Notas iniciais
desculpem o atraso, olha gente, já está perto do fim. Comentem o que acharam do capítulo

Havia passado três dias desde a vitória contra a Hidra, as tempestades sumiram, o mar se acalmou e nenhum outro monstro apareceu. Mas eles ainda tinham que chegar a ilha, e esta estava sendo a parte difícil do percurso.
— Por que ainda não chegamos na ilha? Deveria demorar tanto assim? — perguntou Felicity a Heitor, ambos encostados na amurada do navio.
— Eu não sei, mas essa espera está me matando. — respondeu ele.
— Acho que está matando a todos. — disse ela, observando a expressão de cansaço no rosto dos marujos.
Heitor ia responder quando ouviu o grito do marujo que estava no observatório.
— TERRA A VISTA!!!!
Sparrow e Turner se olharam e sorriram.
— Até que enfim.- disse Heitor.
Os dois jovens foram em direção ao timão, ver quais seriam as ordens do Capitão Jack.
— Bom marujos! A maioria de vocês ficara aqui no navio, eu, minha família e os outros capitões vamos até a ilha, o senhor Gibs vai ficar encarregado do navio na minha ausência, entendido senhores?
Os marujos responderam um grande sim meio desorganizado.
— Ótimo, agora ajustem o curso para a ilha.
Os marujos começaram a preparar o navio, mudando sua rota, porém, um tiro de canhão os tirou de seu trabalho.
Dimitri e dois dos navios de sua tropa se aproximavam dos piratas, atacando os navios.
— Droga, como ele nos achou? — perguntou Felicity.
— Preparem os canhões, peguem as armas e se preparem senhores, vamos começar uma guerra! — disse Jack, descendo até o convés e pegando suas armas.
Os piratas começaram a revidar os ataques, e alguns foram a bordo do navio rival.

Sebastian estava aflito, estivera ao lado de seu pai esse tempo todo, mas agora via como era injusto, os piratas não haviam feito nada contra ele, Felicity não havia feito nada contra ele, ela não merecia sofrer. Então, quando os homens de seu pai invadiram o Pérola, ele tinha escolhido o lado certo, o lado dos piratas.
As tropas de Dimitri eram maiores e mais fortes do que as dos piratas, mas Jack ainda tinha esperanças, afinal de contas, apesar de serem poucos, os piratas eram uma família, protegiam uns aos outros.
Felicity, Heitor, Astrid e Simon estavam lutando lado a lado, em equipe, trabalhando em uma sintonia incrível. Mas todos eles acreditavam que iriam perder.
— Astrid! — chamou Simon.
— O que é!?
— Se sobrevivermos a isso, você casa comigo.
Astrid paralisou por um momento, então olhou para ele e sorriu.
— Sim, se sairmos dessa vivos, eu me caso com você!
Heitor e Felicity observavam a cena ao mesmo tempo que matavam um soldado.
— Você não vai me pedir em casamento né? — perguntou Felicity.
Heitor riu.
— Não, hoje não.
Felicity riu também, e esfaqueou um soldado no abdomem.

Dimitri procurava o capitão do Pérola, queria matá-lo ele mesmo, para consumar sua vitória, por isso, foi a bordo do Pérola, para encontrá-lo.
Felicity vendo quem era o novo visitante, foi cumprimentá-lo amigavelmente apontando sua espada para ele.
— Vei para o lugar errado, rei. — disse ela.
— Ou você está no lugar errado, pirata. — disse ele, pegando sua arma e apontando para ela.
Sebastian estava próximo da cena e viu o que ia acontecer, e então, correu para impedir.
Dimitri atirou.
E Felicity só sentiu o impacto do corpo ensanquentado de Sebastian caindo contra o seu.
— Sebastian! O quew você fez? — Felicity perguntou.
— Você não podia morrer — disse com a voz rouca — anjos não podem morrer.
Felicity sentiu lágrimas no rosto, ele mal a conhecia, mas tinha salvado sua vida.
— Obrigada. — disse ela.
— Filho, o que foi que você fez? — perguntou Dimitri, chegando perto dele.
Faltava um passo para Dimitri alcançar Bash e City, mas ele não o deu. Para ser mais específica, ele não pode dar, não depois de ter levado um tiro pelas costas.
Dimitri caiu de joelhos, olhando a figura do filho morte.
— Me desculpe filho... — disse, caindo morte no chão em seguida.
Felicity procurava quem havia atirado nele quando viu Heitor correndo em sua direção.
— Foi... — ela não terminou a pergunta.
— Foi. — ele respondeu.
Ambos se abraçaram.

Os soldados de Dimitri pararam de atacar, com seu líder morto não tinham mais o que fazer, então eles se renderam, e voltaram correndo para seus navios.
Os piratas começaram a comemorar, gritando e jogando seus chapéus para cima.
Heitor ajudou Felicity a se levantar, e a levou para a cabine, bem longe dos corpos.
Ela se deitou na cama e ele deitou ao lado dela, abraçando-a. Ela agradeceu mentalmente a presença dele ali, não sabia se seria forte o suficiente perante tudo o que aconteceu. Sebastian morreu por ela, e ele era filho de Dimitri, o espíão dele no Pérola. Não sabia o que pensar sobre ele, e nem queria pensar, ela só queria ficar como estava, nos braços do homem que amava.

Astrid procurava Simon na multidão de marujos sorridentes quando sentiu braços fortes rodeando sua cintura e levantando-a do chão e girando-a, ela sorriu quando viu quem era.
— Simon! Eu estava te procurando!
— Você sabe que vai ter que casar comigo agora não é?
Ela riu e o beijou.
— Eu sei, e estou muito feliz por isso.
Ele sorriu e a girou novamente, beijando-a antes de colocá-la no chão.

Jack tinha acabado de entrar em sua cabine quando foi surpreendido por um abraço vindo de Angélica.
— Conseguimos! — disse ela.
— Ainda não acabou, tem muito ainda pela frente.
— Bom, mas temos um inimigo a menos pelos menos.
Ele sorriu.
— É, temos mesmo. — disse ele pegando-a pela cintura e beijando-a com paixão.
— Eu te amo Angélica.
Ela sorriu emocionada.
— Eu também te amo Jack.
E voltaram a se beijar, e pelo jeito, não iriam parar tão cedo.

A noite, como de costume, os marujos estavam festejando, todos os corpos tinham sido atirados ao mar, o convés estava apresentável outra vez.
Felicity e Heitor estavam abraçados na porta de sua cabine, observando a festa,
— Falta tão pouco. — disse ela.
— Pois é, como será depois de tudo acabar?
— Eu não sei, só sei que quero ficar com você quando tudo isso acabar. — disse ela, de frente para ele.
— Eu jamais te deixaria Felicity, eu te amo, nem se eu quisesse eu conseguirira.
Felicity sorriu.
— Eu também te amo, tanto que chega a doer.
Heitor apertou o abraço.
— Vai ficar tudo bem, vamos sair dessa, já passamos por tanta coisa, que duvido que algo possa nos fazer mal.
— Espero que você tenha razão.