Notas iniciais
Gente, um milhão de desculpas pela demora, mas acho que valeu a pena, o capítulo fluiu tão bem, que valeu a pena demorar um pouco mais para escrever. Obrigada pelos lindos comentários que eu recebi e encheram meu coração de alegria.

Um obrigada em especial para Tânia e Audrey pelas recomendações que tanto me emocionaram.

Música: Save You (Kelly Clarkson)- em negrito

– Xerife, eu vou ser honesto com você. Ainda não passo dar nenhum parecer. O estado de Regina é bastante crítico. As próximas vinte e quatro horas serão cruciais. Ela pode tanto se recuperar, como não resistir.

Emma precisou se sentar numa das cadeiras da sala de espera. Naquele momento parecia que todo o peso do mundo desabava sobre os seus ombros. Ouvir todas aquelas palavras ditas por Dr. Whale fez com que seu mundo desabasse. Teria que esperar por vinte e quatro horas para ver como que Regina reagiria ao tratamento. A vida da morena estava por um fio, ela poderia tanto viver como não reagir a sua tentativa de suicídio. Nada nesse mundo parecia ser justo. Quando Emma finalmente descobriu que amava a ex-prefeita, Regina poderia não resistir a uns malditos comprimidos. A xerife tentou lutar com suas lágrimas, mas era totalmente impossível. Elas escorriam por seu rosto com uma enorme volúpia.

– Dr. Whale? Qual é o estado de Regina? – perguntou Emma, sua voz que era para sair firme, saiu como um sussurro encoberto pelo soluço que despontou de sua garganta. – É tão grave assim? Ela pode realmente não resistir essas vinte e quatro horas?

– Como eu já lhe disse xerife Swan, o estado apresentado por Regina é bastante crítico e tem chances dela não conseguir sobreviver após esta noite. Ela ingeriu muitos medicamentos e o coração dela pode não aguentar a sobrecarga a que foi exposto. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória dentro da ambulância e mais duas durante o atendimento na emergência. Conseguimos por mais duas vezes recuperar o ritmo cardíaco, mas agora é esperar e ver como que o seu corpo irá reagir ao tratamento. E eu ainda não posso garantir que caso Regina sobreviva se ela terá alguma sequela por causa da tentativa de suicídio. O coração dela parou por três vezes e pode ser que ela tenha problemas decorrentes das paradas cardiorrespiratórias que ela sofreu. – concluiu o médico.

– O que eu irei dizer para Henry? O que eu falarei para Henry quando ele me perguntar sobre sua mãe? Eu lhe prometi que iria cuidar dela, mas eu falhei. Agora ela está numa cama de hospital lutando pela vida e sem ter certeza de nada. – disse desesperada.

– Não se culpe pelo que aconteceu, porque não é sua culpa. Você fez o que estava ao seu alcance, e como o médico eu posso lhe dizer que ela está viva é por sua causa. Emma, se não fosse você ter chegado a sua casa e ligado para a ambulância ela provavelmente não teria resistido. Tudo o que está acontecendo não é por sua culpa. Se ela está viva foi apenas porque você chegou lá no momento certo. Você a salvou Emma Swan e mais uma vez fez jus ao seu título.

– Você não tem ideia como eu detesto que me chamem de salvadora, e odiarei mais ainda que me chamem dessa maneira se Regina não resistir. Nada é tão fácil como aparenta ser. Eu poderia ter evitado tudo o que aconteceu. Eu estive com Regina na noite passada e eu a deixei ir embora, mesmo sabendo o quanto ela estava deprimida. – falou Emma aos prantos.

– Xerife, eu tenho que verificar alguns pacientes agora. Regina já foi transferida para um quarto particular, caso queira lhe fazer companhia. Acompanha-me senhorita Swan. – disse Whale para Emma que nada assentiu, mas o acompanhou.

Por mais que procurasse palavras, nada do que ela dissesse naquele momento conseguiria transmitir o que ela sentia. Por isso, escolheu o silêncio ao acompanhar os médicos pelo corredor deserto do hospital.

– Emma! Este é o quarto que Regina está internada. – falou o médico tirando Emma de seus pensamentos. – Entre e fique a vontade. – o médico tentou dar um sorriso amistoso para a xerife. – Até mais tarde!

Eu posso dizer

Eu posso dizer

O quanto você odeia isso

Lá dentro

Você sabe que isso está me matando


Agora uma porta de hospital a separava do amor de sua vida. Uma porta que poderia significar o fim ou recomeço de Regina e Emma queria acreditar com toda sua esperança que seria a segunda chance do amor que ela havia acabado de descobrir. Como ela pode ter passado tanto tempo tentando suprimir todo o amor que sentia? Agora tudo lhe fazia sentido. Por isso todas as vezes que tentava se afastar da mãe biológica de seu filho parecia que conseguia o efeito contrário, pois perto de Regina, ela se sentia como um metal que ia em direção ao imã sem sequer pensar.

Eu posso te chamar, te desejar o bem

E tentar mudar isso

Mas nada que eu possa dizer

Mudaria qualquer coisa


E como Emma desejava poder voltar ao passado, só para assim poder impedir Regina de ter ido embora de sua casa daquela maneira. Ainda se lembrava do estado fragilizado de Regina quando a mesma bateu em sua porta. A respiração ofegante, seus cabelos molhados, o desespero em cada parte do corpo da morena, e principalmente as lágrimas em seus olhos, que partia o coração de Emma só de pensar. Em sua indecisão de entrar naquele quarto de hospital e olhar a forma adormecida de Regina naquela cama, sem saber o que iria encontrar. Será que ela ainda estaria entubada? Ou estaria ligada a várias máquinas? Seus pensamentos iam mais longe ainda. Será que ela seria capaz de abrir seus olhos novamente? Será que ela sairia daquela cama de hospital? Emma não foi mais capaz de prender suas emoções e as lágrimas escorreram por seu rosto ao mesmo tempo em que sua mão tocou aquela fria maçaneta.

Onde estão meus sentidos?

Eu os deixei para trás

Por que virei às costas?


Emma pela primeira vez em muito tempo não sabia o que fazer. Sentia-se totalmente perdida e imersa em pensamentos. Abrir aquela porta foi mais difícil que ela imaginou. Foi mais doloroso do que ela poderia supor. Mas, ela teria que fazer isso. Superar os seus medos para poder estar ao lado de Regina em qualquer circunstância, mesmo que aquele momento fossem suas últimas horas de vida. Teria que ser forte naquele momento, por Regina indefesa naquela cama de hospital e por Henry que ia sofrer ao saber de tudo o que acontecia com Regina. Emma respirou fundo e caminhou em direção a cama que a morena estava. Ela parecia tão pequena deitada naquela enorme cama com vários fios ligados a várias camas e um tubo para auxiliar sua respiração. Mesmo com seus olhos cerrados ela parecia tão quebrada e vulnerável que a loira só queria estar ao lado de Regina. Sentia que a outra precisava dessa companhia, mesmo que ela não estivesse consciente para perceber alguma coisa. O amor falava mais alto, e seu coração só pedia por Regina. Delicadamente pegou a delicada mão da morena e levou próximo aos seus lábios enquanto deixava expressar o seu lamento.

– Regina, meu amor! – disse Emma dando um beijo na mão da morena. – Eu queria poder salvar você. – as lágrimas escorriam, e não adiantava mais Emma tentar secar com sua mão livre porque cada vez mais suas lágrimas eram substituídas por novas. – Eu queria poder dizer a você. Que eu não vou a nenhum lado. Eu sempre irei estar ao seu lado, em todos os momentos. Porque eu te amo, como eu nunca pensei que seria capaz de amar novamente. – fez carinho no rosto adormecido de Regina. – Eu queria poder dizer a você. Que vai ficar tudo bem. É tudo o que eu mais espero Regina. Que vai ficar tudo bem.


Eu não pretendia

Não pretendia

Te deixar abandonada

Fugi porque eu

Não queria encarar a verdade


– Regina, eu não queria ter deixado você fugir naquele estado. Eu sabia que você estava abalada, mas o que eu fiz? Eu não fiz nada, eu deixei que fizesse o seu caminho para sua mansão solitária. Sabe-se lá quantas lágrimas você derrubou por lá para decidir atentar contra sua própria vida. Eu não devia ter te deixado sumir naquela maldita fumaça roxa. Que a levou para longe de mim e de meus cuidados. Mas, eu estou aqui lhe fazendo companhia e para lhe dizer que eu sempre ficarei ao seu lado, porque o nosso amor é mais forte que tudo. Eu sei que você é forte e que se recuperará logo. – sua voz naquele instante já estava embargada, não havia muito a se dizer, apenas algumas promessas e alguns apelos para que ela se recuperasse logo.


x.x.x


Pela primeira vez Emma não queria chegar até sua casa. Quanto mais tempo atrasasse sua conversa com Henry seria melhor para ela. Como dar a notícia para seu filho? Como explicar que sua mãe adotiva não está fora de perigo e que corre risco de morrer? Ela se debatia com todas essas dúvidas travando uma batalha em alguma parte de seu cérebro. Ela poderia muito bem estar ligada a parte das emoções, pois Emma se encontrava inconsolável desde que havia encontrado a ex-prefeita desmaiada no chão de seu quarto. Ela nunca iria esquecer aquela imagem, por mais que tentasse apagar, aquele pesadelo sempre a ia revisitar. Regina desmaiada, vários restos de comprimidos espalhados pelo chão e vidro do copo estilhaçado pelo quarto. Sempre que ia em direção à sua porta, Emma imaginava o rosto desolado de Henry e protelava sua decisão.


Mas, agora não tinha mais jeito, Emma já havia adiado essa conversa o mais que ela pode, ela teria que respirar fundo e encarar a responsabilidade de dar esta notícia a Henry. Suas tentativas para ficar mais calma falhavam consideravelmente, mas por Henry ela seria forte, por seu filho e por Regina ela não iria fugir dessa vez. Abriu a porta de sua casa e foi recebida por Henry que a enchia de perguntas.


– Emma, finalmente você está em casa. – exclamou Henry nervosamente. – Como está minha mãe? Emma, fale alguma coisa. Você está me deixando nervoso... – olhava Henry para Emma, que não sabia o que fazer, ela apenas ficava olhando para Henry e nada disse e apenas pelos seus olhos marejados o garoto de onze anos sabia que algo estava errado. – Emma, o que aconteceu com minha mãe. Por que você está assim? Ela morreu? – perguntou em pânico enquanto suas próprias lágrimas borravam sua visão.


– Não Henry! Regina não está morta, mas o estado que ela se encontra é grave. Eu juro que eu tentei salvá-la. – respondeu com a voz embargada. – Mas, eu cheguei e ela já estava desmaiada no chão de seu quarto e eu liguei para o resgate. Eu fiz o máximo que eu pude e se não conseguir salvar sua vida eu irei te decepcionar.


– Não Emma! Você nunca irá me decepcionar porque quando eu tive o pesadelo você se certificou para mim que ia verifica-la. Eu tenho tanto orgulho de ser seu filho. Mas, e minha mãe? Por que ela não está bem? O que aconteceu com ela?


– Tudo isso é muito complicado Henry, mas eu tentarei lhe explicar da melhor forma. – disse Emma pensando de que forma contaria a Henry que Regina havia tentado o suicídio. Apesar de Henry ser um garoto inteligente, Emma não poderia esquecer que ele ainda é menino. – Sabe o que acontece quando alguém toma muitos remédios e ingere bebida alcoólica logo em seguida? – perguntou Emma enquanto Henry acenava com a cabeça. – Foi o que aconteceu com Regina e agora ela está internada em estado grave. – concluiu Emma cabisbaixa.


– Emma, você não precisa esconder as coisas de mim. Eu não sou mais o garoto de dez anos de idade que apareceu na porta da sua casa. Minha mãe tentou se matar não foi? – perguntou o garoto sem rodeios.


– Sim! – foi apena o que saiu da garganta de Emma, aquela foi a resposta mais doída de sua vida, suas cordas vocais pareciam arranhar a cada palavra que a loira projetava para falar e ela podia sentir mais um soluço vindo por aí, ela sabia que Henry desmoronaria de uma hora para outra e ela precisava ser forte para seu filho.


– Quem sabe se eu tivesse feito mais companhia a minha mãe nos momentos que ela mais precisou de mim? E se eu tivesse dito Eu te amo para ela mais vezes em vez de dizer palavras de ódio e chama-la de Evil Queen? E se eu tivesse sido mais carinhoso com ela? E se eu passasse mais tempo com ela em casa? – a cada pergunta desesperada que Henry fazia mais para si mesmo do que para sua mãe biológica cortava o coração de Emma. Não era para ser assim, não era para Henry estar sofrendo tanto com a ausência de sua mãe. Naquele momento ela havia se dado conta que ela mesma havia sido uma das responsáveis por manter Henry afastado de Regina. – Eu quero ir vê-la! – Emma foi dispersa de seus pensamentos por um Henry chorando abraçado a sua cintura. – Eu preciso ver minha mãe. – soluçava Henry.


– Claro que sim garoto! Vamos visitar sua mãe. – respondeu Emma retribuindo o abraço de seu filho.


x.x.x


Alcançando

Alcance para mim

Mãos vazias

Você não sabe se eu me importo

Você está tentando encontrar a prova


Emma sentiu Henry a abraçar pela cintura. Ela podia sentir a cabecinha de seu filho enterrar em seu corpo enquanto suas lágrimas escorriam por seu rosto. Emma queria apagar toda tristeza que o garoto sentia, mas ela não tinha ideia de como fazer isso. Ela observava Henry fazendo carinho no rosto inconsciente da mãe. Às vezes parecia que ele tinha até medo de encostar sua mão em Regina por receio de qualquer toque pudesse lhe fazer mal.


– Henry, vá em frente! Pode fazer carinho em sua mãe. Não irá lhe fazer mal. – observou o garoto sair de seu abraço e se aproximar mais de Regina, como se ele precisasse de permissão para poder lhe tocar mais carinhosamente.


– Parece que ela está dormindo. – afirmou o garoto com um breve sorriso em seu rosto. – Será que ela está escutando tudo o que eu estou falando aqui? – perguntou Henry ansiosamente.


– Olha Henry, eu quero acreditar que ela está escutando tudo o que estamos falando e que ela está lutando para poder viver. – disse Emma acariciando os cabelos de seu filho.


– Tudo o que eu quero é ter minha mãe bem e ao meu lado e eu não irei me cansar de dizer o quanto eu a amo. – Henry dá uma pausa. – Emma, minha mãe vai ficar boa? – perguntou o garoto tendo como resposta a voz embargada de Emma pelo choro.


– Não sei Henry, estamos fazendo o melhor para ela ficar boa. – Emma tentou esboçar um sorriso para tranquilizar seu filho, mas somente conseguiu transmitir dor.


Os dois se abraçaram e não disseram nada, as palavras não eram necessárias. Apenas o silêncio transmitia o que as palavras não eram capaz de suprir. Emma só queria que seu amor ficasse bem, e Henry queria a mãe dele de volta. Ele pode ter cometido muitos erros com Regina, e ele só esperava não ter sido tarde demais para admiti-los. Queria poder dizer para Regina tudo o que ele falou com Emma. Queria dizer que a amava, com Regina consciente, apenas para poder ver o brilho em seus olhos.


Há tempos eu imaginei

Eu poderia ter facilitado sua dor?

Por que virei as costas?


Uma semana se passou, e nada de Regina abrir seus olhos e esboçar uma reação mínima de que estava bem. Emma não saía de seu lado em nenhum momento. Fazia-lhe sempre companhia, sempre estando sentada numa cadeira desconfortável de hospital segurando sua mão. Dr. Whale ainda não entendia o porquê da paciente não ter despertado, já que todos os sinais vitais de Regina apresentaram uma considerável melhora, mas o estado de inconsciência parecia querer lhe acompanhar em todos os momentos. Emma pegou a mão de Regina junto a sua e fechou seus olhos e por um momento, por um momento apenas tentou imaginar que tudo o que acontecia era um sonho, mas assim que abriu seus olhos novamente, viu a morena na cama de hospital com seus olhos cerrados.

– Regina... – disse Emma passando suas mãos pelos cabelos da morena. – Eu te amo tanto e quero que saiba disso onde quer que você esteja. – Que eu nunca irei desistir de você, eu sempre estarei ao seu lado. Eu queria poder salvar você. Todos os dias de minha vida poder estar ao seu lado. Eu queria poder dizer a você. Que eu não vou a nenhum lado. Eu queria que o meu amor fosse suficiente para salvar sua vida. Eu queria poder dizer a você. Que vai ficar tudo bem. Como eu queria que tudo isso fosse um sonho. Que vai ficar tudo bem. E que tudo ficasse bem.


Uma leve batida na porta do quarto e Emma ignorou, não queria saber quem era. Só tinha olhos para Regina, às vezes por estar tão cansada e esgotada, Emma jurava que Regina mexia suas mãos. Exaltada, Emma gritava por algum médico ou enfermeira, apenas para se certificar que não tinha acontecido nenhuma mudança. Ela queria que seus olhos não estivessem enganados. Ela só queria Regina acordada.


– Emma, minha filha, está tudo bem com você? – disse Mary Margareth entrando no quarto de hospital, onde espera a resposta de sua filha que nada lhe fala. – Henry quer passar um tempo com sua mãe.


– Peça então que ele entre aqui. Regina com certeza gostará que seu filho a visite. – respondeu mecanicamente.


– Ele quer passar algum tempo a sós com ela Emma. E será melhor que você vá para casa um pouco. Aproveite para tomar um tomar um banho, descansar um pouco e aproveitar esse tempo para que possa dormir um pouco. Eu posso ficar aqui com ela para que você possa descansar. Eu estou preocupada com você Emma.


– Eu não estou indo a lugar nenhum Mary Margareth. Eu estou bem, e não sairei do lado de Regina. Eu prometi que eu ficaria ao seu lado e estou mantendo minha promessa. – Emma ignorou sua mãe e falava com Regina. – Vai ficar tudo bem, tudo bem. Regina não desista, por favor. Eu te amo! Vai ficar tudo bem, salvar você. Lute por sua vida, lute por Henry. Lute por mim. Vai ficar tudo bem, eu queria poder salvar você.


– Emma, olhe o seu estado. Você precisa descansar. Eu não quero que fique doente porque não anda dormindo o suficiente ou se alimentado mal.


– Era só isso que queria falar? Pode se retirar e, por favor, fale para Henry que ele pode entrar que eu e ele ficaremos juntos fazendo companhia a Regina.

Mary Margareth não disse nada e saiu do quarto. Não havia nenhuma maneira de que convencesse Emma a sair daquele quarto de hospital. E ela entendeu ao ouvir sua filha falar com Regina deitada naquela cama. Emma a amava, e era dolorido olhar a forma que sua filha sofria tanto por ver a pessoa que amava entrevada numa cama sem reagir a nada. Queria que Regina ficasse bem, apenas para poder ver Emma feliz novamente.


Nós podemos fingir que nada mudou

Fingir que isso tudo é o mesmo

E não haverá dor

esta noite

Vai ficar tudo bem (Vai ficar tudo bem)


Aquela noite que Regina apareceu transtornada na porta de sua casa havia transformado a sua vida completamente. Tudo havia mudado em poucos segundos e a vida para Emma passou a ter outro sentido. Só queria a companhia de Regina e a ideia de passar sua vida junto com a mãe biológica. Fingir que nada tinha acontecido se tornava cada vez mais difícil. Emma não conseguia esconder de mais ninguém que nutria sentimentos por Regina. Ela só queria que seu coração não doesse tanto como doía e que tudo ficasse bem, pelo menos uma vez em sua vida. Emma queria salvá-la, queria devolver a vida e a felicidade para a vida da mulher que amava.



Eu queria poder salvar você

Eu queria poder salvar você

Que eu não vou a nenhum lado (salvar você)

Eu queria poder salvar você (dizer para você)

Vai ficar tudo bem


– Emma, como está minha mãe? – perguntou Henry timidamente entrando no quarto de Regina.


– Ela teve uma melhora em seu quadro clínico, mas ela não acorda. Eu tenho fé que ela acorde. Eu tenho certeza que sua mãe está lutando pela sua vida, para voltar para nós. – disse tentando confortar o filho.


– Eu sonhei com ela hoje Emma. Que ela queria voltar para nós! E eu acredito nisso. Emma, por que você não tenta beijá-la mais uma vez?

– Eu não sei garoto. Eu já tentei antes, mas nada aconteceu. Apenas não quero me decepcionar mais uma vez e ver que não terá resultado nenhum. – falou olhando para o chão, ela não queria encarar os olhos de seu filho.


– Quem sabe ela não estava pronta antes para voltar. Por favor, Emma! Tente por mim.


Emma não disse nada, apenas se aproximou de Regina. Ela conseguia ser linda, mesmo estando numa cama de hospital completamente indefesa. Iria tentar mais uma vez lhe dar um beijo, mas se não tivesse resultado ficaria mais uma vez arrasada. Mas, como não resistir a um pedido de Henry? Fez carinho no rosto de Regina, e lentamente se aproximou dos lábios de sua amada onde depositou um beijo.


Vai ficar tudo bem (tudo bem)

Vai ficar tudo bem (salvar você)

Vai ficar tudo bem (eu queria poder salvar você)

Vai ficar tudo bem...


Notas finais
Espero que gostem do capítulo! Mereço reviews???
Bem, quanto as meus leitores fantasmas eu adoraria realmente saber se estão gostando da fic, sua opinião é muito importante para mim! (cara de pidona)! Comentem please!!