Plague Inc

1 Capítulo 1


10:45 Base da Agencia SiSu

— Atenção recrutas! Esta será com certeza a pior missão de suas vidas! Quero os grupos divididos e preparados! Irão ser despachados em cinco minutos! Andem! Depressa! – Gregory dava as últimas ordens para os agentes que estavam se preparando para suas missões. General Gregory Goyle. Greg para os mais íntimos. Ditador, severo, mas bom amigo. Divertido, charmoso e pai de família, para os mais íntimos.

Todos começaram a correr com os preparativos. Em sua maioria os agentes eram excepcionais e experts no que faziam, mas Gregory gostava de chama-los de “recrutas” para diminuir o ego de seus subordinados. Tinha um carinho extra por alguns deles, mas amava a todos como se fossem seus filhos, afinal: 90% daqueles soldados eram jovens imaturos, acabando de se formar em faculdades e recrutados de surpresa. Como assim? Vou explicar melhor.

A Agencia SiSu possui diversos setores de agentes, cada qual especializado em diferentes área táticas. Recentemente um novo setor foi criado e denominado de: Os formandos. Os jovens recrutados eram estudantes comuns, de faculdades comuns, que chegavam a apresentar um fator X que os diferenciava dos demais e tornavam-se interessantes. Esses estudantes eram convidados a entrar para a Agência, recebendo rigoroso treinamento militar e logo mais, sendo enviados para missões.

Fazia menos de 1 ano que o setor fora criado e os recém-recrutados já estavam tendo sua primeira grande missão, importante demais para formandos, difícil demais para jovens inexperientes, impossível demais para não-soldados. Mas fazer o que: eles precisavam ir, pois os mais capacitados para isso já estavam ocupados, impedindo o mundo de ser devastado e extinto por um ataque bioterrorista.

Quatro grupos foram formados, divididos por nomes e cores. Os grupos foram compostos por afinidade entre os integrantes e dois deles tinham a presença de um Capitão devido ao fato de tais recrutas serem por demais inexperientes. Eis os grupos:

Grupo Alfa (vermelho): composto por Casey Linch (21 anos, estudante de medicina), Linos Tojyo (19 anos, estudante de Tecnologia e Programação) e Nero Hoffman (32 anos, capitão do time).

Grupo Beta (azul): Zack Ryans (25 anos, estudante de engenharia mecânica), Jason Tara (24 anos, militar), Kurt Sathyros (21 anos, militar), Arthur Tojiro (24 anos, especialista em robótica).

Grupo Gama (amarelo): Chilly Showater (21 anos, estudante de veterinária), Lyllich Showater (21 anos, estudante de farmácia), Karin Shioya (24 anos, estudante de biologia), Rick Lenz (32 anos, capitão do time.

Grupo Delta (verde): Doryu Dante (28 anos, professor de artes marciais), Zerek (27 anos, formado na escola militar e especialista em espionagem) – Sairake (27 anos, agente de espionagem e investigação).

— Vocês deveriam correr mais e se preocupar mais com roupas e cabelos! Parecem mais um bando de mulherzinhas!

E Gregory estava certo. Os estudantes decidiram que os uniformes deveriam ser escolhidos por eles mesmos, o que foi uma má ideia, visto que agora parecia mais um desfile de moda do que uma missão realmente séria.

Grupo por grupo foi entrando em diferentes veículos: helicópteros, barcos, Hummers, etc, não necessariamente nessa ordem. Zack e Casey se despediam:

— Toma cuidado, Casey. Você tem que voltar viva...

— Me prometa o mesmo!

Zack pôs a mão atrás da cabeça de Casey e encostou sua testa a dela:

— Eu prometo. E prometo também que irei encontrá-la! Eu te amo.

— Também te amo... – Casey se esforçava para impedir as lágrimas de aparecerem. Jurou para si mesma que seria forte e não derramaria uma sequer.

— Cuidado pra não se cagar de medo — Karin brincou com Linos. — É capaz de sair vivo porque ninguém enxerga essa vareta em pé!

— Como se o seu um metro e meio de altura assustasse muita gente — o rapaz devolveu.

— Não se abalem crianças — Doryu sorriu para os jovens recrutas enquanto subia na Hummer. — No começo é assim mesmo: você sente tanto medo que se matar parece ser a melhor opção. Mas depois do quarto, quinto perrengue, já estarão matando escorpião no dente.

— Às meninas estarei sempre disponível caso queiram um ombro forte e amigo. — Sairake exclamou para ser bem ouvido.

— Do jeito que as coisas andam só vão encontrar o ombro... — Zerek comentou o flerte do amigo arrancando protestos do paquerador.

Finalmente todos os agentes entraram em seus veículos deixando a garagem da agência e ganhando o dia claro e ensolarado da estrada deserta. Um sujeito vestido de roupas militares e boina vermelha aproximou-se de Gregory.

— General: devo dar as ordens para fechar os portões?

— Sim, sargento.

— Ah... General. Só mais uma pergunta: acha que muitos irão morrer?

— Sargento: feche os portões. – repetiu Gregory ignorando a pergunta e se retirando.

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11:05, helicóptero da equipe Alfa.

Nero fazia os últimos preparativos em uma de suas armas preferidas, uma Magnum .38 super automática. Linos ativava coordenadas em seu notebook, preparando mapas, GPS’s, ativando detectores de calor e sinalizando rotas. Casey tentava controlar os nervos. Nero mudou sua atenção da arma para a subordinada e ergueu uma sobrancelha cinza.

— Nervosa, Casey?

A jovem encarou o homem de inesquecíveis cabelos pratas, que faziam contraste com seus poucos 32 anos. Nero era consumido por uma rara doença que impedia a produção de pigmentação dos pelos do corpo, deixando-os brancos. Wnt, doença parecida com o albinismo, mas que não afetava a pele.

— Sim, senhor. Não sou boa nessas coisas. Linos sabe o quanto sou medrosa.

Fazia um ano que Nero treinava aqueles dois jovens, e tão pouco tempo foi mais do que suficiente para conhecer 90% da personalidade de cada um. O fato de Nero ser observador e gostar de analisar as pessoas ajudou muito nisso. Ele sabia que Linos era um jovem geek e como qualquer geek, poder servir a uma agencia militar era como estar em um dos jogos de que sempre fora fã. Já Casey aceitou entrar pra agência porque sempre gostou de mostrar que é durona e a ideia de missões e ação a encantava ao cúmulo. No entanto, encarando a realidade os dois perceberam que aquilo era muito mais é do que ficção.

— No começo é assustador mesmo, mas com o tempo você irá se acostumar e pegará a manha da coisa.

— É, imagina que você está em um jogo do Resident Evil, sabe? – falava Linos brincando – No começo dá uma pouco de medo, você fica doido, faz um monte de merda, e depois que você pega o jeito, encara qualquer coisa.

Casey pareceu aliviar-se e puxou uma caixa para junto de si. Guardou duas granadas na bolsa colada a sua perna e retirou uma arma de aparência chamativa: uma P90.

— Sério que você vai usar isso? – Linos perguntou incrédulo.

— Faz eu me sentir mais segura.

— Eu particularmente não gosto de metralhadoras – comentou Nero engatilhando sua Desert Eagle.

— É, mas pra mim que sou afobada e nervosa, funciona que é uma beleza. — Casey apertou a arma para mais junto de si. Pensava em Zack, seu namorado há quatro anos. Procurou imaginá-lo em um lugar bonito, tranquilo e nele já voltando da missão porque fora um falso alerta. Assim ela evitaria imaginá-lo morrendo, sendo torturado ou devorado.

— Credo! – e ela remexeu-se, sentindo calafrios.

— Atenção! – anunciou o piloto— Irão descer em 3 minutos! Preparem-se!

Os três ficaram de pé sobre o veículo que balançava fortemente e aguardaram até o piloto posicioná-lo em lugar adequado. A porta foi aberta e todos se agarraram em cordas, deslizando pelos cabos até sentirem seus pés chocarem-se com um chão metálico. Pararam em cima de contêineres, no que parecia ser o centro de uma fábrica abandonada. O dia estava nublado, porém claro, e havia uma luz forte por todo o perímetro.

— Vamos rondar a região, então caso precisem é só chamar! – gritou o piloto que os ajudara e logo ouviram o helicóptero se distanciando.

— Então? – perguntou Linos esperando ordens. Nero observou o cenário ao redor e pulando do contêiner respondeu:

— Vamos dar uma olhada.

Os dois se entreolharam, deram de ombros e pularam atrás. Estavam na periferia da indústria e os contêineres formavam um caminho até o centro da fábrica. Linos conseguia identificar suas localizações através de um GPS em seu tablet: três setas, branca – azul – rosa, indicavam Nero, Linos e Casey, nessa ordem, andando em um mapa representativo da empresa. Com detectores de calor eles conseguiam localizar pontos vermelhos que indicavam a presença de outras pessoas, inimigos ou não. Ao redor da fábrica, restava apenas o deserto, mares de morros, tudo delimitado por uma cerca de arame.

— Parece que o lugar está vazio. – disse o garoto – Não estou vendo nenhum ponto vermelho no mapa.

— O que é muito estranho – disse Nero que andava na frente, com a Magnum entre as mãos, apontando para baixo. Ele parou de repente e apertou um botão em seu cinto. Um barulho de chiado cortou o silêncio – Crrr... Aqui é Nero Hoffman. Estamos nas Indústrias Hangiton e o local parece vazio. Queremos uma checagem da missão.

— Checagem em andamento— disse uma voz feminina.

— Ai, ai... — ele pôs as mãos na cintura e deu uma nova olhada ao redor — Vamos ver se conseguimos alguma coisa por aqui.

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11:10, Jipe da Equipe Beta.

— Há, há. Vai mais um pouquinho ae?

Jason se debruçava sobre Zack para entregar uma garrafa de Wisky para Kurt.

— Ei, cara! Pera ae! Que merda cês tão fazendo? – Zack reclamava da imaturidade dos companheiros. Amigos há sete anos, chegaram a montar uma banda de rock juntos. Com a faculdade e os relacionamentos, acabaram terminando o projeto. Mas a amizade continuava. Zack não era o mais velho, mas era o mais sensato e responsável. Era bobo sim, adorava fazer gracinhas e era um pouco impulsivo demais às vezes. Mas seus amigos, Jason e Kurt, cachaceiro preguiçoso e adolescente infantil, lhe irritavam bastante. Seu alívio era poder contar com Arthur, mais velho do grupo, que apesar do jeito calado e inexpressivo, sabia muito bem controlar os rapazes.

— Etcha, tá estressado porque a namorada foi embora! – brincou Jason.

— Não é nada disso. É também, mas ah, que isso! Vocês não deveriam encher a cara antes de uma missão! Não vou ficar cuidando dos dois!

— Vai sim, sabe por quê? Porque você ama a gente! – e os dois bateram as garrafas.

De repente o carro deu um solavanco, fazendo os dois derramarem um pouco de bebida no chão.

— O que foi isso?

— Parece que um pneu furou. Vou verificar – Zack saiu do carro aliviado por ter um motivo para esticar as pernas.

— Ah, era só o que me faltava! Eu que não vou a pé até lá! Nem que o raio se parta! – resmungou Jason.

— Acho que não é assim que se fala... – Kurt disse pensativo.

— Foda-se.

Zack deu a volta pela traseira e Arthur o seguiu. Ambos encararam o veículo e constataram que realmente um dos pneus de trás estava furado, e por uma armadilha de urso. Zack passou a mão pelo rosto, preocupado, coçou a cabeça e pôs as mãos na cintura, pensativo.

— É, acho que não tem mais jeito... – concluiu o mais velho.

— Então? – perguntou Jason, gritando lá de dentro.

Zack abriu o porta-malas e foi retirando as armas e mochilas.

— Vamos ter que ir a pé.

— Essa bosta de “veículo militar” não tem nem um estepe?! — resmungou Jason — Carai... Se eu estivesse dirigindo isso não teria acontecido.

— Não, porque já estaríamos mortos – disse Kurt baixinho, mas Jason pode ouvir e torceu a cara, ofendido. Saiu do carro impaciente e bateu a porta.

— Dia de merda...

— Ajudaria se você reclamasse menos – Arthur disse já perdendo a paciência, o que era raro para ele.

— Tá bom, cara! Tá bom...

Cada um pegou seus respectivos equipamentos. Arthur sua sniper rifle M82A1, a rainha das snipers. Ele nunca fora do tipo escandaloso: preferia agir no silêncio e eliminar o alvo de uma só vez, sem barulho e sem agitação. Totalmente o contrário de Zack, que entre resolver as coisas na estratégia ou no estilo Rambo não pensava duas vezes antes de escolher a segunda opção; passou a alça da 12 pelo tronco e prendeu uma pistola .18 na perna.

Já Kurt com uma TMP, sempre fora muito na dele, sem se importar muito com o que os outros queriam; apenas fazia sua parte. Pronto e acabou. Mas era infantil e imaturo, inexperiente e fazia muita merda, como Jason reclamava. E este, bem, só admitia usar metralhadoras semiautomáticas, independente do tipo de missão.

— Onde estamos? – perguntou Kurt.

— Em algum lugar ao sul – Arthur respondeu – Temos que chegar nessa vila (mostrou no mapa) e julgando o quilômetro em que estamos, deixa eu ver... hm... Faltam doze quilômetros.

— Ah, não é muito...

— Não é muito?! – gritou Jason incrédulo – Você sabe a distância que tem UM quilômetro? Que dirá doze!!!

— Relaxa cara, a gente vai aos poucos, conversando e parando e quando menos esperarmos, estamos lá.

— Andem, não temos tempo a perder – disse Zack apressando-os.

Começaram a caminhada, seguindo por uma estrada de terra rodeada por vegetação típica de cerrados. Pela mata seca era possível avistar poucos casebres espalhados e notadamente desertos.

— Crrrr... Não tem sinal aqui – comentou Zack chacoalhando seu comunicador.

— Caso você não reparou, não tem porra nenhuma aqui! Não tem água, não tem comida, não tem cachaça, não tem civilização! Nos mandaram pro fim do mundo e aposto contigo que os outros estão em situações infinitamente melhores!

— Porra Jason! Cala a boca, meu! – Zack deu um basta no amigo, parando bruscamente e encarando-o – Você não parou de reclamar desde que chegamos aqui e não faz nem cinco minutos! Você é meu melhor amigo, mas se continuar assim te deixo pra trás na primeira oportunidade que surgir!

Aquilo pareceu finalmente acalmar o cabeludo que virou a cara e continuou andando quieto. Ele não era de reclamar tanto, sempre fora um bom camarada. Mas interromper pela metade uma garrafa de whisky lhe irritava mesmo. Apenas isso.

— Vamos logo. – disse Arthur por fim.

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11:53, em algum túnel da Equipe Gama.

— Mas que muquifo! – reclamou Lyllich, gêmea diferente de Chilly. As duas eram bem diferentes na aparência e na personalidade. Lyllich tinha a pela mais clara, cabelos negros compridos e cacheados, e olhos negros. Já a irmã tinha a pele mais morena, cabelos castanhos lisos e olhos de mesma cor. Mas ambas eram dotadas de corpos avantajados e chamativos, contornados por espartilhos e shorts curtos e colados. Quanto a suas personalidades, Lyllich era mais calma, um pouco delicada demais às vezes, algo totalmente atípico para aquele tipo de “profissão”. E Chilly era mais briguenta, estressada e gritalhona, mas dava as caras a quem batesse.

As duas faziam um contraste extremamente cômico com a terceira parceira, Karin, uma japonsesa minúscula, aparência de uma criança, mas era a mais velha. Porém não se deveria deixar-se levar por sua aparência, pois seu sadismo e sua sede por violência faziam com que muitos sentissem arrepios.

Coitado mesmo era Rick, que fora escalado para guiá-las e treiná-las. Ele que sempre sonhara em treinar jovens soldados com vigor e sede patriótica, decepcionara-se tragicamente ao receber um grupo de meninas mimadas.

— Por que temos que atravessar esse esgoto duzinferno? – questionou Chilly, irritada.

— Porque dará para nosso verdadeiro destino.

— Uma privada, só pode – disse Karin. As três riram. O lugar era escuro, iluminado apenas por algumas frestas de luz que entravam timidamente por buracos no teto. Estavam sob o chão de alguma cidade desconhecida, e a travessia por baixo parecia mais segura, visto que ninguém antes havia feito uma supervisão no tal município.

— Casey e Linos devem estar se divertindo – disse Karin. As duas concordaram irritadas.

— Silêncio!

Rick entrou em alerta. Todas se calaram. Barulhos de passos ecoaram sob o teto.

— Devemos estar em baixo de alguma casa – concluiu ele.

— Isso é assustador – gemeu Chilly.

— Vamos, nosso destino está há poucos metros.

Continuaram andando em silencio, até Rick novamente parar e apontar para cima, indicando que era a saída.

Ele foi o primeiro a sair pelo teto, através de uma abertura redonda como a de um bueiro.

— Mas que merda de lugar é esse?

Uma por uma foram saindo e as reações eram as mesmas, de pura insatisfação.

— Não pode ser aqui.

— Mas é.

Viram vários santos, velas, taças, bancos, vidraças e um teto em abóbada repleto de imagens santas. Estavam em uma igreja.

— Que diabo é isso?! – gritou Karin puramente insatisfeita.

— Não pode ser aqui. – disse Rick checando o mapa.

— Mas é sim, e eu sei o porquê. – Chilly olhava pasma para um ponto no corredor entre os bancos. Uma criatura de quatro patas parecida com um lagarto gigante devorava algo. Em silêncio os quatro apontaram armas de fogo em direção a criatura que ao ouvir os barulhos dos cliques sendo ativados, virou-se bruscamente com uma bocarra aberta e soltou um agudo grito de fúria.

Tiros foram ecoando em sua direção enquanto a criatura corria pelas paredes e pelo teto, tentando desviar. Rick temia que seus gritos atraíssem outros dele, mas não apareceram mais. O bicho finalmente caiu com um baque, após três tiros certeiros na cabeça. Rick aproximou-se para examiná-lo enquanto as três continuavam armadas, cada uma apontando numa direção diferente, em um círculo ao redor do capitão.

— Ah, não sei não, mas acho que não há registros desse animal.

— O que você quer dizer com isso? – perguntou Chilly, ainda de costas.

— Que é novo no pedaço. Que nenhum outro agente o encontrou. E que pode ser que eles estejam evoluindo e sofrendo mutação.

— Beleza. Isso quer dizer que todas as informações e tudo que estudamos foram inúteis. – resmungou Chilly, ainda sem baixar a pistola.

Finalmente todas relaxaram e abaixaram as armas, reunindo-se no centro. Karin chegou perto da criatura e chutou sua cabeça.

— Zumbi de merda! E essa foi nossa mísera cena de ação! Quanta inutilidade!

Bom, não fora grande coisa. Tinham acabado de chegar. Mal sabiam, mas eram os únicos que haviam encontrado algo até agora. E ninguém sabia, mas não seriam os únicos cinco minutos depois.

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