Playing With Feelings

12 PLAYING WITH FEELINGS, CAPÍTULO 12


Notas iniciais
Postei um capítulo extra grande então não tem como reclamar pois não posto mais hoje, boa leitura gatinhaas ;))

Segunda, 25 de Abril de 2011, 15:58, parque

Miley:

Nesta tarde liguei para Tyler e combinei de ir em um parque daqui.. não aqueles de diversões, mas aqueles em que namorados, famílias e amigos costumam ir para fazerem aquele famoso piquenique. Eu tive a idéia e ele pareceu gostar, aceitou meu convite eufórico e ficou de me encontrar lá na hora marcada.

Eu já o esperava sentada sobre uma toalha, e com uma cesta ao meu lado. Logo ele apareceu com outra cesta e com um sorriso esplêndido em seu rosto. Sorri para ele que se sentou ao meu lado.

– Eu disse que traria alimentos –disse olhando a sua cesta

– Não deixaria você trazer tudo sozinha, não é mesmo? E se sobrar a gente dá para os necessitados..

– Que menino do bem –eu sorri e ele também.

Começamos a conversar de diversas coisas, vídeo games, amigos, seriados da TV. Tyler me mostrou ser alguém realmente diferente do que eu achava. Comemos algumas coisas e realmente sobrou muito alimento. Pensei que ele brincou com o “Se sobrar a gente dá para os necessitados” mas ele realmente disse sério. Quando terminamos ele me chamou e disse que me levaria a algum lugar. Há dois quarteirões dali encontramos uma família de mendigos, formada por uma mulher e três crianças de diferentes idades. Eles tinham uma barraca daquelas de camping mesmo montada em um terreno baldio.

– Olá dona Marta.

– Ty, você por aqui, meu querido?

– Venho sempre que posso, já disse que nunca me esqueceria de vocês, não disse?

– Tio Ty –a menina pequena correu ao seu abraço e mesmo estando suja Tynão hesitou em abraçá-la forte e pega-la no colo, logo os outros dois meninos também abraçaram suas pernas.

– Crianças, quantas vezes já falei para não abraçarem o senhor Tyler? Ele é um moço nobre..

– E é por ser nobre que não me importo. Até exijo abraços, ok? –ele disse e as crianças sorriram, eu estava admirada por tudo aquilo.

– Quem é ela tio Ty? –a garotinha de aparentemente cinco anos apontou para mim

– É a Miley, minha amiga. Nós viemos trazer um lanche para vocês..

– Miley, esta é a Thifanny –a pequena sorriu– este é o Rodrigo, este é o Alexandre e esta a mãe deles, Marta.

– Muito prazer –eu sorri meio sem jeito– Aqui estão os lanches –eu entreguei a cesta na mão do menino mais velho, Alexandre, ele aparentava ter uns dez anos.

– Muito obrigado pela ajuda, Deus lhe abençoe querida –Marta disse com os olhos lacrimejados

– Estou com fome –Tifanny disse olhando a cesta

– Então vá comer –Ty a colocou no chão e nós olhamos as três crianças invadirem a cesta pegando os alimentos com alvoroço. O filho mais velho retirou algumas coisas entregando na mão da mãe que agradeceu e comeu, também faminta, um sanduíche e alguns biscoitos.

Ficamos mais um tempo ali, até meu pai me ligar, eu precisava ir embora.

– Eu preciso ir –disse me aproximando novamente da família.

– Oh querida, esta tão cedo!

– Para meu pai está muito tarde –sorri

– Ah, entendi. Espero que volte mais vezes.

– Se eu tiver a oportunidade, com certeza.

– Você vai virar a minha tia também, Miley? –perguntou Tifanny

– Se você quiser, claro que sim –eu me agachei e ela me abraçou. De inicio não sabia se retribuía o abraço, mas me deixei levar pelo encanto da criança.

– Tchau Miley, volte mais vezes –disse Alexandre, que estava abraçado a Rodrigo.

– E você Rodrigo, não vai se despedir?

Ele apenas acenou para mim e eu olhei para Tyler.

– Ele é mudo.

Eu fiquei surpresa, não imaginava que era por aquele motivo que o pequeno de sete anos se mantinha calado. Toquei-lhe seu rosto e sorri. Cumprimentei Marta e eu e Tyler fomos embora conversando.

– Nossa, isso foi surreal –eu acendi um cigarro– Se importa se eu fumar?

Ele negou com a cabeça e disse:

– Nunca fizeste um programa como este, não é?

– Não. Eu não faço nada além de olhar para mim mesmo, nunca para o próximo –soltei a fumaça do cigarro– E é tão estranho, agora tenho vontade de comprar uma casa para eles, de ajudá-los.

– Eu também tenho, mas não sou rico. Faço o que posso, trago alimentos. Já insisti para que Marta matricule as crianças na escola, mas ela tem receio que os filhos vá e não voltem.

– Como assim? –eu perguntei e franzi o cenho

– Nem eu entendo –ele riu

Pegamos um ônibus e fomos embora. Tyler não era tão rico e não tinha um carro, digamos que ele era da classe média. Cada papo, cada atitude dele me fazia recuar um pouco daquela aposta.. estaria eu interessada no nerd da escola?

Terça, 26 de Abril de 2011, 09:05, intervalo escola

Justin:

– E aí, como vai a aposta, Miley? –perguntei antes de morder um pedaço do meu sanduíche

– Muito bem, vai ser fácil cumpri-la –ela piscou para mim

– Ah, eu achei esta aposta fácil demais –Marie disse

– Eu também –Julhie concordou

– Ah mais já escolheram esta.. vai ser esta! –Miley disse séria
Tyler passou perto da gente e olhou Miley sorrindo, ela retribuiu o sorriso e o chamou com o dedo.

– E aí, tudo beleza? –ela perguntou

– Tudo ótimo e com você?

– Estou bem.. qual sua próxima aula?

– Literatura e a sua?

– Não sei, acho que é Física.

– Seu pai te deu bronca por ontem? –ele perguntou e Ryan arranhou a garganta e começou a ri

– Não, ele só sabe ser macho no telefone –ela disse, e ele agora pareceu incomodado com os nossos olhares voltados a ele.

– Eu preciso ir, depois a gente se fala –ele saiu com pressa e Miley fuzilou Ryan com o olhar

– Que foi? Sempre acho graça do seu pai te controlando –ele riu

– Meu pai não me controla, que coisa –ela franziu o cenho irritada

– Ah não, ele só manda em você –eu disse.

– Ninguém manda em mim. Aprendam!

Ela se levantou e saiu pisando forte, o sinal bateu e então cada um foi para a aula que teria no próximo horário.

Notas finais
As coisas vão esquentar mais na frente HAAHA' em breve posto o outro, beijos da tia Jú.