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7 Capítulo 6


Notas iniciais
Oiiiiii, muito obrigada por todos os comentário! fiquei realmente muito feliz! vocês são demais e espero mais comentários e se possivel recomendações #) Falando em recomendações, esse capitulo é TOTALMENTE dedicado a ItsTheBest Obrigada pela linda recomendação, fiquei muuuuuuuito feliz. Bom espero que curtam o capítulo.

Austin

Eu ainda estava confuso, tantas coisas giravam em minha mente me deixando insano. O quase beijo, o roçar de lábios, seu cheiro de frésias. Frésias, ri pensando nisso. Este era o nome de uma flor, que significa inocência, mas o destino é cheio de surpresas, pois o que eu pretendia tentando conquista-la não tinha nada de inocente, na verdade era frio e cruel, vingança.

Deitei sob minha cama no quarto escuro, já fazia algum tempo desde o ensaio para a campanha, eu ainda não conhecia o Sr. Dawson... ele não estava lá hoje. Olhei para o teto e pensei o quão absurda era a minha situação agora, afinal eu não podia negar o desejo e a raiva que eu sinto pela garota dos longos cabelos chocolates. Queria beija-la até ela perder seu fôlego, choca-la contra a parede e não deixa-la sair, mas eu também queria ver sua família ruir assim como a minha ruiu.

E Cassydi? O que eu faria com ela? talvez eu devesse dar um ponto final nessa história, mesmo sendo sempre ela que de uma forma ou de outra me faz encontrar com Ally. Mas a pergunta da morena ainda me rondava a cabeça e ela tinha razão, como eu queria merecer uma chance se nem ao menos dava um basta na minha situação com sua melhor amiga? Eu precisava fazer o jogo desenrolar e talvez continuar bancando o cretino não fosse adiantar de nada.

Meu celular tocou aquela noite, um número que identifica sendo da Austrália.

– Oi pai. – respondi um tanto seco.

– Austin, como andam as coisas com a garota? – me perguntou interessado.

– Estou tentando pai, ela é difícil, mas vou conseguir. – disse sem muito humor.

– Está ai a algumas semanas Austin, precisa ter algum avanço! É caro te manter na Califórnia. – disse um tanto irritado, aquela conversa já estava me cansando.

– Sei disso pai, mas ela é esperta e preciso de mais tempo.

– Tudo bem, mas se apresse. – e então desligou, sem se despedir, sem nada.

Eu já devia estar acostumado com tamanha frieza, mas era bem desagradável conviver desse jeito com meu próprio pai. Me levantei sem saco para ficar remoendo minha vida e a tal garota castanha. Peguei minhas coisas e sai caminhando pela praia sem destino, teria aula amanhã, mas talvez fosse interessante tomar uns drinks, que mal podia haver, certo? Errado!

Era um bar legal com lounges e uma banda acústica, estávamos numa quinta e as movimentações de fim de semana já começavam, muita gente bonita e eu me senti a vontade. Sentei-me em um daqueles balcões e pedi um dry martine, eu já estava com a minha bebida quando de repente uma morena apareceu a meu lado, seu vestido decotado era realmente tentador.

– A dose está boa? – me perguntou sedutora e eu dei meu melhor sorriso de lado.

– Se você gostar de coisas fortes... acho que sim. – disse enquanto dava um longo gole em meu copo.

Ela se sentou na cadeira a meu lado no balcão e me encarou intensa.

– Se importa se eu experimentar? – perguntou se inclinando em minha direção.

– Claro que não. – disse enquanto ela tomava o copo de minhas mãos entrando em contato, propositalmente, com minha pele.

Ela deu um longo gole em meu dry martine e logo depois lambeu os lábios devolvendo o copo para mim.

– Está razoável, achei que gostasse de coisas mais fortes. – disse provocante tirando um riso de mim.

– Ah, que ótimo! Você realmente não vale um centavo. – ouvi uma voz um tanto brava, mas o nível de álcool era perceptível, ela estava bêbada. Seu braço apoiado com força em meu ombro como se estivesse louca para me bater.

– O que está fazendo aqui, Ally? – perguntei incrédulo enquanto a morena desconhecida a olhava irritada.

– Loirinho se achar melhor eu peço para algum segurança retira-la. – a garota disse, mas isso só piorou a situação.

– Como é? Ridícula! Não venha com esse papinho não, sua oferecida! – Ally gritava na cara da moça enquanto agora enfiava suas unhas em meus ombros.

– Isso é um absurdo, vai deixar essa maluca me tratar assim? – a garota me perguntou, mas eu ainda estava muito perplexo com o papelão que Ally estava fazendo na minha frente e então comecei a rir.

– humf! Eu não preciso ficar aqui ouvindo isso. – a desconhecida se levantou saindo e eu realmente não liguei nem um pouco, Ally estava aqui.

– Vai! Garota aguada! Já vai tarde! – ela gritava enquanto as outras pessoas a olhavam descrentes com sua falta de classe e então pipoquei de rir. Ela me deu um tabefe na cara, a olhei em choque.

– Não mandei rir. – ela me disse autoritária enquanto cruzava os braços meio trôpega.

– Ally.... sério, o que está fazendo aqui? Bebeu demais. – disse enquanto tentava me aproximar.

– Não é da sua conta. – disse dando-me as costas, mas puxei-a pela cintura.

– Hey, fez tudo aquilo pra afugentar a garota e agora vai embora também? Não acho justo. – disse enquanto rodeava sua delgada cintura com meus braços, ela se debateu sem forças.

– Estava apenas cuidando do que é da Cassydi. – ela deu de ombros, eu bufei irritado.

– Sabe que não tenho nada a ver com ela, já te expliquei o que eu quero. – disse enquanto a olhava aproximando meu rosto do seu.

– Me deixa Austin, quero ir embora. – disse soltando-se e então tropeçando e quase indo ao chão, mas eu a segurei antes que pudesse acontecer.

Ela me olhou diferente, eu não sabia explicar, mas não era como das vezes em que parecia inerte em outra dimensão, dessa vez ela estava hipnotizada em meu olhar, eu queria beija-la e podia sentir meu corpo pedindo o dela, pedindo sua pele e seus lábios delineados.

– Eu não acredito nisso. – ouvi uma outra voz e quando olhei para o lado me deparei com Elliot, o cara que tentara beijar ela à força na festa da fogueira.

– Tire suas mãos dela, ela veio aqui comigo! – disse raivoso e então eu apertei a morena ainda mais contra meu peito.

–Cai fora Elliot, só aceitei sair com você por falta de opção. – disse e eu não acreditei, não era do seu feitio, mas então ela começou a rir e então me lembrei que estava bêbada.

– Vocês dois brigando por mim é engraçado. – riu mais.

– Chega, vou leva-la agora. – ele veio para cima me peitando.

– Não encoste um dedo nela, acho que ela já deixou bem claro que não quer você por perto. – disse num tom realmente furioso.

– Ela está bêbada, não sabe de nada. Veio comigo e vai voltar comigo! – gritou puxando-a pelo braço, mas então eu a afastei e me coloquei à frente de Elliot.

– Já disse que ela não vai a lugar nenhum. – grunhi.

E quando dei por mim a briga já havia começado, derrubamos mesas e taças de vidros, socos rolavam por todo o lado, ele me atingiu o rosto, mas eu não deixei por menos e o atingi com um soco no estômago até que dois seguranças apartaram nossa briga e nos colocaram para fora. Ally também fora colada pra fora junto conosco, pois estava gritando dentro do bar, incentivando a briga. Se não fosse um momento de tensão eu certamente teria rido da tamanha loucura da garota.

– Ok Ally, quer ficar ai com esse otário então fica! – gritou indo embora enquanto sobrávamos eu e a morena chocolate no meio da rua.

De repente começamos a rir descontroladamente.

– Foi tão legal! – disse meio trôpega caindo em meus braços, a olhei tão frágil e soltinha por conta da bebida.

– Vem Ally, vou te levar. – disse enquanto ela me olhava com seus olhos grandes e castanhos.

– Mas já? – disse frustrada e então eu sorri, era engraçado vê-la assim.

– Tudo bem, acho que podemos fazer alguma outra coisa. – disse e ela então pareceu ficar mais feliz.

Saímos por ai rindo quando ela viu uma festa rolando numa boate, ela me puxou pela mão e eu me perguntei onde iriamos parar com aquilo. Entramos e o lugar estava lotado, um pouco escuro com as luzes de boate por todo lado, fomos em direção à pista de dança que tocava uma música agitada, nós dançamos enquanto ela ria como uma louca, ela dançava perto e eu sorria, era bom sentir o calor do seu corpo, seu jeito descontraído.

– Isso é muito legal! – ela gritou enquanto eu ria, nossos corpos cada vez mais próximos, a musica era agitada, mas sensual.

Suas curvas estavam mexendo comigo, me fazendo perder a sanidade, apoiei minhas mãos em sua cintura enquanto ela rebolava ao meu redor, ela descia até o chão e eu realmente não acreditaria que a veria dançando desse jeito algum dia, mas não importava, pelo menos agora ela estava comigo, era minha.

De repente ela apoiou seus braços em meu pescoço e então estávamos colados, seus olhos me olhavam insinuantes, essa não parecia ela, mas eu não estava em condições de pensar, não quando agora Alycia Dawson me beijava. Eu tremi por inteiro, sua boca era macia e eu estava começando a perder os sentidos. Apertei mais sua cintura enquanto aprofundava aquele beijo, minha língua pedindo passagem enquanto ela me beijava com cada vez mais vontade.

– Austin? Ally? – uma voz feminina invadiu meus ouvidos, com muito custo me separei da deliciosa boca da morena.

– Cassy? – disse descrente.

Notas finais
Comentem :)