Notas iniciais
Espero que gostem. muito feliz com todos os comentários.

Bem , digamos que pedir demissão não foi a coisa mais inteligente que eu já fiz. Mas pelo menos eu estou com a minha dignidade intacta. Só que dignidade não vai te sustentar sua babaca. E eu acho que não pedi a sua opinião voz interior irritante.

Faz exatamente 5 dias 13 horas e 49 minutos que eu pedi demissão, não que eu esteja contando, porque seria maluquice minha. E faz exatamente os mesmos dias, horas e minutos que não vejo os irmãos Winchesters, nenhum deles, não que eu me importe também, bem longe disso. Claro, porque se importasse você estaria implorando seu emprego de volta. Mais uma vez fique quieta sua maldita.

O que eu vou fazer? To sem emprego, sem dinheiro, e por mais que eu não queira admitir, sem dignidade também. Estou com exatamente 300 dólares no banco. Desço pra comprar alguma coisa pra comer, porque preciso me manter de pé para a entrevista dessa tarde.

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Depois de escolher uma roupa

termino de me arrumar e vou pra entrevista que marquei com a Sr. Perez. Graças a Deus, o escritório é bem longe do meu antigo emprego.

A secretária me manda esperar, e eu obedeço. Depois de uns minutos ela pede pra que eu entre na sala.

– Bom dia. — Digo com um sorriso simpático nos lábios pra moça que eu deduzo ser a Sr. Perez.

– Bom dia, sente-se por favor. — Me acomodo na cadeira e ela começa a fazer perguntas sem sentido como por exemplo Você está interessada em alguém? Qual o nome do seu ultimo namorado?

Desculpe, não vejo em que essas perguntas podem me ajudar a conseguir o emprego. -

– Srt° Parker, porque saiu do seu ultimo emprego? — Ela ignora minha pergunta.

– Eu não me dava bem com o meu chefe. -

– O sr. Winchester? Todas as suas ex secretárias se davam bem com ele, porque a Senhorita não? — Qual é a dessa mulher, e como ela sabe sobre o Dean.

– Digamos que eu seja uma pessoa que se irrita fácil, e digamos que ele é uma pessoa muito babaca. -

– Me desculpe, mas não podemos empregá-la. Ligamos no seu antigo emprego para conseguir referências e o Sr. Winchester disse que durante o tempo em que trabalhou lá seus serviços eram... — Ela limpa a garganta pra falar. — Horriveis. -

– O que? — Grito e me levanto abruptamente da cadeira, fazendo-a cair.

– Precisamos de alguém que trabalhe bem. — Ela também se levanta, só que um pouco mais de delicadeza do que eu e sai da sala, pedindo pra que eu me retire.

Eu não acredito no que eu acabei de ouvir. Quem ele pensa que é? Filho da puta, desgraçada, Argh, se eu encontro com ele eu juro que corto aquele pescocinho lindo.

Vou pra casa ainda desacreditada do que aconteceu. Vou direto para o computador e mando currículo para todas as vagas que eu encontro livre. Estou tão desesperada que mando até pra garçonete.

Tomo meu banho e vou tentar comer alguma coisa.

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No dia seguinte a mesma coisa aconteceu com a entrevista que eu havia conseguido para um escritório muito importante. Não me contrataram porque os meus serviços eram horríveis. Eu respirei fundo, ele não vai conseguir me fazer ir até ele. Sai do escritório e verifiquei meus e-mails a procura de mais entrevistas. Por sorte, ou azar, eu tinha mais 3 marcadas pra aquele mesmo dia.

E em todas elas eles me deram a mesma desculpa. Teve um que até disse que não trabalhava com pessoas que não tinham a beleza padrão que ele desejava. Choramingo no meio da rua. O que eu vou fazer? Estou literalmente sem saída.

Minha única saída era baixar o nível do meu salario que eu tinha como assistente e conseguir um de garçonete. Que por sorte, não quiseram saber das minhas habilidades no emprego anterior. O cara apenas disse:

– O uniforme é esse. E você tem que atender as mesas com o máximo de sensualidade possível. — Não acredito que dependo da minha sensualidade pra conseguir gorjetas.- você começa amanhã mesmo.

– Obrigado. -

– Olha, vou te dar um alerta. O dono desse lugar é muito exigente e se não desempenhar seu trabalho de acordo com suas exigências, você vai pra rua. -

– Estou acostumado a chefes assim. -

Nos despedimos e cada um foi pro seu canto. O uniforme era particularmente curto. Uma saia preta justa bem acima do joelho, muito acima do joelho, se eu me abaixasse era possível ver minha calcinha. A blusa tinha um decote desnecessário, e era praticamente transparente, era possível ver meu sutiã. Olha a que nível chegamos, digo ironicamente pra mim mesma. Resolvo não pensar muito, porque se não eu desisto de tudo.

Meu apartamento é pequeno, mas como eu moro sozinha ele é perfeito pra mim. Não conheço muitos dos meus vizinhos. Na verdade eu conhecia apenas o cara da frente e ele teve que se mudar, por conta do emprego que o transferiu de cidade. Era um cara legal. Nunca fui boa em fazer amigos, então eu não me esforço pra isso. Tem um cara novo que se mudou pra cá, mas eu nunca o vi. Talvez eu possa ser uma boa vizinha e lhe fazer uma visita levando biscoitos. Seria bom ter um amigo pra variar. Deito com esses pensamentos, mas olhos verdes reluzentes invadem minha mente, em busca de atenção. Eu odeio isso, odeio ser fraca por pensar nele e odeio ainda mais ele achar que sou vitima. Foi por esse motivo que eu não o procurei pra tirar satisfação sobre meus serviços horríveis. Provavelmente ele diria que eu estava agindo como uma vítima. Cretino.

Adormeço com ele em minha mente.

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Meu turno só começa às 17:00, então dou uma geral na casa e penso até em ir conhecer o novo vizinho. Bato na porta dele, mas ninguém atende, ele não deve estar em casa.

Quando dá o horário eu coloco uma roupa normal e coloco o uniforme dentro da bolsa. Eu vou trabalhar até às 3:00 até a outra garota nova me render.

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Pov Dean

Vamos ver quanto tempo ela vai ficar fazendo pirraça e quanto tempo ela leva pra pedir o emprego de volta. Falei com todos os escritórios de Nova York proibindo-os de contratá-la, ela não tem escolha a não ser voltar e se desculpar pelo comportamento infantil. Eu também não vou procura-la a menos que ela venha até mim. Faz dias que Sam diz que eu tenho que pedir desculpas e traze-la de volta, mas qual é? a culpa não é minha.

– Vamos sair pra beber um pouco, o que acha? -

– Achei que fosse sair com sua namorada. — Sam as vezes consegue ser um pé no saco. -

– Não, quero sair com meu irmão. Vamos. — Ele levanta e me encoraja a ir com ele. Uns drinques só não faz mal. Ou talvez eu beba até cair e consiga dormir sem sonhar com os lindos olhos dela.

– Pra onde vamos? — Pergunto já dentro do carro com ele.

– No mesmo lugar de sempre, aquele bar que tem garçonetes gostosas. -

– Cara, você tem namorada, respeite-a. — Falo com falsa indignação

Ele começa a rir e eu também.

Chegamos no local, é tipo uma boate, é bem badalada e o dono é nosso amigo. E realmente só tem garçonetes gostosas.

– O que vai querer? — Sam pergunta pra mim.

– Whisky. — Ele vai em direção ao bar fazer o pedido.

Eu fico esperando ele voltar, e ele volta pálido como se tivesse visto um fantasma.

– O que foi? — Ele senta ao meu lado e passa as mãos no cabelo.

– Assinar aquela carta de demissão foi a coisa mais estúpida que você já fez. -

– De novo com esse papo não Sam. Eu já disse que ela não tem escolha se não voltar pra gente. -

Ele nega com a cabeça e fixa um ponto á sua frente. Eu tento tranquiliza-lo, mas a verdade é eu também estou ficando preocupado faz quase uma semana e apesar de todos os escritórios terem recusado a contratá-la ela ainda não apareceu, nenhum sinal de vida. Ela deve estar com o orgulho ferido ou algo do tipo, aposto que semana que vem ela aparece.

– Qual é Sam, para com isso, é patético. -

– E se ela não voltar. E se conseguiu arrumar outro emprego? — Ele me questiona com as sobrancelhas erguidas.

– Impossivel, eu tratei de falar com todos os... — ele nem me deixa terminar.

– Não estou falando de escritórios, ela pode muito bem ter arrumado um emprego como, por exemplo, garçonete, aqui mesmo. — Ele fala irritado comigo, e a ideia de ela trabalhar num lugar desses onde os caras ficam babando pelas garçonetes não me agrada nem um pouco.

– Cala a boca, você não sabe o que tá falando. — Ele conseguiu me deixar encabulado. Será por isso que ela não nos procurou até agora? Porque ela conseguiu arrumar um emprego em outra área, ou ela está esperando algum tipo de sinal meu?

Cadê essa bebida que não chega nunca? Eu preciso encher a cara.

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Pov Jessica

O lugar está lotado, e os homens são uns cretinos, tentam passar a mão em você a todo momento.

– Por favor um Whisky. — Escuta uma voz conhecida ao meu lado e me viro pra ver quem é. Estou com uma bandeja cheia de pedidos na mão e quase as deixo cair quando eu vejo quem é.

– Sam? -

– Jessica? — ele me olha horrorizado. — O que.. oque tá fazendo aqui? Por favor não me diz que trabalha aqui agora. — Ele apoia os braços no balcão e passa as mãos no cabelo.

– Pois é, olha onde eu tive que chegar. Tudo graças ao seu querido irmão que acha meus serviços horríveis. — Sam não tem culpa nisso, mas mesmo assim me sinto irritado perto dele. — Licença, tenho pessoas a atender. — Me viro e saiu. Merda, merda, merda, se ele está aqui então provavelmente o idiota também está. Ótimo, era tudo que eu não precisava. Vou caminhando até esbarrar em um cara que já está completamente bêbado.

– Oi gracinha. — Ele fala com aquela voz padrão de bêbado maluco e tenta passar a mão na minha bunda, mas eu sou mais rápida e me livro dos seus braços. O pior daqui é ter que aguentar os bêbados sem noção. Continuo andando até servir todos os pedidos da minha bandeja. Volto pro balcão de bebidas e tento respirar normalmente.

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Pov Dean.

– Cadê as bebidas? — pergunto ao Sam que ainda está pálido. ele não responde. Me levanto e vou pedir eu mesmo, porque se depender dele vamos sair daqui com as bocas secas.

Vou até o bar e peço dois whisky. Fico esperando e vejo uma das garçonetes de costas, essa é nova, tem um corpão, uma bunda que me faz lembrar Jessica, cabelos presos num rabo de cavalo que também me faz lembrar ela. A mulher me entrega os copos da bebida e eu me viro pra pegar, quando eu volto a olhar a garçonete gostosa, eu vejo que na verdade, a garçonete gostosa era realmente a gostosa da Jessica. Nossos olhares se cruzam e ela quase deixa cair a bandeja. Um cara esbarra nela fazendo ela virar todo o conteúdo alcoólico que se encontrava no copo dele cair sobre a blusa quase transparente dela fazendo ficar totalmente transparente.

Eu não consigo sair do lugar. Ver Jessica ali, se sujeitando a esse tipo de trabalho, me fez sentir-me culpado. Ela está discutindo com o cara e ele tenta acalma-la passando a mão nela. Ah, agora esse filho da puta vai ver.

Vou até eles e dou soco certeiro no meio a sua cara. Ele fica tão tonto que nem sabe da onde veio o golpe. Dou outro, outro, e outro. Uma sequencia de murros e pontapés e até que alguém me tira de cima dele. Os seguranças estão me segurando e a boate inteira está olhando pra mim e o cara que esta no chão. Descontei toda a raiva e a culpa que eu estava sentindo por ter feito ela passar por isso. Eu realmente sou um cretino, eu devia saber que ela não ia aceitar voltar e devia saber que o orgulho a faria fazer esse tipo de coisa. Me sinto um completo babaca. Olho para os lados s procura dela, ela está indo em direção ao banheiro, eu tento ir atrás dela, mas os seguranças dizem que eu tenho que sair. Argh, mas que Porra.

– Vocês sabem quem eu sou? -

– Pode ser o papa, o sr. tem que sair, ou chamaremos a policia. -

– Vão se fuder, me deixem passar agora mesmo. — Berro com eles, mas eles não se mexem. Sam vem ao meu encontro e puxa pra fora da boate.

– Me solta. — Empurra ele e tento entrar novamente, mas ele me segura. — Já disse pra me soltar. — Grito.

Ele me solta, mas não sai da minha frente.

– Você é realmente um filho da puta Deam. -

– O que?

– Você a meteu nisso, e não adianta vim com esse papo de que era pra ela ter voltado, porque nem em um milhão de anos eu acho que ela possa te perdoar. você agiu como o cretino que sempre foi com a única garota que já gostou realmente de você. — Fiquei surpreso pelo tom alto da voz dele e com raiva pelo que ele disse.

– Você não sabe o que tá falando. Aposto que ela sabia que viriamos aqui e tentou chamar nossa atenção. Até me senti culpado no começo, mas ela é assim, e sempre vai ser. Talvez esse estilo de trabalho combine mais com ela do que num escritório. — fALO NO MESMO TOM DE VOZ QUE ELE, QUASE BERRANDO.

– Você ao menos escuta o que fala? Pelo amor de Deus Dean, presta atenção ao seu redor. Acha mesmo que ela fez isso por você? Que se enfiou nesse pulgueiro e deixou que passassem a mão nela o dia todo porque queria chamar a SUA atenção. O mundo não gira ao seu redor. — Nunca brigamos, mas o que ele fala me enche de remorso, então eu prefiro não acreditar a ter que conviver com a culpa.

– Porque está defendendo-a tanto? Você é irmão de quem afinal? -

– Não venha com esse papo de merda. Você sabe que está errado, sabe que é um grande filho da puta, e que a culpa de tudo isso é sua. Resolva isso Dean, antes que seja tarde demais. — Ele dá os últimos gritos, me dá as costas e vai embora. Me deixa ali com a culpa me remoendo.

É claro que eu sei que estou errado, que a culpa é minha e o caralho a quatro. Mas eu não quero pedir desculpas pois eu corro o risco de ser rejeitado por ela, e sinceramente isso acabaria comigo. Lágrimas escapam dos meus olhos e eu não posso fazer nada para impedir.

Notas finais
O que acharam?