Pokémon Mirai

2 Capitulo 2: Sentimentos ao entardecer, o inicio de uma jorna


Notas iniciais
Vou mentir não, saporra fica bem mais parruda que o primeiro cap. -q Mas não se preocupem, ao menos aqui, temos mais ação e revelações importantes da região e de coisas que estão por vir. Além daquele drama e feels básico pra te fazer ter aquela bad.

—- Eu observei aquela garota, me recompondo ao chacoalhar o rosto, surpreso. Além de eu finalmente ter me afastado da área de risco, ficando mais calmo. -- Mi... Mikah-san... --Eu estava grato pela minha salva-vidas, mas ao mesmo tempo, preocupado ao notar sua reação... – O... O que diabos você estava pensando? E se algo acontecesse com você, como eu iria encarar sua mãe? Seu idiota! – Bradou ela irritada, mas.... Seus olhos estavam brilhando e sua mão direita, estava posicionado, sobre seu peito, como se ela estivesse preocupada, isso tudo, enquanto ainda mantinha seu olhar no delinquente da black list, e seu Pokémon.

Ela estava levemente corada.... Ao encara-la e notar sua preocupação nítida, eu abaixei um pouco meu olhar relutante, pois reconhecia a seriedade da situação, melhor do que ninguém. -- Eu tinha que fazer algo.... Se não ninguém ajudaria aquela mulher com aquele Treeko... Ao me lembrar do Pokémon, meus olhos arregalaram quase saltando o meu rosto. – ESSA NÃO! O TREEKO! RÁPIDO, A GENTE TEM QUE FAZER ALGUMA COISA SE NÃO AQUELE TREEKO VAI MORRER! -- Eu gritei preocupado, segurando com força, parte do uniforme da garota... – O... O Treeko? Mesmo que você me diga isso... – Disse ela relutante, ao olhar, a situação, onde seu Pokémon encarava o Houdoom furioso, apenas esperando os comandos de sua treinadora.

— O garoto, logo percebeu que o Treeko já não se encontrava mais ali. Ele andou vagarosamente para a frente, próxima da floresta ao redor, onde a última imagem foi a do Treeko sumindo por entre as arvores, com um dos olhos fechados por conta da dor, além de um dos seus braços como se estivesse quebrado.

— ESSA NÃO, TREEKO! – O jovem, tentou correr, gritando pelo nome do Pokémon, mas antes que pudesse chegar mais perto, o mesmo fora interrompido, por uma ordem. -... HEHE, Onde pensa que vai? HOUNDOOM, USE EMBER!! – Ao dar tal comando, o Pokémon canino, carrego um pouco de fogo em sua boca novamente, porém, dessa vez, ao invés de um ataque continuo, foi simplesmente várias chamas pequenas que foram disparadas como balas, na direção do garoto que recuou para trás por alguns segundos, mas quase se desequilibrou por conta do impacto, pois apesar de serem pequenas, as chamas eram fortes o bastante para causar pequenas explosões em cada acerto, como bombinhas grossas.

— Me... Merda... – Disse o garoto, se recompondo. -... (Eu tenho que salvar aquele Treeko...) — Droga, você é muito imprudente, Kusanagi! O que pensa que esta fazendo!? – Bradou a oficial preocupada e irritada. E o garoto encarou-a, sério e determinado... – Eu vou salvar aquele TREEKO! Você querendo ou não... – Retrucou ele, fazendo a garota, encara-lo com os olhos brilhando novamente, porém dessa vez.... Ela sentiu uma grande confiança vinda dele, pois o rapaz sempre foi muito recluso e até mesmo meio covarde em sua vida. Era uma expressão que ela nunca havia visto antes, vinda dele. Ela suspirou novamente. – Droga...

— Tsc, tsc, Eu odeio idiotas como vocês que gostam de bancar o heróizinho de Merda, Vou acabar logo COM ISSO! Você me irritou demais por hoje moleque imprestável! HOUNDOOM USE SEU ATAQUE THUNDER FANG! — PRINPLUP, USE SEU ATAQUE, METAL CLAW! – Ordenou a oficial em contra-medida.

Dito isso, a criatura canina avançou na direção do rapaz, com seus dentes afiados à amostra. Uma coisa que chamou muito atenção de quem observava aquela cena, era o fato da boca do canino, parecia ter pequenos trovões contornando-a. Só que.... Antes que o garoto fosse atingindo enquanto corria, o pinguim saltou tão rápido quanto uma bala, enquanto ambas as suas barbatanas brilhavam em uma cor branca intensa, como se as mesmas fossem feitas apenas de luz. Ele cruzou ambas em forma de X e então atingiu o cachorro que foi arremessado a alguns metros de distância, pois o ataque veio de direção lateral, como um foguete.

— O... O QUE! Ora sua... – Bradou o bandido, encarando a garota com ódio. — Onde pensa que vai, sua oponente sou eu! — Completou a garota, encarando o homem com frieza, o que surpreendeu seu amigo de infância que a olhou novamente, estático por alguns segundos. – RAPIDO KUSANAGI, EU VOU SEGURAR ELE POR ENQUANTO, VAI ATRÁS DO TREEKO! – Gritou ela, fazendo o garoto retornar à realidade e voltar a correr na direção da floresta.

""Run!""

— Me... Merda! – Bradou o bandido ao mesmo tempo em que a criatura canina levantou, chacoalhando a cabeça como se estivesse apenas limpado a sujeira de seu corpo. E não era para menos, Houndoom era um Pokémon tipo Fogo e Dark, então naturalmente, ataques tipo aço não surtiriam tanto efeito nele. A batalha entre as duas criaturas continuava e Kusanagi já estava próximo da floresta e na medida em que corria e se aproximava do seu objetivo, as criaturas rolaram ao seu lado esquerdo, ao se confrontarem com outros ataques, como se fosse um campo de guerra, onde tiros caiam aos lados conforme os soldados no solo avançavam. Kusanagi corria tentando ignorar aquilo enquanto a batalha continuava a ocorrer. Logo ele entrou na floresta, quase que desnorteado, olhando para todos os lados que podia e procurando o lagarto ferido.

""END""

— Droga, Treeko, onde você se meteu... – Respondeu ele, frustrado, até notar que de uma das arvores, algo saltou, ele logo viu a cauda do Treeko balançando no ar e então correu na direção que o Pokémon ia com todo o esforço do mundo. – TREEKO! Gritou ele, preocupado com a criatura enquanto continuava a segui-lo, sendo que o Pokémon grama, permanecia saltando entre as arvores. Normalmente, aquele Treeko já teria sumido dali, mas como o mesmo estava muito ferido, sua mobilidade havia sido reduzida em proporções absurdas. E quando não era isso, o mesmo era mantido paralisado por alguns segundos ou até minutos, por conta da dor que percorria seu corpo, sem falar do efeito de Burn que ainda era evidente.

""Meeting""

Em alguns segundos, o Pokémon saltou novamente de uma das arvores para a outra, mas.... Dessa vez, a distância de uma arvore para outra era de pelo menos 7 metros de espaçamento entre elas, fora que nessa parte da floresta que o Treinador e o Treeko se encontravam, existia uma pequena clareira, pois era uma parte aberta daquela mata, entre as arvores como um teto aberto de um carro. E era por onde o sol batia dentro do bosque, o que parecia se repetir em várias partes do local, apesar dele ser tomado por arvores. E nesse último salto que o Pokémon lagarto pretendia fazer, o efeito de burn, novamente percorreu seu corpo, fazendo até mesmo, algumas fagulhas caírem no solo, em meio ao ar. Fagulhas essas que eram tão finas e fracas que eram apagadas só por conta do vento gerado durante a queda, porém.... Dessa vez, uma sombra começava a aparecer e aumentar no chão. Essa sombra era nada mais nada menos que o corpo do Treeko que caía rapidamente em direção ao solo.

—- Treeko! -- Eu gritei desesperado ao notar a queda do pequeno Pokémon. Se ele caísse daquela altura direto no solo, certamente morreria, considerando o estado em que se encontrava. Eu só pude reagir novamente por impulso. Eu juntei as forças que conseguia ali e corri na direção em que aquele Treeko iria cair. Eu sentia meu coração ser tomado por uma mistura de vários sentimentos, na mesma medida em que sentia um calor estranho em meu corpo. Eu saltei, focando minha visão no Treeko e o pegando no colo, me apoiando com as pernas novamente, dando uma pequena deslizada no chão, como se derrapasse por conta da velocidade pega durante o impulso do salto. Minhas pernas doíam um pouco, mas isso não era nada comparada à dor que aquele Treeko deveria estar sentindo... Seu corpo era estranhamente leve e quente e não era pelo efeito burn, mas graças a ele, provavelmente, sua temperatura estaria um pouco mais elevada que o normal. Pensando nisso e ignorando as fagulhas que passavam pelo seu corpo, mesmo causando leves queimaduras em minhas mãos e braços, eu voltei meu olhar para o Pokémon que estava com seus olhos fechados, como se dormisse, porém, vez ou outra, forçando sua vista, como se estivesse tendo algum pesadelo. -- Hei.... Você está bem, hei! – Gritei olhando para o lagarto que logo abria os olhos, na medida que era possível para ele. -- Ele abriu a boca confuso, tentando falar seu nome. – Tree... TREEKOO! -- Disse ele, se agitando em meus braços e se livrando deles, como se batesse as mãos com força se afastando de mim e me encarando, com seu olhar irritado e afiado, como se recusasse minha ajuda.

—- Treekooo!! -- Disse o lagarto irritado, me encarando. Eu olhava em seus olhos e era como se tivesse uma grande fúria emanando deles... Talvez fosse apenas o orgulho daquele Pokémon, ou teria algo a mais? -- Treeko, você está muito ferido, precisamos cuidar de você logo, ou você vai morrer! -- Bradei aflito, olhando para a criatura, que novamente agitava os braços irritado, como se mandasse eu ficar longe dele. -- Tree... Treeko... -- Meu coração foi tomado por uma angustia e preocupação absurda.... Por que aquele Treeko era tão cabeça dura e recusava totalmente a minha ajuda? Era algo comigo, ou simplesmente, ele era orgulhoso demais? Normalmente, Treekos são considerados Pokémons bem calmos e tranquilos, mas aquele em especial, parecia bem longe disso.... Eu consideraria a ideia de colocá-lo na Pokebola que eu levava em meu pescoço, como um cordão e que pertencera ao meu pai, se não fosse o fato da mesma não funcionar.... Infelizmente, aquela pokébola era apenas decorativa, justamente pelo valor sentimental e por conta de estar quebrada... O Pokémon se virou e tentou fugir novamente e quando ia se preparar para saltar, ainda de costas para mim, ele desmaiou...

—- Essa Não, TREEKO! -- Eu gritei e corri em auxilio do Pokémon que parecia ficar com a respiração cada vez mais fraca. Logo, eu peguei o Treeko caído e o coloquei nas costas, amarrando-o com a minha blusa, como se usasse a mesma como algum tipo de bolsa improvisada, para carregá-lo. Depois de amarrar a blusa bem firme e garantir a segurança do Treeko desmaiado, eu comecei a correr na direção do caminho que eu havia usado para entrar na floresta. Já havia se passado alguns minutos desde que eu entrei ali à pensando em salvar o Treeko...

""END""

Enquanto isso, fora da floresta, a batalha se estendia, porém, já parecia estar chegando no clímax. — Droga, eu não imaginei que ele me daria tanto trabalho e aquele garoto idiota, ainda sumiu... — Pensou a oficial, com uma gota de suor na testa e uma expressão inquieta em seu rosto, enquanto o bandido também já parecia exausto. — Maldição, esse pinguim idiota realmente é irritante... Mas não importa! VAMOS LÁ HOUDOOM! USE SEU ATAQUE SMOG! — Ao gritar isso, o canino rugiu e liberou uma grande cortina de fumaça tóxica de sua boca, espalhando ela para boa parte do local, afetando até mesmo as pessoas ali presentes, além da própria oficial que tampou o nariz com uma das mãos.

""Intensive Battle""

— Droga.... Esse maldito, pretende envolver até mesmo os civis! — Falou baixo a garota, nitidamente mais nervosa ao reparar nas pessoas que acabavam sendo atingidas por parte do ataque também. Um detalhe que chamava a atenção naquela cena, é que apesar das pessoas ali presente que começavam a tossir, além da própria oficial que era atingida pelo golpe, o bandido da black list se mantinha intacto pelo fato do mesmo, ter tirado de seu bolso, uma espécie de máscara e colocado no rosto enquanto sorria. — HAHAHA, IDIOTAS, VAMOS VER QUANTO TEMPO AGUENTAM ISSO! — O delinquente ria alto e histérico pelo seu tom, deixando todos ali ainda mais aflitos, algumas pessoas tentaram se afastar do local, mas muitas delas, acabavam cedendo ao efeito do veneno e caindo no caminho. Elas não morriam, afinal, não era uma dose tão forte para matar uma pessoa adulta normal, porém, ainda sim, era grande o bastante para que muitos já começassem a sofrer algum mal-estar e no caso de crianças muito novas ou idosos, era forte o bastante para causar um risco um pouco maior para suas vidas, justamente pelos seus organismos ou estarem ainda se desenvolvendo ou simplesmente, serem velhos demais para ter tanta tolerância contra fatores externos.

O pinguim ficou com uma expressão que era um misto entre algo mais sombrio e um pouco de espanto. Próximo a seu nariz, estava meio roxo e ele parecia mais cansado do que o normal. — Droga... Ele está sobre o efeito de Poison... — Pensou a oficial, preocupada. — PRINPLUP, você ainda consegue continuar? — Perguntou ela, olhando para o pinguim. — Plup! — Disse ele como se afirmasse que sim, apesar de estar nitidamente mais cansado e até mesmo meio ferido apesar de ainda ter forças o suficiente para estender sua nadadeira direita como se simbolicamente, representasse um joinha.

""END""

— Ainda não acabei com você! — Disse o bandido da black list. — HOUDOOM! Thunder fang! — Ao gritar isso, a garota entrou em alerta, a fumaça ainda era alta, assim como seu efeito ainda era forte. — Droga.... Se esse ataque atingi-lo... — Pensou ela.

""Battle Tension""

— PRINPLUP, EVASIVA! E PROTEÇÃO! — Gritou ela, enquanto o Pokémon desviava de alguns ataques, mas outros, ele simplesmente defendia como podia. Nenhum ataque havia atingido ele em cheio, mas atingiam de raspões mesmo que ele ficasse virando para ambos os lados, usando seu ataque, como se fosse um pequeno escudo, sem falar do efeito do veneno que permanecia. Um detalhe que preocupava ainda mais, é que vez ou outra, o escudo de proteção que o pinguim criava, parecia estar rachando, pois, o canino era rápido e atacava de todas direções, consecutivamente. E para piorar, naquela fumaceira, a visão era limitada, mas por conta da vantagem de tipo, apesar de não atingir em cheio, os ataques eram bem mais fortes que o convencional, no pinguim. E o cachorro corria de um lado para o outro saltando várias e várias vezes avançando contra o pinguim de forma cada vez mais bruta, enquanto ele só podia tentar defender balançando sua proteção de um lado para o outro, como se fosse instintivo. E a cada defesa que ele conseguia fazer por pouco, um grande esforço era depositado e ele ofegar se tornava cada vez mais comum naquela batalha, além dos danos gerados pelo efeito de poison.

— (Meu prinplup tem a habilidade pride, mas mesmo ele, não vai aguentar por muito mais tempo... Droga...) — Pensou a garota. Ficando ansiosa. A cortina ia abaixando, mas ainda era forte e como que por instinto, sempre que a cortina dava uma dissipada, o Canino novamente liberava uma quantidade para suprir o que havia sido dissipado, apenas abrindo a boca um pouco, por entre seus dentes, como se fosse uma baforada. A garota estava tensa. — HAHA, O QUE ESTA ACHANDO DISSO, VADIA!? TA GOSTANDO? A DIVERSÃO AINDA ESTA APENAS COMEÇANDO! VOU APROVEITAR MUITO DEPOIS! — Disse o vilão, rindo, sádico. — Você é realmente nojento e asqueroso, eu prenderei você com gosto, quando isso acabar... — Respondeu ela enojada e irritada, ainda com a destra servindo como máscara improvisada em seu rosto.

—... (Mas se isso continuar assim... Realmente, a coisa não vai ficar bem... Droga... ) — Ponderou a oficial enquanto alguns flashbacks passavam pela sua mente, sobre Kusanagi. Apesar de não demonstrar, por reprimir seus sentimentos, graças ao treinamento que teve, a Oficial estava na realidade bem preocupada com seu amigo, além do que poderia acontecer na cidade se ela caísse, ou pior ainda, além dela, quantas outras mulheres na vila, não acabariam tendo seus corpos violados por um lixo daqueles. Tudo isso, atrapalhava sua concentração em batalha, o que era algo extremamente crítico naquela situação. -... ( Droga, por que estou pensando naquele idiota, agora?) — Ponderou a oficial, ao contestar suas memórias, sobre seu amigo de infância.

— MERDA! QUE IRRITANTE, JÁ TO FICANDO DE SACO CHEIO DISSO! — Berrou o bandido. — Se não tem como vencer sem tanto trabalho, vamos fazer do jeito mais fácil. HEHEHE — Riu sadicamente, com uma expressão maliciosa, com um olhar fixo na esquerda da oficial. — (No que ele está pensando?) — Ponderou ela, confusa e curiosa, com uma expressão meio séria com a sobrancelha arqueada, até ouvir a voz de um garotinho, choroso chamando por sua mãe. — Mã... Mãe, onde você ta!? — Gritou o garotinho. — ESSA NÃO, NÃO ME DIGA QUE VOCÊ VAI! — Gritou a oficial perdendo um pouco das estribeiras.

— HAHA, FINALMENTE PERCEBEU, LEEEEEEEEEERDA! HOUNDOOM, USE SEU ATAQUE SHADOW BALL! — Gritou o delinquente sorridente e sádico. — Logo, o canino começou a carregar uma bola de energia negra em sua boca, porém, dessa vez, menor do que as anteriores, justamente, por que a ideia é que fosse um ataque rápido e letal, como o disparo de uma bala. A sorte ou talvez nem tão sorte assim, era que a fumaça novamente já ia se dispersando e por conta do canino ter efetuado outro ataque, ele simplesmente deixou de lado a estratégia anterior de liberar uma nova fumaça aos poucos, o que teoricamente seria uma vantagem, se não fosse a tensão que transbordava no ar.

— ESSA NÃO, RÁPIDO SAIA DAI! — Gritou a oficial, olhando para a criança que ainda estava confusa. A oficial então, rangiu os dentes em desespero. — PRINPLUP CORRA NA DIREÇÃO DA CRIANÇA E USE PROTEÇÃO! — Ordenou a oficial, em desespero, quase que perdendo totalmente as estribeiras do seu autocontrole. O pinguim reagiu ao comando, correndo o mais rápido que podia. — PLUP!! — Disse ele determinado, mas... No meio do caminho, os efeitos da poison, novamente o prejudicou, fazendo ele parar por alguns segundos, fechando um dos olhos. --... (ESSA NÃO, NÃO VAI DAR TEMPO!) -- A garota fechou os olhos. Se ela tivesse algum problema cardíaco, certamente, teria tido uma parada ali.

""END""

— HUOOOO! — Um som alto foi ouvido, junto de um gritou parecido com um grito de guerra, além de passos largos e firmes. -- E seguido disso, o barulho de explosão, além de uma nova cortina de fumaça que se formava. -- NÃO! -- Gritou a oficial lacrimejando até que... — BUAAAAAAA! — Novamente o choro foi ouvido reduzindo toda a tensão presente ali, seguido de uma frase de reprovação e ao mesmo tempo, encorajamento, porém de uma voz já conhecida... — Mas que droga você ta fazendo, Mikah, eu to com um Pokémon ferido, aqui, por que não para de enrolar e cumpre logo o que você falou antes!? — A garota, voltou à realidade, ao perceber que era seu amigo de infância, que havia chegado, e ele havia salvado o garotinho, liberando-o em seguida.

— KUSANAGI! — Bradou, surpresa, porém se acalmando um pouco mais, ao notar que a criança havia corrido para longe do perigo, onde encontrou uma mulher do outro lado, provavelmente sua mãe. E a essa altura, a fumaça do local, já havia dispersado totalmente, então dava para ver o tanto de danos que havia sido causado em diversas direções do parque, principalmente no solo próximo de onde o jovem treinador se encontrava, pois o mesmo havia desviado do ataque, mesmo com o Pokémon lagarto inconsciente em suas costas, além do garotinho que fora alvejado. — O que você acha que eu to tentando fazer, Kusanagi, seu idiota?! — Bradou irritada a garota, mas Kusanagi conhecia bem sua personalidade, em vários aspectos e um deles é que ela ficava mais confiante na presença de conhecidos dela, principalmente se forem de longa a data. Parecia até mesmo idiota se parasse para pensar, mas ao menos, era certeza de que sua concentração ali melhoraria, pelo simples fato dela sempre gostar de parecer mais “Independente e forte. ” Na presença de conhecidos, era como se seu instinto maternal ou fraternal despertasse derrepente, principalmente na presença do garoto.

— Droga, já entendi... Vou acabar com isso agora! — Afirmou ela, fazendo o garoto esboçar um leve sorriso. — Ao ver a cena, o desgraçado da black list que havia perdido suas estribeiras. — MOLEQUE DESGRAÇADO, VOCÊ DENOVO, ME ATRAPALHANDO, MAS QUE DIABOS!! SEU MERDINHA! HOUDOOM! USE SEU ATAQUE THUNDER FANG NESSE MOLEQUE! — Bradou o bandido furioso. — Então a oficial, encarou o bandido que estava distraído, assim como o canino que novamente, acumulava eletricidade em sua presa e grania. — RUAARRR — Disse o canino, ameaçando avançar na direção do garoto até que o pinguim avançou novamente, o mais rápido que podia, só que dessa vez, ele alcançou seu alvo, pois o mesmo, estava mais perto.

""Climax""

— PRINPLUP, USE SEU ATAQUE DRILL PECK! — Ordenou a oficial, fazendo com que o pinguim acumulasse algum tipo de energia branca em seu bico além de fazer seu corpo girar. Tomando uma grande proporção atingindo o canino no pescoço, sendo que o mesmo estava de lado, fazendo-o bater em uma arvore, o que alertou o canino que ainda permanecia resistindo, apesar de ter ficado nitidamente ferido, além de alarmar seu treinador.

— DESGRAÇADA, VOCÊ TAMBÉM! EU VOU ACABAR COM VOCÊ ANTES DAQUELE PIVETE E TE HUMILHAR NA FRENTE DELE! — Gritou o vilão começando a ficar furioso. — HOUNDOOM AVANÇAR CONTRA O PINGUIM IDIOTA E USE SMOG! — Ordenou o bandido. — RUAAAAAR! — Graniu o canino, abrindo a boca novamente para liberar a fumaça, porém, sendo interrompido. — NÃO TÃO RÁPIDO, DESSA VEZ NÃO! — DRILL PECK!! — Comandou a oficial, fazendo o pinguim repetir o processo novamente, mesmo que houvesse fumaça ali, o que fora um golpe surpresa, uma vez que o pinguim se encontrava bem mais próximo do canino do que no primeiro ataque.

— MALDIÇÃO, EVASIVA, HOUNDOOM! — Bradou desesperado fazendo o canino desviar por pouco além de obriga-lo a interromper seu ataque, por conta da surpresa, porém... O canino desviou saltando para trás e de lado, ficando um pouco acima do pinguim, que o encarou, com seu bico parando de brilhar, ainda sobre o efeito de poison, que parecia o enfraquecer cada vez mais. Foi nesse momento... Quando o pinguim estava abaixo do canino, que Mikah, ficou séria, onde simbolicamente, até mesmo um brilho foi visto em seu olhar.

— AGORA, USE Bubble Beam!!! — Gritou ela com força, estendendo sua destra fechada como um punho, para a frente. — O... O QUE! — Disse o Black List surpreso. E na mesma hora que a garota gritou, o pinguim já havia agilizado o processo e aberto seu bico, por onde liberou uma grande quantidade de bolhas, porém tão rápidas como uma bala, além de junto delas, parecer sair de sua boca, um jato de ar com sabão que atingiu o canino em cheio, jogando-o contra uma arvore meio inclinada e que um dos galhos era torto. — GURRUA! — Disse o cachorro, ferido, mas ainda se levantando, com dificuldades. Mas tanto ele quanto o pinguim, já estavam praticamente no seu limite. — Prim... — Disse o pinguim, quase inconsciente, com um dos olhos quase se fechando e arfando, além de suor escorrendo pelo seu corpo. O canino ainda se encontrava atordoado e a situação parecia ainda mais tensa, as pessoas que estavam presentes ali, não conseguiam desviar seus olhares daquela batalha incrível. Por mais que soubessem o peso que a mesma possuía, eles já haviam se esquecido do quão batalhas Pokémon costumavam ser divertidas, antes de tudo acontecer e a região ser dominada.

Eu não conseguia me mexer dali.... Por mais que soubesse do peso que o resultado daquela batalha causaria, eu estava admirado com tamanha força que Mikah havia conseguido.... Além disso, apesar de tudo, aquela batalha estava incrível de ser assistida. Tudo aquilo, só me fazia pensar no quão divertido e desafiador seria se eu também pudesse fazer batalhas tão intensas como aquela.... Meu coração vibrava e a emoção tomava conta de meu corpo... Sem que Kusanagi, percebesse, o Treeko em suas costas ainda ferido, estava com um dos olhos aberto, incrédulo com aquela batalha, em silêncio, apenas observando, com a boca meio aberta... Era como se uma antiga chama em seu coração tivesse reascendido, por mais frágil que fosse. Ele queria observar toda aquela batalha tensa e descobrir seu resultado. Não se sabia o que passava em sua mente, mas ao mesmo tempo, ele parecia relutar contra algo dentro de si...

— MERDA, VOCÊ ACHA QUE ACABA ASSIM!? HOUNDOOM USE SEU ATAQUE, SHADOL BALL! — Ordenou o criminoso em fúria, conforme o canino, ainda meio zonzo, se levantou carregando uma bola negra em sua boca novamente, porém como um golpe mediano, carregando um pouco mais de energia densa por entre suas presas, mas sem demorar demais para dispara, para não perder tanta velocidade no disparo. — PRINPLUP, CORRA NA DIREÇÃO DELE! — Ao ouvir isso, todos ali, prenderam suas respirações, pensando se a garota havia ficado louca pela tensão. Mas tudo isso fora ignorado e o pinguim apenas atendeu seu comando, correndo o máximo que podia no seu estado atual. — PRIMP! — Disse o pinguim correndo.

— DISPARAR PARA ACABAR COM ESSE MALDITO! — Gritou o criminoso. Fazendo o cachorro disparar novamente. — PROTEÇÃO! — Ordenou a treinadora, fazendo o pinguim, concentrar o pouco de energia que lhe restara em suas mãos, criando uma “Parede. ” Rosa novamente, porém.... Dessa vez, rachada. A esfera colidiu com a mesma, despedaçando, porém, ainda sendo forte o bastante, para proteger o pinguim que continuo a correr na direção do canino, com os fragmentos da sua parede, caindo ao lado de sua cabeça, como um espelho que acabara de ser quebrado em vários cacos. — Bubble Beam — Ordenou a treinadora, fazendo o pinguim, liberar novamente seu ataque de bolhas. — MA... MALDIÇÃO, EVASIVA PARA A DIREITA, HOUDOOM! — Ordenou o delituoso, desesperado, fazendo o canino, dar um novo salto para a direção indicada. — É AGORA! SALTE E USE METAL CLAW NO GALHO DA DIREITA PRIMPLUP!

— PLUP! — O pinguim seguiu o comando, saltando com sua nadadeira destra brilhando em branco, usando a parte da frente da arvore inclinada que havia sido atingida pelas suas bolhas, como um pequeno propulsor para se impulsionar e se jogar para a direita, onde o canino havia saltado, batendo a nadadeira brilhosa no galho que se encontrava em cima de seu corpo, fazendo o canino, encara-lo assustado e surpreso. — GRAUUUUR! — Disse o canino. E então... O galho que estava em cima de seu corpo, simplesmente, se rompeu e despencou no chão, batendo bem na coluna do canino, com força e o esmagando no chão, fazendo o mesmo até gritar e soltar saliva pela sua boca e desmaiar em seguida, com seus olhos fechados.

""END""

— O... O QUE!? MALDIÇÃO, MAS COMO! ESSA MALDITA! — O bandido bradou incrédulo e horrorizado, com gotas de suor cobrindo cada vez mais seu rosto. Ele moveu sua destra até o bolso de sua calça, pegando um objeto de forma circular que possuía sua superfície vermelho Borgonha, enquanto sua parte inferior era branca e meio acinzentada. Era sua Pokebola. Um detalhe interessante, é que a parte da frente onde normalmente ficava o botão da Pokebola, no caso da dele, tinha a faixa preta normal, separando a parte superior e a inferior, mas no botão do objeto, existia uma faixa que atravessava o mesmo como um risco, assim como no uniforme do sujeito. Uma clara alusão ao nome de sua equipe, além do estilo vaidoso da mesma. Essa era a Pokebola criada exclusivamente para os membros da black-list. — Grr... Houndoom, Retornar! — Disse o criminoso, rangendo os dentes ferozmente, fazendo com que um laser vermelho saísse do objeto em sua mão, além de abri-lo. Até o laser atingir o canino caído, sumindo com a criatura, como se a mesma nunca tivesse existido ali. — Bom Trabalho primplup... — Disse a oficial pegando sua Pokebola e repetindo o gesto do bandido, fazendo o pinguim observa-la, com um sorriso satisfeito e cansado, também sumindo em seguida.

— Agora, você será preso então, venha comigo por bem ou por mal! — Disse a oficial mostrando o distintivo e se aproximando do delinquente. — VOCÊ NÃO TEM ESCOLHA AH NÃO SER SE RENDER! — As pessoas que estavam pertos, observavam aquilo abismadas e ainda chocadas. O mais correto e seguro para todo mundo, seriam as pessoas das redondezas cercarem o bandido, mas.... Elas nem chegavam perto dele, era apenas a oficial tentando resolver tudo. O garoto, podia tentar se aproximar, mas ainda estava paralisado pela admiração, além de se recuperando ainda, por todo esforço que fizeram para salvar aquele garotinho de poucos minutos atrás. O delinquente sorriu nervoso e suando frio. — He... Acha mesmo que vai me pegar assim tão fácil, sua vadia? Nem em mil anos. — Ele novamente, colocou sua mão em um dos bolsos, pegando alguma coisa. E era uma bomba circular e ao que parecia, caseira.

— Aquilo é? — Questionou a oficial surpresa, ficando em choque. — UMA BOMBA! — Gritou o rapaz correndo até sua amiga e saltando com a mesma, no chão e na direção oposta de onde a bomba vinha no mesmo segundo em que o garoto percebeu a ação do delinquente, sorrindo nervosamente. — Em seguida, a bomba explodiu, porém.... Não fora uma bomba para ferir ou matar alguém, era apenas uma bomba de fumaça, o que fora útil para o membro da Black-list, simplesmente. “Sumir. ” Em meio a fumaça.

Eles se levantaram, olhando para a frente, surpresos e receosos. — Droga, ele fugiu... — Disse a oficial, colocando o dedão de sua destra, próximo da boca, como se mordesse sua unha de nervoso. O garoto observou sério, também intranquilo. — Mas que merda.... Será que ele vai voltar com reforços? Se isso acontecer... — Comentou o rapaz, ficando preocupado e como olhar acovardado. A garota, voltou seu olhar para ele, tentando parecer firme, apesar de também estar preocupada, ela disfarçou bem e esboçou um sorriso, tentando parecer firme. — Não se preocupe, se ele voltar, eu estarei preparada... Além disso, eu vou mandar um relatório para o QG... — Disse ela tentando acalmar seu amigo de infância, mas acima disso, tentando acalmar a si mesma, uma vez que apesar de ainda existirem policiais e investigadores escondidos por toda a região de Beautyful Heaven, as coisas andavam bem complicadas para eles e dizer que faz parte de alguma organização como a polícia da região, era o mesmo que se autoproclamar um “Alvo.” Todos ficaram em silêncio por alguns segundos, mas algo estava errado.

As pessoas que observavam a luta, encararam o garoto e a oficial com expressões de reprovação, até que alguns homens se entreolharam sérios e comentaram algo entre eles e saíram do local na pressa, assim como os dois jovens se entreolharam confusos ao perceber a atitude das pessoas que saiam dali. O silêncio permanecia por alguns segundos, mas logo, ele fora quebrado por uma voz feminina que se aproximou dos dois adolescentes. Com licença.... Você é o Kusanagi, Não é? — Falou a mulher que se aproximou com um garotinho no colo que havia adormecido. Era a mãe do garotinho que a Oficial e seu Amigo de infância salvaram durante a batalha contra o membro da black-list. — Eu devo agradecer a vocês dois por isso. — Ela abaixou a cabeça em forma de reverencia, mas sem abaixar o corpo inteiro, ou soltar seu filho e com uma voz gratificante, ela disse. — Muito obrigado mesmo.... Se não fossem vocês dois, eu não estaria com meu filho agora... — O garoto esboço ou um pequeno sorriso em resposta, assim como a oficial. — Não tem de que, esse é o nosso trabalho afinal. — Respondeu a oficial, mostrando o distintivo, orgulhosa. A mulher com a criança, virou seu olhar para o rapaz, com uma expressão preocupada. Você deve ser Kusanagi não é? — O rapaz surpredeu-se, confuso. — Sim... Por que? — A mulher falou preocupada e com uma postura séria. — Eu ouvi algumas pessoas que estavam aqui agora pouco, falando que iriam ensinar uma lição ao “Garoto-problema. ” Da vila, e iriam na casa dos Kusanagis cobrar pela briga. — Ao ouvir isso, o garoto, gelou, começando a tremer em preocupação, assim como a oficial se desespero.

— O... O QUE? O QUE ELES PRETENDEM? — Questionou o rapaz, desesperado. E nesse meio tempo, a oficial, correu em direção da sua moto, pegando a mesma e colocando o capacete novamente, vindo com o veículo até próximo do garoto. A pressa foi tanta que tudo isso aconteceu em questão de segundos, além de claro, a moto não estar tão longe. — Vamos Lá, Kusanagi, vamos chegar na sua casa antes deles. — Disse ela após perder novamente a postura, enquanto o garoto se recuperava do choque, ainda com o Treeko inconsciente em suas costas. Ele subiu na moto, segurando-se com firmeza na garupa.

""HOME""

O tempo havia se passado, apesar da pressa que o rapaz estava, assim como sua amiga, era como se as pessoas já esperassem esse tipo de atitude vindo de ambos. E por conta disso, eles derrubaram algumas arvores na estrada, interditando a passagem e forçando os dois a pegarem outro caminho. Ao chegar em sua casa, o rapaz ficou desesperado... — MA... MAS O QUE DIABOS ELES FIZERAM!? — Berrou ele, ao notar que sua antiga casa estava completamente destruída. As janelas estavam quebradas, a porta partida ao meio e tudo mais. E como se já não bastasse, as paredes ainda se encontravam pinchadas com palavras de ordem. “Saiam da nossa vila, família problema. ” “Vocês nos tornaram alvos. ” Dentre outras inúmeras coisas, incluindo palavras de baixo calão. Também era notório alguns trechos dizendo coisas como “Vocês vão se arrepender e nós vamos dar o troco e etc.” Apesar dos danos visíveis ao lado externo da casa, dentro dela também existia sinais de vandalismo com moveis partidos e etc, mas apesar disso, ninguém saqueou nada. Dentro da casa também possuía pichações nas paredes, além de destroços de mobílias de madeira, dentre outros.

Ao perceber o estado que minha casa se encontrava, eu comecei a ficar nervoso e toda a calma que eu havia acumulado, novamente sumia. Eu estava tenso e preocupadíssimo. Levaríamos muito tempo para repor tudo que havia sido destruído, mas acima disso, o trauma que pode ter ficado na minha mãe, além de todas as outras coisas horríveis que poderia ter acontecido. Um turbilhão de pensamentos negativos, além de lembranças de várias vezes que minha mãe me xingava, ou dava sermão por algo que eu fazia, começaram a invadir minha mente. Eu comecei a correr por toda a casa, abrindo cômodo por cômodo, assombrado, além de claro, passar por destroços como portas derrubadas, dentre outras coisas que haviam sido destruídas. — Mã... MÃE! — Eu gritei preocupado, procurando alguma resposta, mas nada vinha... Corri para o quarto, chamando por ela novamente e nada. Eu estava a ponto de chorar por raiva e medo, novamente. Eu então desci as escadas que estavam com seus apoios quebrados, sendo que os mesmos eram feitos de madeira. — E... Eu não estou encontrando minha mãe em lugar nenhum...

Comentou o rapaz angustiado e com os olhos marejados. — Se... Se acalme, Kusanagi-san, eu tenho certeza que sua mãe deve ter ido para algum lugar antes do vandalismo... — A oficial tentava acalmar o rapaz, mas ela também parecia tremer suas mãos, de leve por conta da preocupação. Afinal de contas, além de ser mãe de seu amigo, a mulher também era quase como uma segunda mãe para ela. Principalmente, considerando que seus pais não foram lá dos mais presentes e sumiram, assim como o pai de Aran, em uma determinada época. Então teoricamente, ela também fora criada pela mãe de seu amigo. — Já sei, vamos procura-la pelas proximidades, vem comigo... — Disse a oficial, tão preocupada quanto o garoto, saindo da casa do mesmo e preparado sua moto, fazendo o garoto segui-la, mas assim que o mesmo sentou na garupa.

Um som foi ouvido... E parecia um latido. — RUAARF! — Os dois voltaram seus olhares surpresos e espantados para onde vinha o som. Ao fazerem isso, ao lado da moto, eles viram um pequeno se quadrupede e extremamente fofinho, semelhante a um filhote de cachorro ou algum cachorro de raça mini. Ele possuía orelhas bem grandes até. Seus olhos eram grandes e azuis, seu pelo era marrom pálido enquanto as pontas de suas orelhas, na parte externa e superior, além de seu focinho e patas eram marrom escuro e seu narizinho era rosado e dependendo do ângulo que se olhasse, ele parecia um pequeno coração. Em seu pescoço existia uma penugem parecida com algum tipo de pescoceira. De um tom meio bege acinzentado, com pequenas pedras como se fossem Ruby encrostado, além de uma cauda peluda que lembrava as de um esquilo em questão de tamanho e de posição, apesar de ser bem mais peluda e provavelmente mais fofa, como algum tipo de tapete peludo. Ele era extremamente fofinho, tão fofo que qualquer pessoa que olhasse, provavelmente, iria querer aperta-lo e não soltar mais. Ele estava sentado, olhando os dois treinadores, abanando o rabinho, além de estar sorrindo, com os olhinhos fechados e com as duas patinhas da frente como se estivesse estendida.

— Um Rockruff? Como ele é fofinho! — Disse a oficial, sorrindo, passando a mão na cabeça do canino, que parecia gostar. Mas antes que tivessem mais tempo para apreciar, assim que ele estendeu um pouco seu pescoço, algo no meio de sua pelagem, ficou a amostra. Parecia um pequeno tubo de vidro. — O que é isso no pescoço dele? — Disse o rapaz, puxando com cuidado para não machucar o canino, uma vez que além dos pelos comuns no pescoço, ele parecia estar usando algum tipo de coleira. O tubo de vidro estava fechado com uma rolha como era antigamente. Era como se o mundo voltasse no tempo. Dentro do pequeno frasco, havia um papel.

— Uma carta? — Questionou o rapaz, confuso e curioso. — Isso quer dizer que esse Rockruff é de alguém, rápido, Kusanagi, leia! — Disse a oficial tão curiosa e ansiosa quanto seu amigo que começara a ler o papel. “ Para o meu filho. “ Esse era o título da carta. “ O tempo havia se passado e Kusanagi estava sentado na garupa da moto de sua amiga de infância que pilotava o veículo por uma estrada de terra, enquanto o sol ia se pondo. Ainda estava de tarde, mas em pouco minutos, um crepúsculo se formaria nos céus. Enquanto o veículo e os dois treinadores avançavam, as memórias do que estavam escritas na carta, passavam pela mente do garoto.

— Filho, você provavelmente voltou para nossa antiga casa. Eu fiquei sabendo da situação em que você se envolveu, no começo eu fiquei furiosa com você, mas em seguida, eu me acalmei, ao saber que uma pessoa foi salva pelas suas atitudes. Não é como se essa carta fosse feita anos depois do ocorrido, até por que, eu escrevo ela no mesmo dia que tudo isso aconteceu. Apesar de você ter sido um herói, eu sei que isso vai nos trazer problemas, então é por isso, que teremos que nos mudar por algum tempo, aqui esta as coordenadas para nossa nova casa. E não se preocupe, uma nova amiga da família, acabou de garantir novas mobílias e um lugar para dormirmos, além de comida. Só tente se acalmar um pouco, com amor mamãe. Na carta também existia coordenadas indicando um novo local. “Rota 1, noroeste 132 321 próximos às montanhas. ”

Enquanto isso.... Em algum lugar distante dali, em meio a uma mata totalmente espessa e fechada, um homem caminhava, alarmado e mergulhado em raiva, vestindo a mesma roupa da black list. Era o mesmo bandido que havia causado problemas no parque, ele havia se afastado da pequena vila sorrindo nervoso e frustrado. — Mal... Maldição, eu vou voltar aqui e vou trazer um exército comigo.... Mês... mesmo que eu tenha sido rebaixado da minha antiga posição, eu ainda tenho muita influência dentro da organização. Eu vou voltar e quando voltar, aquele pirralho vai implora pra nunca ter me conhecido e aquela vadia vai lamber até os meus pés na frente da cidade inteira, eles não perdem por esperar... — Disse ele sorrindo malignamente, com seu olhar voltado pro caminho de onde ele vinha, com uma pequena gota de suor ao lado do rosto até que...

""The General""

—... Oficial Jeri Spuck, 27 anos, viúvo, nenhum filho, ex general da divisão 5... — Ao ouvir uma voz masculina mais jovial, vindo do nada, o gangster se virou rapidamente, nervoso e chocado, vendo que no meio da floresta em que chegava, existia uma pedra no formato de um tronco de arvore cortado e em cima dessa pedra, havia um garoto de aparentemente a mesma idade de Kusanagi, com cabelos negros com uma mecha roxa em algumas pontas, mas principalmente, em sua franja, também possuia um olhar perfurante e sério que pareciam brilhar em rubro. Ele estava sentado como se não quisesse nada da vida, porém transmitindo uma certa “Imponência. ” — QUE... QUEM É VOCÊ! — Junto do garoto estava presente uma garota de aparentemente 16 anos, com um óculos de sol que parecia mais um visor onde sua guarnição era preta e a lente era de um tom branco cinzento. Ela possuía um olhar e uma postura séria e indiferente e parecia carregar uma prancheta nas mãos, junto com uma caneta. Ela trajava um vestido curto com uma meia calça longa, além de seu vestido e blazer serem ambos, em um tom preto e com o mesmo símbolo da black list, mas algo era diferente em sua roupa. Ela parecia possuir uma faixa dourada detalhando sua roupa superior, além de possuir algumas pedras raras que pareciam broches e uma estampa no peito.

Já o garoto sentado, usava uma espécie de casaco que lembrava um jaleco preto, com botões no meio, fechando o mesmo, além do casaco dar a leve ilusão de também ser uma capa, pois o mesmo parecia maior que o garoto. Ele também possuía o símbolo da black list em suas roupas, além de vários broches, mas um detalhe que chamava a atenção, é que em seu peito direito, ficava uma espécie de distintivo em forma de escudo, semelhante ao da polícia, mas com a diferença de que o mesmo possuía um símbolo riscado como o símbolo da black list, além de outros pequenos símbolos dentro que não eram possíveis de se ver direito, por conta do crepúsculo que se iniciava, além da posição que o rapaz se encontrava sentado naquele momento.

— Exilado das bases principais depois de diversos abusos de poder, além de acusações de assédio de pelo menos 20 mulheres da sua própria divisão e suspeito de um caso de estupro em uma das cidades conquistadas pela black list. Perdeu seu posto e seus pokémons, após ser “Expulso. ” Da organização, ficando apenas com um Houdoom por questões sobrevivência e senso ético. — Ao ouvir isso, o homem começou a suar frio ficando cada vez mais atormentado, com várias gotas de suor escorrendo pelo rosto.

— Você é um dos malditos novatos que conseguiram posto de Generais além de votar à favor do meu exílio? — Questionou ele furioso. — Mal... Maldição... — Disse ele recuando, preparando-se para pegar outra bomba de seu bolso. — Mas na hora que o mesmo fez isso, ele notou que em seu bolso não havia mais nada... A parte inferior do mesmo, havia sido cortada sem que ele se desse conta o que fez o homem se desesperar. — Você tem mesmo um currículo de merda... — Disse o garoto se levantando, com uma expressão sombria e um olhar de nojo e arrogância. — Eu já perdi muito tempo da minha vida hoje, tendo que supervisionar um lixo como você, mas não tem mais problema... Pelas suas atitudes de hoje, eu posso simplesmente relatar ao chefe que você realmente não tem mais nenhuma função ou serventia para a Black list.

Dora, você registrou tudo não foi? — Finalizou o rapaz de mechas, virando o olhar de canto dos olhos, para a mulher ao seu lado que ergueu sua mão até o seu “Visor.” Como se pressionasse um botão ao lado direito, fazendo várias informações passarem pelo mesmo e com isso, projetar cenas daquele dia, de tudo que havia acontecido no parque, como hologramas, porém, diferentemente dos hologramas convencionais, naquele caso em especifico, os hologramas eram bem mais coloridos e realistas. — Hai, Near-sama. Temos o registro de todas as atividades de hoje, incluindo o ataque terrorista na vila. Ao dizer “Ataque terrorista. ” Foi mostrado a projeção do Houdoom usando Smog contra a população do local, incluindo as crianças e idosos além do assédio contra uma das moças da vila.

— ME... MERDA! — O homem tentou correr, mas as arvore na sua frente, haviam sido derrubadas, fechando o caminho e quase esmagando-o no processo, fazendo parar de correr, e recuar para trás novamente, enquanto o garoto se aproximava com as mãos no bolso de sua calça que também era preta e possuía correntes. — Você como ex-general, após todos os feitos que você cometeu, apartir de hoje você deixou de ser parte da organização black list, mas além disso, você terá que pagar por todos os crimes cometidos, pois depois de hoje, também podemos provar que você é culpado dos outros crimes que foi acusado e dito isso, vamos ao veredito final... Então vamos acabar logo com isso... — O Rapaz puxou de um dos bolsos do seu casaco, usando sua destra, uma espécie de cristal estelar e jogou para o homem, caído sentado. — Use isso. — Disse ele, encarando o homem, com frieza e reprovação. — Is... Isso é... Um max Revive? — Disse ele surpreso e nervoso, além de confuso, encarando o garoto.

— Por que você esta me dando isso? — Perguntou o homem, sorrindo ainda nervoso e confuso. — CALA A BOCA E USA ESSE MALDITO ITEM LOGO! Coloca seu Houndoom para fora da pokebola, ANDA! — Ordenou o jovem aos berros de um verdadeiro general, fazendo o adulto se assustar, liberando o canino novamente que ainda estava inconsciente. — Ma... Maldição... — Ele então pegou o objeto no chão, próximo a ele e colocou em cima do Pokémon inconsciente que parecia “Absorver. ” O objeto, como se fosse areia movediça e depois de alguns segundos, o canino desperto, confuso, olhando para os lados até notar o rapaz ali e começar a rosnar de forma hostil, na mesma medida em que o homem, se levantava sorrindo malignamente. — Pivete... Você pode até ser um general agora, mas se tratando de batalhas, eu sou muito mais experiente e não vou cair no mesmo truque daquela oficial, aqui.

O rapaz apenas observou em desdém onde simbolicamente, seus olhos desapareceram por alguns segundos como se sua franja cobrisse seus olhos. Então.... De trás dele uma silhueta de pelo menos 2 metros e forma humanoide, aparecia, com seus olhos brilhando como se possuíssem estrelas ao invés de pupilas. Depois disso... Foi ouvido um grito. — AAAAAAAAAAAAAAAAH! — Seguido do grito, vários pokemons tipo voador que viviam ao redor daquela floresta em especifico, saíram voando em disparada, assustados. Depois disso... O Canino estava caído ao lado do homem que também parecia inconsciente, mas ainda vivo, porém, todo sujo e com um pouco de sangue na boca. Ele também parecia um pouco mais distante que antes, encostado em uma das arvores dianteiras, completamente apagado. — Near-sama, eu devo “Apagar. ” O Houndoom? — Perguntou a mulher, após riscar algo em sua prancheta, como se fosse algum afazer concluído em uma lista de afazeres. — Não... Apenas vamos transportar o Houdoom pra cela dos pokémons, para um novo treinamento, e destrua a Pokebola desse lixo. Um Pokémon é apenas um Pokémon, ele apenas segue os comandos de seu treinador, se seu treinador for fraco, o Pokémon também acaba sendo fraco, mas a culpa não é dele não é mesmo? — Disse o rapaz, olhando com repúdio para o gangster inconsciente.

— Devo apagar ele? — Perguntou a mulher, olhando para o incapacitado, indiferente. — Não... Ele não vai muito longe daqui, afinal, com todo esse bafafá nosso “Amigos. ” Indesejados, já cuidaram dele, ou quem sabe, a Policia, qual vai vir primeiro? — Disse o jovem, indiferente, se virando, desinteressado. — Mas senhor, isso não coloca em risco a operação? Questionou a assistente, fazendo o rapaz, apena encara-la sério. — Não vão saber muito mais do que já sabem. Afinal de contas, o chefe já parou de dar informações 100 verídicas ou importantes para esse lixo, apartir do momento em que ele começou a ser acusado pelas nossas oficiais. Ele se tornou apenas um erro no sistema e erros são apenas consertados assim como suas falhas. — Ao ouvir isso, a expressão da mulher mudou para surpresa, abrindo um pouco sua boca, pois ela tentava manter o máximo que podia, seu profissionalismo e frieza, assim como sua indiferença. Agora vamos Dora, tems que continuar nossa missão mesmo ela sendo extremamente incomoda e tediosa... — Disse o rapaz começando a caminhar, com sua destra tapando sua boca em um bocejo rápido de desinteresse e tédio. — Hai, Near-sama... — Disse a mulher começando a segui-lo e sumindo por entre a floresta.

""END""

Enquanto isso, Aran e Mikah já haviam chegado no lugar indicado, lá eles viram uma casa que apesar de parecer antiga, era bem cuidada até. Além disso, ela era bem maior que a casa do garoto, era quase como se fosse uma mansão compacta. Ao lado de fora, estava estacionado uma velha caminhonete de fazenda e ao lado, estava a moto da oficial. E ambos os jovens estavam dentro da grande casa, boquiabertos e até mesmo meio sem jeito, pois os dois estavam muito impressionados. — Caramba, essa casa é gigante... Você é bem rica, não é Lui-san? — Comentou a oficial surpresa. Fazendo com que a moça, fizesse apenas sinal negativo com sua cabeça. Ela era a mesma garota com roupas de jardinagem que havia sido salva pelo garoto, quando o membro da Black List estava na vila. E o local onde estavam, se encontrava Mikah, a floriculturista chamada Lui, o jovem treinador e sua mãe, além do Rockruff sentado ao lado da mesa, comendo em um pote de ração pokemon.

""Sadness story""

— Eu não diria que sou rica... Antigamente talvez, mas depois que a região começou a passar pela crise econômica, antes da black-list chegar, nós começamos a ter alguns problemas financeiros, pois meu avô era um antigo mineirador chefe na empresa Rudara que cuidava da escavação e procura de de Z-stones. Mas ele estava doente... por conta disso, ele foi afastado das escavações e por fim, de exercer seu papel. Foi aí que um empresário apareceu como num passe de mágica, do nada, querendo comprar toda a empresa de meu avô de uma só vez... Mas meu avô não a vendeu... Ele lutou até o último segundo e não queria abrir mão dos mineradores da região que trabalhavam sobre o comando dele, pois ele sempre dizia que aquele homem era muito suspeito e parecia transmitir algo ruim de suas palavras... Mas quando ele adoeceu, trataram de colocar um substituto no lugar dele e esse substituto tinha poder total dentro da empresa, como estávamos em crise, a ideia de vender a empresa, foi quase que unânime... E foi o que fizeram... E foi assim que a empresa de mineração dessa região caiu nas mãos do líder da black list que se revelou depois...

— Essa casa, foi a única herança que restou de meu avô, assim como a pequena floricultura de minha avó, ambas ficaram para mim, durante o leito de morte deles. — Ao ouvir aquela história, todos na mesa ficaram em silêncio, não sabiam ao certo o que dizer... A oficial ficou sem jeito e um pouco arrependida. — Me desculpe, eu não sabia... — A mulher agitou o rosto novamente, de forma negativa, esboçando um sorriso melancólico. — Um... um, não foi culpa sua... — Desde que isso tudo aconteceu, essa mansão só tem eu e mais alguns funcionários que insistem em ficar nela, pois disseram que devem muito ao meu avô, além do Rockruff, mas eu insisti que pelo menos por alguns dias, os funcionários descansasse um pouco, só que nesse meio tempo, eles estavam tentando voltar para cá, mas foram parados pela black list e ficaram presos em algumas das cidades da região, incluindo forest city...

Ao ouvir toda a história em silêncio, eu fechei minhas mãos, apertando com força. Mas nada disse... Eu estava frustrado ainda, além de me sentir inútil por não ter feito nada durante o ataque do membro da black list. Foi aí que eu me lembrei do pequeno Pokémon verde, esbugalhando meus olhos, além de encarar a floriculturista, ansioso. — Lui-San, você por acaso tem alguma enfermeira que cuida dos seus Pokémons ou um aparelho parecido com o do centro Pokémon?? — A garota se surpreendeu com a pergunta de Aran, mas não demorou à responder. — A gente até tinha, mas... Ele acabou quebrando, mas o nosso Mordomo e enfermeiro Suwano acabou não podendo voltar por conta de terem interditado a forest City... — Respondeu a moça, Receosa.

""END""

— Merda... — Disse o garoto nervoso e frustrado. — ARAN! — Gritou sua mãe, em reprovação pela falta de educação do filho. — Me desculpe por isso, Lui... — Respondeu a mãe, arrependida e envergonhada pelo garoto, recebendo um pequeno sorriso em resposta. — Não se preocupe com isso. — Disse a moça. — Mas por que você está tão preocupado com isso? — Perguntou ela para o rapaz. — Logo, ele pegou uma pokébola que estava em seu bolso e abriu a mesma, mostrando o estado Treeko que ainda estava inconsciente e no chão. Sua respiração também parecia mais fraca, o que assustou as duas mulheres presentes ali, além de mikah ficar em silêncio e se sentir um pouco incomodada pela situação do pokémon...

""Story...""

— AH Meu Deus, que horrível! Esse Treeko... Ele está quase morrendo... — Disse a mãe do garoto, amedrontada... Filho... Esse treeko... — Ela fora interrompida por Lui. — Ele é aquele mesmo treeko de hoje à tarde não? Eu me sinto tão mal por ele... — Disse a mulher melancólica. — Antes de vocês chegarem no parque, ele lutou bravamente contra aquele bandido... Eu não sei ao certo as motivações desse treeko, mas ele só foi atacado por que veio perto de mim, procurando comida... — Ao dizer isso, todos ali se surpreenderam e ficaram confusos. — O... O que? Você conhece esse Treeko Lui-san? — Questionou Mikah surpresa. — Não muito... Meu avô várias vezes me dizia que quando ele andava ao redor de outset e ia até as minas, ele esbarrava com muitos pokémons diferentes... Uma vez ele foi procurar um lugar novo próximo da floresta para mineirar e ouviu um choro estranho... Ele foi ver o que era e acabou encontrando um Treeko com um X inesquecível em sua testa... Esse treeko estava sentado, chorando... — Ao ouvir isso, todos, ficaram em um silêncio deprimente e esmagador... — Meu avô tentou se aproximar desse treeko, mas ao notar isso, o treeko pareceu ficar agressivo ao mesmo tempo em que estava triste... Mas ele também estava com muita fome e fraco, então quando foi atacar meu avô, ele desmaiou... Trouxeram o treeko aqui em casa e cuidaram dele, mas quando ele melhorou, ele simplesmente fugiu pela janela do quarto... Meu avô dizia que algo terrível havia acontecido com esse treeko e ele sabia que assim que o Treeko se recuperasse, ele fugiria para a floresta novamente, então ele deixou algumas rações pokémons no quarto do Treeko, em um Local que ele pudesse ver com facilidade, sem que suspeitasse que fosse proposital... Depois disso, começou a circular pela vila, um Treeko encrenqueiro que sempre aparecia no parque para roubar a comida dos turistas e moradores, ou enfrentar possíveis treinadores pokémons, independentemente de suas índoles...

Ao ouvir aquilo, eu senti uma curiosidade angustiante dentro de mim... O que havia acontecido com aquele Pokémon? Conforme eu pensava, as lembranças das palavras do ser estranho que eu vira mais cedo, começavam a passar pela minha mente. “As engrenagens já começaram a se mover, siga o seu coração. ” Eram palavras lançadas ao vento, mas algo dentro me dizia. “Tente descobrir e siga seu coração.” Mas não era hora de ficar perdendo tempo com coisas tão complicadas, tínhamos um assunto mais importante para resolver naquele momento... -

—-Eu coloquei esse treeko em uma das pokebolas de Mikah até conseguirmos ajuda, mas eu não sei quanto tempo ele ainda vai aguentar... Por favor, Lui-san, temos que fazer alguma coisa! -- Conclui desesperado e preocupado, olhando para a garota, além de fazer o Pokémon voltar pra dentro da pokébola, após um laser atingir seu corpo. — Mas o que podemos fazer? Nesse estado, mesmo que nós cuidemos do Treeko aqui, não temos um equipamento ou alguém que saiba mexer e pelo estado dele, apenas descansar não vai ser o suficiente... Também não temos itens, Aran... — Disse Mikah, tentando trazer o amigo de volta a realidade, como se disse para o mesmo se preparar para o pior... — Não, não pode ser... Tem que ter algum jeito de salvar esse Treeko! — O rapaz bradou furioso e desesperado, como se negasse toda a realidade em sua frente... No fundo, no fundo, ele sabia... Talvez não tivesse nada que pudesse realmente ser feito...

— Então é isso? Ele vai morrer? — Questionou o garoto, aflito e com os olhos marejados, olhando para a pequena pokebola, enquanto sua mãe apenas colocou a mão sobre seu pulso em consolação. — Filho... — Lui observou em silêncio, com uma expressão séria apesar de ainda estar preocupada. — Não! Talvez ainda exista um jeito... — Disse ela determinada, surpreendendo a todos.

— Existe uma maneira? E qual seria, Lui-San? — Perguntou Mikah, curiosa. — Existe um homem na rota 2 que fica no caminho entre nossa vila e Forest City, no ponto mais afastado da rota, tem um homem que vive isolado. Ele é chamado de “Eremita. ” Meu avô costumava a fazer negócios com ele, mas falava para eu me manter afastada dele, pois, ele tinha muitas inimizades que sempre colocavam em risco que se envolvesse com esse homem. Ele era um ex pesquisador de Z-stones e Z-rings e mega evoluções, então normalmente, ele sabia tantas coisas quanto as enfermeiras Joys, no que diz respeito ao organismo Pokémon. Talvez ele possa tratar e curar o Treeko...

""END""

Ao ouvir isso, era como se uma grande luz tivesse clareado minha mente, como um raio iluminando a escuridão de uma noite nublada e sem lua. Uma nova esperança havia surgido em meu peito. Eu então encarei aquela mulher, confuso e ansioso. — Certo, eu vou lá! Se eu sair agora, acha que eu chego lá antes do amanhecer ou da madrugada?

Todos se chocaram com o garoto, principalmente sua mãe que lhe encarou. — Espere, Aran, você não pode estar falando sério, não é? Eu não vou deixar você sair daqui agora! — Bradou a mulher irritada e rígida, encarando o garoto. — Mas MÃE! Se eu não for agora o Treeko vai! — Retruco o garoto em rebeldia, a mulher tomou uma postura de repreensão, encarando o filho. — Nada DEMAIS! Você não pode ir agora, principalmente, sem algum pokémon com você, não é seguro! Vá para o quarto de hospedes! E você está proibido de sair até o amanhecer... — MAS! — Gritou o garoto, mas sua mãe não mudava sua postura. Sem escolha nenhuma, o garoto cedeu ao que sua mãe havia dito, enquanto sua amiga de infância e sua nova amiga apenas observaram em silêncio sem saber o que falar ou como reagir suas expressões pareciam confusas e neutras, pois sabiam que tanto o garoto quanto sua mãe, estavam certos apesar de tudo...

Algum tempo se passou e a noite caiu... O jovem ainda se encontrava acordado, deitado de costas para porta do quarto em que estava, sem conseguir dormir... Logo, ele se levantou, se vestindo novamente e criando um tipo de corda improvisada com vários cobertores e lençóis, e abrindo a janela do seu quarto, uma vez que o quarto em que ele se encontrava, ficava ao lado direito do segundo andar da mini mansão. Antes que o garoto começasse a descer, ele olhou para a porta, receoso. — Me Desculpe mãe, mas eu tenho que fazer isso... Ele disse aquilo em palavras bem baixas, quase inaudíveis, mesmo que estivesse sozinho no quarto. Ele posicionou a pokebola em seu cinto com pochete e 6 apoios circulares e começou a descer pela corda de lençóis. Ao chegar ao solo, ele se se assustou, a ponto de até mesmo arrepiar o corpo inteiro. — PARADO AI, Não se mexa! — Uma luz bateu em suas costas, mas ao ouvir a voz, ele logo se virou para trás, impressionado e desnorteado. Ora, sua! — Disse ele irritado, ao notar sua amiga de infância ali. — Hihi... Aposto que por essa não esperava Kusanagi Aran! — Disse ela orgulhosa e com um tom zombeteiro além de um sorriso sacana. — Você veio me impedir também, não é? — Disse ele sério e começando a ficar frustrado, enquanto a oficial apenas o encarava. — E se eu dissesse que sim? — Perguntou ela descontraída, ainda com a lanterna apontada. Dessa vez, era notável que apesar de ainda estar com seu distintivo, suas roupas eram completamente diferentes. Pareciam algum tipo de Pijama acolchoado de cor rosa, com vários desenhos de gatinhos e coelhinhos chibi de cor branca e linhas rosas também como se fossem bordados, além dela estar usando pantufas rosa de coelhinho. Seus cabelos curtos e pontudos, além de sua franja, esvoaçavam ao vento, junto de suas mechas e por conta do pouco que tinha de lua ali, seus olhos roxos rosado pareciam transbordar luz e brilharem. — Eu iria mesmo assim, afinal de contas, eu tenho que salvar aquele Treeko e descobrir o por que dele ser assim e ter essa cicatriz. Se esse Pokémon morrer, eu vou me odiar depois, pois eu poderia ter feito algo... — Respondeu o garoto com firmeza. Seus olhos também brilhavam, conforme o vento batia em seu cabelo, ele estava sério ao mesmo tempo que parecia com medo, mas acima disso... Determinado...

A garota suspirou em desdém. — Imaginei que você fosse dizer isso... Eu já te conheço a muito tempo para saber como você age com imprudência na maioria dos casos. — Disse a oficial, com um leve sorriso, para o rapaz confuso. — É por isso que eu vi te entregar isso... — Disse ela dando uma mochila para o garoto, mochila essa que estava escondido atrás de uma das arvores ali perto, além de estar pesada, pois a mesma parecia estar cheia de coisas.

Naquele momento, eu senti meu coração se aquecendo... Um sentimento que dificilmente eu sentia, desde que tudo mudou... Era como se meu coração fosse disparar a qualquer segundo, pois a engrenagem que o prendia, parecia girar novamente... Alguém para me apoiar, realmente fazia falta... Mas naquele momento, foi como se tudo virasse de cabeça para baixo... Sem que eu percebesse, algo quente começou a escorrer pelo meu rosto... Eram lagrimas... As de alguém que sempre lutou contra sua posição em uma situação tão caótica, mas que nunca teve apoio ou houvesse sido encorajado antes... A muito tempo, eu tranquei meu coração, justamente pela falta de apoio e por conta dessa ditadura, mas... Naquele instante, foi como se tudo isso simplesmente. "Desaparecesse." Como se meu coração voltasse a bater...

A garota, sorriu levemente melancólica. — Você é mesmo um bebe chorão e sentimental não é? — Disse ela em zombaria, olhando para seu amigo que estava perdido. Enquanto ela o encarava, várias memórias passavam pela sua mente, desde a infância que tivera com ele, mas acima disso... As memórias daquele mesmo dia... Após Kusanagi sair da sala de jantar e subir, sua mãe fizera o mesmo, indo para o seu quarto após se desculpar, deixando apenas a Oficial e a floricuturista ali.

A moça, então começou a se dirigir até um dos cômodos que ficava ao lado da sala de Jantar, procurando algo, além de guardar várias comidas em embalagens e embrulhos super bem protegidos. — O... O que esta fazendo Lui-san? — Peguntou a oficial, desnorteada, olhando a reação estranha de sua amiga que apenas sorriu. — Não é óbvio? Eu estou arrumando as coisas para a viagem de Kusanagi-san! — Disse ela surpreendendo Mikah. — Espera ai, do que você ta falando, você não ouviu a mãe dele? — Perguntou ela embananada, enquanto Lui parava de arrumar as coisas por um segundo. — Você gosta dele não é? — Ao perguntar isso, a oficial parecia travar e ficar totalmente corada e sem jeito.

— DO... DO QUE VOCÊ ESTA FALANDO!? E... Eu não gosto daquele idiota... — Disse ela agitando os braços sem jeito, corada, abaixando o tom de voz no final de suas palavras, olhando para baixo. A jardineira rica, apenas sorriu. — Eu vejo o jeito como você olha para ele Mikah-san... Além disso... Eu também já passei por uma coisa parecida só que mais triste...

""backstory""

— Disse a anfitriã, sorrido depressivamente. — Enquanto simbolicamente, a silhueta de um rapaz passava pela sua mente, sorrindo e se despedindo enquanto ela mais nova, observava-o, também sorrindo com seus olhos marejados.

— Eu não sei mais como ele está ou se ainda está vivo, mas... Um dos meus maiores arrependimentos, foi nunca dizer a ele o que eu realmente sentia... Nem ao menos tive coragem de no mínimo, me despedir dele, antes dele começar sua jornada... Ele também vivia dizendo por ai que acabaria com a black list e trairia paz ao povo, seria um herói... Mas um dia, os amigos dele me mandaram uma carta, falando que ele havia desaparecido durante a jornada... E esse foi o gosto mais amargo que senti na minha vida... Se ao menos eu houvesse pelo menos dito a ele algo como. “Boa sorte.” Ou “Volte logo.” Talvez eu não sentisse tanto vazio quanto sinto agora... — Concluiu Lui, ainda sorrido depressivamente, até refazer seu sorriso, onde mesmo assim fora possível ver lagrimas no canto de seus olhos, quando ela os fechou por conta do sorriso.

— Ao ouvir isso, a oficial, baixou a cabeça, chocada e entristecida e também começou a ajudar. — Homens são tão imprudentes e estrupidos... — Disse ela, agindo como se estivesse zangada, ao menos em seu tom de voz, surpreendendo Lui. Que sorriu de volta, continuando a arrumar as coisas na mochila que pegara.

""END""

""Please come back""

Voltando ao presente, o garoto, colocou a mochila nas costas, determinado, fazendo a oficial se aproximar dele e de suas costas, segurando com sua destra, na mangá do rapaz, além de estar tão próxima que parecia abraça-lo enquanto ela ainda olhava para baixo, depremida. Seu punho tremia, de nervosismos e hesitação, como se ela não quisesse que ele partisse, mesmo sabendo o resultado... — I... Idiota. — Disse ela melancolicamente. — Enquanto o garoto apenas olhava para frente...

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Naquele momento, eu senti meu coração palpitando.... Eu estava nervoso, mas também ansioso.... Estava com medo e poderia a qualquer momento, perder minha coragem, mas... Aquela sensação e aquela situação.... Tudo ali e tudo que havia ocorrido naquele dia... Era como se tudo isso se misturasse no meu coração e me desse um “Impulso. ” Como se algo disse na minha mente. “Vá em frente, treinador. ” Eu senti o puxão dela em meu braço direito, além de sentir seu coração batendo, assim que ela encostou em mim... Ao mesmo tempo, o meu se aqueceu e doeu ao mesmo tempo... Eu queria que ela fosse comigo, eu realmente queria... Mas essa é a minha jornada... Eu não poderia viver à sombra dela à minha vida toda, nem viver apenas sendo salvo por ela... Eu precisava me tornar capaz de também protege-la, assim como minha mãe e as pessoas que necessitasse ajuda... Além disso, alguém precisava ficar para trás e proteger à todos... E ela era a única que poderia fazer isso no momento... Mas naquele, segundo, eu estava me sentindo estranho, perto dela... De um jeito que eu nunca havia me sentido antes...

— Eu queria que você fosse comigo... — Respondeu, o rapaz para a garota, mas ainda sem virar-se para ela... — Era como se simbolicamente, seus olhos tivessem desaparecido por conta do sombreado de seu rosto e sua franja....

Ao ouvir isso, a garota se surpreendeu, voltando o olhar um pouco para cima, pois o garoto, apesar de mais novo, sempre fora mais alto que ela.

— Você sempre foi durona e muito forte, independente, sempre me protegeu desde que nós éramos pequenos e ainda me protege hoje dia...


Eu gosto disso em você, mas... Quando eu voltar, eu pretendo estar mais forte e principalmente, irei te superar...


Da próxima vez, eu que irei te proteger com todas minhas forças...

Mas por enquanto, novamente, vou deixar a proteção dessa cidade e de mim, com você...

— Disse o rapaz, se afastando da garota, ainda sem demonstrar, sua expressão, mas era como se o próprio silêncio que perambulou naquela noite dissesse seus “Reais sentimentos. ” Mikah Sorriu melancólica.

— Idiota... Você realmente, não entende os sentimentos de uma mulher... — Disse ela em um tom baixo o bastante, quase inaudível, ao menos para o jovem que partia, com a mochila nas costas. — Seus olhos estavam marejados, mas ainda brilhavam na escuridão da noite, ela continuava a observar o garoto partindo, mas seu coração palpitava e estava quente... Apesar de tudo, ela sentia uma grande “Confiança. ” De que tudo daria certo no final... E de que seu “Amigo.” Voltaria. — Na próxima vez, eu também vou estar bem mais forte... — Respondeu a oficial, para si mesma, determinada. — Uma estrela cadente parecia passar no céu.

""END""

mas além disso... Uma silhueta se movia em meio às sombras da noite... Ela parecia sorrir puramente, enquanto seus olhos brilhavam por entre as arvores, em um tom amarelado, além dela estar voando, enquanto observava os dois jovens. A pequena silhueta, começou a voar na direção oposta do treinador, com rapidez, onde fora possível ver atrás dela, duas caudas saindo de seu pequeno corpo, quase tão pequeno quanto a primeira forma de vida que o garoto, encontrou na floresta, durante o dia...

Capitulo 2: Sentimentos ao entardecer THE END![]

Preview:NO PRÓXIMO EPISÓDIO! :Eu finalmente cheguei na casa do Eremita, mas algo esta errado... O treeko foi curado, mas ele ainda este estranho e agressivo, se auto-ferindo novamente... Eu estou me sentindo um pouco mais cansado que o normal e o que é isso? Treeko esses são os seus sentimentos?O próximo capitulo de Pokémon Mirai, será! “A dor de um Pokémon. ”

Notas finais
Eu sei, eu sei, esse cap ficou grande, tipo pra carai. -q E também teve bastante música em comparação com o anterior, mas ceis tem que entender gente, além de uma batalha tensa, tivemos vários eventos ocorrendo simultaneamente aqui, ali e ali. -q Além de revelações chocantes, mas não tão chocantes quanto as que virão futuramente. Espero que apreciem esse cap também. E como sempre, não vou dár certeza de prazo pro próximo, nem o tanto de caracteres que tem, mas vou tentar não exagerar mais, como foi no caso desse ou da fanfic original. Bom, ao menos, não em um único capitulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.