Pokémon Omega Advanced

10 Ghost House part2


Notas iniciais
oi Arton de volta quero agradecer a Tatatorterra por betar e a CanasOminous pelas palavras de encoragamento bem vamos ao capitulo

O grito de pavor fez com que Max despertasse de sua inconsciência. Olhando para o lado aterrorizado encarou os escombros daquilo que fora o local de sua batalha: tinha subestimado a força de Gengar, um erro que poderia ter sido fatal.

Elevou as mãos à nuca passando-as pelo cabelo, porém se surpreendeu a notar que havia mais cabelo do que ele se lembrava, o mesmo chegava no máximo até abaixo da nuca. Percorreu mais uma vez apenas para ter certeza de que não fora sua imaginação.

Levou a s mãos a frente do rosto ainda sem entender e as encarou, mas não as reconhecendo, as mãos eram finas e delicadas, pintadas e bem cuidadas — nada que lembrasse as suas próprias.

Tudo se tornou claro ao olhar a frente e se deparar com um jovem que se olhava no espelho com feições que somente demonstravam medo e espanto. O jovem que se mantinha fixo no espelho se voltou para ele. Se levantou e correu em direção a Max que se mantinha em silencio assustado de mais para formular uma frase.

O jovem de rosto tão conhecido se aproximou praticamente se jogando no solo sentando-se sobre os joelhos o silencio reinou absoluto. Logo o jovem falou primeiro:

- Max? – o medo estampado em sua face só aumentava a tonalidade preocupante que se passava pela voz.

-Alissa? – notou que ao falar sua voz saiu em tom bem mais agudo do que o de costume.

Nesse momento os dois souberam o que havia acontecido, mas ainda sim um deles precisava dizer:

-Gengar trocou nossos corpos... – a fala apesar de um sussurro fora clara e a jovem a sua frente que agora estava em seu corpo desabou a chorar lagrimas grossas, que caiam em desespero sem se importar com nada.

O jovem que nunca dentro dos últimos dois anos se permitia a chorar, agora via seu corpo tremer compulsivamente enquanto chorava libertando todo o seu medo, o que lhe trouxe uma lembrança.

Sem poder se conter o jovem no corpo de uma menina trouxe para si a amiga, abraçando-a e tentando de algum modo lhe passar conforto e tranquilidade, somados ao calor do corpo que não era seu.

A jovem se surpreendeu com o ato, mas não reclamou em sua mente só consegui desabafar tudo de uma vez chorando a ter se controlar. No fim decidu falar assim que se sentiu mais calma:

- Max, tô com medo... – a mais pura verdade saiu daqueles lábios em gestos calmos. Max percorreu o cabelo agora curto da amiga lhe dando um pouco de paz.

- Vai ficar tudo bem. – ela o encarou e em um sussurro questionou:

- Promete? – a voz um pouco mais grosa não combinava com a cara de garotinha triste, fez Max sorrir.

- Prometo. – por alguns segundos somente suas respirações poderão ser ouvidas plenamente.

Alissa umedeceu os lábios apreciando o gosto diferente que sentiu e, no fundo, desejou saber qual seria o gosto desses lábios junto dos seus. Observou Max que, sem reação, fitava o vazio atrás dela. Ele sorriu para ela e disse:

- Vou procurar nossas coisas, volto logo. – ela assentiu e esperou um pouco suspirando aliviada ao vê-lo retornar com suas coisas as entregando a dele e ficando com as suas.

- Não encontrei nossos pokémons, estou preocupado... – a expressão de Max se tornou seria e Alissa concordou.

- Temos de acha-los e dar um fora daqui. Talvez se sairmos, nós voltaremos ao normal.

- Você pode ter razão, é nossa melhor opção agora. – ele sorriu novamente – Vamos.

Os dois seguem pelos corredores que pareciam não ter fim, chegando a um ponto em que não sabiam em que direção estavam indo, enquanto tentavam encontrar os pokémons desaparecidos. Max olhou uma sala de cores brancas mais a frente, e logo depois uma porta.

Assim que entraram no recinto que era rodeado de espelhos, Alissa passou a se olhar por completa fia o corpo em que estava coberto por sujeira fazendo a garota criar uma expressão de desgosto.

Max parou e retirou os sapatos de salto que Alissa usava, ato que facilitava sua locomoção. Dando os sapatos a dona, ele se dirigiu a porta e a abriu revelando uma espécie de grande arena onde no final podia se ver Magby e Bulbasaur desmaiados.

Com movimentos rápidos os dois treinadores retornaram seus companheiros a suas pokébolas.

- Isso é ótimo! Eles estão bem e acho que aquilo e a saída! – ela referia-se a um portão que ficava pouco a frente logo, depois de atravessar o recinto.

- É, você deve estar certa. Mas acho que Gengar não deixará nós sairmos daqui tão facilmente... – ele olhava para os lados caçando algo invisível.

- Do que está falando? – a resposta não foi dada pelo companheiro, mas sim pela sinistra risada de Gengar.

A figura sombria se ergue do solo, causando uma sensação de arrepio em todos. Seu olhar era indecifrável, porém ainda sim, medonho.

- Nunca sairão daqui, ainda preciso de vocês. – a voz fria e macabra de Gengar vez tudo parecer ainda pior.

- Não pode nos manter aqui! E destroque nossos corpos! – Alissa berrou frenética enquanto lagrimas de desespero caiam de seu rosto.

Max observava tudo em silencio, enquanto notava como o Pokémon fantasma sorria ao ver o desespero de Alissa fazendo o jovem tem uma pequena intuição.

- Me obrigue. – sorriu o terrível fantasma fazendo a jovem enlouquecer de vez agarrando o cinto do amigo, dono original de seu corpo. Ela pegou as duas pokébolas e gritou:

- Elekid! Ralts! Pra fora! – as bolas giraram no ar liberando os dois pokémons

.

Os dois se prepararam para a batalha encarando o adversário que sorria com a certeza da vitória. Mas parecia desejar algo mais:

- Elekid, Brick Break! (Quebra Telha) – assim que a ordem foi dada, Max se manteve em silencio esperando a reação do companheiro.

O pokémon elétrico respirou fundo. Depois voltou parte de seu dorso para trás, para onde estava Alissa que usava o corpo de seu treinador. O olhar de Elekid só transmitia incredulidade e indignação, algo que vez Alissa bufar de raiva.

- Vamos sua coisa! Eu lhe dei uma ordem, então obedeça!!! – Alissa batia os pés em sinal de uma maior frustração. Elekid voltou seu olhar novamente para o adversário e o encarou.

- Então tampinha, não vai fazer nada não? – Gengar provocou.

Em outra situação Elekid partiria para cima, mas sua mente estava voltada em outro ponto ignorando tanto os berros de Alissa como as provocações de Gengar. Elekid percorreu o lugar parando em frente da jovem que colocava a mão atrás da nuca e sorria constrangida.

Caminhou em sua direção Ralts se pôs a seu lado.

- Ignore a garota birrenta e vamos esperar o Max falar algo. – Ralts o observa confuso, enquanto o pokémon amarelo continua — Está com Max a pouco tempo e lógico que não o reconhece de cara, mas aquele garoto não é o nosso Max. – ele parou de frente a garota que o olhava constrangido – Hum... Gostei do seu novo visual.

O tom irônico vez Max sorrir.

- Não queria que me visse assim... – Ralts o olhou abobalhada. Seu orgulho fora ferido, pois não conseguia reconhecer seu treinador, mesmo sendo um tipo psíquico. Ela tinha uma conexão natural com seu treinador, mas falhou em reconhece-lo.

Pensou em se desculpar por falhar, mas não teve tempo quando ouviu a ordem de seu real treinador (ou treinadora no caso) e obedeceu:

- Esquiva! – a ordem fora dada a tempo e o trio escapou da esfera negra mandada pelo pokémon fantasma, que já não tinha a mesma expressão confiante de antes e sim um olhar de pura raiva.

- Vou eliminá-los de uma vez! – e com essas palavras ele uniu as mãos, criando outra esfera.

Max apontou e ordenou:

- Elekid, use Thundershock! (Choque do Trovão) – a descarga eletrica foi de encontro ao alvo que parou de se concentrar e escapou do ataque para sumir entre as paredes.

Os momentos seguintes foram de apreensão e expectativa. Ralts e Elekid estavam de costas um para o outro, em busca de evitar um ataque surpresa.

O que eles não esperavam era que uma chuva de pedras caisse sobre eles, visivelmente sendo controladas pelo ataque psíquico de Gengar. Rapidamente Max deu a ordem de contra-ataque!

- Usem Confusion (Confusão) e Brick Break! (Quebra Telha) – os dois assentiram enquanto Elekid saltou e começou a partir as rochas com seu quebra telha, escapando com certa dificuldade. Porém Ralts que usava seu Confusão para parar as rochas, não conseguia competir com o poder de Gengar, que era bem mais elevado do que o seu.

Max só pode olhar enquanto via seu pokemon ser soterrado sobre um monte de rochas. Tanto o treinador como Elekid ficaram assombrados com o que viram, porém a raiva lhes foi mais forte e sem esperar mais nenhum momento, partiram com tudo.

- Quick Attack! (Ataque Rápido) – o pokémon elétrico correu em disparada contra o alvo, já Gengar não se moveu sabendo que esse ataque não iria causar efeito. Porém Elekid passou por baixo dele que se matinha a alguns centímetros acima do solo.

Gengar que acompanhava tudo vez uma cambalhota no ar seguindo Elekid e se deparou com o Pokémon o mirando para um ataque sem esperar pela ordem do treinador, liberando assim sua descarga elétrica.

O golpe pegou o fantasma de surpresa o fazendo cair pela força do ataque, mas o mesmo se levantou rapidamente e ficou a flutuar em círculos com um sorriso malicioso em sua face.

- Nada mal... Não esperava um golpe sujo desses. – a fala cheia de maldade do fantasma, fez o jovem ranger os dentes.

- Ataque novamente com Thundershock!!! (Choque do Trovão) – novamente Elekid disparava ataques contra Gengar que apenas sumia e depois reaparecia em outro lugar mergulhando no solo com facilidade.

Aquilo só estava cansado Elekid, que já arfava pelo uso excessivo de energia, mas se erguia novamente a tempo de escapar de uma esfera negra arremessada por Gengar que, estranhamente, parecia mais forte do que antes.

Alissa olhava para os lados tentando descobrir o que há de errado naquela batalha sabia pouco sobre os fantasmas, mas sabia que até eles se cansavam uma hora. Então por que ele parecia ainda mais forte?

Notou que Max correu em direção aos escombros no qual Ralts estava e, com esforço, tentava tira-la de baixo das rochas. Correu para ajudá-lo e começou a arrancar as pedras com determinação. Logo depois, encontraram a pequena desmaiada pelo impacto.

- Ralts, abra os olhos... – a voz triste de Max em desespero enquanto abraçava o pokémon — Levante Ralts, por favor, levante...

- Sinto muito Max... – a voz fraca e arrastada da pequena que tentava abrir seus olhos – Fui fraca...

- Nunca, – ele a apertou com um pouco de força – Você sempre foi e sempre será incrível.

Ouviu a risada fraca da orgulhosa e adorável quase como uma despedida. Com um nó na garganta ele deixou uma lagrima cair.

O toque daquela pequena gota em seu corpo fez Ralts se sentir diferente, como se sua força e vitalidade estivessem se recuperando. Mais que isso, sentia seus poderes aumentando! Sentiu seu corpo reagir a aquilo e então aconteceu...

Max olhou surpreso e incrivelmente feliz enquanto via a evolução de Ralts, que brilhava e assumia sua nova forma com pés que tocavam o solo com calma e tranquilidade, em um equilíbrio perfeito. Sua postura lembrava a de uma bailarina que se matinha concentrada fazendo uma doce reverencia. Max disse:

- Kirlia!! – a surpresa em sua foz era notável e Alissa aproveitou e usou a pokéagenda do amigo

“Kirlia, o Pokémon Emoção: Tem enorme percepção sobre os sentimentos de seus treinadores. Costuma dançar quando está feliz.”

- Nossa, isso é incrível! Ela evoluiu! – Max sorria bobamente com se fosse um pai e tivesse visto seu filho lhe dar um presente feito a mão, porém o clima de felicidade se desfez ao se ouvir uma explosão próxima, fazendo Max se lembrar de Elekid.

O pequeno amarelo sorria em presunção. Apesar de machucado e ofegante estava contente com a batalha. Tinha machucado seu ombro novamente e olhava enquanto Gengar preparava outra Shadow Ball! (Esfera Sombria)

Sorriu mais ainda ao ouvir o comando de seu amigo.

– Magical Leaf! (Folha Mágica) – a rajada de belas folhas era agora mais poderosa, o suficiente para fazer Gengar recuar. Ele os olha assustado, enquanto Kirlia aparecia ao lado de Elekid o ajudando a se erguer.

- Está na hora de acabar com isso Gengar! – o Pokémon fantasma se voltou para Max e se assustou ao vê-lo com uma expressão de felicidade no rosto.

- Já entendi seu plano. – falou Max.

- Você não sabe de nada, humano!!! – o fantasma partiu em direção a Max, mas o “garoto” deu a ordem de defesa.

- Usem o Shadow Ball (Esfera Sombria) e Thundershock!!! (Choque do Trovão) – com suas novas habilidades, Kirlia se teleportou para a frente de seu mestre e disparou contra Gengar sua esfera sombria, o atingindo no ar. Em seguida Elekid correu em direção ao impacto e disparou outra descarga elétrica, atingindo o adversário novamente!

- Você não é o mestre desse lugar e sim apenas um pokémon do dono desse lugar que deve ter morrido a muito tempo. – enquanto falava Alissa se lembrou do quadro que Max observava antes de Gengar atacar – Você deve ter sido liberado a muito tempo mas não foi capaz de abandonar as suas lembranças por isso se manteve aqui.

Gengar ficou furioso, gritou e avançou novamente, mas o time de Max se colocou a frente e combinaram seus ataques liberando novamente Shadow Ball (Esfera Sombria) e Thundershock (Choque do Trovão).

Os dois ataques se combinaram em um só: enquanto a esfera ia no centro a energia elétrica girava em torno dela. Gengar parou emanou uma energia azul pelo seus olhos, na tentativa de parar o ataque adversário usando o seu poder.

- Sua idéia era atrair treinadores e levá-los ao extremo de suas mentes para poder absorver toda a energia negativa que conseguisse. – Max falava enquanto ocorria uma disputa no meio da arena, porém era visível que Gengar era afetado por suas palavras – Usava essa energia para manter a casa de pé, mas isso termina aqui!

O ataque duplo superou Gengar que, sem opção, recebeu o impacto de uma vez, seguida de uma explosão, que o derruba no solo. Max e seu grupo correram em sua direção — ele estava ferido, mas ainda estava consciente e falou:

- Muito bem... Descobriu meu segredo... – respirou fundo e continuou – Agora podem ir... Assim que saírem da casa, voltarão para seus corpos originais... Mas saibam que eu voltarei...

E com essas palavras Gengar afundou no solo, literalmente, desaparecendo. Logo após ouviu-se o som de algo se destrancando: era a porta que ficava mais a frente, ela se abriu mostrando a saída. Eles se olharam e correram para a luz.

Max abre os olhos e sorriu ao ver Alissa agora em seu próprio corpo. Como aconteceu ele não sabia, mas ficou feliz apenas por voltar para seu corpo. Alissa também sorria e apontava para frente:

- Olhe Max! É Hidrogelis! – ele sorria enquanto começavam a correr em direção a cidade e para mais aventuras.

Enquanto isso...

Fenrir olhava para os lados caçando sua presas. Já estava achando que eles tinham conseguido fugir quando viu uma pequena cabana em cima de um morro. Rapidamente ele correu em direção ao local.

Antes que pudesse fazer algo, a porta se abriu e um jovem mordomo falou:

- Entre meu senhor, aqueles que procura estão aqui. – e dando passagem o mordomo se afastou.

- É agora que acabo com eles... – Fenrir sorriu tenebrosamente enquanto adentrava pela casa sem ao menos olhar para o mordomo. Um grave erro, pois se tivesse olhado teria visto a expressão assustadora do homem que logo fechou a porta.

E tudo que se ouviu foi um grito...

Notas finais
caso não tenham gostado desse capitulo ele foi ideia de um amigo meu que adora coisas fantasmas espero pelo seus comentarios abraços