Please, believe me...

1 A incrível historia de uma letra...


Notas iniciais
Sei que da mesma forma que vocês podem gostar, vocês podem odiar, só peço que não falem mal nem nada, se não gostou, só não leia mais...

Acordei quando meu relógio despertando (ou com os gritos da minha mãe). Hoje seria meu primeiro dia de aula na escola nova, caso eu levantasse da cama.

– Marian, você vai se atrasar desse jeito se não levantar da cama?

– Se atrasar? É realmente, o que eu mais desejo neste exato momento.

– Não brinca comigo Marian! Venha, estou te esperando no carro.

[...]

Fui a primeira á chegar na classe, ou quase. Quando cheguei já tinha a professora, na qual eu não sabia o nome e uma menina que eu também não fazia ideia do que seja. Legal, entrar em uma escola, totalmente que eu não conheço ninguém, mas a única coisa boa é que no primeiro dia de aula tem a apresentação de todos os alunos, embora eu não seja nada tímida, gostaria de conhecer pessoas novas. A sala encheu rápida, assim como meus pensamentos e sem eu perceber já havia pessoas do sentada nas cadeiras do lado e atrás de mim. Eu poderia sentar mais para o fundo, mas como minha mãe diz: "Boas alunas centão na frente"...

– Olá, alunos! Bem-vindos ao sétimo ano, vejo que tem muitas carinhas novas este ano. E já irei avisando que, não iremos ter uma apresentação e sim uma dinâmica. Irei fazer a chamada, assim vocês poderão saber quem são quem, isso ajudara na dinâmica.

Realmente, não tenho paciência para professora mesquinha.

– Eu também não...

Eu acho que pensei alto demais ao ponto de alguém me ouvir. Descobri o nome dela logo que a professora começou a chamada...

– Amanda Quilice?

– Presente professora!

Amanda, primeira aluna que eu a conhecera e sentou logo ao meu lado. Ela era linda, morena, olhos cor de mel e era da minha altura praticamente...

– Prazer, pode me chamar de Am, é assim que me chamam afinal e bem vinda á nossa escola.

– Como você sabe que eu sou nova aqui garota? — Falei em um tom bravo, pelo o que percebi.

– Ei, calma. Eu estudo aqui desde o primário e é a primeira vez que te vejo na escola, então, foi fácil.

– Ah, desculpe e está certo, sou nova aqui e muito obrigada... — Percebi que tinha conversado com ela bastante, quando percebi que a professora já estava indo para o E.

– Eduardo Almeida Campos?

– Aqui.

– Bem-vindo á escola.

– Obrigado, professora...

Que garoto lindo, não tenho como descreve-lo além desta palavra. Os olhos deles brilhavam, ao ponto de tirar qualquer pessoa de foco...

– Felipe Silva?

– Presunto!!!

Todos riram e percebi que havia uma criança na sala, quer dizer, uma pessoa que não desenvolveu o cérebro ainda...

– É, desculpa, Mosca né?

– Agora sim, professora, presente.

Mosca? Que tipo de pessoa gosta de ser chamada por outro nome a não ser o próprio nome?

Quando chamou meu nome eu só respondi um aqui e ponto e esperei terminar o restante da chamada, só depois de ouvir uma voz que voltei ao normal.

– Então você é a Marian Alverte!!!

– Acho que foi isso que você, ouviu, não? — Era o Eduardo, eu mal pude perceber quando o vi juntando á minha mesa á sua. — E por que você está juntando essas mesas, eu permiti?

– Foi ordem da professora, você não viu? Percebi que você estava bem longe daqui com seus pensamentos. Ela mandou juntarmos as mesas em forma de um círculo, olhe.

Eu olhei e realmente, estava tudo em circulo e todos olhando para mim com cara de espera. Minhas bochechas coraram e fui logo sentando e ouvindo o que tínhamos que fazer. Era para escrever uma carta para alguém que tenha chamado atenção na sala. Não poderíamos colocar nosso nome na carta, somente o do remente e deixar no centro da sala para que a professora entregar depois que todos estivessem escrito. Como não havia prestado atenção em ninguém, apenas coloquei o nome da ultima da chamada e escrevi um bonita e legal. Fechei o papel e escrevi "Viviane" nele. Era a única garota que eu lembrava e só lembro por ela parecer uma modelo e ser toda delicada.

Ao final eu recebi duas cartas, uma com um M e outra com um D, o que era estranho por só ter eu com M na classe e ninguém com D.

Abri a primeira carta com M e estava escrito:"Linda, porém tímida". Abri á D e estava: "Muito linda, mandona e doida".

Fiquei com aqueles pensamentos o dia inteiro quando voltei do colégio. Quem poderia ser? E eu não poderia estar pensando tanto nisso, por que eu estaria? Talvez eu tenha me apegado á algo, á alguém que eu mesma nem sei quem é, só conheço por um M, ou D...