Pokémon Omega Advanced

6 Encontros e Buracos


Notas iniciais
Arton na área!
Peço desculpas pelo o atraso mais o trabalho e o curso tão acabando comigo mais não vou abandonar a fic.
Um grade abraço a minha beta Tatatorterra por Betar o capitulo
bem vamos a ele!

- Eu já disse, é proibida à passagem por aqui. – falou novamente a mulher de cabelos azuis, vestida com uma farda policial e que tinha muita autoridade na voz. Pena que não era o suficiente para derrotar o super ego de Alissa, que insistia em passar por ali.

Bufei mais uma vez, sendo imitado por Elekid que me olhou com uma expressão de irritação. E ele tinha todos os motivos já que fazia no mínimo uma meia hora que ela tentava convencer a policial Janny a nos deixar passar.

A paciência da policial estava no limite e eu já to até vendo a Alissa sendo presa por desacato a autoridade, mas aposto que Elekid adoraria isso.

- Pela ultima vez a resposta é não! – ela agora estava realmente irritada – Esta área é uma área de escavação e não é permitida a entrada de pessoal não autorizado!

- Mas... – Alissa tentou seu ultimo recurso, um olhar choroso. Me segurei para não rir, pois ela era péssima nisso.

- Sem mais! E se disser mais alguma coisa, te ponho na cadeia mocinha! – olhei a expressão no rosto de Alissa de surpresa. A policial deu as costas, satisfeita e saiu indo em direção ao um acampamento cheio de maquinas e pokémons trabalhando.

Levantei-me da pedra onde estava sentado e abri meu pokégear tentando achar uma maneira de atravessarmos sem sermos presos.

Olhei em varias direções e fiquei a olhar a paisagem uma capina baixa por onde tínhamos vindo e mais a frente se seguia o mesmo terreno pelos outras rotas teríamos florestas densas e demoraríamos quase o dobro do tempo para passarmos

E claro que se fosse só por mim, não teria problema. Mas agora eu tenho que pensar em Alissa e, pelo que parece, Elekid também sabe disso. Suspirei.

- Alissa, temos de pensar em outra rota. — ela se voltou para mim numa expressão que me pareceu pensadora. Depois com um sorriso, ela disse:

- Nós não vamos mudar de rota. – fiz uma careta com medo de que ela tenha pensado alguma loucura — É só seguir por entre os arbustos mais adiante.

Ela apontou o dedo e eu a segui no olhar: era uma espécie de mini floresta que seguia acompanhando o contorno do acampamento e das escavações. Me virei e a encarei por alguns segundos.

- Ela é louca. – a voz de Elekid me vez mecher a cabeça concordando, mas Alissa entendeu errado e com um sorriso saiu em disparada pelos arbustos se enfiando no meio do mato.

Pisquei algumas vezes antes de sair atrás dela, sendo seguido por meu Elekid. Há encontramos alguns minutos depois, parada perto de uma arvore. Ela parecia ofegante, mas mesmo assim mantinha um sorriso no rosto.

Coloquei-me do lado dela, encarando-a com uma careta.

- Ah que isso, Max! Tá com medo da policial? – ela me sorriu presunçosa – Ela nunca vai saber.

- Se você diz... – me limitei a dizer.

- É isso ai. – com um movimento ela me tocou no ombro com força e já que eu não esperava, me desequilibrei e cambaleei ate cair no chão, mais a frente. Ela caiu na gargalhada e Elekid lhe mandou um olhar de reprovação, enquanto caminhava em minha direção para me ajudar. Mas assim que ele se aproximou, ouvi um som de algo se partindo. Ele parou me olhando e o som se tornou mais forte. Logo o chão onde eu estava não existia mais.

Tudo de que me recordo é de ouvir Alissa gritar meu nome, de sentir minhas mãos tocando Elekid e do barulho associado à dor do impacto no chão frio e úmido.

Pov. Alissa

“Ai meu deus! Ele caiu no buraco, o que eu faço?” e com este pensamento, caminhei até a borda do buraco. Olhei para baixo. Parece fundo, escuro e assustador.

- Ei, Max! Você ainda tá vivo? — que pergunta é essa? É lógico que ele tava vivo! Bem, pelo menos eu espero que sim... Preciso pedir ajuda a alguém, rápido! Mas de quem...?

Um estralo em minha cabeça faz lembrar-me da policial metida a toda poderosa. Ela pode nos ajudar;

Sai correndo de volta ao acampamento.

Pov. Max

Tudo está girando e sinto minha cabeça doer. Escuto alguém me chamar longe e logo, a voz parece ainda mais perto. Com dificuldade, abro meus olhos e me deparo com os olhos azuis escuros, quase negros, me fitando preocupado.

Levanto com cuidado e me sento no solo duro, que percebi ser rocha bruta. Olhando para os lados percebi que estava em um tipo de caverna. Notei que havia muito lodo pelos cantos, dando a todo o ambiente um aspecto ainda mais horrível.

Suspirei e olhei enfrente, onde ouvi um barulho. Esperei e logo Elekid e Ralts chegaram com meu cantil. Eles me olharam e sorri para eles.

Elekid suspirou e caminhou até onde eu estava com o cantil e suas patas. Estendendo-me disse:

- Como se sente? — eu iria lhe dizer que estava bem, mas assim que movi o braço um raio de dor cruzou meu corpo. Me recolhi de encontro a parede fria, levando a mão ao ombro.

- Acho que desloquei o ombro... – falei vendo Ralts se aproximar. Ela me olhou e se voltou para o Pokémon de olhos azuis que ainda estava no escuro.

- Você sabe como sair daqui? – houve um silencio. Levantei a minha cabeça para o alto e percebi que a queda fora longa, pois tudo o que via era um pequeno raio de sol vindo lá do alto. Agora uma nova voz falou e pude perceber que era do pokémon que estava no escuro.

- Sim, mas é muito perigoso. – ele parou, sua voz era carregada de medo e expectativa.

- Vamos, nos diga logo! Ele precisa de um medico! – Ralts logo perderia a paciência. Ela é adorável, mas muito temperamental.

Ele saiu de dentro das sombras. Apesar da luz fraca pode vê-lo melhor: seu corpo pequeno era de um vermelho vivo e sua expressão era no mínimo curiosa, ao meu ver. Me agachei pegando minha mochila e, tirando dela, minha pokéagenda, apontando-a para o Pokémon.

“Magby, Pokémon Carvão Vivo – A temperatura de seu corpo pode atingir por volta de quinhentos e noventa e três graus célsius. Quando está saudável, sopra chamas amareladas.”

- Huh, é um Magby. – estava curioso, pois este tipo de Pokémon não existe por aqui.

- Bem, o caminho é muito irregular e tem muitas pedras que caem do teto. É muito perigoso... — ele fala enquanto continuava a me encarar me deixando desconfortável — Sem contar que há pokémons muito furiosos...

- Eu dou conta. – Elekid sorriu para mim com sua natural autoconfiança. Fiquei de pé e, apesar de sentir meu ombro latejar e minha cabeça rodar um pouco, suspirei e disse:

- Mostre-me o caminho. – o pokémon de fogo abriu os olhos e me olhou espantado.

Pov. Narrador

- Socorro!!! – Alissa gritava como uma louca, enquanto adentrava no acampamento com muita rapidez e com as mãos para o alto como se estivesse sendo perseguida, só parando quando se chocou com uma mulher alta de cabelos roxos em forma de cascata.

As duas caíram no chão, uma para cada lado.

- Ei, sua louca! Você não olha por onde anda?! – Alissa berrou. A mulher se levantou e olhou assustada para a jovem a sua frente com uma expressão confusa.

— Ei mocinha... – ela se preparava par a lhe dar uma bronca, mas Alissa olhava para os lados com angustia em seus olhos – Aconteceu alguma coisa?

Alissa a fitou por alguns instantes e depois gritou:

- Preciso de ajuda! Meu amigo caiu em um buraco ali perto! – a mulher a observou duvidando da historia.

- Siga-me. – ela ordenou e Alissa obedeceu.

Pov. Max

Seguíamos pelo túnel de pedra. A pouca iluminação que tínhamos era dada pela minha lanterna, que logo iria acabar a bateria. Meu olhar percorreu o lugar e com a luz da lanterna vi vários Pokémons, desde Paras até Zubats.

- Falta muito Magby? – o pequeno me olhou com uma cara engraçada ele ainda não acreditava que eu o compreendia.

- Não muito... Mas agora e que fica perigoso. – ele apontou mais a frente e eu vi o que ele queria dizer: o túnel sofria um aumento considerável de tamanho e pelas marcas tenho certeza de que foram feitas por um Pokémon grande e poderoso.

Com um pensamento assim, um sorriso brotou em meu rosto. Caminhei um pouco mais a frente notando uns cristais estranhos que brilhavam, iluminando o local. Notei que as paredes da caverna não eram mais de rochas e sim de uma espécie de construção com alguns símbolos estranhos.

Logo percebi que não estávamos mais numa simples caverna e sim num templo antigo.

Pov. Narrador

Alissa tentava explicar o que aconteceu a policial Jenny, que ouvia tudo com muito cuidado.

- Entendo... Então me desobedeceram, heim? – Alissa abria a boca para protestar mais desistiu.

- Vocês vão me ajudar? – ela já estava visivelmente angustiada.

- É claro, mocinha. Leve-nos até o local. – Alissa assentiu e as três a saíram e direção ao buraco.

Pov. Max

Caminhei uns vinte minutos (eu acho), admirando as gravuras entalhadas nas paredes da caverna: representavam pokémons e humanos idolatrando algo. Porém como as paredes já eram gastas, não pude ter certeza sobre que pokémon era, ou se era um pokémon.

Outro fato que me chamou a atenção e o olhar assustado de Magby que olhava para os lados, apreensivo.

- Magby, me diga uma coisa. Como você veio parar aqui? – ele me observou e pensei em dizer para esquecer, mas me mantive firme em curiosidade.

— Bem... – ele olhou novamente para os lados e disse – Meu antigo treinador me deixou aqui...

Suspirei e ele continuou:

- Ele disse algo sobre eu ser muito covarde e sentimental para minha espécie... – as palavras dele me fizeram parar.

- Ele te disse isso? – perguntei e ele. O pokémon de fogo concordou com um aceno de cabeça.

- Sei como é ser julgado pela espécie. – Ralts falou mais para si do que para os outros – É por isso que gosto do Max ele sempre me trata pelo que sou e não pela minha espécie.

Sorri para ela e depois voltei minha atenção para o caminho. Por um instante meu corpo parou e meus instintos me avisaram do perigo à frente.

Segurando a pata de Elekid para que ele parasse, apontei meu dedo para cima quando ele me olhou interrogativo. Acompanhando meu olhar seguimos olhado para o teto onde havia inúmeras pedras pontiagudas esperando a menor vibração para se soltarem.

Fiz um sinal para que mantivessem a calma e começamos a caminhar com mais cuidado nos encostando a parede.

Apesar de eu sempre fazer uma careta de dor por causa do meu ombro, passamos quase todo o percurso até eu ter notado uma pequena abertura de onde saia uma luz belíssima. Me virei e tentei entrar por entre a rachadura acabei conseguindo com um bocado de esforço e um pequeno gemido de dor.

O lugar a onde entrei era lindo, apesar de suas paredes estarem estragadas pelo tempo. Musgo tinha crescido em todos os cantos, mas ainda era possível ver e sentir uma sensação de paz.

Meus olhos percorreram o lugar parando em cima de uma espécie de altar onde brilhava uma espécie de esfera de cristal na cor esverdeada. Meu corpo todo desejou aquele objeto e quando dei por mim, já o estava segurando com minhas mãos.

Seu brilho e sua energia me fascinavam. Estava igual a uma criança que acabou de ganhar o presente dos sonhos. As vozes em minha cabeça se tornaram mais fortes mais ainda incompreensíveis.

- Max cuidado! — a voz de Elekid me libertou de meu transe e notei uma poderosa rocha indo em minha direção! Com um movimento brusco, me lancei para longe do altar caindo no solo com força, mas usando o outro ombro para amortecer a queda.

Me levantei devagar e fitei o altar que agora estava em ruínas. Ele tinha sido esmagado por uma pedra gigante. Por alguns instantes fiquei olhando o pedregulho até que notei que ele se mexeu.

Ele se levantou colocando seus braços e pernas para fora logo depois saiu sua cabeça e com uma expressão de fúria, nos olhava. Com minha pokéagenda obtive mais informações.

“Golem, o Pokémon Megaton – Nem mesmo dinamite pode danificar seu corpo resistente feito de rocha e com sua força explosiva salta de montanha em montanha. Troca de casco uma vez por ano.”

- Um Golem! – ele devia estar muito irritado já que não conseguia entender nada do que ele dizia.

Pov. Narrador

Golem saltou bem alto para seu tamanho e golpeou o solo, causando um forte abalo sísmico que corria em onda na direção de Max e dos outros. O abalo os joga de encontro a uma parede, onde o jovem treinador acabou liberando um grito de dor por causa do impacto.

O garoto e seus pokémons se ergueram com dificuldade, porém Magby caiu desacordado, por causa do ataque super efetivo.

Max fitou o pequeno ser. Suas iris se tornaram roxas novamente.

- Elekid! Ralts! Formação de batalha! – a ordem foi prontamente atendida e ambos os pokémons ficaram de prontidão para enfrentar o monstro de pedra que urrou em resposta.

- Elekid impulsione Ralts e depois para o ataque! – obedecendo a seu mestre, o Pokémon psíquico saltou em direção de seu companheiro que, usando a pata, o arremessou para o alto da caverna, em um impulso para a frente. Em seguida Elekid seguiu avançando pelo solo.

Golem criou um poderoso anel de energia que se transformou em um cinturão de pedras. Em seguida as arremessa em direção do pokémon elétrico.

- Stone edge! (Obelisco) Escape usando Quick Attack! (Ataque Rápido) – o pequenino se moveu depressa e com destreza escapou das pedras.

- Magical Leaf! (Folha Mágica) – Ralts, que ainda estava no ar, liberou suas folhas de energia pegando o gigante de surpresa.

- Agora Elekid, Brick Break! (Quebra Telha) – ele sorriu ao ver seu Pokémon atingir o gigante no meio do rosto com vontade.

Max sorri. A muito tempo não batalhava de forma tão livre e com um oponente tão forte.

- Agarre-se nele e o golpeie novamente! – enquanto golpeava o pokémon de pedra, Elekid segurou em seu corpo com a outra pata e se apoiou para frente ficando em cima do pokémon megaton. Golem se debatia tentando tira-lo de si. Elekid levantou a pata que já brilhava pronta para desferir o ataque, e golpeou o crânio de seu adversário.

- Shadow Ball! (Esfera Sombria) — assim que Ralts pousou no chão, liberou uma rajada de energia negra em forma de esfera. Elekid se solta no ultimo instante, deixando Golem receber todo o prejuízo, o fazendo o cair para traz, aparentemente vencido.

Max sorriu com o resultado e se voltou para a direção de Magby. Correu até o pequeno pokémon de fogo que estava voltando a ficar consciente. Ao olhar para as marcas de destruição, ele se virou para Max e os outros com uma expressão de admiração. O jovem treinador apenas sorriu enquanto seus olhos voltavam a tonalidade normal.

- Você esta bem?- ele perguntou e o pequeno pokémon vermelho assentiu.

Max sorriu e se preparou para seguir caminho quando ouviram o urro de fúria! Ele se voltou rapidamente para traz e se deparou com Golem indo em sua direção, com o corpo brilhando em um ultimo recurso para um guerreiro derrotado.

Não havia tempo para preparar um contra ataque eficaz e o restava esperar o impacto. O jovem se colocou a frente dos pokémons e esperou pelo pior — mas tudo o que ouviu foi um comando:

- Vine Whip! (Chicote de Cipó) – o golpe pegou Golem pelas costas que, já fraco, caiu desnorteado no solo. Max olhou de onde veio o movimento tipo grama e, para sua surpresa, se deparou com um Bulbasaur. Ao lado do pokémon semente estava Alissa, que sorria com uma posse de heroína.

- A Incrível Alissa chega para salvar o dia! – ela sorri confiante enquanto o seu Pokémon balança a cabeça em negativa.

- Alissa, que bom que é você... – Max sorriu aliviado e olhou para os lados vendo vários cientistas e arqueólogos chegarem.

- Olhem! Ele achou a orbe! – um senhor de idade e barba branca apontou para o objeto que Max segurava.

Alissa correu em sua direção e o olhou com curiosidade para o objeto e depois gritou:

- Aqui senhorita Ashely!!! – ela acenava para uma moça de cabelos roxos que caminhou na direção deles, parando e também olhando objeto. Depois de alguns segundos ela acenou para alguém que trouxe uma mala e, olhando para Max, ela falou:

- Meus parabéns jovem! Acabou de achar a Orbe do Céu. – ela sorriu para ele de um jeito provocador e continuou – Agora coloque-a ela na mala e a levaremos para Pomares, onde está localizado meu laboratório.

Max parou por alguns segundos e olhou em volta, mas não encontrou Magby que simplesmente sumiu. Ele voltou a fitar a bela mulher a sua frente e, concordando com a cabeça, pôs a orbe mala — que foi trancada logo em seguida. Só agora ele percebe que estava tremendo, mas mesmo assim sim disse:

- Quero acompanhá-la até seu laboratório. – ela o olhou, espantada.

- Vocês devem ter algo mais importante para fazer, não?- Max a olhou diretamente e disse:

- Não. Já estávamos indo para Pomares antes disso tudo acontecer. – ela sorriu estranhamente e falou:

- Pois bem, ficarei feliz em lhes dar esta carona. – Max sentiu um frio na espinha quando viu seu sorriso...

Notas finais
Bem galera espero que tenham gostado e esopero comentarios
Façam um autor feliz

Abraços