Notas iniciais
Esses dias andei enrolado, e pra ficar mais tenso que isso tive alguns desentendimentos com o Hipnos. "/
Bom, por fim acabamos nos entendendo de novo e estou postando o capitulo. Ele ficou pequeno também.
Peço desculpas se demorei e espero que dê pro gasto.

-Ela é louca Aoi, a doença dela é mental. –Uruha disse desviando o olhar enquanto se soltava de Aoi.

-Me desculpa por perguntar de mais. –Aoi disse enquanto acompanhava Uruha que caminhava pra dentro de casa.

-Tudo bem, não ia adivinhar essas coisas. –Uruha disse se virando pegando a mão de Aoi o arrastando pela casa. –Parece que tá com medo, minha casa não morde.
-Desculpa. –Aoi acompanhava os passos mais rápidos de Uruha até a cozinha. Não era uma cozinha grande, mas era bem organizada. Uruha pegou um banco o entregando a Aoi.

-Senta, vou fazer o café.

-Vem aqui. –Aoi o puxou pra seu colo antes que ele se afastasse. –Não ficou mesmo magoado com minha intromissão?

-Não fiquei. Tá tudo bem, afinal cada um carrega o fardo que merece. –Uruha o olhou nos olhos e lhe deu um breve beijo.

-Acho seu fardo muito grande pra ser carregado sozinho.

-Pode não parecer, mas tenho mais força que imagina. –Uruha se levantou indo até a cafeteira preparando o café.

-Não duvido disso, mas mesmo assim. –Aoi o abraçou por trás lhe dando um beijo no pescoço. –Eu estou aqui caso precise de força. –Uruha acariciou os braços de Aoi envolta de sua cintura em silencio, sentindo sua respiração fazer cosquinha em seu pescoço e o calor do corpo de Aoi junto ao seu. Com ele ali não se sentia mais tão sozinho, nunca tinha tempo pra fazer amigos ou ter algum tipo de relacionamento, na verdade sempre fugia quando tinha que se relacionar com alguém. Sentia medo, preferia viver sozinho e independente a ser julgado e rejeitado pelas outras pessoas.

-Está mesmo aqui? – Uruha disse baixinho com a voz tremula.

-Sim, eu estou. – Aoi o virou de frente pra si, lhe acariciando o rosto. –E vou estar até quando me permitir estar.

-Se depender de mim vai ser sempre. –Uruha disse se sentando no armário da cozinha puxando Aoi pra junto dele, o envolvendo com as pernas pela cintura e o beijando como se sua vida dependesse daquele beijo. Aoi deslizou suas mãos lentamente pelas coxas de Uruha as tocando como havia feito pela primeira vez enquanto se ajeitava entre as pernas de Uruha, roçando seu corpo com força ao dele.

-Tenho que ir. –Aoi disse se afastando aos poucos ofegante. –Já é tarde, e amanhã trabalho.

-Tudo bem. –Uruha sorriu desanimado. –Também tenho trabalho amanhã, e estou todo marcado. Isso não é muito bom.

-Me desculpa.

-Tudo bem, eu adorei. Só disse por que se fizermos de novo vou ficar com mais marcas.

-É melhor, assim você se recupera das marcas. –Aoi sorriu pegando Uruha pela cintura, o tirando de cima do armário. –Me leva até a porta?

-Claro, tenho que levar pra você voltar. –Uruha disse e então o acompanhou até a porta.

-Você me liga? -Uruha disse escorado ao portão da casa.

-Ligo sim, mas devia pegar meu numero. –Aoi olhava para os pés sem graça. –Caso queira me ligar.

— Depois você me passa, eu estou sem papel agora.

-Não tá com seu celular? – Aoi disse e Uruha balançou a cabeça negativamente antes de voltar a falar.

-Não tenho. Só uso o fixo. E por pouco não fico sem ele... É tanta coisa que as vezes esqueço de pagar a conta. –Uruha sorriu sem jeito. Aoi mordeu os lábios de forma pensativa e então correu até o carro se enfiando pela janela deixando as pernas para o lado de fora, as balançando de forma cômica. Uruha não segurou o riso e foi até ele, o dando um tapa na bunda e o puxando pelas pernas logo em seguida.

-O que tá fazendo seu louco. –Uruha disse ao puxa-lo.

-Fui pegar um papel e uma caneta e fiquei agarrado. –Aoi disse ofegante com um bloco de papel e uma caneta em mãos.

-Não era mais fácil abrir a porta?

-É mesmo, desculpa. –Aoi anotou o numero em uma das folhas e a destacou entregando a Uruha. –Meu numero.

-Obrigado! Liga-me quando chegar a sua casa? Quero saber que chegou bem. – Uruha disse se aproximando ainda mais de Aoi que agora estava encostado ao carro.

-Ligo sim. –Aoi mantinha seus olhos nos deles, e por mais que os olhassem não conseguia se lembrar deles, apenas sentia que eram familiares, e aquilo o deixava seguro de que poderia confiar no dono daqueles olhos.

Aoi logo chegou a sua casa, embora tenha passado só um dia com Uruha sentia como se a casa estivesse vazia sem ele lá, como quando resolveu morar sozinho e o apartamento nem mesmo tinha moveis. Ele se sentou no sofá pegando a guitarra que ainda estava lá a colocando sobre o colo, em seguida pegou o celular e procurou pelo numero de Uruha.

-Oi, já cheguei. –Aoi falava enquanto passava os dedos pelas cordas da guitarra sem tirar som delas.

-Que bom. O que está fazendo?

-Nada de mais, e você?

-Tomei banho, me troquei e estava esperando sua ligação. –Uruha disse caminhando com o telefone até o quarto e se deitando na cama. – Vai dormir agora?

-Vou arrumar umas coisas antes. E você?

-Acho que não, tenho que resolver um assunto antes. Certo cliente e futuro companheiro de banda me deixou com um problemão entre as pernas.

-Me desculpa. – Aoi disse corado.

-Desculpo, mas vai ter que me fazer um favor. –Uruha disse no mesmo tom que havia usado para seduzi-lo no dia anterior.

-Qual favor? – Aoi deixou a guitarra sobre o sofá e se levantou indo também para o quarto, a cama ainda estava desarrumada, quando havia arrumado seu quarto tinha se esquecido da cama, pois Uruha estava sobre ela tocando.

-Geme pra mim? –Uruha disse com voz baixa e calma enquanto sorria com malicia do outro lado da linha, embora não estivesse lá Uruha tinha certeza que Aoi estava agora violentamente corado.

-Ma-mas como? –Aoi gaguejou e respirou fundo.

-Então precisa de ajuda pra gemer? – Mais uma vez Uruha deixou um sorriso malicioso estampar seus lábios e antes que Aoi pudesse dizer alguma coisa continuou. – Então pense em seu corpo junto do meu, sua ereção no meio das minhas pernas indo bem fundo dentro de mim. –Uruha se deixava levar pelas próprias palavras e deslizava de vagar uma das mãos pra dentro da cueca, tocando de vagar seu membro rígido e deixando um gemido manhoso escapar-lhe dos lábios.

-Isso é maldade. –Aoi disse se sentando na cama. –Já penso em trabalhar em Telesex?

-Estou ouvindo perguntas e não estou ouvindo gemidos. –Uruha disse autoritário. –Aoi, eu estou duro. Faz isso comigo? – Uruha pediu de forma manhosa, o que para Aoi era incontestável. Não tinha como negar um pedido daquele.

-O que eu faço? Não consigo gemer assim.

-Primeiro fica em algum lugar confortável e de preferencia tire suas calças.

-Tá bom. –Aoi se levantou tirando as calças e então voltou para cama, dessa vez se deitando nela. – E agora?

-Agora feche seus olhos, ouça minha voz e se concentre nela pra que sinta como se eu estivesse ai. – A voz de Uruha aos poucos ficava ainda mais sensual e Aoi se surpreendia com a forma como ele conseguia convence-lo tão rápido a obedece-lo.

-Pode falar. –Aoi disse fazendo exatamente o que Uruha havia dito.

-Faz o que eu te pedir, quero ouvir um gemido de verdade agora. –Uruha deu uma pausa e respirou fundo. – Agora que pense em mim ai, encima de você. Desliza sua mão de vagar por seu abdômen e lembre-se de como te toquei ontem, minha língua percorrendo seu abdômen. Lembra-se de como ela era molhada? – Uruha deu um riso breve enquanto voltava a se tocar por dentro da cueca, enquanto Aoi o obedecia sem nenhum problema em se lembrar dos fatos, ainda podia sentir a língua quente e húmida de Uruha deslizar por seu corpo – Agora coloca sua mão por dentro da cueca e acaricia seu pau bem de vagar e imagine minha língua o envolvendo o sugando com força enquanto o empurro para o fundo de minha garganta. –Uruha se acariciou de forma mais intensa, se excitando ao lembrar-se de como o membro de Aoi deixava sua boca cheia. Aoi acariciou seu membro de vagar roçando a ponta de seu dedo indicador no orifício de sua glande, se lembrando de como Uruha havia feito aquilo com a língua deixando um gemido baixo lhe escapar.

-Agora vem a parte em que tenho que lembrar-me de como cavalgou em meu colo e como você era tão quente e apertado por dentro? –Aoi disse ofegante passando a se acariciar também de forma mais intensa.

-Sim. –Uruha disse e então gemeu de forma provocante. –E eu me lembrar de como estava tão duro dentro de mim, e de como seu pau deixava meu rabo tão ardido enquanto me comia.

-Gostoso. –Aoi disse enquanto se livrava da cueca podendo assim acariciar seu membro com mais facilidade. –Sua bunda é tão gostosa.

-Seu pau também. –Uruha ofegou pesadamente se masturbando mais rápido. –Geme pra mim Aoi. –Uruha disse gemendo manhosamente da forma que só ele conseguia gemer, Aoi passou a se masturbar mais rápido também, sentindo o pré-gozo escorrer por sua glande o fazendo gemer mais forte que esperava. Uruha não se segurou deixando o liquido quente melar sua mão. –Merda! Sujei-me todo.

-Eu... Também. –Aoi disse após deixar o gozo jorrar por seu membro.

-Vou me lavar e deixar você ir dormir.

-Também vou me lavar, durma bem.

-Você também Aoi. – Uruha disse e ambos desligaram o telefone. Aoi tomou seu banho e se preparou para dormir pensando no que diria quando lhe perguntassem sobre o casamento, afinal era pra ele aparecer no trabalho só na outra semana, mas preferiu voltar ao trabalho já que não estaria casado e em lua de mel. Suas contas não se pagariam sozinho e ele não queria ter que depender da mãe.

Aoi se aninhou junto ao travesseiro repassando mentalmente tudo o que havia acontecido naquele dia e tudo o que falaria no dia seguinte. Por varias vezes tentou se lembrar de Uruha, ou qualquer situação que tenham passado enquanto eram crianças, mas tudo que conseguia lembrar nada além do que sua mãe o contava e nenhuma dessas lembranças incluía Uruha. Não suportando a frustração de não se lembrar de nada Aoi se agarrou firmemente ao travesseiro que carregava ainda o cheiro de Uruha e por um longo tempo tentou não pensar em nada até que caísse no sono.

Logo pela manhã o sol invadia o quarto de Aoi e o despertador o chamava de volta para a realidade.

-Que sonho estranho. –Aoi ofegava enquanto passava as mãos pelos cabelos molhados de suor. Não havia entendido parte alguma do seu sonho, a única certeza que tinha era que aquele sonho lhe causava medo e desespero. Logo Aoi se levantou, não queria pensar naquilo, não por enquanto, o que queria era tomar um bom banho e ir direto para a casa da mãe lhe fazer algumas perguntas. Aoi tomou um banho mais rápido que pode e foi direto para a casa da mãe.

-O que faz aqui há essa hora meu filho? –Sua mãe lhe abriu a porta dando espaço para ele entrar.

-Vim tomar café com a senhora, meu pó de café acabou. –Aoi se justificou ao entrar.

-Mas podia ter deixado sua pobre mãe dormir mais um pouco e vir mais tarde, o sol mal nasceu. –Ela disse fechando a porta acompanhando o filho até a cozinha. Embora morasse do outro lado da Rua, Aoi não costumava fazer isso, exceto quando alguma coisa acontecia, e ele usava sempre a mesma desculpa. – O que aconteceu Yuu? –Ela dizia enquanto tirava um bolo do forno.

-Só quero conversar um pouco. –Aoi disse levando a mão ao bolo que ainda estava quente. –Sua mentirosa, já estava acordada.

-Seu guloso, eu estava brincando com você. – Ela afagou os cabelos de Aoi e então caminhou até o armário pegando um prato e o colocando sobre a mesa onde Aoi já estava sentado. –Usa um prato e espera esfriar.

-Tá bom. –Aoi pegou com cuidado o bolo e o colocou no prato, sua mãe lhe serviu uma xicara de café e então se sentou a seu lado. – Ontem o Uruha comeu o resto do seu bolo que tinha lá em casa.

-Eu sei. Vocês garotos estão sempre comendo muito. Por isso fiz esse e mais tarde ia levar pra você. –Ela fez uma pausa e então o olhou. – Mas nós dois sabemos que não veio aqui por causa de bolo.

-É que desde ontem, tem uma coisa me incomodando. –Aoi a olhou bem nos olhou e se sentiu seguro de novo e o medo que aquele sonho havia lhe causado desapareceu. – Não sei por que, mas não consigo me lembrar do Uruha, e isso me incomoda muito. Não sei por qual razão, mas sinto que isso é importante pra mim.

-E como posso te ajudar meu filho?

-Me diz como ele era?

-Se for mesmo importante pra você. Ele também não se lembra de você não é mesmo? –Ela ficou pensativa por alguns segundos e então voltou a falar. – Ele era uma criança adorável, porem muito quieto e triste. Acho que era por que tinha problemas em casa, pelo menos era o que todos comentavam. Parece que o pai dele tinha falecido e a mãe dele tinha se casado com outro cara. Vocês estavam sempre juntos, mas um dia você chegou em casa sujo e chorando. Depois disso não voltou a sair de casa, mal falava as coisas comigo.

-E o que tinha acontecido?

-Eu não sei o que aconteceu. Nós nos mudamos e você teve um acompanhamento psicológico na época. Depois disso você voltou ao normal, passou a se distrair com musica, fez novos amigos.

-Eu tinha quantos anos?

-Devia ter uns 12 anos. – Ela disse fazendo Aoi se engasgar com o café que tomava.

-Mãe, por que não me lembro de coisas que aconteceu comigo quando eu tinha essa idade? – Ele disse como se estivesse bravo por não saber os motivos, e pela mãe também não saber explicar.

-Eu não sei, sua médica disse ser uma amnésia pós-trauma emocional, parece que você apagou tudo o que ligava a aquele dia. Estranho é que era pra ter voltado. –ela disse pensativa. –Eu voltei onde vivíamos pra tentar descobrir o que havia acontecido, mas eles haviam mudado. Parece que se mudaram poucos dias depois do que aconteceu.

-Por que nunca me disse isso?

-Por que já tinha ficado melhor. Seja o que for que aconteceu, eu não queria que aquilo perturbasse meu filhinho de novo. –Ela disse apertando as bochechas dele. –Yuu, você tá quente.

-Eu estou bem mãe. – Ele disse tentando seu livrar da mão de sua mãe sobre sua testa.

-Eu sei bem quando meu filho está com febre. –Ela insistiu. –E essa é uma dessas situações. Não anda dormindo de cabelo molhado né?

-Não mãe. E eu estou muito bem, já vou indo para o trabalho. –Aoi disse se levantando e limpando os farelos de bolo da boca.

-Não vai mesmo, tem uma semana de folga e está com febre.

-Mãe. Não posso faltar. Deram-me folga por que achavam que eu ia casar. Se souberem eu perco o emprego. –Ele disse se sentindo cansado voltando a se sentar.

-Então nesse caso vou ligar pro seu trabalho e dizer que está doente. –Ela disse já pegando o telefone e discando o numero, Aoi não contestou se sentia agora muito cansado.

Após explicar tudo o que havia acontecido desde o caso do casamento até a parte em que ele estava passando mal, a mãe de Aoi desligou o telefone e o levou até seu antigo quarto. Maior parte das coisas estava do mesmo jeito, como se sua mãe esperasse que ele fosse voltar algum dia.

-Mãe... Obrigado. –Aoi se aninhou na cama enquanto era coberto pela mãe.

-Não agradece, sou sua mãe e ainda posso cuidar de você. – Ela acariciou os cabelos dele e então continuou. –Agora descansa, quero ver você melhor.

-Está bem. – Ele estava com muito sono, mas não queria dormir, tinha medo de ter o mesmo pesadelo. – Sangue. –Ele disse antes de se virar e se entregar ao cansaço dormindo. A mãe não entendeu, mas não fez perguntas apenas o deixou dormir e depois de um tempo o deixou sozinho no quarto.

Notas finais
Bom, terminou estranho né? Mais estranho que isso é comer pão com banana e o que vou fazer no próximo capitulo.
No próximo pretendo mostrar melhor o relacionamento do Reita e do Ruki.
Ah! Hipnos pediu que eu mudasse a capa e por isso fez uma capa nova. Mesmo não tendo as maravilhosas coxas do Uruha nela a fic ainda é dedicada a elas. Afinal tudo aconteceu por causa delas neah!?