Pokémon Omega Advanced
4 Um Ralts Diferente
Notas iniciais
Capitulo 4
Um garoto olhava uma batalha entre um treinador e um Pokémon selvagem. Ele estava sentado em uma pedra, usava uma bermuda e uma camisa azul e olhava o outro dar comandos ao seu Pokémon, mais precisamente um Charmeleon.
O jovem garoto de apenas oito anos assistia o seu irmão lutar, admirava como ele conseguia controlar seu Pokémon em uma batalha. E vibrava, a cada movimento desferido pelos pokémons.
- Incrível! – falou o mais novo para seu irmão assim que ele capturou o Pokémon que, por sinal, era um Aron. O mais velho que possui cabelos escuros e olhos também escuros, vestia uma calça escura e com uma jaqueta verde o olhou e sorriu com presunção.
- Esperava algo menos de mim, Max?- o irmão caminhou até o mais velho que deveria ter uns onze ou doze anos.
- Não mesmo! – ele olhou para o Charmeleon e disse.
- Espero algum dia ter um Pokémon tão forte quanto o seu! – o seu irmão e o pokémon gargalharam.
- Ora, Max. Eu diria que isso e improvável. – o jovem nada disse.
- Vamos, temos que encontrar o vovô.
Os dois estavam com seu avô que fazia pesquisas em uma ilha de nome Iron, conhecida por ser habilitadas por pokémons de metal incríveis.
Os dois já se preparavam para partir quando escutam uma grande explosão e, do nada, vários gritos de pessoas.
Vários cientistas que estavam na área começam a correr e o jovem mais velho se separou do irmão, o deixando sozinho. As pessoas que passavam quase atropelam o garoto que cai no chão e enquanto tanta se levantar ele se vira a tempo de ver uma poderosa presença, que estava vindo em sua direção. Sem conseguir se mexer ele apenas observa os dois pokemons que se aproximavam. O medo o dominava e ficou a encarar nos olhos dele, era como se o tempo tivesse parado e tudo o que se escuta é um chamando.
- MAXXXXXX!!!!!
O jovem levanta rapidamente da cama. Suava frio. Seus olhos estavam abismados e tenta dizer a si mesmo de que foi só um pesadelo. Ele olha para os lados tentando se recordar onde estava e, por alguns segundos, fitou o vazio. Mas logo se lembrou do que havia acontecido.
Depois da retirada estratégica na batalha com Fenrir, Max e Alissa correram até a cidade de Elipine que estava muito próxima deles.
Assim que chegaram, eles foram imediatamente em direção ao Centro Pokémon onde deixaram Ralts e seus pokémons sobre os cuidados da doce enfermeira Joy. Como já era de noite, eles simplesmente pegaram cada um seu quarto e foram dormir.
O jovem olhou pela janela e notou que ainda estava escuro. Presumiu que ninguém estivesse acordado e se levantou. Como estava apenas de calção, pegou sua blusa e desceu as escadas, pois precisava de água e de ar.
Caminhou até a cozinha do Centro Pokémon e pegou um copo com água para, em seguida, ir em direção de uma das grandes janelas e a destrancou.
Abriu devagar para não acordar ninguém e encostou-se no batente. Sentiu o vento gelado da noite e ficou a admirar a cidade: era uma cidade grande, mas não era movimentada por natureza. As exceções era o fato de que haverá um torneio nesta cidade, era possível imaginar como estaria este mesmo Centro Pokémon amanhã, que é quando provavelmente começara a chegar mais treinadores e, com isso, a agitação seria grande.
O jovem treinador sorriu consigo mesmo e tomou um gole de sua bebida, voltou sua atenção para a rua e notou alguns tipos estranhos, mas os ignorou, deixou que seus pensamentos flutuassem e se surpreendeu ao notar que Elekid estava sentado na janela e o encarava.
- Pesadelos? – aquilo não era uma pergunta e sim uma afirmação.
- Não há com o que se preocupar. — o Pokémon amarelo balançou a cabeça em negativa. Ele voltou a sua atenção para a rua e com isso fitou os indivíduos estranhos.
- Por que não... – ele parou de repente, fato notado por seu treinador.
- O que foi?- ele apontou para o lado e viu o pequeno Ralts que se aproximava com cautela.
Max esperou ele se aproximar mais e sorriu para o pequeno que não retribuiu e o encarou serio.
- Por que me ajudou? – era a primeira vez que Max ouvia sua voz, era calma e controlada. O Pokémon falou olhando para Elekid que apenas deu de ombros.
- Me deu vontade. – o pequeno amarelo sorriu, e o outro o encarou em silencio por alguns segundos depois disse ainda sem olhar para o treinador do outro Pokémon.
- Pois não espere minha gratidão. — ele já rumava para a saída do Centro Pokémon quando simplesmente parou e os olhou, apontou sua pata para o treinador e disse:
- Eu o desafio. – Max baixou seu olhar, ficando em silencio por alguns segundos e, para a surpresa do pequeno psíquico, Max respondeu.
– Eu aceito.
Ralts abriu bem os olhos e disse:
- Você me compreende? – e se surpreendeu mais ainda quando o obteve como resposta uma afirmação com a cabeça.
Max pulou a janela, seguido por Elekid. Foram até a praça que, há essa hora estava vazia. Logo Ralts apareceu usando seu Teleport (Teletransporte) na frente dos dois se colocando em posição de batalha.
Ralts começou o ataque girando em seu próprio eixo. Ele liberou uma rajada de folhas brilhantes que foram em direção ao Pokémon amarelo.
- Esquive. – a ordem direta de Max foi atendida e Elekid começou a correr escapando das folhas – Agora Quick Attack! (Ataque Rápido)
O Pokémon escapou das ultimas folhas lançadas e com um único movimento disparou contra Ralts. O próprio esperou e no ultimo instante simplesmente sumiu.
- Teleport... (Teletransporte) – bufou Max – Tinha me esquecido disso...
O Ralts apareceu perto de Elekid e com um estranho brilho em seu olho. Elekid foi paralisado e depois foi erguido no ar, sendo jogado para longe e indo de encontro há um banco da praça que se espatifou de imediato com o choque.
Elekid se levantou um pouco tonto mais recobrou a consciência e o controle.
- Confusion. (Confusão) – Max sorriu – Nada mal, mas não e o bastante, use o Brick Break! (quebra telha)
Elekid partiu com tudo e começou a desferir golpes contra Ralts que sumia e depois reaparecia em outro lugar.
- Agora Thundeshock! (Choque do Trovão) – o pequeno pokémon eletrico liberou uma descarga que caminhou destruindo parte dos bancos próximos há Ralts. Ele tentou se teletransportar, mas o usou tanto na evasiva que se pegou sem energia. Com isso fora fortemente golpeado pela energia elétrica.
- Agora Quick Attack! (Ataque Rápido) – sem dar tempo para o pokémon psíquico recuperar, Elekid o ataca em alta velocidade. O golpe o joga longe, mas mesmo ferido, Ralts não se entrega e se levanta com dificuldade.
Max o fita seriamente. O Pokémon o encara e lhe mostra que ainda não esta derrotado, girando em torno de si novamente e liberando outra rajada de folhas.
- Contra ataque com Thundershock! (Choque do Trovão) — as duas técnicas se colidem causando uma explosão – Use o Brick Break! (Quebra Telha)
Ralts só escutou o comando. Mas com a nuvem de poeira cobrindo o campo, ele não sabia de onde vinha o ataque e, quando descobriu. já era tarde de mais. Elekid estava no ar e seu braço direito brilhava, em queda livre o Pokémon amarelo acertou o oponente e uma nova nuvem de poeira se ergueu.
Mesmo sem ver Max arremessou uma pokébola azul com detalhes em vermelho, uma Great Ball e entre a nuvem de poeira se ouviu o som do pokébola encontrando o alvo e o capturando.
Max caminhou e seguiu atravessando a poeira. Ele se abaixou e pegou a pokébola e a observou por algum tempo, até a voz de Elekid lhe chama a atenção.
- É melhor sairmos daqui. – Max se levantou e o olhou – Os vizinhos devem ter escutado e chamado a policia. Vão querer que você pague os estragos.
Max concordou e ambos retornaram rapidamente para o Centro Pokémon. Adentraram pela janela e a trancaram. Subiram como se nada tivesse acontecido. Já lá dentro do quarto, Max liberou Ralts que o olhava desconfiado. Foi até sua mochila e pegou um kit de primeiros socorros e, com muito cuidado, Max tratou dos dois pokémons. Logo Ralts já estava interado a família.
De manha cedo Max já tomava café. Junto dele estavam seus dois pokemons. Nisso Alissa se aproximou sorridente e disse:
- Bom dia a todos! – Max a olhou e lhe deu um sorriso infantil.
- Bom dia. Você acordou de muito bom humor pelo visto.
- Claro que sim, pois hoje terei muitas coisas para fazer como, por exemplo – ela vez um pequeno suspense, não que alguém realmente estivesse prestando atenção — Vou capturar você!
Ela apontava para Ralts, mas ele nem se mexeu.
- Vamos lá para fora! – ela caminhou mais parou ao perceber que não estava sendo seguida – Ei! Tô falando com você! Tá surdo por acaso?
- Alissa, você não pode capturá-lo. Eu já fiz isso. – pronunciou Max lentamente e depois voltou comer um pedaço de pão, enquanto Alissa o encarava com uma expressão incrédula.
- Quando o capturou? – Max a olhou e disse:
- Ontem!
- Ô garota lesada, viu... – bufou Elekid.
- Ela e sempre assim? – perguntou Ralts.
- Não, ela e pior. — respondeu o pokémon elétrico.
Ralts nada disse, apenas voltou a comer sua ração. Alissa ficou desnorteada, mas logo se recompôs.
- Não importa. — ela ergue o queixo e diz – Você não tinha uma batalha de ginásio hoje?
- É verdade... Bem, é melhor eu me preparar. – ele ia se levantar quando ouviu a voz doce da enfermeira Joy.
- Espere. — e se aproximou e continuou- Você está indo desafiar o líder do ginásio?
- Sim, algum problema? – ela balançou a cabeça afirmando.
- É que o líder não está no ginásio. Ele viajou, parece que teve problemas com a liga. -
Max baixou a cabeça estava ansioso para sua primeira disputa, mas Alissa notando a tristeza do amigo decidiu ajudar.
- Ei Max, não fique assim. Pensa pelo lado positivo, assim você não vai levar uma surra do líder. – Max a olhou espantado.
- Muito obrigado, Alissa. Ajudou bastante. – ela sorriu e disse:
- É bom, pois assim você me assiste treinar para o torneio de amanhã. – Max de repente se levantou e sorriu um sorriso de criança.
- Alissa, você e um gênio. – ele a segurou pelos ombros.
- Eu sei que sou. – falou de forma convencida.
- Ela é?!! – disseram Elekid e Ralts ao mesmo tempo e Max teve quase certeza de que a própria enfermeira falou isso também...
- Claro, vou participar de um torneio. – todos o olharam, abismados.
Fale com o autor