Poisoned
6 Lethal “Fucking” Poison
Notas iniciais
Janis diz: Ho!!
Jessica diz: let's Go!!!
Janis diz: Welcome to the show!
Jéssica diz: Que isso garota?
Janis diz: To cantando KISS, nao posso?!
Jéssica diz: Não, você sempre se empolga.
Janis diz: Bem eu! A propósito, nao era pra voce estar empolgada também? Temos um show!!
Jéssica diz: Yeah!! to super empolgada... To ate batendo palminha e fazendo dancinhas toda a hora que eu me lembro...
Janis diz: Porra já ta parecendo a Carol... Pulando e batendo palminhas...
Jéssica dia: Okay parei... Nao precisava me xingar ta??? Eu n fiz nada pra voce. Hunf!
Janis diz: Nao falei que voce é, falei que ta parecendo...
Jéssica diz: Me xingou no mesmo jeito Hunf.... okay vamos parar se nao vamos longe...
Janis diz: Sim, falar sobre...deixa pra lá. Então gente...Estamos aqui com mais um capítulo de Poisoned...dedicado a nossas queridas leitoras...Hanna e quem mais?
Jéssica diz: Você neh sua esperta!!!
Janis diz: Nao tinha outra menina tbm? Ou ela foi da outra vez?
Jéssica diz: Foi na outra vez. E se nao me engano a gente já agradeceu a Hanna
Janis diz: Nao tinha outra menina tbm.... Ah ela foi da outra vez.... anywaz...todas sao fodas...
Jéssica diz: Yeah Isso!! Agradecendo também a todas que comentam...
Janis diz: certeza.... Sem voces nao seriamos nada...que nem Avenged Sevenfold sem Johnny Christ....
Jessica diz: isso aí!! Bora lá para mai um cap??
Janis diz: Nop. Primeiro tem que curtir a pagina da Lethal....[http://www.facebook.com/pages/Lethal-Poison/420596324618697]
Jéssica diz: Nuss.. Tava me esquecendo já... Isso a Lare já comentou e estamos comentando de novo a Lethal tem um pag no face agr o/
Janis diz: Yeah! bom é isso gente...agora para o SHOW!!
Jéssica diz: AINDA NAO!!
Janis diz: Nao me mata! Que ouve?!
Jéssica diz: É que agr vão começar a aparecer os apelidos....só avisando que toda a nota de cap a gente vai colocar aqui o nome com os apelidos para lembrarem.
Janis diz: Ah é mesmo... Claro, claro...
Jéssica diz: Agr sim... Vamos pro show!
Janis diz: Huhul! m/
Fernanda Pov's On — Show do Blood
Depois de quase três horas nos arrumando, finalmente a Lethal Poison saiu de casa.
Damon tinha mandado alguém para buscar nossos instrumentos, então quando chegássemos lá, já estaria tudo pronto só esperando pela gente.
Fiquei imaginando se alguém, que tivesse visto a gente há quase dois anos atrás, estaria lá e se era pela gente mesmo ou por coincidência.
Nós não tínhamos carro, então tivemos que ir de ônibus, era bizarro como as pessoas nos encaravam amedrontadas. Bom, imagine cinco garotas vestidas toda de preto com maquiagem forte, caveiras no pescoço e nas orelhas, pulseiras de pinos em plenas seis horas da tarde? Pois é! Nós queríamos impressionar tocando uma musica muito pesada e crítica, mas queríamos falar com a nossa presença também. A vida inteira havíamos sido assim e agora tendo a oportunidade de falar ao mundo, iríamos fazê-lo com toda a força e de todas as formas.
Conversávamos pouco dentro do ônibus, apesar de estarmos confiantes e reconhecermos nosso talento, estávamos nervosas. Damon havia dito que um produtor estaria lá nos observando, e se fossemos boas como na outra vez, com certeza seriamos contratadas.
A tensão imperava sobre nós quando descemos do veículo e caminhávamos até o bar. O Blood só abria as 8:00, mas tinham dito para nós chegarmos mais cedo para checarmos os instrumentos e nos situarmos no espaço.
Um dos empregados nos recebeu e disse que o dono ainda não havia chegado, mas que nós já poderíamos is fazendo os preparativos.
Fomos para trás do palco, e nos surpreendemos com a estilização feita em tão pouco tempo.
Não era exatamente grande, mas o tamanho do símbolo da banda que fora estampado num pano para o plano de fundo do palco era incrível. A caveira envolta por uma cobra, a mesma imagem que eu tinha tatuada o ombro, dava o ar sombrio e ameaçador no palco onde a maioria das coisas tinham o tema preto e verde.
- Ui, to me sentindo na sala comunal da Sonserina. — Larissa quebrou o silêncio.
- Cale a boca Lare! A sala comunal da Sonserina fica numa masmorra, é muito mais gelado do que isso aqui. — Jéssica corrigiu. — Além disso, as cores não são verde e branco, são verde e prata!
- OKAY! To me sentindo no vestiário do campo de concentração do COXA! — falei agitando as mãos, fazendo as duas me olharem sem graça. — que foi? — perguntei inocente.
- Quem diria que você sabe alguma coisa sobre futebol? — Lare disse revirando os olhos.
- Eu odeio futebol! — afirmei.
- To vendo! — as duas disserem em uníssono.
Caroline ria da nossa discussão idiota enquanto ia até sua Gibson preta e verificava a afinação. Cada uma foi fazer o mesmo em seu instrumento. Eu apenas liguei e desliguei o microfone, verificando se não estava fazendo aquele barulho ensurdecedor de microfonia
Para não fazer mistura de sons irritantes, cada uma afinava seu instrumento sem ligá-lo à caixa de som, então não pude perder a oportunidade de assustá-las, uma vez que estavam todas concentradissimas. Liguei o microfone e puxei o ar
- FUCKING SAINT HELL! — gritei em um gutural para logo desatar a rir da expressão de pavor das garotas ao se assustarem.
- Porra Fernanda! — Jéssica gritou — Eu arrebentei a corda mi da minha guitarra! — esbravejou e eu ri ainda mais. Ela foi até o estojo com passos pesados e pegou uma corda extra e trocou-a.
Ficamos por ali brincando e tocando, e como sempre tocamos músicas do Metallica Avenged e entre elas, Not Ready to Die.
Gone!
Cast way in time
Evil Yours, now evil mine
So, I robbed you blind
The voices in my head could jest a less than
Peaceful side...
Eu estava cantando, bela e formosa quando Damon apareceu sorrindo, me fazendo vacilar contra o microfone. Sim, nós nos conhecíamos há mais de dois anos e até o momento eu não sabia o que eu sentia por ele. Era uma mistura de amizade com tesão, que eu não sabia nem como explicar, mas sempre que ele estava junto eu me sentia incomodada, talvez fosse o jeito que ele me olhava ou, sei lá. Sorri para ele, que meneou a cabeça em silêncio para não atrapalhar a música.
Quando terminamos, ele subiu no palco e nos cumprimentou com beijos e abraços, demorando-se em mim.
- E aí Lethal, preparadas? — perguntou com um sorriso ansioso.
olhamos confiantes e ele sorriu ainda mais largamente.
- Larissinha, viu que eu vim vestido a caráter? — ele apontou para a própria camiseta do Iron Maiden que vestia. A baterista riu e nós ficamos sem entender. — É que ele disse que vocês eram o próprio Iron em versão feminina. — explicou.
- Legal que a gente não toca nenhuma música deles! — Janis disse fazendo joinha e o grupo todo riu acompanhado de alguns dos funcionários que estavam por perto.
- Me mentiu Larissinha? — Damon perguntou arregalando os olhos. — Olhe que eu ainda sou seu chefe... — ameaçou divertidamente e ela encolheu os ombros num pedido de desculpas.
Conversamos por um bom tempo e ele mandou trazer Heinekens para nós.
- Por conta da casa! — disse entregando uma garrafa para cada uma. Começamos a beber ouvindo Larissa se gabar de que finalmente ele tinha trazido uma banda que prestasse pra tocar ali.
- Pois é, Fer?! – disse ele sorrindo para mim que estava em silêncio – vai nos surpreender de novo essa noite? – perguntou passando o braço tatuado pelos os meus ombros e eu abaixei a cabeça corando – não escute... – disse ele quando eu não respondi – como vai cantar se esta sem voz? – provocou-me. Ele tinha o dom de me deixar sem jeito.
- Argh... Pare Damon! – grunhi – eu não sei se vou surpreender vocês... Para mim não é surpresa! – dei de ombro e eles riram.
- O que vocês vão tocar para nós? – perguntou.
- Lethal Poison! – Caroline disse sorrindo.
- Gostei da resposta! – disse ele – isso quer dizer... Composições próprias?
- Yep! – Janis confirmou.
- Ótimo! Então, já tinha uma porção de pessoas ali na frente a hora que eu cheguei, então sugiro que vocês queiram... – ele nos olhou de cima a baixo demorando-se em mim e eu revirei os olhos – vocês não precis...
- Precisamos sim! – Janis protestou – Meu Deus! Tenho que retocar a minha maquiagem, arrumar o meu cabelo, dar uma lixadinha nas minhas unhas...
- Vocês já não fizeram tudo isso em casa?! – Damon perguntou confuso.
- Já, mas a gente soa e a maquiagem borra, meu esmalte lascou quando fui afinar o meu baixo...
- Okay, okay... Eu deixo vocês ficarem no camarim alguns minutos enquanto o pessoal se posiciona na pista. Tá bom para você Holy Vain? – perguntou com um sorrisinho debochado.
- Holy Vain? – ela ergueu a sobrancelha.
- Sim, sagrada vaidade! – explicou e ela fez cara de tédio.
- Sério?! Eu sei o que significa, mas da onde tirou isso?! – ela perguntou impaciente.
- Eu gostei, é a sua cara Janis – falei me dando conta que não tínhamos nomes artísticos.
A baixista me fulminou, mas ela não teve escolha se não aceitar, uma vez que todas as garotas concordavam.
- Okay meninas, vou abrir o bar, só alguns minutos – disse Damon.
- Okay! – disse Jéssica – o show começa as onze! – sorriu e piscou para ele já entrando no camarim.
- Aham! – confirmou acenando para os meninos abrirem o bar. Nós fechamos a porta, mas ouvimos um berro – NÂO É AS DEZ!
Nós rimos enquanto Janis procurava freneticamente suas maquiagens dentro da bolsa, Larissa aquecia os braços, Jéssica e Carol estralavam os dedos e o pescoço e eu pigarreava.
Novamente a tensão voltou entre nós quando às nove e meia bateram na porta trazendo os nossos instrumentos. Quando a abrimos ouvimos o barulho do alvoroço formado na pista do bar, pelo jeito estava lotado e eu não pude deixar de sorrir.
- Estão gritando “Poison”! – o garoto que me entregou o microfone informou.
Olhei para as garotas com um largo sorriso e elas retribuíram. Novamente começaram a checar a afinação e eu ouvi um berro estridente vindo da Carol.
- Que foi sua louca? – Jeh perguntou.
- Minha guitarra... Não ta segurando a afinação... – disse afinando a ultima corda, depois a tocando repetidamente e o som era alterado a cada vez.
- Não é a corda que ta gasta? – perguntei preocupada.
- Não, eu troquei hoje! – informou tremula.
- Puta merda! – Larissa explodiu – Porra!
- Hey galera! – Janis veio do banheiro – a gente trouxe uma guitarra a mais juntamente para um imprevisto desses.
Sério, não sei como a Holy sobreviveu aquilo, nós pulamos em seu pescoço quando nos lembrou daquilo. Não era para menos, já que nós teríamos que cancelar o show.
Caroline afinou rapidamente a guitarra e terminou no exato momento em que avisaram que era para gente se preparar para entrar.
Ficamos ao lado do palco enquanto as luzes se apagavam e apenas o barulho do vento da intro da musica silenciava o murmúrio do bar lotado. Larissa correu para a bateria, Janis, ou melhor, Holy Vain, Carol e Jéssica se posicionaram no palco completamente apagado. No momento em que elas começaram o solo e a bateria agitada da Lare deu ritmo ligeiro de Saint Hell, luzes verdes piscaram velozes.
Enquanto Jéssica esticava os acordes, Caroline seguia com um solo melodioso e rápido, acompanhada pelo baixo de Janis. Carol se sentia Synyster Gates apoiada em uma das caixas de retorno enquanto fazia sua marca balançando o corpo enquanto esticava suas notas agudas.
A introdução se tornou mais ligeira e a guitarrista solo voltou para o seu lugar enquanto eu saia de trás da caixa de som para o centro do palco gritando.
PARE! — em um screamo. As garotas pararam tudo restando apenas o barulho do vento e as luzes novamente se apagaram, com apenas um foco de luz em mim.
Tudo o que você gosta! – cantei com a voz doce e melodiosa.
FAÇA! – novamente em screamo enquanto as meninas voltavam ainda mais ferozes em seus instrumentos e as luzes piscavam enlouquecidamente.
TUDO O QUE VOCÊ DETESTA! – meu gutural fez os ali presentes soltarem exclamações admiradas. O bar inteiro estava em silêncio, ninguém esperava uma performance tão profissional de uma banda como a nossa, ainda sendo formada por cinco garotas.
Estou perdendo a lucidez
Esses sonhos que só passam Através
De minha memória que se esvai
Enquanto o ódio me distrai
Quanto tempo terei que esperar?
Para finalmente me libertar?
Tentando fugir de minhas hostes
Olhando os dias se transformarem e noites
Enquanto o tempo tira minha juventude
E não há nada que a mude
Ela jamais mudará, portanto
Quer transformar minha vida num Inferno Santo
Nós tínhamos o seguinte trato: ao contrario de muitas bandas, onde o baixista é quase esquecido, nós faríamos a Janis brilhar. Durante a música tinha dois solos de baixo extremamente bem trabalhados e em umas das estrofes apenas Janis, Larissa e eu tocávamos.
Você quer fazer tudo certo
E esqueceu o amor ao relento
Sempre viveu assim extremista
Abandonou seu eu artista
Pois tudo pra você é errado
E vive seu mundo afastado
Tentando fugir de minhas hostes
Olhando os dias se transformarem e noites
Enquanto o tempo tira minha juventude
E não há nada que a mude
Ela jamais mudará, portanto
Quer transformar minha vida num Inferno Santo
PARE (tudo o que você gosta)
FAÇA(só o que você detesta)
E essa é minha rotina
Essa prisão
Essa escravidão
Um INFERNO SANTO
MALDITO INFERNO SANTO
Tentando fugir de minhas hostes
Olhando os dias se transformarem e noites
Enquanto o tempo tira minha juventude
E não há nada que a mude
Ela jamais mudará, portanto
Quer transformar minha vida num Inferno Santo
Durante todos esses anos
Você não sofreu os malditos danos
De me manter em um cativeiro
Esse seu caminho estreito
Não é isso que seu Deus requer
Ele não quer nos privar de viver
Tudo o que eu quero errar
Foi de tanto você me injuriar
Com sua maldita santidade
Mudou minha identidade
Mas isto é só o que parece
E logo a sorte te esquece
Tentando fugir de minhas hostes
Olhando os dias se transformarem e noites
Enquanto o tempo tira minha juventude
E não há nada que a mude
Ela jamais mudará, portanto
Quer transformar minha vida num Inferno Santo
Tentando fugir de minhas hostes
Olhando os dias se transformarem e noites
Enquanto o tempo tira minha juventude
E não há nada que a mude
Ela jamais mudará, portanto
Quer transformar minha vida num Inferno Santo
Eu te perdoarei um dia
Talvez até sorria
Mas agora o ódio me corrói
Esse sentimento que destrói
Então, se afaste
SE AFASTE!
No refrão eu gritava e depois amaciava com um vocal límpido e quando falava “ou a sua” era cantado por Caroline e Janis que eram nossas backingvocals. Logo um pit circle se formou no meio da pista e nós sorrimos umas para as outras. A música agradava o publico. Ao final de Saint Hell uma música de quase nove minutos, o Blood veio abaixo com gritos e assovios, aplausos e mais gritos.
- Porra! A garota canta toda doce e depois põe uma ira nos guturais... Sweet Rage seria o apelido perfeito para ela – ouvi um cara falar a outro. Sweet Rage huh? Pensei um pouco era legal, até poético... Doce ira...
- BOA NOITE GALERA! – grite e ouvi as pessoas gritando em resposta – estamos muitos felizes por vocês estarem aqui hoje! Adorei o Pit Circle! – o pessoal gritou – quem viu a Lethal na outra vez que estivemos aqui? – muita gente levantou a mão, mas fiquei contente porque muitos estavam nos vendo pela a primeira vez e ali parecia que ninguém tinha reprovado a música – então para quem não nos conhece... Esta é a Holy Vain, a Lare, Caroline, Jéssica e eu sou a... Sweet Rage – falei dando uma risadinha e o cara que tinha sugerido o apelido deu um berro levando as duas mãos no símbolo do metal.
Eu ia recomeçar a falar, mas Caroline me interrompeu.
- Fer, ou melhor, Rage?!
- Sweet! – corrigi – Rage é só quando eu estiver com raiva.
- Então é Rage! – continuou divertida – então você gosta de pit circles?
- Quem não gosta, huh? – perguntei olhando para a galera.
- Eu! – Holy falou em seu microfone – bagunça o cabelo e borra a maquiagem!
- Entenderam o porque de Holy Vain?! – perguntei ao publico e eles riram. Meu olhar cruzou o de Damon que estava no fundo do bar com um homem cabeludo seria ele o tal produtor? Damon sorriu para mim – valeu pela sugestão Damon!
- Enfim... – Carol continuou – que tal tocarmos algo para haver um verdadeiro pit circle aqui? – ela perguntou indicando o centro da pista agitando o indicador.
- Hm... – Olhei para a platéia pensativa. Eles gritavam feitos loucos — o que você sugere? – perguntei com um sorriso maroto. Ela pensou por um tempo.
- Jéh? – chamou a outra guitarrista que a olhou maliciosamente e pisou no pedal de sua guitarra. Jéssica começou as primeiras notas de God Hates Us. Quando a bateria e o baixo entraram, eu falei para a galera se dividiram no meio formando um corredor de fora a fora no bar.
-“TOTAL NIGTHMARE!”
As duas fileiras se encontraram em socos e chutes. Na pausa do vocal eu não me contive e falei no microfone
- Cara, eu queria estar nessa roda punk! – ouvi a risada da Holy no microfone.
O show durou quase três horas nós interagimos bastante com a platéia e tocamos um pouco de tudo. Metallica e Avenged não faltavam em nosso repertório. Mas é claro que tocamos nossas outras duas músicas, “Just Trust and Figth” que era um trash metal todo em screamo e “Consumed” que era mais calma e tinha solos elegíacos e o baixo da Janis aparecia muito. Notei que muita gente prestou atenção nisso.
Depois fizemos mais alguns covers e até “Clube dos Canalhas” do Matanza nós tocamos. O resultado foi muito mais do que o esperado e nós nos surpreendemos com a aceitação.
Damon subiu ao palco e agradeceu à Lethal Poison, mas o pessoal não queria que nós deixássemos o palco.
— Hey Sweet! – Damon me chamou – que tal só mais uma? O pessoal tá implorando...
Olhei para ele enrubescida, mas antes de responder Larissa catou o microfone da Carol.
- Você está pedindo por eles mesmo ou você acha a voz dela mesmo incrível, Damon ? – perguntou com um sorriso maroto e o publico deu gritos maliciosos.
- Larissinha... – o dono do bar falou num tom de advertência. – E aí Sweet? – ele voltou à atenção para mim.
Eu estava muito vermelha. Então ele sorriu aquele sorriso maravilhoso que me fazia ver estrelas.
- Eu sei que você gritou muito, mas eu tenho certeza que ainda tem voz para mais uma música. – disse ele em um tom quase suplicante.
- Okay Snakulls! Mais uma então. – falei por fim. – À sua escolha, Damon. – falei sorrindo.
Ele deu um sorriso largo e então olhou pra mim com uma expressão sugestiva. – Seize the Day?
Aquilo soou como um martelo em meu coração. Caroline pigarreou e eu engoli em seco. Eu não podia nem ouvir o nome daquela música, o problema é que não tinha como dizer que não sabíamos tocá-la, Larissa havia dito para ele alguns dias atrás, apesar de fazer quase dois meses que não a tocávamos.
Seria possível que ele soubesse do beijo? Até onde eu sabia, Lare não havia falado para ele. Eu não sabia que cara estava fazendo, mas tenho certeza que só piorou na hora que uma garota da platéia gritou:
- Hey, a Sweet não foi à garota que beijou o Shadows no show? –Nessa hora minha visão anuviou e meu estomago revirou, Damon olhou pra mim surpreso e todo mundo começou a gritar repetidamente “Seize the Day”
Fomos obrigadas a tocá-la. Eu tinha certeza que o dono do bar havia pedido aquela música com interesse no significado dela para mim e para ele, mas ao contrário disso, eu só conseguia pensar no Matt.
Cantar aqueça música foi mais doloroso do que eu imaginava, eu havia quase destruído minha amizade com a Carol por causa disso, mas apesar disto as outras lembranças de Matt me apertando em seus braços e cantando em meu ouvido era recordações maravilhosas.
Depois daquela noite eu voltei a ouvir aquela música para dormir.
Syn Pov’s On – Johnny’s Bar
Já era quase como um costume do Corey encontrar com a gente quando vinha pra Huntigton Beach. Ele era com certeza um dos caras mais fodas que eu conhecia.
Estávamos todos bebendo e fumando, menos o anão que tinha saído com a Lacey.
- Então o que está fazendo em HB dessa vez Corey? – Matt perguntou bebendo um gole do seu shot.
- Nada de muito interessante – respondeu assoprando a fumaça para cima – eu gosto daqui.
- Quem não gosta?! – perguntei – o povo sempre vem em peso para cá!
- Vai ver porque aqui é muito bonito, principalmente as mulheres! – Jimmy disse.
- Isso eu não posso discordar! – Carey falou e nós rimos com ele – mas então rapazes como estão às novas composições?
- Não muito rápidas, a cabeça do Jimmy ainda não pegou no tranco! – Zacky respondeu.
- É ela tá sem combustível preciso de mais álcool! — Jimmy fez todos rirem.
- Isso é bom! – Corey concordou.
- Vai ficar quanto tempo na cidade? – perguntei.
- Só até amanhã! Estou de férias do Slipknot, mas o Stone Sour ainda continua – ele deu de ombros.
- Sua mulher deve adorar isso neh?! – Zacky disse zombeteiro.
- Rapaz você nem imagina o sufoco que eu passo – ele riu – mas sempre que pode ela vai junto.
- As nossas também, só que às vezes é meio sufocante! – Jimmy disse.
- Aham, por isso que se envolvem com fãs? – ele deu um sorrisinho torto para o Matt.
- Ah cara, eu não estava mais com a Valary e depois foi mais impulso do que outra coisa – Matt se justificou.
- Eu sei cara, eu também já vi fã que fez o meu coração dar alguns pulinhos, mas daí eu lembro da mulher maravilhosa que eu tenho em casa – Corey disse.
- Esse é o problema, Matt não tem uma mulher maravilhosa em casa! – Jimmy disse.
- Antes ela era! – Matt deu de ombros.
- Só nos seus sonhos! – falei.
- Gates, a Michelle não é muito diferente da Val – Zacky falou.
- Ah pode ter certeza que tem muita diferença! – falei enquanto Matt concordava comigo na mesma hora que o meu celular começou a tocar.
- Falando nela! – Jimmy riu.
- É o Johnny! – eu fiz uma careta – fala anão!
- A onde vocês estão? – perguntou com um voz estranha.
- No Johnny’s bar por quê? – perguntei.
- Eu ‘to indo ai... Eu... Eu... Preciso beber! – falou.
- Aconteceu alguma coisa? – ele estava estranho pra caralho.
- Aconteceu... A LACEY TERMINOU COMIGO! – chorou no telefone.
- Como? – perguntei atordoado.
- TERMINOU! ELA DISSE QUE NÃO ME QUER MAIS! – berrou.
- Ah nem esquenta, vai ver ela cansou de ser a mais alta da relação – eu sou o melhor amigo que alguém pode ter.
- Valeu cara! Tudo o que eu to precisando é que zoem comigo! – reclamou.
- Desculpa cara, me empolguei! Vem aqui no bar e a gente conversa – sugeri.
- Tá já chego aí – desligou.
- O que aconteceu?! – Jimmy perguntou.
- O Johnny e a Lacey terminaram! – falei.
- É a bruxa ‘ta solta – Corey riu.
Notas finais
Jéssica diz: Total Nigthmare!!!
Janis diz: e aí quais sao as reclamações, as criticas e elogios do show??
Jéssica diz: Aceitamos todos os tipos de reviews... Sem exceção
Janis diz: Yeah! Bom gente eu tenho que ir pq tenho que fazer minha unha...
Jéssica diz: ¬¬ você fez as unhas ontem Janis....
Janis diz: e o que me impede de fazer hoje de novo? Meu esmalte arranhou durante o show ok?!
Jéssica diz: Okay Janis.... Não adianta discutir com você mesmo ¬¬ acho que eu arranjar vou alguma coisa pra comer... Até o próximo Poison!
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