Playing With Feelings
11 PLAYING WITH FEELINGS, CAPÍTULO 11
Notas iniciais
Segunda, 25 de Abril de 2011, 09:58, escola
Justin:
Eu estava sem nada para fazer, a aula de matemática estava um porre.. então resolvi atentar nada mais, nada menos que Miley Cyrus. Arranquei uma bolinha de papel do meu caderno que estava quase inteiramente com folhas brancas.. formei uma bolinha de papel e quando o professor se virou eu taquei na direção de Miley acertando em sua cabeça. Soltei uma risada baixa e ela me fuzilou com o olhar. Vi que ela arrancou umas cinco folhas fazendo uma bola maior e tacou em mim de volta acertando no meu ombro, comecei a ri alto e ela também, chamando a atenção de todos para nós.
– Tenho cara de palhaço senhorita Cyrus? –o professor se virou perguntando para ela
– Só falta o narizinho vermelho –ela disse com ironia apontando para o próprio nariz e a turma inteira riu.
– Senhorita Cyrus, para a diretoria.
– A aula tava uma merda mesmo –ela deu de ombros e saiu
– Senhor Bieber o que acha sobre isso?
– Sobre o senhor parecer um palhaço? Bom.. eu discordo, talvez um jegue se assemelhe mais –de novo a turma riu e ele me fuzilou com o olhar apontando para a porta e eu me levantei indo para a diretoria, me apressei para encontrar Miley e fomos juntos até a sala da formosa –nem tanto– diretora, Katy.
– Cyrus e Bieber? Novamente por aqui?
– Claro diretora somos educados, precisamos fazer uma visitinha sempre. Aliás, e aqueles biscoitinhos gostosos, não tem hoje? –procurei pelo pote mas não o encontrei.
– Muito engraçadinho senhor Bieber.
– É o que dizem né –eu simplesmente falei e Miley gargalhou
– E você senhorita Cyrus?
– Não, eu deixo a parte do picadeiro para ele –disse séria.
– Vocês sempre tão irônicos e mal educados..
– A maior ironia disso tudo é que somos educados em sua escola –Miley disse e eu super concordei, a diretora pareceu ficar nervosa, com certeza fumaria uns dez cigarros assim que saíssemos dali, já que ela é fumante ativa.
– Já não sei o que devo fazer em relação a vocês.
– Nunca vai dar certo mesmo –Miley disse dando de ombros
– Será mesmo senhorita Cyrus? –ela disse irritada– Os dois ficarão um dia suspenso.
– Só um dia? É muito pouco –eu disse e ela me fuzilou com o olhar.
– Quer que eu os expulse logo da escola?
– Seria uma boa –Miley disse em tom de deboche
– Mas a verdade é que não vou fazer isso porque querem.. prefiro torturá-los deixando-os aqui.
– Ainda bem que você admite que sua escola é uma tortura –Miley sorriu sem mostrar os dentes
– CHEGA! Saiam da minha sala agora!
– E qual foi a atitude tomada mesmo? –eu perguntei
– Vocês ficarão uma semana aqui, duas horas a mais que o normal, estudando na biblioteca. Entendido?
– A gente estudando juntos? Na biblioteca? Por uma semana? –Miley perguntou
– Acho que quem precisa entender que não dará certo é você –arqueei minhas sobrancelhas e fiz uma careta
– É esta a minha decisão. Saiam da minha sala agora, irei comunicar aos pais de vocês.
Agora sim ferrou tudo. Meu pai sabendo disso? Tipo, é o fim do mundo. Para quem ainda não sabe meu pai é muito carrasco, me ajuda financeiramente e MUITO, mas espera que em troca eu seja um filho estudado, educado, coisa que eu nunca serei. Não porque não quero, mas porque não tenho paciência. Somos ricos, ou melhor, ele é e me dá tudo de bom e do mais caro. A casa em que vivo com os meninos foi ele que me deu e eu acabei fazendo dela uma república.. e se meu pai soubesse arrancaria meu pescoço fora. Ele mora em uma cidade próxima mas nunca vem me visitar, é ocupado demais para dar atenção aos filhos. E bom, nem me importo com isso, acho até bom.. ta, talvez incomode um pouco a ausência dele, mas nada demais. Minha mãe mora na Califórnia também, mas nunca vem me visitar, até porque ela não sabe aonde é minha casa, fiz questão de não lhe contar.. mas sempre que posso eu vou visitá-la, ela sim não faz esforços para me aceitar do jeito que sou, apesar de não ser o filho perfeito que ela sempre sonhou. Ela se casou com Marcos, meu padrasto, depois de muito anos de sofrimento ao lado do meu pai ela merecia ser feliz. Ela que tem a guarda do meu irmão Jaxon, de onze anos, que é mais tranqüilo e mais humano do que eu.
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