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8 Capítulo 8 - Party - Parte 1


Notas iniciais
Heeyyy XD Voltei mais cedo do que da última vez =) Queria muito agradecer aos maravilhosos comentários >< Amei receber o apoio de vocês! Muito obrigada a: ~ Love Money Party ~ Christina Romanoff ~ Sam Johansson Evans ~ Black Widow ~ Liz Gillies Jogia ~ Gwen Stacy Parker ~ Andy Hide ~ Julianavieira7 ~ Raquel Romanoff Rogers ~ Thais Fernandes ~ Lannarya Alianovna Romanoff ~ Rebeca Katniss Everdeen ~ Miss Lovatic ~ RB ~ Cat Delevingne Eu amei, muito obrigada meus amores! Vamos ao capítulo, temos surpresas muuuiitooooo Stasha e novos personagens XD Aos leitores novos, bem-vindos! Boa Leitura :) Enjoooooyy

— Por favor Natasha, nunca mais se coloque em perigo assim! — falou irritado — Por que você voltou se me prometeu que não voltaria?

— Eu fui pegar o colar que você me deu que eu havia esquecido — ele suspirou, me apertando mais ainda — Me desculpa

— Me desculpa? Você sabe como é sentir o medo de perder quem você ama sabendo que o culpado é você mesmo? Voltou por um motivo tão bobo que poderia ter te custado a vida! — ele afagava minha cintura com uma das mãos

— E você acha que eu ia te deixar lá sozinho? Eu já perdi muita gente na minha vida e eu não suportaria perder você também — acariciei seu rosto

— Porra, você não entende? Você não pode se pôr em perigo assim! Eu fico preocupado, você deve ta toda dolorida com as pancadas que levou por minha culpa! Eu me virava, não sei, mas me sinto pior em te ver machucada desse jeito! — beijou minha testa. Sei que ele apenas está preocupado comigo

— Você sabe que eu faria de novo se precisasse! — exclamei de volta

— Não, você não faria, eu não iria permitir — ele estava bravo — Você não entende que eu me preocupo com você mais do que tudo? Eu te vi descer as escadas com a certeza que estaria em segurança, poderia ter matado nós dois!

— Steve, olha pra mim — segurei seu rosto com minhas mãos e o fiz olhar em meus olhos — Eu tô bem, não precisa se preocupar

— Não faça promessas que não pode cumprir — ele parecia mais calmo agora

— Mas são dessas que eu mais gosto — selei nossos lábios. O gosto de carvão era presente em ambos, mas eu não me importava. A única coisa que me importava era aproveitar o beijo que cada vez se aprofundava mais, já havia quebrado todas as regras mesmo, que mal tinha isso? Estou me permitindo sentir e por incrível que pareça, estou gostando.

Você não parece estar assustada, você está só sorrindo, diga que o papai é seu, porque você sabe como eu gosto. Se os vizinhos chamarem a polícia, o xerife, chamarem a S.W.AT. não vamos parar, continuaremos nos amando enquanto eles batem na nossa porta. Hoje somos dois amantes.

Gorilla — Bruno Mars

Weldon, Califórnia, Estados Unidos — 04h 16min A.M.

P.O.V Natasha Romanoff

Nos separamos do beijo e nos encaramos, minha mão ainda repousava em seu rosto. Nenhum de nós disse uma palavra sequer sobre o ocorrido, apenas nos levantamos e sentamos no cordão da calçada, observando os médicos atenderem as pessoas e os bombeiros finalizando seu trabalho. Uma nuvem de fumaça se fazia presente e era possível sentir o cheiro de corpos queimados. O silêncio estava me incomodando, então resolvi quebrá-lo:

— Como você sabia da existência daquele bar onde me levou hoje? — perguntei na intenção de descontrair

— Eu já estive aqui antes. Fury me mandou em uma missão aqui perto há um ano atrás para determos traficantes que controlavam o poder bélico local. Fiquei hospedado em um hotel perto daquele bar e os agentes que me acompanhavam resolveram sair para se divertir. Acabei indo junto — ele respondeu, encarando o nada

— Nunca me diverti tanto — o encarei, fazendo ele me olhar de volta — Muito obrigada

— Sabe que faço qualquer coisa pra te ver bem — o abracei de lado, repousando minha cabeça em seu ombro.

O silêncio se instaurou novamente e percebi que o incomodava também. Estávamos pensando na mesma coisa: as pessoas que morreram. Eu tinha certeza que ele, como Capitão América, se culpava; e eu, como agente, me culpava também. Sentei de frente pra ele, reunindo forças pra contar:

— Steve, eu sei que você está pensando nas pessoas que morreram. Acredite, eu também estou e me sinto mais culpada ainda por saber que poderia ter salvado algumas — evitei olhar em seus olhos, fiquei brincando com a bainha da minha blusa

— Como assim? — ele pareceu não entender

— Quando eu estava subindo as escadas a procura do meu colar, avistei muitas pessoas caídas e amontoadas umas sobre as outras na entrada do banheiro. E se alguma estivesse viva? E se eu tivesse feito a escolha errada, sendo egoísta e me preocupando apenas com você? E se eu pudesse ter salvo alguém? — o bombardeei de perguntas que rondavam na minha cabeça. Ele se virou de frente pra mim

— Eu tenho certeza que você fez o que deveria ter feito. Ainda estou muito bravo contigo por ter se arriscado, mas se não fosse você, Nat, eu não sei o que seria de mim agora — Steve segurou meu rosto entre suas mãos, fazendo um leve carinho em minha bochecha — Nós vamos ficar bem, eu prometo

— E você, diferente de um certo alguém, cumpre suas promessas? — ele apenas riu com a minha indireta e me fez deitar em seu colo, enquanto mexia nos meus cabelos

— Dorme um pouco, vai te fazer bem — assenti, fazendo exatamente o que o loiro havia mandado

.o0o.

Acordei com Steve me balançando delicadamente, percebi que não havia passado nem meia hora desde que adormeci:

— Um policial veio me pedir se queremos continuar na cidade e esperar a semana seguinte para eles resolverem o caso ou se queremos partir com um ônibus que vai direto para Las Vegas — ele me encarava — O que você acha?

— Eu... — não deu tempo de responder, meu celular tocava em minha mochila. Corri para atendê-lo, me levantando e encarando o visor: Fury — Steve, Fury está me ligando, acho que você deveria pedir atendimento médico, está bem machucado

— Vou ver se precisam de ajuda — ri da fala de Steve. Sempre querendo ajudar as pessoas; atendi o celular, já longe de Steve

— Romanoff, fiquei sabendo do acidente no hotel. Descobrimos a causa do incêndio e mandarei alguns agentes a tarde para passarem alguns dias em Vegas com vocês para procurarem pelo culpado - Fury falou rapidamente

Ok, iremos o mais rápido possível para Las Vegas. Onde os agentes irão ficar? — perguntei

— Eles irão disfarçados de turistas e ficarão hospedados em um hotel, ARIA Resort & Casino ele respondeu com naturalidade— Mantenha contato Romanoff, e não esqueça da sua missão principal

— Sim, Fury, seguirei com o plano — suspirei frustrada — Câmbio, desligo

— Algo importante? — pediu Steve, se aproximando e me surpreendendo

— Não, ele só quer a gente o mais rápido possível em Las Vegas. Parece que teremos que pegar o ônibus — respondi

— Por mim tudo bem, vou pegar minha mochila com o meu escudo e já vamos, me espera aqui — assenti, o vendo se afastar. Não demorou muito para que estivesse de volta — O ônibus já está chegando, de acordo com os policiais em dez minutos estaremos indo rumo a Las Vegas

— Isso é ótimo, não vejo a hora de descansar um pouco — ele concordou, cruzando os braços logo em seguida — Por que você não foi procurar atendimento médico?

— Tem pessoas que precisam mais do que eu, o único hospital da cidade está lotado e falta ambulâncias para transportar os pacientes, olha quanta gente ainda falta — observei o gramado em frente ao hotel e estava lotado de corpos ao chão, se misturando com a fumaça e a noite escura. O admirei ainda mais depois disso. Ele era tão altruísta a ponto de seguir o caminho com dor para deixar que outra pessoa seja atendida

— Sempre sendo o herói — dei uma risada, sendo acompanhada por ele

— Sabe Nat... Cada um tem uma missão na vida, mesmo sem saber dela. Vendo tudo o que aconteceu hoje, o medo que senti em te perder, me fez perceber que o que sinto por você é maior que qualquer outra coisa que já fui capaz de sentir na vida — o encarei, tentando absorver cada palavra que saía da sua boca

Seus fios loiros estavam bagunçados e caíam por sua testa, o rosto sujo e machucado e a sua camisa rasgada. Apesar de toda essa aparência, eu o via como um anjo e a sua missão era me proteger. Eu sentia isso, seus olhos azuis demonstravam sua pureza e bondade. E então eu percebi que eu estava me permitindo sentir, ter sentimentos novamente e não era ruim como eu imaginava:

— Steve, você sempre ficou do meu lado, me protegeu, cuidou de mim e de uma hora pra outra você acabou se tornando tudo o que eu tenho, misturado com tudo que eu sempre quis ter — nos fitávamos nos olhos — Mas eu penso se eu realmente mereço tudo o eu sempre quis

— Você, mais do que qualquer outro, merece ser feliz e eu vou estar ao seu lado garantindo que isso aconteça — afastei com cuidado seu cabelo que caía sobre sua testa e percebi a sinceridade através de seus olhos. O abracei com força, senti seu braços envolverem meu corpo e o calor sendo transmitido através de nossos corpos. Ficamos assim, abraçados, debaixo de uma árvore do outro lado da rua, observando o hotel e repensando sobre tudo — O ônibus chegou. Vamos?

— Aham — respondi sorridente. Ele passou um de seus braços pelos meus ombros e caminhamos em direção ao ônibus. Entramos e escolhemos um assento no meio. Esperamos o veículo dar partida e notamos que o ônibus não estava lotado, ainda haviam uns sete bancos vazios. Todos dormiam, portanto sussurrei para Steve que estava com a cabeça escorada na janela — Acho que é a sua vez de dormir

— Você se importaria? — ele perguntou, sussurrando de volta. Balancei a cabeça negativamente e o puxei, fazendo ele recostar a cabeça em meu peito e ombro. Eu brincava com os seus cabelos e percebi que logo Steve dormiu. Creio não ter demorado e adormeci também.

Acordei com Steve se remexendo. Agora ele estava com a cabeça deitada em minhas pernas, com os olhos abertos me encarando:

— O que aconteceu? — pedi bocejando

— Sabia que mesmo dormindo você continua fazendo cafuné? — ele deu um de seus sorrisos fofos, me fazendo rir — Olha pela janela, já podemos avistar Las Vegas... Estamos chegando

— Até que enfim — me levantei para pegar minha mochila que estava no bagageiro. Repousei minha cabeça no ombro de Steve e assim permaneci até chegarmos na rodoviária

Descemos, agradecemos o motorista e tentamos nos localizar. Após alguns minutos olhando o mapa da rodoviária, percebemos que estávamos perto do nosso prédio. Era a duas quadras dali e fomos a pé mesmo, só tínhamos nossas mochilas para carregar. Por mais que seja curto o percurso, não pude deixar de notar o olhar das pessoas sobre nós nas ruas, estávamos sujos, abatidos, machucados e com cheiro de queimado. Agradeci mentalmente quando chegamos ao prédio. Meu apartamento era o 14 e o dele o 16, mas ficamos frente a frente de qualquer jeito. Eram quatro apartamentos por andar:

— Eu vou entrar e tomar um banho, te chamo depois para almoçarmos daqui uns vinte minutos, pode ser? — perguntei

— Pode sim, vou entrar também — assentimos e cada um entrou em sua nova residência

Tomei um banho longo e relaxante, tirando todo o carvão de cima de mim. Me troquei, botando uma calça jeans justa, uma blusa e um casaquinho leve por cima. Após ''explorar'' a casa, sentei no sofá e fiquei encarando a grande janela que tinha na parede da sala, me dando a vista de toda a cidade. Não demorou muito para a campainha ser tocada. Abri a porta e dei espaço para Steve entrar:

— Quer sair pra almoçar ou quer pedir algo pra comer? — ele me perguntou, se escorando na parede com as mãos nos bolsos da calça

— Não estou com muita vontade de sair, poderíamos pedir algo — me aproximei, enroscando meus dedos no cós de sua calça, o puxando para mais perto de mim

— E o que você sugere? — perguntou novamente, colocando suas mãos em minha cintura

— Pizza, com muito queijo — falei, repousando um das minhas mãos no seu abdômen e a outra em seu peito — O que você acha? — mordisquei o lóbulo de sua orelha

— Uma ótima ideia — suas mãos me pressionaram mais contra ele, estávamos próximos demais, até ouvirmos a campainha

— Eu atendo — soltei um suspiro pesado, indo em direção a porta. Tive uma surpresa ao abri-la — Você?

— Interrompo algo? — pediu, sorrindo falsamente ao avistar Steve escorado na batente da porta — Fury já deve ter te dito onde estamos hospedados e hoje a noite terá uma festa em comemoração aos dez anos do hotel, algo assim

— Ta Hill, e o que eu tenho a ver com isso? — fui um pouco grossa, estava frustrada por terem interrompido meu ''momento'' anterior

´- Vai ser divertido reunir toda a equipe para uma noite em Vegas e seria bom vocês dois — apontou para mim e para Steve — irem. Aqui estão os convites

— Como conseguiu se é apenas para hospedes? — ela arqueou uma sobrancelha e vi o quanto idiota foi a minha pergunta, afinal, estamos falando da S.H.I.E.L.D — Ok, já sei como

— Estejam lá na hora marcada e sugiro irem com roupas confortáveis — Hill se despediu e saiu, me deixando pra trás admirando o convite. Nele dizia que seria um luau ao redor da piscina. Fechei a porta e adentrei o apartamento

— Bom, parece que temos mais uma festa para ir — falei, entregando o convite para ele

— É, parece que sim, mas só vou se dançarmos uma música lenta — eu ri concordando e ele pegou o convite das minhas mãos, o admirando — Vem, vamos comer

Pedimos nossa pizza, comemos enquanto assistíamos o noticiário local e jogamos alguns jogos de tabuleiro. Quando olhamos para o relógio, faltava menos de uma hora para a festa e Hill não ficaria feliz se nos atrasássemos:

— Steve, vaza — falei, o empurrando para a porta

— Ta me expulsando? — ele se virou de frente para mim com as mãos na cintura me encarando

— Tô — cruzei os braços e tentei o encarar com um semblante sério mas não consegui aguentar muito tempo e comecei a rir, fazendo ele me acompanhar

— Tem certeza? — pediu ele se aproximando. Sei exatamente o que ele iria fazer, meu ponto fraco: cócegas

— Absoluta — saí correndo pelo cômodo, dando a volta no sofá e indo em direção a cozinha que era mais perto pra me trancar ali até ele sair mas ele foi mais rápido que eu, agarrando minha cintura e fazendo cosquinha

— Quero ver escapar — disse ele rindo junto quando caímos no chão

— Steve, para! — eu gritava e ria ao mesmo tempo — Por favor

— O que eu ganho com isso? — ele não parou nem um segundo

— Um abraço — respondi ainda rindo

— Vamos ter que negociar melhor — minha barriga doía pelo esforço

— Ta bom, o que você quiser, faço o que você quiser — ele finalmente parou e me ajudou a levantar. Eu ainda ria e tentava recuperar o fôlego, quando olhei para o relógio da cozinha — Mas vai ter que ser depois, vamos nos atrasar

— Eu vou cobrar — Steve deu uma piscadela antes de se retirar e fechar a porta, indo para o seu apartamento

Tomei um banho novamente para repensar nas coisas e aliviar a tensão dos meus músculos. Esses momentos de brincadeiras e descontração me faziam ver o quão bom seria ter uma vida normal ao lado de alguém mas ao mesmo tempo me fazem lembrar que não sirvo pra esse tipo de coisa.

Saí do banheiro e vesti um shorts jeans, uma saída de praia de crochê com mangas compridas, um biquíni por baixo e um All Star. Sei que não tem muito a ver com um luau mas prefiro ir com roupas confortáveis. Ao sair para a sala me deparei com Steve sentado no meu sofá tentando ajeitar as mangas de sua camisa:

— Desde quando você invade locais? — Steve riu. Ele se levantou, ficando de frente para mim

— Pode me ajudar? — pediu ele. Ajustei as mangas de sua camisa de botões até seu cotovelo como ele queria. Seu cabelo ainda estava molhado e ele não parecia bem

— Steve, aconteceu algo? — toquei seu rosto onde haviam alguns cortes ocasionados pela noite anterior, fazendo ele olhar nos meus olhos. Saberia se estivesse mentindo

— Eu só... — ele suspirou e parecia pensar no que iria dizer — Esquece

— Não, não vou esquecer. Você pode confiar em mim — não sei por que disse isso, sendo que ele era o último que deveria ter confiança em mim

— Bucky não me reconheceu no incêndio — o encarei confusa, esperando uma explicação sobre quem era Bucky — Ele era meu melhor amigo e é como se tivessem limpado a memória dele, não sei por que me atacou

— Está dizendo que o soldado invernal era seu melhor amigo? — ele assentiu e então eu liguei os pontos. Por isso Steve parecia não querer se defender e não querer atacar de volta quando Bucky lutou com ele

— Eu não queria revidar, sei que ele ainda está lá dentro em algum lugar, mas quando ele atacou você... Não sei o que deu em mim, só senti que precisava fazer aquilo — retirei minha mão de seu rosto — Me sinto entre a cruz e a espada

— Me perdoa, não sabia disso e não deveria ter quebrado a promessa que fiz antes de descer as escadas, você não estaria assim — o abracei. Agarrei sua cintura com o máximo de força que pude e encostei minha cabeça em seu peito, como se isso fosse diminuir a culpa. Ele depositou um beijo em minha cabeça, afagava meus cabelos. Quebrei o clima, me afastando — Sei que não é o momento, mas se você quiser ir a festa... Beber um pouco pra esquecer dos problemas

— Acho uma ótima ideia — ele segurou minha mão e saímos, trancando tudo

.o0o.

Olhei para a entrada do hotel. Era um dos lugares mais luxuosos que já fui e as luzes coloridas e som alto invadiam o ambiente. A piscina enorme na frente do hotel estava toda iluminada com luzes vermelhas, verdes e azuis. Eu e Steve estávamos do lado de fora junto com uma fila de pessoas, esperando para entrar.

Ao chegar nossa vez, mostramos o convite e a pulseira que recebemos junto para um dos seguranças, que utilizou um aparelho para verificar se não eram falsas. Com a entrada liberada, seguimos em frente e paramos ao lado da piscina. Dois homens seguravam outro pelos braços e pernas, o balançando para jogá-lo na água. Logo depois mais cinco homens se jogaram na piscina, tinha apenas eles e mais umas 10 pessoas dentro, visivelmente bêbados.

Haviam pessoas bêbadas em todo canto. Aliás, acho que não havia muita gente sóbria naquela festa. A maioria aproveitou a data e veio fantasiado em comemoração ao carnaval. Ao entrarmos no salão onde ocorria a festa, vi umas enfermeiras, cinco Cleópatra e um grande punhado de bruxas e fadas. Algumas também usavam fantasias clássicas e estranhas. Em um canto avistei uma Maria Antonieta muito bêbada se agarrando com um Abraham Lincoln. Muito estranho.

Alguns já estavam a ponto de ter uma overdose. Um garoto de uns 18 anos seminu, com uma abóbora na cabeça cantando e dançando Y.M.C.A. passou por nós. Eu e Steve nos encaramos ao mesmo tempo e começamos a gargalhar alto. Olhei para o rosto de Steve e vi que ele observava uma mulher gato e um cowboy quase se comendo escorados em uma parede. Eles provavelmente logo subiriam para um quarto(se não estiverem bêbados o bastante pra conseguirem apertar no botão do elevador). Ri de sua expressão:

— O que foi? — perguntei, rindo da cena

— Aqui só tem gente doida? — sua expressão ainda era de surpresa

— Aqui só tem gente bêbada — ele riu

— Então vamos nos misturar com o ambiente. Vamos ficar bêbados também — nunca havia o visto tão solto assim, tão leve. Ele me guiou com a mão apoiada em minhas costas até o bar do local

— Quer mesmo fazer isto? — ok, agora eu estava parecendo ele. A super protetora — Ahh, foda-se tudo, pede aí

— Moço — ele chamou um dos barmans — Me dá o que tiver de mais forte. Duas doses por favor

— Cade o Steve certinho que não toma nem refrigerante? — o encarei enquanto o barman preparava nossa bebida

— Ficou em casa — não demorou para o garçom colocar no balcão a nossa frente dois copos pequenos de uma bebida azulada. Steve nem esperou, virou tudo de uma vez — E garanto que ele não vai aparecer esta noite

Já havíamos virado uns quatro copos daquela bebida. Eu bebia observando o local, vendo se tinha algum conhecido da S.H.I.E.L.D., já que Fury disse que eles também estariam aqui. Desisti de tentar reconhecer alguém naquela multidão e voltei minha atenção para Steve que terminava de tomar sua bebida, pedindo logo outra em seguida:

— Vê mais uma pra mim também — falei para o garçom que servia a bebida a Steve. Ele riu

— Nat, você nem terminou o seu copo — peguei meu copo, meio vazio e o virei em um só gole

— Pronto — o encarei — Posso pegar minha bebida agora?

— Eu que não vou ser o louco que irá te impedir — ri do seu comentário. O garçom riu e serviu minha bebida. Dei um grande gole, sentindo o gosto de mel invadindo minha boca. Cara, aquilo era tão bom...

Fechei meus olhos, ouvindo a música que o DJ tocava. Era uma batida animada e já tinha ouvido outras vezes. Senti um par de olhos caírem sobre mim. Abri meus olhos e sorri para Steve, me virando para ele. Afastei seus cabelos de sua testa. Não sei se era impressão minha ou efeito da bebida, mas sua franja estava um pouco mais comprida que o normal. Um silêncio aconchegante se instaurou sobre nós. Inclinei-me um pouco mais pra frente, sentindo seu hálito roçar minha pele; pude sentir seu cheiro, agora misturado ao álcool:

— Steve... — sussurrei, me aproximando

— E aí, Natasha! — a voz que vinha das minhas costas que interrompeu o que fosse que eu iria dizer, era conhecida por mim. Me afastei de Steve e me virei, deparando-me com uma Hill vestida de coelhinha da Playboy muito bêbada

— Hill... Você ta acabada! — olhei Steve e ele estava sorrindo para a situação — Você ta bem?

— Natasha querida, estou ótima, me sentindo com 16 anos de novo! — ela ria de tudo. Admito que estava muito engraçada e daria qualquer coisa para que Nick estivesse observando isso também. Steve agora parecia alheio a tudo enquanto virava mais um copo. Uma música lenta antiga começou a tocar — Eu vou ali pegar alguém e já volto

— Não esquece da camisinha! — gritei. Ainda deu tempo dela me mostrar o dedo do meio antes de desaparecer na multidão. Ela mal conseguia caminhar em linha reta. Steve ao meu lado ficou me encarando com um sorriso de canto em seus lábios — O que foi?

— Você ta tão linda assim, sem aquela máscara de agente durona — não quebrei o contato visual nem por um segundo. Eu não sabia o que falar, e agradeci mentalmente quando vi Tessa e Barry se aproximarem, são uns dos meus poucos amigos dentro da organização. Eles me viram e vieram na nossa direção

— Tasha! Não acredito que precisamos de uma missão para poder nos falar! — levantei da banqueta e abracei Tessa e logo após Barry. Barry era como meu irmãozinho e Tessa uma das minhas únicas amigas — Como vai, capitão?

— Muito bem, obrigado — Steve sorriu, pedindo para o barman mais uma rodada

— Como está o Trent? — pedi a Tessa. Trent era o namorado galinha dela. Barry sempre foi apaixonado por Tessa e sempre manteve os sentimentos escondidos, se conformando em ser apenas o ''melhor amigo'' dela. Trent a ilude muito, muitas das ''missões'' que ele participa ele usa para se divertir. Tessa nunca soube de nada e nem desconfia. Me sinto mal por não falar mas apesar de tudo, ela parece feliz ao lado dele e não quero estragar isso

— Está bem, ele veio junto. Estava conversando com uns amigos lá fora — assenti, virando mais um copo

.o0o.

A conversa fluiu e estava agradável, Barry sempre consegue fazer alguma palhaçada nas missões e nos divertíamos ouvindo ele contar. Começou a tocar Time Of Our Lives e Tessa me puxou para a pista de dança que havia sido improvisada do lado de fora. Barry e Steve foram pegar mais bebidas. Gritávamos a letra da música e pulávamos como se fosse o último dia de nossas vidas, fazia tempo que não me divertia com ela.

Eu usava uns três colares havaianos, estava descalça e estava com um chapéu de pirata masculino. Não sabia de onde tinha surgido isso, mas quem liga? Tessa estava com pulseiras neon, uma coroa de flores que combinava com o seu cabelo loiro e também estava descalça. Continuei a pular com a loira:

— Quem aí pediu bebida? — me virei e dei de cara com Steve, que sorria feito louco. Os primeiros botões de sua camisa estavam abertos e seu cabelo estava bagunçado. Barry se aproximava, bebendo de uma garrafa mesmo um líquido alaranjado e o passando para Tessa

— Achei que a essa altura a bebida já havia acabado — falei, pegando um dos copos da sua mão

— Ahh Nat, o pessoal nem bebeu tanto — olhei para o lado e um garoto usando um maiô rosa fluorescente e uma boia redonda de pato se atirou na piscina. Encarei Steve que viu a mesma cena que eu — Tá, talvez tenham bebido um pouco

— Pelo menos parecemos os mais sóbrios aqui, não é, Tessa? — me virei para a loira mas ela não respondeu. Ela havia parado de dançar e olhava fixamente um ponto. Barry olhava para o mesmo lugar, com os punhos fechados, como se quisesse bater em alguém.

Me aproximei da loira e pus a mão em seu ombro. Ela tremia. Lágrimas caíam de seu rosto. Olhei para onde ela olhava e entendi o motivo de estar assim. Um rapaz estava se agarrando com uma garçonete. Era Trent. Antes que pudéssemos fazer algo, Barry partiu para cima de Trent, lhe dando socos no rosto e chutes. Nunca tinha visto Barry ficar assim, com tanta raiva. Trent não teve nem tempo de se defender e Tessa desabou em lágrimas e saiu correndo. Resisti ao impulso de ir atrás dela porque Steve me puxou para ajudar a apartar a briga. Barry havia levado alguns socos, mas não se comparava ao estado de Trent:

— Isso, seu filho da puta — Barry deu um soco em sua cara. Pessoas fizeram um círculo ao redor da briga mas não fizeram nada para separá-los — É pela Tessa!

— Se acalma, já deu — Steve disse, mas acabou levando um empurrão e um soco também. Barry mataria Trent se não parássemos(não que ele não merecesse, mas isso chamaria atenção demais para o caso e destruiria nosso disfarce). Olhei desesperada para Steve

— Barry! — chamei. Ele olhou para mim — Tessa foi embora, é melhor ir atrás dela

Ele não parou de socá-lo, mas era verdade. De todos nós, ele era o que estava menos bêbado para ir atrás dela. Foi preciso eu, Steve e mais dois homens que estavam na festa para separar Barry. Ele pareceu se acalmar, enquanto Trent estava desacordado, mas vivo. Seu nariz sangrava muito assim como sua boca e sua testa, contudo ficaria bem. Barry só tinha alguns arranhões:

— Pode ir com o carro, eu e Nat damos um jeito de voltar — não sei a que jeito Steve se referiu, pois nossa carona na volta era com o carro do Barry e nosso dinheiro estava destinado a pagar as bebidas

— Desculpe pelo soco — assentimos, ele pegou a chave e saiu correndo em direção ao estacionamento. As poucas pessoas que estavam ao redor já haviam voltado para dentro ou ido embora também. Devia ser tarde, pois o céu dava indícios que começaria a amanhecer

— Que horas são? — pedi para um garçom que passava para recolher as mesas. Ele me mostrou seu celular. Era quase seis da manhã

— Vem cá — Steve me puxou para dentro, mais especificamente para o bar. Com a festa já acabando, haviam apenas três garçons trabalhando e naquele bar não tinha nenhum

Ele olhou para os dois lados se certificando que ninguém estava vendo, pulou o balcão e pegou uma garrafa do que me pareceu ser vodka pura, só então voltou para perto de mim. Ele me puxou pra fora novamente. O chão estava coberto de pessoas bêbadas, copos amassados e restos de fantasias. As outras pessoas provavelmente subiram para os quartos transar ou foram embora:

— Vem — aproximei Steve de mim e coloquei o chapéu de pirata que estava usando em sua cabeça. Ele sorriu

— Nat, acho que encontrei nossa carona — olhei para onde ele apontava e me deparei com um carrinho de supermercado, provavelmente utilizado por funcionários do hotel para transportar a comida e a bebida da festa

— Steve, estamos a dez quarteirões de distância do nosso prédio, vai mesmo querer me levar em um carrinho? — ele sorriu divertido

— Aham — eu sorri, entrando no carrinho

— Você tá mais bêbado do que eu pensava — rimos enquanto ele empurrava o carrinho, se dirigindo a saída. Um segurança nos parou, olhando sério para logo depois pedir

— E a conta? — fodeu.

Continua...

Notas finais
E então? O que acharam? Esperando ansiosamente a resposta de vocês =) Queria agradecer a todos que me responderam no capítulo passado o que eu havia pedido, fiquei bem feliz. Fantasminhas apareçam, amo conversar com vocês! Comentem, favoritem, recomendem, venham falar comigo :) Beijooooo :*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.