Notas iniciais
Olaaa pessoas.

Sebastian estava preocupado, sabia o que tinha acontecido com Felicity, e queria muito vê-la, mas esta estava no Holandês, e ele não podia simplesmente sair do Pérola sem uma bela desculpa.
Ele começara a escrever outro bilhete para seu pai, sobre tudo o que tinha ouvido sobre a Hidra, se os piratas não conseguissem matá-la, Dimitri teria que fazer o serviço.
No convés, depois de ter enviado o bilhete a seu pai, Sebastian percebeu que a maioria dos marujos não sabia muito sobre o ultimo monstro, ele mesmo só aprendera porque leu um livro sobre. Bash sorriu, tinha um plano para tornar a jornada dos piratas um pouco mais difícil, ele até poderia acabar com todos eles quando encontrasse a Hidra. Ele só queria salvar uma certa pessoa de seu plano homicída.


Heitor estava em sua cabine no Holandês, passara a noite inteira em claro, cuidando de City. Ela estava com uma forte febre, e tinha delirado várias vezes durante a noite, porem, sua mãe ja tinha conseguido uma erva que ajudaria no ferimento na testa, logo,logo ela melhoraria.
O pequeno Turner observava a Sparrow com atenção, nunca tinha imaginado que teria tanto medo de perder alguem como teve medo de perde-lá. Descobrira, naquele instante, que estava completamente apaixonado por ela, e que não queria sentir aquele medo nunca mais, queria apenas ficar com ela, mesmo que só como amigo. Ele só queria protege-la.
Os pensamentos de Heitor são interrompidos quando sua mãe e Aurora entraram em sua cabine, a sereia tinha ido ao Holandês ajudar a cuidar de sua melhor amiga.
— A febre já passou. — disse Lizzie, colocando a mão na testa de Felicity.
— Logo, logo ela acordara. — disse Aurora, aliviada.
Heitor deu um suspiro de alivio, ele só queria poder olhar em seus olhos verdes novamente.
— Estamos a quantos quilometros de Caribds? — perguntou ele a sua mãe.
— Uns 20, por que?
— Acho que os monstros estão a mesma distância uns dos outros.
— O que significa... — disse Aurora.
— Que estamos muito perto da Hidra. — terminou Heitor.
Todos ficaram quietos por alguns instantes, até ouvirem um suspiro baixinho, que vinha de Felicity. Ela se remexeu um pouco na cama, até abrir os olhos. Ela observou o local onde estava, depois olhou para as pessoas ali presentes, e então, tentou se levantar, o que causou uma forte dor de cabeça, que a fez se deitar rapidamente.
— O que acontece? Por que minha cabeça dói tanto?
Lizzie olhou para Heitor e depois para Aurora.
— Bom, acho melhor o Heitor te explicar tudo, me ajuda lá fora Aurora?
A sereia apenas assentiu com a cabeça, e ambas foram para fora da cabine.
— O que aconteceu Heitor? — perguntou olhando nos olhos dele.
— Um dos destroços de Caribds a acertou na cabeça, você desmaiou, eu minha mãe e Aurora cuidamos de você.
— Quanto tempo fiquei desacordada.
Heitor suspirou.
— Um dia inteiro.
— O QUE??? — perguntou, se levantando novamente e quase caindo da cama, só não caiu porque Heitor a segurou.
— Um dia inteiro? Mesmo? — continuou ela.
— A pancada foi forte.
Felicity olhou para o rosto de Heitor, viu sua olheiras e disse:
— Você não ficou acordado esse tempo todo cuidando de mim, não é?
Heitor olhou para baixo, e não respondeu.
— Heitor, você não precisava ter feito isso, você precisa dormir.
— Eu estou bem City, não estou com sono.
— Você está caindo de sono Turner.
— Eu precisava cuidar de você.
City arqueou uma sobrancelha.
— Porque você precisava?
— Eu prometi não deixar nada de ruim acontecer com você, mas não cumpri minha pormessa.
Felicity suspirou.
— Não foi culpa sua, ninguém teve culpa na verdade, não tinha como impedir aquilo.
— Eu poderia ter feito algo...
— Heitor! — A Sparrow não queria acreditar que ele realmente se sentia culpado.
— Não! Felicity, eu podia ter feito algo, ter te levado pra cabine, te colocado num lugar seguro, sei lá, mas eu deveria ter feito algo.
Felicity levou sua mão até o rosto de Heitor, e acariciou-o.
— Não foi culpa sua, por favor, pare de se sentir culpado, se não por você mesmo, então por mim.
Heitor apenas ficou quieto observando a Sparrow, que o olhava também.
— Crianças, precisamos de vocês aqui fora. — disse Lizzie, entrando na cabine.
Heitor ajudou Felicity a se levantar, e ambos foram para fora da cabine.
Uma nova tempestade se aproximava, ventos fortes balançavam o navio.
— Preciso que voltem para o Pérola. — disse Lizzie. — Lá estaram seguras da tempestade, e Felicity ficará melhor mais rápido.
Heitor assentiu com a cabeça, pegou uma corda do navio, prendeu seu braço na cintura de City, e a levou para o Pérola.
Chegando lá, ela foi recebida com um abraço forte de sua mãe.
— Fiquei tão preocupada com você, nunca mais faça isso comigo!
— Não posso prometer nada mãe. — disse rindo.
Então foi a vez de Simon lhe dar um abraço.
— Sei que ama se arriscar, mas você passou dos limites dessa vez.
Ela riu novamente, e então olhou seu pai, ele a olhava aliviado, mas não tinha ido lhe abraçar.
— Vou te levar para sua cabine. — disse Heitor, guiando-a até seu quarto.
Ao entrarem na cabine de Felicity, Heitor a fez deitar novamente, dizendo que ela precisava descansar mais.
— Eu ja descansei por um dia, mas já que você insiste...
Ela deitou, e logo pegou no sono novamente. Heitor a observou por um longo tempo, até cair no sono sentado na cadeira ao lado da cama de City.

No dia seguinte, todos já estavam acordados, esperando a tempestade passar, ela tinha durado a noite inteira, e continuava forte até aquele momento.
Jack tentava controlar o timão sem muito sucesso, os marujos corriam pra lá e pra cá tentando controlar o navio, nos outros dois navios ocorria a mesma confusão.
Felicity estava de pé, ajudando no que podia, Heitor estava de olho nela, para nada de errado acontecer. Até aí, o dia ia calmo, tranquilo, sussegado.
Então, a tempestade parou de repente, tudo ficou quieto, o mar que estava agitado não produzia uma onde se quer, esse silencio perdurou por dois minutos, e então ao longe os marujos ouviram um rugido estridente. A ultima festa estava para começar.

Notas finais
desculpem os erros ortográficos