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7 Capítulo 7 - T.G.I.F.


Notas iniciais
Oiieee meus amores >< Sim, eu sei que demorei muito dessa vez e peço que me perdoem. Estou passando por vários momentos difíceis em minha vida e tinha decidido me afastar um pouco das coisas, inclusive do Nyah. Peço mil desculpas e espero que me entendam, não está sendo fácil para mim. Quero agradecer as mensagens privadas que me mandaram, aos favoritamentos e aos lindos comentários! Queria muito agradecer a: ~ Christina Romanoff ~ Black Widow ~ Vivianne Lovato ~ Sam Johansson Evans ~ Liz Gillies Jogia ~ Jujah ~ Gwen Stacy Parker ~ Caroline Barnes ~ Rebeca Katniss Everdeen ~ Lolly ~ Lady Romanoff ~ Emma Romanoff ~ Natália Alionova ~ Thais Fernandes (Seja muito bem-vinda meu amor!) ~ Love Money Party Amei mesmo os comentários e fico muito feliz em ver que os ''fantasminhas'' estão aparecendo aushsh Espero que gostem porque esse capítulo tem muuuiiitoooo Stasha! Vamos a história! Boa leitura 8) Enjoooooyyy

Encontrei Steve na porta de entrada do hotel, de costas para mim. Quando ele percebeu minha aproximação, se virou surpreso e deu um sorriso:

– Nunca imaginei sair com uma mulher tão bonita aos 95 anos — dei uma risada enquanto ele me girava, para logo depois me abraçar

– Você também não está nada mal, Rogers — ele ainda sorria pra mim — Espero que você ache meio que normal nós sairmos para um encontro

– Então isso é um encontro? — ele pediu com uma expressão divertida no rosto

– Talvez — tenho que parar de sorrir — Você quer que seja um?

– Acho que você já sabe a resposta — ele não tirava o sorriso do rosto

– Sim, eu sei

É tudo um borrão escuro, mas eu tenho certeza que foi demais! É, nós dançamos em cima de mesas e tomamos doses demais. Acho que nos beijamos, mas esqueci. Fomos expulsos do bar, então fomos pra avenida. Na última noite de sexta, eu acho que quebramos a lei. Sempre dizemos que vamos parar e nessa sexta-feira à noite fazemos tudo de novo

Last Friday Night, Katy Perry

Weldon, Califórnia, Estados Unidos — 22h 00min P.M.

P.O.V Natasha Romanoff

Chegamos no local da festa. Era em uma casa de festas da cidade, uma das únicas já que era uma cidade pequena. Na entrada, havia uma equipe da organização, todos devidamente vestidos, conferindo os nomes postos na lista. Ao entrarmos, nos sentamos na mesa indicada pelo recepcionista. Estava tudo muito bonito e chique, dando um ar luxuoso ao lugar. Uma música agradável tocava ao fundo e vários casais já estavam na pista de dança:

– Quer dançar comigo? — eu estava tão distraída que a pergunta me pegou de surpresa

– Por que não? — respondi, enlaçando meu braço no de Steve, que estava esticado em minha direção

Nos dirigimos para a pista de dança e logo senti sua mão em minha cintura. Coloquei uma de minhas mãos em seu ombro e com a outra segurei sua mão. Começamos dançando no ritmo da música, era um jazz contemporâneo. A pele exposta de minhas costas entrando em contato com a mão dele me causava arrepios. Ele me puxou para mais perto, de um jeito em que eu poderia repousar a cabeça em seu ombro.

Dançamos mais umas três músicas, quando anunciaram que o jantar seria servido. Steve me conduziu até a nossa mesa, onde dois casais de idosos simpáticos também se sentaram. A comida estava maravilhosa, acho que nunca comi tanto. A conversa também estava agradável, o tempo passou voando. Era perto das 23h00min quando uma orquestra começou a se apresentar. Eu era uma amante da música e Steve como um bom cavalheiro estendeu sua mão me convidando para dançar:

– Me concede a essa honra? — perguntou com um de seus sorrisinhos sarcásticos. Resolvi entrar na brincadeira

– Você faz isso com todas que sai? — eu aceitei sua mão e nós dois rimos. Já estávamos no meio da pista dançando, junto com os outros casais

– Faço isso só com as mais especiais — ri da sua resposta depois dele ter me girado

– Eu sou uma delas? — o encarei. Ele dava aquele seu sorriso de canto que eu gostava

– Não sei. Você gostaria de ser? — abaixei minha cabeça sorrindo e notei ter corado. Não respondi a pergunta e continuamos dançando — Isso aqui ta ficando chato, o que você acha de irmos a uma festa de verdade?

– Ta insinuando que a minha presença não te agrada, capitão? — nós dois rimos, já estávamos ''alegres'' devido a alguns drinks

– Estou insinuando que essa festa ta chata demais pro meu gosto. Vem, vamos pro hotel trocar de roupa pra poder te levar a uma festa de verdade — não tive tempo de retrucar, ele saiu me puxando pra fora do local. Pedimos um táxi e seguimos em direção ao hotel. Entramos apressados no quarto — Coloca uma roupa simples e que dê pra sujar

– Onde nós vamos? — pedi, curiosa -

– Não gosta de surpresas, Romanoff? — respondeu, tirando seu terno, mas tendo dificuldade com a gravata

– Não, não gosto. Deixa que eu te ajudo — me aproximei, retirando sem pressa sua gravata e dando um sorrisinho malicioso. Joguei a gravata no chão do quarto, não me importando muito. Ele se aproximou mais ainda de mim e sussurrou em meu ouvido com uma voz rouca

– Não que terminar o serviço? — me arrepiei e ele pareceu notar, pois continuou mantendo a mesma distância

– Seria um prazer, mas ainda temos uma festa pra ir — também sussurrei em seu ouvido

– Eu não me importaria em não ir nessa festa — ele continuava perto, me causando arrepios

– Mas eu me importaria — falei, enquanto desabotoava lentamente os botões de sua camisa social — Continuamos depois, soldado

– Eu vou cobrar — disse, me dando uma piscadela antes de tirar por completo sua camisa social e colocar uma camisa social mais simples, calça jeans, moletom e um tênis — Antes de irmos, quero te entregar uma coisa

– Steve, é lindo — olhei admirada pela frase escrita no colar (parceiros no crime) — Coloca pra mim?

Ele afastou meu cabelo para o lado, depositando um beijo na curva do meu pescoço e colocou a jóia:

– Está me provocando, Rogers? — sorri maliciosamente. Coloquei a parte dele do colar em Steve

– Quem sabe... — ri da sua cara e corri para o banheiro; Me troquei; botei uma blusinha com mangas pois o vento lá fora era frio. Depois de prontos, fomos a pé mesmo, o lugar era a quatro quadras de onde estávamos hospedados. Era no porão de uma casa de madeira, estava cheio, pessoas bebendo, dançando, os músicos tocando algo animado, parecia não caber mais ninguém:

– Confesso que Barton sempre me trazia em lugares assim — afirmei

– Eles sempre dão festas nas sextas, é para a comunidade mais pobre. Todo mundo vem se divertir e esquecer os problemas — Steve explicou, me puxando e colando nossos corpos. Começamos a dançar, a música era animada e divertida.

Agradeço por ter me avisado pra vir com uma roupa confortável, porque eu não pretendia sair dali tão cedo. As pessoas realmente se divertiam, bebendo, dançando. Esbarrávamos nas pessoas mas não nos importávamos, ninguém se importava. Jogavam a cerveja barata para o alto na intenção de brindar, apostavam na queda de braço, realmente esqueciam os problemas. Nós bebíamos e dançávamos ao mesmo tempo, pegávamos a cerveja das pessoas para beber, virávamos copos como se fosse uma aposta de ''quem bebe mais''. Não éramos os mais sóbrios e isso me fez lembrar os tempos em que eu e Barton nos ''divertíamos'':

– Nat, vem — disse Steve me puxando para cima de uma mesa. O olhei confusa, negando, pois todos olhariam, mas ele era mais forte do que eu. Subi, relutante. Ele fazia alguns passinhos engraçados em cima da tábua de madeira, como se estivesse me desafiando. A viúva negra nunca recusa um desafio

– Está me desafiando, Rogers? — ele me olhou com aquele sorriso que só ele sabe dar — Pois saiba que eu aceito o desafio

Inventei alguns passos, misturando com sapateado e no final nós dois parecíamos dois idiotas bêbados dançando em cima da mesa. Por sorte, dois casais resolveram subir na mesa também. Steve estendeu o braço em minha direção e eu entendi. Os outros casais fizeram o mesmo. A música acabou e eu desci da mesa com o auxílio dele. Como não tinha mesa para sentar, peguei o primeiro copo de cerveja da primeira mesa que vi e virei tudo de uma vez só, de pé. Steve fez o mesmo e me olhou com aquela cara de ''pronta para a próxima dança?'' e eu, claro, não recusei.

...o0o...

Já era por volta das quatro da madrugada, quando anunciaram que iriam tocar a última música. Eu ainda estava consciente mas minha lucidez não era das melhores. Creio que a de Steve também não. A música era mais lenta, algumas pessoas já se retiravam do local:

– Nat... Eu posso ta bêbado mas ta difícil de controlar a vontade de te beijar — sussurrou

– Eu sei, também ta difícil controlar a minha então vamos voltar pro hotel porque ta ficando tarde — agarrei sua mão, nos levando para o lado de fora

– Pega o meu moletom — ele me ofereceu, percebendo que eu estava com frio. Aceitei e o vesti. Tinha o cheiro dele, me senti confortável e aquecida ali dentro

– Obrigada — agradeci. Já tínhamos andado uma quadra

– Por que você foge de mim? — perguntou ele enquanto andávamos pela rua deserta e escura de paralelepípedos

– Steve, não vamos começar com essa conversa agora — ele me empurrou e me prensou na parede de uma casa em que passávamos na frente. Colocou uma mão de cada lado da minha cabeça, me prendendo ali e praticamente colou seu rosto no meu, de um modo que a nossa respiração era a mesma; era só um de nós se mexer poucos milímetros e nossos lábios de encontrariam.

– Não me venha com essa de ''não quero conversar''. Eu sei que mexo com você, Natasha. Você só não quer admitir. Quando eu me aproximo assim — ele chegou perto do meu ouvido e sussurrou após dar uma mordiscada no lóbulo da minha orelha — Você estremece. Ou quando eu faço isso — ele deu um chupão em meu pescoço, que com certeza deixaria marca — Você se arrepia. Sua boca pode negar, mas seu próprio corpo te entrega

– Eu não quero isso agora. Não quero estragar nossa amizade e temos uma missão — a verdade é que eu queria muito, mas não podia me envolver. Uma hora ou outra terei que contar a verdade, que só estou usando ele para conseguir informações e me vejo na obrigação de diminuir o dano — Vamos voltar para o hotel

Ele passou seu braço pelos meus ombros, me abraçando. Caminhamos assim até chegar no nosso quarto. Fui para o banheiro me trocar, coloquei um shorts do pijama mas permaneci com o moletom dele. Tirei o colar que havia ganhado mais cedo, deixando-o em cima da pia. Fiquei de pé descalço mesmo. Saí e encontrei Steve na sacada, ainda com sua camisa social mas com a calça de um pijama, observando as estrelas. Me aproximei dele e o abracei por trás, depositando um beijo em seu ombro:

– Me desculpa, Ste... Eu não devia ter sido grossa — ele me virou, de modo com que eu ficasse de costas para o parapeito da sacada e ele de frente para mim. Ele me encarou, como se avaliasse meus olhos. Passou levemente a mão pela minha bochecha, depois levou a ponta de seus dedos contornando meu lábios e por fim desceu sua mão até minha cintura

– Você é tão perfeita Nat... Do que você tem tanto medo? — ele pediu, me encarando novamente nos olhos

– Tenho medo de te machucar — respondi, abaixando minha cabeça para que ele não olhasse dentro dos meus olhos. Fiquei brincando com os botões de sua camisa, desabotoando-a

– Mas você não vai, eu sei que não vai — essas palavras me atingiram como uma faca. Ele confiava plenamente em mim e eu, como sempre, estragando tudo. Faltavam quatro botões, seu peitoral já estava exposto

– Você não entende — respondi, olhando para o lado

– Eu quero saber quanto tempo vai demorar — ele virou meu rosto para que eu pudesse olhar em seus olhos. A mão dele em meu queixo permaneceu ali

– Demorar pra quê? — perguntei, sem entender

– Pra entender que te amo — desabotoei os últimos botões e o encarei. Percorri todo o seu tronco com minhas mãos, apreciando a sensação. Levei uma de minhas mãos ao seu abdômen, sentindo sua pele e a outra a sua nuca, brincando com os seus cabelos. Estava me aproximando e ele também, quando ouvimos um estouro e uma sirene. Olhamos para baixo da sacada, assustados

– O que foi isso? — perguntei

– Deve ser só uma briga de bêbados e a polícia — disse ele, enquanto colocava uma de suas mãos em minha nuca tentando continuar de onde paramos

– Não, Steve. A sirene veio de dentro do prédio, parecia um alarme de incêndio — olhei ao redor e percebi pela janela do quarto de cada ponta do prédio que havia uma luz estranha. Senti o cheiro de queimado e corri para dentro do cômodo, indo em direção ao corredor do andar ver o que estava acontecendo — Sentiu esse cheiro também?

– Sim, cheiro de queimado — ele abriu a porta e viu as pessoas saindo desesperadas de seus quartos. O corredor estava em chamas e as pessoas corriam para as escadas. Peguei minha mochila, calcei um chinelo e saí para ajudar as pessoas. Steve fez o mesmo, pegando seu escudo também

Nós dois ajudávamos as pessoas saírem de seus quartos, aquilo estava uma confusão. Todos gritando desesperados e a estrutura do hotel cedendo. Tirei um casal de idosos de dentro do quarto e os conduzi as escadas. Estava voltando, para ajudar outros a saírem, quando ouvi gritos vindo do elevador:

– Steve, me ajuda aqui! — gritei. O vi sair de um dos quartos carregando uma criança e ajudando um casal a se locomover. Eles usavam panos na boca e no nariz por causa da fumaça. O cheiro já estava irritando meus olhos e nariz, mas precisava tirar aquelas pessoas dali ou morreriam intoxicadas — Tem alguém preso no elevador!

– Ajude esse casal a chegar as escadas e desça, esses são os últimos, eu cuido daqui — afirmou. Dei um rápido selinho nele

– Se cuida, por favor — disse, preocupada

– Me prometa que vai descer essas escadas comigo junto ou não — ele pediu, enquanto me encarava

– Eu não vou sem você! — exclamei

– Nat, por favor — ele acariciou minha face — Preciso ter a certeza que você chegará em segurança. Te encontro lá embaixo

– Mas Ste, eu não posso... — uns pilares desmoronaram, me obrigando a prometer — Eu prometo

– Não volte aqui em cima de jeito nenhum, entendeu? — ele me deu um beijo na testa e correu para o elevador

Escoltei a família para as escadas. Ajudava a todos como podia, mas o trajeto estava lento devido a quantidade de pessoas. Eu já não aguentava mais a fumaça, quando vi alguns bombeiros no terceiro andar. Não percebi que havíamos descido tanto, a única coisa que eu pensava era em tirar aquelas pessoas dali. Quando os bombeiros nos direcionaram para fora do prédio e eu consegui chegar a calçada, simplesmente me joguei no chão buscando por ar. Meus olhos provavelmente estavam muito vermelhos e eu não parava de tossir.

Passaram-se dez minutos e Steve não descia. Comecei a ficar preocupada e resolvi pegar o colar que havia ganhado mais cedo para me acalmar. Toquei meu peito e percebi que ele não estava ali, o que me fez catar qualquer camisa na minha mochila pra botar no rosto enquanto subia novamente o prédio em busca do meu colar. Furei a barreira feita pelos bombeiros e entrei correndo, ignorando os protestos dos mesmos. Até o quarto andar eu consegui subir tranquilamente, mas a partir do quinto a fumaça não me permitia avançar

Olhei para o chão e vi a quantidade de pessoas mortas perto do banheiro. Provavelmente acharam que era a saída e acabaram morrendo carbonizadas. Avancei mais um pouco, tinha que chegar ao nono andar. Cheguei ao sexto e vi um bombeiro me impedindo de continuar. O ignorei também, subindo direto para o nono. Eu tentava ir rápido, mas meu estado físico não permitia. Eu estava cambaleando na escada, quando finalmente avistei o que deveria ser o nosso quarto. Entrei correndo, coloquei o colar e estava saindo, imaginando que Steve já estava lá embaixo, quando escuto o barulho de socos, chutes e um estrondo ocasionado pela queda de alguém no chão

Tudo se passava em câmera lenta. Percebi pela camisa aberta que era Steve e logo reconheci o braço metálico: Soldado Invernal. O Soldado estava por cima de Steve, socando-o. Steve não tinha mais forças para revidar já que seu oponente estava usando uma máscara que provavelmente o protegia da fumaça. Parti pra cima do soldado, o socando como pude. Usei o pouco que me restava de força para socá-lo, mas logo senti um chute em meu abdômen, que fez com que eu caísse. Eu me levantei e tentava acertar como podia, porém fui arremessada na parede, machucando minhas costas e me fazendo cair de novo.

Steve se levantou e percebendo que eu não teria chances, recomeçou a luta contra o soldado. Não duraríamos muito, era óbvio. Por sorte, o capitão conseguiu desferir um golpe no soldado que nos deu tempo suficiente para corrermos pelas escadas. Steve segurava minha mão e me puxava com força para baixo. Estávamos passando do terceiro para o segundo andar, quando escuto o soldado se aproximando:

– Vamos ter que pular! — Steve gritou enquanto me guiava para a janela

– Você ficou louco? — gritei de volta. A essa altura ele já havia quebrado o que restava da janela

– Você confia em mim? — ele pediu, segurando novamente a minha mão

– Confio — respondi relutante

Steve me agarrou contra o seu corpo, percebíamos em meio a fumaça a aproximação do soldado. Pulamos. Ele ficou por baixo para me proteger do impacto que mesmo assim foi forte. Caí em cima de seu peito. Me joguei para o lado, deitando no chão e tossindo. Steve fez o mesmo. Seu corpo estava bem machucado, seus olhos estavam muito vermelhos e seu lábio e testa sangravam. Ele se sentou, e me puxou para um abraço. Subi em seu colo o abraçando de volta. Enterrei minha cabeça em seu peito, brincando com o colar dele. Seu peito exposto mostrava bem os arranhões e machucados adquiridos com a luta:

– Por favor Natasha, nunca mais se coloque em perigo assim! — falou irritado — Por que você voltou se me prometeu que não voltaria?

– Eu fui pegar o colar que você me deu que eu havia esquecido — ele suspirou, me apertando mais ainda. Eu havia conhecido um lado mais ousado de Steve hoje e ao mesmo tempo o seu lado fofo. O medo de perdê-lo me consumiu — E eu estava preocupada porque você não aparecia nunca. Me desculpa

– Me desculpa? Você sabe como é sentir o medo de perder quem você ama sabendo que o culpado é você mesmo? Voltou por um motivo tão bobo que poderia ter te custado a vida! — ele afagava minha cintura com uma das mãos

– E você acha que eu ia te deixar lá sozinho? Eu já perdi muita gente na minha vida e eu não suportaria perder você também — acariciei seu rosto

– Porra, você não entende? Você não pode se pôr em perigo assim! Eu fico preocupado, você deve ta toda dolorida com as pancadas que levou por minha culpa! Eu me virava, não sei, mas você não precisava ter ido lá, me sinto pior ainda em te ver machucada desse jeito! — beijou minha testa. Sei que ele apenas está preocupado comigo

– Você sabe que eu faria de novo se precisasse! — exclamei de volta

– Não, você não faria, eu não iria permitir — ele estava bravo — Você não entende que eu me preocupo com você mais do que tudo? Eu te vi descer as escadas com a certeza que estaria em segurança, poderia ter matado nós dois!

– Steve, olha pra mim — segurei seu rosto com minhas mãos e o fiz olhar em meus olhos — Eu tô bem, não precisa se preocupar

– Não faça promessas que não pode cumprir — ele parecia mais calmo agora

– Mas são dessas que eu mais gosto — selei nossos lábios. O gosto de carvão e sangue era presente em ambos, mas eu não me importava. A única coisa que me importava era aproveitar o beijo que cada vez se aprofundava mais. Minhas duas mãos permaneciam em seu rosto, apenas sentindo.

Já havia quebrado todas as regras mesmo, que mal tinha isso? Estou me permitindo sentir e, por incrível que pareça, estou gostando.

Continua...

Notas finais
Gostaram? Compensou o atraso? Me digam suas opiniões :) PRECISO QUE ME RESPONDAM DUAS COISAS: - Vocês querem uma cena hot? Algumas leitoras estão me pedindo, mas não sei se a maioria quer. Eu posso fazer uma cena hot? Por favor me respondam, pois quero agradar o maior número de pessoas - Vocês gostam de capítulos com mais ou menos que tamanho? 1500 palavras? 2000? 3000? Me respondam please, preciso me basear para fazer o próximos capítulos >< É isso meus amores, espero do fundo do meu coração que tenham gostado *w* Beijão :*