Em meio a uma sociedade pura

Está ele lá

A sombra da escuridão

A luz preta

Toda noite ele vaga por becos e ruas

Olhando o que os outros não são capazes de ver

O que ele sempre deu valor

A decadência, a fome

O seu poder é o sofrimento

Ele não tem consciência do bom

Ele não sabe o que é ruim

Mas obtem prazer a partir da pobreza

Consome ela, se alimenta dela

Um homem completamente obscuro

Sem coração

Sem órgão nenhum

Talvez ele seja fruto da nossa imaginação

Que materializa um ser anormal

Pelo qual culpamos e descontamos toda a nossa raiva

O nosso ódio e dor mora nele

Criamos um devorador de problemas

Problemas sociais

Aqueles em que não podemos tocar

Mexer ou mudar

Aqueles que não podemos ter contato

Mas ser usado pelo mesmo

Ele é o devorador

Mas um dia ira aparecer a luz do seu caminho

E desse destino ruim o tirara

Mostrando o que o mundo esconde

Esconde com um capa cinza e suja

Que são sua própria poluição

A nossa prisão