Pintura Intima

45 Capitulo 44: Caem as máscaras


Notas iniciais
N/A: Oi oiiii gente linda. Então fanficcionados. Curtiram o cap anterior? Espero que sim porque esse não vai ser lá cheio de fofuras. Quero agradecer a todos que comentaram e dizer que vocês me incentivam muito. Adoro cada comentariozinho. Olha eu realmente não sei o que dizer sobre esse cap. Então, espero que aproveitem. Sem betagem, mas relido e feito com carinho. Kisses and enjoyyyyy.

Você não é adulto quando toma decisões que te levam ao êxito. Você é adulto quando mesmo em decisões que te levam a ruína tem a calma e a coragem de continuar caminhando. Assuma suas responsabilidades.

Lílian ria sem parar enquanto saia do lago. Ela olhou para frente e viu Sirius e Mellani se beijando de um jeito inocente e fofo. Ela jamais imaginou que veria um gesto de carinho entre os dois, muito menos daquele jeito romântico.

–Ruivaaaa. Volta aquiii.- James gritou

–Eu só vou pegar o resto das suas roupas e o meu sapato, antes que alguém faça alguma brincadeira estúpida.

–Esse alguém está na água!- James gritou- Ou beijandoooo.-Sirius separou-se de Mellani e o casal levantou

–Você vai ver só Pontas!- O rapaz ficou livre do sapato, das meias e arrancou a camisa

–MERLIM ELE VAI ME ATACAR DE NOVO E DESSA VEZ PELADO.- James mergulhou e Lílian foi andando de ré em direção ao castelo enquanto ria com as palhaçadas dos amigos. Mellani se juntou a eles logo depois derrubando Dorcas de cima de Remus e fazendo a maior algazarra. Virou para frente quando já estava muito longe para distinguir alguma cena. Passou pelo pátio onde alguns casais passeavam ou se beijavam perto da fonte, outros aproveitavam o cenário romântico embaixo das luzes que ela e Mellani colocaram ao redor de toda a estrutura. O lugar parecia um sonho, ou um mundo das fadas das histórias trouxas. Passou pelas portas, que estavam com luzes azuis e achou a camisa de James jogada pelo chão. Começou a rir enquanto recolhia os pertences dele e calçou seus sapatos. Ela tinha se livrado deles para correr atrás do noivo.

–James seu tonto.

–Lily.- A garota olhou para frente e engoliu em seco ao ver Severus encarando-a com receio. Ela não conseguiu conter a surpresa- Será que... Será que...Podemos conversar?- Lílian não sabia o que dizer. Ela sentia falta da amizade dele, mas tinham tomado rumos tão diferentes, ele a tinha magoado muito, além de tudo ela não quis ouvir as desculpas dele há dois anos.

–Por quê?

–Eu sei... Sei o que me disse no quinto ano. Estava certa sobre um monte de coisas, mas... –Suspirou- Mas talvez essa seja a última vez que eu te veja e eu... Gostaria de pedir desculpas.- E dois anos foi tempo suficiente para a raiva de Lílian abrandar e tentar entender o que aconteceu

–Severus.-Ela se aproximou, para a surpresa dele. Ficaram frente a frente- Você me magoou muito.

–Você também.

–Eu gostaria de entender o que eu fiz para te magoar tanto.

–Potter.- Ela suspirou

–Você nem me deixou explicar, simplesmente ficou com raiva e se afastou.

–Estava de amizade com alguém que me humilhou durante tantos anos. Queria que eu reagisse como?

–Isso não é motivo. Seus amigos também me humilhavam e diferente de mim você nunca, nunca me defendeu deles!-Ela bufou- Eu nem sei por que estamos tendo essa conversa. — Ela fez um movimento para se afastar

–Não, por favor. Eu só...-Engoliu em seco- Só... Gostaria de ouvir.

–Como?- O tom desacreditado dela o deixou desconfortável

–Ouvir seu lado. Por que tudo isso aconteceu.- Ela o olhou em dúvida. Ele queria passar algumas horas junto Da garota. Só uma lembrança para guardar.

–Bem, você estava estranho andando com Dolohov e Avery e eles sempre foram muito ofensivos.

–A Grant também.

–O caso é que eu a controlava. Enquanto estava na minha frente não admitia que...

–Mas continuava andando com ela, mesmo sabendo o que ela fazia e até ria das piadinhas do Black.

–Eu... –Ela bufou- Eu pensei que meus amigos não precisavam gostar de você para serem meus amigos. Isso não tinha nada a ver com a consideração que eu tinha em você. Tanto que mesmo você andando com aqueles nojentos eu continuei sua amiga. Mesmo sabendo que faz parte de uma organização maldita que torturou e matou minha família eu estou falando com você agora, porque o ponto não eram as pessoas em volta Severus, eram as atitudes que tínhamos em relação um ao outro. Mas parece ter se esquecido disso.- Ele sentiu como se um tapa lhe tivesse atingido.- Eu me aproximei de James porque dei a chance de conhecê-lo. Quando Gabriel estava gritando e me acusando e partindo meu coração de todas as maneiras que conseguia eu queria falar com alguém que realmente me conhecesse. Mellani enfrentava os próprios problemas eu... Eu te procurei, diversas vezes, mas você não foi capaz de notar um só segundo que eu precisava de um apoio, só foi se afastando e me acusando enquanto eu me aproximava de James. Então, eu fui te defender como faço com toda a pessoa que gosto e você... Você me chamou de sangue-ruim!

–Lily eu me arrependi da hora em que disse. Me arrependi.- Ela assentiu. Olhando-o agora ela percebia, ele não queria ter dito aquilo

–Mas isso não ameniza o fato de que tem uma marca negra no seu braço.- Ele engoliu em seco- E isso não é o que mais me machuca. O que me machuca é ver que você não foi capaz de me apoiar numa decisão tão pessoal quanto uma paixonite. Enquanto fazia escolhas que afetariam toda a sociedade...-Ela engoliu em seco sentindo as lágrimas virem- Eu só escolhi dar a chance a um garoto mimado. E você não foi capaz de suportar me olhar por isso. Enquanto achava que eu errava e me acusava por isso, você estava errando, muito mais que eu e achando que agia certo. Não parou nem para me ouvir. Foi apoiar assassinos e estupradores. Tudo porque eu tomei uma decisão que não concordava. Eu entendo que James era a última pessoa que você queria ver ao meu lado, mas porque raios isso te machucou tanto assim? Dessa maneira irreversível. Por que, mesmo depois que me viu feliz, que viu que nós estávamos indo bem, continuou amargo e...

–Por que eu te amo. — Ele murmurou sentindo as lágrimas- Por que eu te amei do momento em que te conheci, sempre e sempre. Eu queria estar ao seu lado, queria estar onde ele está. Queria estar te fazendo feliz e queria eu ter te dado esse maldito anel de noivado.- Lílian arfou- Mas eu nunca tive a menor, menor chance. Vê-la cair nos braços de um cara que eu odeio tanto foi... –Ele engasgou, mas não chorou- Como queria que eu superasse isso e virasse amiguinho daquele idiota? Eu te conheci primeiro, eu te amei primeiro! E isso é tão, tão injusto.- Ela o olhava em choque. Seu coração batia fraco devido as palavras do amigo

–Me amou primeiro Severus? Realmente amou?- O verbo foi dito com certo descaso- E mesmo assim não conseguiu me perdoar e seguir em frente?- O tom de nojo dela o machucava.- Que tipo de amor é esse que... –A ruiva soluçou- Que não tolera ver a pessoa feliz? E se realmente amou porque nunca disse nada?

–Isso faria realmente diferença? Ou você só teria mais pena do pobre menino da Rua da Fiação? Aquele com pai abusivo e...

–Não começa. Não começa.- O tom dela começava a aumentar- Realmente, não faria diferença uma vez que eu te via no lugar de Petunia, como um irmão, já que ela não me queria. Eu o via como um bom amigo que podia contar. Eu tinha esse sentimento por você Severus no sentido mais fraternal da palavra, mas já que isso não era o suficiente para você, decidiu aderir a toda a merda que um megalomaníaco discursou em seu ouvido! Quando se deixou fazer essa marca o que você pensou? Que se não fosse ao seu lado eu não seria boa o suficiente? CÉUS! Como pode dizer que me ama...- As lágrimas já ameaçavam escapar dos olhos dela

–Eu amo. O fiz desde o dia que te conheci Lily, com cada fibra do meu ser. E não pode colocar isso a prova porque você não sente o que senti, o que SINTO!- Ela o olhou com uma mescla de raiva e confusão

–Eu tentei, durante todos esses anos- A ruiva foi taxativa ao salientar os anos-Entender como consegui te magoar tanto, tentei entender porque nossa amizade se desgastou se nos gostávamos tanto. Mas agora eu entendo. Você fala de amor Severus, mas não o sente verdadeiramente. Você não entende o que o amor faz com uma pessoa. Por que você ainda o sente de maneira egoísta e o quer todo para si.- A jovem deixou as lágrimas escaparem e elas vieram com uma torrente forte- O amor é muito mais do que o ridículo sentimento de posse que tem dentro do seu peito. Ele liberta, ele te move a fazer sempre o melhor, porque é um sentimento purificador. Não uma chaga que você leva com rancor. Isso que tem na sua alma são restos do que sentiu quando era um menino, está poluído, com ódio, rancor, orgulho e egoísmo. Eu te amei Severus, da maneira que você nunca quis aceitar. Eu não sinto muito por ter te magoado porque se você tivesse entendido... –Ela soluçou entre as lágrimas- Você teria se libertado. – A ruiva fez um movimento para sair de perto dele. O rapaz segurou o pulso dela

–É isso mesmo que acha?- O coração dele fechava-se para a amargura e a rejeição doía muito- É isso mesmo...

–Me solta, por favor.

–Eu sou um ser humano. Eu cometo erros, estou disposto a acertar se...

–Se o que? Se eu ficar ao seu lado?

–Não foi o que fez pelo Potter? E o que ele tem de diferente?

–SEVERUS!- Ela gritou entre o choro- Você está... Está...- Ela suspirou- A questão não é essa. Nunca foi. A questão é que as pessoas têm escolhas e a minha escolha foi te amar como um irmão, não como um amante. Essa foi a minha escolha e quando você diz isso você está me coagindo. Podando minha liberdade e é por isso que...- Engoliu em seco e tentou puxar o pulso da mão dele

–Lily...- O desespero dele a deixou no chão

–Me solta.

–Eu vou perdê-la para sempre.-Ela engoliu em seco

–O menino que conheci sempre terá um espaço no meu coração Severus, mas você está tão distante dele.- Ele suspirou choroso- Por favor me solta.- Lílian tomou um susto quando viu o ex amigo cair com o soco que tomou

–Tira a mão da minha noiva.- James murmurou- Não ouviu nada do que ela disse?- O de óculos a puxou possessivamente e saiu andando- Nunca mais se aproxime dela.- Severus ficou olhando-os se afastar. Ouviu o jeito que ela resmungava com James sobre o quanto foi desnecessário e mais um monte de coisas. Seu coração estava em pedaços. Conseguia ver apenas a amargura e a tristeza. Iria se agarrar no que tinha. Infelizmente a única coisa que restava... Era tudo sobre Voldemort

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Walburga apreciava o seu chá com certo nervoso. Olhou para o pequeno calendário no aparador da lareira. Era dia 1 de julho de 1978, o ano de formatura do seu mais velho. Muitos pais receberiam seus filhos de 17 anos com festa e boas vindas por se formarem, mas ela nem sabia se Sirius voltaria para casa. A Black não podia acreditar que depois de todo aquele esforço, que seis anos trabalhando para amarrar cada ponta tinha sido em vão. Tomou outro gole do chá sentindo-o descer amargo. Ouviu a porta abrir e Monstro saudar Regulus. Escutou seu filho mais velho resmungar algo e suspirou. Virou a poltrona para a lareira apagada e soube o exato momento em que Sirius entrou no recinto. O jeito que ele arrastava o pé só para irritá-la era inconfundível. Fechou os olhos. Ouviu a respiração dele atrás de si e esperou que ele falasse algo. Para sua surpresa ele não falou uma só palavra, simplesmente saiu. O sentimento de perda encheu o coração dela. Além da perda, a raiva. Virou à poltrona e fechou a porta com um movimento de varinha. Sirius ficou parado com o rosto quase grudado na madeira sem encará-la.

–Seu pai está morto.- Disse num tom seco. Ele continuou encarando a porta, sem nada a dizer- Morreu nas mãos de um membro daquela maldita sociedade a qual você está entrando. – O jovem sentiu a amargura na voz dele- Eles pintam a imagem de bondade, mas perseguem e matam de acordo com interesses. Qual a diferença deles para meu Lorde Sirius? Qual a diferença? Por que ficar longe da sua mãe, da sua família quando são todos iguais?- Ele virou encarando-a. O maxilar travado em raiva

–Se não existe diferença por que você não sede? Por que não para de tratar as pessoas como lixo?

–LIXO.- Gritou de maneira desequilibrada- É O QUE SÃO. LIXO, LIXO, LIXO!- Levantou e jogou a xícara de chá na parede. O artefato bateu ao lado de Sirius e estourou e mil pedaços- LIXO!ELES O TORTUTARAM! AQUELE MOODY, AQUELE DEFORMADO!- Ela arfava enquanto encarava o filho- Espero que todas as vezes a qual receber uma ordem daquele nojento do Moody você se lembre que foi a mão dele a torturar e matar seu pai.

–Ele era muito honesto e certo não? Ou acha que não sei que foi ele que incentivou Bellatrix a fazer tudo que fez? Acha que Regulus não deixou escapar que foi Bella a responsável pelo estupro DA MINHA MULHER? QUE AQUELA BARBARIE FOI CULPA DE ORION!-Walburga soluçou

–Ele não esperava que chegasse aquilo, ele não...

–Mas ele queria a morte do Harry, ele queria acabar com o obstáculo que era a família Potter. A ameaça que eles representavam a esperança que os Potter significavam. Ele os queria fora! E por culpa do meu pai.- Cuspiu a palavra pai com nojo- Eu me tornei um assassino.

–Não o culpe por sua selvageria. Não o culpe por ter se descontrolado. Seu pai sempre quis o melhor para essa família. Eu e seu pai lutávamos para que você voltasse ao nosso convívio e virasse uma pessoa descente.

–Pessoa descente? Pessoa descente?- Ele avançou aos berros para cima da mãe- Vocês só pregaram o ódio, o orgulho e o preconceito. Existe decência nisso? Existe decência em podar a liberdade de escolha dos outros? Coagindo um garoto de 14 anos a entrar para uma seita de merda! Ou acha que não sei absolutamente nada que fizeram com meu irmão? Acha que eu não sei que você foi conivente com as torturas físicas e psicológicas pelas quais ele passou para chegar onde VOCÊ queria. É típico de você e do bastardo do Orion, mandar os outros sujarem as mãos pelos seus objetivos!- Os gritos de Sirius faziam a mulher ficar cada vez mais transtornada. Ela via a família escorrendo pelas mãos sem poder fazer nada — O QUE VOCÊ ACHA? EM?- Ele quase cuspiu no rosto dela- Que acha que vai sobrar dele quando isso acabar? Independente de qual lado ganhar. Acha que vai acontecer o que com seu filho?

–Um mês que estou sem meu Orion e a única lembrança que tenho dele é a SUA cara! O destino não poderia ser mais cruel. — Ela se jogou novamente na poltrona com os olhos marejados ignorando o que ele tinha dito

–E você espera que eu fique?- Ele a olhou com nojo.

–Você cortou o cabelo.- Murmurou num tom estranho. Sirius reparou no olhar perdido dela- Está parecendo mais com ele.- O rapaz tinha cortado o cabelo na altura da nuca e estava com o rosto e ombros mais largos. Era a cópia viva de Orion. -Eu espero que ouça a razão.- O jeito que ela disse aquilo não podia ser mais irônico uma vez que ela estava transtornada- Eu sinto falta dele...-Suspirou. Sirius sentiu um incomodo. Do jeito que sentiria por qualquer ser humano. – Quando você nasceu, a minha felicidade foi que...-Suspirou- Foi que você se parecia com ele. Se parecia de maneira... De maneira que Regulus nunca será. – O jovem cruzou os braços e franziu o cenho

–Esse é o seu problema, nos comparar feito gado! É por isso que está perdendo seus dois filhos.

–Você sempre, sempre foi... Igual seu pai, me deu tanto trabalho, tanto trabalho. Por que me dar tanto desgosto?

–Você não está fazendo sentido.- Ele murmurou enojado- E sabe porque eu nunca vou ser igual aquele verme? Aquele maldito? Por que eu não quero.

–Pois pra mim.- Ela sorriu de canto- Você está agindo igualzinho a ele agora.- Sirius levantou a mão com raiva e parou no meio do caminho enquanto as lágrimas vertiam de seus olhos- No fim, eu fiz um bom trabalho, e o gene Black vai passar para o seu filho. Vai passar como uma maldição.- Ele engoliu em seco e se afastou

–Você nunca vai ver meu filho e minha mulher novamente. Você não é avó e não é mãe. Você é uma mulher seca. Horrível. E eu vou lutar ao lado de Moody e Dumbledore e tantos outros que você odeia porque é o certo. E você não vai me assombrar! Nunca!- Levantou e saiu. Quando ouviu a porta da frente bater Walburga soltou um soluço sofrido e deixou as lágrimas caírem. Levantou e andou até a tapeçaria. Olhou o retrato de seu marido e deixou mais lágrimas virem. Sentia raiva por ter subestimado Dorea. Encarou o retrato de Sirius, unido em casamento por Mellani. Gritou de ódio e queimou a imagem dele. Estava feito. Deserdado. Logo, a imagem de Mellani desapareceu, uma vez que ela era da família por casamento com um Black e esse Black em questão não fazia mais parte do clã. Soluçou com ódio. Sua vida estava indo para baixo numa descida desenfreada e ela sentia que seu juízo estava acabando. Preferia morrer a ficar louca e inválida.

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–James.- Lílian sorriu sentindo as mãos dos Maroto em seus olhos.- Onde estamos?

–Cuidado com o degrau.- Murmurou próximo a orelha provocando arrepios pelo corpo dela. Retirou a mão do rosto da ruiva e a garota piscou confusa. Estava em frente um sobrado simples, com portão baixo e um pequeno jardim. A janela grande da sala mostrava o interior do local

–P-por que estamos aqui?

–Porque é nossa nova casa.- Murmurou sorrindo e balançou a chave na frente dela. A ruiva olhou em volta

–Aqui é Godric’s?

–Sim.- Ele sorriu- Minha mãe disse que é um bairro bom para criar crianças e...- Ela sorriu emocionada e abraçou-o

– Oh James. É lindo. É perfeito.- Beijou-lhe efusivamente- Então... Vamos mudar quando?

–Bem. Como estou ajudando Carter com muitas coisas... Acredito que possamos vir em duas semanas.- Ela mordeu o lábio inferior

–Já está mobiliada?

–Não. Está vazia esperando por nós.

–E quando podemos começar?- Ela parecia muito empolgada

–Hum, podemos começar essa semana. Afinal. Não podemos ficar na casa da Camila por tanto tempo.

–Tem razão.- Sorriu emocionada e abraçou-o enquanto olhava para casa- Podemos entrar?

–Claro que sim.- Lílian estava emocionada. Lembrava a casa que cresceu onde por muito tempo foi feliz. Ao entrar adorou mais ainda. Tinha uma cozinha espaçosa, uma sala arejada e clara, um armário embaixo das escadas para guardar bugigangas e um quarto no piso térreo. Subiu as escadas seguida de James. O corrimão era branco e bem acabado. O andar de cima tinha um corredor estreito com uma janela no alto da parede do fundo para iluminá-lo. Lílian olhou curiosa para as quatro portas

–Posso escolher nosso quarto?

–Fique a vontade meu amor.- Ela saiu andando inspecionando cada cômodo. Decidiu-se pelo penúltimo

–Hum. Pensei que gostaria do último.

–Eu...-Ela corou- Imaginei que se tivéssemos um bebê ele ficaria mais livre do barulho da rua no último quarto. Além de ser o mais iluminado.

–Lily.- Sorriu- Somos bruxos, podemos silenciar o cômodo pra não incomodar a criança e silenciar o nosso para não incomodarmos os vizinhos.- Lílian corou e James se aproximou prensando-a entre ele e a janela do quarto- Você quer ter um filho comigo?

–Quando essa guerra acabar.- Sorriu beijando-o levemente- Por que não?

–Hum, quer treinar um pouco?- Ela o olhou matreira

–Treinar como faremos o bebe?

–Hum...Gostei da sua ideia.- Eles riram e deixaram-se levar. Estava tudo perfeito.

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Mellani traçava um mapa ao lado de Remus. A sala de Camila tinha virado um grande escritório e a mesa de centro foi ocupada pelos estrategistas. Estava tudo de pernas para o ar. O rapaz fazia um circulo com o compasso e ela marcava alguns pontos

–Então seria interessante se tivéssemos mais atacantes aqui. O núcleo dois pode ficar na defensiva e temos que tomar cuidado com os trouxas. Se sofrermos uma repressão forte precisaremos debandar para longe do Hyde Park, tem muitas famílias aproveitando as férias por lá. Não queremos outra SouthHampton.- Ela parou de falar quando ouviu um ronco alto do lado de fora

Mellani!- A voz de Sirius foi ouvida ao longe. A loira encarou Remus com confusão e ele deu de ombros

–Eu achei que ele estava demorando de mais no tio dele.

–É o pai do seu filho. Você que resolva.- Debochou e recebeu uma careta em resposta. Ela correu para fora e arqueou as sobrancelhas quando viu o que Sirius tinha.

–Onde você arranjou essa coisa?

–Não é uma coisa, é uma Harley Davidson. A minha linda Harley.- Ele alisou a moto de um jeito amoroso como se fosse um animal de estimação e Mellani torceu o lábio

–O que... O que pretende fazer com esse treco?

–Hum.- Ele sorriu e estendeu a mão para ela, a essa altura, Camila, Remus, Dorcas, Alice e muitos outros membros da Ordem e colegas refugiados chegaram no jardim olhando para Sirius com admiração- Pretendo dar umas voltas na minha moto.

–Em meio a uma guerra seu bastardo?

–Ah, novidades. Eu fui deserdado. Sou mesmo um bastardo e não temos mais vinculo nenhum com a velha.- Mellani arregalou os olhos e sorriu largamente

–Você está falando sério?

–Com certeza.- Ela finalmente aceitou a mão dele e subiu na garupa soltando um gritinho animado

–Essa coisa está muito perto do chão.- Reclamou quando ele começou a andar. Sirius ainda tinha dificuldade para pilotar em solo, mas ele comprou aquela moto por outros motivos

–E você se incomoda?

–Não daria tempo de lançar um feitiço se eu CAÍSSE!- Gritou e agarrou a cintura dele quando o rapaz acelerou. Ele riu e empinou para o alto até que a moto começou a voar. Puderam ouvir as exclamações das pessoas em terra, mas logo ganharam muita altitude- Você... Não pode ter uma moto normal né? Tem que fazer a coisa voar!- Riu quando ele ganhava velocidade- Isso é melhor que vassoura.

–É bem mais rápido.

–E você fica sexy em cima dela.- Murmurou beijando-lhe o pescoço. O rapaz sorriu convencido- Cortou o cabelo? Fica três dias fora e consegue ser deserdado, mudar o visual e comprar uma moto?

–Não é só isso.

–Então?

–Estamos indo até a Londres trouxa.

–Fazer o que?

–Tatuagens.- Mellani arregalou os olhos e depois começou a gargalhar

–Sério?

–Sim! Você me propôs um dia, lembra? Mas tem que ser tatuagem a modo trouxa!

–Com certeza!- Ela riu enquanto a moto ganhava mais velocidade- Diminui um pouco.

–Por quê? Está com medo?

–Não!- Ele diminuiu um pouco, mas continuou rápido. Ela apoiou as mãos nos ombros dele e em seguida levantou.

–Você é louca?

–SOU!- Ela gritou abrindo os braços e quase caindo

–Vai cair!

–Você não vai deixar.- Fechou os olhos sentindo o vento. Sirius sorriu ela era completamente pirada, perfeita para ele.

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Severus sentiu a tensão percorrer todo seu corpo. Estavam na entrada do Ministério, escondida a olhos trouxas, mas ainda assim no coração de Londres, que infelizmente era infestada por não-mágicos. Sua equipe estava posicionada em lugares estratégicos. Foram mandados para lá a fim de evitar uma rebelião. Ninguém sabia se aquilo era só um boato, mas por via das dúvidas estariam de prontidão. Correu seus olhos pela rua, uma mulher de chapéu e óculos escuros estava sentada no banco da praça, em frente à entrada. Ela já estava ali há uma meia hora e lia um livro, nada suspeito, estava relaxada de mais para alguém que fosse incitar um protesto.

–E aí?- Dolohov se aproximou- Como está?

–Tranquilo.

–Nós devíamos fazer algo mais importante hoje. Pra mim isso não passa de um boato idiota. – Severus ficou calado. Ainda estava com impressão da formatura. Da conversa que teve com Lílian antes de levar um soco de James. Sentiu-se um lixo por tê-la magoado a tal ponto, mas o sentimento de raiva predominava. Ele não conseguia deixar de pensar como seria sua vida se James não existisse. Suspirou. Sem conseguir enxergar o que Lílian tinha lhe dito. Era imaturo nesse aspecto e provavelmente nunca entenderia o que a ruiva quis dizer com escolhas. -Hey acorda cara.- Dolohov chamou- Ali, um foco.- Eram cinco pessoas pintando cartazes no chão- E ali.- Um grupo grande de 20 pessoas vinha marchando- E ali.- E em menos de cinco minutos, ruídos de pessoas aparatando encheram a praça.- O que faremos?

–Bem. Chame os aurores e se precisar mais reforços. O lorde foi claro. Qualquer ato de insubordinação tem de ser repreendido. Além do que precisamos saber se realmente são bruxos.- Severus olhou novamente para o banco e a mulher não estava mais lá. Franziu o cenho em preocupação.

Alguém no meio do grupo puxou a varinha e fez magia em meio aos trouxas. Pronto, agora tinham motivos para prender alguém. Ele continuou olhando, com preocupação quando o número de pessoas foi aumentando. Eram 100, 200, 300, e daí para cima. Todos com aparência muito jovem. Crianças de 12 anos a homens de 25, no máximo. Engoliu em seco. Os aurores, que agora atuavam sob a bandeira da Marca Negra, estavam fechando o cerco na entrada. Questionando o que eles faziam ali. Um auror apontou a varinha para um rapaz que estava na linha de frente segurando um cartaz, o rapaz estendeu uma flor para ele

–Você também é coagido- Uma voz muito conhecida a Severus gritou- Seus filhos também são coagidos. Largue esse uniforme e se una a nós. Estamos aqui em paz, exigindo apenas uma coisa do Ministério. Onde estão os nossos mortos?- Severus não pode acreditar no que via. Era Amus Digorry que estava ali, dando a cara a tapa.

–Filho da puta!- Dolohov gritou- Ele, ele andava com a gente na escola aquele filho da puta!- O comensal piscou- Aquela vadia da Marlene, aposto que está passando informações para a Ordem, aquela PUTA!- Severus ignorou o acesso de raiva de Dolohov e voltou sua atenção para as pessoas

– Queremos respostas!- Amus incitou

–RESPOSTAS!-Todos gritaram juntos

–Queremos escolhas!

–ESCOLHAS!

–Liberdade, menos sangue e mais fraternidade! Que venha o ministro e fale diretamente conosco. A juventude, o futuro do mundo bruxo, que está aqui, para pedir, liberdade!- A multidão de mais de 5 mil pessoas gritou.- Marcharemos daqui, até o beco Diagonal e pediremos, por mais de mil vezes, uma satisfação. ONDE ESTÃO NOSSOS MORTOS?

–AFOGADOS EM MENTIRA.- Um grupo gritou. Severus percebeu que algumas pessoas ali tinham ensaiado previamente para incitar os outros a gritarem

–CHEGA DE MENTIRAS! CHEGA DE MENTIRAS! CHEGA DE MENTIRAS!- Todos começaram a bradar. Um grupo portando bateria iniciou um som que acompanhava os gritos.

–Está dando certo.- Mellani disse ao primo estavam unidos bem na linha de frente, segurando uma facha com os dizeres “Queremos um governo humano” e incitavam os gritos contra o Ministério. O resto do grupo de treinamento estava espalhados em pontos estratégicos. James, Lílian, Sirius e ela ficaram na linha de frente

–A palavra de ordem é verdade!- Mellani gritou levantando balançando a mão no ar ao ritmo dos tambores da banda improvisada. As pessoas que seguravam a faixa tinham pintado suas bochechas com a rachadura que representava “A Mentira”. Os aurores pareciam esperar alguma coisa. Quando o comandante deles apareceu olhando a situação eles ficaram com a varinha em posição de ataque

–Caros jovens.- Falou usando um feitiço sonorus como auxilio. Com outro feitiço ele fez surgir um palanque e se colocou em cima. Todos começaram a vaiar. Ele esperou que os gritos diminuíssem e continuou- O Ministério está impressionado com a quantidade de pessoas que veio até nossa casa hoje. Com tanto, não posso deixar de reparar que estão sendo fatalmente manipulados por mentirinhas. Vocês aderiram a esse boato e pintaram seus rostos com esses raios, mas por quê? Não seria o Ministério responsável pela era progressista que lhes chega aos poucos?- Mellani fez um movimento agressivo e Sirius a segurou, os aurores empunharam as varinhas com mais força, estavam em alerta, para atacar os ativistas ao menor sinal- Não seriam vocês iludidos por promessas de liberdade e igualdade quando tudo que seu governo tenta é manter esses valores? Quanto às pessoas desaparecidas, que tanto nos culpam a vida, não seriam elas parte de um esquema sujo de corrupção? De vandalismo, e dentro desse próprio sistema elas mesmas sucumbiram? Com brigas entre bandidos?

James olhou de canto para Mellani e ela sussurrou

–Deixo-o terminar, vamos acabar com essa palavrinha em duas perguntas.

–...Quando nosso ministério tenta incessantemente conter nosso povo a fim de que não viremos escravos como na idade média. Onde um bruxo precisava fazer tudo para um trouxa e ainda ter sua magia roubada como acontecia...- Ele falava e falava, um discurso fatalmente inteligente e com grande poder de convencimento, se não fosse o modo como já tinham atacado e destruído famílias inteiras para chegar até ali, eles teriam conseguido- ... Com o único fim de fazê-los entender, o quanto necessitamos estar por cima. Para provar o quanto prezamos e amamos a liberdade que tanto prezam eu chamo qualquer um de vocês a virem aqui em cima e perguntar o que quiserem.- O silêncio e a tensão eram palpáveis. Todos estavam tensos e Mellani podia sentir que ninguém queria dar tanto a cara à tapa assim. Ela levantou a mão e Sirius protestou

–Você não vai, seu estado é delicado. E se fizerem alguma coisa?

–Não interessa. Isso começou comigo e vai continuar comigo. – Ela estava completamente dominada por uma adrenalina, ela sabia que faria aquilo desde o dia que inventou “A Mentira” era uma responsabilidade que levava nas costas. Enquanto olhava para aquele homem falando um monte de mentiras sentia ainda mais necessidade de subir naquele palanque. E foi o que fez, como um ato para vingar seus tios e sua mãe.

–Mellani.-Sirius murmurou olhando-a com angustia. Lílian e James se aproximaram

–Tem certeza?- O primo perguntou

–Tenho.- E ela subiu, fazendo Sirius sentir-se nervoso. O por do sol banhava o cenário numa pintura épica

–Olhos nela. O tempo todo.- O Black murmurou- Use o comunicador e avise o grupo.- James assentiu completamente tenso.

Mellani encarou o chefe dos aurores com nojo. Levou a varinha à garganta e olhou diretamente para ele

–Se você diz que o governo preza nossa liberdade porque então mais de 10 nascidos trouxas somem ao mês? Por que temos o controle de consangüinidade para nascidos trouxas e mestiços quando são as famílias puro sangue que precisam? Eu gostaria de entender, qual foi o motivo dos aurores não fazerem nada quanto à barbárie em Southhampton ou a Londres e todas as cidades que foram atacadas ao mesmo tempo a mando de Voldemort. – As pessoas gritavam incentivos enquanto o sol baixava lentamente

– Quero saber por que os Potter, os Meadowes, os Lupin, os Carter e tantas outras famílias foram atacados e seus julgamentos ainda estão suspensos. Quero entender porque Lord Voldemort- A expressão de ofensa do homem ao ouvir uma garota simples falar daquele jeito de seu senhor foi obvia- Não foi parado quando o ministério tem tantos aparatos e tanta gente trabalhando no departamento de investigação. Quero, assim como todos, entender o motivo de pessoas que abandonam seus cargos no ministério sumirem ou sofrerem trágicos acidentes e...- Ela olhou para frente- Quero que todos se questionem porque estão com medo, presos a esse sistema falho...

–Já chega. A senhorita está insinuando que o governo...

–Eu não estou insinuando. A minha família foi assassinada por homens que hoje trabalham como representantes da lei. Não só a minha. A de todos que estão aqui. Nós queremos o senhor Rosier aqui e AGORA para nos dar uma explicação. Somos seu povo, nós o colocamos no poder e nós podemos tirá-lo porque ninguém... Ninguém é a favor de Voldemort e se...-

–A senhorita está certamente muito atormentada pelo o que houve, mas...

–Eu não estou atormentada. O povo mágico está atormentado. É obvio o que está acontecendo, Rosier estava ligado a...

–Já chega.

–Não!- Ela gritou com um tom de desespero- Eles já sabem! Eles já sabem tudo e você está me impedindo de falar porque não tem argumentos contra a verdade, tudo que você disse aqui foi uma grande MENTIRA. Povo mágico. Levantem-se e digam não, remem contra a maré de barbárie que esse senhor e seus lobos disfarçados de cordeiros estão nos condenando. –Mellani sentiu-se voar com um feitiço estuporante, James e Sirius a apararam logo em seguida e foram cercados pelos aurores. Começaram a gritar e se debater tentando sair das mãos dele

–Nós somos seu governo. Nós somos sua proteção.- Ao tempo em que o chefe dos aurores falava as pessoas olhavam para a cena dos dois garotos e da menina sendo arrastados com brutalidade pelos aurores- Nós somos um só e vocês nos devem obediência e gratidão vocês nos devem...- O homem foi jogado longe quando um jato vermelho o atirou longe. Os aurores ainda segurando James, Mellani e Sirius olharam para frente com pavor. Amus levantou no banquinho que estava anteriormente e usando de um feitiço amplificador falou para que todos pudessem ouvir

–Olhem para aquilo. São brutais e violentos. Eles não nos representam, por tanto não deixem que levem aquela garota que falava apenas de verdades, não os deixem vencer mais essa. VAMOS!- E no mesmo instante os homens soltaram os três ao ver a multidão se dirigindo a eles. Um grito de louvor foi dado por todos os presentes. Agiam feito um. Alguns se excederam e bateram nos aurores, mas a maioria continuava com suas palavras de ordem contra o ministério. Lílian abraçou James e ele tentou acalmá-la

–Mellani sua louca, você não deveria, não podia...- A ruiva disse chorosa em meio aos gritos de protesto

–Eles estavam com medo Lílian, alguém precisava ir lá e falar e ser tirado dali para que as pessoas soubessem que contra nós, contra a população unida nem Lorde Voldemort pode.- Sirius sorriu orgulhoso e puxou-a para si dando um beijo desajeitado no topo da cabeça

–Você vai me matar do coração.- Ele segurou o rosto dela com certa brusquidão e lhe dispensou um carinho meio ogro- E o bebê?- Ela sorriu sem jeito

–Nenhum arranhão.

–Mas você foi estuporada você...

–Eu me lancei alguns feitiços protetores antes de vir para cá. Você devia ter feito o mesmo.- Ele piscou surpreso

–Eu devia ter imaginado.

–O que?- James falava com alguém no comunicador e os três olharam tensos- Estão chegando pelos fundos e as pessoas estão sendo atacadas...Assim? Merdaaaaa. Estão vendo um telefone publico? Aparatem aqui... Não podem? Porra Remus. Ok, qualquer ferido vai pra casa da Camila. Sim...-James encarou os três e murmurou- Em dois minutos os comensais estarão por aqui. Se preparem. Remus disse que os cascas grossas, aquele que não usam mascaras, estão vindo.- Lílian apertou o braço dele e os quatro se olharam- É agora ou nunca. Formação usual galera. Já treinamos o que fazer caso nos separarmos.

–É melhor avisar quem está aqui.- Sirius murmurou

–Acho que não vai ser preciso.- James comentou olhando para cima. O céu ficou subitamente mais escuro enquanto figuras se materializavam uma atrás da outra lançando feitiços grotescos. Em pânico os mais novos correram e uma explosão de feitiços começou. Os cara pintada contra os mascarados. Todos muito jovens e sem experiência de batalhas em relação aos outros. Com a confusão os quatro foram separados cada qual para um lado. Lílian correu com um grupo de ativistas e formaram uma barreira enquanto cinco comensais iam para cima deles. Estavam encurralados entre o palanque e os atacantes. As pessoas ao seu lado completamente apavoradas

–Vocês conseguem sustentar o feitiço escudo?- A ruiva perguntou preocupada

–Acho que sim.- Uma garota gritou- O que vai fazer?

–Quando eu lançar o feitiço teremos que correr, ou aparatar para algum lugar. No três.- Lílian parou de ajudar com o escudo e logo este se enfraqueceu um pouco. Ela gritou e o chão abriu numa cratera. Pensando no banquinho que estava sentada mais cedo ela fechou os olhos e aparatou. Mal colocou os pés no chão e sentiu um feitiço ardido cortar seu ombro

–LILY!- Amus chamou- A Dorcas, ela está precisando de ajuda, estão cercando todo mundo pela New Band e tem mais comensais aparatando pelo Hyd Park. Lá está um inferno.- Gritou e Lílian aparatou novamente, caiu a cinco metros de uma zona de batalha ferrenha, corpos já estavam no chão e ela via trouxas entres eles. Engoliu em seco e correu, abaixando de feitiços e lançando outros. Dorcas estava tomando a pior com um grupo de três comensais mascarados. Ela correu até a amiga já lançando feitiços e ajudou-a a curar a perna que tinha virado para outro lado. Aparatavam de minuto em minuto, desviando dos feitiços ou de grupos muito grande de atacantes. Não era muito inteligente fazer isso num campo de batalha, mas não tinham saída. Correram lado a lado e encontraram Mary em meio à confusão

–Oh Lily, graças a Merlim. Que loucura, eles estão atacando para matar eles... Fiquei sabendo que James estava liderando uma investida bem sucedida aos sem mascaras. Os mais truculentos.

–Me separei dele na Oxford. Não sei... Eu...-Sentiu algo doloroso atingir suas costas e caiu. Dorcas e Mary ajudaram-na a levantar, mas foi tarde. Alguém rosnou e chegou até ela. Grayback atacou as duas derrubando-as. Dorcas que já estava debilitada desmaiou e Mary ficou paralisada de medo caída ao lado dela. O comensal lobo puxou um panfleto do bolso e riu

–Hum, sangue de lama, você está na listinha de suspeitos então.- Riu e pegou Lílian jogando-a no ombro. A ruiva sentiu o sangue escorrer até sua nuca e quase deixou sua varinha cair. Estava zonza de mais para fazer algo. Abriu os olhos de leve e viu, de maneira embaçada, um inferno de feitiços e gente se atacando. Parecia ver o cenário em câmera lenta. Para ela foi como reviver Southhampton. Sem forças para fazer muito lançou um feitiço em Grayback e o comensal gritou de dor enquanto sentia os olhos queimarem. Jogou-a no chão com raiva e Lílian sentiu algo em seu quadril rachar. Gemeu e apertou a pulseira no símbolo que pertencia a James

“Onde você está?” A voz dele perguntou completamente aturdido

–Acho que é uma paralela com a Oxford...New alguma coisa... Preciso de ajuda.

“Me de um ponto de referencia, posso aparatar aí...” Lílian ouviu explosões e barulhos de feitiços “Rápido, estou numa situação crítica aqui”

–Eu...-Uma grande explosão aconteceu ao lado dela e Lílian se arrastou. Logo Mary apareceu na frente dela

–O que houve?

–Um cara enorme, meio lobo sei lá. Ele...- Suspirou- Viu um papel e disse que eu era suspeita ia me levar pra algum lugar.

–Ele me deu calafrios.- Murmurou- Vamos, vire de costas que vou te ajudar.- Lílian assim o fez, tinha arrancado o catalogo das mãos de Grayback e enquanto olhava o conteúdo do papel sentia o estomago embrulhar, ela, James, Sirius, Mellani... Todos os membros do grupo de treinamento e alguns membros da Ordem como Carter, Ted Tonks e outros desconhecidos estavam estampados ali, cada qual com uma classificação. Ela e James estavam como perigosos. Mellani, Camila e Remus com as legendas suspeitos. Remus ainda tinha a legenda, mestiço/licantropo. Ela tinha a legenda sangue ruim.

–Eu estou nessa lista?-Lílian gemeu de dor quando sentiu o feitiço de Mary

–Por enquanto não. O que eles fizeram nas minhas costas?

–Hum, isso é mal, isso é muito mal... Eu não sei se posso fazer algo.- Sentiu algo quente e gritou de dor

–Está me matando?- Perguntou em agonia

–Não sei curar sem dor, sinto muito.- Ela segurou o grito e sentiu as lágrimas caírem. Um feitiço passou raspando pela cabeça delas. Sem perder tempo levantaram e correram

–Por que está andando assim?

–Ele me jogou no chão quando eu queimei os olhos dele.- Murmurou- E acho que meu quadril sofreu o impacto...Ai.- Encostou na parede de uma loja, o fogo consumia boa parte do cenário

–Hum. Isso é ruim, muito ruim...

– Aparentemente não foi nada. Acho que não quebrei. Só está doendo muito.

–Vai pra casa. Vai embora Lily, está muito perigoso.

–Eu não vou largar tudo assim. Tem crianças aqui e a culpa é nossa. Precisamos deixar a área segura. Além do que a Mel está sozinha por aí e está com um bebê na barriga;

–Como assim isso é culpa sua? Mellani Grant está grávida?

–O que isso importa agora Mary? Vai pra casa você e de preferência se mudem de país até tudo isso acabar.

–Eu não vou embora.- A garota respondeu com determinação

–Então é melhor tomar muito cuidado.

–Que lista tenebrosa.

–Eu sei. Fiquei apavorada quando vi . Eu devia imaginar, ninguém ataca Lorde Voldemort e saí impune.

–V-você a-atacou...

–Em Southhampton, foi lá que perdi meus pais, James e eu atacamos.- Mary estava assombrada- Sério, não fique muito perto de mim. To voltando pra Oxford.

–Aquela rua está um inferno Lily.

–Exatamente por isso precisam de mim lá. Até.- Mary ficou para trás, vendo Lílian correr no meio da confusão. Não sabia se a admirava ou a chamava de louca.

Mellani desviou de um feitiço verde, pela cor ela soube que estaria morta se tivesse sido menos rápida. Já tinha derrubado alguns comensais com a ajuda de Frank. Estavam fazendo uma boa dupla embora ela não fosse tão rápida quanto ele. Tinha tomado uns golpes próximos à barriga e estava morrendo de medo de alguém lhe lançar um crucio, ela sabia que aquilo seria fatal para seu filho. Era a primeira vez que se importava de verdade com o bebê e seu senso de proteção lhe deu ferocidade para seguir em frente, ela não tinha saído do ponto inicial desde que o ataque começou.

–Abaixa.- Pediu e Frank assim o fez. Eles giraram, acostumados com os movimentos que faziam nos treinos corpo a corpo e por mais de uma vez se valeram de golpes físicos para ganhar vantagem. Mellani viu um grupo, que ela sabia ser de Hogwarts, em problemas e correu. Estavam todos ali, lutando, para mostrar aos comensais que eles queriam liberdade de escolha. Uma explosão forte e algum movimento nas costas a fez parar o que estava fazendo. Em meio à batalha surgiu uma figura nefasta, com olhos vermelhos e feições ofídias. Mellani engoliu em seco ao sentir a presença tão forte de tal ser e sentiu-se subitamente tremula. Começou a arfar

–Já chega.- A voz dele soou e em meio segundo ele lançou um feitiço que paralisou a todos os presentes da rua, inclusive seus homens. – Eu fico me perguntando. O que diabos essas crianças choronas estavam pensando quando pensaram que podiam estragar meu dia relativamente agradável?- Mellani sentiu-se empurrada para o canto, ele separou seus comensais dos rebeldes e com outro movimento libertou seus soldados do feitiço. Aquilo era poder numa escala inumana. A loira tentou olhar para o lado, mas estava paralisada. Em dois segundos ela estava sentada no chão cheio de sangue amarrada junto com todos os que lutavam em prol da liberdade. Não mais petrificada.

Fechou os olhos e respirou fundo. Não queria entrar em pânico, isso a atrapalharia a pensar em algo. Voldemort falava alguma coisa, mas sua mente estava concentrada nas rotas de fuga. Ela tinha uma saída sentido Hyde Park, de onde estava conseguia enxergar a entrada do parque, mas lá estaria no campo aberto, e poderiam atingi-la sem ao menos saber de onde veio, ela não podia aparatar sozinha enquanto estava grávida, aquilo colocaria o bebê em risco. O dispêndio de energia que usaria era muito forte numa aparatação, mas facilmente recuperado quando não tinha que dividir com o um bebê. Ela só podia usar de aparatação acompanhada.

– Eu estava fazendo algo realmente importante quando ouço que bebês saídos das fraldas estavam dando trabalho aos meus homens. O que é de se admirar que consigam, meus comensais são altamente treinados. Portanto, faço o convite a todos vocês, que se sentem corajosos e habilidosos o suficiente, juntem-se a mim e eu perdoarei seu ato. Olharei para vocês como um pai olha para um filho que clama por atenção. Continuem e serão castigados, não quero sangue mágico derramado. Quero pessoas como vocês ao meu lado. Sejam condescendentes– Todos olhavam para ele com temor.Mellani olhava para os cantos, seu cérebro esquadrinhando o que poderia fazer para escapar. Sua varinha estava a centímetros, jogada no chão. Ela seria capaz de pegá-la com os pés? Não, seria arriscado de mais. Precisava de outra coisa, o que cortaria uma corda vinda de um feitiço? Bufou olhando em volta.

– Agora, quem foi que começou essa algazarra? Será que eu tenho a sorte de encontrar esse geniozinho do mal aqui?- Alguém começou a gritar em agonia e depois parou, ficou tremendo de dor. Pessoa por pessoa foi gritando e no último segundo Mellani percebeu o que estava acontecendo. Ele entrava na mente das pessoas de maneira a torturá-las. Sentiu uma pressão na sua cabeça e empurrou-o para fora com raiva. Sentiu a pressão novamente e ele conseguiu chegar à memória recente, viu-a ignorando suas palavras e procurando uma maneira de escapar. O fato de ela ter conseguido empurrá-lo já chamaria atenção, ele ter visto que a mente dela trabalhava rápido buscando uma saída foi a cereja do bolo.

Sentiu a pressão novamente e empurrou com raiva, do jeito que Dumbledore tinha lhe ensinado. Em poucos segundos sentiu a bochecha ser apertada por dedos longos e finos. Seu rosto foi direcionado bruscamente e ela encontrou os olhos dele

–Será que te achei geniozinho?- O tom debochado do homem deixou-a enojada. Mellani tremeu com medo de ser torturada. Aquilo mataria seu bebê. Ela não percebeu quanto amor tinha por ele até chegar ao ponto de perdê-lo. Não podia perder seu filho antes mesmo de vê-lo. Algumas lágrimas escaparam de seus olhos e ela sentiu-se muito idiota por estar no meio daquela batalha quando Sirius, James e tantos outros insistiram para ela ficar. Sentiu a pressão na mente novamente e não aguentou. Ele mergulhou em toda sua vida. Passou por sua infância, seus anos em Hogwarts e o dia de Southhampton. Ela sentiu o estomago embrulhar, afinal estava grávida e os enjôos não tinham passado num todo. Ele saiu de sua mente e a encarou com surpresa

–Eu estou realmente admirado com seu cérebro, mas sendo filha de Clarice Grant não me surpreende.

–Então você a conheceu?- Ele fez um movimento de mão e a soltou, afastando-a do grupo. Mellani parou em pé e pisou em sua varinha para escondê-la dele

–Eu tenho que tirar o chapéu, a senhorita tem grandes talentos e pelo que pude ver um cérebro incrível para estratégias. Eu estendo minha tutela pessoal a pessoas brilhantes como você. Ofereço meus segredos de poder caso me beneficie com seu brilhantismo. Pode se unir ao corpo dos estrategistas.- Mellani engoliu em seco. Ele a olhou nos olhos- Seu filho ficará seguro. Ele tem sangue raro. Sua nova família e sua inteligência me interessam. Você terá o mundo nas mãos senhora Black.- Mellani levantou o queixo e o olhou como se fosse um verme. O lorde não gostou, mas jamais poderia ignorar o talento da garota a sua frente. Ele a tutelaria pessoalmente se fosse o caso- Seu marido e seu filho ficaram em segurança.

–Me responda uma coisa.- Ele pareceu se controlar para não socá-la. Precisava mostrar aqueles jovens que era receptivo para que eles aderissem a sua causa. Assentiu dando-lhe a palavra- De onde conhece Clarice Grant?

–Era uma inominável realmente boa e...

–E uma vez que os inomináveis nunca revelam sua identidade por questões obvias algo está bem claro para mim.- Ele sorriu enrugando toda a face e ficando mais sinistro ao fazer isso.

–Garota, você não tem muitas opções na posição que ocupa no momento.- Ela o olhou nos olhos e engoliu em seco enquanto tremia

–Eu...- Revirou os olhos e fingiu cair de fraqueza

–Levante agora.- Ela pegou a varinha e deixou a mão para trás. Uma gritaria o fez olhar para o lado. Avery, um de seus homens mais problemáticos, arrastava pelo chão com certo sadismo o filho dos Potter e a sangue ruim que tinham lhe atacado em Southhampton. Aquilo estava ficando melhor do que a encomenda. – Sebastian.- Mellani congelou ao ouvir aquele nome e engoliu em seco- Tragam-nos a mim.- A loira meteu a varinha no cós da calça e levantou fingindo-se fraca e com tontura. James foi jogado aos pés dele e Lílian era puxada de maneira brusca por Avery. Mellani sentiu o estomago revirar ao vê-lo. O jeito que ele se aproveitava de Lílian enquanto a segurava lhe dava nojo. Era nítido que ele se esfregava e apertava-a onde outros normalmente não fariam.

– Agora, já que sei reconhecer pessoas inteligentes e estou a frente de três mentes brilhantes... Para vocês verem que minhas idéias não são preconceituosas como pregam por aí.- olhou para os jovens amarrados- Faço o convite a um traidor de sangue e a uma san... Nascida trouxa. Juntem-se a minha escolta e lhes será concedido o descanso digno. Foram capazes de me atingir quando tinham apenas 15 anos. O que são capazes de fazer agora?- Sorriu, Mellani sentiu calafrios. Sebastian ainda não tinha lhe visto ocupado estava em pressionar Lílian psicologicamente e prestar atenção em seu mestre. A loira olhou para ele. As varinhas de James e Lílian estavam com o comensal nojento. O Maroto engoliu em seco e Mellani aproveitou o momento de distração de Voldemort para lançar um feitiço de corte em Avery. No segundo seguinte James chutou os pés do bruxo das trevas que completamente surpreso com o ataque caiu. Lílian recuperou as varinhas e jogou a do moreno para ele. Os comensais avançaram com feitiços e num movimento treinado Mellani soltou os jovens que estavam presos. Voldemort rugiu com raiva e encarou-a

–Eu me junto a você no dia que o inferno congelar!- A loira gritou fazendo movimentos de varinha e desviando dos comensais que vinham em cima- Você é mortal, como qualquer outro e se depender de mim sucumbirá hoje! Nas minhas mãos.- Rugiu fazendo um movimento e atacando-o, mas ele era muito forte. James e Lílian se reuniram a ela e os recém libertos fizeram uma espécie de redoma na retaguarda nos lados deles. Ergueram um feitiço escudo e moveram-se ao comando de James deixando o rapaz no meio. Com passos sincronizados andaram. Lílian e Mellani sustentando o escudo enquanto ele lançava feitiços. Eles não eram o suficiente. Voldemort defendia todos e estavam começando a se irritar. O senhor das trevas gritou, como se espantasse insetos e num movimento acertou James no peito. Lílian correu para o lado esquerdo e Mellani para o direito. A ruiva o atacou no flanco e em dois minutos elas pareceram ganhar a vantagem. Logo Bellatrix Lestrange se materializou de frente para Mellani e Lucius Malfoy para Lílian. Outro ruído de aparatação foi ouvido por elas

–Olá Tom.- Dumbledore apareceu e o homem lançou um feitiço. O mais velho rebateu com um movimento simples- Creio que é hora de mandar nossas crianças para casa e termos uma conversa de gente grande.

–Vejo que andou treinando seus fedelhos velho. Pois bem, quero ver quando meu ministro conseguir interferir na regência daquela escola.

–Não cuspa no prato que comeu Tom. – Voldemort não esperou e atacou. Dumbledore defendeu num movimento floreado que acarretou em muito vento em cima de Tom. O bruxo das trevas voou por alguns metros e depois voltou flutuando como se pegasse carona na corrente de ar. Lançou uma chama de mais 80 metros em cima do diretor. A chama engoliu o homem e por um momento todos pararam suas brigas sem acreditar no que acontecia. Quando a chama se desfez Dumbledore saiu de dentro de um casulo de energia, completamente intacto.

Mellani aproveitou a distração e lançou três feitiços seguidos em Bellatrix, mas experiente como era a mulher os defendeu rapidamente. Dorcas apareceu ao seu lado e elas sorriram uma para outra enquanto avançavam tentando atingir a dama de ferro. Lílian e Lucius abaixaram quando um feitiço de Dumbledore passou reto por Voldemort e quase os atingiu. Sirius chegou ao lado dela e juntos foram atacando o loiro. Outra explosão e feitiços poderosos passavam pelo ar. Um duelo de titãs acontecia, mas os jovens não estavam prestando atenção. Tinham suas próprias batalhas para vencer. Lucius queria empurrá-los para o meio do conflito a fim de acidentá-los. Lílian começava a sentir os efeitos dos feitiços malignos e percebeu que teria de lançar seus próprios.

James abriu os olhos e tateou procurando sua varinha. Quando sentou viu o caos a sua frente. Dumbledore e Voldemort estavam batalhando de igual para igual. Membros da Ordem impediam que os comensais atacassem Dumbledore enquanto ele estava concentrado em Voldemort. Comensais não deixavam que Membros da Ordem se aproximassem de seu mestre. Quando retomou a posse de sua varinha olhou em volta. Lílian tinha acabado de receber um feitiço roxo no peito e voou para longe. Iria bater a cabeça com força no poste, mas James lançou um feitiço que amenizou a batida, o que seria fatal apenas machucou. O Maroto correu e se colocou ao lado de Sirius, ambos começaram a atacar Lucius em conjunto. James lançou feitiços variados e Sirius andou para perto. O escudo que Malfoy usava era forte de mais.

–James...-Sirius murmurou- Vai ser corpo a corpo.

–Pode deixar cara. Vai nessa.- James atacou Lucius com três feitiços seguidos ao mesmo tempo em que Sirius corria em cima dele. O Black derrubou o loiro numa investida de corpo e o outro bateu a cabeça com força no chão desmaiando logo em seguida. James correu para Lílian e Sirius foi em direção a Mellani e Dorcas. Elas lutavam ferrenhamente com Bellatrix, mas a bruxa mais velha era muito habilidosa. O Black andou lentamente por trás e quando estava prestes a atacar a prima foi atingido no ombro. Olhou para o lado e bufou. A primeira coisa que fez foi arrancar a máscara do comensal num feitiço doloroso. Tentou disfarçar a surpresa ao ver Avery. O ódio tomou-lhe o corpo e ele rugiu enquanto lançava feitiços. Ele não queria imobilizar e aprisionar aquele ser. Ele queria matar, da forma mais dolorosa que podia. Ao ver o sorriso de lado do canalha ele revia Mellani sendo empurrada contra aquela mesa

–Minha mulher vai bem Black?- Provocou e o rapaz continuou lançando feitiços mortais. Avery desviava e lançava outros, era um bom combatente.- Soube que ela está esperando um sujinho igual você. O que eu não daria para tirar esse infeliz e fazer um eu mesmo.- Os feitiços que machucavam Avery não eram o suficiente para Sirius, ele precisava chegar ao pescoço do desgraçado e matá-lo com as próprias mãos. Sem dizer uma só palavra o Black andou a passos elaborados para frente. Cada mínimo movimento mostrava-se um perigo a mais para Sebastian. Em dois movimentos ele desarmou o comensal e continuou lançando feitiços. Lançou um feitiço de corte e o outro teve o corpo retalhado. Estava a ponto de lançar um fogo maldito, mas não seria o suficiente

–Eu vou te matar.- Rosnou com ódio e se aproximou. Enfiou a varinha no cós da calça e alcançou o comensal com as duas mãos. Eles caíram no chão rolando e Sirius agarrou o pescoço dele. Avery se debatia sem parar enquanto o Black apertava seu pescoço com força. As lágrimas de ódio escorriam pelo rosto do Maroto- Você nunca mais vai tocar em ninguém. Nunca mais vai lembrar da minha mulher seu canalha desgraçado.- Levantou-o pelo pescoço com o ódio correndo nas veias e em seguida desceu a cabeça dele contra os asfalto. Viu o sangue escorrer da cabeça do outro e quando estava prestes a fazer de novo sentiu alguém lhe puxando. Ele se debateu dos braços de seja lá quem fosse e gritou desesperado em direção a Avery- DESGRAÇADO!- Avery riu

–Sirius! Sirius!

–Me larga Aluado! Eu vou matar esse filho da puta! Me larga.

–Eu ainda vou pegá-la pra mim.- Avery debochou meio zonzo e aparatou. Remus o soltou e virou o amigo em sua direção.

–Por que não me deixou acabar com ele?-Sirius gritou entre as lágrimas de desespero. Remus os fez abaixar quando estilhaços de feitiços passaram por suas cabeças

–Porque você não é um assassino. Não é. E matá-lo não vai resolver nada. Você precisa acabar com essa guerra para ele apodrecer em Azkaban e não ir preso pelo assassinato dele. –Sirius engoliu em seco e deixou mais lágrimas caírem.

–Ela não merecia isso- Soluçou- A Mel não merecia...-Suspirou e abaixaram de novo

–Concentra no campo Sirius isso aqui está longe de...- O grito de Dorcas os alertou. Mellani batalhava sozinha com Bellatrix- Céus, ela está grávida. Sirius, tira sua mulher daqui. Está muito perigoso.- Uma explosão forte ensurdeceu a todos.

A luz do feitiço iluminou num raio de 1 quilometro inteiro. Da mesma maneira rápida que a luz se fez ela desapareceu. Dumbledore e Voldemort estavam caídos, cada qual de um lado. Voldemort aparentemente muito ferido e Dumbledore exausto. Tom aparatou fugindo e seus comensais fizeram o mesmo. Quando Bellatrix sumiu no ar Mellani respirou fundo e se deixou cair sentada no chão. Ela olhou em volta vendo corpos espalhados por toda a rua, trouxas dentro dos comércios olhando completamente apavorados. Pessoas feridas, crianças chorando. Era um verdadeiro inferno. Colocou a cabeça no meio das pernas e começou a chorar. Os soluços sentidos dela sendo ouvidos em meio ao súbito silêncio que ficou no local. Sentiu uma mão em seu ombro e quando levantou a cabeça viu Sirius olhando-a com dor. Ele estendeu a mão e a loira aceitou levantando logo em seguida. Jogou-se nos braços dele abraçando-o. O Black fechou os olhos sentindo-a em seus braços e aparatou.

Notas finais
N/A: Olha eu me aventurando a escrever ação de novo. Se lá, não sei o que dizer desse capitulo. Apenas... Caraleoooo Snape. Que isso jovem? Essa foi à segunda vez que o casal Potter enfrentou Voldemort. Segundo o livro o casal que o enfrentou 3 vezes e tinha um filho nascido no fim de julho... Ai nem gosto de lembrar disso que fico triste. O que acharam? Mereço comentários? Foi um bom cap? Será que eu vou ter que fazer uma sessão mesa branca pra ver se os fantasminhas se manifestam? Se bem que se vc está lendo essa fic é mais provável que queira se comunicar pela brincadeira do copo. Brincadeiras a parte, espero que tenham curtido. Bjs e até a próxima att.