Notas iniciais
Oi genteeeeee! Espero que gostem!! Sei que esperam respostas maaas nao posos dar spoilerrs haha kkkk boa leitura!

Ás vezes, a tentativa de acertar estraga tudo. A extrema confiança e a certeza evaporam, nos deixando com a dor da burrada que fizemos. Foi o que me destruiu completamente. Algo, tão estúpido e ingênuo, você me fez parecer louco, como se a culpa fosse minha, quando na verdade só seguia meu coração. Você me fez sentir algo que eu nunca experimentei antes, e mesmo parecendo um viciado louco, espero conseguir sair dessa com você. Existem milhões de motivos para nos separarem, mas o coração quer o que quer. Todos esses contos de fadas agora me parecem infantis. Na realidade não existe felizes para sempre.
—Filho. Acorda filho. — Sinto duas mãos macias em meus ombros e abro os olhos assustado.
_Mãe. É só você. — murcho desanimado.
—Esperava outra pessoa?- se senta ao meu lado.
_Tinha a esperança de que pudesse ser ela. — bufo de cansaço e sei que ela me entendeu.
—Não sei o que houve entre vocês dois, mas se a ama reconquiste-a. Ela já te amou uma vez, isso não some facilmente.- sua voz é doce e me enche de esperança.
_Ela tem uma filha, mãe. Com outro homem. — completo.
_E vai deixar isso te atrapalhar? Não acredito que estou dizendo isso, mas aproveite sua chance enquanto Alexander está fora. Faça com que ela relembre dos momentos que tiveram juntos, faça se lembra que te ama.- aperta minha mão, me mandando confiança e sei exatamente o que fazer.
_Poderia me fazer um grande favor?- ela assente. — Manteria Kriss ocupada até o fim do dia- franze as sobrancelhas, mas acaba cedendo. -Você é a melhor!- beijo sua testa e corro pelos corredores.
Me perdi assim que bati a porta do quarto, mas estava tão agitado e animado que nem me importei em subir e descer três lances de escadas duas vezes. Recupero o fôlego enquanto os funcionários da cozinha me olham sem entender nada.
—Oi. — digo tímido e eles continuam me encarando. -Eu gostaria de saber se poderiam me fazer um favor. — peço e o homem, que parece ser o chef, dispensa todo mundo e anda em minha direção. -Sabem fazer uma torta de morango?- pergunto incerto e esperançoso.
_Acredito que sim, Alteza. — faz uma reverência desajeitada. — alguma preferência? Temos algumas receitas aqui, pode escolher.
_Não precisa, confio no senhor. — adiciono e ele sorri orgulhoso. Quanto tempo demorará?
—Estou terminando de preparar o almoço, então farei imediatamente. Umas três horas. — balanço a cabeça pensando no que fazer nesse intervalo de tempo. — Posso pedir pra chamar sua Alteza assim que estiver pronto. — completa.
—Ótimo! Muito obrigada. Corro mais uma vez, mas agora em direção dos jardins. Ou pelo menos esse era o destino, até encontrar meu pai no meio do caminho e ele me levar para o salão pelo colarinho.
—Você tem que se aproximar da cinco. — ele diz autoritário. Não como se eu já não soubesse disso. — Ela é importante para eles e eles são importantes para mim, então a reconquiste e a leve de volta para Illéa. Arrume um jeito, a transforme em sua amante, não me importa. Só a tire daqui. — ele me olha sério antes de abrir as portas e abrir o sorriso mais falso do mundo. Reviro os olhos e me encaminho para meu lugar.
Estava quase sentando quando vi que o assento ao lado de America estava vago, provavelmente o de Alex, e sem me importar com a reação de todos os outros presentes, me sentei. Nicolau me olhou assustado, mas depois simplesmente sorriu e se virou para a mulher do outro.
_Poderíamos apostar quando tempo dele demora ate receber outro pé na bunda?- sussurra para Kira, mas consigo ouvir.
_Pare de ser criança Nicolau. — ela responde e os dois voltam para sua comida e eu finjo que não ouvi nada.
—Oi Maxon. — diz sem olhar para mim.
_Oi querida. — velhos hábitos nunca morrem.
_Tudo bem?- abro a boca de choque e ela abre um meio sorriso.
—Agora aceita que eu te chame de querida?
—Uma das coisas que aprendi aqui é que devo ser educada com os convidados. — responde como se a palavra não a fizesse pensar em nada.
_Sabe, nesse ano eu passei bastante tempo viajando e ganhei uma máquina fotográfica nova. O mural em meu quarto está lindo, acho que você gostaria de ver. Passamos um tempo na Oceania e tirei fotos maravilhosas. — ela me olha atenta e maravilhada. — Estava pensando, você poderia me levar para conhecer os jardins, sabe, para eu tirar mais fotos.
—Claro. Não sabia que ainda tirava fotos. — comenta vaga.
_Eu parei por um tempo, você sabe, por causa da sua morte, mas eu amo arte e não consegui ficar sem.
—Te entendo. Esses meses na ilha foram excruciantes, já tinha quase esquecido do som do violino. — me inquieto na cadeira. Ela está sendo educada e gentil, achei que depois de tudo o que tivesse acontecido ela não fosse nem ao menos conversar comigo. Vai ser mais fácil do que pensava.
_Sabe o que pensei bastante nesses últimos dias?- ela me olha em dúvida. — Na Seleção. Com Celeste aqui e você, em um palácio, eu não sei, mas meio que me lembra daquela época.
—É um pouco nostálgico mesmo. — concorda.
_Lembra quando dançamos na chuva? Não acho que poderíamos fazer isso aqui. É muito frio!- lanço a indireta e ela sorri abertamente.
—Realmente! Ainda não consigo me acostumar com todo esse branco, apesar de ser lindo.
—Você realmente ama doce. — comento enquanto ela tenta comer um doce qualquer desconhecido para mim. Assente de boca cheia.
— Não tem torta de morango não?- esbugalha os olhos e me olha desesperada.
—Ai meu deus! Eu tinha esquecido! Como fui me esquecer de uma coisa tão maravilhosa como essa?- rio. — Sabe durante minha gravidez eu fiquei com muito desejo de torta, mas infelizmente não existia na ilha.- dá de ombros e murcho. Porque ela sempre tem que voltar para essa parte do assunto?
Continuamos conversando, eu tentando relembrá-la dos bons momentos e ela me contando sobre os bons momentos que viveu sem mim. Botei minha melhor máscara e fingi não estar de coração partido. Combinamos deu encontrá-la em seu quarto e então iríamos para o jardim tirar as fotos. Só tinha um problema, eu nem trouxe a câmera. Dou uma passada no jardim e colho as flores mais bonitas que consigo encontrar enquanto tento montar com buquê com elas. Não ficou perfeito, mas acho que dá pro gasto.
Sinto o cheio da torta antes mesmo de dobrar o corredor. Pego o carrinho já pronto com as louças para dois e a comida e o empurro até o quarto de America. Precisei de ajuda para subir as escadas, mas isso é irrelevante. Bato na porta e ajeito o terno mais uma vez. Ela abre a porta com um sorriso enorme e a bebê nos braços. Sorrio desanimado.
—Deixa só colocar Nastia para dormir, que poderemos ir. — ela deixa a porta aberta e adentra no quarto. Entendo como um sinal de que devo entrar e assim faço.
Olho ao redor, mas não vejo nada demais. Um piano no canto e diversas fotos dos dois espalhados pelo cômodo. Vejo três portas e imagino ser o banheiro, o quarto de Alex e o closet, mas me engano. Ao ver America abrir as duas portas e perceber que a segunda porta não é nada mais do que o escritório e a terceira o quarto da filha. Esse é o quarto dele, o quarto deles. Idiota Maxon! Penso para mim mesmo. Claro que eles dormem em um quarto juntos.
—O que é tudo isso?- ela me pergunta curiosa e me toco de que ela está na minha frente.
—Nada demais. Trouxe umas flores, como agradecimento por não estar com raiva de mim. — dou de ombros e a entrego. Ela as cheira maravilhada e abre um sorriso bobo.
—Obrigada.
—Hoje cedo você disse que estava com saudades da torta, então pensei, porque não pedir para o cozinheiro fazer um pouco para você?
—Você não fez isso?- ela praticamente pula em cima do carrinho.
_Eu fiz. — sorrio e retiro a mostro a torta. Ela olha diretamente para a torta, sem piscar, então me aproximo. — Sabia que ia gostar. — me aproximo pelo lado e coloco uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. Me abaixo para ficar de sua altura e sussurro em seu ouvido. — Eu sei exatamente o que você gosta. — ela se assusta com a minha aproximação e se afasta rapidamente.
_O que está fazendo?- pergunta assustada.
_O que acha que estou fazendo? O que achou que eu estava fazendo?
_Achei que já tivesse desistido dessa ideia louca de que vai me ter de volta e estivesse tentando manter minha amizade. — rio da resposta.
_Francamente America. Eu te amo! Acha que me contentaria em ser sua amiga?- elevo o tom de voz.
_O que você quer que eu faça? Que eu largue minha filha e toda a minha vida por uma mínima chance de ficar com você?
—É exatamente o que eu quero. Nós nos amamos. Não deveríamos aproveitar a chance que temos para ficar juntos, mínima que sejam?- tento me aproximar, mas a cada passo que ando, ela se afasta mais ainda. Sua boca está aberta, completamente perplexa, sem acreditar que realmente disse o que acabei de falar.
—Deixar tudo pra ficar com você? O que a Kriss vai pensar disso? O que o seu pai vai pensar disso? Eu não vou viver de restos do seu amor!
—Você tem meu amor por completo. — a interrompo, mas ela dó fica mais brava por tê-la interrompido.
_Você nunca estará completo, Maxon! Você sempre vai está comprometido com sua esposa, com o seu pai e seu reino!
—Nós poderíamos governar juntos! Meu pai já disse que não te odeia mais. Ele inclusive disse que eu poderia te levar para Angeles, te fazer de minha amante e...
—O que você acabou de dizer?- o tom bravo e os gritos são trocados pela voz calma e fria, o que me dá um frio na espinha. Ela me encara esperando pela resposta.
—O que?
—Repete o que acabou de dizer. — ela pede dizendo as palavras lentas e com um espaço grande entre elas.
_Nós podemos governar juntos?
_Depois disso Maxon! Olho para o chão e tento relembrar exatamente o que disse, e assim que percebo a idiotice que disse, me arrependo de ter aberto a boca essa tarde.
—America...- me xingo mentalmente.- Eu... Eu não quis dizer isso. Você sabe disso, não sabe?
—Não, Maxon, eu não sei. E é por esse motivo que não podemos mais ficar juntos. Nosso tempo já passou e você não quis me ouvir.
_Eu vi que trouxe seu namorado para cá. — deixo as palavras no ar e suas narinas inflam de raiva.
_Você é impressionante, Maxon. Ainda não entendeu? Ele está namorando! Está noivo de Lucy. O estava abraçando por isso. Abro a boca e ameaço falar alguma coisa, mas ela me manda ficar quieto e diz antes. _Se acha que pode chegar para Alex e usar isso contra mim, está muito enganado. Ao contrário de você, ele me escutou. Ele sabe tudo sobre toda a minha vida e me ama apesar de tudo.
—Você o ama? Se conseguir olhar em meus olhos e dizer que não me ama mais, então prometo te deixar sozinha.- ela caminha em minha direção, com o olhar duro. Seu nariz praticamente toca o meu enquanto ela pronuncia as palavras que tinha certeza de que não ouviria.
_Eu o amo. Amo Alex como nunca achei que fosse amar alguém depois de você.

Notas finais
AFINAL Cadê vc Alex?! Até a proxima com fortes emoções