Playing with love
11 11- O convite
Notas iniciais
Meu despertador toca, são 07h00min em ponto. Ainda tenho alguns dias sobrando da minha licença, mas não quero ficar em casa. Levanto, tomo meu banho e faço minha higiene matinal. Escolho uma saia justa até os joelhos, uma blusa social vermelha e um scarpan preto. Deixo meus cabelos soltos e passo uma maquiagem leve.
Faço uma xícara de chá, pois não gosto de café, como algumas torradas, e pronto estou alimentada.
Desço até a recepção e já tem um táxi a minha espera.
– Bom dia Jack. — O porteiro é um cara legal, tem por volta seus 49 ou 50 anos, e trata todos os condôminos muito bem.
Entro no táxi e informo o caminho. É Nova York então sempre tem engarrafamento. Começo a pensar em tudo que me aconteceu nos últimos dias.
Chego a empresa 08h05min. Pego o elevador e antes que as portas se fechem o cara lindo da outra vez também entra. Só que dessa vez estamos só eu e ele.
–Bom dia – Ele diz sorridente.
– Bom dia – também digo sorrindo, porque começar o dia vendo uma beldade dessas é sempre bom.
– Não vi você esses dias..- Ele diz se aproximando.
– Tive que resolver alguns problemas. –
– Senti sua falta aqui na empresa. – A cada palavra se aproxima mais.
Dou um sorrisinho pra ele e as portas se abrem mo meu andar. Saímos e ele continua ao meu lado.
– Á que horas vai almoçar hoje? –
– Não sei.. Talvez 12h30min.. –
– Quer almoçar comigo? –
– Não sei se devo.. –
– E porque não? – Ele dá um sorriso malicioso.
– Ficar perto de um homem bonito nunca acaba bem? – Peraí, sou eu mesma falando?
– Eu adoraria que essa história ‘’não acabasse bem’’. – Ele fala se aproximando demais, o que me faz esbarrar na mesa. Ele está quase me beijando.
Ouvimos uma tosse forçada e viramos pra ver quem era. Dean. Ajeitamos-nos.
– Isso é um ambiente de trabalho. – Ele está nervoso.
Eu reviro os olhos.
– Até 12:30 então Matt. – Não vou deixar essa oportunidade passar, é uma chance de tirar de Dean da minha cabeça.
– Okay, te espero lá embaixo.
Matt vai em direção a sala do Sam e eu o fico olhando.
– Srt° Parker, venha até minha sala por favor
Eu entro na sala, ele senta em sua cadeira e começa a mexer no computador, em nenhum momento ele me encara.
– Vamos pular o almoço, temos muito trabalho a fazer. – O QUE?
– Ta brincando né?!- Ele ergue o olhar sério pra mim.
– Pareço estar brincando?
– Mas... Eu tenho um compromisso no almoço. –
– Ta brincando né?!- Ele ergue o olhar sério pra mim.
– Pareço estar brincando?
– Mas... Eu tenho um compromisso no almoço. –
– Cancele. –
Isso não é justo ele me ouviu falando com o cara do elvador, sabe que vou sair com ele e ainda faz isso. Cretino.
Eu suspiro fundo e controlo minha raiva.
– Sim senhor. Deseja mais alguma coisa? — Pergunto mo meu melhor tom profissional.
– Poe enquanto é só. – Ele nem olha na minha cara.
Saio da sala pisando duro e bato a porta.
Matt vem em minha direção.
– Ah, Matt, me desculpe mas não vou poder almoçar com você hoje. – Pela cara que ele fez acho que não gostou muito da idéia.
– Porque? –
– Tenho muito trabalho pra fazer e vou ter que pular o almoço. –
– Então que tal... Sairmos hoje à noite? – hesito um pouco, mas acabo aceitando.
– Ta bom.. Pode ser. –
– Depois do expediente podemos ir a um clube aqui perto. O que acha? –
– Bom. Até lá então.
Ele se despede e sai andando. Eu ligo meu computador e começo a trabalhar. Dean tem razão, tem muito trabalho acumulado. Trabalho até 12:00 e faço uma pausa. Meus pulsos estão doendo. Vou até a sala que os funcionários usam pra fazer café, e faço um chá pra mim. Volto pra minha mesa, o telefone toca. Vejo que é o Dean. Atendo no tom formal se sempre
– Sim Senhor. –
– Preciso dos relatórios de hoje, e das planilhas do fornecedor do novo investimento que estamos fazendo. – Seu tom é seco.
Pego o uqe preciso e antes de entrar dou uma batidinha na porta.
– Entre. – eu entro e o vejo mexendo em alguns papeis . Aproveito esse tempo pra observá-lo melhor, ele estava lindo com seu terno cinza, camisa branca e gravata preta. Vou até sua mesa e deposito ali o que ele pediu.
– Aqui estão. – Digo
apontando para os papéis. Ele não olha pra mim, parece que está me ignorando e está com raiva.
– Obrigado, preciso disso até a tarde. Faça as planilhas de acordo com os lucros e os gastos. Ligue pra agencia de publicidade e marque uma reunião pra daqui alguns dias. Quando terminar me traga e veremos o que fazer depois. – Ele me dá os arquivos, mas sem me encarar. To ficando chateada com isso.
– Sim Senhor. – Tento me manter fria como ele, mas minha voz sai meio tremida. Ele percebe isso .
– Você está bem?. – Ele levanta e vem ao meu encontro segurando meus ombros e me avaliando pra ver se estou bem.
– ES.. estou. – Porque estou tão nervosa?
– Não parece bem. — Ele chega mais perto.
– Deve ser o calor. — Digo me abanando.
Ele me olha nos olhos, desce os olhos até minha boca, e não para, vai descendo até os meus seios, minhas pernas e volta seu olhar pra mim, só que dessa vez avaliando minha boca.
Ele me beija, não como das outras vezes. Dessa vez ele me dá um selinho demorado. Sem língua, sem malicia, apenas um beijo doce. Se afasta e continua me olhando. Não consigo pronunciar nenhuma palavra. É estranho, mas acho eu senti falta de seus beijos.
– Não saia com aquele cara, por favor. – Isso soa como uma suplica.
Não respondo, ainda estou em transe.
– Por favor... – Ele sussurra e volta a me beijar, dessa vez com mais vontade. Agarra minha cintura com uma mão, e com a outra segura meus cabelos e pede passagem com a língua para minha boca e eu concedo. Começamos uma dança lenta e sensual com nossas línguas, um maravilhoso e doce beijo.
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Pov Dean.
Agarro sua bunda e a coloca em cima da mesa, ainda a beijando, ela tem gosto de mel, tão bom.
Subo sua saia até a altura das coxas e chego até sua calcinha. Ela agarra meus cabelos e tenta tirar meu paletó, parece que ela tem alguma dificuldade sempre que vai tirar minhas roupas ela não consegue. Continuo meu trabalho, passo dois dedos sobre sua calcinha e vejo que ela está molhada e quente.
– Tão pronta. – Sussurro no seu ouvido. Minha ereção está a pino.
O telefone toca estragando nosso momento. Ela me empurra e pula da mesa.
– Não podemos fazer isso aqui. – Ela fala arrumando sua saia e seus cabelos.
– Só me diz que não vai sair com aquele cara. – Volta a segura-la em meus braços, onde é seu lugar. Sinto que ela fica tremula e sua voz sai entrecortada.
– Porque não? –
é Dean, porque não? Porque que não quer que ela saia com outro?
Não se mete onde não é chamada consciência.
Pensa rápido, não posso deixá-la que fique com outro. Então sem me dar conta as palavras saem da minha boca.
– Porque quero que saia comigo.
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