Playing With Feelings

15 PLAYING WITH FEELINGS, CAPÍTULO 15


Notas iniciais
Desculpem pelos erros de Português ou nomes errados, já expliquei o porque! então boa leitura garotas.

Terça, 26 de Abril de 2011, 13:30, casa da Miley

Miley:

Depois do episódio do falso incêndio Justin me deixou na porta de casa e por incrível que pareça tanto eu quanto ele não trocamos nenhuma palavra sobre aquele favor. Desde pequenos tínhamos manias de pedir favores um para o outro, mas nenhum até hoje foi tão intenso como este.

– Porque está toda molhada? Não está chovendo –disse meu pai, que parecia estar de saída.

– Houve um alarme de incêndio na escola.

– Oh Deus, e está tudo bem com você?

– Estou né pai, senão não estaria aqui.

– Então ta, grossa.

– Está indo aonde? –eu perguntei enquanto subia a escada lentamente

– Pra empresa, houve alguns problemas lá e eu preciso resolver.

– Boa sorte –eu disse agora subindo para o meu quarto.

Joguei a bolsa em qualquer canto e me joguei na cama, ainda estava ensopada, mas nem me importei, comecei a ri do acontecido, a minha turma era realmente da pesada. Até que parei para estranhar o fato de minha irmã não estar no meu quarto, ela sempre ficava assistindo TV quando eu chegava, e por mais atrasada que eu estivesse ela ainda estaria lá. Me levantei e fui em silêncio ao quarto dela.. abri a porta devagar e ela estava sentada do outro lado da cama de costas para a porta. Me aproximei e ouvi alguns soluços de choro “Você é uma idiota Jazmyn ela disse para si mesma.

– Você é louca garota? Está falando sozinha? –eu disse e ela se assustou, mas não olhou para mim, apenas escondeu algo em baixo da cama– Jazmyn vira pra mim –eu disse e ela se virou, o rosto molhado de lágrimas e os braços escondidos atrás de seu corpo.

– SAI DAQUI GAROTA, O QUARTO É MEU –ela gritou em defensiva

– Porque você está chorando? –eu perguntei– E o que você escondeu ali?

– Não é da sua conta, sai daqui –sua voz soou fraca

Foi quando reparei alguns pingos de sangue pelo quarto, olhei para ela incrédula.

– Você menstruou Jazmyn? –franzi o cenho

– Você é surda garota? Sai daqui.

– Da onde vem este sangue Jazmyn? ME RESPONDE –eu gritei e me aproximei dela puxando seus braços e desvendando seus pulsos cortados– Mas, mas, o que é i-isso? –eu gaguejei, minha respiração ficou falha

– Eu sou uma idiota –ela levou a mão no rosto enquanto escorria sangue pelo seu braço, sujando sua roupa.

– Por-por-por-que você tava se cortando? –eu disse desesperada, aquilo havia atingido meu coração como uma faca envenenada, agindo aos poucos, porém de forma violenta.

– Eles me acham idiota –ela se “engasgou” com as lágrimas– me acham nerd demais para o ciclo da sociedade. Eu apenas gosto de estudar, e eles me julgam por ser assim –ela se sentou na cama, lágrimas desciam em seu rosto como uma cachoeira.

– Eles que são idiotas por não verem a criança maravilhosa que você é –eu me sentei ao seu lado

– Eu não sou não, Miley. Nem você me suporta..

Me veio como flashbacks todos os anos que ignorava a existência da minha irmã. Eu tinha 10 anos quando mamãe morreu em um acidente por dirigir bêbada, e desde então eu me rebelei. Meu pai ficou muito mal e não deu muita atenção aos parentes, por de certa forma se sentir culpado, pois eles haviam tido uma briga antes dela sair de casa. Meses depois minhas primas se casaram e foram cada um pro seu lado. A Jazzy tinha apenas 3 anos, logo completaria 4 e ela cresceu praticamente sozinha.. e mesmo com a falta de afeto ela é a menina mais meiga deste universo. E só agora eu fui perceber o quanto eu estava errada, Jazzy esperava que eu a completasse com o carinho materno.. e nem com o carinho de irmã eu o fiz. Como eu era egoísta.

Vê a minha irmã de 10 anos se mutilar, causara em mim uma culpa tremenda. Eu precisava ser mais.. eu precisava demonstrar os meus sentimentos, por mais difícil que seja para mim.

– Hei, não diga isto –eu disse chorosa– Eu amo você Jazzy, eu daria a minha vida por você.. E por mais que eu nunca demonstrei isso, é realmente verdade. Você sabe que nunca fui boa em expressar sentimentos.. mas você é tudo para mim. Me desculpe por não ser a irmã perfeita que você espera –me derramei em lágrimas

– Eu não espero uma irmã perfeita, porque eu já tenho uma e ela se chama Miley Ray Cyrus. Eu amo você –ela me abraçou

– Por favor, não se corte mais, nunca mais.. Promete?

– Eu prometo –ela disse em voz baixa

Ficamos um bom tempo ali, abraçadas, apenas ouvindo a respiração uma da outra. Pensei sobre que atitudes tomar em relação a isso. E me vieram em mente dois afazeres. O primeiro seria demonstrar mais carinho a minha irmã, ela estava carente e precisava receber o afeto que nunca recebera desde que mamãe morreu. Segundo: Eu precisava ir a escola e saber quem eram as outras crianças que falavam essas atrocidades a minha irmã.

Em pensar que eu fazia isso na escola, eu praticava bullying com os meus colegas e sempre achei muito divertido zoá-los. Agora eu vejo como dói neles, eu vejo porque sinto esta dor e da forma mais cruel possível.

Eu levei ela até o banheiro e esperei ela se banhar, separei um pijama e assim que ela se deitou em sua cama eu comecei a fazer um curativo sobre seus pulsos e ela adormeceu, como um anjo. Beijei sua testa e procurei limpar todo aquele sangue no chão, e sumir com a lâmina que encontrei debaixo da cama. Depois fui pro meu quarto tomar um banho, e quando entrei debaixo do chuveiro deixei a emoção tomar conta de mim, chorei como se o mundo estivesse acabando ali.

Notas finais
Iai gostaram? amanhã posto um capitulo maior, é que eu cheguei agora e to muito cansada, beijos meninas.