Pokémon: Johto Trails
1 1 O despertar de um novo dia
Notas iniciais
Não sei se ficou bom. Vocês decidem.
Uma mudança notável entre Johto Trails e Unova's Mystery é a escrita mais aprimorada e os nomes dos ataques em Inglês.
Boa leitura.
Capítulo 1 – O despertar de um novo dia
O dia estava começando mais uma vez na cidade de Ecruteak. A luz do Sol já atravessava timidamente os galhos das árvores no limite da cidade. Pokémons noturnos voltavam às suas casas, enquanto os diurnos saiam lentamente para começar suas atividades. Era nesse pacífico cenário, que em uma casa ao sul da cidade, um garoto lentamente acordava de seu sono. No entanto, não era uma boa manhã para ele, pois a primeira coisa que viu quando abriu os olhos foi uma bunda na sua cara.
— Larvitar! Saí de cima de mim! – trovejou Luke, sentando-se e pegando o Pokémon no colo – Você sabe que a tia Carla não gosta que você suba em cima da cama!
— Larviii! – grunhiu o pequeno em resposta, sorrindo e agitando os bracinhos. Ele era o único Pokémon do garoto, mas não tinha uma Pokéball.
Luke sorriu de volta e cuidadosamente ajeitou o Pokémon em sua caminha. Larvitar havia sido um presente de seu pai antes de virar líder de Ginásio em Sinnoh, na cidade de Canalave. Após um tempo até mesmo seu irmão mais velho havia alcançado este trabalho, mas na cidade de Oreburgh. Seus nomes eram Byron e Roark, respectivamente.
O garoto sentia muito orgulho de ser parente de duas personalidades famosas em Sinnoh, mas em compensação, se sentia abandonado. Sua mãe, Laura, havia sido uma grande Coordenadora em seu tempo e por ter sido convidada por Fantina, agora estava em Hoenn julgando Coordenadores de alto nível. Nisso só sobravam os tios de Luke em Johto para cuidar dele. E foi para lá que o menino foi mandado, para a casa do Tio Jack e da Tia Carla. E já se completavam 5 anos que ele morava lá.
Tia Carla sempre fora uma mulher rica quando tinha seus 20 anos. Morava em uma enorme mansão em Unova, mas tinha também casas em Kanto, Johto e Sinnoh. No entanto, acabou perdendo o dinheiro quando seu ex-marido, um tal de Giovanni, acabou desaparecendo. Só restou para ela a casa em Johto, que é onde viviam agora.
Tio Jack já era diferente. Sempre viveu humildemente na cidade de Ecruteak e com 15 anos, decidiu começar uma jornada. Venceu a Elite 4 e consagrou-se campeão de Johto. Conseguiu manter seu posto durante 10 anos, se tornando um dos mais novos campeões que já existiu. E também um dos que duraram mais tempo. Mas foi derrotado posteriormente. Agora, já em seus 32 anos, passava o dia dando conselhos à treinadores mais novos e cuidando de seus antigos Pokémons. Porém, mesmo dizendo que não gostaria de reassumir aquela vida, seu maior prazer era assistir batalhas na TV e treinar seus Pokémons contra qualquer treinador que aparecesse na cidade querendo testar sua força contra o poderoso ex-campeão Jack Unders.
Algo que Jack ainda mantinha oculto era o seu grande sonho. Desde que Luke nasceu, o velho sempre quisera que o menino um dia se tornasse um grande treinador como ele. Mal sabia ele que o dia em que seu sonho se tornaria realidade estava acontecendo bem diante de seus olhos.
-X-
Luke calmamente lavava seus olhos negros na pia do banheiro de seu quarto e penteava os curtos cabelos negros, mas em vão. Não importava o quanto penteava, o cabelo sempre armava. Parecia um topete de Staraptor que lhe caía sobre o rosto. Quando tentou de novo, percebeu que agora parecia muito com uma figura famosa de quem não gostava.
- Quer saber... – murmurou ele para o espelho, rapidamente sacando um boné de cima de sua escrivaninha e enfiando-o na cabeça – Dane-se o cabelo! Fico parecendo o Neymar com ele assim...
E logo após foi se trocar. Abriu eu imenso guarda-roupa e escolheu uma roupa para vestir.
- Estranho! – ele murmurou, enquanto revirava os cabides – Parece que tem roupas faltando aqui...
Apesar disso, acabou por colocar uma camiseta negra com uma bermuda da mesma cor e tênis brancos com detalhes vermelhos. Ao passar perto da janela, sentiu o frio que vinha de fora e optou por acrescentar uma jaqueta vermelha. Virou o boné preto com amarelo para trás e chamou:
— Vamos, Larvitar. Parece que o tio Jack tem uma surpresa para nós hoje.
-X-
— E hoje estamos televisionando uma incrível batalha vinda diretamente de Sinnoh para vocês! – a voz do apresentador de TV ecoava pela enorme sala da casa de Carla Unders. Ela e seu marido assistiam à uma luta impressionante de Byron Unders. Esta estava realmente disputada, mas, como em poucas vezes, o líder de Ginásio estava levando a pior.
— Steelix, use o Ice Fang! — ordenou Byron, enquanto a ordem era perfeitamente executada pelo Pokémon. Seus dentes foram congelados e ele avançou para desferir uma poderosa mordida em seu adversário.
— Rapidash, aguente firme e depois combine o Agility com o Flame Wheel! – disse o desafiante, logo antes de seu cavalo receber o golpe da enorme serpente. Porém, aguentando os danos pouco efetivos, começou a correr velozmente pelo campo, com o corpo cada vez mais envolto em chamas. Em poucos segundos, estava rolando como se fosse um pneu, envolto em uma camada de fogo a mais de 100 quilômetros por hora. Não houve tempo para Steelix desviar e foi atingido pelo movimento, imediatamente caindo no chão, nocauteado.
- Bom dia, gente. – cumprimentou Luke, descendo as escadas. Jack e Carla imediatamente tiraram o olho da televisão e fitaram o menino descendo as escadas, receosos.
Foi o homem quem falou primeiro:
— Bom dia, sobrinho. Estávamos esperando por você.
— Pois é... – concordou a mulher, com amargura na voz.
— Você me disse ontem que tinha uma surpresa para mim! – acusou o garoto – O que era?
— Bem... Parece que hoje eu vou realizar um sonho, Lukinho. Espero que você também. O Larvitar está com você?
— Sim... – ele piscou – Mas o que isso tem a ver?
— Eu quero que você saia em uma jornada. – disparou o tio, antes que pudesse mudar de ideia.
Luke não teve tempo para processar. Afinal, aquilo era demais. Os tios sempre foram muito caseiros desde suas quedas na fama há alguns anos atrás. Desde então, sempre que o menino pedia se podia começar uma jornada, eles diziam que não. Acabou por desistir. Mas agora, que o próprio tio lhe pedia para iniciar sua tão esperada aventura... O que ele poderia responder?
Tudo que ele mais queria era dizer sim, arrumar suas coisas e partir ali mesmo. No entanto, algo lhe dizia que não poderia fazer isso. Ele não sabia se estava pronto. Não sabia se Larvitar estava pronto. Luke também tinha amigos em Ecruteak. Como poderia sair de lá assim? Não iria sentir falta deles? E havia outra possibilidade também: será que os tios estavam apenas brincando? Seria meio improvável de que de um dia para o outro eles tivessem mudado de ideia sobre uma jornada.
— Por que quer que eu faça isso, tio? – ele perguntou, desviando o olhar. Acabou por ver pelo canto do olho uma mochila verde e amarela em cima da bancada da cozinha. Seis Pokébolas estavam depositadas ao lado. Será que os tios iam realmente deixar?
— Porque sempre foi meu sonho ver meu sobrinho se tornar o campeão de Johto! – Jack respondeu, desligando a televisão.
— Você não me deixava ir antes. Por que? – Luke observou, levantando uma sobrancelha e cruzando os braços.
— Porque... Porque eu achava que era perigoso para você. Eu fui com 15 anos, Luke. Você jamais poderia com 10. Talvez, agora que vai fazer 13... Você já sabe se cuidar, imagino. E Larvitar pode te ajudar.
— Larvii! – grunhiu a larva de pedra, estufando o peito. Com certeza ele se sentia honrado em poder cuidar de seu mestre.
— E tem mais... – completou Carla, que até agora só havia assistido à conversa – Hoje é dia 24 de dezembro, certo? Achei que uma jornada ia ser o presente ideal de Natal para você. Seria bem melhor que um par de meias e mais proveitoso que um videogame...
— Bem... Vocês estão falando sério mesmo em relação à isso? – Luke perguntou.
— Claro. – Jack respondeu, indo em direção à mochila na bancada da cozinha – Já arrumei suas coisas ontem. É pegar ou largar.
— Por isso o armário estava com falta de algumas roupas... – sussurrou o menino, depois virando-se para seu Pokémon – Escute Larvitar... Você sabe que é meu melhor amigo, né?
— Larvii Larvitaar!
— Então... Eu só vou com uma condição. Eu só vou se você for comigo, carinha.
O Pokémon de pedra pareceu pensar um pouco. Mas então, sorriu abertamente e pulou no colo de seu treinador. Luke sorriu e então, pegou uma das Pokéball’s em cima da bancada.
- Larvitar, eu escolho você! – e com isso, encostou o mecanismo na cabeça da larvinha. Ele se converteu em um raio vermelho e adentrou a esfera rubra e branca. Esta nem balançou. Apenas uma luz piscou no botão central, indicando o sucesso da captura. Larvitar agora tinha uma Pokéball.
— Muito bem... – disse Jack, guardando as Pokéball’s restantes na mochila verde e amarela – Precisa de um banho?
— Nem. – respondeu o garoto – Tomo no próximo PokéCenter que encontrar na estrada! Estou ansioso para começar logo essa jornada.
— Também quero que você comece, Lukinho. Mas preciso primeiro lhe passar algumas informações.
— Diga!
— Primeiramente, para você se tornar um verdadeiro treinador, precisa de uma Pokédex. Eu não tenho nenhuma aqui e ninguém em Ecruteak tem para dar. Por isso, liguei para meu amigo, o Professor Oak, e pedi se ele tinha uma para despachar. Ele disse que tinha um monte, mas perguntou para quem. Eu respondi que era para o meu sobrinho começar a jornada. Ele então quis aproveitar que estava em New Bark e quis ver pessoalmente você, para ver que tipo de treinador você se tornará. Por isso, estará te aguardando em Violet daqui a três dias. E um amigo dele, o Professor Elm, estará te esperando também. Ele quer te dar um presente. Você deve ir encontrá-los antes de enfrentar o primeiro Ginásio. Nesse caso, o seu primeiro deve ser o Ginásio de Violet mesmo. Depois você segue para Azalea, Goldenrod e volta para Ecruteak lutar no Ginásio daqui. Depois, veremos seu trajeto a partir daqui.
— Tudo bem, tio! – respondeu Luke, fascinado. Ele mal podia acreditar que encontraria em sua jornada personalidades tão famosas quanto Oak e Elm. Eram professores reconhecidos por todo o mundo. Oak era o pesquisador mais conhecido do mundo todo. Fora o pioneiro nos projetos da Pokédex, das Pokéball’s e das jornadas Pokémon. Já Elm era menos famoso, mas mesmo assim era o mais prestigiado professor na região de Johto. Já fora aprendiz de Oak, mas por causa de uma briga, perderam a amizade durante um tempo e isso fez com que Elm viesse para Johto. Recentemente, tinham se perdoado e voltaram a ser grandes amigos. Era Elm até quem entregava os Pokémons para treinadores iniciantes.
— Mas, querido... – intrometeu-se a tia Carla – Você acha que ficará bem mesmo?
— Tia... Você me conhece. – Luke respondeu- Eu sou responsável. E além disso, venho de uma família de grandes treinadores! Não tem do que se preocupar.
— Espero mesmo! – ela respondeu e voltou a observar seu marido. Jack a olhou e então, caminhou lentamente até a sala. De uma gaveta no móvel que suportava a TV, retirou um embrulho de presente.
Jack jogou o embrulho para Luke e disse:
— Mantenha contato.
O garoto não entendeu, mas mesmo assim abriu o presente. Após rasgar o papel, viu o que tinha em seu interior.
— Um Pokégear? – ele exclamou, levantando o objeto acima da cabeça – Você me deu um Pokégear?
— Claro. Será um ótimo meio de nos comunicarmos. E você ainda poderá se comunicar com amigos que fizer pela jornada e com seu pai e irmão em Sinnoh. E ele tem outras funções úteis, como mapa, relógio e rádio.
— Obrigado, tio! – Luke abraçou-o fortemente. Estava se sentindo demais com tudo aquilo. No mesmo momento, colocou o Pokégear no pulso e o observou. Naquele momento eram 9:10 da manhã. Um ótimo momento para começar a jornada. – Devo ir logo então. Ou então acabarei saindo tarde demais e não poderei curtir o primeiro dia na estrada!
— Concordo, garoto! – gritou Jack, abrindo a porta de casa — Quando eu comecei a minha jornada, saí de casa às 6:30 da manhã. Estava com o pé na estrada as 7:00, depois de pegar minha Chikorita no laboratório!
Luke assentiu com a cabeça, pensando na bela Meganium que agora vivia em seu jardim. No mesmo momento, o garoto prometeu a si mesmo que, como Jack fora com Chikorita, ele seria com Larvitar: ótimos amigos e juntos venceriam a Liga Johto!
— Vamos nessa! – ele sussurrou para a Pokéball que continha o seu Pokémon e então, lentamente, foi saindo de casa. O sol já ofuscava sua visão e ao longe ele podia ver a silhueta imponente e bela da Bell Tower. Ao seu lado estava a destroçada Burned Tower, que um dia já havia sido alta e graciosa como sua vizinha. Mas estranhos acontecimentos haviam destruído o edifício e nenhuma alma viva na terra saberia dizer o motivo. Talvez apenas os dois Titãs que um dia haviam pousado nas torres, mas essa era outra história. Uma lenda. E Luke não acreditava em lendas. Acreditava em fatos. E nada comprovava que aquela lenda poderia ser real.
Ah, mas se Luke pelo menos soubesse o que aconteceria em sua jornada por Johto... Ele preferiria ter ficado em suas “lendas”. Algo muito maior do que ele jamais havia visto iria entrar em seu caminho.
— Liga Johto... – ele murmurou, enquanto saía caminhando de sua casa, pelas ruas de Ecruteak – Mantenha-se firme... Pois eu estou chegando!
Notas finais
Qualquer dúvida sobre a história, só falar por review.Qualquer crítica, comentário, elogio, também.
Capítulo 2 chega logo... Espero.
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