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10 Capítulo 9


Notas iniciais
Oi, gente me desculpem a demora! tive muitos contratempos.. entre eles minha formatura e um emprego! estou muito animada e espero que possam entender minha ausencia. :/ Não abandonem a fic, por favor. a historia morre sem vocês. Bom, aqui está mais um capitulo.. espero que gostem. Beijao e até o proximo, que sai ainda essa semana. :*

Ally

Eu não sabia bem o que eu estava fazendo, mas nada parecia tão certo. As vozes de Cassy ecoavam em minha cabeça, tínhamos feito as pazes. Ela enfim tinha entendido que minha intenção nunca foi seu mal.

“ Desculpe Ally por ter te julgado tão mal, se não fosse por Austin eu jamais teria aberto meus olhos, tenho vergonha disso. Somos amigas há anos, eu deveria te dar credibilidade. ” Ela disse cabisbaixa, uma lágrima rolou sob minha face, era tão bom ouvir ela dizer que éramos amigas.

“Eu te amo tanto, eu não queria te magoar. Me desculpe, nunca tive a intenção. ” Disse emocionada enquanto ela virava seus olhos risonhos pra mim, ela segurou minha mão e sussurrou que me amava.

Nós nos abraçamos pelo que parecia uma eternidade e tão logo nos separamos, ela disse que precisava terminar alguns trabalhos pendentes, pois com nossa briga ela não tinha tido cabeça para mais nada. E então eu parti, tomando um rumo ainda desconhecido por mim, mas que logo me tomou por inteiro, minhas pernas iam de encontro ao inevitável.

Eu bati nervosamente a porta marfim a minha frente, tudo soava como loucura em minha mente, mas meus instintos me guiavam e então a porta se abriu revelando aquele que andava me deixando desconcertada, era um tanto estranho admitir isso. Ele me olhou sem piscar, seu cérebro processava a informação de me ver ali do nada, eu sabia disso, mas algo em mim não se importava.. eu só queria... só queria, é eu queria.

Andei destemida e agarrei seus cabelos alvos com meus dedos, seus olhos distintos penetraram os meus, sua boca se abriu me convidando e eu não fiz cerimônia. O beijei sem piedade, aprofundei minha língua em sua boca, ardi em desejo e senti que ele estava do mesmo jeito. Seus braços me arrodearam a cintura me apertando com força, seu abdômen desnudo me fazendo delirar. Ele era de tirar o fôlego, literalmente.

Eu não ligava se parecia errado, não dava pra negar o tamanho da confusão em minha mente, mas deus como eu queria aquilo, aquele momento, aquela boca e aqueles fios brancos em minhas mãos. Ele me puxou para dentro de seu apartamento e me chocou contra a parede, seu corpo cobrindo o meu, suas mãos levantaram meus braços até o topo da minha cabeça e ele beijou meu pescoço, apreciei seu toque.

– É algum tipo de sonho? – ele perguntou baixo em meu ouvido, me arrepiei e sorri.

– Eu apenas enlouqueci, não me julgue. – respondi igualmente baixo, nossos olhos mais uma vez se encontraram.

– Então perca o controle quantas vezes quiser. – me respondeu rouco e sedutor, em seguida tomou minha boca com voracidade.

...

Sentia minha boca dormente após tantos beijos vorazes, a essa altura estávamos deitados numa espreguiçadeira que ficava no andar de cima de sua cobertura. O vento frio batia em meu rosto, me aconcheguei mais em seu corpo para abatê-lo, seus dedos tocavam com delicadeza alguns fios de meus cabelos e eu sentia que o certo e o errado se chocavam com força. Não havia acontecido nada demais, ele apenas havia me conduzindo pelas escadas e tínhamos chegado a esse lugar, tudo em silêncio apenas olho no olho, boca na boca.

O silêncio estava um tanto confortável, eu não queria quebra-lo, mas sabia que uma hora aconteceria, era inevitável. Sua respiração era quase inaudível e eu me perguntei no que ele estaria pensando depois da minha louca invasão em sua casa.

– Desculpe.. – tentei dizer com dificuldade, minha voz ecoando o ambiente, mas ele colou seu dedo em meus lábios.

– Não se desculpe por algo bom. – me disse sincero, ainda sem nos olharmos.

– Não lamento pelo que aconteceu, só não acho justo ficar aqui até tão tarde, temos aula amanhã. – disse desconcertada, já passavam de duas da manhã, ele riu.

– Na verdade é daqui a pouco, mas não importa. Não estou preocupado com isso.- disse rindo, dessa vez olhando pra mim, me senti um pouco sem jeito. A situação ainda era estranha.

–Bom.. de qualquer modo, eu preciso ir. – me afastei de leve enquanto dizia, seus braços fortes me mantiveram firme junto a ele.

– Não acha que vai voltar sozinha uma hora dessa, acha?

– Não vejo problema em pegar um táxi. – disse tentando me desvencilhar mais uma vez, dessa vez me deixou ir.

– Mas, eu vejo. Não é nenhum pouco prudente, fique. – me pediu, sem desviar o olhar.

– Não confunda as coisas. – disse um tanto irritada, eu não dividiria o quarto com ele. Austin riu alto.

– Qual é Ally? Acho que você já conseguiu perceber que tem mais de um cômodo em meu apartamento. – corei, claro que tinha.

– Bom, mesmo assim prefiro ir pra casa. –disse caminhando para fora do cômodo, ele me seguiu.

– Tudo bem, eu te levo. – ele disse calmamente enquanto descia as escadas comigo, deixando para trás a linda cobertura.

– Você não tem carro. – eu disse confiante.

–Não, mas hoje chegou a minha harley. – ele piscou pegando as chaves. Eu engoli em seco.

...

Austin

Eu ainda estava em êxtase, nada podia se comparar ao beijo doce e ao mesmo tempo quente de Allycia Dawson. Eu não conseguia parar de imaginar o quanto meu plano estava dando certo, finalmente eu estava tendo algum tipo de avanço. O sorriso convencido queria estampar minha cara, mas eu não poderia dar uma de cafajeste, não enquanto Ally estava prestes a subir em minha garupa.

– Bom, acho que você precisa colocar o capacete. – disse entregando-o a ela, ela parecia hesitante.

– Eu não sei se deveria, eu...- era claro que estava desconcertada, mas então algo passou pela minha cabeça.

– Você está com medo? – disse zombeteiro, ela assentiu um pouco envergonhada.

– Confie em mim. – pedi na minha melhor voz, ela me olhou com aqueles olhos.

– Tudo bem. – bufou irritadinha. Eu sorri, era bom tê-la tão vulnerável, eu estava no controle da situação.

Cheguei mais perto, ela analisou meus movimentos. Eu coloquei devagar o capacete em sua cabeça, apreciando cada pedaço daquele momento. Ela definitivamente estava ferrada, pois eu a faria se apaixonar e não demoraria.

Quando enfim estávamos prontos para partir eu guiei suas mãos para minha cintura e a fiz se abraçar a mim, aquela pele quente era extremamente convidativa, parte de mim queria tê-la naquela noite, a outra parte ardia em vingança. Eu andei nos limites da velocidade, não que eu gostasse de andar devagar, mas ela precisava confiar em mim e eu queria sua total confiança. Sorri com o pensamento.

Quando avistei sua enorme mansão parei na porta e a ajudei a descer e retirar o capacete, ela me olhou sem graça. Era estranho vê-la mudar assim, sempre tão arisca e agora uma garotinha indefesa.

– Queria que tivesse ficado, mas está entregue. – pisquei divertido, ela revirou seus olhos.

– Como eu disse, não confunda as coisas loiro aguado. Eu te beijei, não te pedi em namoro e jamais iria ficar com você em sua casa. – ela disse irritada, a arisca estava de volta.

– Não estrague as coisas chocolate. – a puxei com força para perto roubando-lhe um beijo voraz e quente, seu corpo amoleceu em meus braços.

Quando enfim a soltei, ela estava completamente desconcertada com minha atitude. Ela apertou os botões do controle que abria o portão de sua casa um tanto esbaforida.

– Pode até não ter me pedido em namoro, mas beijou.. me beijou do jeito que eu disse que beijaria um dia. – falei zombeteiro enquanto a via ficar vermelha de raiva. Acelerei enquanto minha risada ecoava a rua deserta e a morena chocolate entrava em sua casa.

....

Eu enfim havia feito algum tipo de progresso e não atiraria tudo pelos ares, eu jogaria cada jogo, até mesmo o mais perigoso.. agora não tinha volta e eu iria conseguir o que quisesse. Era dia e eu me preparava para ir a aula, apesar do pouco tempo restante eu não tive dificuldades para dormir, na verdade foi um sono muito leve. Nada podia ter me deixado mais feliz do que a noite de ontem.

Peguei as chaves da Harley e pilotei até a universidade. Dez tinha se tornado um possível amigo para mim, além de cursarmos o mesmo curso ele aparentava ser boa gente.

– E ai?! — ele me disse enquanto me acompanhava do estacionamento até nossa próxima aula.

– Soube que vai ter uma festa a fantasia que o curso de moda vai dar. Todos no campus estão comentando sobre isso. – ele me informou e eu sorri, parecia ser legal.

– Interessante, você está pensando em ir? – perguntei descontraído.

– Acho que sim cara, acho que vai chover de mulher. – ele sorriu piscando e eu sorri de volta.

– Eu estou tentando resolver um lance com uma garota, não estou de olho em outras. – disse.

– Humm.. quem sabe ela não vai? Você poderia convida-la. – ele soltou a ideia no ar e algo maquinou em minha cabeça, eu sabia exatamente quem eu iria convidar... e não seria a chocolate.

Notas finais
Comentem por faaaaavor :)