui, quero dar a chance à alguém que ainda não participe da história mas que ache minha ideia interessante ^.^ O capítulo foi revisado, mas caso haja algo desconexo, algum erro de português ou algo incoerente, por favor me avisem para eu consertar, sou grata desde já :33 Well, até ^3^