Point Of View
3 Magali Ribeiro de Santos
Notas iniciais
- Pfff! Já estou farto disto. É a gorda, o fedido e agora vem a magricela comilona. — queixava-se o polícia responsável pela investigação — Mais um e chega. Provavelmente, o que morreu era um FDP que se embebedava todas as noites e chegava às 4 da manhã.
- Cala a boca, Gonçalves. Nós, os outros polícias temos de aguentar muito mais do que tu. Eu, por exemplo, tenho de falar todos os dias com uma mulher louca que assassinou o marido...
Gonçalves (o polícia encarregue pela investigação) calou-se. Faltavam 5 minutos para Magali chegar, mas Magali chegara antes do tempo — e assistiu a toda a conversa.
- Hunf — a 'comilona' dirigiu-se à sala de interrogação, indignada.
- Espero que não tenha levado nossa conversa a sério. Estamos quase a reformar-nos e...
- OK, OK! Faça logo o interrogatório, perdi a Happy Hour no Quin'z, estavam dando sumos e pão de graça! — queixou-se Magali.
- Você matou ou não o seu colega Cebolinha?
- É Cebola, e não, não matei. À hora do crime eu estava a comer cachorros quentes em minha casa. Mas assisti ao crime da minha janela, foi horrendo!
- Conte tudo, por favor.
- Estava eu prestes a morder o meu cachorro-quente, quando vi Mônica à minha procura no Quin'z. No caminho, ela encontrou Cascão — e pararam os dois para conversar. Ouvi Cascão a dizer "Aquele cabrão do Cebola vai pagá-las hoje. Apanhei a minha Cascuda beijando o careca! Traição! Ele vai pagá-las! Coitada da Cascuda, foi enganada por aquele FDP!".
- Então, e viu mais alguma coisa? Tipo, ele tirando uma pistola do bolso?
- Vi sim! Não era uma pistola qualquer, era uma Glock, uma arma tão potente que com uma bala apenas mata qualquer um.
- Obrigado. Pode ir embora.
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