Please, Try To Remember
13 Explanation - parte 2
Olivia não queria olhar. Aquela voz, não! Elliot abraçou-a com força, e tal pessoa riu.
– Vocês conseguiram esconder de todos, o que sentiam um pelo outro, menos de mim. — admitiu. — Poderiam até achar que estavam enganando à todos, mas, no final, só estavam enganando a si mesmos.
Olivia fechou os olhos, e fitou a pessoa.
– Cap... — começou ela. Elliot sorriu.
– Não! Não estou proibindo o romance, Elliot já se aposentou, não vejo motivo, para que ele fique longe de você! Eu queria, que acontecesse. Eu queria vocês juntos.
– O quê? – opa!
– Beck... — disse Olivia, fazendo o mesmo que ela fizera, há tão pouco tempo atrás. Cuspindo as palavras.
– Benson. — retrucou a loira. — O que está havendo aqui? — perguntou ela, olhando-os incrédula.
Olivia ajudou Elliot a se levantar, apoiando-se nela, para andar. Ficar agachado deixou as pernas dormentes, e Eli precisava dele, naquele momento.
Dani foi deixada com Cragen, para que lhe fosse explicado o que aconteceu ali.
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O pequeno estava envolto num cobertor felpudo azul, que o hospital oferecera.
Dr. Carl entrou no quarto, pedindo a Elliot que assinasse um pedido de alta, e a Olivia, que assinasse outro, para que os dois fossem para casa.
Quando o fizeram, o médico deixou-os ali, sozinhos, com o menino, dormindo.
– Eu amo você. — admitiu ele, pegando nas mãos dela. Olivia corou.
– El...
– Não... Eu... Eu sempre amei você, é meio que involuntário. Já estou começando a lembrar, e... Se eu te pedir uma coisa aqui, e agora, você vai me achar maluco?
Ela negou com a cabeça, meio submersa ao turbilhão de sentimentos que a rodeava.
Elliot respirou fundo, segurou o rosto dela com as mãos, e a beijou suavemente. Olivia fechou os olhos, e sentiu lágrimas escorrerem.
Por quê?
Ela estava feliz, não estava?
– I'm sorry...– sussurrou ela, colocando as mãos em cima das mãos dele. — I'm so sorry...
– Pelo o quê...? — perguntou ele, limpando as lágrimas dela. — Eu amo você...
Olivia aproximou seus rostos novamente, e beijou-o com volúpia. Os sentimentos já não eram segredo algum, e eles não precisavam de mistério algum.
Quando, enfim, se separaram, Elliot a fitou, e perguntou:
– Posso fazer minha pergunta?
Ela assentiu, e ele sorriu, afastando-se dela. Ajoelhou-se no chão, e ela sentiu as pernas falharem.
Sabia o que aconteceria depois.
– Will you marry me?
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