Playing with love
2 2 Cretina
Notas iniciais
Pov. Dean
São 20h57min. Eu cheguei aqui às 20h30min em ponto, mas decidi deixar a megera esperando. Ela com certeza não merece o melhor de mim.
Fui até o porteiro e mandei que avisasse que eu estava à espera dela. Minutos depois eu a vejo saindo do elevador. Ela estava vestindo um vestido azul escuro soltinho até o meio das coxas, um salto alto vermelho, com cabelos soltos enrolados nas pontas e uma maquiagem leve. Ela estava linda. Mas eu não daria esse gostinho a ela, então me mantive de boca fechada.
–Está atrasado. – Nossa que mulherzinha insuportável.
–Eu sei. Não estava muito ansioso pra te ver. — Falo abrindo a porta do passageiro pra ela.
Nem um de nós abriu a boca durante o caminho ate o restaurante. Provavelmente porque sabíamos que íamos nos matar se falássemos algo.
Sam já está a nossa espera. Eu acompanho a megera até a mesa com uma mão no meio da suas costas como um bom cavalheiro, mas rapidamente tiro porque assim que encosto nela sinto um choque. Deve ser estática.
Sentamos-nos a mesa e trocamos cumprimentos com Cloe e Sam.
O garçom vem nos atender:
–O que vão pedir?- Ele pergunta simpático, e dá uma boa olhada na Jessica, e por algum motivo isso me deixa bravo.
E fico ainda mais bravo quando ela dá um sorrisinho super simpático pro cara.
–Um carpaccio, por favor, e vinho branco. – Sam pede, e todos nós pedimos a mesma coisa.
Quando o garçom se retira eu sussurro no ouvido dela:
–Não é legal flertar com outros caras enquanto você está em um encontro. – sinto ela se arrepiar, parece que eu tenho algum efeito nela.
Ela chega bem perto e sussurra no meu ouvido:
–Isso não é um encontro... Baby. – E parece que ela tem o mesmo efeito sobre mim, porque eu também me arrepio.
Filha da puta.
Eu vou dar o troco nela. Ah se vou...
–Cloe, você está muito bonita- Começo a falar, colocando meu plano em prática. Vou ignorar Jessica completamente, vou fazê-la ver que bancar a espertinha comigo não é legal.
Cloe dá um sorriso envergonhado e olha para o Sam, depois volta seu olhar pra mim.
–Muito obrigado Dean, você também está muito bonito
–Você acha?- Jessica pergunta me medindo.
Filha da puta.
–Tem gente que gosta. — Digo com olhar de desafio.
Parece que ela sacou meu jogo de fazer da noite dela um inferno. E parece também, que ela quer fazer da minha noite um inferno.
Dois podem jogar esse jogo.
Sam começa a falar:
–Que tal fazermos dessa noite, uma noite agradável hein?!. Só por hoje, sem brigas, sem discussões, sem provocações. Será que podem fazer isso por mim?
Jessica e eu nos olhamos e em seguida falamos juntos, no mesmo tom e no mesmo tempo, como se tivéssemos combinado.
–Não.
–Pra começar, você quis que viéssemos juntos, e ele (Jessica fala apontando pra mim) não vai ter o melhor de mim essa noite.. e nem em todas as noites da minha vida.
–Eu tenho que concordar com ela, porque compartilho dos mesmos sentimentos. -
–isso é um começo, já começaram a concordar um com o outro, só tem que continuarem assim o resto da noite. –
Cloe está nos olhando como se não entendesse nada.
–Peraí. Porque pediu pra que eles viessem juntos, se aparentemente eles se odeiam?- Ela pergunta pro Sam, com ar divertido.
E eu como um bom irmão que sou, resolvo contar porque o babaca do meu irmão me obrigou a vir.
–Ele está com medo Cloe. Ele quer ‘’apoio moral’’ (falo fazendo aspas com os dedos), aparentemente ele tem medo de ficar sozinho com você.
–Dean- Ele fala me repreendendo.
–É verdade Cloe, ele está com medo que você o ataque. Parece até que nunca teve um encontro com uma mulher.- Jessica fala me surpreendendo.
Cloe começa a rir sem parar, e Sam nos encara furioso. Quando finalmente termina de rir, ela diz:
–Sam, não precisa ter medo de mim, não vou fazer nada que não queira- Pega na mão dele, e com esse simples toque ele se acalma.
O clima esquentou.
–Parece que não precisam mais da gente. Vamos?- pergunto me levantando e estendendo a mão para a Jéssica.
–Vamos. — Ela pega minha mão, se levanta e vamos caminhando até a saída.
–Nunca pensei que diria isso, mas...Obrigado.- Ela diz isso soltando minha mão- e dando uma risadinha do que acabamos de fazer com o Sam.
–Viu? Não sou tão ruim assim. E não me agradeça, ele com certeza vai se vingar de nós dois depois.
Entramos no carro gargalhando que nem dois loucos. Dou a partida.
–Então pra onde quer ir?- pergunto querendo estender a noite.
–Pra casa?- ela me olha virando a cabeça de lado.
–Está me convidando pra ir pra sua casa?- Faço cara de indignação. — Jessica Parker, você não tem jeito, te faço um favor te tirando de lá, e você já quer me levar pra cama?- Fico fitando ela, com uma vontade imensa de rir.
–Não seja babaca. Eu vou pra minha casa, e você faz o que quiser com o resto da noite. -. Parece que ela ficou brava.
–Tem certeza? Não me quer nem um pouquinho?- Digo isso só pra provocar e dou meu sorriso mais cafajeste.
Opa... Peraí.. Eu vi alguma coisa nesse olhar? Estamos parados no farol, então olho diretamente pra ela e vejo...sei lá.. desejo?
–Ai Caramba, você me quer mesmo na sua cama- Eu abro minha boca.
–É claro que não, Você não me atrai em nada e ....-
Corto-a no meio da frase.
–Mentira..., você me quer sim.
–Não, não quero.
–Sim, você quer.
–Não
–Sim
Paro na frente do prédio dela.
–Não, e você devia parar de ser tão convencido por que...
Antes de ela terminar, eu a puxo pelo cabelo fazendo nossas bocas encostar-se a um selinho. Ela não recua, só fica parada lá, tentando decidir o que fazer com as mãos. Vejo isso como uma aprovação, então peço passagem com a minha língua em sua boca, e ela concede. Eu começo a explorar aquele território que é completamente novo pra mim. O beijo no principio é doce, mas aí ela agarra meus cabelos e aprofunda mais o beijo, o fazendo ficar cheio de luxuria e um pouco mais bruto. Ela puxa meus lábios com os dentes e eu faço a mesma coisa com ela.
Paro o beijo, mantendo uma distância segura dela e digo:
–Sim, você me quer.
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