18 de Dezembro de 1713, ilha Cocamar, as tripulações do Pretoriano, Kalien, Catherine e Vila Haro passam um tempo descansando depois de sua vitória valiosa que encheu os bolsos de todos na ilha.

Nathalia, Evelin, Sarah e Naomí logo fizeram uma grande amizade, Ana e Tainá eram agora muito amigas, aqueles que se juntaram a nós no ataque ao galeão logo fizeram amizade com os moradores da ilha e com a tripulação antiga, se aproxima a época de fim de ano,( não comemoravam o natal só começaria a ser comemorado, na época da chegada Leopoldina no brasil trazendo os costumes dos austríacos no século seguinte).

A rapaziada já tinha como sede a casa de bebidas da ilha onde bebiam e contavam historias e bebiam mais, apesar de não ter como pedir para entregarem bebidas na ilha decidiram usar a Vila haro para comprar rum em recife trazer vender e voltar para comprar mais era lucrativo para Daniel que construiu era de fato o segundo aristocrata da ilha, Evelin se tornou a primeira com suas terras de plantio.

a ilha prosperava e crescia no ano que vem construiriam mais um navio do porte do Vila haro para comercio sem armamentos deixando o Vila Haro estritamente para proteção da ilha, as casas antes de tabuas de madeira se viam cobertas por barro, um barro de um buraco que abrimos, Alexandre e Daniel decidiram que não iam temer mais serem encontrados, pois após meses de vigia Daniel constatou que esta ilha não ficava na rota de comercio e patrulha, os navios comerciantes e militares ficam geralmente na costas quando em alto mar usam as rotas comerciais que são as mais curtas de um continente ao outro como de Salvador a Cabo Verde, a única rota que mais se aproxima é a Porto Seguro-Cabo Boa Esperança mas mesmo assim era bem distante, tudo que que era necessário fazer era não ser seguido ou perseguido até Cocamar.

A mansão se tornou sede de Daniel para administrar Cocamar, até terminarem a construção do Centro de Cocamar, uma casa pouco menor que a Mansão destinada para todos os fins de administrar Cocamar como não há casas suficientes para abrigar toda a tripulação dos navios planeja-se a construção de uma pousada para os marujos.

Na casa de bebidas, Alexandre, Delgado e Daniel conversam.

Daniel: Cocamar esta crescendo logo teremos três barcos de pesca, tudo graças a um roubo de escuna imagine isso.

Delgado: claramente estamos mais articulados para enfrentar Teixeira agora quatro navios um lugar com crescimento deveras grande como abastecimento.

Alexandre: eu tive uma ideia vai ser cansativa, mas é boa.

Delgado: conte, conte.

Alexandre: temos uma produção de peixes, e logo de verduras porque não plantamos algumas macieiras e começamos a fazer cidra digo o mesmo para uvas e vinho.

Daniel: a ideia é boa ,mas para ser franco devemos pensar em um bom lugar para isso uma plantação escondida aqui na ilha, não acho que teremos espaço para futuras expansões.

Alexandre: eu conheço um amigo foi nosso mentor meu de Murilo e Delgado ele possuía umas terras, mas faliu e se dedicou ao ensino também parou com isso e pelo que eu lembro ele trabalha agora para um dono de gado.

Delgado: ahhh fiquei sabendo que ele cortou o bigode lendário.

Murilo entra na casa de bebidas

Alexandre: olha Murilo deixe me te contar nosso pequeno plano.

Murilo puxa uma cadeira na mesa e se senta.

Alexandre conta o plano de uma plantação de maças e umas para fazer vinhos e cidras.

Alexandre: temos um quatro pessoas agora da para jogar. e Daniel pega para mim uma garrafa de vinho oque os outros querem.

Murilo: para mim cidra de maçã.

Delgado: rum.

Daniel pega o rum e o vinho.

Daniel: Murilo estamos sem cidra

Alexandre pega um baralho de cartas e separa entrega duas para cada e coloca três na mesa duas damas e um as, todos apostam cinco moedas.

Alexandre hum eu aposto mais cinco contos , todos colocam mais cinco contos na mesa

Evelin entra pela porta ofegante.

Evelin: Alexandre... eu tive uma visão temos que ir o mais rápido possível para Recife amanhã de manha uma frota com um galeão, e um brigue vão chegar da Europa, precisamos estar lá eu vi nossa vitória e que algo... muito forte esta lá.

Alexandre: sim, já vamos espera acabar essa rodada estou com uma ótima mão.

Evelin: rápido, o Murilo vai ganhar.

Murilo: mas eu tenho apenas um par,

Murilo coloca na mesa um par de reis.

Delgado: ganhei

Delgado coloca na mesa um par de damas que somadas a mesa dão quatro uma trica, Alexandre coloca na mesa um as e uma dama dois pares, Daniel coloca dois setes um par.

Evelin: vire as outras duas cartas.

Alexandre vira duas cartas dois reis , o Murilo tinha uma quadra mais forte que o de Delgado ganhando a partida.

Murilo: isso ganhei, Murilo pega da mesa seu premio quarenta contos de reis.

Evelin: sim legal agora vamos temos pouco tempo, já mandei Nathalia e Sarah chamarem a tripulação.

Alexandre: bem ao serviço.

Alexandre: chamem todos precisamos navegar.

todos saem do quarto para fazer suas tarefas, Alexandre puxa Evelin para conversar no lado de fora da mansão.

Alexandre: Evelin para ser mais minucioso, deque se trata tu ficaste muito preocupada.

Evelin: tenho que dizer, eu vi a sua morte.

Alexandre: me conte.

Evelin: lhe contarei pois sei que mesmo que tente no destino mudará o destino.

Alexandre: se tu prevê o futuro é impossível.

Evelin: sim, eu ví um Galeão negro, um homem pouco mais alto que tu, tinha cabelos pretos e ondulados pouco grades acima do ombro, olhos verdes, usava uma camisa vermelha com um sobretudo por cima na cena ele atravessava sua barriga com um sabre com o cabo negro, em seu peito havia um colar de uma cruz de cabeça para baixo, após tirar o sabre ele te chuta para fora do navio e seu corpo cai no mar.

Alexandre: calma tem certeza Murilo comentou que me curo rápido talvez eu tenha o dom de me curar.

Evelin: seu dom não é esse, quando ví essa cena previ o futuro para saber seu dom e não é se curar.

Alexandre: qual é então?

Evelin: é ... espere na visão não sabias seu dom, não vou dizer.

Alexandre: porque? se eu morrer não fará diferença.

Evelin: talvez você esteja fadado a morrer sem saber seu dom.

Alexandre: animador... mesmo assim... mesmo que esse dia chegue não tremerei mesmo fadado lutarei cada segundo contra este... peste pela vitória.

Evelin: agora vamos, temos que ir enfrentar seu matador.

Alexandre: vivas...

Nathalia se aproxima correndo.

Nathalia: kell... Kell, uma ...uma.

Alexandre: diga de uma vez.

Nathalia: uma carta de seu pai, tio Marcos.

Alexandre: oque?

Nathalia: eu e Naomí estávamos na praia quando uma garrafa de vidro veio até nós duas e dentro tinha umas paginas são de uma carta de seu pai.

Alexandre: era oque me faltava carta do meu pai e meu assassino o dia feliz, ó que bela manhã.

agora com todas as tripulações a postos a frota de Cocamar se prepara para zarpar.

Nathalia ao lado de Alexandre que esta no timão.

Nathalia: tu leste a carta de teu pai.

Alexandre: não, es um estimulo a mais para voltar deixei em cima da mesa no meu quarto da mansão.

Alexandre solta o timão e um dos marujos toma seu lugar.

Alexandre: cuidas daqui por um tempo... já volto.

Alexandre vai a tua cabine retira seu sobretudo preto e coldre de armas, seu sabre, e suas pistolas, uma dada por seu pai a quase um ano por seu aniversário de 18 anos, a outra uma replica que comprou de um comerciante extravagante em Recife a aparecia delas era tanta que acreditava que era o par " perdido".

Alexandre: se vou morrer porque estou indo mesmo?

Evelin entra na cabine.

Evelin: tens razão esqueci de dizer o motivo, por três motivos, um o galeão será nosso, dois dentro do galeão escondido até mesmo do capitão há um item que se equivale a uma fortuna de cem mil contos de reis, e o Galeão serás o primeiro de uma esquadra.

Alexandre: Evelin, sabendo de meu futuro, posso pedir para ver uma coisa para mim?

Evelin: vou permitir isso, mas que fique entre nós, oque queres saber?

Alexandre: se fossemos fazer um negocio em Cocamar qual seria oque melhor beneficiaria a ilha?

Evelin ficou com os olhos totalmente brancos , logo em seguida voltaram ao normal.

Evelin: Alexandre Cocamar terá mais de um negocio produtivo, podes começar construindo uma destilaria, a plantação já foi providenciada.

Alexandre: oque, como?

Evelin: lembra daquele homem que tu falaste que foste teu instrutor, neste mês ele colherá uma safra de maçãs e podes começar fazendo cidras venderão muito bem.

Alexandre: pelo menos isso me conforta, obrigado Eve, prometo lutar por cada centímetro de convés que eu passar amanhã.

Evelin: assim seria ótimo, descanse bem amanhã lutaremos com uma ameaça digna, das nossas novas armas.

Alexandre: ótimo até amanhã.

Evelin: até amanhã.

Evelin deixa a cabine do capitão e vai ao timão do Pretoriano com Nathalia.

Nathalia: porque dessa visita.

Evelin: precisava convence-lo que era uma boa ideia ou ele não lutaria bem.

Nathalia: oque disse para ele?

Evelin: que venceríamos... até amanhã.