Player

12 Capítulo 11


Notas iniciais
Oiiiiii, gente muito obrigada por todos os comentários lindos, fiquei muito feliz! Bom, estou com bastante tempo essa semana e estou postando todos os capitulos que consigo produzir. Se conseguirmos pelo menos 12 reviews eu com certeza postaria o próximo mais rápido, gente não custa nada ajudar uma autora :/ sem vocês eu não tenho estimulo ou vontade. Aaaah mais uma coisa, tem alguém ai que sabe mexer em PS? queria uma capa bem legal pra Player, mas não consigo.. queria a ajuda de alguém se vocês puderem ajudar. Bom, chega de falar...aproveitem o capitulo e me contem o que acharam :*

Ally

Cheguei ao lugar da festa com Cass meia hora antes da mesma realmente abrir as portas, pois minha amiga precisava checar a finalização da decoração que estava perfeita, tenho que dizer. Haviam vários voais descendo do teto, pretos e brancos, espelhos por todos os lados. A iluminação era quente, uma penumbra que dava um ar ardente e apaixonado, lounges sofisticados e bares muito bem equipados. Além de todas as flores e castiçais espalhados por todo salão, a piscina iluminada decorava uma ala externa.

– Tenho que admitir, você fez um ótimo trabalho! Ficou melhor do que a dos anos anteriores. – disse enquanto olhava minha amiga com um sorriso satisfeito no rosto.

– Eu dei o meu melhor, queria uma festa mais sofisticada esse ano. Acho que vai bombar! – ela deu um gritinho, estava feliz. Ela sempre gostou de organizar e se tornar o centro das atenções em tudo que fazia e eu precisava dizer que ela era boa nisso, muito boa.

– Bom, agora é só esperarmos. – eu disse enquanto me servia de alguma bebida qualquer apenas para iniciar a noite e aplacar um pouco a minha ansiedade.

Olhei-me mais uma vez em um dos inúmeros espelhos do salão, nunca me achei bonita, apenas comum, mas hoje eu podia dizer que estava muito bem. Meus cabelos estavam na lateral, caindo em cascatas por meus seios e meu vestido curto e justo me desenhava curvas que eu não sabia que tinha. A maquiagem escura ressaltava meus olhos cor de mel, as botas de cano longo brilhosa me deixavam com as coxas mais volumosas.

– O que tanto está olhado? Está linda amiga, não precisa se preocupar! – Cass disse colocando de leve sua mão em meu ombro, eu apenas sorri para ela.

...

Enfim a casa começava a lotar e eu já estava na minha quinta dose de tequila, eu sempre fui forte para bebidas então não estava nenhum pouco afetada pelo teor de álcool em meu sistema. Era inevitável me enganar, estava obvia a ansiedade que me consumia enquanto eu checava com meus olhos se ele já havia chegado, e isso estava me matando, eu não queria ser obvia assim e muito menos queria sentir isso.

– Está sozinha? – uma voz um tanto aveludada disse por trás de mim, um toque gentil em uma das minhas madeixas me arrepiou.

– Não é da sua conta. – respondi fria, eu não queria ninguém no meu pé. Não queria dançar e não queria conversar, a ansiedade ainda estava me matando.

– Nossa, pra que tanta indelicadeza? – disse a voz zombeteira, mas nem um pouco irritada com a minha grosseria. Enfim me virei para olhar quem era, mas outra pessoa roubou minha atenção.

Austin estava atrás do rapaz que tentava flertar comigo e ai o mundo se apagou, ele estava lindo em seu traje social de gangster, poderia ser diferente? Acho que não. Seus olhos já estavam penetrados nos meus, mas era pior.. muito pior, ele estava acompanhado de Kira? Como pôde? Ele...oh , deus! Eu sabia, sabia que ele estava só brincando comigo, nada tinha tido importância pra ele naquela noite que ficamos juntos em sua maldita cobertura.

Não, eu não queria dançar, mas eu precisava e seria com o cara que estava na minha frente. Eu o puxei pela mão e desaparecemos no salão parcialmente escuro. Idiota! Porque eu pensei que seria diferente? Aliás, porque eu queria que tivesse sido diferente? Burra.

O rapaz que até então eu nem se quer tinha olhado me conduzia perfeitamente numa dança animada e eu apenas deixava meu corpo fazer o trabalho, eu não estava pensando, mas então ele roubou-me um beijo. Meu cérebro despertou e eu esbofeteei sua cara.

– Eu não te dei essa permissão, imbecil. – gritei saindo em disparada, estava tudo errado.

No meio do caminho me esbarrei com Cassidy, ela me olhou preocupada, ela com certeza já tinha visto o que eu também vi.

– Está tudo bem? Ally, não liga, tá? Ele é um imbecil, mas tenho certeza que ele não vai ficar com aquela aguada a noite toda e.. – tapei sua boca, não queria ouvir mais nenhuma palavra, eu não estava apaixonada por Austin e não seria agora que ficaria mal ou desesperada.

– Está tudo bem, vou aproveitar a festa como sempre fiz todos os anos Cass, eu não preciso dele e nem o quero. – disse convicta, ou pelo menos tentando. Parti me enfiando em um dos bares mais próximos e largando a tal bolsa falsa de dinheiro que fazia jus a minha fantasia.

– Garçom, tequila por favor. 3 doses. – disse exasperada, eu precisava aproveitar a festa a qualquer custo e não seria esse idiota que atrapalharia tudo.

Bebi as três sem nem pestanejar e enfim consegui sentir um pouco da animação pelo fogo da bebida, sim, agora eu aproveitaria sem medo. Segui para a pista de dança onde outras pessoas se soltavam, era uma música sexy posso dizer. Fazia tempos que não ouvia pussycatdolls e buttons certamente era uma das minhas preferidas. Dancei, me esbaldei enquanto rebolava de forma provocante pelo salão, o álcool subindo a cabeça inevitavelmente.

Dois caras chegaram e dançaram em volta de mim, eu não estava ligando. Na verdade estava rindo feito louca com tamanha atenção. E então lá estava ele com a morena aguada, e eu dancei com mais gosto brincando de fechar e abrir o enorme zíper que adornava a parte da frente do meu vestido. Sim, eu estava perdendo a cabeça, pois agora eu me direcionava em passos elegantes e confiantes em sua direção. Virei-me de costas quando cheguei perto e dancei sem medo, rebolei e desci até o chão.

Eu poderia não estar vendo-o, mas sentia seus olhos queimarem minhas costas e isso estava me divertindo, até que alguém puxou meus cabelos e se colocou por trás de meu corpo tentando rebolar em sincronia comigo, mas essa pessoa que chegou tão logo saiu e quando eu me virei para olhar Austin estava em minha frente enxotando o tal cara que tinha dançado a pouco comigo. Eu o olhei desafiadoramente e pude sentir seus olhos soltarem faíscas, ele me observava sem medo.

– Vamos dançar. – Ouvi kira puxa-lo, mas seu corpo estava imóvel enquanto me olhava, ele tinha certa fúria em seu rosto e eu me perguntava porque.

Sai de sua frente, mas ele segurou meu braço com tanta força que meu corpo pendeu para trás. Fui obrigada a olha-lo e então ele me levou por dentro da escuridão do salão. Tentei impedi-lo, mas eu não tinha forças, ele estava irrevogavelmente decidido a me carregar pra onde quer que ele estivesse indo. Quando enfim paramos me dei conta de estar na parte externa do salão, a música ali era mais baixa e alguns casais usavam o espaço para namorar.

– Qual o seu problema? – perguntei quase gritando e ele continuou sério.

– Eu que pergunto, qual o seu problema? Acha bonito dançar que nem uma... uma vadia? — ele disse cheio de fúria e só ai eu notei algo novo em seus olhos, é, ele estava com ciúmes. Gargalhei alto.

– Eu danço do jeito que eu quiser, não tenho culpa se sou tão boa dançarina que chamo a atenção dos outros. – respondi empinando o nariz.

– Vocês estava se esfregando naqueles caras, pelo amor de deus! Não tem nada a ver com dançar, você que estava sendo um tanto provocadora. – disse colocando as mãos nos bolsos impacientemente.

– Numa boa Austin, se você veio aqui para me dar uma liçãozinha de pai fique sabendo que já sou bem grandinha, eu danço com quem eu quiser, me esfrego em quem quiser e beijo quem quiser. – disse com mais audácia e teimosia do que pensei, ele me olhou incrédulo.

– Não me confunda, eu não sei... eu não. – ele começou, mas parou. Algo me dizia que ele estava se decidindo sobre o que fazer, mas eu não esperaria, pois ele estava com Kira e não comigo.

– Enquanto você brinca de gaguejar ou seja lá o que for eu vou me divertir, licença. – disse debochada enquanto seguia para o salão, ele não me puxou ou impediu.

Austin

Aquela maldita de uma figa estava me enlouquecendo, eu tinha chegado confiante à aquela merda de festa e agora eu estava aqui perdendo as estribeiras por que ela havia acabado de desaparecer das minhas vistas e ainda por cima tinha se esfregado em mil caras na pista de dança. Maldita! Praguejei em voz alta, o que eu estava fazendo? Estava tudo confuso, eu queria e não queria. Eu precisava, mas não devia. Foda-se! Eu a queria e a teria essa noite.

Andei pelo salão à sua procura e quando enfim a encontrei ela estava no bar se preparando para uma dose de bebida, eu cheguei sorrateiramente e roubei a bebida de sua mão virando o copo em minha boca logo em seguida. Ela me olhou estupefata, mas eu não a deixei abrir a boca para reclamar, puxei-a para meus braços e agarrei seus cabelos macios em minhas mãos, sua boca vermelha de batom pedia para ser beijada.

Capturei seus lábios mais uma vez com voracidade, as lembranças da noite em meu apartamento me consumindo e queimando. Apertei-a com mais força em meus braços, ela estava ainda em estado de choque, mas eu a traria de volta. Mordi seu lábio inferior fazendo-a arfar e entreabrir sua boca dando-me a deixa perfeita, aprofundei minha língua em seu interior, tomando-a como minha. Ela se acendeu e de repente agarrou-me pela nuca me trazendo para mais perto. Ela me queria, eu podia sentir que o desejo estava vencendo sua teimosia e isso me deixava cada vez mais confiante, ela estava sob meu poder.

Não era como das outras vezes em que era completamente perceptível que a garota estava presa em outro lugar obscuro de seu pensamento, desde o episódio da cobertura ela estava aqui de corpo e de mente e nada poderia me fazer mais satisfeito. Nosso beijo estava começando a ficar ardente e quente demais e nós precisávamos respirar, o fôlego já havia sido roubado.

– Ladra. – disse e ela conteve uma risada, nossas testas grudadas, olhos nos olhos, minhas mãos em sua cintura de forma possessiva.

– Que eu saiba foi você quem me roubou a bebida e o beijo. – ela retrucou com um sorriso atrevido, eu ri.

– Mas você começou primeiro quando roubou minha sanidade. – disse sentindo cada palavra, era a mais pura verdade. De repente seu rosto se apagou e ela desviou seu olhar, franzi meu cenho.

– Onde está Kira? – ela perguntou e eu notei o quanto aquilo a estava incomodando.

– Com ciúmes? – provoquei contendo uma risada, ela tentou soltar-se, mas eu segurei-a com mais força quase aprisionando-a a mim.

– Não, imbecil! Eu só não sirvo pra segunda opção de ninguém. Eu sou a primeira, sempre a primeira. Coloque isso na sua cabeça. – ela disse furiosa, então tudo se tratava de orgulho? E eu que achava ter tido algum tipo de avanço.

– Kira nunca esteve a sua altura, você sempre foi a primeira Ally. Você que nunca acreditou, quantas vezes eu disse que queria você? – perguntei, imaginando que isso seria a resposta que ela desejava ouvir.

– É, você disse. Eu só não sei se você está pronto pra mim. – disse e eu quase engasguei, então ela achava que eu não era tão bom?

– O que disse? – falei ainda atônito, será que ela nunca se renderia a mim?

– Você ouviu loiro, eu sou diferente dessas menininhas que você tá acostumado. Eu não fui feita para brincarem. – ela disse empinando pela segunda vez aquele narizinho.

– E eu não sou criança garota, eu não brinco... eu faço outras coisas. – tentei mudar o rumo da conversa, eu não poderia negar aquilo pra ela. Tudo que eu iria fazer era brincar e destroçar seu coração, sua família, sua vida, tudo. De repente senti certo nojo de mim por querer tudo aquilo com tanta força.

– Bom, já é um começo. Pelo menos você já é um menino crescido. – ela disse rindo, entrando na brincadeira facilmente e eu agradeci por isso.

Beijei-a mais, aqueles lábios borrados de batom estavam me deixando maluco. Nunca em meus melhores sonhos eu imaginaria que uma vingança seria assim tão saborosa.

– Cafajeste! Pilantra! Oh, eu vou te matar. – uma vozinha aguda ecoou no meio do meu beijo com Ally, sim, se tratava de Kira.

Ally se afastou afrouxando meus braços em volta de seu corpo delicado, ela olhou pra mim contendo um riso e então, antes de sumir novamente no escuro, disse em meu ouvido.

– Essa eu deixo pra você.

Eu soltei uma leve risada, é claro que ela não se envolveria nisso, sairia muito superior e por cima na situação. Eu tinha trazido a morena e eu que aguentasse, ao longe pude vê-la ser cobiçada pelos outros homens no ambiente, desejei segui-la, mas a morena furiosa segurou o meu braço, droga! Ally sumiu na multidão levando consigo a única boca interessante da noite, a sua.

Notas finais
Desculpem qualquer erro ortográfico. beijos