Pokémon Mirai
1 Capítulo 1: Chaotic Region
Notas iniciais
Em uma casta colina que dava para o oceano, vários pássaros brancos com alguns detalhes de listras azuis em algumas partes do seu corpo, voavam tranquilamente fazendo sons naturais com seus bicos enquanto repetiam uma única palavra. – Wingul-
Essa é uma história que se passa em um mundo totalmente diferente do que conhecemos, mas que também conhecemos muito bem... Esse é o mundo Pokémon! Com suas várias belezas naturais e suas fascinantes e incríveis criaturas, chamadas de Pokémons. Acompanharemos uma grande história de um garoto e seus sonhos, junto de todos amigos, inimigos e rivais que fará em sua busca! Uma história incrível que começa... De uma maneira diferente, não tão feliz e tão pouco animadora...
""end intro""
""Music dream""
Um jovem de cabelos negros e espetado, pele parda, trajando um conjunto de roupas brancas com um colete em detalhes azul escuro e dourado com um tipo de cinto com suporte para objetos de pequeno porte, com seis pokebolas nos compartimentos ovais, e um tênis em tom laranja amarronzado com detalhes em branco, estava parado em meio a um estádio onde várias pessoas gritavam em euforia e agitação e nas arquibancadas estavam presentes, algumas sombras humanoides e de tamanhos e formas variadas em ambos os lados, enquanto na sua frente estava uma sombra humanoide e individual. O Garoto estava sorridente e animado, seus olhos brilhavam em vida e sonho, enquanto seus cabelos negros balançavam conforme o vento soprava, como se a alegria do mesmo transbordasse por cada penugem de seu corpo. Ele então, pegou um par de luvas azuis com detalhes brancos e colocou sobre suas mãos e em um gesto que fez com sua mão, assinalou o dedo indicador direito em direção ao seu oponente e então... Um vulto saltou por cima de seu corpo, parando na sua frente, de joelhos. Mas o garoto apenas vira uma sombra ali, porém, ele também podia ouvir a voz daquele estranho ser, apesar de não entender as palavras do mesmo. Outro vulto pulava por cima do ser que encarava o menino. Era um vulto gigantesco e até mesmo monstruoso apesar de não se ouvir o som que ele emanava.
""End""
E então... Do nada o jovem começou a escutar o som de sirenes tocando, o que lhe assustara, mas o que realmente deixou o jovem treinador em choque foi que aos poucos, todo aquele cenário agradável, incluindo todos os vultos ali, começaram a distorcer como se a própria realidade estivesse deformando-se. Fazendo assim, com que o treinador começasse a suar, enquanto fitava os arredores em desespero, sem saber o que estava acontecendo, até que algumas silhuetas em especial paravam na sua frente, mas com a parte dos olhos brilhando em uma cor vermelho sangue o que desesperou o guri e lhe causo a sensação de como se estivesse caindo em um abismo sem fim...
— Ah... AAAAAAAAAAAAAH! -
O menino acabou acordando assustado e nervoso, suando até perceber que estava em seu quarto ao notar o teto do lugar e em seguida, voltar seu olhar para os lados, sentando-se na sua cama, se acalmando, mas sem sair de suas cobertas.
— Foi apenas um sonho novamente... -
Naquele momento, eu estava muito assustado e deprimido... Não pelo sonho em si ter sido estranho, mas por simplesmente saber do por que eu tive aquele sonho, como sempre... Desde algum tempo, nós da região de Beautiful Heaven somos obrigados a conviver com o medo constante por conta de alguns eventos... Desde que aqueles malditos da Black List chegaram e dominaram esta região...
— Isso não importa agora... -
Eu me levantei bruscamente da cama e fui até a janela do meu quarto, sem minhas roupas, com exceção da peça intima afinal de contas, mesmo que já tivesse crescido, eu já estava acostumando a dormir somente de vestes intimas desde os meus cinco anos de idade. Mas... Ao abrir aquela janela... Eu acabei em uma situação desconfortante...
— Que belo di... -
Antes que o garoto pudesse terminar sua frase, assim que ele abriu a janela e os raios de sol começaram a iluminar seu quarto, uma pessoa estava na frente de sua casa... Era uma bela garota de aparentemente uns 17 anos, cabelos lisos e azulados com pontas espetadas e algumas mechas rosa. Apesar de ter um belo corpo, seus seios eram menores que os das oficiais Janes normais. Ela também vestia uma roupa que combinava bege com alguns detalhes em um tom azul escuro, alguns em azul claro e outros em preto. E também usava um tipo de boina azul com detalhes em preto, essa era a oficial Mika.
Uma caloura conhecida por ter um grande potencial e também, antiga amiga do jovem. Apesar da pouca idade, ela já era uma ótima policial, graças a um treinamento duro que havia feito em alguns centros de policia secretos espalhados pela região que apesar do domínio da gangue Black List, era possível achar algumas pessoas boas e que tentavam ajudar os cidadões da região na medida do possível. O fato de ser a única policial local tornava as coisas um pouco difíceis e complicadas para ela, mas com muito esforço ela se adaptou facilmente. Até por que, a cidade outset não era das mais agitadas e tão pouco uma das maiores, pelo contrário, ela era tão pequena comparado a boa parte das outras cidades que até mesmo a organização Black tratava o local como um pedaço de lixo...
O que era bom e também horrível... Afinal de contas, além de ignorar a existência da pequena cidade, eles atrapalhavam a mesma, financeiramente por terem domínio da cidade vizinha da qual Outset dependia, já que o único meio de lucro local era seu turismo em belas paisagens e em uma das pousadas mais tranquilas e românticas da região de Beautiful Heaven, ou então, negociações como vendas de produtos específicos para a cidade vizinha.
— Oh... Kusanagi-san SEU PERVERTIDO!! -
A Oficial ficava um pouco sem jeito e corada ao mesmo tempo em que ela permaneceu com um nervo na testa e as pupilas de seus olhos, simbolicamente como se fossem apenas um tracinho, dando um olhar felino para o rapaz, mas logo se virou de costas para não ver a imagem do garoto semi nu que apesar de tudo, tinha quase a mesma faixa etária dela, com a diferença de ser dois anos mais novo.
Ao ouvir a voz da sua amiga de infância, Kusanagi, ficou em um estado de choque, com os olhos pequenos, encarando-a, com a boca um pouco aberta. E em um tom de constrangimento ele falou abafadamente.
—...Foi mal... — Ainda se recuperando do constrangimento e completamente corado, ele saiu de perto da janela, sem jeito e se dirigiu até seu guarda roupas para se vestir o mais rápido que pudesse. Ele trajou uma camiseta branca por baixo, junto de uma blusa de moleton vermelha com toca que por dentro parecia ter um cobertor, afinal de contas, apesar estar na primavera, por alguma estranha razão, de uns tempos pra cá, não só outset, como Beatiful Heaven inteira, havia ficado mais fria em qualquer estação que fosse, mesmo no verão, ainda era possível sentir um frio de pelo menos 15 graus.
Quanto à aparência do rapaz, outro detalhe da blusa dele que chamava a atenção, era o fato dela ter um zíper que ia desde o pescoço até a virilha do garoto, além do fato dela possuir bolsos externos e internos em cada lado, um bolso secreto na altura do tórax que também era interno, além dos bolsos externos possuírem zíper. E na gola da blusa também era possível ver dois fios elásticos brancos, caídos. Ele também trajava uma calça um pouco larga, de cor meio marrom bege que era larga, porém sem fugir muito de sua fisionomia, além da mesma também possuir bolsos atrás e nos dois lados, sendo que eram bolsos fundos. Outro detalhe é que a calça também parecia virar bermuda. E finalizando seu estilo incomum, ele usava um par de sapatos que mais pareciam botas curtas, de tom escuro e com amortecedores, além de pegar uma pokebola velha que o mesmo usava amarrada em uma corrente, como se fosse algum tipo de colar.
Após se vestir, ele observou o relógio da parede do seu quarto que estava mostrando ser em torno de 10:30 AM. Ao ver aquilo, o garoto se desesperou, e então começou a correr e descer as escadas do segundo andar da casa, com pressa, como se sua vida dependesse daquilo. Ao mesmo tempo, ele se perdia em seus pensamentos.
'Merda, eu tenho que ir ver o professor hoje, mas acabei dormindo um pouco mais do que deveria.'
Ele corria em afobação, chegando até mesmo a quase tropeçar no caminho, até que na porta de sua casa, acabou por se desequilibrar de vez, e ao se aproximar da entrada, caiu próximo de sua amiga de infância, porém, batendo na arvore em frente à sua casa, após rolar pelos últimos degraus da escada que dava de frente pra porta de entrada. Sua amiga correu em assistência, mas como ela usava um vestido “Um pouco” Curto demais, ele acabou vendo certas “Coisas” Inapropriadas para menores de 18 anos. O que fez seu nariz sangrar um pouco, enquanto o mesmo se corou completamente. E naquela situação, ele já sabia o que esperaria por ele. E seria algo bem doloroso, pois apesar da oficial ser amiga de infância do rapaz, ele conhecia bem o caráter explosivo dela.
-- Naquela situação em que me deparei, ao ter a visão de um pedaço do paraíso, eu já sabia a dor que iria sentir à seguir. Mesmo que tentasse me explicar, mesmo que pedisse desculpas, seria uma dor temporária, mas bem forte e terrível. Naquele momento, eu só pude fitar os olhos daquela garota, de perto e relembrar de diversos eventos ao longo dos anos, onde acabamos ficando em situações “Parecidas.” O que me fez estremecer por dentro. E naquele momento, os olhos e o rosto dela, demonstravam apenas uma coisa... Raiva. Não por ela mesma, mas pela minha estupidez... Enquanto eu estava preocupado com a dor que viria a seguir, minha primeira reação foi a de esboçar um sorriso forçado, tentando buscar rendição, perante ela. --
— Ern... Des... Desculpa Mika-tan, princesa?
Aquela garota mostrava nitidamente estar emburrada, com um vergão de nervo transparecendo sua testa, principalmente quando notou onde Aran ficou olhando... Abaixo de seu vestido... Ela acabou levantando o punho direito em um gesto simbólico ao encara-lo, e então... Em um timbre de raiva e frustração, bradou.
— Você realmente é o Pior, primeiro a janela e agora isso... — Kusanagi tentou se levantar e desviar com pressa, mas antes que pudesse fazer algo, ela fora mais rápida, por uma fração de segundos e então... Deu um chute semi giratório na face do rapaz moreno, sendo capaz de até mesmo, balançar a arvore, onde o mesmo se encontrava encostado, fazendo-o cair ao lado da mesma, em seguida, com os olhos com espiraizinhas, girando.
— Ora, ora, então era você mesma Mikah-chan. -
Alegou uma bela mulher de aparentemente uns 40 anos que se aproximou da oficial e do garoto ainda caído. Ela trajava uma camiseta branca com uma espécie de blazer feminino acentuado junto de um vestido longo e um par de sapatos simples. Também tinha cabelos pretos e belos olhos azuis cristalizados que apesar de tudo que a mesma havia aguentado em sua vida, seus olhos permaneciam transbordando vida. Ela também parecia um pouco animada, mas ao mesmo tempo, preocupada e séria.
Mas ao se aproximar e notar que era uma antiga conhecida, a mulher elevou seu braço direito até o seu peito em um gesto de calmaria e soltou um suspiro aliviada. Apesar que ela sabia que para uma policial estar ali, provavelmente haveria notícias tanto boas quanto ruins, sobre a região ao todo ou ao menos, à pequena cidade.
— Sra Kusanagi-San! – Clamou a oficial, se tranquilizando. – Sim, sou eu. — Confirmou a oficial. — Como você esta, Mika-chan? Veio trazer novas noticias? – Respondeu a mulher, seguida de questionamentos receosos, ao encarar a oficial.
— Sim... Infelizmente... Você sabe como as coisas ficaram meio corridas depois que eles chegaram aqui não é mesmo? – Confirmou a oficial com desgosto, mas logo se recompondo.
— Sim, é verdade... Mas então, quais são as noticias? Pode começar pelas más primeiro... Indagou à adulta, enquanto Kusanagi, já ia se recuperando, sentando-se no chão, ouvindo atento a tudo que elas falavam.
— A noticia ruim, é que alguns dos soldados da Black List, começaram a cobrar alguns impostos pra quem quiser entrar e sair da Forest City. Como eu estou sozinha, não posso fazer muita coisa... E pra piorar, o professor não parece estar presente no momento. – Esclareceu Mikah em seriedade, enquanto, a mulher ficou aflita, com a mão sobre o peito, como se segurasse seu coração. O garoto se aproximou, sério de ambas, mas logo, mudando sua expressão para duvida e impaciência.
— O que!? E como vou começar minha jornada se o professor não esta aqui? — Bradou o rapaz, agoniado.
— É verdade, hoje você começaria sua jornada não é mesmo? – Inquiriu a policial.
— Essa era a ideia né!? – Mas agora, como vou pegar meu inic... — — Só um segundo! — Antes que o rapaz terminasse de falar, a garota assumiu uma postura estranha, interrompendo-o, como se tivesse algo em seu ouvido. E tinha mesmo, era uma espécie de comunicador que ela carregava consigo. Alguém estava falando que algo parecia estar ocorrendo no pequeno parque que ficava mais ou menos no centro do pequeno vilarejo de outset.
— O que foi Mikah-chan? Alguma missão? – Perguntou a mulher, confusa, fitando a policial que havia ficado incomodada, fazendo sinal positivo com a cabeça. – Sim. Parece que as pessoas estão tendo alguns problemas com um Treeko selvagem.
— Ahn? Um Treeko selvagem? Mas não é só alguém usar um dos pokémons que tiverem pra dar um jeito nesse Treeko? – Debateu o moreno em intolerância.
— Kusanagi, não seja idiota... Você já se esqueceu que muitos deixam seu pokémons escondidos ou não usam eles por conta da lei imposta pelos bandidos da Black List? — Afirmou a garota, impaciente, fazendo o rapaz, cerrar os punhos. Enquanto a garota prosseguia com a sua explicação. — Ou simplesmente, por não serem treinadores bons o bastante para lidar com situações complicadas, no caso de serem barrados por aqueles bandidos, afinal de contas... Eles dominaram até mesmo ginásios e QGS da policia, então é natural que as pessoas tenham medo deles... – Finalizou a oficial com receio e certa melancolia em sua voz.
— Tch... Bando de covardes... É por isso que ninguém mais desafia esses malditos, as pessoas se acomodaram a servirem como escravos deles... – Retrucou o jovem revoltado, mas voltando à "Realidade." E se surpreendendo, ao receber um tapa surpresa que veio em sua direção, deixando sua bochecha marcada.
""Scene theme""
Era sua mãe que lhe aplicara tal golpe. Enquanto a oficial apenas observou aquilo espantada. – Eu não te criei assim, filho... Você não pode sair por ai falando esse tipo de coisa, ainda mais na situação em que estamos. Você sabe que se não fosse por obrigação, eu nem se quer deixaria você se tornar um treinador Pokémon. – Clamou a mãe, com os olhos marejados, mas mantendo-se firme em sua postura séria e rígida. Era evidente que ela estava se segurando ao máximo que podia pra não chorar.
— Droga, eu vou capturar esse Treeko e dai eu vou sair daqui e vencerei em todos os ginásios, pra depois acabar com aqueles MALDITOS, VOCÊS DUAS VÃO VER! SUAS IDIOTAS! – Gritou o garoto em fúria e logo saiu correndo dali, entrando na floresta por entre as arvores que tinham nas proximidades de sua casa. Ele estava irritado e deprimido, frustrado e até mesmo imponente... O garoto acabou derrubando algumas lagrimas enquanto corria floresta adentro. Era inquestionável o ódio que sentia perante àquela situação.
— Aran! – Gritou a mulher em inquietação, enquanto estendia seu braço pra direção que o garoto correu, mas já era tarde, ele havia sumido no meio das arvores. Ela então colocou a mão sobre seu peito em aflição, como se apertasse seu coração. – O que vou fazer agora, Mikah-san? Eu não queria que ele seguisse nessa vida... E agora isso... — Lamentou-se ela.
— Não se preocupe senhora Kusanagi-san, eu vou trazer ele de volta... Tentarei fazer ele desistir da ideia e depois a gente pensa em como lidar com a situação, evitando que ele a considere novamente... – Confirmou a oficial tentando acalmar a mulher, determinada.
""End""
Logo ela foi incomodada novamente, pelo seu comunicador, ouvindo um sermão junto da ordem de ir logo para o local onde o Treeko estava incomodando as pessoas.
— AH É MESMO! JÁ VOU JÁ VOU, DROGA! NÃO PRECISA FICAR ME XINGANDO. – A policial revidou, através do aparelho, sentando-se em sua moto e colocando seus óculos, olhando uma última vez para a mulher. – Não se preocupe SRA. Kusanagi, assim que eu terminar essa missão, eu prometo que irei atrás do Aran... Tente se acalmar um pouco.
— Sim... Obrigado por tudo, Mikah-san. – Agradeceu a mulher em sinal positivo com a cabeça, se acalmando um pouco, enquanto a menina ligou sua moto e se colocou a rumar em direção do parque da “pequena” Vila de outset, a fim de cumprir sua missão, mas não sem antes, colocar seu capacete em sua cabeça, em cima de sua boina.
Algum tempo havia se passado, Kusanagi estava andando em meio à floresta, olhando para todos os lados, começando a se preocupar ao perceber que estava praticamente perdido. Ele definitivamente conhecia aquela floresta. Mas em especial, naquele dia, ela parecia ter ficado diferente do que ele lembrava normalmente... Além disso, a floresta parecia transmitir uma estranha sensação melancólica, como se uma grande tristeza impregnasse o ar, naquele momento.
""Mysterious Song""
— ... 'Onde estou? E por que eu sinto essa angustia? ' — Pensou o garoto, olhado para todos os lados da floresta... Ele sentiu como se a floresta estivesse, chamando-o, enquanto caminhou até uma trilha que ficava próxima de um riacho.
— Você esta aqui, humano? Finalmente nos encontramos. – Disse uma voz doce e suave, até mesmo infantil. Ela também parecia um pouco “Fraca.” E cansada, além de ter um leve tom melancólico em seu timbre.
—- Ao ouvir aquela voz que parecia vir da minha própria mente, meu coração estremeceu... Junto disso, veio uma sensação de algo confortável, mas também assustador... Eu não podia negar que meu coração naquele momento, palpitava e se perguntava sobre quem poderia ser e por que... Comigo? --
— Que... Quem esta falando? — O garoto, olhou para todos os lados, ficando assustado e se aproximando do pequeno riacho, até que o mesmo parou e ficou olhando para cima. Onde uma silhueta pequena e humanoide pairava, voando do outro lado. Seus olhos pareciam profundamente cansados e angustiados, mas ainda sim, brilhavam intensamente.
— Eu sou o guardião da floresta... — Começou ele — Seu coração me atraiu até aqui, assim como a vontade do nosso Deus... Todos estão sofrendo e no momento, precisam da ajuda dos poucos treinadores como você.
-- Eu ouvia aquelas palavras, atentamente, sentindo uma “Paz interior.” Assim como uma tristeza inexplicável... Eu estava com medo de fato, mas... Também estava curioso com aquela presença, e diversas perguntas começavam a tomar minha mente... Eu então, juntei as forças que possuía e me forcei à continuar aquela conversa, afinal de contas, por alguma estranha razão, eu também estava sentindo, uma. "Dor." Incomoda pelo meu corpo, nada tão forte, mas ainda sim, o bastante para me deixar incomodado. --
—- Tre... Treinadores como eu? O... O que quer dizer? E o que diabos é você? Por... -- Antes que eu terminasse minha frase, aquele desconforto começou a se intensifica e então... Senti algo percorrer meu interior, desde minhas pernas, até à cabeça. Como algum tipo de energia misteriosa... E isso fez com que eu colocasse a minha destra aberta, sobre o coração, como se o mesmo doesse como em uma parada cardíaca.
Voltei-me a olhar para baixo, angustiado, mas ainda insistindo em minhas perguntas. Eu estava confuso, quase paranoico. Como se a minha sanidade mental, pudesse ser perdida à qualquer momento... Aquele ser, me passava uma sensação semelhante à outras que eu já havia sentido nas diversas vezes da minha infância em que eu saia para brincar nos arredores de outset, antes mesmo de qualquer ditadura chegar na região. Meu coração começou a ficar aquecido, mas dessa vez em especial, estava dolorido. Além de me causar um estranho. “Ressentimento.” Sobre aquela situação.
Aquela criatura, me encarou como se lesse algum tipo de livro, pressionando seus olhos, causando a leve ilusão de ótica, como se estivesse querendo mostrar capacidade “Intimidadora.” O que parecia diferente da sua postura normal que trazia consigo, uma certa "Inocência." Eu não via seu rosto, ou seu corpo, mas... Sua voz transmitia tal sensação, ao menos, no começo daquele "Encontro." Inesperado do destino.
— Seu coração está cheio de receios e desconfianças, sua escuridão é quase tão grande quanto sua luz, porém... Sua luz ainda é maior. Vocês humanos, sempre foram criaturas difíceis de se entender... Apesar de tudo, a força que vocês possuem é inegável... Busco treinadores como você, para poderem nos libertar. Vocês que tanto ambiciaram e cobiçaram o poder, agora se encontram tão perdidos quanto nós.
Eu sou um dos mensageiros do nosso Deus, nesse momento, infelizmente, só me resta pedir ajuda. Vocês humanos causaram esse problema, então devem consertar e para isso, vocês passarão por diversos testes, além de situações ruins, porém... Enquanto eu permanecer vivo, vocês terão a nossa ajuda em especial.
—-M... Mas eu nem sou um treinador... -- Eu suspirei depressivamente, enquanto repetia e mormurava à mim mesmo em um tom mais baixo que ainda sim, o ser conseguiu ouvir.
Naquele momento... Toda minha angustia explodiu. Eu pressionei meus punhos em raiva e frustração, enquanto lagrimas brotavam de meus olhos, ao mesmo tempo, voltei meu olhar àquela criatura que apenas continuou a flutuar e me encarar com seus olhos brilhando com cada vez mais intensidade...
Ele havia esboçando um leve sorriso satisfatório e reconfortante. Mesmo que eu soubesse que nunca conseguiria começar o meu sonho de me tornar um mestre Pokémon, eu senti algo diferente naquele instante... Era como se alguma engrenagem velha voltasse à funcionar, fazendo com que o universo conspirasse ao meu favor. No fim das contas, podia ser apenas o meu subconsciente, tentando me iludir novamente, para manter o que ainda restava de esperança no meu coração, como alguma espécie de "auto-defesa." Mas...
— Não se preocupe... Seus sonhos ainda irão se realizar, humano... Você tem todo um caminho à seguir, se ainda quer se tornar um dos maiores mestres. Mas antes disso, novos sonhos e metas irão cruzar o seu caminho, cabe a você persegui-los ou não. Seu destino poderá ser moldado de inúmeras formas, cabe a você, decidir como pretende segui-lo, sejam elas boas ou ruins. Aquele que detém o equilíbrio do mundo e o que detém o equilíbrio da vida... Ambos me disseram isso.
— Eu tremia por dentro ao ouvir cada uma daquelas palavras... Eu Estava definitivamente perdido em meus próprios sentimentos... E sem que percebesse, estava expressando minha insegurança, externamente... Depois disso... Aquela criatura foi aos poucos se dispersando em minha frente, me deixando com mais dúvidas do que respostas... Naquele momento, minha reação por instinto, foi estender a minha destra para o ser que ainda pairava ali ao mesmo tempo em que aos poucos ele ia sumindo. Como um monte de grãos de areia, jogados ao vento.
— Es... Espera! -- Eu gritei desesperado, mas... Vi que seus os olhos começaram a enfraquecer seu brilho, como uma lampada que ia se apagando...
— Não se preocupe... Talvez, nós nos encontremos novamente... Agora vá para onde seu coração mandar e tudo começará. As engrenagens, começaram a girar. E quanto a você... Tente tornar-se o maior deles... – O Silêncio tomou conta do ar... A criatura sumiu com um sorriso final de satisfação, misturado à uma leve melancolia e todos os resquícios de seu corpo, simplesmente sumiram... Pareciam ter sido apagados, como se sua própria existência nunca houvesse ocorrido. E então... Eu nada mais vi ou senti, depois daquilo... Eu simplesmente “Apaguei.” Como se tivesse morrido, após sentir toda a energia que me restou, esvair pelo meu corpo.
""End""
Alguns minutos haviam se passado. Tudo se encontrava em completa escuridão. Aos poucos, tudo foi clareando para mim, assim como sons de diversos tipos, começavam a preencher os meus ouvidos. Eu então, abri os meus olhos lentamente, percebendo onde eu estava. Era uma floresta já conhecida, pois a mesma era a floresta que se encontrava perto do parque. Eu não lembrava muito bem do que havia acontecido minutos antes e tão pouco... De como eu fui parar ali.
— I... Isso é? – O garoto começou a se mover, confuso pela floresta, imaginando se o pouco que se lembrava não passava de um sonho maluco e absurdo, mas... Antes que pudesse criar inúmeras teorias em sua mente, ele fora interrompido por uma série de sons que se seguia, incluindo vozes de vários tipos, em especial, uma feminina se destacava.
— SO... SOCORRO, ALGUÉM ME AJUDE! — Ao ouvir aquela voz, o garoto se assustou e rapidamente correu na direção do som, até notar que a floresta passava uma ilusão de ótica, como se tivesse vida própria, começando a se mover, a cada passo que ele dava. E apesar de estranhar tal situação, a ponto de até mesmo parar para analisar melhor, por alguns segundos, antes de se por à correr novamente. Ele fora interrompido pelo grito mais uma vez, quebrando a sua linha de raciocínio, fazendo-o correr ainda mais rápido, na direção em que vinha tal desespero e sons. Deixando para trás, aquele cenário. "Misterioso." Que aos poucos ia dando lugar para um ambiente aberto e claro que começou a aparecer no horizonte à sua frente.
Era o tão conhecido parque de Outset. Conhecido por outrora ter sido um parque muito importante para o turismo local, ele era um lugar aconchegante e confortável, muito bem cuidado pelos moradores de outset, porém, seu turismo fora perdido quando a região acabara nas mãos da blacklist. O parque era muito bonito e possuía uma antiga arvore anciã extremamente grande, tão grande quanto um Arranha-Céus. A arvore estava inexplicavelmente, liberando pétalas de cerejeira, apesar do frio incomum para a estação da primavera. Além disso, no parque existiam diversos bancos e postes espalhados, assim como várias flores.
Apesar do momento de trevas da região, Outset ainda permanecia transbordando vida, talvez fosse uma das poucas cidades que ainda estivesse quase que totalmente “Intacta.” Porém, não era hora de admirar a paisagem, afinal de contas, Kusanagi estava em alerta desde que o mesmo ouviu o pedido de socorro, ele continuou a correr até que... Ele chegou no local de onde veio o grito, lá ele viu um homem de aparentemente 23 a 25 anos, com uma pokebola na mão direita. Ao lado de seu corpo, havia uma espécie de cachorro negro com chifres e detalhes em vermelho ao redor do focinho da criatura, além de sua barriga. Ele também possuía chifres tortos para trás, parecido com alguma espécie de osso e ossos em suas costas e pescoço. Em suas patas havia o mesmo tipo de ossos, mas como se fossem pulseiras.
Enquanto o homem usava roupas negras onde em suas costas, havia o desenho de um círculo com uma faixa de proibido no centro, além de usar um tipo de boina preta e um estranho par de botas que parecia alguma mistura doida entre uma bota militar e uma bota de motoqueiro. Na frente do estranho, se encontrava uma espécie de lagartixa verde no tamanho de um cachorro. Tal criatura possuía olhos afiados e de tom amarelado ao invés de branco. Também tinha uma cauda mediana e inchada, que mais parecia uma luva, olhando de longe, porém, sem os 5 dedos. Suas mãos possuíam apenas 3 dedos, assim como seus pés e tal ser também era bípede. Era um Treecko.
A criatura parecia estar extremamente desgastada assim como ferida, porém, um detalhe que chamou muito a atenção do garoto, foi uma enorme cicatriz que possuía na testa daquele Treecko, em forma de X, pegando até mesmo, uma parte do seu olho direito e ela não parecia ser recente. um pouco mais atrás da criaturinha verde, estava uma mulher jovem de aparentemente uns 20 anos, pele clara, cabelos encaracolados e longo de um tom castanho, além de um vestido de floriculturalista de tom verde e sapatos simples de jardineira, ela estava caída sentada, assustada e um pouco arranhada e suja.
—- Eu me deparei com aquela cena, ficando chocado... Naquele momento, eu hesitei por um segundo, observando a situação... Minha mente me dizia para fugir, mas meu coração me dizia para ir até lá e tentar fazer algo... Principalmente ao perceber que aquele Treecko estava gravemente ferido e ainda por cima... Sobre o efeito burn, com pequenas chamas aparecendo e correndo sobre seu corpo a cada minuto, fazendo-o sentir cada vez mais dor. Ele se esforçava para manter-se de pé, mas só conseguia ficar apoiado no solo com seu braço direito e um dos seus joelhos enquanto mantinha seu olho direito fechado por conta das feridas...
— VADIA VOCÊ SABE QUE NÃO DEVE DEIXAR SEUS POKÉMONS SE EXIBINDO POR AI, sem uma permissão, você está quebrando uma das regras principais da nossa política. – Bradou o homem furioso, com um sorriso malicioso. – Mas não se preocupe, eu irei lhe ensinar uma lição... – Ele então, olho para o corpo da bela mulher, com um sorriso, perverso e “Asqueroso. ” No que ela recuou com a cabeça para trás, horrorizada, ao perceber as intenções sinistras daquele homem.
— Vamos resolver isso depressa e nos divertir um pouco, assim eu irei perdoar seus crimes, sem que os superiores fiquem sabendo. – O homem parecia devorar a mulher com os olhos de uma das piores espécies de ser-humano que existe na face da terra... – AAAH! – A mulher gritou enojada, enquanto lacrimejava desesperada, as pessoas que passavam ali perto, paravam curiosas, de cabeça baixa, com expressões de medo e pavor, além de receios. Fora as mães que passavam com suas crianças, tapando os olhos de seus filhos, além de passar o mais de pressa que pudessem, por ali. A mulher poderia tentar fugir, mas não seria nada inteligente da parte dela, considerando que tanto ela quanto o Treecko estavam bem na mira do Canino negro, que os encarava ferozmente, com seus olhos vermelho sangue, como se estivesse carregando uma grande quantidade de energia negra em sua boca.
—-'... Por... Por que, ninguém esta ajudando? Por... Por que, ninguém faz nada?' -- Aqueles pensamentos, começaram a tomar posse da minha mente e também, começaram a me atormentar, me deixando com uma grande indignação perante aquela situação. -... 'Por... Por que diabos, ninguém se quer tenta ajudar?'
— A energia na boca da criatura começava a ficar cada vez mais densa, a ponto de vazar um pouco por entre seus dentes, todos ficavam aflitos e a tensão tomava conta do ar... Um silêncio sufocante e atormentador tomou conta daquele lugar, como se pudesse sufocar a todos, a qualquer segundo...
—... 'Nã... NÃO, EU NÃO VOU DEIXAR, NÃ... NÃO!' -- Sem que eu me desse conta, meu corpo já havia se movido sozinho a alguns minutos... Enquanto eu ainda me lamentava e me questionava mentalmente... Quando me dei conta, eu já estava extremamente próximo do homem e de seu Pokémon...
— Houndoom USE SEU ATAQUE SHA...! – Antes que o homem terminasse seu grito de comando, ele acabou por cair com tudo no chão, de barriga, sendo interrompido, dando lugar a um grito de dor! – GAAH! – Gritou o caído, ao colidir com o solo, fazendo com que a atenção de todos se voltasse para ele, incluindo a de seu Pokémon, surpreso e desnorteado, fazendo com que o mesmo parasse de canalizar energia em sua boca. – Ma... Mas que merda é essa SEU MOLEQUE DESGRAÇADO! – Gritou ele furioso, ao voltar seu olhar para trás e se deparar com Kusanagi, ali, tentando livrar-se do mesmo, através de chutes, pois o mesmo se encontrava em sua cintura, agarrando firmemente suas pernas parte do seu abdômen.
— Ma, maldição, isso foi o melhor que consegui pensar no impulso, hehe... – Disse o garoto, esboçando um sorriso, tentando se defender dos chutes, apesar de ainda estar sentindo dor por todo o seu corpo, ao segurar o seu agressor, com toda força que restava em seu corpo, evitando que os chutes pegassem em sua cabeça ou rosto. – RA... RAPIDO FUJAM ENQUANTO DÁ TEMPO! – Gritou o rapaz, para o Treecko ferido, assim como a mulher que se levantara assustada, tentando fugir. – O Pokémon grama, ficou apenas confuso, se esforçando para fugir, mas ainda, sem conseguir se manter de pé direito.
—... 'Esse mundo as vezes pode ser cruel... Mas nada se compara à maldita dor de viver sobre o comando desses malditos... Um Dia... Eu juro por Deus que eu acabo com esses malditos...' – Aqueles pensamentos, começaram a preencher a minha mente. Eu sentia um ódio indescritível por dentro, mas nada podia ser feito... Meu corpo doía cada vez mais por conta dos chutes e meus pensamentos, novamente se encontraram interrompidos, por um forte som que parecia fazer tudo ali tremer.
E então... Em cima da arvore anciã, algo que durou apenas alguns segundos, mas já foi o bastante para surpreender a todos... Uma silhueta quadrupede com, olhos reluzentes, observava a todos ali presentes com um olhar de reprovação e ao mesmo tempo... Receio. Sua cabeça possuía um amontoado de pontas como chifres que brilhavam em várias cores diferentes e então, do topo da arvore, tal criatura saltou em uma velocidade incrível.
— ... O QUE É ISSO!? — Comentou o maldito da black list, enquanto ao redor, todos presentes davam gritos de exclamação e espanto... Os olhos da criatura reluziram novamente, fazendo O Houndoom recuar um pouco para trás enquanto rugia, além de afastar o garoto ferido de perto do seu agressor, fazendo o mesmo cair no chão, deixando apenas sua bota perto do jovem.
— Ma... Maldição! O que diabos! – Bradou o membro da Black list, assustado e confuso ao dar uma segunda olhar no ser que parou ali, em milésimos de segundos. -
—- O... O que é isso? -- Eu questionei à mim mesmo, além da própria criatura e todo o universo ao redor... Aquele ser, me encarou, olhando fixamente em meus olhos... E eu senti uma grande paz interior por uma fração de segundos... E então... Os olhos e o corpo daquela criatura, rapidamente brilhou suavemente e algo veio em minha mente. “Estarei esperando, busque pela Aura...” Eu fiquei abismado, mas... Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, o ser novamente saltou e desapareceu entre as florestas, e todos nos arredores, observaram tudo aquilo, boque-abertos. Apesar de serem apenas segundos, foi o bastante para que eu tivesse um pequeno deslumbre de sua aparência, sendo possível ver levemente o tom azulado que cobria sua pele.
""End""
— O... O que foi... – Antes que o garoto pudesse concluir seu raciocínio e frase, novamente, um grito irrompeu o ar, porém... Dessa vez, era o mesmo cara que havia pisoteado Kusanagi, Ele havia se levantado irritado, cuspindo no chão. – TSC, TSC. Que se dane isso tudo, seus malditos, eu vou acabar com tudo de uma vez, Houndoom! Preparar para o ATAQUE! Use lança chamas nisso aqui tudo à começar por aquele garoto! – Ordenou o Bandido, sorrindo malignamente, enquanto fazia um sinal de “Cabeças vão rolar. ” No seu próprio pescoço.
""despair""
—- Ao ver aquela cena.... Meu coração estremeceu, assim como minhas pernas que não paravam de tremer... Por mais que eu tentasse fugir, pela distância em que estávamos, seria extremamente difícil de esquivar, pra não dizer impossível. Além disso... Mesmo que eu conseguisse tal feito, tudo ali, acabaria por se incendiar, afinal, estávamos em um local tomado por vegetação, então não me restava escolha... Mesmo sem ter o que fazer ali, por instinto, minha primeira reação, foi colocar os braços na frente do meu corpo para tentar amenizar os danos, enquanto as lagrimas que brotavam no meu rosto começavam a evaporar por conta do calor. -- ... 'É o fim...'
—- Antes que tudo fosse perdido, ou antes mesmo que aquele ataque me atingisse, o som foi interrompido novamente... Mas dessa vez... Um grito de ordem bem alto veio como uma luz na escuridão, para mim. Era uma voz que eu já conhecia... – PRINPLUP, USE PROTEÇÃO! – E então uma espécie de Pinguim com um tipo de anel amarelo em sua cabeça que parecia diretamente ligado com seu bico igualmente amarelo, saltou na frente do ataque de fogo e do garoto, posicionando suas nadadeiras que serviam como braços, na frente de seu corpo, criando uma parede de energia rosa que mais parecia uma barreira, defendendo e anulando completamente o fogo que começava a espalhar para os lados, porém em fagulhas. E então... Nesse meio tempo, a garota se dirigiu até as costas do Pinguin, com sua moto, pegando o garoto pelo braço e o colocando em cima da moto e se afastando á pelo menos 15 metros, colocando o rapaz em segurança.
Em seguida, ela tirou o capacete, expondo seus lindos cabelos azulados com mexas que balançavam ao vento, com sua boína, ainda em sua cabeça. E com uma expressão séria e determinada em seu rosto, com uma das pernas apoiando sua moto no chão, enquanto ela encarava, o pinguim e o canino. Por alguma estranha razão, naquele momento, ela parecia até mais "Incomodada." Do que de costume.
— Oficial Mikah se apresentando, você não tem direitos sobre essa região, então saia daqui, ou serei forçada a prendê-lo! — Disse ela com firmeza, porém... Kusanagi conhecia ela bem demais... Então ele sabia que apesar da sua postura, ela na verdade, estava com medo e incomodada. E ele viu isso em seus olhos e no pouco em que vira sua mão tremer. Ela mostrava seu Distintivo, como se ainda tivesse algum valor... Antigamente, talvez fosse um motivo de orgulho, mas nos dias atuais, era apenas um meio de se tornar um "Alvo."
— Sair daqui? Haha... Só pode ser brincadeira! Apartir de agora, essa cidade é minha, afinal, ninguém liga pra ela não é mesmo? – Respondeu o gangster. — Além disso... Você é uma garota interessante, quem sabe não podemos nos resolver de outra maneira, depois que eu te humilhar na frente de todos e te derrotar em uma batalha, hahaha! — Zombou o gangster sádico.
— Você é desprezível e nojento! — Disse a garota com, repudio às palavras e expressão do bandido. — Nesse caso... Vamos resolver isso numa batalha! – Confirmou a garota com rigidez e asperesa e um olhar mais “Afiado.” E intimidador, parando até mesmo de tremer sua mão, enquanto a tensão pairava no ar... Kusanagi, apenas pode observar aquilo, parado, se odiando por não pode fazer nada naquela situação desesperadora além de estar se sentindo extremamente impotente...
""end""
Chaotic Region Part 1 End
"Simbolicamente, aqui, imaginem aqueles finais de capitulo, estilo o anime de poke, com os personagens presentes na situação."
Preview:
No próximo capitulo: — Eu não sabia que Mikah-tan havia se tornado uma treinadora tão forte... Mas e quanto a mim? Eu nem se quer sou um treinador de fato... E por que diabos esse Treeko insiste em recusar ajuda? Algo está errado nessa história... O que? MINHA CASA Está sendo atacada... MAAAAAAAAAAAÃE! O próximo capitulo de Pokémon Mirai será!
Sentimentos ao entardecer, a batalha para uma jornada.
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