Notas iniciais
SEMANA NOVA, DIA NOVO, MUNDO NOVO, TUDO NOVO, MENOS EU, QUE VIM AQUI COM CAPÍTULO PRONTINHO SAÍDO DO FORNO, GENTE! TEM GOSTO DE REVELAÇÕES, COBERTURA DE PERSONAGEM NOVO Ahem, deixando a doidice de lado, tá, gente, confesso pra vocês que tive um pouquinho de dificuldade com esse capítulo. Foi meio complicado, e eu não lembro se, no camp, esse foi um dos que eu fiquei com block, mas uma cena em especial me bugou. Tive também, que arrumar várias falhas, nada muito relevante e tals, mas né... ROURÉVA, ele me deixou bem feliz. Porque se vocês perceberam, o tamanho dos capítulos tá começando a aumentar, e isso aos poucos. Totalmente não intencional. -qq E ele me deixa happy happy porque foi muito importante no NaNo pra mim. Me deu a hype pra escrever mais. Enfim, sem mais enrolações, vamos ao capítulo /o/

Mesmo depois de horas caminhando sem parar, a paisagem ao redor de Alex e Margareth não mudou muito. Tudo o que realmente podia ser visto, além da estrada, era um denso e curto gramado para quase todos os lados em que Alex se atrevesse a olhar. A cidade atrás deles, por sua vez, chegou ao ponto de se tornar apenas um ponto distante, uma mistura de verde e cinza, típico de uma área urbanizada. Depois de um tempo, porém, ela e nem a estrada de asfalto na qual encontrara pôde mais ser vista.

No entanto, quase que para compensar, agora, a floresta ao longe não estava lá tão longe assim. Muito pelo contrário: a cada hora em que caminhavam, ela apenas se aproximava, mostrando-se ser um local muito maior e extenso do que Alex havia pensado. E a cada passo a mais, o garoto parecia se preocupar com as coisas que ainda estavam por vir. Pelo o que havia estudado de seu mapa, demoraria, pelo menos, três ou quatro dias para chegar até Violet, o que significava que ele teria de passar todas essas noites ao ar livre. Certamente que isso o assustava.

Sabia que era inapropriado que o pensasse em sua idade, mas temia dormir sozinho, temia estar exposto a todo tipo de animal que rondava a floresta na hora destinada para descansar. Na verdade, até mesmo agora temia esta possibilidade. E julgava aquilo mais do que inapropriado para ser pensado agora. Porque, apesar de Alex dizer para si mesmo que estava com medo dos possíveis animais que podiam atacá-lo, não seria bem verdade se dissesse que era apenas aquilo.

Desde o momento que a sensação ruim de ter alguém o observando ou o seguindo surgira, nascera um pequeno medo de algo maior acontecer, de inicio deixado de lado, mas crescendo a cada passada que o aproximava da floresta. Talvez, só talvez, Pokémons selvagens não fossem a única coisa que deveria temer. Talvez pudesse ser atacado por alguém. Ou até mesmo por algo desconhecido.

Assim que esses pensamentos o alcançavam, Alex tratava de afastá-los, utilizando-se do mesmo argumento de antes: é claro que era perigoso, e é claro que havia a possibilidade de ser atacado por um Pokémon selvagem em um momento ou outro, mas ele já era quase um adulto. Dali a dois anos, já seria maior de idade. Não era mais uma criança para temer a aparição de monstros, vindo apenas para puxar seu pé à noite, da mesma forma que seus pais contavam quando tinha sete anos e aprontava demais.

Além disso, Alex não podia se esquecer do fato de que não estava totalmente sozinho. Caminhava ao lado de Margareth, e apesar de ela ser tão iniciante quanto ele em batalhas e em dormir fora, já seria de grande ajuda caso um problema envolvendo outro humano fosse surgir. Então, não havia o que temer.

Esses pensamentos, também, foram a única coisa que o fizeram continuar andando. Pois, em outras circunstâncias, Alex tinha quase certeza de que daria meia volta e voltaria para sua casa. Os pés doíam depois das horas caminhando, retardando o ritmo de caminhada. O silêncio cortado apenas pelos próprios passos e pelos sons característicos de florestas já não era mais tão reconfortante, e ver apenas a estrada de terra e um local que nunca chegava estava começando a irritá-lo. Em outras palavras, esses eram os primeiros sinais de que o garoto deveria fazer uma pausa. E logo.

Por isso, o garoto retardou ainda mais o passo, e anunciou para a Pokémon seu plano. Primeiro, Alex queria parar e descansar um pouco para o almoço, e, caso tivesse algum tempo ou encontrasse um lugar bom o suficiente para almoçar e passar a noite, usaria esse tempo para saber melhor o que sua Pokémon era capaz de fazer. Julgava que seria bom começar a treinar logo. Violet seria a primeira cidade com um ginásio que encontraria, um dos mais conhecidos por mandar treinadores despreparados de volta pra casa. Certamente que Alex não desejava ser um deles.

O problema em treinar, porém, era que o menino não sabia praticamente nada do que fazer. Teria de perguntar a Margareth o que ela sabia, no que tinha dificuldade, para então planejar algo digno e que realmente fosse ajudar a Pokémon e prepará-los para o ginásio.

O sol já estava alto no céu quando Alex decidiu finalmente colocar seus conhecimentos em prática. Primeiro, trataria de fazer uma fogueira, a fim de cozinhar o almoço e para afastar qualquer Pokémon que ousasse roubar a comida ou simplesmente se aproximar. E para isso, precisava de galhos secos, e toda e qualquer coisa que pudesse ser queimada. Portanto, aninhou a caixa que trazia em seus braços em seu peito, e passou a caminhar ao lado da Shinx, analisando os galhos secos que ela lhe entregava e deixando-os em cima da caixa.

Era nessa tarefa em que ele e Margareth estavam se ocupando quando, momentos depois dela começar e alguns poucos galhos terem sido juntados no caminho, a Shinx parou de andar à frente de forma súbita. O cenho se franziu, e ela largou o pedaço de galho que carregava na boca, enquanto as orelhas remexiam-se ao lado da cabeça.

— Aconteceu alguma coisa, Margareth? — perguntou o garoto, piscando para a Shinx. Em resposta, ela olhou para os lados, o cenho ainda franzido.

— Tem alguém gritando — anunciou ela momentos depois. Agora, foi a vez de Alex franzir o cenho, e diante disso, continuou: — Tem alguém gritando aqui por perto... Gritando com um Caterpie.

— Pera, que você pode ouvir a distância eu sei, mas como é que sabe que é com um Caterpie? — O garoto pareceu surpreso, e por um momento, se perguntou se Margareth não estaria brincando com ele.

— Porque eu ouvi, ué.

Alex a encarou, parecendo não acreditar em suas palavras. Demorou alguns segundos, mas, depois de analisar a expressão da Pokémon, a procura de qualquer coisa que fosse indicar que estava mentindo, disse:

— Essa eu quero ver.

Margareth o observou por um momento, mas acabou por dar de ombros, e, utilizando-se de sua audição, passou a guiar o garoto na direção do som.

Para a surpresa de Alex, após alguns minutos seguindo a felina de incomuns pelos azuis, suas palavras se mostraram verdade. Realmente havia alguém gritando. Era uma voz masculina, pelo o que Alex pôde identificar, mas o que dizia foi um tanto mais difícil. Devido à distância, ele mal conseguia identificar as palavras. Somente quando se aproximou, foi que, aos poucos, conseguiu discernir uma ou outra palavra, até finalmente entender todas as palavras gritadas:

— ...O que foi que você fez, Caterpie maldito!?

A primeira reação que Alex teve ao ver que nenhuma das palavras de sua Pokémon era mentira foi arregalar os olhos. Realmente, havia um homem ali, provavelmente na casa dos vinte ou trinta anos. Era alto, superando a altura de Alex em uns bons centímetros. Os cabelos bagunçados, na altura do queixo, eram uma massa espessa de fios castanho escuro, quase ao tom de preto. Os olhos, igualmente escuros, exibiam um brilho irritado e desaprovador por detrás dos óculos. Vestia uma grande blusa amarela, um ou dois números maiores do que lhe seria apropriado, complementado por uma calça jeans azul escuro e sapatos marrons.

Aos seus pés, o que parecia ser uma pequena lagarta verde o encarava, parecendo tão confusa quanto Alex estava agora. Como Margareth havia dito, um Caterpie.

— Olha só o que você fez com o meu bolo! — Choramingou o homem, elevando a voz para o inseto mais uma vez. — O bolo que eu tive tanto trabalho pra fazer, meu lindo bolo de fubá!

E apontou para o que Alex identificou como diversos farelos amarelos e marrons próximo a uma fogueira apagada.

— Do que tu tá falando...? — Foi a pergunta do Caterpie, franzindo o cenho para o homem.

— Não adianta me fazer essa cara — protestou, agora usando um tom consideravelmente mais aborrecido. — Eu sei que foi você! Vai, confessa que derrubou o meu bolo e acabou com ele. Confessa!

— Olha senhor, a culpa não é minha se você só sabe fazer bolo esfarelado — resmungou o inseto, rolando os grandes olhos negros que possuía. — Cai no chão e olha o que acontece.

Apesar de sua resposta, o homem não pareceu entender nada do que foi dito, então apenas continuou, apontando para o que restava do suposto bolo.

— Confessa e eu penso se vou diminuir sua pena. Vinte anos na prisão pra você, seu destruidor de bolos de fubá!

Mais uma vez, o Pokémon rolou os olhos, e pareceu desistir de argumentar com o estranho homem. Deixou-o falando sobre diversos meios de processá-lo por destruir propriedade alheia, e rastejou para longe dele, ignorando completamente suas palavras. Provavelmente não entenderia caso tentasse convencê-lo de sua inocência, então era mais fácil nem tentar.

Enquanto isso, Alex apenas exibia uma expressão extremamente confusa, ao mesmo passo que Margareth somente observava o homem, tentando entender qual fora o real contexto da situação. Pelo o que havia concluído até agora, ou o inseto realmente havia derrubado a fatia de bolo e feito com que ele se esfarelasse todo no chão, ou aquele homem era doido.

Demorou alguns momentos, mas, finalmente, o homem parou de falar, e ajeitou os óculos, murmurando algo sobre processá-lo mais tarde. Quando o fez, porém, não deixou de notar a presença de Alex e Margareth ali, apenas encarando a cena, e assim que o fez, seus olhos se arregalaram. Começou a tremer, e de uma forma lenta, levantou um braço estendido, o dedo apontado na direção de Alex.

— Você! — exclamou, dando passadas fortes em sua direção. De perto, Alex sentia-se ainda mais baixo em sua presença. — Então foi você!

— O-O que...? — perguntou, pressionando os dedos que seguravam a caixa, num ato inconsciente. Assim como antes, não estava entendo nada do que acontecia.

— Você espantou o meu suspeito e espatifou o meu bolo — declarou, fazendo com que os olhos de Alex e de sua Pokémon se arregalassem de surpresa.— Como ousa!?

— Mas senhor, eu acabei de chegar...

Subitamente, os olhos do mais velho encheram-se de curiosidade, mas o tom raivoso foi mantido.

— Pra fazer o que?

— Eu só queria entregar isso aqui pro Mr. Pokémon — choramingou o menino, quase em desespero para provar sua inocência. — Não fiz nada, eu juro!

— Ahhh tá. — Ele assentiu, ajeitando os óculos uma segunda vez, como se entendesse completamente do assunto. De forma súbita novamente, os olhos brilharam, dessa vez de reconhecimento. — Não, pera, eu sou o Mr.Pokémon. Como tô esquecido hoje, gente.

A confusão voltou a tomar conta do tosto de ambos, entendendo menos ainda do que estava acontecendo. Como podia aquele cara ser o Igor de quem estavam procurando, se Mark dissera que ele trabalhava em um laboratório em Violet? Parecia inacreditável.

Contudo, não tiveram tempo para pensar no assunto. Logo, o homem olhou para Alex novamente, adotando uma expressão de completa surpresa, misturada a animação.

— Oh, então é você a alma enviada por Arceus com cara de professor Pokémon pra me ajudar!?

— ...ahn?

— Vem moleque, como agradecimento por ter atendido o chamado de Igor e substituído aqueles incompetentes dos correios, vou te pagar almoço – anunciou alegremente, e sem nem mesmo esperar por sua resposta, puxou o braço de Alex, arrastando-o consigo. — Hoje tem a especialidade da casa, bolo de fubá.

Sem escolha, o garoto apenas segurou a caixa de madeira com a mão livre, e deixou-se ser levado pelo homem. Margareth pareceu igualmente surpresa, mas acompanhou o treinador, ouvindo o suposto homem que dizia ser o Mr. Pokémon reclamar sobre as pessoas incompetentes dos correios, por vezes comentando sobre como Arceus parecia ter uma cara igualzinha a de Mark.

Foi provavelmente por esse motivo que Alex não desprendeu o braço do homem e saiu correndo, levando Margareth e a caixa consigo. De fato, estava mais do que confuso com os acontecimentos e a atitude maluca do homem, mas somente o fato de ele mostrar conhecer Mark já era o suficiente para fazê-lo ficar com um pé atrás na sua vontade. Desconfiava haver a possibilidade de aquele ser realmente o homem que procurava, que por algum motivo estava ali no meio da rota, gritando com um Caterpie.

Depois de alguns minutos sendo arrastado e ouvindo as palavras do suposto Professor Pokémon, Alex viu que fora arrastado em direção a uma cabana, posta, literalmente, no meio do nada. Parecia uma das casas abandonadas que o garoto sempre via quando sua mãe o levava para visitar algum parente, que, convenientemente, morava numa fazenda. Era pequena, feita de madeira, e estava posta no mesmo lugar em que uma estaria. A única diferença seria o fato de que estava muito bem cuidada.

"Igor" o arrastou até lá, tirando do bolso um chaveiro, contendo apenas duas chaves. Com uma delas, destrancou a porta e entrou na cabana, levando o garoto e sua Pokémon consigo.

— Sejam muito bem-vindos ao meu restaurante das horas vagas — anunciou, finalmente largando o braço de Alex. Ele resmungou, parecendo irritado, mas não protestou.

Ao invés, acabou por examinar o local em que se encontrava. Pelo o que vira, o interior da cabana era muito mais confortável do que visto de fora, apesar de não ser muito grande e possuir bastante simplicidade. Haviam poucas coisas ao redor, e Alex parecia se encontrar numa espécie de cozinha. Não havia mesa, mas havia uma cadeira, também de madeira, posta num canto, próxima uma geladeira aparentemente desligada. Afinal, não parecia haver numa tomada por perto onde pudesse ligá-la, quanto mais uma rede elétrica. Pelo menos, uma pia estava disposta num canto, enquanto o restante do pequeno espaço abrigava vários armários brancos e cinza.

Ao observar tudo aquilo, o garoto se perguntou o que um cientista estaria fazendo ali, morando no meio do nada e sem muitos recursos essenciais para uma vida decente. No entanto, a pergunta não demorou a ser respondida:

— Ah, moleque, queira me desculpar pelas acomodações — disse-lhe o homem, fazendo um breve aceno com a cabeça. — Essa não é exatamente minha casa, sabe, eu só venho aqui pra resolver casos gravíssimos de destruição alheia e pesquisar Pokémons. Também serve de restaurante nas horas vagas, sou cozinheiro, garçom e faxineiro. Multitarefas!

— Ah, isso explica — disse Margareth, finalmente entendendo a situação. Igor, alheio as suas palavras, continuou:

— Tava planejando voltar pro laboratório hoje mesmo pra poder receber a alma enviada por aquela coisa puta do Mark. Sabia que ele me liga no meio da manhã pra avisar dessas coisas? — Lançou-lhe um olhar irritado, quase como se o culpasse pela atitude de Mark. — Eu ter te encontrado aqui me poupou dessa chatice de ficar andando três dias, então muito obrigado moleque. Muito obrigado mesmo.

— Uh... — Alex o encarou, incerto do que responder. Hesitou, e, após alguns momentos pensando no assunto, entregou-lhe a caixa, a qual Igor aceitou com o maior prazer, e foi até o próximo cômodo para guardá-la.

Em seguida, o homem continuou falando sobre como era bom cozinheiro, e ofereceu-lhe a única cadeira presente no cômodo. Depois, postou-se a procurar coisas pelos armários, pegar panelas e acender o fogão, preparando algo desconhecido pelo garoto. Por algum motivo também desconhecido, comentou sobre como ficaria colocar certo tempero na comida, seja se humanos ou Pokémon, e comentou também sobre como aquela rota estava cheia de Pokémons interessantes.

E, com o passar dos momentos, Alex pôde constatar que Igor não era lá tão maluco quanto pensara. Tudo bem, ele acusara uma lagarta de derrubar seu bolo, e tudo bem que estava dizendo umas coisas bem estranhas. Mas, ao contrário disso, não havia nada que pudesse confirmar a real loucura. Alex podia apenas dizer que Igor era uma pessoa extremamente brincalhona, e até mesmo um pouco... Exótico. Afinal, o cientista não fez nada de estranho ao preparar a comida, e caso Alex dissesse que não estava boa, estaria mentindo, e mentindo muito mal.

Foi durante o tempo em que ele e Margareth almoçavam que Igor explicou sobre sua situação. No momento, estava ali pesquisando espécies, procurando por semelhanças e diferenças entre um Pokémon e outro, tal como seu comportamento, coisa que, segundo Igor, mudava bastante. Disse-lhe também que, a cada dia que se passava, estava mais do que comum ver Pokémons não nativos da região, e que aquela não seria a primeira vez que encontrara uma ave diferente fazendo seus ninhos nos arredores.

Alex admitiu estar bastante curioso, então, após terminar a farta refeição, deixou Margareth em seu colo, disposto a ouvi-lo falar sobre os mais diversos assuntos. Contou sobre seu laboratório em Violet, e contou sobre como seria bom para ele treinar sua Pokémon por alguns meses. Ofereceu até mesmo um espaço especial em sua casa, prometendo saber o suficiente para guiá-lo em sua jornada, a qual o menino tentou, inutilmente, recusar. Perguntou a Alex, também, o que estava fazendo por ali, e se o Pokémon de Mark estava lhe sendo útil, mas, como não havia muito para relatar, o homem voltou a devanear sobre diversos assuntos.

Admitiu que até teria ficado mais, mas, depois de quase trinta minutos ouvindo Igor falar sobre curiosidades quanto aos Pokémons e substâncias estranhas, como parecia ser de sua preferência, deu-se conta de que não poderia ficar muito. O garoto sabia que, caso não se apressasse, acabaria tendo que acampar no meio da estrada, algo certamente mais perigoso que no meio da floresta. Pelo menos, se já estivesse nela, poderia encontrar algum abrigo seguro ou um local que o escondesse da visão ampla que o gramado fornecia. Então, por mais que lhe quisesse ficar e ouvir mais, forçou-se a interromper o homem e explicar sua situação. Piscando, Igor meneou a cabeça diversas vezes, ajeitando seus óculos diversas vezes e se desculpando por deixá-lo ali por tanto tempo. Com um último agradecimento por ter cumprido o favor, recebeu umas poucas palavras a mais e o deixou ir.

Sem o peso da caixa de conteúdo ainda desconhecido, Alex julgou ser ainda mais fácil caminhar ao lado de Margareth. Os pés ainda doíam, e depois de um tempo, o que passou a doer foi seu ombro também, do qual Margareth se aproveitou para ficar ao primeiro sinal de cansaço que exibira. As horas pareciam se arrastar a cada minuto, e foi só quando o sol começou a sumir por entre montanhas ao longe e quando o céu tomou uma coloração vermelho-alaranjada, foi que Alex desistiu de caminhar.

Por conta da velocidade de seu passo, porém, a mata ao redor de Alex passou a se tornar mais densa, até chegar ao ponto em que estava rodeado de árvores dos mais diversos tipos e tamanhos. Agora, a estrada estava quase tomada por folhas e galhos espalhados, e já não mais se podia ver a terra arenosa que a demarcava. Ao invés, não passava de uma trilha que mais parecia ter sido feita por animais do que por pessoas, e o menino franziu o cenho para isso. Era quase como se a estrada dos treinadores não estivesse sendo usada, ou que ela o guiara para a floresta de propósito.

A partir dali, com o auxilio da Shinx, voltaram a procurar galhos secos para a fogueira, enquanto buscavam um abrigo ou local bom o suficiente para passarem a noite. Essa foi outra tarefa difícil, e o garoto teve que se preocupar com os tons cada vez mais escuros do céu. A mata não era tão fechada assim, mas, aos poucos, tudo foi ficando escuro, e além de uma lanterna em sua mochila, não haveria nenhuma fonte de luz que pudesse guiá-lo ao redor. Por isso, ignorou as pernas doloridas e o corpo já pesado de tanto caminhar, e apressou o passo. Queria, pelo menos, fazer a fogueira antes de o sol se por.

Durante seu trajeto, não encontrou nenhuma clareira, muito menos um espaço disposto de árvores que pudesse se assemelhar a uma, e isso fez com que suspirasse longamente. A esse ponto, a escuridão já havia começado a tingir o seu redor, e o cansaço da pequena Shinx havia feito-a desistir de acompanhar seu treinador, optando por deitar-se em seu ombro novamente. Tentava se manter acordada, mas nada naquele mundo parecia capaz de fazê-la ficar assim, então, em pouco tempo, o garoto ficou sozinho.

Resmungou longamente, em tom baixo, para não acordar a pequena, e continuou a caminhar. Estava ficando difícil de enxergar, coisa certamente preocupante para Alex. Seu ânimo também havia decaído quase que instantaneamente, fazendo-o diminuir o ritmo e dar lugar para as dores de suas pernas e o restante do corpo submetido à caminhada constante durante todo o dia se fizessem presentes. Não se lembrava de haver um único momento em sua vida que caminhara tanto quanto hoje.

Desânimo, irritação, dor. Sono, cansaço, todas essas coisas pareciam ter-se aproveitado do momento, sempre trazendo o começo de outros sentimentos consigo.

Só agora parecia ter se dado conta do que realmente fizera. Saíra do conforto de sua casa, da cama macia e de seu quarto para seguir por uma trilha que nem ao menos podia enxergar. Deixara seus pais, e, ainda por cima, levara uma Pokémon consigo, obrigando sua mais nova amiga a acompanhá-lo para dentro de uma floresta, apenas para não ser capaz de encontrar abrigo depois.

Preocupação. Esse foi o próximo sentimento que o tomou, espalhando-se por seu corpo e agarrando-se aos seus pensamentos. Em breve, estaria escuro demais para enxergar, e teria de utilizar-se de sua lanterna para o mesmo. Usá-la não era lá a melhor das coisas que poderia fazer, se é que teria forças para o tal. Sem querer, ele poderia apontar para a toca de algum Pokémon feroz, ou despertar algo perigoso de seu sono noturno, e com o cansaço que a própria Margareth estava enfrentando no momento, não seria nada prudente se arriscar para o tal.

Medo. O segundo sentimento ruim que escolhera juntar-se aos outros se fez presente, acompanhando o primeiro e tomando seus pensamentos para si, a fim de moldá-los a sua própria vontade. E se ele não conseguisse achar um local para ficar a tempo? E se, mesmo que o encontrasse, acabasse sendo atacado? E se seus braços não aguentassem mais o peso dos galhos secos, pegos especialmente para a fogueira? E se, quando encontrasse o lugar, não tivesse mais forças para acender o fogo? Caso isso acontecesse, estaria muito mais vulnerável a um possível ataque.

O som dos próprios passos pareceu ecoar em sua cabeça, inconscientemente se tornando mais rápidos, mesmo com a dor incessante em seus membros. A respiração se desestabilizou, talvez por estar se exigindo mais do que podia, ou talvez uma resposta ante ao nervosismo crescente dentro de si. O coração tomou um ritmo ainda mais rápido, numa sensação estranhamente familiar.

Um arrepio subiu por suas costas, seguido de um súbito reconhecimento.

Ele sabia que sensação era aquela.

A mesma de antes, exatamente a mesma que o fizera olhar por cima do ombro pela manhã, preocupado com a possibilidade de alguém o estar observando. Sim, era essa a sensação. A única diferença era o fato de que estava mais forte, mais intensa. Ele quase podia sentir o olhar penetrante cravado em suas costas, observando cada um de seus passos e cada uma de suas ações. Sentia que nem mesmo os dedos batendo incessantemente contra o pano jeans de sua calça escapavam diante do olhar imaginário, nem o oscilar de seus olhos.

Seus passos ecoavam em seus ouvidos, incomodando-o mais do que achava ser possível. Além disso, a calma respiração da Pokémon em seu ombro eram as únicas coisas que quebravam o silêncio. A cada momento que se passava, passava a imaginar que talvez o eco em seus ouvidos não era, exatamente, um simples eco. Isso o fez praguejar, chamando a si mesmo de paranóico, algo que não passou de um vago elogio para a situação em que se encontrava agora. Queria olhar para trás e confirmar suas suposições, mas não se atreveu ao tal.

Ou, pelo menos, foi o que pensou durante um tempo.

Nada que pudesse fazer foi o suficiente para parar a vontade de virar o rosto e olhar por cima do ombro, apenas para convencer a si mesmo de que estava sendo apenas imaginando coisas. Fazê-lo, porem, foi o seu primeiro erro. Subitamente, o ar pareceu faltar-lhe nos pulmões e a respiração parou, o som de seus passos se interrompeu, deixando o garoto parado no lugar.

E, junto com eles, um segundo par de passos.

Entrando lentamente em seu campo de visão, o garoto observou, com temor, uma figura baixa revelar-se. Uma silhueta escura, banhada da escuridão e quase se fundindo a esta, mas, ainda assim, alguém de baixa estatura. Teve de apertar os olhos para enxergá-la, e mais um pouco para constatar que não estava sozinha, mas, depois de um tempo, pôde ver que não era apenas uma figura, quanto mais um animal ameaçador que viera para atacá-lo.

Na verdade, a figura que tanto o preocupara, não passava de uma garota.

Vestia roupas escuras, as quais se resumiam a uma calça jeans negra, uma blusa branca, e um blazer também negro por cima desta, complementadas por botas da mesma cor. O rosto era pálido, o suficiente para se tornar visível mesmo diante da escuridão ao redor dos dois. O cabelo, por sua vez, era grande, com diversos fios bagunçados e uma longa trança, caindo por sobre o ombro e o seio esquerdo. Traziam consigo um tom escuro, porém brilhante diante da pouca iluminação que a lua os fornecia. Os olhos, parcialmente escondidos pelos fios, encontravam-se numa cor dourada, além de brilharem com uma curiosidade digna de um erguer de sobrancelhas.

Assim como ele, a garota trazia em suas costas uma mochila atada a um saco de dormir, indicando que, assim como ele, era uma treinadora. Ao seu lado, havia uma segunda garota; uma menina, aparentando não ter muito mais do que dez ou onze anos, a julgar por sua altura. O rosto, assim como o da maior, era pálido, porém um pouco mais incomum. Seus olhos, por sua vez, eram grandes e expressivos, e possuíam uma incomum cor rosada, mas apenas o direito podia ser visto. O outro, estranhamente, estava escondido por uma faixa branca, a qual estava parcialmente ocultada pelos fios negros de seu cabelo. Estes, por sua vez, eram curtos, não passando muito do queixo. A única coisa que contradizia esse fato, porém, era o rabo de cavalo no topo de sua cabeça, segurando uma longa massa de cabelos lisos, caindo por suas costas e ultrapassando a cintura em alguns poucos centímetros.

Quanto às roupas, a menina vestia que Alex identificou como um longo kimono marrom-claro, típica vestimenta japonesa. Suas longas mangas cobriam toda a extensão de seus braços, deixando apenas visível as mãos cobertas por luvas negras. O mesmo ocorria com as pernas, mas, dessa vez, quase ocultavam a presença dos pés em meias brancas e chinelos de madeira, algo comum de se ver naqueles que utilizavam um kimono.

Franziu o cenho por um momento. Treinadoras. Treinadoras Pokémon, e não um monstro o seguindo antes de atacá-lo. Bem, talvez alguém o seguindo, sim, e talvez as chances de encontrar alguém ali fossem pequenas, mas, ainda assim... Ele quase se sentiu bobo pelos pensamentos anteriores.

— Uhm... — Começou Alex, virando-se na direção das duas. A voz parecia faltar, e ele precisou de alguns segundos a mais para estabilizar a respiração e encontrar a voz novamente.

Apesar disso, nenhuma palavra deixou seus lábios, e nenhuma das garotas o fizeram. A maior preferia apenas olhar para o menino, como se esperasse que ele continuasse a caminhar, enquanto a outra brincava com os próprios dedos, ansiosa. Quando Alex o fez, porém, não pode deixar de manter o rosto virado em sua direção, observando as duas figuras acompanharem seus passos.

Bufou, mas continuou a olhar para frente, apressando o próprio passo. Acompanhando-o, o som das botas da garota também o fez, e o menino não pôde deixar de notar que a sensação de que os olhos dourados da menina ainda estavam pregados nele. Virou o rosto em sua direção novamente, erguendo uma sobrancelha, porém, tudo que ela fez foi continuar encarando-o e caminhando.

— Para de me seguir! — Soltou o garoto, a voz soando mais desesperada que realmente achava estar. Devido ao tom usado, os olhos esverdeados de Margareth se abriram, confusos, mas fecharam-se de novo depois, cedendo ao cansaço. Alheio a isso, assim que Alex ouviu as palavras usadas, notou a infantilidade do ato, e deixou-se corar.

— Não estou te seguindo. — Ela balançou a cabeça. Sua voz era bem mais agradável de ouvir do que pensara. — Só estou seguindo o mesmo caminho que você.

— Ah... — murmurou, finalmente parando novamente e deixando que seu rosto corasse, envergonhado. — Caminhando a essa hora? Não é uma boa hora pra viajar...

— Digo o mesmo. — Ela também parou de caminhar, encarando-o.

— Não estou seguindo a essa hora, não sou louco — Bufou, encarando-a de volta. — Estou procurando um lugar pra dormir. Na verdade, até achei um.

Não era exatamente verdade. Não achou, porém, que haveria algum mal na pequena mentira, então, para confirmar a declaração, caminhou para fora da trilha, e entrou na mata. Esgueirou-se por entre as árvores, e, depois de alguns segundos, finalmente encontrou um local grande o suficiente para ficar.

A garota, por sua vez, caminhou um pouco mais, e observou o garoto jogar os galhos secos num canto, junto de sua mochila. Depois, deixou a Shinx num canto, e retornou-a para a esfera, visto que a pequena não parecia interessada na cena que se desenrolava ali. Acabou por dar de ombros para Alex e sua Pokémon adormecida, e continuou caminhando, deixando-o sozinho. Para a surpresa de Alex, porém, um sentimento de culpa o encheu, e ele engoliu em seco. A garota e sua companheira provavelmente também estavam procurando por um abrigo, pois, se elas não fossem como Igor, ninguém em sã consciência viajaria àquela hora da noite, ainda mais sem nenhuma fonte de luz. Ele mesmo comprovara que era difícil encontrar, e se não fosse por sorte e por ter encontrado o espaço com o canto do olho, duvidava que algum outro fosse surgir nas próximas horas.

E, apesar de certamente desconfiar da menina e ter certeza que falar com estranhos era perigoso, se sentiria mal em deixá-las para trás. Foi levado por esse sentimento que o garoto voltou para a trilha, e apressou o passo até a menina de antes.

— E-ei! — chamou, colocando uma mão sobre o ombro da mais velha. — Vocês estão procurando um lugar pra passar a noite também, não estão?

— Estamos. — Assentiu ela, os olhos exibindo ainda mais curiosidade com a atitude do menino. Lentamente, virou-se em sua direção, desvencilhando-se do toque. — Por quê?

— É que, uh... É perigoso tentar procurar um lugar a essa hora, com tudo escuro. Vocês podem acabar não achando nenhum lugar, sabe... — murmurou, abaixando a voz a cada palavra. Não acreditava no que estava fazendo. — Acho melhor você... Não quer passar a noite comigo?

Agora, foi desconfiança que Alex encontrou nos olhos da garota. Em silêncio, ela examinou sua expressão por longos minutos, nos quais Alex sentiu-se mais do que apenas envergonhado. Talvez a menina pudesse ter interpretado mal suas palavras, ou talvez achasse que ele seria mais perigoso do que continuar andando sozinha, no escuro.

Entretanto, mordeu o lábio, e, depois de mais um longo minuto, deu de ombros.

— É verdade — murmurou. — Eu aceito, então. Mas, se tentar alguma coisa...

Alex piscou, parecendo incrédulo diante do tom de ameaça da menina. Só então ele se deu conta do que estava fazendo e do quão perigosa sua proposta soara para a garota de cabelos escuros. Não disse nada sobre o assunto, e, dessa vez ao lado da menina e de sua silenciosa companheira, guiou-a até seu canto, onde ela deixou suas coisas perto de uma arvore, e sentou-se ali, acompanhada da mais nova.

Em um silêncio bastante desconfortável, Alex voltou-se para o seu próprio canto, onde Margareth ainda dormia, respirando pesada e calmamente. Isso não o impediu, porém, de acender a fogueira, trazendo novo calor e iluminação parcial para o local, afastando o frio que ameaçava se instalar entre eles.

— Qual seu nome? — perguntou o garoto, de forma hesitante.

Agora, sob a luz da fogueira, podia observar melhor a garota mais velha, o, que certa forma, trazia certa curiosidade a ele, embora não soubesse dizer exatamente por que. Podia, também, ver melhor suas feições, e confirmar que era bonita. Dona de um rosto delicado, e até infantil, contradizendo com o corpo em desenvolvimento, a adolescente mantinha uma expressão distante, como se perdida em pensamentos. O corpo, apesar de estar coberto pelas roupas que usava, podia ser considerado bonito, considerando as curvas que possuía e os seios bem delineados.

A expressão que exibia, no entanto, logo foi substituída por outra lentamente, ao mesmo passo em que seu rosto se virava para encarar o garoto mais uma vez.

— Chiyo — respondeu a garota, e então apontou para a mais nova ao seu lado. — Essa aqui é a minha irmã, Natsuhi. E você?

— Alex. E aquela comigo era a Margareth, minha Shinx — declarou. Em seguida, o silêncio se instalou entre eles novamente, e o garoto teve de lutar para procurar algo para continuar. — Vocês estão com fome, ou preferem ir dormir sem jantar?

— Prefiro o jantar, se não for incomodar. — Chiyo murmurou. — Andei demais hoje pra dormir de barriga vazia.

Alex assentiu, e postou-se a preparar o jantar, procurando fazer algo rápido dentre suas coisas. Assim como ela, estava cansado e com fome, e não achava que poderia dormir sem comer pelo menos alguma coisa. Depois de vê-lo pronto, entregou-o a Chiyo e depois a Natsuhi, dando uma pequena advertência quanto a estar quente, e pegou para si mesmo. Novamente, o silêncio instalou-se sobre eles, tornando o ambiente desconfortável. Apesar disso, Alex não pareceu desejar quebrá-lo. Não tinha coragem, e não conseguia pensar em nada para iniciar uma conversa, de qualquer forma.

A situação mudou apenas quando a voz de Chiyo soou, chamando sua atenção:

— Então, você está seguindo pra Violet, também? Vai tentar o ginásio de lá?

— Aham — respondeu piscando brevemente. — Mas primeiro preciso treinar. Não comecei a jornada há muito tempo, sabe...

— Entendo — disse, simplesmente. — Eu também preciso, para falar a verdade.

Subitamente, Alex pareceu interessado.

— Também vão tentar o ginásio?

Chiyo assentiu, fazendo uma pausa para dar outra colherada em sua comida. Pelo modo e pela expressão que exibia ao fazê-lo, parecia julgar a comida boa, e isso fez com que um sorriso se fizesse presente no rosto de Alex.

— Não, vamos pro Contest. Soube que vai ter um em poucos meses, então vamos ficar na cidade por enquanto.

Fez um breve aceno com a cabeça, aceitando sua explicação. Conhecia a competição da qual a menina dissera, o Contest. Consistia numa competição onde os treinadores buscariam mostrar a beleza dos movimentos de seus Pokémons, combinando-os para fazer pequenas apresentações. Estas seriam julgadas por vários juízes, e em sua segunda fase, haveria uma batalha entre os treinadores participantes, onde seriam decididos os vencedores. Estes, por sua vez, recebiam os mesmos prêmios de uma batalha de ginásio, incluindo a prova de que havia alcançado a vitória. Ao invés de insígnias, porém, eram fitas, e aqueles que as colecionavam e se dedicavam a participar de Contests chamavam-se Coordenadores.

Eram treinadores até mesmo parecidos com os que buscavam vitórias em insígnias, pelo menos para Alex. A única coisa que os diferenciava realmente, era o fato que seus treinamentos eram mais focados na beleza de um Pokémon e de seus movimentos. De resto, também viajavam, capturavam, e tudo que um treinador comum faria. Só isso já era o suficiente para fazer a aparição dela ali algo bastante comum.

Apesar dos pensamentos e das perguntas que o invadiram, o silêncio se instalou sobre o grupo novamente, o único real som sendo o dos talheres enquanto aproveitavam a refeição. Nenhum dos três parecia disposto a dizer mais alguma coisa, se é que havia algo para se dizer, então, pelos próximos minutos, apenas comeram. Depois, Chiyo agradeceu, e anunciou que já iria dormir. Alex acabou fazendo o mesmo, não vendo motivos para ficar mais ali, então estendeu seu saco de dormir, próximo ao fogo, e, ouvindo o som do crepitar das chamas, adormeceu.

Notas finais
MISAKI NÃO SABE FAZER COMÉDIA. Sério, eu tentei, realmente tentei ser engraçada aí, faço a mínima ideia se deu certo ou não, mas eh, é o que temos pra hoje. Pelo menos, pras cobaias que mostrei, disseram que estava engraçado e alguém nunca mais verão bolo de fubá da mesma forma, pelo o que disseram. :V Cêis sabia que eu adoro bolo? Não de fubá, só gosto dos de fubá se tiver recheio cremoso. Cara, tinha um numa padaria de minas, que, man, era simplesmente uma delícia de se comer. *o* Igor (WELCOME TO THE VELVET ROOM), é claro, adora bolos e além de Multitarefas, é lindo(ido) bagaray. u_u Ele é um dos meus personagens preferidos, embora eu goste de praticamente todo mundo aqui, heh. Mas agora, ohohoh, quem será essa Chiyo? Se vocês souberem que que ela tá fazendo, me contem. E, sim, era para vocês maliciaram na frase do Alex quanto ele convida a Chiyo pra ficar com ele HAUAHUAHU Anyway, povo lindo, vou deixando vocês por aqui com esse capítulo. Reviles, críticas e qualquer apontamento de erro são muito bem vindos. ^-^ Até a próxima segunda~