Eu parecia uma idiota! Arrumei-me toda, coisa que eu nunca fiz. Eu não me achava bonita, mas aquele dia até que eu estava pelo menos eu achava estava.

Fui uma das primeiras a chegar na sala, como previsto, já que sempre sou. Pra minha surpresa a Bel já estava la. Eu já ia sentar, quando ela me chamou.

– Ei, garota!

– Bel?

– Bel só para os íntimos, me chame de Isabel! Mas não vamos enrolar muito não, eu quero saber, por que ontem você tava "agarrando" meu namorado, em garota?

– Eu? Ele que me beijou garota.

– E você nem gostou né, ô queridinha? Você realmente, é uma verdadeira bitch.

– O que você disse garota? Repete, por que eu não ouvi direito.

– Repito, ainda soletro se você preferir, ok? Você é uma B-I-T-C-H!

– Mas você vai ver quem é a cachorra aqui.

Quando eu se dei conta já estava grudada nos cabelos dela e a sala já estava cheia e todos olhando para nós. Uma das coisas que eu não suporto é a pessoa me xingar, se a pessoa quiser brigar comigo, é só ela me chamar de alguma.

– PAREM!

– Professora essa garota que começou!

– Marian, você está neste colégio apenas 3 dias e já tá arrumando encrenca?

– Posso fazer nada se meus fãs estão vindo atrás de mim.

– Fã é minha mão na sua cara garota.

– Bel, para, sua fama de briguenta aqui na escola já ta lá pra cima, que isso? Brigando? Eu posso simplesmente saber o motivo dessa briga?

– Ela beijou meu namorado!

– Ex namorado.

Meu coração parou! Fui perceber que o Eduardo tava ali somente quando ele disse isso.

– Eu beijei ela sim e se você se esqueceu a gente já terminou e eu não me arrependo não, pelo contrário, foi bom, muito bom — Senti o olhar malicioso me queimar por dentro.

Só me dei por si quando o sinal do intervalo tocou e todos saíram.

[...]

– Posso sentar do seu lado?

eu sei sozinha, não queria ver ninguém e muito menos conversar com alguém, ou queria. O Eduardo apareceu do nada, com aquele sorriso com malicia e encantador, acabei não resistindo.

– Pode sim, afinal, to sozinha...

– Você sabe que se depender de mim você nunca ficará sozinha.

– E você sabe que essas suas cantadas toscas nunca prestarão né? — Ele riu.

– Sabe que eu nunca imaginei que você tinha esse lado malvado e briguento.

– Eu não tenho um lado, eu tenho o corpo inteiro, só uso quando tem precisão, ou como falam, sempre.

Por incrível que pareça eu estava me alegrando com aquela conversa. O Eduardo me faz sentir algo que eu não sabia o que era, mas sentia.

– Errr, eu posso te falar uma coisa?

– Pode sim.

– Você beija muito bem, sabia?

– Entã...

– E eu fiquei pensando nele o dia todo, tentando lembrar e sentir o sabor dele novamente...

– Não seja por isso...

Antes mesmo de eu terminar de falar ele me deu um beijo, perdi o fôlego na hora, não sabia como respirar, só sentia uma das melhores sensações que eu já havia sentido antes...

[...]

– Janu, vê se não é de matar, vê aqueles dois dando beijinhos, aí que o...

– Calma, Bel. Você esqueceu que tem quem você quiser ao seus pés? O Mosca é caidinho por você, é só você estalar os de... Ou nem precisa, ó quem tá vindo ali...

– Oi meninas, eu pos...

– Então né gente, preciso ir ali no banheiro rapidinho, já volto tá Bel? Enquanto isso o Mosca vai te fazendo companhia né? Já volto.

– Janu, volta aqui. Ai sua...

– Deixa ela!!!

– Diga, o que você quer, Mosquitinho?

– Você me chamou do que?

– Mosquitinho, tá surdo?

– Agora você vai ver quem é o Mosquitinho.

Ele me agarrou no meio do patio inteiro, quem ele tava pensando que era? Eu tava a ponto de derrubar ele.

[...]

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.