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4 Capítulo 3


Notas iniciais
Geeeeente, estou de volta! mil desculpas, eu realmente não pude voltar antes! muitas coisas aconteceram e eu precisei me ausentar, espero que possam entender e que não desistam da fic. O capitulo está curto, mas não pararei mais de postar e logo sairão capítulos maiores e mais incrementados. Postei logo para que vocês não passassem tanto tempo longe da historia, agradeço muuuito por todos os comentários e recomendações lindas. vocês são os melhores do mundo, me desculpem! beijos e comentem, por favor!

Austin

– Juro que não sei como fui parar no mesmo táxi que você, devo ser uma estupida. – a ouvi resmungar de forma abafada, pois estava virada para a porta do carona, sua cabeça encostada na janela.

– Você é tão dramática, não precisa de tanto. Eu não mordo. – retruquei, pude ouvi-la bufar irritada.

– Obrigada. – ela disse sem eu esperar, a olhei de soslaio. Desde quando a garota me agradecia?

– Não precisa fazer essa cara, eu posso não gostar de você, mas não sou ingrata. Aquele idiota do Elliot vai se ver comigo quando eu o encontrar.

– Pra mim é novidade você não ser ingrata, garota arisca! Pra que tanto mau humor? Com esse tal Elliot até entendo, ele foi um otário com você. – respondi sem olha-la, estava acompanhando a paisagem que passava rapidamente pela janela do táxi.

– Não é mau humor, só não gosto de ficar dando trela para estranhos. Ainda mais quando é alguém idiota como você. – ela disse e não pude evitar soltar uma gargalhada, ela estava me deixando louco.

– Você disse certo garota, sou um estranho pra você, então não me julgue se não me conhece.

– Tudo bem, nesse ponto tenho que concordar com você. – respondeu me fazendo olha-la surpreso, ela tinha um sorriso nos lábios.

– Nem me olhe com essa cara, eu só disse que concordo, não disse que faço questão de te conhecer. — ela disse, e eu ri.

– Por que não me dá uma chance? Eu fui legal com você. – perguntei sincero.

– Já disse.. não gosto de papo com estranhos, já ultrapassei meus limites só por estar aqui com você, agora vai saber onde eu moro. – ela disse debochada com um sorriso faceiro nos lábios.

– Não se preocupe, não sou nenhum maníaco ou psicopata. – gargalhei observando seus dedos enrolarem uma mecha grossa de cabelo distraidamente.

– Como eu posso saber? Prefiro não me arriscar.

– Deixa de marra garota, pode ter certeza que vai haver um momento em que você vai implorar pela minha atenção. – sorri convencido fazendo-a soltar uma risada gostosa de se ouvir.

– Esse dia nunca vai acontecer, não se iluda garoto! – ela piscou e tão logo o carro parou, ela abriu a porta e desceu. Não pude deixar de notar que ela morava em um bairro extremamente nobre e que sua casa era na verdade uma mansão gigante.

– Arisca! – gritei antes que ela fechasse a porta, ela me mostrou a língua e saiu rindo em direção aos portões.

Seu andar era tão gracioso e ao mesmo tempo perigoso naquele vestido preto de couro, meus olhos não podiam desgrudar de cada movimento que seu corpo fazia. Pedi que o táxi esperasse, pois eu queria me certificar de que ela entraria bem dentro de casa. Minha preocupação era aceitável, certo? Afinal era tarde da noite, não poderia deixar a garota sozinha na rua.

A casa era realmente enorme, os portões abriam automaticamente com um controle que a morena carregava consigo. Havia um jardim florido que acompanhava toda a entrada até chegar a porta principal, onde pude avistar a garota pela última vez essa noite, logo o táxi deu partida me levando até meu apartamento. Era de se esperar que sua casa fosse quase um palácio, afinal sua família era dona da maior empresa de cosméticos que o mundo já havia visto.

Estava começando a achar difícil encontrar um ponto de equilíbrio no meio de toda essa história, a vida nos prega peças, num dia ela era o desafio, a garota caprichosa que me faz perder a cabeça e agora ela é a menina cuja família eu odeio sem ao menos conhecer. Me sentia cada vez mais confuso, ao menos tempo que gostaria de tê-la, de ganha-la, sinto um tipo de ódio em meu peito. Ela pode não ter culpa, estou sendo injusto, mas meu sangue ferve quando lembro que não tive a chance de conhecer minha mãe.

Abandonei a jaqueta de couro preta em qualquer canto do meu quarto, precisava desfazer minhas malas alguma hora, mas nunca tive paciência para organizar peças de roupa e não seria agora que eu mudaria meus hábitos. Me joguei na cama king size, por que tinha de ser tão difícil? As coisas poderiam ser tão diferentes, meu pai poderia ser outro, minha mãe viva, sem vinganças, sem família Dawson. Suspirei alto e irritado, em algumas horas haveria aula e eu estava exausto, dormi com a roupa do corpo.

....

Já era dia e eu estava em alguma aula qualquer da grade de arquitetura, o garoto ruivo estava sentado a meu lado. O tal Dez parecia ser legal, eu não queria me envolver demais, afinal vim com planos traçados e não para fazer amizades. Girei o lápis num passatempo incessante, estava entediado e meus pensamentos voavam para a garota, para o passado, minha mãe e o desejo ardente pela castanha.

– Eu não te vi na festa que rolou ontem perto do farol. – disse por dizer.

– Eu não fui, era aniversário do meu pai. – se explicou com um sorriso de covas.

– Entendo.

– Foi maneira? – ele me perguntou de repente.

– Sim, muita bebida e garotas bonitas. – sorri de canto e ele riu me acompanhando.

– Na próxima eu vou. – disse e eu apenas ouvi.

O sinal soou e eu me perguntei o que deveria fazer, sai da sala completamente confuso, mas Cassidy já estava à minha espera em um banco próximo. Ela me avistou e me chamou com os dedos da mão. Andei em sua direção lentamente até sentar-me junto a ela no mesmo banco.

– Austin, me desculpe por ter te deixado plantado ontem. – desculpou-se tímida.

– Tudo bem Cassy. – disse com um sorriso pequeno.

– Mas, o motivo real da minha vinda até aqui... é outro. – me olhou intenso.

– Pode falar, sou todo ouvidos.

– Sabe... a Ally voltou estranha daquela festa. Não sei o que aconteceu, mas ela está mal-humorada, de um jeito absurdo. O que houve ontem? Ela não me contou nada e estou começando a achar que vocês dois ficaram. – ela me disse, quase tive vontade de rir.. a situação era completamente oposta.

– Na verdade eu até tentei dançar com ela enquanto você não voltava, mas ela se afastou e ficou com esse jeito bravo. – disse sincero, mas preocupado. Por que diabos ela me odiava tanto? Ela saberia de quem sou filho?

– Entendo. Ela é meio fechada, mas não sei por que justo com você. Ela só age assim quando.... deixa pra lá. –levantou-se para ir embora, puxei seu braço.

– Quando...? – indaguei curioso, eu precisava descobrir. Qualquer coisa que pudesse me fazer entender o motivo de tanta marra.

– Eu não posso dizer, é assunto dela e se te contasse seria feio da minha parte. – ela disse com um sorriso.

– Mas por que acha que ficamos? O que te faz pensar isso? – perguntei mais uma vez, havia algo de estranho nessa conversa.

– Você ficou com ela? – insistiu.

– Não Cassy, não menti da primeira vez.

– Então não precisamos nos preocupar, logo ela vai ficar bem. Deve ser algum problema em casa ou com a campanha nova de cosméticos da família Dawson. – ela disse sorridente, mas pra mim ainda haviam muitas coisas em suspenso que eu precisava descobrir, e eu iria.

Notas finais
Preferem pov Austin, ou querem um pov Ally agora? :*