Please don't
1 One.
Notas iniciais
Só avisando que o final dessa história é um dos mais toscos do mundo e arredores.
Comentários bonitinhos no fim do capitulo. Enjoy.
HyunKi Hwang era um garoto da alta sociedade, que detestava a própria vida, que todos desejavam ter. Ele tinha 17 anos, e somente um sonho: conseguir sair debaixo das asas dos pais, que eram uma das famílias mais ricas de Seul.
Por sua família ser rica, ele costumava frequentar os lugares mais finos de Seul, por pura e espontânea pressão, pois ele detestava tudo aquilo. Dinheiro não era tudo pra ele, já que tudo o que queria era ser livre e ter seu próprio estilo, longe da sombra de seus pais.
Seu irmão mais velho, SooKyung, era seu pior pesadelo. Ele costumava fazer da vida de HyunKi um inferno, sempre que podia, pois mesmo com tudo que os pais lhe davam, ele queria mais. Mais dinheiro, e com isso, mais sucesso com as empreitadas perigosas em que ele se metia.
HyunKi era calmo, honesto e muito simpático com todos, o que fazia dele o amorzinho e o orgulho de sua mãe. Isso ele gostava, pois sua mãe era tudo o que ele mais prezava, ela que o ensinava a enfrentar a vida da maneira que ele estava pretendendo, por mais que ela não o apoiasse tanto assim e quisesse que ele aceitasse viver com tudo sem precisar fazer esforço.
Certo dia, quando ele voltava da escola andando, sem seu motorista, ele se deparou com uma gangue que vinha em sua direção. Ele pensou que não fosse com ele, então desviou e foi para o outro lado da rua. Mas os rapazes da gangue o seguiram, e quando ele percebeu, não pensou duas vezes e saiu correndo. Continuou sendo seguido até parar em um beco, onde os rapazes da gangue alcançaram ele. Sem saber o que estava acontecendo, ele jogou sua bolsa no chão.
-E-eu... não tenho dinheiro...
Os rapazes riram. E um deles, que parecia ser o líder, deu dois passos á frente, o encarou, e disse:
-Não queremos nada com você, somente que... avise ao seu irmão que estamos de olho nele.
-Como assim? –perguntou.
-Não é da sua conta, apenas avise á ele. Ele sabe quem somos, e o que vamos fazer se ele não cumprir o que ele nos deve.
HyunKi engoliu seco. Não sabia quem eram aqueles caras, e temia que fosse algo realmente muito sério.
O líder o encarou por alguns segundos, depois fez um sinal para que os outros saíssem de perto. HyunKi tremeu. Então o líder chegou próximo ao ouvido de HyunKi, o suficiente para sentir a respiração dele em seu pescoço, e disse:
-É bom você ser esperto, por que se seu irmãozinho vacilar... eu vou descontar em você.
E saiu andando, como se nada tivesse acontecido. Um dos caras ainda o encarou com uma expressão raivosa antes de sair. Ele não sabia o que fazer. Sentiu medo mas ao mesmo tempo sabia que isso poderia vir a acontecer, mas não dessa maneira. Pegou seu celular e pediu para que o motorista viesse o buscar o mais rápido possível. Precisava falar com seu irmão.
Por mais que detestasse seu irmão, não podia deixar que fizessem mal á ele. Enquanto estava no carro, pensou muito nas palavras para usar, por mais que pudesse usar apenas “ou você cumpre o que disse ou eles vão te matar”, sabia que era muito pesado, até mesmo para se autocompreender.
Quando chegou em casa, pensou em ir direto ao quarto do irmão, mas foi barrado por sua mãe que o esperava na sala com algumas visitas.
-Você demorou! –exclamou ela.
-Eu tive uns problemas.
-Problemas? Como assim? E seu motorista? Não estava por perto?
-Omma, não fique preocupada, não foi nada demais. Onde está o hyung-nim?
-Ele não está em casa. Mas quero te apresentar umas pessoas!
Quando se aproximou da sala, notou que eram três pessoas. Uma mulher, homem e uma garota aparentemente com a idade dele. Logo lembrou que seus tios dos Estados Unidos estariam em Seul naquela semana. “Droga!”.
Ele não os via desde que mal sabia falar direito, não se lembrava deles, eram como estranhos.
-Aqui está ele! –disse sua mãe, num tom de extrema felicidade.
-Oppa! –SooHyun, sua prima, veio correndo em sua direção, e o abraçou tão forte que sentiu seu pulmão parar de funcionar por alguns segundos. “Como ela pode gostar tanto de mim se eu nem conheço ela direito?”
-Ah... –ele tentou dizer algo, mas nada de interessante se passava em sua cabeça.
-O que foi? Por que está assim? –perguntou ela, o encarando no fundo dos olhos.
-Nada, somente estou cansado. Me desculpe.
-Hm... Tudo bem, oppa, eu te respeito. –disse ela, se afastando dele cabisbaixa e com um imenso bico.
Por alguns segundos, HyunKi não ouviu mais nada, somente via seus tios tagarelarem e sua mãe rir com os olhos brilhando. Não sabia se falavam dele, ele se desligou do mundo por alguns instantes, e somente acordou quando ouviu a porta bater. Era seu irmão. Logo lembrou-se do aviso para dar, mas a expressão no rosto de seu irmão o deixou sem jeito, e ele recuou.
Sua mãe logo notou que ele realmente queria falar com o irmão, e o deixou ir. Ele subiu as escadas correndo, e quase tropeçou. Mas não se importou. Seguiu pelo corredor em passos ligeiros, e entrou no quarto de seu irmão sem nem mesmo bater na porta. SooKyung o encarou furioso.
-Você está pensando que meu quarto é o que? Esconderijo de pique-esconde? Cai fora daqui. –disse ele, empurrando HyunKi para fora do quarto, mas antes que fechasse a porta, HyunKi se protegeu.
-Querem... te matar.
SooKyung o encarou com desprezo, mas em seus olhos era possível notar que tinha algo acontecendo. Algo de ruim. SooKyung então o puxou para dentro do quarto, e trancou a porta.
-O que você disse? –perguntou ele.
-Hoje... uns caras me seguiram, quando me alcançaram pediram pra que eu te avisasse que eles... estão de olho em você...
-Tsc. Isso não é nada, eles não vão me matar, seu tolo.
-Mas, o líder deles me disse que...
-Aigoo! Eles não vão fazer nada, não se preocupe. –disse ele, passando a mão pelo cabelo de HyunKi. –Agora, saia do meu quarto. E não tenha pesadelos com isso, amanhã temos que organizar o aniversário da SooHyun-ah, cedo. –disse, fechando a porta na cara do irmão.
HyunKi não se contentou. Aquele dialogo apenas o deixou nervoso, pois sabia que algo podia acontecer. Temia que seu irmão tivesse pensado que fosse outro alguém, temia por ele, por eles.
A noite caiu e ele não parava de pensar no assunto. Pensava no que o irmão teria aprontado, com o que afinal o irmão dele mexia, que causava tanta tensão na família. Pensou em perguntar á mãe dele, pois sempre via ela conversando com o irmão sobre tantas coisas, talvez ela soubesse... “Não, ela não poderia saber, isso seria... ruim.”
O pai de HyunKi e SooKyung era ausente, era um homem de negócios e nunca parava em casa. Por mais que eles fossem multimilionários, nunca pararam de trabalhar duro com seus negócios. HyunKi era a ‘fonte de inspiração’ do pai quando pequeno, o levava para todos os lados, e dizia que ele seria dono de tudo aquilo, deixando seu irmão furioso. Depois de grande, HyunKi perdeu a atenção do pai, e seu irmão, que já fora esquecido desde o nascimento dele, não chegava a trocar dez palavras quando se encontravam. SooKyung andava sempre nervoso, era somente dois anos mais velho que ele, mas aparentava ser dez, pelo seu jeito estressado e sempre ocupado sua aparência envelhecera muito mais rápido. Mesmo detestando o modo do irmão, HyunKi se preocupava com ele, e essa preocupação o tirou o sono naquela noite. Pensando nos problemas, no meio da madrugada, ele finalmente pegou no sono.
Quando acordou, eram 7:00am, e ainda estava com sono. Levantou, fez sua higiene matinal, se sentou na cama e se pôs á pensar sobre várias coisas, tantas coisas que ele não entendia os próprios pensamentos. Vendo que a hora passava depressa, tomou um rápido banho, se trocou e desceu para o primeiro piso. Seus pais e seu irmão tomavam café da manhã, todos com aparências muito boas, dando a impressão que somente ele estava com problemas no local. Sentou-se á mesa, mas não sentia vontade de comer. Sentiu que ninguém notava sua presença, apenas seu irmão o encarou por alguns curtos segundos e voltou ao tomar o café. Ele então pegou uma maçã, se levantou e saiu. Ouviu sua mãe o chamar, mas ignorou. Passou pelo motorista sem prestar contas e saiu andando em direção á escola. Ele não estudava perto de casa, quando queria pensar costumava ir andando a metade do caminho até a escola, indo a outra metade, na maioria das vezes de taxi. Já tinha andado duas quadras quando o carro blindado do seu irmão parou ao seu lado. Ele ignorou, continuou andando com os fones de ouvido no ultimo volume. Alguns segundos depois ouviu uma buzina repetidamente soar por cima da música. Tirou os fones de ouvido e encarou o carro. O vidro se abriu e seu irmão o chamou para dentro do carro, ele entrou e então ouviu de seu irmão:
-Sobre ontem, eu queria deixar claro que o que quer que eles tenham dito á você, foi somente brincadeira, tudo bem?
-Brincadeira? Ele ameaçou descontar em mim se...
-Por que você não me disse... ‘Se’ o que? –perguntou, o fitando.
-Eu tentei te dizer, tudo, você não quis ouvir nem o começo, o que queria que eu fizesse?
-Eles te ameaçaram? Aigoo...
-Sim, mas... Ele disse: “se seu irmão não cumprir com o que nos deve, eu vou descontar em você.” –disse ele, fazendo com que parecesse o líder da gangue falando.
-Ah... Ele? Então foi somente um?
-Não interessa, me ameaçaram. O que você fez, hm? O que você andou aprontando?
-Não é da sua conta. Agora, cale a boca ou saia do carro.
HyunKi fechou a cara. Imaginou que o irmão estivesse preocupado com ele, mas então viu que o irmão-demônio ainda estava ali. Alguns minutos depois, seu irmão parou o carro quase na porta do colégio, fez o sinal pra ele descer e soltou um “boa aula” sem sequer olhar para ele. Sem se importar, HyunKi desceu do carro e foi viver sua rotina diária e entediante de aluno-amor-dos-professores.
Quando o tempo de aula finalmente acabou, HyunKi pensou em passar em uma cafeteria pois sentia vontade de comer chocolate. Antes que ele chegasse á cafeteria, uma vã preta parou do seu lado e dois homens de preto com capuz o agarraram pelo braço e o jogaram para dentro da vã, saindo em alta velocidade.
Colocaram um capuz em sua cabeça, uma fita em sua boca e lhe amarraram os braços e pés, para que de maneira alguma ele tentasse fugir ou agredir alguém. Estavam todos em silencio, só se podia ouvir o motor da vã e o som de alguns revolveres sendo carregados. HyunKi admitiu á si mesmo que estava com muito medo. Alguns minutos se passaram e um dos caras tirou o capuz de sua cabeça, e ele pode reconhecer que era a gangue que o encurralou no dia anterior.
Resmungou algo, mas por estar com a fita na boca, nada foi ouvido. Então, o cara que aparentava ser o líder, que ele carinhosamente apelidou de cara-de-guaxinim, começou a falar:
-Seu irmão é um tolo, e você também. Aigoo, pequeno HyunKi, mesmo tendo tanto dinheiro, você anda desprotegido por aí... Tsc, tsc. Eu não queria fazer isso... –disse olhando para o revolver em sua mão. –mas, seu irmão me desafiou, eu deveria recusar?
HyunKi balançou a cabeça, tentando sinalizar que não sabia do que ele falava, e o revolver foi apontado para sua cabeça.
-Eu devia matar você. Você, seu irmão, seu pai e a vadia da sua mãe. Ah, se bem que eu comeria ela antes... –aquelas palavras causaram náuseas em HyunKi, ele não entendia como o cara-de-guaxinim poderia ser tão mal á aquele ponto. E ele continuou. –Eu pedi á você pra avisar seu irmão, mas parece que ele não quis ouvir, certo? Acho que se eu te matar ele vai ficar bem informado do que eu sou capaz de fazer com você. –HyunKi balançou repetidamente a cabeça sinalizando ‘não’, e uma lágrima escorreu pelo seu rosto. Mas isso não impediu que o cara-de-guaxinim continuasse com os insultos e ameaças. –Você é uma graça, garoto, mas hoje não é seu dia de sorte. Parem o carro! –gritou ele.
Assim que a vã parou, desamarrou o pé de HyunKi e o empurrou para fora da vã. Fez sinal para que ele virasse de costas e andasse. HyunKi andou, e antes que desce o terceiro passo, ouviu um tiro. De inicio ele não sentiu nada, e quando sentiu logo viu sangue escorrer pelo chão. Como sua boca e seus braços estavam amarrados, não pode se mexer. A dor sumiu e com ela sua consciência.
Quando acordou, estava numa sala de recuperação. Olhou para os lados mas ninguém avistou. Não sentia muito suas pernas, o que o fez entrar em desespero. Seus batimentos aceleraram, e com a alteração, o bip chamou a atenção de uma enfermeira, que correu para chamar o médico. Chegando próximo de HyunKi, o médico pediu para que ele mante-se a calma pois eles precisavam conversar. Quando calmo, HyunKi recebeu uma das piores noticias que poderia receber no dia: ele poderia nunca mais voltar á andar. O tiro que recebera se alojou na coluna, e foi submetido á uma cirurgia muito arriscada, que talvez viesse á deixa-lo numa cadeira de rodas. Ele tinha que esperar a recuperação, e então eles saberiam o resultado definitivo. O dia parecia não acabar, quando finalmente ele pode receber a visita dos pais e do irmão. Depois de ouvir muitas coisas de sua mãe, ele pediu para ficar á sós com o irmão, então o disse o que havia acontecido realmente.
-Eu tentei te avisar, por que você não me ouviu? –perguntou HyunKi.
-Eu... Me desculpe, eu não imaginei que eles fossem capazes de fazer isso com você... Eu vou resolver esse assunto, agora. –disse, saindo do quarto em seguida. HyunKi ficou preocupado, não sabia do que o irmão era capaz e temia que fizessem algo ruim com ele. Como não podia fazer nada, HyunKi pegou no sono.
Acordou com a enfermeira arrumando o cobertor em sua mãe, ainda era madrugada. Chamou a enfermeira, e a perguntou sobre seu estado.
-Eu não sei te informar com precisão, somente o médico. Mas estou torcendo para que fique bem e possa andar logo. –disse ela com um enorme sorriso no rosto. Por alguns momentos ele se esqueceu de tudo, de toda a dor, de toda preocupação, pois ao olhar nos olhos daquela enfermeira ele se apaixonou.
-Obrigado... Por tudo.
-Eu não fiz nada, apenas meu trabalho. Agora volte á dormir, precisa descansar para se recuperar mais rápido. –deu-lhe um beijo doce na testa, o fazendo soltar um gemido parecido ao ronronar de um gatinho. Ela sorriu, e saiu do quarto.
Quando acordou, era dia. Sua mãe não estava mais no quarto, não tinha mais ninguém com ele. Quando passou a mão nos olhos, notou que seu celular estava do lado. Pegou ele, e tinha 12 mensagens. Duas delas eram de números desconhecidos. Abriu, e se apavorou ao ler o conteúdo:
“Sinto muito por suas pernas, pequeno HyunKi, mas tome cuidado pois o próximo tiro não se alojará na sua coluna, mas na sua cabeça.”
Pensando que essa era a pior, abriu a outra mensagem, e se sentiu ainda mais com medo quando leu:
“Ah~ Eu queria tanto que você visse como sua mãe é um graça enquanto dorme. Uma bela dama. Aproveite seu dias com ela, quem sabe hoje não é seus últimos dias perto um do outro?”
Antes que se recuperasse da aflição ao ler as mensagens, sua mãe entrou no quarto. Sua expressão era uma das piores existentes na face da terra. E o que ela o disse foi muito pior do que milhares de mensagens perturbadoras: seu irmão havia sido morto por uma gangue na noite anterior.
HyunKi se negava á acreditar. Queria que fosse mentira, que fosse apenas um pesadelo horrível. O irmão que estava ali, do lado dele na noite anterior, não podia estar morto. Sem conseguir conter as lágrimas, ele chorou sua alma. Cada segundo que passava, parecia o inferno na mente dele. Muitas coisas vinham á sua memória, momentos, palavras, sensações. Ele sentia medo. Medo que o que o cara-de-guaxinim pretendia fazer fosse realmente verdade, e que ele não fosse parar enquanto todos não morressem.
Uma dor insuportável invadiu seu peito. Ele pensou que fosse apenas emoção, mas essa dor aumentou, e foi aumentando repetidamente, até seus ouvidos ensurdecerem. Somente ouvia o bip do aparelho que media seus batimentos, e a última coisa que viu foi algumas pessoas de branco entrarem correndo no quarto. HyunKi sentia sua vida indo embora, quando a imagem daquela bela enfermeira apareceu na sua mente. Ele tentou se concentrar nas coisas boas, mas a dor em seu peito veio acompanhada de uma sensação de falta de ar nos pulmões. Cada segundo era uma hora, todos os barulhos ao redor pararam subitamente, e na sua mente se passaram cenas de quando ele era pequeno. Cenas que ele não se lembrava, mas sentia que era a vida dele.
-Vem, Hyun-sshi, vem! –dizia SooKyun.
HyunKi não falava, apenas caminhava e resmungava algumas palavras.
-Aigoo, Hyun-sshi, você é mais lento que uma criança normal! –dizia SooKyung, excitado, empurrando HyunKi para a grama e jogando um pequeno balde de água na sua cabeça.
Antes que essa memória acabasse, HyunKi sentiu algo queimar o seu peitoral, e as palavras trocadas naquela sala desconhecida logo se silenciaram quando a memória de seu primeiro beijo percorreu sua mente.
-HyunKi-ah! Qual o seu problema? Parece que nunca tocou uma garota... –dizia Minyu, sua namorada.
HyunKi apenas ria, seu rosto estava vermelho e ele evitava encara-la. Mesmo estando juntos á alguns meses, HyunKi e Minyu nunca trocaram um beijo pois ela pensava que era uma coisa nojenta, e ele nem sequer sabia o que era isso. Ambos tinham doze anos e nem sabiam direito o significado de namorar. Antes que HyunKi á beijasse, essa memória sumiu de sua mente como uma fumaça branca, e sua vista se escureceu.
“Eu morri? Eu estou morto?” era o único pensamento que ecoava em sua mente, quando acordou com água sendo jogada em seu rosto.
-Você não está morto, idiota! –era SooKyung, e ele estava sorridente, o suficiente para não parecer real.
-HYUNGNIM? HYUNGNIM, HYUNGNIM! –HyunKi abraçou o irmão, e se beliscou para verificar se era verdade. –Eu senti sua falta, eu morri, eu senti muito a sua falta. –dizia ele, beijando o rosto do irmão.
-Eww. Seu nojento. Não quero seus beijos. Seu gay. –dizia SooKyung, limpando a saliva que ele deixou em seu rosto. –Como assim você morreu? Você andou bebendo? Aigoo... Você andou bebendo os whiskys do Appa?
-Não! Eu... –HyunKi parou, e começou a analisar a situação. Foi tudo um sonho, aqueles dois dias foram um sonho. “Mas foi tudo tão real... A dor, o medo... Foi tudo real.”
-Você...?
-Nada. Que dia é hoje? Á quanto tempo estou dormindo?
-Hoje é o dia em que temos que arrumar as coisas pro aniversário da SooHyun-ah, antes que nossa mãe nos arranque os pescoços. E você não é a bela adormecida. Vamos, levante!
“Foi realmente tudo um sonho... SooKyung-hyung me avisou para não ter pesadelos...”, tudo fazia sentido na sua cabeça, apenas a gangue ele ainda não tinha entendido...
-Espera, hyung-nim... Você disse que tinha certeza que aqueles caras não me fariam mal... como você tem tanta certeza? –perguntou ele.
-Aqueles caras são meus amigos, eles só queriam ver seu nível de ingenuidade, seu tolo.
-Ah... –HyunKi somente podia concordar que era muito ingênuo.
Ele não entendia o porque de ser tão ingênuo, nem o porque de ter sonhado tudo e de tudo ter parecido tão real. Apenas se sabe que HyunKi morreu e viveu dois dias.
Notas finais
Eu estou com outras quatro histórias penduradas, nem sei quando terminar, essa foi apenas um aquecimento. Para quem não sabe, o significado de alguns termos usados:
Oppa - termo usado por garotas para se referir á um homem não tão mais velho.
Appa - pai.
Omma - mãe
Hyung-nim/hyungnim - termo usado por garotos para designar 'irmão mais velho'.
Aigoo - comumente usado como um 'Aish'.
Bom, qualquer dúvida, estou aqui. Apenas espero que tenham gostado, detestado, ou sentido algo por minha historinha nonsense. C-ya. ~
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