Playing With Feelings
29 PLAYING WITH FEELINGS, CAPÍTULO 29
Notas iniciais
Sexta, 20 de Maio, 07:58, floresta
Miley:
Eu mal tinha dormido aquela noite pensando na burrada que Justin havia feito. Estava com o efeito um caminhão passou em cima de mim.
– Bom dia –eu disse a Jus que era o único acordado
– De bom não tem nada –ele parecia tão cansado quanto eu, olheiras e a cara amassada entregavam uma noite mal dormida.
– Porque?
– Você ainda pergunta? Eu posso ter engravidado uma garota.. dormir mal porque os cinco segundos que eu cochilei eu sonhei com um bebê chorando no meu ouvido.. e você ainda me pergunta o porque o meu dia não está bom? –ele disse meio paranóico
– Puuutz, que barra.. mas olha, relaxa, prometo ser uma boa tia –ele me fuzilou com o olhar e eu fiquei séria– Ok, vai dar tudo certo, nem vai ter neném porque vai acontecer um milagre de Deus de seus espermatozóides serem mais lerdos e idiotas do que você..
– Você não ta ajudando –ele rosnou
– Ah cara eu não consigo ser uma boa conselheira, porque eu vou te falar bicho, você é muito burro.
– Obrigado, não preciso mais de críticas.
– Ok, vou tentar me calar.
– Seria um bom começo.
– Já pensou aquele monte de cocô todos os dias? –eu gargalhei
– Miley Ray Cyrus sua vadia eu vou te matar –ele começou a correr atrás de mim e eu saí correndo pela mata, já a conhecia um pouco pela trilha que fizemos então nem me preocupei. Assim que nos afastamos uns 40 metros ele me alcançou e me puxou pelo braço.
– Na boa, não me mata não –eu gargalhava
– Pede clemência.
– Não.
– Pede ou sofrerá as conseqüências –ele me colou em uma árvore amassando o meu corpo com o seu
– Não –eu disse rindo– E é bom você me deixar escovar meus dentes, porque se eu tiver com o seu bafo matinal meu filho, eu vou sair matando as pessoas.
Ele não falou nada, apenas colou seus lábios nos meus calando minha boca, eu me debati e virei meu rosto por uns dois minutos, mas ele não desistiu e não me soltou e eu acabei cedendo.. mais uma vez.
Nossos lábios se sugavam com desejo, nossas línguas se enroscavam, ele levantou minhas pernas e eu as enrosquei em volta de seu corpo. Jus levantou minha camisola fazendo meu bumbum e metade das minhas costas sentirem o tronco áspero da árvore, volta e meia e ele apertava seu corpo contra o meu me fazendo arfar entre um beijo e outro. Seu membro já estava ereto e com certeza minha intimidade molhada.
– É. Melhor. Pararmos –disse ofegante
– Porque?
– Somos amigos.
– E é por isso que eu preciso disso, apoio moral.
– Não Jus–eu desgrudei minhas pernas de seu quadril e o empurrei– Isso ta mais para apoio sexual e disso você não precisa.
– Quem disse? Sexo é sempre bom.
– Realmente, muito bom para quem sabe fazê-lo com responsabilidade, e a camisinha cadê?
– Eu tiro pra fora.
– Não Jus, nem sempre isso dar certo. Não quero ser mais uma Selena da vida.
Saí deixando-o sozinho, com certeza preso em seus pensamentos.
Sexta, 20 de Maio, 15:14, ônibus
Justin:
Tentei falar com a Selena várias vezes mas a mesma me ignorava, então fiquei na minha. Estávamos voltando para casa porque uma das alunas, Ella McGuire, estava passando mal e todos concordamos em voltar, já que também estava chato o nosso passeio pela floresta. Daí eu me pergunto, porque diabos uma floresta?
– Está tão pensativo –Miley que estava sentado ao meu lado disse, levei meu olhar de encontro ao seu
– Pensando na vida.
– E vontade louca de fumar, né?
– Como você sabe?
– Porque quando a gente está pensando muito, sempre bate aquela vontade.. e também, porque quando você quer fumar você fica mexendo constantemente o nariz.
– Jura? –ergui uma de minhas sobrancelhas
– Sim –ela sorriu
– E sabia que eu também reparei uma mania sua?
– Ah, é? Qual?
– Toda vez que você fala palavrão você pisca.
– Mentira –ela disse rindo
– Verdade.
– Mentira Justin, eu não faço isso.
– Faz sim Miley, e desde pequena.
– Cala boca, é mentira.
– É verdade porra.
– É mentira caralho.
– Viu? Você piscou.
– Pisquei nada.
– Piscou sim.
– Hei vocês dois –Chris chutou nossa poltrona atrás– Eu quero dormir.
Rimos baixinho e eu peguei a mão de Miley, suas unhas pintadas de preto, como de costume.
– O que você está olhando?
– Você e sua cor preta.
– Minha preferida.
– É eu sei –sorri para ela
– Você realmente me conhece muito..
– E você também me conhece.. O que mais sabe de interessante sob mim?
– Quando você ta irritado você coça a nuca.
– Quando você ta triste gosta de esconder com um sorriso.. nunca foi de se mostrar frágil perto das pessoas.
– Mas perto de você eu sempre fui frágil.
– Mas eu disse perto das pessoas, perto de animais você desaba –eu disse e ela gargalhou
– Você se alto zombando?
– Não, é que eu me acostumei com você me chamando de animal.
– Você é um boboca sabia?
– Sabia. E você é uma babaca sabia?
– Sabia –rimos baixinho e ela deitou a cabeça em meu ombro– Vai dar tudo certo..
– Em relação a que?
– A sua falta de responsabilidade..
– E se..
– E se tudo der errado, eu ainda estarei aqui, do seu lado.
– Você é minha mulher-maravilha.
– E você é meu NInja.
– A gente podia montar a liga da justiça né?
– Justin! –ela gargalhou
– To falando sério –eu ri
– Arran, sei. Idiota.
– Para de me xingar. Assim até parece que você não me ama.
– E quem disse que eu te amo?
– Eu sei que me ama.
– Ah, convencido.
– Que foi?
– Você é meu melhor amigo.
– E você é a minha melhor amiga, por isso me diga eu te amo primeiro.
– Você nunca vai ouvir essas palavrinha mágicas.
– Oh, como você é cruel, assim eu morro.
– Oh como você é dramático, assim eu te mato.
– Ok, já disse que você me da medo?
– Todos dizem.
Ela se aconchegou ainda mais em meu ombro e eu fiquei em silêncio.
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