Plague Inc

4 Capítulo 4


O silêncio pairava sobre o banheiro imundo, sendo cortado apenas pelo ruído de goteiras no piso encharcado. Lyllich mantinha a arma erguida na frente do corpo, braços estendidos, olhos fechados. Ao seu lado, Karin soltava a respiração e Rick à esquerda encarava a morena de cabelos enrolados.

— Lyllich... – murmurou a gêmea castanha, observando a bala que perfurara o azulejo atrás de si.

— Me desculpe, Chilly! Eu nunca poderia fazer isso com você!

Ambas abraçaram-se e ainda que medo, a castanha sentia alívio:

— Melhor que seja assim – Rick começou a andar pelo banheiro e a investigar cantos de prateleiras e espelhos, procurando por algo útil – Precisamos dar um jeito nessa perna.

O capitão do time Gama enfaixou a perna da garota e amarrou o ferimento ao redor do joelho:

— Não mova muito a perna, vamos torcer pra que a doença fique presa nessa área. Se conseguirmos uma cura rápido, ainda poderemos salvar qualquer osso ou pele.

Chilly engoliu seco, mas sorriu para a irmã, tentando acalmá-la:

— Baixinha, vamos procurar a saída.

Lyllich apoiou a irmã e todo o grupo se retirou do banheiro. Rick e Karin ergueram suas pistolas silenciosas e iam atirando em zumbis que se arrastavam pelos corredores do monastério. Ainda que houvesse cadáveres vivos naquele templo, a grande maioria parecia já ter se retirado.

— Deus nos perdoe – Rick murmurou ao recarregar a arma que antes “matara” o último monge daquela igreja. – Ah, isso não tá certo... Já vi muitas coisas desde que entrei para o exército. Na SiSu então...! Já tivemos que lidar com todo tipo de coisa, mas isso aqui... é insano.

— Rick, o jardim tá vazio – alertou Karin observando o tapete de neve pelo vitral.

— Certo. Vamos ter que ganhar o dia lá fora. Não podemos ficar esperando ajuda aqui dentro. Já enviei uma mensagem pra SiSu, vamos aguardar qualquer ajuda. Precisamos continuar o caminho por lá.

— Mas está frio... – reclamou Lyllich – e deve ter coisas piores lá fora. Aqui estamos mais seguros.

— Aqui dentro sua irmã morre. Lá fora, cumprimos nossa missão. Vamos, crianças.

O capitão guardou a pistola no coldre do peito e a trocou por uma TMP. Lyllich ajeitou a irmã sob seu ombro e continuou a carrega-la atrás de Rick. Karin fechava o cortejo e protegia a retaguarda. Mas tudo estava em silêncio. O que tinha na igreja, já fora embora. Era hora de conhecer o mundo lá fora.

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12:20, Equipe Alfa

Caminharam até a entrada da fábrica. As portas estavam bloqueadas eletronicamente e o único som cortando o silêncio era o de corvos no céu.

— Vamos ter que nos separar – explicou Nero.

— O que?! – Casey se apavorou – Não!

— Vou procurar o gerador e ligar tudo isso aqui. Vocês não vão conseguir nada sem corrente elétrica. – Casey engoliu seco – Desçam pelo elevador manual e aguardem minhas ordens. Entro em contato assim que conseguir alguma coisa. – Nero colocou a mão no ombro de Linos e encarou os dois discípulos – Linos cuide dela e Casey, você é a mais inteligente aqui.

O capitão deu as costas e correu para a parte de trás do galpão. Linos e Casey se entreolharam e começaram a girar a manivela do elevador. O ruído de engrenagens velhas perfurou o ar e espantou alguns corvos. O elevador vindo direto dos anos 30 parou de frente para os dois.

— Primeiro as damas – sugeriu Linos. Entraram na cabine e tiveram que se segurar para não perder o equilíbrio quando o elevador se desestabilizou antes de começar a descer. Alguns andares abaixo e a porta se abriu para um corredor deserto e escuro. Era largo o suficiente para passar um caminhão e frio o bastante para acharem que estavam num frigorífico. Do outro lado de sua extensão, uma porta verde de metal.

— Não quero imaginar o que tenha do outro lado.

— Mas vamos descobrir.

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Nero encontrou um segundo galpão, alto e sustentado por inúmeras colunas. No centro uma caldeira gigante desligada e inoperante. Do alto do mezanino ele avistou um vulto preto correr por entre as colunas.

— Ei, parado! – gritou. Correu até as escadas enferrujadas e desceu derrapando pelo corrimão. – Parado ou eu atiro!

O sujeito alcançou um portão do outro lado e com a ajuda de mais dois sujeitos vestidos de preto, abriram a tranca. Nero viu-se segurando a respiração e tentando entender que diabo saía da sombra daquela cela escura.

Uma criatura enorme, tão alta quanto o ceifador. No lugar da mão, um braço mecânico com garras de ferro. Uma mascara de couro cobria o rosto desfigurado que um dia fora humano. Nero deu um passo para trás. O gigante abriu os olhos.

O capitão do time Alfa correu para o lado oposto e sentiu a pressão do ar avisar que algo iria atingi-lo. Saltou para o lado a tempo de ver a garra prender em uma coluna e parti-la ao meio. Nero correu para a lateral e agachou para desviar de uma nova coluna que se partia.

— Desse jeito vamos morrer soterrados – murmurou correndo em direção a uma escada de pedra. Alcançou o andar superior e correu pelo mezanino, dando a volta no galpão gigante. Observou a criatura monstruosa esmagar dois dos sujeitos de preto. – O crime não compensa – comentou para si mesmo.

A criatura o avistou correndo pelo andar de cima e com um salto se pendurou na escada. Duas esticadas de braço e já estava tentando ficar em pé no caminho estreito.

— Droga! Não posso morrer aqui! Ainda quero conhecer Miami...!

Nero avistou a garra ser lançada em sua direção e foi o tempo de virar o corredor para desviar e a garra prender na parede a frente. O capitão derrapou no chão e observou a garra retornar para o braço do gigante e este tomar novo impulso para correr. Em uma analisada rápida de sobrevivência, Nero avistou um tanque de combustível num canto do corredor.

— Será rápido... – murmurou e prendeu a respiração. Esperou o gigante começar a correr em sua direção e ao passar pelo tanque, Nero disparou na carcaça metálica e a explosão cobriu de chamas o alvo. O gigante grunhiu de dor e se desequilibrou, caindo por cima da grade de volta para o térreo do galpão.

Nero fez uma checagem rápida do terreno e foi suficiente para avistar dois novos toneis. Saltou pela grade e ganhou o chão térreo mais uma vez. O gigante se ergueu, o corpo queimado e ainda mais desfigurado. Nero tornou a correr, dessa vez em círculos, ao redor da criatura. Esperou uma nova investida do gigante e atirou em mais um tanque, uma nova explosão, duas colunas partidas ao meio.

O galpão tremeu e pedaços do teto começaram a cair. A caldeira ainda estava intacta, mas com a luz que começara a entrar no galpão, Nero conseguiu visualizar melhor seu formato. Ouviu um novo grunhido e decidiu que era sua última chance. Esperou o gigante correr em sua direção e assim que estava lado a lado com a caldeira, Nero atirou no último tanque de combustível e ambos, gigante e caldeira ergueram em chamas.

A criatura gritava de dor e se contorcia enquanto a caldeira começava a tremer, a ligar e emitir vapor. Luzes foram se acendendo e elevadores foram ligando. A fábrica ganhara vida mais uma vez. Nero deixou-se cair no chão de joelhos e reuniu seu último folego para erguer o comunicador na altura da boca.

— Casey. Aqui é o Nero. Como estão às coisas por aí?

— Não muito bem. Chegamos numa espécie de sala de controle, mas não sei exatamente o que controla.

— Entendo... Crrr... Bem, faço contato daqui a pouco... Tenho, hum... uns probleminhas por aqui. Desligo cambio.

A caldeira tremia de forma indecifrável. Nero não sabia se ainda funcionava normalmente ou se estava desligada para segurança de todos. De qualquer forma, teria que fazê-la funcionar por mais alguns minutos que fosse, tempo suficiente para Linos e Casey obterem informações do laboratório subterrâneo e a equipe inteira sair viva dali.

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14:02, Equipe Alfa.

Abriram a enorme porta verde, que rangeu forte; os dois se preocuparam que o barulho atraísse inimigos, mas não foi o caso. Deram de cara com uma enorme sala de controle, abarrotada de computadores, telas, botões, fios e coisas que Casey nunca imaginara que pudessem existir.

— Crrr... – o comunicador da garota chiou e esta o ativou – Casey na escuta.

— Casey. Aqui é o Nero. Como estão às coisas por aí?

— Não muito bem. Chegamos numa espécie de sala de controle, mas não sei exatamente o que controla.

— Entendo... Crrr... Bem, faço contato daqui a pouco... Tenho, hum... uns probleminhas por aqui. Desligo cambio.

Casey ainda ficou um tempo encarando o comunicador, tentando imaginar que tipo de problemas o capitão estava passando. Foi quando Linos chamou sua atenção:

— Vou começar a ativar os controles e descobrir a finalidade disso tudo.

— Beleza. Mas acho que não precisamos disso tudo pra saber do que se trata.

E o moreno a encarou, parecendo concordar, mas temendo estar certo.

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15:03, Equipe Gama.

Rick concentrou toda a sua força para os braços e ergueu a pesada porta de carvalho da igreja. A claridade incomodou a todos que soltaram resmungos e xingamentos.

— Já terminamos tudo por aqui. Vamos fazer uma recapitulação de tudo: fomos enviados para investigar estranhas ações dentro desta igreja e agora descobrimos que o tal de Serjan tem dedo nisso. Uma típica história de Illuminatis, Templarios e Evolução Humana. Nossa missão a partir de agora altera-se de investigativa para procurativa.

— Existe esse termo? – perguntou Karin confusa.

— Não interessa. Como eu ia dizendo: deixamos de investigar o local para ir atrás desse monge e impedir seja lá o que ele estiver planejando. Entendido?

— Sim... – todas estavam desanimadas. Aquela história estava cheirando a estudo, investigação e pesquisa histórica. Ação era o que desejavam. Escola era onde se sentiam agora.

Saíram para a claridade, adentrando um jardim seco e negro, com esculturas de mármore quebradas, neve que chegava a metade da perna fazendo as meninas de shorts tremerem de frio e se abraçarem, e Rick começou um grande dilema sobre “como abrir o portão de ferro”.

— Ah, deixa que eu resolvo essa merda! – reclamou Chilly entrando na frente de todos, sacando a pistola e atirando contra a fechadura. Um buraco se formou no centro e Rick conseguiu abri-lo.

Estavam cercados por uma floresta taiga, no meio da neve. Não tinham ideia se quer de por onde começar a procura. Só havia uma solução:

— Vamos montar um acampamento por aqui e...

— QUE?! TA DE BRINCADEIRA, NÉ? A GENTE NÃO FEZ PORRA NENHUMA ATÉ AGORA! SÓ SENTAMOS E ESPERAMOS E VOCÊ AINDA QUER FAZER MAIS? QUE MERDA DE MISSÃO É ESSA?! – as meninas foram explodindo uma por uma, e Rick quase derrubou os óculos no meio da gritaria. Corvos saltaram dali assustados e animais correram pela floresta.

— Acalmem-se, meninas! Eu...

Mas antes que pudesse terminar de falar, estranhos ruídos foram se aproximando.

— Espera aí... – disse Karin, calmamente – Estão ouvindo isso?

— É – Chilly pareceu assustada – Estou! E vendo também!

Todos se viraram na direção em que Chilly apontava: um exército de infectados aproximava cambaleante.

— AH, meus parabéns! – exclamou Rick, irritado – A gritaria de vocês despertou a manada!

— Cala a boca e faz alguma coisa! – gritou Karin.

— Olha como fala com o seu CAPITÃO!

— Capitão de merda... – resmungou sacando das costas um bastão cheio de pregos e partindo pra cima dos inimigos. Karin chegou à frente deles girando o bastão e esmagando membros e cabeças, do jeito mais macabro possível. As gêmeas vieram atrás com armas de fogo, limpando os infectados que tentavam cercar a pequena.

— Chilly! Lyllich! Concentrem-se nos das pontas! Karin irá limpar o meio! Enquanto isso darei a volta pelas árvores e pegar a parte de trás!

— Entendido! – gritaram as duas em uníssono. Rick começou a correr com certa dificuldade, pois suas botas teimavam em afundar na neve profunda. Chegou à beirada, onde as árvores começavam densas e escuras, e pode visualizar algo que lhe congelou a alma: uma alcateia inteira, faminta e infectada.

— Era só o que me faltava... Se existe uma coisa pior do que zumbis e lobos são lobos zumbis – ele parou de correr e curvou-se com cautela, tentando não chamar atenção. Os animais estavam concentrados em devorar algum animal caído e Rick tentou dar alguns passos para sair dali. – Calma... Concentre-se...

Parecia ir bem, até pisar num galho e a madeira seca estalar. Foi incrível como algo tão pequeno e insignificante pôde fazer tamanho barulho ecoar pela região inteira...

— Droga.

E todas as cabeças peludas e desformes levantaram, encarando-o, com olhos vermelhos e presas gigantes, banhadas em sangue.

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15:18, Equipe Beta.

— Espera, estão ouvindo isso? – Kurt perguntou parando no meio do caminho. Atravessavam uma estrada de terra no alto de uma colina. A direita subia uma enorme encosta em direção ao topo daquele monte, e a esquerda um precipício escuro e assustador se estendia ameaçando-os.

Todos pararam de andar para escutar o suposto barulho e conseguiram captar ruídos de risadas, gargalhadas e gritarias.

— Não sei o que pensam disso, mas me cheira a “humanos” – comentou Kurt começando a animar-se.

Zack gritou, ignorando todos os princípios de cautela. Mas fazer o que: ele nunca foi e nunca seria sigiloso. Simplesmente não combinava com seu estilo “escandaloso”.

— Eeeeeih!!!

— Quieto! – gritou Ana – Se forem inimigos você acaba de nos dedurar!

Uma cabecinha apareceu no alto, observando-os. Era um homem. Ele riu alto e virou-se, gritando.

— Ei pessoal! Nem vão acreditar! A turma do Zack tá aqui!

— Cadê?! – mais duas cabeças apareceram, com chapéus de caubói. Todos acenaram animados, gritando, rindo e soltando palavrões. Kurt comemorou tão animado quanto os outros.

— É o Doryu, o Sairake e o Zerek! A equipe Delta tá inteira viva!

Zack fez uma careta e cochichou algum resmungo.

— Que foi? – Arthur quis saber o motivo da infelicidade do amigo.

— Não gosto deles... Simplesmente não vou com a cara deles.

— Relaxa! Só vamos dar um “oi” e nos separamos.

As duas equipes se encontraram e trocaram cumprimentos. Comentaram animados sobre suas missões, e Zack achou que o time Delta pareceu exibir demais a quantidade de inimigos exterminados. No final, Ana acabou decidindo ficar com a equipe Delta para contatar seu antigo time e o quarteto seguiu pela estrada.

— Aconteceu alguma coisa entre vocês? – Jason perguntou assim que se distanciaram.

— Não exatamente... Acho que o Doryu já deu em cima da minha namorada. Na verdade já fez isso com todas as garotas da SiSu. Mas porra! Odeio esse cara! Metido demais velho... – Zack ainda continuou proferindo xingamentos que ia inventando. Jason ria do ciúme excessivo do amigo.

— Eu acho que eles são bacanas – comentou Kurt – Quero dizer: o Zerek é bem legal com os novatos, ele já ajudou bastante gente.

— Acho ridículo o cabelo dele! Coisa de viado! Parece cabelo de anime! – resmungava Zack.

— O tal Sairake não conheço muito, mas dizem que ele pega muita mulher!

— Se elas gostarem de caras afeminados! Sério, ele é a cópia da Casey com um @#$% no meio das pernas.

Os outros dois riram.

— Sim, acho estranho “caras” de cabelo comprido – disse Jason.

— O seu é! – Zack olhou com a sobrancelha erguida para o parceiro.

— Tá, mas não é tanto. – resmungou. Zack revirou os olhos.

— E o Doryu... – tornou a comentar Kurt, mas Zack o interrompeu e foi uma chuva de desaforos contra o líder da Equipe Delta.

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15:49, Equipe Alfa.

— Consegui! – gritou Linos, os óculos tortos no rosto. Casey que estava encostada a uma mesa se ergueu surpresa. Linos digitou mais alguns comandos e uma das paredes se abriu revelando uma sala totalmente branca. Havia uma silhueta preta numa maca, contrastando com tudo ao redor.

— O que é aquilo? – perguntou Casey.

— Não sei... Não consigo entender...

— Bom, pelo menos já sabemos onde tudo era feito. Dá pra recuperar as últimas ações feitas?

— Já tentei isso, e estranhamente descobri que a placa onde isso fica armazenado foi retirada.

— Queima de arquivos...

— Sim, mas não queima. Não destruíram... Só esconderam...

— Como sabe disso?

— Você destruiria?

Casey aproximou-se mais do vidro tentando entender o que era a silhueta preta. Ela conseguiu escutar um barulho de respiração forte. Deu um salto para trás e ficou gelada de medo.

— Está vivo...!

Linos levantara-se também, com o susto da companheira.

— Crrr... Casey! Saia já daí! Vocês precisam correr!!! Saiam!!!

Casey mal ousou olhar para trás, tamanho era seu medo. Linos viu a silhueta se mexer, parecendo querer levantar, e saiu pela porta verde. Ajudou Casey a fechá-la e começaram a correr. Ele olhou de canto para a amiga que parecia estar chorando. Fizeram todo o caminho de volta até o elevador. Casey apertava o botão desesperadamente.

— Não está funcionando!!! Linos, não funciona!!!

O ruído de porta automática se abrindo ecoou e ao se virarem, os dois avistaram, do outro lado da enorme sala, um corpo preto, desforme, andar cambaleante em direção a eles. Casey gemia. Linos queria acalmar a amiga, mas tremia sem sentir as pernas.

Um barulho de caixa caindo bateu atrás dos dois. Casey gritou e Linos virou-se. Nero aparecera atrás dos dois. Ele estava com um rifle novo, diferente, inidentificável naquele momento. E irrelevante também. Atirou cinco vezes em cinco locais diferentes no corpo negro e a aberração explodiu.

As pernas de Casey cederam, e esta caiu trêmula. Nero conseguiu segurá-la a tempo e garota chorou aos prantos em seu colo.

Já calma, Casey conseguiu se erguer. Nero passou a alça da arma pelo pescoço e puxou os dois alunos para o outro lado da sala.

— Pra onde estamos indo? – quis saber Linos. Casey, embora calma, ainda não falava.

— O elevador parou de funcionar. Parece que há um mecanismo que ativa travas em todas as portas quando o laboratório é ativado... Exatamente para que nada saia ou entre aqui.

— E como vamos sair?

— Cavando.

Linos riu.

— Sério... Como vamos sair daqui?

— Já disse: cavando.

Linos o encarou para ver se o capitão estava falando sério. Nero revirou os olhos.

— Vamos ter que abrir uma saída.

— E como VOCÊ entrou?

— Entrei antes de vocês ativarem os computadores... O que precisava ser feito era ligar o gerador de energia, do outro lado da Indústria. Feito isso, tudo pôde ser ligado aqui.

— Entendi...

— Agora comecem a cavar buracos.

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