Pokémon - A liga de Silverado
1 O começo...
Notas iniciais
Tia Babi na área...
Historinha original e divertida do universo Pokémon, espero que gostem!
Lyonard Ketchum, 17 anos. Forte, alto, lindos olhos verdes como esmeraldas. Cabelos ruivos, lisos e sempre espetados, mas perfeitamente arrumados. Um rostinho encantador, sorriso bonito.
Iria entrar na Tech Pokémon de Viridian com as melhores notas dos testes. Faria o curso para poder ingressar na Liga de Silverado, a liga Pokémon mais difícil do mundo.
Figura perfeita de bom moço. Ainda porque, seu sobrenome impunha respeito. Era neto de Ash Ketchum, o maior e melhor mestre Pokémon de todos os tempos. Criado em meio à pokémons, treinava antes mesmo de saber usar o banheiro sozinho.
Ficou muito famoso em toda região de Kanto por treinar com maestria, pokémons tidos como selvagens e agressivos, que nem mesmo seus treinadores (por melhores que fossem) conseguiam domar.
Mas ele conseguia.
Deixava Pokémons ferozes e agressivos, mansos como gatinhos.
Tinha uma legião de fãs, a grande maioria, garotas apaixonadas por ele, que o seguiam por todo lugar que ia, pedindo fotos e autógrafos.
Agora, faltando poucas semanas para o início das aulas na Tech, ele estava em seu quarto, arrumando malas e caixas com seus pertences. Iria dividir uma casa com seu melhor amigo, Bob, que também faria o curso na mesma sala que ele.
Isso era, para Lyonard, sua declaração de independência. Finalmente sairia de casa e iria viver sua vida como ele quisesse.
Não que não gostasse de sua casa e de seus pais. Não. Ele os amava.
Mas a vida lá era mais puxada. Estudos e mais estudos, cursos e mais cursos. Nada de liberdade. Agora seria diferente.
Bob chegou junto com a caminhonete que levaria suas coisas. Eram apenas 3 malas de roupas e 2 caixas com seus pertences, que ele levou rápido para a porta de entrada da casa.
Seus pais estavam viajando e a despedida havia sido antes de irem.
Bob desceu do banco do carona para ajudar Lyo com as coisas.
Robert, ou Bob, como preferia ser chamado era um rapaz alto e forte, com seus 18 anos. Cabelos negros e lisos e um belo par de olhos azuis. Eram amigos desde crianças.
Colocaram tudo na caçamba do carro e Lyonard decidiu que preferia ir em pé, junto com as coisas. Deu uma última olhada para sua casa e saíram. O vento penteando seus cabelos e a sensação de liberdade já tomando conta dele.
Cerca de meia hora depois, estavam na casa que dividiriam pelo próximo ano.
Era uma casa grande, com um jardim bonito na frente, cheio de flores e uma bela cerejeira quase pronta para florir e um pé de amoras bem carregado. Dentro, tinha 3 suítes espaçosas, uma sala grande, cozinha e nos fundos, um imenso campo de treinamento.
Os meninos entraram e logo correram para ver quem ficava com a suíte mais espaçosa e a mais afastada. Bob, por ser maior, ganhou a corrida e ficou com o quarto.
Lyo decidiu ficar com o outro quarto, um pouco mais perto da cozinha e da sala, à esquerda.
Destrancou a porta e ficou maravilhado. O quarto era lindo e enorme. Tinha uma das paredes pintadas de um azul forte e as outras mais claras. Lyo correu a pegar suas coisas no carro e começou a se instalar. Trouxera até sua televisão e o vídeo game.
Em menos de 2 horas, já estava tudo guardado e Lyonard estava jogado na cama, sem camisa, comendo uma maçã, com um enorme sorriso no rosto e uma sensação de liberdade maravilhosa no peito. Aquele ano, seria o seu ano.
**************
Uma semana havia se passado e Lyonard não poderia estar mais feliz. Fazia só o que queria, na hora que queria. Andava em casa bem à vontade, às vezes, só de cuecas, já que estavam em pleno verão.
Bob era o melhor companheiro de casa possível. Não se importava se ele deixava alguma bagunça (já que, afinal, ele sempre acabava arrumando) e nem ligava de cruzar com ele pela casa em roupas íntimas.
Sua prima, Liv, vinha visita-lo, sempre que podia. Ela era como uma irmã mais velha para Lyo e é claro que ele sabia que as visitas constantes não eram APENAS para ele. Já tinha notado que ela e Bob andavam conversando bastante e já fazia muito tempo que ele percebera que os dois sentiam algo um pelo outro.
Tinham começado a namorar há alguns dias.
Bob tinha ficado com receio de contar a Lyo, pois achava que por Liv ser sua prima, ele ficaria zangado. Mas Lyo realmente não se importava. Ver Liv feliz era o mais importante para ele, e ela estava simplesmente radiante.
Estava tudo perfeito. Até aquela quinta-feira, alguns dias antes do início das aulas.
Bob estava sentado no sofá, com uma cara um pouco apreensiva que não passou despercebida por Lyo ao ir até a cozinha pegar um iogurte na geladeira.
Lyo: Tudo bem, Bob? Tá com uma cara estranha...
Bob: É, tá...Tudo bem sim... Olha Lyo, tenho que conversar com você...
Pela cara dele, não era coisa boa. Já começou a imaginar um monte de coisas que envolviam Bob sair da casa, ou mesmo ele ter brigado com Liv.
O ruivo se aproximou e sentou ao lado do amigo.
Lyo: Fala, cara...o que aconteceu?
Bob: É que... Bom, eu tenho tios que moram na França e eles têm uma filha. Ela conseguiu uma vaga para estudar aqui na Tech.
Lyo: E isso não é bom?
Bob: Claro, mas...os pais dela, sabe...São muito rigorosos...E não querem deixar ela vir, pois ela ainda é menor e...eles não querem que ela fique em repúblicas, nem nada disso...
Lyo já estava imaginando aonde aquilo chegaria.
Bob: ...A real é que...Ela não tem onde ficar e eu pensei se... Ela poderia, sabe... Vir pra cá?
Lyo: Não tá falando sério, né?
Bob: Ah, Lyo, qual é? Tem um quarto vago, ela pode ficar lá... É claro que ela vai ajudar nas despesas e tudo, a menina é podre de rica e...
Lyo: Não é por isso, cara... e nossa liberdade? Eu gosto de fazer minha bagunça, andar semi nu por aí e com essa garota aqui, não vou mais poder fazer isso...
Bob: Lyo, eu não te pediria isso se não fosse realmente importante pra mim... Ela é como se fosse minha irmãzinha e já passou por muita coisa. Eu juro, ela não vai atrapalhar em nada aqui em casa... É que, se ela não puder ficar aqui, não vai poder fazer o curso... E ela sonha com isso há muito tempo...
Lyo se levantou, andando inquieto de um lado para o outro, ponderando. Ter uma garota ali iria acabar com sua liberdade, algo que ele vinha querendo conquistar a anos e finalmente tinha conseguido, e não queria ter que abrir mão dela.
No entanto, pensou na menina e imaginou-se no lugar de Bob, se ele tivesse que fazer isso por sua prima Liv. Soltou um longo suspiro e se virou para o amigo.
Lyo: Ah, tá legal...Ela pode vir... Mas que fique bem claro, que eu não vou abrir mão da minha liberdade por causa da “princesinha”, ok?
Bob abre um grande sorriso e se anima.
Bob: Valeu mesmo cara...Ela é um amor, não vai dar trabalho nenhum, te garanto. Te devo uma.
Lyo (se jogando no sofá): Uma pizza extragrande de mussarela com cobertura extra de catupiry e borda vulcão só pra mim hoje à noite.
Bob (sorri e pisca para o amigo): Fechado! Vou avisar minha tia... (e sai para falar ao telefone)
“Um amor”, é? Já estava até imaginando...
Lyonard estava decidido a não dar a mínima para a existência da garota dentro da casa. Pela definição de Bob ao dizer que ela era muito rica, já imaginava que a garota era daquelas patricinhas rosadas, que andavam por aí em roupas de marca e sapatos de grife, cheia de frufrus, mimada e nojentinha.
Sem nem mesmo vê-la, ele já a achava insuportável. Decididamente, não gostava dela.
Notas finais
O que será que o espera?
Logo posto o próximo capítulo!
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