Pokémon Nova Geração - O Ínicio

3 Capítulo 3 - Decolando na velocidade da luz!


Notas iniciais
uhf, fiquei o dia todo escrevendo e pesquisando alguns pokemons para a historia x)

Muita coisa pode mudar em 25 anos. Entre elas, o extermínio de alguns Pokémons. Após varias caçadas ao redor do mundo, 2 espécies de Pokémon em especial foram mortas, sendo criada somente em cativeiro para se reproduzirem. Estatísticas afirmam que destes 2 Pokémons, 360 vivem em cativeiro e apenas 100 vivem livres, apesar de nunca mais o terem vistos. Para conseguir capturar um Pokémon que esta em cativeiro é preciso pagar uma quantidade de dinheiro tão alta que somente os burgueses os tinham. Portanto, nunca foi visto um treinador com menos de 16 anos que tenha um Pikachu ou Venonat. Talvez seja por isso que Dean ficou tão surpreso ao ver um Pikachu.

* * *

Eu precisava pegar aquele Pikachu. Eu teria vantagem em ter um, seria bom para minha imagem, uma das primeiras capturas de Pikachu em anos! Mas eu acho que cometi um erro ao persegui-lo. Meu braço doía, parecia sangrar, e eu quase desmaiei, aquela dor era infernal. Por um momento não entendi o que estava acontecendo, não lembrava de muita coisa, mas lembro-me de perseguir aquele Pikachu quando... eu cai de um penhasco, dentro de um rio. Havia um lado bom e um lado ruim. O bom era que eu cai em um rio, sem pedras ou coisas do tipo. O ruim, e que ela era raso. Lembro mais nitidamente agora, eu cai de lado, bem em cima do meu braço, e mesmo ele doendo muito, eu precisei ficar de pé.

A agua do rio estava calma, um pouco agitada, mas provavelmente por causa da minha queda. Olho para um lado, normal. Olho para o outro lado, e vejo as minhas pokébolas indo embora. Eu olho na minha cintura e só tinha 2 pokébolas, as de Squirtle e Bulbasaur.

– A droga! Pidgey! – E a uma conta rápida, das 23 pokébolas vazias que possuía pelo menos metade estava indo. Tentei alcançar todas elas, mas elas eram leves de mais, e eram puxadas pelo rio mais rápido do que ele poderia para alcançar. Até que elas chegaram numa pedra que as segurou. Estava a 3, 2, 1 metro de distancia delas quando um Magikarp da um pulo em minha direção, mas não me ataca, somente come as minhas pokébolas.

– Minhas Pokébolas! Seu Magikarp idiota! Estupido! – gritei, e quando ia dar um chute no Pokémon aquático já havia sumido no rio.

Fiquei sem ação por alguns momentos. A raiva de perder as pokébolas tanto as vazias quanto a de Pidgey era infinitamente maior que a dor que sentia no braço. Ficar ali no rio e chorar por isso seria perda de tempo, precisava ir a algum hospital próximo.

Fiquei sentado na rocha por alguns momentos, sentado ali, totalmente molhado me fez lembrar-se de Yuu. Preciso reencontrar Yuu, mas não antes de me recuperar. Fiquei mais alguns minutos sentados ali refletindo sobre as ultimas horas e o Pikachu que havia me levado para a armadilha. Lembrei-me das Pokébolas. Olhei meu cinto, e realmente, só havia as de Squirtle e Bulbasaur. Tirei minha mochila das costas, coloquei-a no colo e a abri, para verificar algumas coisas. Para minha infelicidade eu só tinha 4 pokébolas agora, de 23 que tinha antes. Aproveitei e peguei algumas fitas e panos da mochila para improvisar uma tipoia. Suspirei ao perceber que até agora eu só estava enrolando para fazer o inevitável. Parecia que aquela rocha fazia parte de mim, a brisa suave batendo no rosto, era muito bom essa sensação. Mas eu pulei na agua e fui em frente.

* * *

A algumas centenas de metros dali, havia uma linda praia, com uma areia bem amarelinha e um mar bem azulzinho. Como era dia de semana e as pessoas trabalhavam não havia mais do que 20 pessoas ali. Entre elas, quatro irmãos, duas meninas e dois meninos. Eles pareciam ter entre 20 ou 25 anos, talvez um pouco mais ou pouco menos. Porém não pareciam ser irmãos. Os meninos eram uma dupla, e as meninas outra. Os quatro vestiam roupas brancas com um grande “R” no peito.

Os dois irmãos estavam atrás de uma moita, com um binóculos, olhando uma das pessoas que estavam na praia.

– Olhe, lá esta ele! O chefe ficara orgulhos quando trouxermos um Venonat para ele. Poderia vendê-lo e conseguir muito dinheiro! Lembra-se quando conseguimos roubar um Pikachu do cativeiro? Fomos promovidos! E se não falharmos desta vez seremos promovidos de novo e não seremos obrigados a trabalhar junto com... elas! –Disse um dos irmãos, que tinha cabelo azul.

O outro irmão deu risada, de modo a concordar com ele.

Um senhor tomava banho de sol confortavelmente, de olhos fechados e de óculos escuros, quando percebe que em sua frente algo havia tampado a luz do sol de modo a lhe fazer sombra. Ele abriu os olhos a viu a somente a silhueta (estava sem foco, por estar contra o sol) de duas figuras masculinas. Eles estavam de costas, quando começaram a falar, parecendo como se estivessem recitando um poema.

– Preparem-se para a encrenca!
– Encrenca em dobro!
– Para proteger o mundo da devastação!
– Para unir as pessoas de nossa nação!
– Para denunciar os males da verdade e do amor!
– Para estender o nosso poder as estrelas!
– Jason!
– Jake!
– Equipe rocket decolando na velocidade da luz!
– Renda-se agora ou preparem-se
– Para lutar!
Passe seu Venonat para nós agora e não iremos te machucar.

O inesperado aconteceu. O homem começou a dar gargalhadas e mais gargalhadas. Os dois irmãos ficaram pasmos pela atitude do homem. Mas logo eles retornaram a realidade jogaram seus Pokémons. Voltorb e Cubone saem das Pokébolas. Voltorb de Jason e Cubone de Jake.

– Cubone, acerte-o com o osso! – Ordenou apontando para o velho. Mas o senhor (já segurando sua pokébola) manda Blastoise para o confronto.

Como se o grande Pokémon lesse a mente de seu treinador, lança um forte jato de agua nos dois Pokémons dos desafiantes e que no mesmo momento caem no chão, Voltorb desmaiado e Cubone desnorteado, e Voltorb volta para a pokébola.

– Cubone, bata nele com o seu osso! – Gritou nervoso Jake, e o Pokémon obedeceu. Ele correu em direção ao Blastoise e começou a bater com o osso em suas pernas. O Pokémon da agua ficou olhando aquilo. E sem saber o que fazer olhou para o seu treinador.

– Mande o para longe. – O Senhor falou, voltando a fechar os olhos. Quando Cubone viu o que ele iria fazer, correu em direção aos dois irmãos, e Blastoise foi atrás e sem dar chance de contra-ataque, ele chuta os irmãos e Cubone para bem longe, e enquanto eram arremessados para longe o senhor os ouviu gritarem algo como “equipe rocket decolando de novooo...”. Ele decidiu deixar o Blastoise livre um pouco para brincar na água.

A alguns metros dali, também atrás de uma moita, duas irmãs (que também eram irmãs de Jake e Jason) começaram a discutir.

– Aaa! Você viu aquilo? Ele tem um Blastoise! Nunca conseguiremos o derrotar com os nossos Pokémons! – Choramingou uma delas.

– Não se preocupe, precisamos evoluir os nossos e teremos mais chances. Afinal a derrota deles não foi completamente culpa do Blastoise. Os dois são completamente inúteis. – Falou ela, tentando levantar o clima. – Venha, vamos embora e outra hora tentamos pega-lo de surpresa antes dos dois imbecis. – Falou, desaparecendo da moita.

Do tempo em que a equipe Rocket tentou roubar um Pokémon do homem até agora, foi o suficiente para Dean andar pelo rio até chegar ao mar, naquela mesma praia. Desta vez não era só o braço de Dean que doía. Seus pés pareciam que iriam cair a qualquer momento. Ele teria gritado de felicidade por ter achado pessoas e principalmente uma cidade se não tivesse que tratar de coisas mais importantes antes.

Dean caminhou feito um zombie até a pessoa mais próxima em busca de ajuda e informações.

– Com licença senhor... – Dean tentou por um pouco de coragem na voz, mas parecia como uma menininha numa noite de tempestade.

O Senhor ergueu uma de suas sobrancelhas para o menino e em tom irônico falou.

– Não quer tentar roubar o meu Venonat, não é? – E ao falar deixou soltar uma risada, como se ele fosse o rei do humor. – Diga meu jovem.

Dean ficou meio constrangido com a situação, mas novamente tentou parecer confiante, sem sucesso.

– Eu... Bem... é que cai e acho que quebrei o braço, pode me ajudar a achar algum hospital na cidade? – Ao terminar de falar deu uma mexida no seu braço com tipoia a modo destaca-lo para o senhor o ver.

– A, espere, eu te levarei para o hospital! Blastoise, volte! – Ordenou enquanto colocava um short e uma camiseta. Quando Blastoise chegou, o senhor já havia se vestido e com a pokébola apontada para o seu Pokémon.

– Nossa, um Blastoise! Squirtle é meu primeiro Pokémon, depois eu capturei um Pidgey, mas eu o perdi quando eu cai no rio... E capturei um Bulbasaur também! E então... – Dean foi cortado pelo senhor.

– Ta, depois você fala, vamos para o hospital agora. – Disse agora indo em direção à cidade. – Vamos a pé, é logo ali. – Falou. Ele olhou para o menino, que em alguns momentos fazia cara de dor.

Logo estavam no hospital. Dean foi para uma sala, e segundo a enfermeira não iria demorar mais que 10 minutos, por isso o senhor decidiu esperar. Ele começou a ler o jornal quando Dean saiu de uma sala.

Ele caminhou na direção do homem e começou a falar.

– Estou ótimo. Dois dias com tipoia e estarei novinho. – Ao mesmo tempo em que estava feliz por estar bem, estava triste, pois teria que ficar na cidade por 2 dias.

– Desculpe, mas eu acabei esquecendo-se de me apresentar. Sou o Professor Oliver aqui da cidade, dono, líder e diretor do laboratório Pokémon da cidade. – Levantou-se estendendo a mão para Dean.

Dean apertou a mão dele.

– Meu nome é Dean Ketchum. – Sorriu. Mas logo foi cortado pela cara de assombro do professor.

– Dean Ketchum? Filho de Ash Ketchum? – Perguntou ainda pasmo.

– Hum, sim... – Agora Dean se perguntava por que isso era tão surpreendente.

– Eu conheço seu pai! Mas faz tempo que ele não volta para cá. Se você quiser pode ficar no laboratório e conhecer a cidade nesses dois dias. Aqui tem um ginásio também! – Falou entusiasmado.

– Ótimo! A, será que eu posso trabalhar por algumas horas para você ou algo do tipo, pois preciso de dinheiro para comida, e essas coisas. Ainda mais agora que perdi minhas Pokébolas. Estou só com 4. – Falou se entristecendo, lembrando-se da perda de Pidgey.

Naquela noite, Prof. Oliver hospedou Dean no quarto de visitas do laboratório e sua esposa juntamente com sua filha prepararam uma ótima macarronada, e durante o jantar Dean matou toda sua fome, e contou tudo que havia acontecido desde a sua escolha de Squirtle até o tombo no rio. Oliver ficou mais sério após Dean mencionar o Pikachu, porém acreditou em suas palavras.

Notas finais
tae, espero que gostem e não esqueçam dos reviews :*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.