Notas iniciais
Oi obrigado as que comentaram ai esta um capítulo novinho para vocês.

POV Isabella.

Conhecer o antigo dono da S&C me fez ter pensamentos absurdos, ate sonhei com ele e Artur o chamando de pai, apesar de o nome ser igual, ele não me disse que o filho foi adotado, apenas disse que ele estava no orfanato, então não podia ser meu filho. Não consegui dormir direito naquela noite, o medo de perder meu bebe tinha aumentado e não consegui parar de pensar que Edward era o pai dele, e iria tomá-lo de mim passei a noite sentada na cama e sem perceber já estava chorando. Levantei da cama e fui ate o quarto de Artur, que agora era maior do que quando morávamos no apartamento, estava o achando muito pequeno e Artur não tinha lugar para brincar, agora eu via a felicidade dele quando iria brincar no jardim. Ao entrar em seu quarto sorri vendo-o todo esparramado na cama, sentei em sua poltrona não queria acordá-lo, acabei dormindo ali.

Acordei sentido beijos pelo meu rosto, sorri abrindo os olhos.

- Bom dia mamãe. – disse Artur animado.

- Bom dia amor. – sussurrei beijando sua testa. – Vamos tomar banho?

- Vamo. – gritou e correu para o banheiro. Fui atrás dele e o ajudei a tirar a roupa. – Vamo brinca mamãe.

- Não da tempo bebe, de noite brincamos tudo bem?

- Ta.

Depois de arrumá-lo fui tomar banho e desci para preparar nosso café, já estávamos atrasados então deixei Artur na escolinha e dirigi ate a empresa, ao chegar lá para minha surpresa Edward já me esperava em minha sala, sorri ao vê-lo e sentei em minha cadeira de frente para ele.

- Bom dia, descansou? – perguntei com um sorriso gentil no rosto.

- Bom dia, descansei obrigado por perguntar. – sorriu, fazendo meu coração acelerar. Edward era o tipo de homem perfeito, alto, musculoso na medida certa, tinha os olhos incrivelmente azuis e cabelo cor de cobre bagunçado. Quando o vi ontem entrando na minha sala senti um arrepio passar pelo meu corpo, e vê-lo naquele estado por não consegui ajuda para ficar perto de seu filho fez meu coração ficar em pedaços, quando ele saiu de minha sala, tentei chamá-lo, mas ele nem ao menos parou então fui atrás dele. Ver o sofrimento dele estava me destruindo, não sabia o motivo, mas meu coração estava pedindo para ajudá-lo.

- Alice disse que era para mim esperar você aqui. – disse Edward e eu assenti.

- Tem certeza que quer começar hoje? – perguntei e ele assentiu.

- Quanto antes melhor.

- OK, Alice te explicou o que fazer então pode ir a sua mesa.

- Obrigado, Bella, serei grato a você eternamente. – sorrimos e ele saiu. Suspirei, estou ficando louca, pensei. Agora estou vendo o sorriso de Artur no Edward. Pensei em perguntar a Edward qual era o nome de seu filho, ou se ele tinha sido adotado, mas a coragem não deixou.

****************

Um mês depois.

Acordei com um corpinho pulando em cima de mim, o puxei para deitar do meu lado, mas ele estava elétrico demais para ficar deitado, resmunguei para ele voltar a dormir.

- Não mamãe, vamos, vamos. – disse voltando a pular na cama.

- Vamos aonde Artur? – perguntei sentando na cama ele sorriu e sentou no meu colo de frente para mim.

- Vamo busca coisa pala minha festinha. Você disse que é hoje. – disse sorrindo. Assenti hoje seria a festa de três anos de Artur e hoje iríamos buscar os doces e o bolo, contratei pessoas para organizar o jardim com o tema “carros” e Alice iria ficar aqui em casa enquanto eu buscava o que faltava com Artur. Peguei meu celular para ver as horas e resmunguei ainda era cinco e meia.

- Feliz aniversario. – sussurrei e ele sorriu. Continuei. — Amor nos vamos buscar hoje, mas esta muito cedo. – ele negou.

- Ta não mamãe ta tade.

- Vamos fazer assim, a mamãe faz um leitinho bem gostoso e você volta a dormir, quando for oito horas levantamos e vamos buscar as coisas de sua festinha. – disse me levantando com ele no meu colo indo para a cozinha.

- Ahh, vai demola. – resmungou fazendo bico e deitando a cabeça em meu pescoço. Passei a mão em seu cabelo e sussurrei.

- Você ira dormir e vai passar rápido.

- Vou mimi com você. – disse e eu assenti o colocando sentado na cadeira e indo preparar seu leite, o coloquei em um copo que tem bico e o entreguei pegando-o no colo e levando para meu quarto, liguei a televisão e coloquei em um desenho, para que ele dormisse mais rápido quando ele terminou me entregou o copo e sorriu virando para meu lado e ficou me encarando, desliguei a televisão.

- O que foi bebe? – perguntei e vi que ele estava quase dormindo, mas seus olhinhos demonstravam tristeza.

- O meu papai não vai vim na minha festinha né mamãe? – perguntou e uma lagrima silenciosa desceu pelo seu rosto. O puxei para meu colo o abraçando.

- A mamãe esta fazendo o possível para achá-lo.

- Eu sei. – soluçou, fazendo meu coração partir. – Eu sinto saudade dele.

- Eu sei, amor, eu sei. – disse beijando sua cabeça. – Estou tentando, prometo que estou.

- Quando você achar meu papai e vo pedi pala ele fica aqui com a gente, pala você não fica sozinha. Ta bom? – perguntou e eu sorri assentindo.

- Ta bom amor, agora dorme. – disse e comecei a cantar uma canção de ninar e ele logo dormiu. Tentei fazer o mesmo, mas suas palavras estavam rondando minha mente. Ainda estava à procura do pai de Artur, mas não tive nenhum sucesso, ate pensei em perguntar a Edward, mas desistir porque eu estava e paranóica vendo coisas que Edward faz em Artur, ele não me disse mais nada sobre seu filho e eu entendia ele estava sofrendo e falar parece que aumenta a dor. Eu e Edward ficamos muito próximos nesse mês ate saímos para jantar uma vez, ele era muito inteligente, engraçado e forte apesar de sentir falta do filho, a única coisa que ele me disse era que ele não podia ver o filho no orfanato, mas não entrou em muitos detalhes, resolvi não perguntar também. Sempre conversávamos sobre Artur e ele sempre dizia que estava louco para conhecê-lo, então hoje seria a oportunidade que achamos para eles se conhecerem, não tinha falado sobre Edward para Artur, pois ele pode achar que é seu pai e eu não queria iludi-lo. Quando Edward perguntou sobre o pai de Artur eu tive que dizer que ele era adotado, ele ficou surpreso, e depois disse que essa era uma boa ação.

Não sei em que momento que eu dormi, acordei assustada com a campainha e levantei em um pulo, e vi que Artur ainda dormia, desci as escadas correndo meio desnorteada e abri a porta dando de cara com Alice e as pessoas que iria organizar a festa.

- Estava dormindo ainda? Sabe que horas são? – perguntou entrando na casa.

- Não, eu não sei. – respondi. – Artur levantou as cinco e meia e acabamos dormindo de novo.

- Ok, e cadê ele? – perguntou me seguindo ate a cozinha e as pessoas já foram para o jardim começar seu trabalho.

- Dormindo ainda. – respondi e me assustei ao olhar as horas. – Meu Deus já e dez para meio dia.

- Você esta atrasada, já era para ter buscado os doces.

- Eu sei, vou tomar um banho rápido. – disse correndo para o quarto e Alice gritou.

- Irei preparar algo para comerem.

- Obrigado.

Entrei no quarto e Artur ainda estava dormindo, fui para o banheiro e tomei banho vesti uma calça jeans e camiseta, calcei um all star, porque sabia que não teria tempo para tomar banho de novo antes de a festa começar então o jeito era ficar pronta, iríamos ser apenas a família e os amiguinhos de Artur e algumas pessoas da empresa, meu pai e minha mãe chegaria à uma hora, com os pais e irmãos de Alice. Acordei Artur que resmungou.

- Príncipe temos que arrumar para buscar as coisa para a festinha.

- Não quelo ir. – disse fazendo bico.

- Por quê? Não quer mais a festinha. – perguntei acariciando seu rostinho.

- Não. Quelo meu papai. – disse começando a chorar. Meu coração se apertou e eu o abracei apertado, seu corpinho se sacudia por causa dos soluços. – Sonhei com ele mamãe, quelo ele.

Não consegui dizer nada sentia um nó em minha garganta, apenas fiquei o abraçando e ele acabou dormindo de novo, sabia que ele iria acordar melhor, o deitei na cama e desci encontrei Alice na cozinha preparando macarrão.

- Que cara é essa? – perguntou vindo ate mim.

- Artur não quer mais a festa porque o pai não vai estar aqui. – sussurrei.

- Você vai cancelar?

- Não estou contanto com que ele acorde melhor. – respondi me levantando. – Irei buscar o bolo, ele esta dormindo no meu quarto.

- Não vai almoçar primeiro? – neguei me despedindo dela. Entrei no meu carro e dirigi ate a confeitaria, peguei tudo que tinha encomendado e com a ajuda de um funcionário coloquei no carro, agradeci e entrei dando partida.

Cheguei em casa e meus pais já estavam lá.

- Oi Bells. – disse papai.

- Oi papai. – respondi o abraçando e fui ate minha mãe que estava ao seu lado a abracei também. – Oi mamãe.

- Desculpe, filha. – sussurrou e eu sorri, não nos víamos desde o dia em que eles vieram visitar Artur a primeira vez.

- Tudo bem, mamãe.

- Bells. – gritou Emmett – irmão de Alice – e me abraçou apertado. – Saudades de você.

- Também Emm. – sorri e beijei sua bochecha.

- Essa e Rosálie, minha namorada. – disse ele apontando para uma mulher loira. Sorri.

- Muito prazer Rosálie.

- Prazer Isabella.

- Apenas Bella. – sorri e abracei os pais de Alice.

- Alice Artur não acordou ainda? – perguntei não o encontrando em lugar nenhum.

- Ele está no seu quarto ainda, pediu apenas para ligar a televisão. – respondeu e eu assenti.

- Vou chamá-lo para almoçar.

Subi sem esperar resposta ao entra no quarto encontrei ele deitado na cama com os olhos fixos na televisão.

- Artur vamos tomar banho para almoçar. – disse e o peguei no colo.

- Quelo vê desenho. – resmungou.

- Seus avos estão lá em baixo, para sua festinha e você fazendo birra. – disse perplexa e ele fez bico. – Eu sei que sente falta do seu pai, eu prometi achá-lo e vou, mas pode demorar um pouco amor. E quando eu achá-lo ele ficara triste porque você não quis mais sua festinha.

- Ele não vai fica tliste poque eu vou ter uma festinha sem ele? – perguntou e eu o coloquei na banheira e comecei a dar banho nele.

- Claro que não. Ele ficara feliz por saber que você estava feliz mesmo longe dele, sua felicidade em primeiro lugar bebe.

- Ta bom. – respondeu e eu terminei de dar banho nele vesti uma roupa qualquer, pois iria trocar para a fantasia de piloto de corrida — que ele escolheu — vermelho. Descemos e todos entregaram seus presentes, e depois fomos almoçar.

Quando tudo estava pronto subi com Artur para vestir sua roupa, agora ele estava mais animado, e quando viu seus amiguinhos da escola correu para brincar com eles. Edward ainda não tinha chegado o que estranhei, pois ele tinha dito que iria vir. Uma hora depois de a festa começar a campainha tocou e eu corri para atender, sorri ao ver Edward.

- Pensei que não viria.

- Por quê? – perguntou sorrindo. – Eu disse que viria não é?

- Sim, vem entra. – ele entrou e percebi que carregava um enorme embrulho. – Edward disse que não precisava compra nada.

- Deixa de ser chata chefa. – disse sorrindo. Iria retrucar quando ouvi Artur gritar.

- Papai. – olhei para Artur que corria ate nós e olhei para Edward com os olhos arregalados, estava surpresa apesar de ter minhas paranoias, mas pensava que era apenas paranoias, Edward sorriu e vi lagrimas em seus olhos. Artur pulou em seu colo e o abraçou apertado, sorri. Ele me olhou sorrindo com os olhinhos cheios de lagrimas. – Você prometeu mamãe e trouxe meu papai. Você trouxe.

Notas finais
O que acharam desse reencontro??? Não me matem, porque eu tenho um motivo para parar nessa parte. Temos que saber os sentimentos de Edward quando viu o filho, não acham. Então ate o próximo. bjs