Notas iniciais
Galera que está acompanhando a fic. quero que vocês comentem. Assim vou poder saber se está ficando boa ou se tenho que mudar algo. Boa leitura. Beijinhos.

Não sei o que me espera lá, não sei se meu pai vai se recuperar logo. Na verdade eu nem sei se quero realmente ir. Mas eu preciso, devo isso a eles. Ta certo que eles me abandonaram na metade da minha infância, mas mesmo assim, eles me criaram e devo isso a eles

Está na hora do almoço. Eles quase sempre almoçam juntos, então resolvo falar com eles agora. Bato na porta do Dean, e Sam já está lá esperando ele terminar de arrumar suas coisas.

Bato de leve e coloco só a cabeça pra dentro da sala.

Preciso falar com Sam e Dean, preciso de uma licença de pelo menos 5 dias.

–Oie, será que eu posso falar com vocês? É importante. – Digo quase num sussurro

Sam diz Sim e Dean diz não ao mesmo tempo.

Fico encarando os dois, esperando uma resposta decisiva. Mas Dean não cede.

– Você pode dizer depois, agora estamos indo almoçar. –

–Ou você pode ir almoçar com a gente. — Sam tenta apaziguar a situação.

Eu realmente não estou com psicológico agora pra lidar com as babaquices do Dean.

–Não obrigado... Então eu falo com vocês depois do almoço. Bom apetite.

Saio da sala, pego minha bolsa na mesa e desço pra almoçar. Não tenho amigos nesta empresa, aparentemente todos me odeiam. Eu estou acostumada com essa rejeição, é sempre assim, não importa o que eu faça todos vão me odiar. Só queria entender o motivo.

Desço até o Hall do prédio e dou de cara com o cara do elevador.

–Oi moça. – ele diz sorridente pra mim. É estranho parece que ele estava me esperando.

– Ah, oi... Sr?...

–Matt Clyde, seu nome é Jessica Parker certo?

–Sim senhor. – Essa situação está um pouco desconfortável.

–Ah, por favor, me chame de Matt. Está indo almoçar? –

– Sim, preciso voltar um pouco mais cedo, então resolvi ir agora. – Digo já andando para a saída.

–Será que eu posso te acompanhar no almoço? –

– Na verdade ela está indo almoçar com a gente. – QUE PORRA É ESSA? Dean está respondendo por mim. O cara que minutos atrás não queria nem conversar comigo agora está respondendo por mim?

–Na verdade... – Digo olhando pro Dean com cara de deboche. – Eu não estou. E sim Matt – Agora dirijo minha atenção ao cara do elevador- Eu gostaria que almoçasse comigo.

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Fomos a um restaurante ali pertinho, é pequeno, mas bem aconchegante. Sentamos numa mesa redonda que fica ao fundo do restaurante.

–Então... Tem alguma coisa rolando entra você e Dean?. –

–Não.. Eca. – Digo fazendo cara de nojo, o que faz nós dois rir.

– Ele parecia agir com certa possessividade em relação a você. – Ele faz um comentário querendo insinuar algo.

– Deve ser impressão sua. – Digo dando um sorrisinho amarelo.

Assim que terminamos de fazer nossos pedidos, Sam e Dean entram no restaurante, nos avistam e vêm até nós.

– Podemos nos sentar aqui? – Dean pergunta já sentando em uma das cadeiras vazias.

–Isso você pergunta antes de sentar. – Que cara cretino, isso não está acontecendo comigo.

Ele dá um sorrisinho cretino pra gente e tem a cara de pau de perguntar:

– Estamos atrapalhando algo? –

– Não. – O cara do elevador responde e ele não parece feliz com isso.

– Ótimo estou faminto. –Ele chama o garçom e faz o pedido dele, Sam também faz o dele, mas pelo menos ele tem a decência de ficar sem graça.

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O almoço foi um desastre, Dean não parou as piadinhas e indiretas. Que cretino.

Estamos na sala do Dean. Eles estão sentados olhando para minha cara esperando que eu fale o assunto importante.

– Então? Você vai falar ou vai ficar olhando pra nossa cara? Porque eu tenho trabalho a fazer e tenho certeza de que você também tem. – Gente como ele é cretino.

Eu reviro os olhos.

–Você tem algum tique? – Dean pergunta apontando para os meus olhos.

–O que?-

– Você fica revirando os olhos toda hora. É um tique bem irritante. –

Dessa vez eu bufo.

– Outro tique? –

– Vou falar de uma vez. Eu preciso de uma licença de pelo menos 5 dias.

Sam e Dean se entreolham como se não estivessem entendendo.

– Meu....pai está em coma. E eu preciso ir vê-lo. Eu não sei quanto tempo ele vai levar pra se recuperar, mas acredito que ficando por lá por pelo menos 5 dias minha mãe vai poder descansar um pouco.

– O que ele tem?- Agora Dean está realmente preocupado.

– Eu não sei, preciso ir até lá pra ver qual o quadro geral da situação.

– Claro, nós te damos esses dias. E se você precisar de mais é só avisar. Nós estaremos aqui pra te ajudar em qualquer coisa. – Sam se estica e toca minha mãe em um gesto reconfortante.

– Onde seus pais moram?- Dean pergunta.

– Rowland, Carolina do norte. –

– Você não pode ir pra lá sozinha, ainda mais nessas condições. -

–Não precisa se preocupar... eu só preciso...-

Ele nem espera eu terminar de falar e já vai me cortando.

– Eu vou com você, Sam pode tomar conta da empresa.-

– OQUE? Não, não. Você fica. Esse assunto não é da sua conta e...-

De novo ele não me deixa terminar e sai da sala.

–Vou arrumar minhas malas. -

Eu olho desesperada para o Sam, e ele só dá de ombros.

Pronto, essa vai ser definitivamente a pior viagem de todas.

Notas finais
Ficou pequeno, mas foi o que deu pra escrever.'