Poisoned

13 What the Hell Have Happened Down There?!


Notas iniciais
Jealous diz: Hey eu de novo! A verdade é porque eu sou a uma desculpada aqui!
Sweet diz: Mas eu também consegui me desocupar um pouquinho!
Jealous diz: Bom... Na verdade estamos matando o trabalho!
Sweet diz: Vocês já devem enchendo o saco com a nossa cara por aki neh? So a gente que vem postar!
Jealous diz: So EU venho postar!
Sweet diz: Mas enfim, agora ta todo mundo de férias e não tem mais motivos de vocês não aparecerem por aki!
Jealous diz: Olha voce pechinchando review de novo ¬¬
Sweet diz: Como voce não fizesse isso neh Jealous!!
Jealous diz: Eu não me humilho!
Sweet diz: Ah não, não aki em cima pelo menos, mas nas notas finais so falta lamber os pés das leitoras.
Jealous diz: Ah... Depende da ocasião!
Sweet diz: Sim e a ocasião é de você esta postando!
Jealous diz: enfim obrigada a todas que deixarem reviews!
Sweet diz: Uh capitulo grande pra voces TODOSCOMEMORAM O/
Jealous diz: Bom leitura ae!

[Holy Vain Pov's On]

Demorei a lembrar onde estava quando acordei e não reconheci o quarto, mas não pude deixar de sorrir quando lembrei do dia anterior.

Levantei preguiçosamente e olhei em redor, minhas malas ainda estavam jogadas em um canto qualquer com todas as minhas roupas dentro. Gemi ao pensar em arrumá-las todas no lugar e dobrá-las, mas quando olhei a prateleira de maquiagens eu sorri e aquilo me animou.

Vesti minha calça jeans preta, coloquei um moletom do Rammstein e vesti meu All*Star vermelho. Prendi o cabelo e fiz uma maquiagem forte realçando meus olhos azuis acinzentados.

Quando desci para a cozinha, Jealous já preparava o café da manhã enquanto conversava com Cherry sobre o dia anterior. Sweet apareceu sorridente atrás de mim dando um bom dia geral e sentou-se à mesa da cozinha com os pés em cima da cadeira.

– Animadas pra hoje? – perguntou servindo leite na caneca de café.

– Ah nem tanto, regravar o álbum não é tão excitante quanto criar um novo, ou até mesmo passar o dia do lado dos nossos gostosos... – Cherry disse dando de ombros.

– Eu acho legal, aposto que os recursos do estúdio da Warner são muito melhores! – contei me juntando as duas na mesa – Jay, serve uma panqueca pra mim?! – pedi e ela colocou uma recém saída da frigideira em meu prato.

– Sem dúvidas... – Sweet comentou – Mas garanto que as músicas vão ficar ainda melhores, além disso, a gente vai poder mudar alguma coisa, sei lá acrescentar um detalhe e outro...

– Aposto que a equipe de produção daqui também interfere e dá algumas idéias... – Jay comentou – Seria legal algumas idéias diferentes!

– Eu já acho que as músicas tinham que ser cem por cento criações nossas, como foi até agora... – Madness apareceu na cozinha. Nós a olhamos espantadas. – Brincadeira gente... – sentou à mesa também. – Só acho que não podemos deixá-los comandarem nossas musicas...

– Madz, a gente vai regravar o álbum, eles não podem querer mudar muita coisa, se não será outra musica... – falei – E é obvio que eles tem consciência de que quem faz as musicas e quem decide sobre elas somos nós.

– Eles só dão idéias! – Cherry deu de ombros. – Enfim, que horas temos que estar lá? – perguntou mudando de assunto.

– Larry disse as onze, são oito e meia ainda!– Sweet disse consultando o horário no celular.

– Eu achei que eu ia ter sono até umas dez! – Jealous falou. – Por causa do fuso horário, mas ao contrário, quase não consegui dormir...

– Só espero que isso não atrapalhe seu rendimento hoje! – Sweet sorriu. – Apesar de que eu também não dormi muito bem...

– Eu sonhei que a Michelle era minha amiga! – Cherry contou fazendo uma cara de repugnância e nós rimos.

– Ah ela não é o que eu imaginava... – falei – imaginava as namoradas deles muito mais arrogantes... Elas até que são legais...

– Poderia ter sido pior... – Sweet falou terminando seu café e levantou da mesa. – Vou me arrumar... – disse saindo da cozinha.

– Eu também! – Jay levantou.

– Eu to pronta, mas vou aproveitar o tempo pra ajeitar meu quarto! – Cherry engoliu o ultimo pedaço de pão e saiu, restando apenas eu e Caroline na cozinha.

– Eu to pronta! – disse ela pegando mais uma fatia de pão com geléia.

– Eu também! – murmurei.

– Ah, o que deu em você? Sempre é a ultima a ficar pronta...

– Sei lá, acordei cedo demais! – dei de ombros e encostei a cabeça na parede respirando fundo. – Quais são suas expectativas? – perguntei após alguns minutos de silencio.

– Quanto ao que? – perguntou erguendo uma sobrancelha.

– Ué, a tudo, quanto à nossa vida... – falei e ela suspirou.

– Sei lá! Não vai ser fácil, não no inicio pelo menos. – Eu a fitei inexpressivamente. – Eu acho que tudo vai se ajeitar no final, eu só... – ela abaixou a cabeça e não terminou.

– Só...?

– Só queria voltar no tempo... Mudar o passado! – disse baixinho.

– Por quê?! Você já não superou isso Caroline? – perguntei confusa – Você sabe que o que aconteceu antes só serviu pra ajudar você e a Fer a amadurecerem! Imagine se vocês tivessem que passar toda aquela confusão na presença deles... Seria muito pior...

–Seria, eu sei que seria, mas se eu pudesse mudar o passado,nunca teria incentivado a Fer a subir ao palco, porq...

– Hey, Mad corre aqui! – A voz de Sweet apareceu no alto da escada. Ela fez uma careta meio culpada e subiu as escadas.

Levantei e tirei a mesa organizando as coisas em cima da pia pra alguém lavar, então fui pra sala e peguei o violão da Jay.

Há alguns anos atrás, antes de conhecer as meninas, eu tocava guitarra na banda de alguns amigos, eu era guitarrista solo apesar de saber um pouco de baixo também. Então quando as conheci e nos juntamos uma tarde na casa da MadZ com intuito de tocar, elas disseram pra eu tocar o baixo, já que ninguém mais ali sabia.

Quando a Lethal se formou, eu acabei aceitando ser baixista somente se eu pudesse tocar meu baixo como tocaria guitarra, tipo, com dedilhados e solos e elas aproveitaram e fizeram daquilo a marca da Lethal. Entenda, não que eu quisesse a fama para mim, mas é por que eu adorava dedilhar, adorava tocar guitarra e assim eu tinha uma maneira de me sentir mais próxima à uma guitarrista e ainda por cima faria o diferencial na nossa banda.

Dez horas as meninas já se encontravam prontas na sala e nós conversávamos sobre como seria o dia. Logo estava na hora de sair e fomos animadas até o estúdio onde Larry havia explicado como chegar. Ele nos recebeu contente e nos apresentou à galera da produção. Até quase meio dia passamos conhecendo o lugar e ele ficou explicando algumas coisas sobre como eles costumavam trabalhar.

– Eu sei que vocês são bem diferentes dos meninos! – Larry começou. – Mas algumas regras e certos, digamos, “rituais” vocês vão ter que seguir, mas não é nada fora do normal, acredito que vão se adaptar rápido! – Disse no caminho para o restaurante.

– Nós somos mulheres, temos nossas manias que vocês talvez achem um pouco diferente! – Sweet disse sorrindo. – Mas costumamos nos adaptar fácil em novos ambientes e costumes!

O restaurante era simples, mas parecia ser um lugar bastante freqüentado por Larry, pois os garçons passavam por ele e o cumprimentavam contentes. O almoço foi tranqüilo e ele continuava a falar sobre como gostava que as coisas andassem no estúdio e perguntava sobre como era com Rafael.

Logo que voltamos para o estúdio, que era num prédio meio antigo de paredes azuis, já começamos a trabalhar. No começo ficamos um pouco envergonhadas de tocar na frente dos caras que eram acostumados com uma banda experiente, mas aos poucos, fomos nos soltando conforme o povo da produção foi soltando exclamações entusiasmadas e nos animando com aplausos e coisas do gênero.

Era bem diferente do que estávamos acostumadas. No Brasil nos gravávamos todas as partes da musica de uma vez só, com um instrumento por vez, depois juntávamos tudo. Com Larry o esquema era mais fácil, talvez levasse um pouco mais de tempo na hora de juntar cada fragmento da musica, mas era mais fácil de conseguir sem errar. Cada instrumento gravava sua parte na introdução, sua parte das estrofes, pontes, tudo separadamente, depois tudo era montado formando a musica completa e bem detalhada.

Ao final do primeiro dia, conseguimos regravar três músicas, o que deixou Larry contente, pois era um numero bom. – Desse jeito não vamos levar nem uma semana pra regravar o álbum todo! – comentou sorridente. – Além disso, vocês vão gravar o dia inteiro amanhã, e não só a partir da tarde, ou seja, o tempo de trabalho será maior, isso quer dizer, melhores números!

– Tá, calma Jacobson! – Matt Barry, um roadie do Avenged, disse rindo. – Até parece que as meninas vão vender esse disco até pros rappers, pra estar tão emocionado.

Acabou que os meninos nem apareceram por lá aquele dia, mas ainda tínhamos a semana toda até a turnê começar, e talvez fosse melhor não ficarmos tanto tempo com eles, afinal, passaríamos dois meses vendo-os todos os dias.

[Sweet Rage Pov’s ON]

Eu nem tinha visto o tempo passar durante aquela semana, a gente tinha se empenhado tanto em terminar o álbum, que nem demos tempo aos nossos cérebros conceber a idéia de que estávamos nos Estados Unidos e que entraríamos em turnê.

É claro que isto não é ruim, afinal ficarmos pensando nisso, com certeza tiraria nossa atenção e poderia atrapalhar os planos de Larry. Não duvido que aquilo tivesse sido parte de seu profissionalismo.

Eu tinha feito certa amizade com o roadie do Avenged, o Matt Barry. Ele era legal e tinha me feito jurar não contar uma coisa que ele ficou sabendo: Nós ganharíamos um ônibus! Na realidade eu não fazia idéia do por que isso tinha que ser segredo, mas mantive minha palavra e não contei às meninas.

Na sexta-feira, chegamos no prédio na Warner para finalizar as burocracias da regravação e depois disso Larry nos chamou para o pátio dos fundos da construção. Ele tinha um sorrisinho travesso nos lábios ao caminhar pelos corredores enormes do lugar e eu já sabia o que nos esperava atrás da porta dos fundos.

– Já treinou sua melhor cara de surpresa? – Barry me cutucou e sussurrou em meu ouvido enquanto Jacobson destrancava a porta. Eu ri e anuí.

– Vai continuar sendo surpresa enquanto eu não ver aquela bagaça! – murmurei.

Matt sorriu e ajudou Larry a empurrar a pesada porta de madeira que estava meio emperrada no chão. Caralho, tudo pra aumentar nossa expectativa. Mais ainda das meninas.

– Garotas... Esse... – apontou o enorme ônibus preto com as janelas insulfilmadas em verde esmeralda espelhado. – É o ônibus de vocês...

Eu exclamei abrindo a boca, e as meninas ficaram paralisadas atrás de mim. Sorri e pulei nos braços de Larry.

– Caralho Jacob! Ainda não acredito que tenha feito tudo isso por nós... – falei ainda abraçada nele.

– Eu não sou o único responsável por isso! – disse me soltando e piscando. – Toda a Warner Bros acredita em vocês meninas! Eu não tenho cacife pra bancar tudo isso!

– Mesmo assim... – as meninas vieram e o abraçaram também.

Fiquei contemplando o enorme ônibus e então ouvi um barulho de molho de chaves sendo balançados e percebi que Barry segurava as chaves do ônibus na minha frente. Arranquei-as de sua mão e corri para o automóvel sendo seguida pelas meninas em polvorosa.

Abri a porta e então notei que se tratava de um ônibus daqueles de dois andares. Era na verdade um enorme de um trailer, eu quase surtei ao vê-lo todo decorado em verde, prata e preto por dentro.

– Meu DEEEEUS!! – Jealous berrou. – Cara, isso é perfeito! – disse se jogando em uma poltrona de veludo verde em frente ao que eu julguei ser uma minúscula cozinha, copa, como quiser.

– Sempre sonhei em morar em um trailer! – Cherry disse abrindo as portas dos armários, o frigobar e se jogando no sofá ao lado de Jay, abraçando-a. – AHH EU TO NO PARAÍSO!

– O que? Não me diga que no frigobar também tem daquele absinto porreta do Johnny’s Bar? – Jealous perguntou correndo pra pequena copa. Eu e Larissa rimos e eu continuei olhando o andar de baixo. Ao lado da copa tinha uma sala com um enorme sofá-cama de couro, uma TV enorme na parede da frente. O carpete era num tom de verde escuro e as paredes que não tinham janelas eram cinza, as cortinas eram pretas e no fundo da pequena sala havia uma porta que eu descobri ser do banheiro.

No andar de cima haviam oito poltronas reclináveis de frente para a janela enorme da frente. Uma Tv menor ficava no meio do corredor, de modo que pudesse ser assistida de qualquer uma das poltronas e no fundo haviam dois armários, um em cada lado, formando um pequeno corredor onde no fundo tinha mais uma porta pra outro banheiro.

Os instrumentos e caixas de som eram carregados na parte inferior do ônibus na parte traseira. Incrível como cabia tanta coisa dentro de um ônibus.

Saí de lá sorrindo de orelha a orelha e abracei Larry novamente. – Obrigada! – falei radiante.

– Que é isso meninas! Agora, acho interessante vocês irem para casa e já começarem a organizar o que vão levar na sua turnê! Vamos sair Domingo bem cedo! – disse ele passando os braços pelos meus ombros e os da Madness, nos levando para dentro do prédio.

[Domingo de manhã]

Com certo esforço consegui puxar minha ultima mala até o ônibus onde Barry colocou-a no compartimento de bagagens e fechou a porta com um clique metálico.

Suspirei e olhei pra enorme casa verde. Sorri ao pensar que tudo da Lethal era verde. Éramos legitimamente brasileiras. Tínhamos ficado pouco tempo na casa, mas mesmo assim tínhamos passado bastante coisa ali, sentiria falta daquele lugar, mas eram só dois meses.

Matt Barry olhou pra mim sorrindo. – E agora, rumo ao sucesso... – falou abraçando meus ombros. Concordei com a cabeça e entrei no ônibus onde as garotas já estavam fazendo bagunça na pequena sala da TV. Ouví-as conversando sobre sua expectativa para a turnê e Cherry desembestou em bolar um plano pra invadir o ônibus deles.

– O que acham? – perguntou após seu monólogo estrategista enquanto eu sentava no sofá pegando o controle da TV, passando por todos os canais sem prestar atenção no que assistia.

– Vocês vão é criar um problema! – Holy falou com seu jeitinho “mãe” de ser.

– A qual é! Até parece que o Larry iria rasgar os contratos por causa disso.. – Jealous falou rolando os olhos.

– E eu duvido que eles não levem as quengas deles pra lá durante as turnês, que mal tem levar a gente? – Cherry perguntou com um sorrisinho safado.

– O que vocês fariam se eles pudessem ouvir tudo o que vocês estão falando?! – perguntei com um sorrisinho maldoso ao vê-las entrarem em pânico.

– Mas eles tão? – Cherry perguntou arregalando os olhos.

– Estão nos vendo também? – Holy perguntou passando as mãos pelos cabelos. – Ai meu Deus eu nem me maquiei!

– Caralho, com que cara eu vou olhar pro S... – Jay parou quando se lembrou que eles podiam estar ouvindo e eu comecei a rir.

– Nunca pensei que vocês fossem tão persuasíveis assim... Cadê a Madz? – perguntei deixando em um canal que passava um filme qualquer.

– To aqui! – ela disse descendo a escada. – O Matt tava me falando umas coisas sobre a viagem.

– Especificamente qual dos Matt’s? – perguntei sem emoção.

– O Barry, Rage... Obvio... Se bem que o Shadows podia estar aqui né... – disse abrindo a porta do frigobar tirando dali um engradado de cervejas.

– Você sabia que eles estão te escutando? – Jay perguntou maldosa.

– E...? – Caroline ergueu a sobrancelha.

– Você não ta nem aí? – Holy indagou.

– Velho a gente foi no show eles sabem que somos suas fãs... – Madz disse com displicência.

– Ta legal, mas há uma diferença entre ser fã e ficar falando dos caras “na frente deles”. – Falei fazendo gesto com as mãos. – É a mesma coisa que chegar e dizer: “Oi sou sua fã, me come?”

– Tá me chamando de vadia Sweet? – Madz perguntou segurando sua Heineken com força. As meninas já estavam se levantando ao verem que o campo estava minado.

– Não estou te chamando de nada Caroline! – falei mantendo o tom cordial e permaneci na mesma posição, sem deixar transparecer a raiva que causara só de ela levar a coisa pelo outro lado. Desde que tudo acontecera o terreno era sempre perigoso, qualquer coisa ela já achava que eu estava ofendendo ou insinuando algo contra ela, então já vinha com patadas pra cima de mim. – Além disso, “vadia” nunca foi considerado um xingamento entre nós.

–Eu estou falando sério agora Fernanda! Você está me chamando de puta? – tornou a perguntar com um tom ameaçador.

– Eu falei que não estou te chamando de nada! Agora, se a carapuça serviu o problema não é meu! Eu não falei nada com a intenção de te ofender! – Falei calma e levantei passando por ela que me fulminava. Subi e encontrei Matt lá. Respirei fundo e me joguei na poltrona ao seu lado.

[Jimmy Pov’s ON]

A parte mais chata de turnê nacional era isso, passar a maior parte do tempo, maior não, mas grande parte do tempo dentro de um ônibus. Serio todos nós éramos muitos espaçosos, o certo deveria ser um ônibus para cada um de nós e um duplo para o Zacky... Maldade minha.

Matt estava com o seu amiguinho inseparável, o XBOX, jogando aquela porra de matar Zombies para o qual nós tínhamos feito uma música. Johnny já tinha conseguido adormecer de bêbado em uma poltrona no andar superior e Zacky e Brian estavam na copa jogando cartas.

Aproximei-me deles e ouvi um latido agudo, então percebi a bola de pelos no colo do Synyster.

– Porra cara, você trouxe essa bola de pelos fedida junto? – perguntei estralando os dedos provocando Pinkly que rosnava e latia para mim.

– Qual é o problema de trazer um cachorro se nós trazemos uma baleia em todas as turnês? – perguntou Gates maldoso – uma baleia que não sabe nem pedir... TRUCO SEU LAZARENTO! — gritou Brian ficando em pé e derrubando a cadela que deu um guincho correndo para baixo do sofá cama onde Matt jogava.

– SEIS PAPUDO! VAI, AGORA CORRE! – Zacky gritou levantando também segurando a carta perto do ombro – TORNA! MATA O GATO, MATA?! TEM PRO ESPADILHA?

– Uhuhu a baleia ganhou do burro... Sou eu... – falei tomando o lugar do Syn que saiu bufando e xingando Zacky que ria.

Eu e ele jogamos algumas partidas e logo Zacky cansou e subiu. Andei até a sala onde Matt e Syn jogavam Guitar Hero e pulei no colo deles.

– Porra Jimmy, você tem que parar com essa mania idiota! – Brian reclamou tirando minhas pernas de seu colo.

– Por que vocês não largam essa merda e não confabulam comigo sobre as gostosas que nos seguem? – perguntei rindo.

– Ooow Jimmy olha o respeito! – Gates disse em seu falso tom de bom garoto.

– Ih! Olha quem falando... – Retruquei.

– O que você fariam se elas estivessem escutando tudo que vocês estão falando? – Matt perguntou pausando o jogo e virando para nós.

– Elas iam adorar que eu as acho gostosas! – Brian respondeu convencido e Matt riu pelo o nariz enquanto eu revirava os olhos.

– Eu to falando serio...! – Matt insistiu.

– Sei lá velho, elas são nossas fãs... – falei dando de ombro e eles riram – ‘tavam no show e tal...

– Pelo menos a loira do Matt... – Brian murmurou.

– Minha loira! – Matt fez um joinha com um sorriso cínico.

– Ah qual é Shadows, ninguém viu vocês de olhares lá no Johnny’s e no clube! – argumentei.

– É lógico! Se vocês tivessem ficado com uma fã e de repente, em menos de um ano, ela aparece na sua vida com uma rock star famosa, vocês também iriam ficar olhando para ela que nem idiotas incrédulos! – desculpou-se ele.

– Bem por isso... – Brian duvidou dando replay no jogo e Matthew revirou os olhos.

– É... E a Sweet restava mesmo te olhando como quem pergunta “Quer uma foto?” – resmunguei sarcástico e levantei enquanto Brian ria. Fui até a escada, mas parei e olhei para o Shadz sorrindo. – vem cá, o que ‘ce tem com loiras hein Matt?! – perguntei rindo.

Ele pausou o jogo de novo e Brian resmungou revoltado por isso.

– Hein? – Matt indagou confuso.

– Valary, aquela outra vadiazinha que você pegou quando estava de mal com ela, a Breanna a sua primeira namorada e agora Sweet Rage! – falei contando no dedo todas as garotas que o Matt já tinha pegado. Matt parou e pensou um pouco depois riu e deu de ombros.

– Sei lá cara... É sina eu acho... Foda essas coisas... – murmurou e voltou a jogar.

Subi as escadas rindo me jogando ao lado de Zacky e abracei-o Acabei pegando no sono também e acordei algumas horas mais tarde com Larry berrando que a gente tinha uma hora para fazer um lanche no restaurante na estrada.

Desci meio sonolento, quase tropecei na escada e quando sai do ônibus a luz do restaurante me cegou. Esfreguei os olhos e focalizei as meninas entrando no estabelecimento com caras amassadas e com expressões cansadas.

A baixista arrumava o cabelo freneticamente, Jealous e Cherry, se eu não estava confundindo as morenas, andavam abraçadas, uma dando apoio a outra para não caírem de sono. Madness tinha a expressão fechada e caminhava com passos largos para dentro do lugar. Sweet vinha por ultimo rindo de alguma piada que Matt Barry fizera e parou no meio do caminho para bocejar enquanto se espreguiçava erguendo os braços. Sua blusa ergueu e pude perceber que sua barriga, ou parte dela, era tatuada.

– Depois eu que fico babando! – Matt disse risonho ao passar por mim dando um tapa na minha cabeça. Ri e emparelhei com ele entrando no lugar procurando a mesa onde os outros caras estavam.

– Nada, só estava usando a paisagem com energético para acordar! – falei rindo.

– Você tá virando tarado Jimmy...

– E você um gay apaixonado... Agora chega de falar disso porra... Vamos falar COM isso! – falei quando achei a mesa que os caras estavam, que por sinal era a mesma das garotas da Lethal Poison. Syn e Johnny já faziam as meninas rirem quando me juntei a eles sentando ao lado de Jealous.

– Serio que você é ciumenta? – perguntei a ela.

– Não, não ela só tem esse apelido porque o nome dela também começa com J! – Madness respondeu por ela.

– Ah que pena, as meninas ciumentas costumam ser bem carinhosas... A propósito garotas, com exceção da Sweet, eu não sei o nome de nenhuma de vocês! – falei.

Madness rolou os olhos enquanto os outros prestavam atenção em Cherry que começava apontar para cada uma e dizer o seu nome.

– E eu sou a Larissa! – disse por fim.

– OKAY de onde saíram às idéias para esses apelidos estranhos? – Zacky perguntou rindo – estavam bêbadas que nem o Syn?

– Na verdade a única que deu o seu próprio apelido foi a Madness! – Sweet contou – os nossos surgiram aos poucos, uns por fãs, que é o meu caso, o da Jealous a gente que a rotulou de ciumenta...

– O seu namorado deu o apelido da Janis! – Madness apontou para Sweet recebendo olhares, que eu não soube decifrar, da vocalista e baterista – e o da Cherry...

– O meu... – ela deu um sorrisinho encabulado – meu ex namorado costumava me chamar assim e acabou pegando. Todo mundo me chamava desse jeito, foi uma coisa que surgiu ante da gente ficar a primeira vez... – Larissa contou olhando para as amigas que demoram um pouco para concordar com ela. Só eu que percebi isso? Acho que sim!

– Se bem que o da Jealous podia ser muito bem Kitchen girl... – Holy disse com um sorriso maldoso.

– Por quê?! – Zacky perguntou sorrindo. Falou em cozinha e em comida...

– Ela é cozinheira oficial da Lethal Poison! – Sweet contou recebendo um olhar fulminante da garota.

– E você podia ser... – Jealous disse alguma coisa em português e Fernanda riu junto com as outras enquanto Madness fez um “Rá-rá” e cruzou os braços. Tinha acontecido algo mais cedo entre as duas.

– Qual é o problema em cozinhar? – Zacky perguntou não me dando tempo para pensar em uma resposta para o notável mau humor de Caroline.

– Não há problema, mas é que elas são folgadas daí me acham com cara de cozinha, porque quando estão com fome não conhecem outra coisa a não ser: “Jeaaalous o que você vai fazer para comer?” – disse desafinando a voz debochadamente.

Ela era um sarro, fazia o pessoal rir o tempo todo. O que eu fiquei triste, pois o jantar passou muito mais rápido do que eu queria, mas se tudo desse certo no outro dia estaríamos em um hotel em Seattle em Washington no norte dos EUA.

[ Holy Pov’s On]

Já era quase meia noite quando finalmente chegamos em Seattle, mesmo tendo dormido quase toda as oito horas de viagem, tudo que eu queria era uma cama fixa que não fizesse curvas e nem tivesse motor.

Mas como a organização da gravadora e do Larry era incrível, nós só precisamos chegar e ir dormir, no Brasil ainda teríamos que dar entrada na ficha e blá, blá, blá...

Eu nem vi as meninas, só recebi o recado que Ben Barry, gêmeo idêntico do Matt, que o meu quarto era 74 e já fui para o elevador. Por incrível que pareça eu estava tão cansada que eu nem liguei da minha maquiagem estar bagunçada e do meu cabelo estar um lixo quando Johnny e Synyster Gates entraram no elevador comigo. Eu estava dormindo em pé e outra, eu teria dois meses para vê-los todos os dias.

– Hey Holy! Morre não! – Johnny disse ao me ver pescar.

– Eu já morri... – balbuciei algo parecido, não sei, eu estava com tanto sono que nem me lembro.

Na hora que o elevador parou na porta do meu andar levei um susto, porque Cherry e Jealous vinham discutindo alguma coisa pelo o corredor e Cherry andava de costa com os braços cruzados sobre a cabeça se protegendo das travesseiradas que Jay dava em sua direção.

– Eu já disse que não usei mais o seu pijama Jealous! Porra foi só aquela vez! Aii! – parei abruptamente para não ser acertada pelo o arco violento que Jealous fez com aquele travesseiro acertando a bunda de Cherry.

– PORRA JEALOUS! – gritou a baterista segurando o travesseiro e as duas começaram girar num cabo de guerra.

– Acho que eu vou parar nesse andar! – ouvir a voz travessa de Syn atrás de mim.

– É, vê se acalma essa duas! – murmurei e ele gargalhou.

Jealous e Cherry ouviram a risada e olharam para a porta do elevador e largaram o travesseiro na mesma hora, fazendo-o cair no chão enquanto olhavam para Syn e piscando repetidamente.

– Boa noite meninas! – ele e Johnny cumprimentaram e eu aproveitei que o bombardeio tinha terminado e fui procurar o meu quarto. Ouvir a porta do elevador fechar atrás de mim e não deu nem tempo de contar até três e ouvi as duas se pegando de novo.

– Olha que mico Jéssica...

– Ninguém mandou você pegar as minhas coisas...

– Eu não peguei nada seu, você que perde e coloca a culpa nos outros...

– Mas vocês me dão motivos...

– CHEGA! Calem a porra da boca! – Sweet abriu a porta do quarto 73 e saiu enfurecida – escuta aqui! Vocês não estão em casa, já passa da meia noite e pelo amor de Deus vocês não são mais crianças pra brigar por isso... – falou com a voz mais baixa chegando perto delas.

– Hm... Aposto que se fosse o Shadows a aparecer na porta e ela que estivesse ali não seria nada infantil vocês já estarem mortas... – Caroline saiu do quarto 71 com uma expressão febril.

– Não arruma bode para a sua sala Madz... – murmurei fazendo um gesto com as mãos – a Sweet tá certa já é tarde...

– Valeu Holy... – Fernanda disse passando por mim a passos largos e bateu a porta do quarto.

Olhei para a Madness que deu um sorrisinho e deu as costas entrando em seu quarto. Meu olhar encontrou o das outras duas que levantaram a sobrancelhas preocupadas. É a coisa tava preta.

Respirei fundo e bati na porta da Sweet.

[ Syn Povs On]

A porta do elevador se abriu e eu fui para um lado e o Johnny para o outro. Não que isso importasse muito, afinal, logo já desceríamos de novo.

Era um ritual que nós fazíamos, ao contrario das meninas, nós sabíamos que em cada inicio de turnê, nós vínhamos para Seattle e ficávamos uma ou duas semanas em hotel sem compromisso nenhum.

Era aqui que todos os detalhes da turnê eram estabelecidos e confirmados, mas não éramos nós que cuidávamos das coisas, mas vez ou outra tinha que assinar algumas coisas e tinham que estar junto. Então sempre ficamos bebendo e conversando até altas horas.

Abri a posta e Pinkly latiu, quase tinha esquecido que trouxera a cadela. Brinquei um pouco com ela e depois fui ver se todas as minhas malas estavam lá.

Depois que confirmei que tudo estava em ordem, peguei a Pinkly e desci para o salão principal. Matt, Jimmy, Zacky e os Barry já estavam lá.

– Cadê o velho? – perguntei me referindo a Larry.

– Ele disse que hoje não vai ficar – Matt contou rindo – as meninas dão muito dor de cabeça e ele ta cansado.

– Dão dor de bolas também neh Matt? – perguntei divertido.

– Porra cara... Aquilo foi pra acabar – disse ele fazendo uma careta de sofrimento.

– Hey como é que é viajar com aquelas loucas?! – Jimmy perguntou ao Matt Barry.

– Elas são bacanas! Não conversei muito com elas porque dormi quase a viajem toda, mas... Aii Ben! – ele gruiu quando levou um tapa do irmão.

– Tu é burro mesmo hein?! – Bem Barry murmurou.

– O que você queria que eu fizesse?! Ficasse de penetra nas conversas delas?! – perguntou.

– Não descaradamente neh?! – murmurei.

– Pois é cara, você trabalha para nós! – Zacky cobrou divertido.

– Mas eu tenho o meu próprio interesse também, além disso, vocês são quase todos comprometidos – Barry disse tomando um gole de vodka pigarreando em seguida.

– Interesse huh? Em quem?! – seu irmão perguntou cruzando as pernas em cima da mesa.

– Nada em especifico... Ainda!

– Já vou avisando... – falei erguendo o indicador e engoli um arroto – a Sweet já tá marcada como minha – falei apontando as costas da minha mão esquerda. Shadows riu.

– Nem pegou ela e já tá com chifre então amigo! – falou dando tapinhas amigáveis no meu ombro.

– Você fez ela me trair na marra... Você a agarrou... – justifiquei.

– Mas ela retribuiu! – Shadows falou convencido.

– Okay... E qual de vocês dormiu com ela? – Barry perguntou.

– Nenhum oras! – Jimmy respondeu.

– Pois eu já! – falou em baixo tom. Matthew congelou ao meu lado e ficou reto na cadeira estufando o peito. Pela visão periférica pude ver suas narinas alargarem-se.

“Matt Barry tu te fodeu!”então olhei para a feição divertida de Barry.

– What? – Matthew murmurou com os olhos fixos em Barry.

Era bom o gêmeo mais velho ter uma boa historia para explicar.

Matthew Charles Sanders era um cara ciumento pra caralho! Para fazer qualquer brincadeira com uma mulher que ele tá afim ou era namorada ou qualquer coisa do gênero, tinha que conhecer muito bem os limites.

Johnny chegou na mesa e ficou confuso com a cena que viu. Ele olhava de mim para o Jimmy, Zacky, Benjamin pedindo explicações.

James levantou e puxou Shadows para um canto e para ajudar Matt Barry não parava de rir. Zacky se irritou com ele e levantou gritando:

– Quer parar de rir?! Você não tem noção do que rolo aqui cara?! Ou tá se fazendo de otário?! – Zacky foi falando e andando na direção dele que parecia ter se tocado da merda que fizera.

Senti-me um idiota diante da situação e fiquei olhando com cara de bunda para o Johnny e Ben.

Matt Barry sempre foi o nosso roadie, sempre fora muito amigo nosso, mas por algum motivo sempre tivera uma certa necessidade de competir certas coisas com o Shadz. Sabendo disso, eu tinha certeza que ele não iria querer provar o contrario, mesmo se estivesse mentindo sobre ter dormido com a vocalista. Então eu tive uma idéia.

Peguei a Pinkly que estava com a guia presa nó pé da minha cadeira e corri para o elevador e entrei no meu quarto procurando o meu celular.

Quando encontrei o aparelho digitei a seguinte mensagem para o Larry:

“Hey Jacobson! Qual é o numero do quarto da Sweet?!”

Aquela tatuagem devia servir para alguma coisa!

[Sweet Pov’s On]

Sentei na minha cama suspirando, passei as mãos no rosto e senti-o molhados por lagrimas que começavam a descer.

Eu havia começado a me arrepender de ter tomado a decisão de seguir o Avenged. Porra! Caroline havia de certa forma, prometido que agiria como se nada houvesse acontecido entre nós, mas desde que entramos no ônibus ela tinha esquecido completamente daquilo.

Quando voltaríamos a ser amigas e será que voltaríamos? Se eu dissesse a ela que abriria mão do Matt por nossa amizade, por nossa banda, ela pararia de agir como cão ferido?!

Essas perguntas batiam na minha mente e pesavam em minhas costas me fazendo sentir culpada, mesmo sabendo que não tinha razão alguma para eu me sentir daquela forma.

Por que tinha que ser daquele jeito?! Por que não podíamos ter uma carreira normal sem conflitos amorosos como as outras bandas?!

Alguém bateu na porta e eu limpei as lagrimas, levantei e abri a porta. Janis apareceu com uma expressão preocupada e pediu para entrar.

Dei passagem e tranquei a porta novamente. Holy sentou na minha cama fazendo sinal para eu sentar ao seu lado.

Ela me fitou em silencio observando os meus olhos inchados e então mordeu os lábios abaixando a cabeça.

– Sweet... – ela falou baixo e depois deu um suspiro me encarando novamente pegando minha mão – eu quero te dizer que... Eu sei que não sou sua melhor amiga, mas sempre estarei aqui para o que você precisar... – disse com um sorriso.

– Obrigada... – falei com voz falha e sorri sentindo as lagrimas voltarem em meu rosto – todas vocês são minhas melhores amigas. Eu só... Tenho mais coisas em comum com ela... – murmurei abaixando a cabeça.

– Escuta Sweet... – começou colocando uma mecha de cabelo atrás da minha orelha e segurou o meu ombro – não vai ser fácil... Mas há de dar certo... Vai ser só no inicio até tudo se ajeitar... Logo vocês acostumam com a situação... Vocês não precisam ficar com o Shadows o tempo todo.

– Eu sei tudo isso, mas nós em começamos a conviver com eles ainda e já estamos tendo problemas... Eu caí na besteira de fazer uma brincadeira irônica com ela e fodeu tudo... – falei com a voz embargada sem levantar o rosto – eu não sei como tudo vai acabar...

– Vai acabar tudo bem Fer! Só dê tempo ao tempo...

– Vou tentar... Só espero que eles não tenham problema, quer dizer, que tudo isso não interfira em nada...

– Só vai se você ou a Caroline falarem alguma coisa...

– Ou o Barry... – murmurei.

– Ele não tem por que fazer isso! Eu espero que ele seja profissional... Não vai carregar os nossos problemas para eles...

– Amém! – falei rindo pelo o nariz e ela acompanhou – escuta! Se você puder... Podia conversar com ela neh? Eu não vou conseguir ultrapassar a barreira dela!

– Vou tentar! – ela disse levantando – mas amanhã... To caindo de sono...

– Okay! Obrigada! – falei levantando e abraçando-a – boa noite!

– Noite! – ela falou e saiu do quarto. Tranquei a porta e apaguei a luz voltando para a cama.

Fechei os olhos, um pouco mais tranqüila. Janis me fizera acreditar que tudo melhoraria com o tempo. Quando estava quase pegando no sono de novo levei um susto com alguém batendo na porta novamente.

Cambaleei até o interruptor semicerrando os meus olhos quando a luz me cegou. Girei a chave e abri a porta.

Paralisei quando visualizei Synyster na minha frente.

– Te acordei Sweet?! – perguntou erguendo as sobrancelhas.

– Mh... Não eu ainda não tinha dormido... Quer entrar? – perguntei encabulada dando passagem a ele.

– Por favor... – disse ele entrando sem jeito.

– Tudo bem, fique a vontade! – falei indicando a cama ou a poltrona enquanto pegava um moletom do Motorhead e vesti-o, pois estava apenas com um shortinho e uma regata minúscula e não queria ficar naqueles trajes na frente do Syn.

— Obrigado! – disse sentando na poltrona me observando – maneira a sua tatuagem! – murmurou apontando a minha perna direita onde eu tinha um dragão vermelho tatuado desde o pé até mais ou menos a cintura. É claro que ele não viu a parte de cima.

– Mh... – grunhi – eu gosto dela... Ganhei da Madness de presente quando fiz 21 anos! Ela era tatuadora antes do formamos a banda! – contei dando de ombros.

– Jura?! Bacana... – disse sorrindo com entusiasmo. Eu dei um sorriso amarelo e sentei na cama de frente para a poltrona cruzando as pernas. Fiquei me perguntando o que ele viera fazer ali àquela hora da noite.

Percebi que ele se remexeu inquieto que eu deduzi que algo acontecera.

– Gates? – perguntei baixinho – aconteceu alguma coisa?

– Eu que lhe pergunto... Você estava chorando? – ele apoiou o cotovelo no joelho e apoiou o queixo nas mãos.

– Não...

– Hey... Eu sei que tava! – ele uniu as sobrancelhas – eu sei que não me conhece, mas se quiser pode contar comigo... Essa tatuagem nas costas da sua mão me faz sentir... Sei lá, certa responsabilidade! – eu comecei a rir.

– Você é sempre sem noção assim?! – perguntei rindo.

– Não muda de assunto, me conta vai?! – disse ele com pertinência.

– Eu não vou inventar uma coisa que não aconteceu só para satisfazer a sua curiosidade – murmurei – agora... Você veio aqui com qual intenção? – perguntei erguendo a sobrancelha – não querendo te cortar... – falei sorrindo e ele coçou a nuca.

– Vou jogar a real Sweet... – ele começou suspirando – eu sou um cara curioso pra caralho!

– Hum...

– E... A gente tava lá em baixo e o Matt insinuou alguma coisa de ter dormido com você... – eu arregalei os olhos totalmente decepcionada com o cara. Que infantilidade. Que tipo de homem ele era? Porra ele era o cara, não precisava mentir para ser foda – só que... Quando ele mente ou quando fala um exagero ele nunca prova o contrário, por mais que fosse brincadeira... É uma coisa dele, mas ele não é um cara mau...

– Okay... – eu falei desnorteada – como exatamente podia rolar algo do tipo em tão pouco tempo?

– Ué no ônibus... – falou como se fosse obvio.

– Mas em que momento?! Ele tem o poder de aparatar? – perguntei irônica e Gates fez uma careta confusa – pera ae de qual Matt você tá falando?! – perguntei um pouco mais aliviada com a probabilidade do Shadows não ser tão idiota.

– O Barry... Só que ele não disse que transou contigo... Só insinuou... Como eu disse sou um cara curioso – falou rindo e eu acompanhei.

– Se ele disse o que eu estou pensando, é verdade! – falei.

– Ele falou que dormiu com você!

– Pois então! – eu abri os braços e sorri – mas foi no sentido literal... Dormirmos em poltronas vizinhas e como estava frio dividimos as cobertas... Simples assim! – ele riu.

– Foi mal Sweet... Eu sou meio acelerado mesmo!

– Mas você não poderia ter esperado até amanhã? – perguntei divertida.

– Minha curiosidade me matava... Mas é que... Ah deixa quieto!

– Não! Agora você vai falar! – que porra era aquela?! Tinha dado alguma coisa e eu não seria a Sweet Rage se não arrancasse aquilo dele – o que você tem a ver com o Barry ter me comido ou não?! Que porra houve lá em baixo Brian? – perguntei seria.

– Não houve nada Sweet! To te falando! – ele disse com veemência.

– Eu não nasci ontem, eu sei que você pode até ser curioso, mas não é tão gay a ponto de querer saber de fofocas... Que mais que falaram lá em baixo Syn?

– Caralho Sweet Rage! A galera ficou puta com o Barry...

– Não foi só isso! – murmurei séria.

– Aff a gente... – mas ele foi interrompido por um ganido de cachorro abafado – Pinkly! — falou – tenho que ir, senão ela acorda o hotel inteiro.

[Cherry Lust Pov’s On]

Depois do mico que pagamos na frente do Syn, eu e a Jay fomos terminar de discutir no quarto dela. Mas aquela discussão se tornou fantasia com o maravilhoso guitarrista.

Eram quase duas da manhã quando ela pegou no sono e eu sai para o meu quarto

Quando passei pelo o quarto 73, que era o quarto da Sweet, ouvi algo em movimento e vozes, mas não captei de quem eram.

Um latido cortou o silencio do corredor e então a porta do quarto se abriu e Synyster Gates apareceu com uma cara meio estranha.

– Não tem problema Brian nós teremos muito tempo... – Sweet disse na porta com um sorrisinho malicioso. Meu coração gelou e no segundo seguinte começou a bombear tão rápido que o meu sangue ferveu.

Quem era aquela ali?! Não era a mulher que molhava a calcinha só de falar em M. Shadows? E agora fica sozinha de madrugada com Synyster Gates?

Eu não acreditava no que via, estava tão puta da cara que nem respondi o cumprimento de Brian. PORRA!

Aquela garota não podia ser a Sweet que eu conhecia, nem deve ter percebido minha presença, porque bateu a porta e ouvi sua voz abafada.

– CADELA MALDITA! PINKLY MALDITA! – vadia! No mínimo resolvera deixar o Matt para a Madness e resolveu flertar com o Brian. Porra!



Notas finais
Sweet diz: E ae galera não vamos pechinchar reviews... A gente vai obrigar vcs a deixarem reviews!
Jealous diz: É se não a gente não posta mais hunf!
Sweet diz: Uiii chantagem aqui é mato... Mas é serio a gente precisa muito dos reviews para continuar!
Jealous diz: idéias, criticar todas são bem vindas!
Sweet diz: recomendações também... Tah parei...
Jealous diz: Então nos vemos reviews
Sweet diz: beijo, beijo tchauuuu!
Jealous diz: Nem vou comentar esse beijo ¬¬