Playing With Fire

10 Se beber, não faça merda


Notas iniciais
Yoo minna o/

Como podem ver, esse cap saiu beeeem antes do dia marcado. Digamos que eu não tenha uma vida social e passei o fim de semana inteiro em casa XD kkkkkkkkk.
Enfim, vou começar por.... MEU DEUS DO CEEEU!! PLAYING WITH FIRE RECEBEU MAIS UMA RECOMENDAÇÃO!!!! OMG!! 3 RECOMENDAÇÕES É DEMAIS PARA O MEU CORAÇÃO SENSÍVEL!!! Cookiecute, muito obrigada! Obrigada mesmo!! milhões de kissus pra você ♥♥♥♥♥...

Agradecimentos: Gablychan, PunkRock, Tali Miniwa, Ravenna Morgan, UmaDoceteLouca, Marcela Abadeer, cookiecute, Fernando Zelros, Anne Hyuga, bakarayo, Alexia Vasconcellos, Ly, natsumi1406, Shirayukki, Kagome chan, leitores do meu coração!! Amo muito vocês, vocês fazem a minha vida ter mais sentido! Kissus gigantes pra todo mundo ♥♥

Assim como diz o título, esse capítulo irá mostrar quanta merda você pode fazer quando está bêbado lololololol. E terá uma pequena safadezinha numa parte, mas ainda não será o hentei, como disse antes, estou esperando o momento certo ^^

Boa leitura!!

Depois de toda aquela confusão, fiquei ali, sozinha na parte aberta da festa isolada de todos, apenas junto de meus pensamentos. Butch me chamou para dançar mais uma vez, porém eu recusei, ainda estava cansada pela outra dança e não tinha a mínima vontade de estar no meio daquela multidão novamente. Brick? Bem, não vi mais a sombra dele durante a noite, mas isso não importa, o que estava me incomodando era a frase que ele deixou para mim antes de ir.

“Ele é pior do que você imagina.”

Sim, eu estou com um pressentimento ruim a respeito disso, não sei do que os Desordeiros podem ser capazes de fazer. Principalmente Butch, que mesmo sendo legal comigo, ainda possui um ar misterioso. Bem, de qualquer forma, eu irei desvendar isso uma hora ou outra...

O tempo estava passando, consegui ficar mais tempo do que esperava aguentar naquela boate, para ser sincera eu achava que acabaria tendo uma tontura por estar rodeada de muita gente ou algo assim, esta foi a primeira vez que consegui aguentar muito tempo num lugar que não me agrada. Ergui meu braço e dei uma olhada em meu relógio de pulso, me surpreendo com a hora. Caramba! Já são onze horas!

Lembrei-me de que tinha que chegar antes da meia-noite e entrei no meio da multidão agitada mais uma vez em busca de Butch, esbarro em várias pessoas e muitas vezes pisaram no meu pé, o que estava me dando nos nervos. Merda! Cadê aquele palhaço?! Aposto que está se embriagando! Sou pega de surpresa quando sinto uma mão me puxar pelo braço, me tirando da pista de dança para um lugar cheio de casais.

Olho para cima e tenho a visão da pessoa que me puxava, reconheci de primeira, não que eu tenha ficado surpresa, mas um tanto confusa. Era Boomer, o Desordeiro menor e menos... Agressivo. O loiro me encarava de forma maliciosa da cabeça aos pés, só em sentir seu bafo tive certeza de que estava completamente bêbado, tanto que nem parecia me reconhecer.

– Oi gata, tá sozinha? – Ele pergunta, ainda sem me reconhecer por estar totalmente alcoolizado. – Sabe, eu não costumo exigir que uma mulher durma comigo, normalmente elas vem até mim...

Sua cantada foi o suficiente para que eu o empurrasse, com vergonha. Mas que frase... Sem vergonha! Não sabia que ele era tão pervertido assim. Se bem que se fosse para alguém como ele, qualquer garota cairia bem fácil. Eu sei que parece exagero, mas Boomer se tornou um dos garotos mais bonitos que já vi na vida. Sem brincadeira. Nunca eu esperaria que aquele garotinho bobo fosse ficar tão belo e sedutor só com o andar. Confesso que até eu me apaixonaria fácil por ele, mas no momento não estou interessada nisso.

O loiro não parava de me encarar sorrindo maliciosamente, estava agindo igual a um bêbado alegre e tarado. Seguro seus dois ombros e o sacudo com força, fazendo a cabeça dele sacudir para cima e para baixo.

– Boomer sou eu, seu idiota! Buttercup!

Ele põe a mão no queixo e começa a me analisar, tentando me reconhecer. Cruzo os braços quase perdendo a paciência. O loiro estala os dedos, como se finalmente tivesse percebido.

– Você é a Buttercup mesmo! – Diz ele sorrindo estupidamente. – Só a Buttercup teria peitos tão pequenos!

Uma veia salta em minha testa e lhe dou um soco no rosto, fazendo Boomer cair no chão enquanto gargalhava histericamente. Me agacho no chão e o seguro por seus cabelos dourados, levantando sua cabeça para que eu pudesse encará-lo melhor.

– Chega de gracinhas! Agora me diz, você viu o seu irmão por aí?

– Qual deles? O Butch? – Pergunta e eu assinto. – Ah, tinha esquecido que vocês dois estão se pegando. – Meu rosto cora, e eu fico com mais raiva.

– Nós não estamos...!

– Eu estava com ele há alguns minutos atrás. – O loiro me interrompe, mais uma vez sorrindo estupidamente. – Eu, ele e Brick começamos a beber e depois fomos dançar. Foi muito louco! Dançamos o Oppa Gangnam Style!

– Pensei que vocês estavam brigados.

– E estamos. Mas o álcool nos uniu novamente, é por isso que eu amo Vodka.

É, o que o poder do álcool não faz? Eu o levanto e cruzo os braços novamente.

– Ok, mas isso não interessa agora. Quero saber aonde ele se meteu.

– Na verdade, eu o vi naquela mesa ali. – Diz ele apontando para a esquerda. Olho na direção e um ódio me possui com o que vejo. Butch estava sentado com uma garota em seu colo, os dois estavam bebendo uma garrafa inteira de Hennessy, parecia completamente embriagado. O que esse filho da puta tá fazendo?!?! – Veja só, lá está ele!

– Eu sei! Já vi!! – Respondo furiosamente e deixo Boomer para trás, indo em direção da mesa em que o moreno se encontrava. Fico de frente para ele com a cara amarrada e o encaro. – Olá Butch!

O moreno olha para mim e toma um susto, empurra a garota de seu colo que cai no chão em seguida. Olha para mim sorrindo cinicamente.

– Oi princesa, tudo bem com você? – Pergunta com algumas falhas na voz. Desgraçado...

– Tá tudo ótimo! Pelo visto você também tá excelente, né filho da puta?!? – Respondo com toda raiva do mundo. ARGH! Que ódio!!! Eu o perco de vista por um segundo e ele fica se esfregando nessas putas!! O levanto da cadeira e ele solta um bocejo, posso sentir o seu bafo, acho que ele misturou todos os tipos de álcool e colocou na boca. Estava tonto e mal conseguia distinguir o chão. – Vamos embora daqui, já está tarde e você está muito bêbado!

– Ei Butch, você escolheu essa aí pra levar pro motel? – Pergunta Brick que se aproximava de nós dois, para minha surpresa, estava sorrindo como nunca fez antes, obviamente por culpa do álcool. – Poxa, bem que você poderia ter escolhido uma mais gostosa.

Meu rosto esquenta tanto pelo ódio quanto pela vergonha, o ruivo não estava me reconhecendo, e Butch ainda mal podia focar a sua visão. Quantas eles beberam?? Eles nem sequer me reconhecem. O irmão loiro se aproxima segurando no ombro de uma garota, provavelmente também estava bêbada.

– Ei seus putos, escolhi essa aqui! – Diz Boomer apertando a bunda da garota ao seu lado, que soltava um risinho em resposta.

– Uou! Que gostosa! – Afirma Butch fazendo mais uma veia saltar em minha testa

– Você realmente pega todas, hein Boomer?!! – Diz Brick, brincando com o irmão.

– Eu sei, eu sou demais!

E assim inicia-se uma troca de papo furado entre bêbados, falando de mulheres, motel, sexo, e etc. Tudo aquilo estava contribuindo para que meu estresse chegasse ao limite, faço a primeira coisa que me da vontade: Empurro a garota ao lado de Boomer e seguro no braço dos três, os puxando como uma mãe que arrasta seus filhos para fora de uma loja de brinquedos sem dó.

– Já chega! Está na hora dos três irem pra casa!

A frase foi o suficiente para os garotos começarem e me xingar e reclamar por não quererem ir embora, eles realmente pareciam três crianças mimadas e mal-educadas. Foi uma vitória ter conseguido sair da boate sem desgrudar de nenhum dos três, que a cada passo que dávamos em direção do carro, soltavam uma reclamação diferente, principalmente Brick. Eu juro que falta pouco pra eu pegar um cinturão e meter o cacete neles! Mas até que é compreensível eles serem assim, afinal foram criados pelo Ele e pelo Macaco, falta de educação já era de se esperar...

Ficamos de frente para o veículo e o moreno me entrega as chaves do carro, abro a porta do banco de trás e empurro Brick e Boomer ali dentro em seguida, que permaneciam no discurso de “Eu não quero ir embora!!”. Butch retruca um pouco, mas logo obedece minhas ordens e senta no banco da frente ao lado do volante a qual eu comandaria. Buttercup, agora você terá que usar o máximo de suas habilidades no volante, deixa-los em casa, e depois voar para a sua. Tenho que fazer isso tudo o mais rápido possível.

Entro no carro e ligo o motor, olho para o retrovisor e percebo que os dois ainda estavam com uma garrafa de bebida na mão, Butch fazia o mesmo ao meu lado. Tento tomar as garrafas antes de pisar fundo, sem sucesso.

– Ei, vocês já beberam demais. – Alerto. – Desse jeito vão acabar tendo uma ressaca braba.

– Eu tenho um lema que é o seguinte: Evite a ressaca, mantenha-se bêbado. – Diz Brick com a garrafa na boca e seus irmãos concordam.

– Ah, que seja! Já estão bêbados mesmo. – Saio do lugar e entramos na estrada vazia. – Aonde é a casa de vocês?

– Liga o GPS aí, já tá registrado. – Diz o loiro. Eu assinto e ligo o aparelho, que logo me dava as instruções do local, ficava numa parte um tanto afastada de Townsville, perto do jardim botânico oriental. – Ô tia, você sabe dirigir, né?

– “Tia” o cacete, seu bebum. – Respondo sem paciência. — E eu sei sim. Mais do que você imagina.

E assim iniciamos a longa jornada até a casa deles, assim que liguei o rádio, os três começaram a formar um coral cantando Someone Like You de Adelle. Além de cantarem desafinado, cantam mal, e muito mal, se eu os ouvisse por mais um minuto, seria capaz de atirá-los para fora do veículo.

Quando percebo que minha paciência chega ao limite, desligo o radio e faço uma cara feia, alterando a voz para um tom mais grave.

– Será que dá pra vocês três calarem a boca?!?!

– Shiii, ela ficou estressadinha. – Diz Butch que ajusta sua voz para iniciar mais uma cantoria – Não estrague a nossa alegria.

– Pois eu não estou nem um pouco alegre!

Para a nooooooooooooooooooooooooossa alegriaa... – Boomer começa a cantarolar e os outros caem na risada, eu permaneço séria. Francamente, homens acham graça em tudo mesmo.

Butch se aproxima de mim e seu rosto fica praticamente colado com o meu, eu não desvio meu olhar da pista na tentativa de ignora-lo, sem sucesso. Tanto sua proximidade desnecessária quanto seu bafo estavam me incomodando, e muito.

– S-Sai de perto de mim, seu bêbado! – Ordeno e ele não obedece. Cutuca meu rosto e vai até os lábios, aonde os puxa para o lado, espremendo-os com minha bochecha. – Que merda é essa que você tá fazendo??

– Tentando fazer um sorrisinho no seu rosto. – Diz ele sorrindo estupidamente enquanto ainda brincava com minha pele. – Você deveria sorrir um pouco mais, teria menos rugas e seria menos assustadora.

Filho de uma... Brick se aproxima de nós dois e também começa a me perturbar.

– É verdade, você está sempre séria. Tá explicado porque é solteira.

– E deveria por silicone. – Boomer acrescenta, contribuindo para que meu ódio aumentasse ainda mais. – Tem que cuidar mais do seu corpo, gatinha. Tá ficando gorda.

– Pois é, tá goooooorda. – Butch fala ainda tentando formular um sorriso em meu rosto. – Faz uma dieta, daqui a pouco vai ficar igual ao Majin Boo*.

– AAAAAAARGH!! – Eu grito e os três se assustam. – SEUS BEBADOS DE MERDA!! SE ABRIREM A BOCA MAIS UMA VEZ, SE PREPAREM!!!

– ♪... Prepara! ♪ — Brick inicia mais uma canção. Merda! Essa música não!!

– ♪ ... Que agora... ♪ — Boomer continua.

– ♪ ... É hora... ♪ — Butch complementa.

– AAAAAAAARGH!! E NADA DE FUNK!! – Ordeno mais uma vez e os três se calam.

Libero um suspiro longo e dou uma olhada em meu relógio de pulso, já era onze e quinze, encosto minha cabeça na poltrona almofada e tento relaxar.

Pois é, pelo visto esta será uma looonga viajem...

Vinte minutos se passaram, o que pareceu durar uma eternidade. Os três não calavam a boca por um minuto, tudo o que eu queria naquele momento era pegar uma fita adesiva e tapar seus lábios sem dó. Eles falavam papo de bêbado, expondo seus maiores segredos constrangedores e desnecessários para meus ouvidos escutarem, e continuaram nisso, minha noite de sábado se resumiu em: Ser babá de três bêbados.

Todos caiam na gargalhada por qualquer merda que um falasse, já eu, tentava me concentrar ao máximo na pista para não perder o controle. Eles riam alto, muito alto, parecia uma cena típica de “Se beber não case”. Estavam praticamente vomitando merda.

– Ás vezes eu mijo na cama! HÁ HÁ HÁ! – Boomer soltou mais uma, fazendo seus irmãos rirem junto.

– HÁ HÁ HÁ! Ás vezes eu mijo na cama de vocês dois! – Brick complementa e eles riem ainda mais.

Sim, esse papo de bêbado está me irritando pra cacete! Estou a vinte minutos ouvindo sobre mulher, carro, sexo e mijo. De qualquer forma é melhor do que ouvi-los cantar...

De repente, sinto o carro mover-se de forma mais lenta, estranho um pouco e me lembro que uma vez isso já havia acontecido comigo. Essa sensação estranha... Merda! Tudo menos isso! Dou uma olhada no medidor do tanque, estávamos a 5% de gasolina do meio da estrada deserta, e ainda não tínhamos chegado nem no meio do caminho.

– Porra!!! – Xingo o veículo umas dez vezes e o carro para, ficamos sem um pingo de gasolina, parados na pista sem nenhum posto por perto. – E agora?!? Como a gente faz?!?

– A gente canta. – Diz Butch alegremente, como se nada estivesse acontecendo. — ♪ O céu resplandece ao meu redooooooooooooooooor... ♪

E assim os irmãos começam a cantar TODAS as aberturas de Dragon Ball. TODAS! Minha paciência finalmente estoura em seu limite, não estava mais aguentando toda aquela palhaçada. Encaro os três de forma maléfica e eles se assustam, fumaça começa a sair de meus ouvidos e altero minha voz.

– OS TRÊS! PRA FORA DO CARRO! AGORA!!

– Ô tia, e o que você quer que a gente faça? – Pergunta Boomer com falhas na voz.

– QUALQUER MERDA! CONTANTO QUE FAÇA ESSA LATA SE MOVER!

Eles saem do carro e param na parte traseira, primeiramente estranho um pouco, mas eles põem as mãos no veículo e começam a empurra-lo com força, fazendo-o se mover pela estrada novamente. Nossa, que força! Eu sabia que se eles trabalhassem juntos, chegariam numa solução.

Por terem uma força sobre-humana, acabam fazendo o carro se mover ainda mais rápido do que antes. Saltamos por um quebra-mola e tombo minha cabeça no teto. Ai! Cacete, estamos indo rápido demais! Em menos de cinco minutos, conseguimos chegar em um posto de gasolina, um alívio bate em meu coração e os irmãos começam a comemorar entre si.

Saio do carro e peço para encherem o tanque enquanto eu ia ver como estavam os rapazes, chego mais perto dos três e me assusto com o que vejo. Butch e Brick estavam chorando abraçados enquanto Boomer comemorava ao lado dos dois. Mas que... Porra é essa??

– Brick... – Começa Butch em meio de soluços fortes. – Eu sei que a gente briga muito, mas... Eu te amo cara!!

– Eu também te amo seu merda!! – O ruivo complementa também chorando. Eu segurava meus risos diante daquela cena ridícula entre bêbados emotivos.

– Aeeeeeee!! Abraço de irmãos!! Abre uma brechinha aí!! – Comemorava Boomer tentando entrar no abraço enquanto pulava que nem uma gazela.

– Cala essa boca, seu bosta!! – Os dois irmãos gritam para o irmão menor.

Brick partiu o abraço por um instante e deu um soco do rosto do loiro fazendo-o cair no chão. Sem conseguir mais conter minhas risadas, quase tenho um ataque de tanto rir com a cena. Meu Deus!! Cadê uma câmera quando se precisa de uma?? Perto de nós, passaram duas garotas com saias bem curtas, o que fez os garotos tomarem sua atenção para elas e assobiarem.

Volto para o caixa e pago a conta, entro no carro novamente e espero os meninos entrarem também, apenas Butch apareceu. Olho para os lados procurando Brick e Boomer, eles tinham sumido sem deixar nenhum rastro.

– Cadê seus irmãos? – Pergunto e Butch bebe mais um gole da garrafa em sua mão.

– Eles... (soluço) Pegaram aquelas piranhas e foram pra um motel...

– Como é?? Aqueles safados...

– Pois é... – O moreno se aproxima de mim e segura em meu rosto, sinto-me corando e posso sentir seu bafo de cerveja mais de perto. Ele fazia uma expressão maliciosa enquanto lambia seus lábios, numa tentativa de me seduzir. – Agora somos só eu e você... Sozinhos no carro... Indo pra minha casa...

– B-Butch, para com isso!! E larga essa cerveja!!

– Espera, antes de irmos... Deixa eu vomitar. – Dizendo isso, se agacha e vomita em seus próprios pés, sujando tanto seus sapatos quanto o chão limpo do carro.

– Porra Butch! Que nojo!

Ele se levanta e se aconchega no banco, encosta a cabeça em meu ombro quase caindo no sono. Me da sinal para ir embora e finalmente saímos daquele posto. Só eu e ele... Sozinhos no carro... Indo pra casa dele... Prefiro nem pensar no que pode acontecer.

O moreno começa a alisar meu rosto e eu o ignoro, mas é claro que eu ainda estava nervosa e com o rosto completamente corado. Butch continuava cantarolando e falando merda, mas fingi que não estava ouvindo nada. Agora ele estava contando coisas que já aconteceram com ele que não me interessavam nem um pouco. Dou uma olhada no GPS e percebo que estávamos quase chegando. GRAÇAS A DEUS!! ESTAMOS QUASE LÁ!!

–... E teve uma vez que... Ei! Está prestando atenção, sua bicha?! – Pergunta chamando a minha atenção. Eu realmente não sabia de merda nenhuma que ele estava dizendo.

– Não Butch, eu não estou...

– Por quê??

– PORQUE NÃO ME INTERESSA!!!

– Calma meu anjo, não precisa ficar com raiva.

– PRECISA SIM! ESTOU HÁ QUASE UMA HORA FINGINDO NÃO OUVIR AS MERDAS QUE VOCÊ E SEUS IRMÃOS FALAVAM!! – Gritava para ele, e sim, eu estava muito puta. — EU JÁ DEVERIA ESTAR EM CASA, SABIA?!? DAQUI A POUCO A BLOSSOM VAI CHEGAR LÁ E FODEU!! FO-DEU!!

– Ei, não precisa gritar, desse jeito eu vou ficar com dor de cabeça...

– FODA-SE A SUA DOR DE CABEÇA!! EU QUERO IR PRA CASA LOGO!!

– Se você para de gritar eu te conto um segredo meu. – Diz ele sorrindo feito um bobo, caindo na gargalhada. – É muito engraçado. Chega mais. – Ele se aproxima ainda mais de mim, encosta a boca em meu ouvido e posso sentir sua respiração em minha pele, me dando calafrios longos. Butch ainda solta alguns risinhos e enfim sussurra baixo em meu ouvido. -... Eu já bati punheta pensando em você...

............. COMO É QUE É???????? Meus olhos se arregalam e meu corpo se arrepia ainda mais, meu rosto cora pela vergonha e meu coração acelera. Butch parecia nem ligar, estava soltando gargalhadas com o que acabara de dizer, assim como qualquer bêbado alegre, e consciente que é.

– HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ! Engraçado, né?? HÁ HÁ HÁ... – Ele ria histericamente.

Tento me controlar, esquecer o que acabara de ouvir, deletar essa cena da minha vida. Calma Buttercup, ele está bêbado, não sabe o que está dizendo. Respirei fundo e mais uma vez uso todo o esforço do mundo para me concentrar na pista, mas por mais que eu tentasse, aquela maldita frase não saia da minha cabeça.

“Eu já bati punheta pensando em você... Eu já bati punheta pensando em você... Eu já bati punheta pensando em você... Eu já bati punheta pensando em você...”

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARGH!!!! BÊBADO DE MERDA!! EU TE ODEIO!!!

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Depois de uma hora aguentando bêbados malucos, cantorias, papo furado, frases constrangedoras, e minha paciência estourando os limites... FINALMENTE CHEGUEI NA CASA DELES!!!

Oh, Graças a Deus!! Estou livre!! Saio do carro e puxo Butch para fora, o ajudando a andar até a porta da casa. Era um lugar simples, era um tanto afastado da civilização e poucas pessoas pareciam morar por ali, mas não deixava de ser aconchegante. O moreno me entrega as chaves da casa e nós entramos, acendo a luz e arregalo os olhos com o que vejo.

Tudo bagunçado. Tudo. Comida, roupas, aparelhos eletrônicos, produtos de higiene, tudo isso espalhado pelo chão da pequena casa. Parecia até que um furacão havia passado por ali. Mas já era de se esperar, afinal são os Meninos Desordeiros...

A sala era colada com a cozinha, o pequeno corredor dava para o banheiro e dois quartos de solteiro, provavelmente um deles tinha que dormir na sala. Jogo o moreno no sofá que quase dormia feito uma pedra, deixo as chaves da casa e do carro em cima da mesa ao lado da televisão. Dou uma última olhada nele e suspiro, me preparando para ir embora.

– Prontinho, tá entregue. – Aceno para ele e vou em direção da porta.

Sou impedida quando sua mão segura a minha, tentando me puxar para trás. Sinto o clima um tanto pesado e olho na direção dele, Butch estava com o braço na testa que suava pelo calor, sua expressão estava um tanto estranha, expressão de um bêbado depressivo.

– Não vá... – Ele pede. Me viro na direção dele e me sento no sofá ao seu lado. -... Fica um pouco mais comigo...

Sinto uma pontada no peito, pela primeira vez ele parecia realmente triste. Não sei se é por culpa da bebida, mas... Caramba! Nunca esperei o ver assim. Estendo minha mão até seu rosto e acaricio sua bochecha.

– Butch... Desculpa, eu preciso mesmo ir...

Ele se senta e me encara de perto, olho no fundo de seus olhos e percebo que ele estava prestes à liberar uma lágrima solitária, porém ele a segura.

– Sabe... Por mais que eu esteja cercado de gente, eu me sinto tão só... – Começa a desabafar comigo, coisa que eu nunca esperei vir de alguém como ele. Isso... É o álcool. Só pode ser culpa do álcool. – As únicas pessoas que eu tenho são meus irmãos, mas nem eles me compreendem direito.

– Butch...

– E quando eu tento fazer novas amizades... As pessoas fogem de mim. E eu sei que é pelas merdas que eu faço, mas... Eu não aguento mais ficar sozinho. – Ele da uma pausa e solta alguns risinhos. –... Ignore tudo o que eu disse. Eu sou um bêbado idiota...

A dor no meu peito aumenta e eu sinto uma estranha vontade de chorar, estava com pena dele. Nossa... Eu não sabia que ele se sentia assim. Estendo minha mão até a sua e a seguro carinhosamente e sorrio.

– Tem razão. Você é um bêbado idiota... Mas você não está sozinho. – Ele olha no fundo de meus olhos com mais seriedade. – Afinal de contas... Nós somos amigos, não somos?

Sorrimos gentilmente um para o outro, o deito devagar no sofá e me levanto. Ficamos em silêncio por alguns instantes e iniciasse um clima estranho. Respiro fundo e corto o silêncio.

– Agora vê se dorme, se-...

– Bc... – Ele interrompe e eu presto atenção. -... Se eu te pedisse um beijo, você me daria?

... O que? Meu rosto cora e meu coração acelera, fico em silencio sem responder. Inúmeras dúvidas invadem minha mente e fico confusa, assim como ele me faz ficar toda vez que me olha daquele jeito gentil. U-Um beijo?? E-Ele tá falando sério?? Q-Quer dizer, ele está bêbado, e... ARGH! Porque eu estou tão nervosa??

Antes que eu percebesse, já tinha me sentado no sofá mais uma vez, olhava profundamente o rosto do moreno que parecia não estar brincando. Estava sendo totalmente sério naquele momento. Por um momento, seus lábios rosados me pareciam tão tentadores, como um imã que estivesse me convidando para mais perto. E mais perto... E mais perto...

Talvez... Talvez não seja uma ideia tão ruim...

Num movimento rápido e inesperado, o moreno se senta e cola nossos lábios, fazendo tanto meu rosto quanto meu corpo esquentar. Eu não conseguia pensar mais em nada, não sabia como agir ou como responder, apenas me dei por vencida ao toque e deixei levar. Butch me beijava lentamente e sem pressa, como se tivéssemos todo tempo do mundo para ficarmos saboreando o gosto de nossos lábios.

Puxa meu lábio inferior com os dentes e sorri maliciosamente, me deixando com ainda mais vergonha, tanta que tentei me livrar de seus braços que me abraçavam, sem sucesso. Sua língua penetra minha boca sem permissão, me conduzindo para um beijo quente e sensual. Ca-Caramba! Está bem mais diferente que da última vez.

De surpresa, ele me deita no sofá ficando por cima de mim, põe os braços entre meu rosto impedindo que eu escapasse. Volta a me beijar com todo o desejo possível, eu tentava recuar, mas seu beijo era tão bom, era tão doce, que eu decidi ficar um pouco mais para experimentar todo o seu gosto. A medida que ele ia me beijando, eu sentia uma sensação estranha, uma sensação quente e de puro desejo. Algo que nunca havia sentido antes.

Butch desvia seu rosto até meu pescoço e me maltrata com vários chupões, também deixa algumas mordidas leves ali. Ponho as mãos em sua cabeça e começo a segurar seus cabelos. Solto alguns gemidos baixos e a sensação aumenta. Esse pressentimento... O que ele vai fazer? Não me diga que ele...

Tomo consciência de que estávamos indo longe demais quando ele começa a abaixar meu vestido até a cintura, deixando todo o meu sutiã amostra. Meu rosto esquenta violentamente ao ver que ele não tirava os olhos de meus seios, tapo seus olhos rapidamente e ele fica confuso.

– O-O-O-O que pensa que está olhando, seu imbecil?!?!? – Minha reclamação foi em vão, pois ele destampa os olhos e volta a beijar meu pescoço. Chupa ali um pouco mais forte do que deveria e meu corpo se arqueia para trás. – Aah!...

Tampo minha boca com vergonha, sem acreditar que havia soltado um gemido tão alto. Mas o que foi isso?? Isso veio de mim?? Que merda é essa que tá acontecendo com meu corpo??? Meus pensamentos são interrompidos quando sinto um vento frio em minhas costas, ou também uma sensação de liberdade e mais conforto. Esse friozinho... Olho para baixo e noto algo muito vergonhoso: Butch tirou meu sutiã. MASOQ?!?!?!

Tento formular uma boa bronca, mas não consigo pensar em nada, é como se o meu orgulho estivesse completamente desmoronado e ferido, me deixando incapaz de dizer uma só palavra. O moreno desce os beijos até meus seios, onde os aperta numa força moderada, transmitindo um arrepio completamente novo ao meu corpo, fazendo-me soltar um gemido rouco e de puro desejo.

Eu sabia o que ele queria. O que eu queria? Bem... Para ser sincera, eu não sei. Estava tudo muito confuso, as coisas estavam acontecendo muito rápido, porém agora não era hora para pensar. Pois sei que se eu pensasse muito seria tarde demais. Butch continua me beijando com todo o desejo dentro de si, era como se eu tivesse acordado um monstro que estava preso dentro dele há um bom tempo, e estava insaciável para parar por vontade própria.

Eu... Eu não quero que seja dessa maneira... Não assim... Não aqui... Não agora... Eu ainda não estou pronta...

– Butch... Para! – Eu ordeno mas ele não obedece, continua a beijar meu corpo de forma desesperada e calorosa. Tento empurrá-lo, mas ele era mais forte e muito mais pesado do que eu imaginava. O mandei parar inúmeras vezes mas ele se fez de surdo, o que já estava começando a me assustar. Ele... Ele vai me estuprar, é isso?!? – BUTCH, PARA COM ISSO AGORA!!!

Meu grito o fez para de repente. Ele estava com o rosto entre meus seios expostos, não se mexia, não falava, não fazia nada, parecia até morto. Espero uma atitude sua, mas fico no vácuo, ergo um pouco seu rosto e me surpreendo com o que vejo. Ele... Dormiu? Butch dormiu feito uma pedra, ou melhor, dormiu como um bêbado que havia tomado todas e com certeza não estava ciente de seus atos. Ele não se lembraria de nada amanhã.

Suspiro um tanto aliviada, mas também furiosa, afinal de contas ele me expos de uma forma que eu nunca imaginei, para no final das contas ser só mais uma de suas façanhas de bêbado. O jogo para o lado e me levanto do sofá. Ponho meu sutiã de volta e ajusto meu vestido, me preparo para finalmente ir embora.

– Ah, antes que eu me esqueça... – Me agacho até ele novamente e lhe dou oito socos na cabeça, que causaram galos enormes. – Isso é por ter tentado me estuprar. Uma coisa eu garanto: vai doer muuuito amanhã. – Caminho até a porta e suspiro, dou uma última olhada no garoto que dormia profundamente. Por fora parecia um anjo, mas por dentro não passava de um capetinha travesso. -... Bêbado de merda.

Fecho a porta da casa e voou pelo céu em direção da minha, passo a mão por meu pescoço totalmente marcado por seus beijos, e assim todas as lembranças da noite passam por minha mente. Sinto uma pontada no peito e ponho a mão em cima, senti uma insegurança dentro de mim. Toda vez que eu encontro Butch... Me sinto desse jeito no final.

“Ele é pior do que você imagina.”

E mais uma vez esta frase começa a me perturbar, eu não entendi muito bem porque Brick disse aquilo, mas por incrível que pareça, uma parte de mim acreditou. E não seria uma surpresa acabar me decepcionando com Butch. Solto um suspiro longo e decido tomar uma decisão que resolverá isso de uma vez por todas.

... Eu não aguento mais toda essa pressão. Não só por ele ser meu inimigo, mas também por eu estar começando a sentir algo a mais por ele... Eu irei me afastar de Butch. Assim tudo voltará a ser como era antes... Ou não.

Chego em casa de meia-noite em ponto, foi uma vitória chegar na hora certa, porém uma tremenda falta de sorte chegar na mesma hora que o Professor e a srta. Bellum. Assim que parei em minha janela, eles entraram em casa. Merda! Cheguei tarde demais! Entro em meu quarto pela janela, a luz estava apagada e voei até o botão, assim que ligo a luz tento tirar o vestido o mais rápido possível para por meu pijama e me jogar na cama. Fingir que estava dormindo seria a melhor opção.

Num susto, a porta do quarto se abre atrás de mim, eu ainda estava de vestido e toda maquiada. C-Como eles subiram tão rápido?!? Não escuto nada, também viro estátua, uma voz de mulher corta o silêncio.

– Buttercup, é você mesmo??

Junto toda a minha coragem e olho para trás, srta. Bellum me olhava perplexa, não acreditava no que estava vendo. Porém não a culpo, acho que qualquer um reagiria assim. Merda! Merda! Merda! Merda! Merda! Fodeu a porra toda!

–... O-Oi srta. Bellum... – Respondo timidamente com o rosto completamente corado. Ela fecha a porta e entra no quarto, continua me olhando da cabeça aos pés, ainda estava chocada, porém permanecia com sua expressão serena e compreensiva. -... Olha, eu...

– Você saiu? – Ela pergunta calmamente, parecia estar nem ligando para os outros detalhes. – Nossa... Admito, estou surpresa em te ver assim. – Meu rosto esquenta ainda mais e não sei como respondê-la. Ela me leva até minha cama e nós duas sentamos, eu fico cabisbaixa enquanto ela permanece com a mão em meu ombro. – Quer conversar a respeito?

Fico em silêncio por alguns instantes, não tinha coragem de olhá-la nos olhos, minha voz quase não saia de minha boca de tanto nervosismo. Respiro fundo e finalmente falo.

–... Se eu te contasse, você não acreditaria.

– Porque não?

– Porque é estranho... Nem eu sei o que está acontecendo comigo...

Ela fica em silencio e suspira, sorri gentilmente para mim enquanto alisa meus cabelos ainda enfeitados com a fita.

– Entendo... – Entende? Como assim entende? Se nem eu entendo, como é que ela...? – Pra fazer essa cara, é sinal de que foi “fisgada”.

Olho para ela meio confusa, sem entender muito bem.

– Do que está falando? – Pergunto e ela solta alguns risinhos.

– Buttercup, eu conheço você e suas irmãs como ninguém. Acredite, vocês nunca conseguirão me esconder nada. – Começa, eu continuo sem entender e tombo minha cabeça no ombro. – Eu posso não ser a pessoa mais indicada a falar sobre isso, mas... Eu já tive muitos homens, entende? Eu sei tudo o que você está passando. As sensações, as incertezas, as dúvidas, o medo, a insegurança, o prazer e tudo mais. – Ela olha no fundo de meus olhos e sorri gentilmente. – Sei muito bem reconhecer uma mulher quando está... Apaixonada.

Meus olhos arregalam, meu coração acelera, meu corpo inteiro esquenta. Um turbilhão de pensamentos me cercam e fico mais confusa do que já estava. De uma certa forma, eu tentei recusar de todas as formas a palavra “paixão”, não queria acreditar numa coisa dessas. Apaixonada?... Não. Não pode ser. Eu? Apaixonada por Butch? Até parece.

– E-Eu não estou... Apaixonada.

– Por mais que esse seu orgulho gigantesco não te permita admitir, uma hora ou outra você irá reconhecer isso. – Ela se levanta e vai até a porta, da uma última olhada em mim e sorri gentilmente. – E não desanime. Tenho certeza de que qualquer garoto normal irá de corresponder, afinal você é linda, é uma garota incrível. Só um idiota para te rejeitar.

Ela fecha a porta me deixando sozinha no quarto, encosto minha cabeça no travesseiro e mergulho em devaneios. Quase dormindo, ainda me lembro da decisão que tomei, eu iria me afastar de Butch. Mas... Será que consigo?

Ah, Butch... Porque você tinha que aparecer na minha vida sem mais nem menos e fazer esse estrago?

Rolo na cama encaro o teto, solto um suspiro longo e me rejeito a dormir.

Quem me dera ele fosse “normal” mesmo, srta. Bellum...

Continua...

Notas finais
Majin Boo*: Personagem do anime Dragon Ball que parece uma bola gigante gorda e rosa

Meu santo... They almost had sex... Almost... But okay.

Ficou bom? Ficou ruim? Ficou péssimo? Eu deveria me matar? Respondam tudo.
Espero do fundo do coração que tenha ficado bom, principalmente por eu ter feito nas pressas -.- Bem, esse cap foi mais pra dar um sacode na Bc pra ver se ela percebe que ta apaixonada. ANTA! PERCEBE LOGO!!

Até o cap 10 o/

Kissus ♥