Pintura Intima

41 Capitulo 40: A Mentira


Notas iniciais
N/A: Oi oiiii gente. Beleuza? Então, segurei o cap pra conseguir postar junto com o Nyah, como sabem ele estava fora do ar e não acharia justo postar pra uns e deixar outros sem. Então sejam compreensivos, sempre posto a fic simultaneamente nos 3 sites, não posso deixar leitores no escuro. Por isso nãoooo me matem por não cumprir meu prazo, a culpa foi do NYAH! Hummm, adorei os comentários, agradeço de paixão quem comentou e quero dizer que vocês são umas LINDAS! Aé, esse cap é... É uma loucura, sem mais. Aproveitem. Como sempre, sem betagem, mas relido e feito com muito carinho. Bjs

...Mas agora chegou nossa vez, vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês... Depois de 20 anos na escola. Não é difícil aprender. Todas as manhas do seu jogo sujo. Não é assim que tem que ser. Vamos fazer nosso dever de casa. E aí então vocês vão ver. Suas crianças derrubando reis. Fazer comédia no cinema com as suas leis. Somos os filhos da revolução, somos burgueses sem religião, somos o futuro da nação...

–Emilly, chegou carta para você.- A senhora Vance disse assim que a filha chegou em casa- Como foi o casamento?

–Bonito.- Suspirou tentando se conformar, quando pensou que finalmente teria uma chance com Sirius sem Broke fungando no pescoço dele o rapaz se casou

–E a noiva?

–Estava... incrível.- Pegou o envelope que a mãe lhe estendia e jogou os sapatos no meio da sala

–E seu pai?

–Me deixou na porta e foi para o Ministério.

–Outro interrogatório?

–Acho que sim, ele não falou nada, mas ficou tenso.Tudo culpa do tio, porque ele foi abrir uma conta no banco trouxa?

–Seu tio... Inconsequente isso que é. Agora tem que se esconder junto com gente sem magia, viver sem magia!- Emilly estremeceu, não queria sair do mundo mágico como seu tio e algo estava acontecendo dentro do governo que ela não conseguia entender. Abriu o envelope sobre o olhar curioso de sua mãe e tentou disfarçar o choque quando viu o panfleto chamativo.

–O que é isso?- A menina amassou o envelope na mão

–É... Um garoto.- A mãe sorriu empolgada.

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–Não vamos esperar a mamãe?- Gabriel perguntou quando viu seu pai começar a jantar

–Ela está presa no trabalho de novo.

–De novo? Estão pagando hora extra a ela?

–Hum, muitos documentos pra atualizar, você sabe como a área administrativa é pesada.

–Com tanta burocracia não é de se admirar.- O senhor Cor pareceu ficar tenso com as palavras do filho

–Cuidado com o que diz por aí. –Gabriel bufou

–Tomar cuidado com o que?

–Com as pessoas, nossa sociedade não gosta de gente diferente e você o é.

–Eu pensei que me aceitasse.

–Filho, eu não tenho problemas com as suas orientações sexuais, mas nossa sociedade está... — Bufou- Vamos mudar de assunto?

–Como sempre.

–Então, ano que vem é seu último ano. Temos muitos lugares vagando no ministério. O que pretende seguir?

–Não quero trabalhar no Ministério. Todos vão pra lá. E por que tantos lugares vagando?- O mais velho ignorou a última pergunta

–Ótimo, o Profeta Diário adora estagiários. E você tem um dom com poções...

–Eu quero fazer algum curso no mundo trouxa, voltado para economia e política.- Seu pai empalideceu

–Por que não fazer ciências políticas dentro do Ministério? Poderá alcançar altos cargos.

–Eu quero expandir meus conhecimentos além do mundo bruxo, nossa sociedade é pequena perto dos trouxas e eu acho importante tirar esse isolamento...

–Onde você ouviu tanta baboseira Gabriel Cor? Nosso mundo não está se isolando, nosso mundo é protegido.

–Contra o que?

–Contra o preconceito, contra as pessoas de cabeça pequena que não entendem o que é ser mágico. Contra tudo que pode destruir nossa raça. Quer ter noção do mundo trouxa para que? Pra virar as costas ao seu povo e ir ter com eles? Em? Isso só pode ser coisa do seu namoradinho sangue-ruim.Aquele Peterson, estou acolhendo-o para que? Pra ele te envenenar? — Um silêncio tenso tomou do local. Gabriel começou a comer calado. O elfo doméstico apareceu entregando uma carta a ele. Quando abriu viu o panfleto e sentiu uma euforia descomunal. Conseguiu disfarçar bem e encarou o pai

–É Marie MacDonald. Os pais dela querem me conhecer assim que voltarem de viagem.

–Que bom que seguiu meu conselho. Está vendo? Não é tão ruim manter um namoro com Peterson e outro com uma garota para sociedade. É?- Gabriel negou- Que dia vai fazer isso?

–31 de julho.

–Hum, ok.

–Acho que vou seguir a carreira de poções então.- Murmurou escondendo o papel discretamente no bolso da bermuda. O pai sorriu satisfeito e terminaram o jantar em silêncio.

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Remus suspirou enquanto ouvia o pai bêbado reclamar de dentro de casa. Ele se limitou a continuar arrancando as ervas daninha do gramado enquanto ouvia os trovões que anunciavam uma chuva de verão torrencial. Preferia mil vezes ficar embaixo da chuva do que ouvir o pai dizendo asneiras. O homem ainda o culpava pela sina que deu a Dorcas. Ele não tinha realmente muito controle sobre aquilo e seu pai não entendia. Outro trovão tomou o ambiente, dessa vez mais forte. Arrancou outro mato feio dali, mexer com terra lhe tirava estresse. Suspirou sentindo certa angustia e cerca de dois minutos depois barulhos de pessoas aparatando tomaram o ambiente. Remus levantou em choque e viu seus amigos e Carter virem andando. James estava apoiado em Lílian e Carter, Dorcas com um corte feio na testa vinha andando apoiando a senhora Potter. O rapaz sentiu o coração apertar e correu até o pequeno grupo completamente assustado

–O que... O que houve?- Ajudou Carter a carregar James para dentro de sua casa. Seu pai ficou chocado com a cena e parou de falar

–Eu não sei como, não sei mesmo, mas eles descobriram onde Carter estava e que ele estava nos treinando... Eu já... Avisei a todo o grupo.- James suspirou- Tomei uns crucios... Mas já me recupero.- Apoiou-se na mesa e vomitou no chão. Lílian lhe massageou as costas e Margaret começou a andar de um lado para o outro

–Isso está muito perigoso. Mandarei vocês para fora do país. Já chega.

–E quanto a Mellani?- Dorcas questionou sem acreditar no que a senhora Potter dizia. Remus ainda estava confuso com toda a cena.

–Está mais segura que nós se quer saber. – A mais velha murmurou

–Gente, aqui não é seguro, basta puxar meu cadastro no Ministério e vão saber onde nos localizar. Precisamos ir para um local menos evidente. Todos nós.- Encarou o pai

–Eu te avisei Remus, te avisei pra não se meter nesses assuntos de gente acima de nós! Eu não vou sair daqui! É a casa que sua mãe viveu, não vou.

–Acho que sabe cuidar da própria bunda senhor Lupin.- Lílian disse irritada enquanto improvisava um curativo em Dorcas. As mãos da ruiva estavam tremulas e ela segurava o choro. Remus apertou um ícone da pulseira e logo entrou em contato com Camila

–Ca? Oi. Não, nada bem. Peça para Ger lançar feitiços protetores. Não. Estamos indo até aí. Não. Desative essa lareira para ninguém rastreá-la. Sim. Ok. – Sons de pessoas aparatando foram ouvidos- Camila estamos sobre ataque, até.

–Não dão descanso. –James levantou meio zonzo

–Somos menores de idade, qualquer mágica perto de nós nos denuncia.- Os comensais entraram pelo portão- Venha por aqui.- E saiu andando para os fundos. Puxou um tapete e abriu um alçapão- Vamos, todos, rápido.- O grupo desceu menos seu pai- Vem.- O rapaz pediu olhando com suplica para o mais velho.

–Alguém tem que arrumar o tapete.

–Não.

–Adeus garoto.- E com um movimento de varinha Remus estava trancado no porão

–Pai...-Chamou com lágrimas nos olhos. Carter o agarrou com força e o arrastou dali tapando sua boca

–Para de espernear Remus.- O mais velho pediu- Ou vai revelar nossa localização! Agora, tem alguma saída por aqui?- O rapaz ouviu passos do lado de cima e baques indicando luta. Lágrimas escorreram de seus olhos e ele sentiu uma angustia por dentro. Piscou tentando colocar os pensamentos em ordem para que sobrevivessem. Ouviu o grito de seu pai, era sofrido e triste

–Ele está sendo torturado.- Sussurrou quebrado por dentro. Sentiu mãos macias em seu rosto e seus olhos encontraram os de sua companheira- Eu preciso ajuda-lo.

–Remus. Volte pra mim.- Dorcas pediu com carinho e ele engoliu em seco saindo parcialmente do torpor- Onde é a saída?

–Por aqui.- Foi guiando a expedição. Carter estava no final da fila, fechando o caminho com obstáculos, sem usar a varinha. Entraram por um corredor estreito e logo viram a luz do dia. A chuva castigava o lado de fora da casa- A chuva vai cobrir nossos rastros e isso é ótimo. O problema é que... Tem um riacho até a casa da Camila e ele fica perigoso quando chove forte.- Escutaram o barulho de explosão e o tremor atingiu toda a estrutura da casa. O barulho de madeira sendo movida os deixou em alerta- Gente.- Remus chamou- Vamos precisar correr. Muito.

–Camila.- James chamou pelo comunicador- Como estão os feitiços? – Um segundo de silêncio enquanto andavam tentando ser silenciosos- Então acelera isso aí porque estamos com comensais fungando em nossos pescoços.- Desligou e procurou pela mão de Lílian. Quando alcançaram o lado de fora estavam de mãos dadas. Começaram a correr embaixo da chuva. Carter auxiliava a senhora Potter e Remus estava de mãos dadas com Dorcas. Lílian sentia o peito doer e as pernas pesadas, já tinha corrido e lutado de mais, precisava de uma pausa. Um comensal mais rápido logo os viu e aparatou na frente deles. Lílian desferiu um soco no homem que surpreso com o ataque não-mágico, caiu no chão. Eles se embrenharam no meio da mata. Ouviram feitiços e mais feitiços sendo lançados e desviaram. Logo estavam pulando dentro do riacho, Remus e Carter passaram rápido ajudando Dorcas e Margaret. Lílian teve mais dificuldade e James foi mais lento ao ajuda-la na travessia. Logo estavam do outro lado. A chuva era muito forte e sem o contato visual os comensais nãos e atreviam a aparatar, a área era desconhecida para eles. Lílian apertou sua mão contra a de James enquanto corriam desesperadamente. Logo avistaram a casa de Camila e sentiram a barreira protetora quando a atravessaram. Lílian jogou-se nas escadas da casa e Dorcas seguiu seu gesto. James as fez levantar:

–Pra dentro, pra dentro. Eles não vão ver a casa, mas não podemos nos dar ao luxo. – Murmurou puxando Lílian. Dorcas levantou com a ajuda de Carter e logo estavam seguros do lado de dentro. James levantou a barra da calça e pegou, da meia bem presa, o espelho comunicador. Não foi fácil carrega-lo enquanto corria, mas era sua única chance. Saiu de perto de todos e jogou-se no chão do corredor. Camila e a mulher que a ajudava passavam pra lá e pra cá. Foi lhe jogado uma toalha que ele aceitou de bom grado- Sirius.- Chamou com a voz cansada- Sirius.- Só conseguia ver o teto do quarto dele. Bufou. Ele tinha que ficar com aquela merda o tempo inteiro. Não conseguia falar com eles pelo ponto desde que entraram na mansão Black, a magia do lugar parecia interferir no dispositivo. Ouviu vozes alteradas e pode distinguir Mellani falando

–Quer que eu fique calma?

–Tentar matar minha mãe não resolve nada. Deu no que deu.

–Joga na minha cara!- Ela berrou e James bufou

–ALMOFADINHAS.- Gritou e logo o rosto do amigo apareceu e atrás dele uma Mellani com o rosto manchado pelo pranto

–JAMES.- Gritaram juntos e Mellani tomou o espelho das mãos de Sirius- Oh Jay eu sinto muito, sinto muito eu... Não foi de propósito, Bellatrix já estava na minha mente quando consegui empurrá-la.

–O que aconteceu?- James questionou e viu o espelho ser arrancado de Mellani. Sirius o encarou com preocupação- O que houve? Quero saber por que quase fomos mortos. DE NOVO.

–A Mellani acordou disposta a fazer um inferno. Simplesmente desceu e deu um tapa na minha mãe. Achou pouco e tentou estrangular a velha.- James arregalou os olhos- Com toda família Black presente. A Bellatrix nojenta estava junto e azarou a Mellani e depois...- Sirius travou e James mordeu o lábio inferior

–O que houve Almofadinhas?

–Mellani acusou Bellatrix, disse que ela estava indiretamente ligada a morte do Harry e ao estupro dela e que Walburga era doente ao fazê-la dividir a mesa do almoço com alguém como a Bellatrix. Foi um barraco e... A minha prima deu um crucio na Mel.- A expressão de revolta de James foi nítida

–E ONDE RAIOS VOCÊ ESTAVA QUANDO ISSO ACONTECEU?

–Petrificado na cadeira. Literalmente. Me lançaram uma azaração e não pude fazer absolutamente nada. A Mel ficou meio sem rumo e a minha prima aproveitou e entrou na cabeça dela.- Mellani apareceu timidamente atrás de Sirius. James pode ver o lábio machucado dela e o estado deplorável em que se encontrava

–Ela não viu muito Jay, mas viu o suficiente pra saber que Carter está treinando algum grupo e descobrir que Dorcas estava sendo abrigada na casa dele. Eu...- As lágrimas começaram a descer- Sinto muito, muito mesmo.

–Mellani olha pra mim.- A prima assim o fez –Acha que no momento, temos condições de sair falando tudo pra esse tipo de gente? – A jovem negou arrependida- Segura sua onda se não vai ser pior, dance conforme a música e logo mais tiramos vocês dois dessa situação. –Ela assentiu novamente enquanto soluçava. A garota estava arrasada- Passa pro Sirius.- Ela assim o fez- Preciso de um favor complicado.- Sirius o questionou com olhar- Precisa ir até a casa do Carter e pegar minha capa e o Mapa do Maroto. Precisa fazer isso agora. Se conseguir, trás nossos malões também.

–Como eu vou fazer isso?

–É um Black, vai dar um jeito.

–Ok.- Sirius encarou o amigo com preocupação- Como está?

–Aos pedaços. Não temos um segundo de paz. –Ficou em silêncio por alguns segundos e depois estalou os lábios- O pai da Dorcas morreu no processo.- Sirius franziu o cenho em preocupação

–Ele não estava longe?

–Pois é, mas estava trabalhando pra Ordem e eles entraram em cena tentando ajudar. O cara morreu com um Avada. Aí... – James retirou os óculos e esfregou o canto dos olhos- Agora pouco, parece que o pai do Remus também.- Sirius arregalou os olhos- Ele ficou pra trás nos dando mais tempo.

–Merda.- O rapaz murmurou completamente assombrado- Que mundo é esse cara?

–Um que eu não quero para os meus filhos.- Murmurou triste. Sirius olhou para o amigo e engoliu em seco, James não se parecia mais com o garoto brincalhão que conheceu. No momento ele parecia um homem adulto cheio de problemas nas costas e nenhuma ideia de como resolver- Vou ver se a ruiva precisa de ajuda.

–Ok... Até mais.

–Até.- Sirius largou o espelho em qualquer canto. James ainda ficou um tempo no corredor os olhos perdidos a expressão de choque e dor. Não tinha ideia de como resolveria as coisas. Sua vida estava desmoronando, seu pai não estava ali para lhe dar conselhos, sua namorada era caçada por ter origem trouxa e seus amigos perdiam pessoas importantes a cada dia por terem entrado na conversa dele. Não conseguia deixar de se culpar pela morte do pai de Remus e até mesmo pelo ataque que sofreram. Surgiu dele a ideia de montar um grupo de treinamento e agora todos que fossem vistos andando com ele seriam suspeitos e suas famílias perseguidas. Colocou a cabeça entre os joelhos e deixou os soluços virem. Tentava entender quando passou de um Maroto sem responsabilidades para o líder de um grupo revolucionário caçado por psicopatas. Sem conseguir conter o choro deixou os soluços sacudirem seu corpo. Um dos Comensais reconheceu Lílian e ele de Southhampton, não era qualquer um que conseguia ferir, a cortes dolorosos, Lorde Voldemort e sair vivo, na verdade foram poucos que duelaram com o bruxo das trevas e escaparam. Os soluços de James aumentaram, enquanto aquela guerra durasse ele e Lílian estariam marcados. Subitamente uma mão tocou seu ombro e assustado ele apontou a varinha para o intruso. Baixou a guarda quando viu Lílian olhando-o com preocupação. Ela sentou ao lado dele e o rapaz a abraçou com força. Não falaram absolutamente nada, ter um ao outro era o suficiente. James fechou os olhos ouvindo as batidas do coração dela. Chegou à conclusão que Lílian tinha razão, quando estavam nos braços um do outro nada parecia ser capaz de atingi-los.

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Carter saiu do banho enrolado num roupão felpudo. A governanta de Camila tinha duplicado o dela para servir a todos enquanto Sirius dava um jeito de recuperar seus pertences pessoais sem ninguém suspeitar. Ele passou por um quarto que tinha porta aberta e viu James e Lílian consolando Margaret. Sentiu um peso no coração. Seus pais estavam nos Estados Unidos e não faziam ideia de onde ele estava se metendo. Já tinham lhe pedido para morar com eles, mas o rapaz negou. Para o senhor Carter o filho tinha se formado auror recentemente e estava a salvo das coisas horríveis que aconteciam por não se intrometer. Ele queria avisá-los, mas não podia revelar a localização dos pais numa carta e os meios de comunicação mágicos eram fortemente vigiados. Desceu as escadas e não encontrou Dorcas ou Remus em lugar algum. Foi para a cozinha preparar um chá a todos. Sorriu fracamente ao ver Camila tirando algo do forno e um cheiro de chá por toda a cozinha.

–Oi, oi.- Murmurou baixinho, ela virou e jogou biscoitos num pote- O que está aprontando.

–Chocolate sempre anima todo mundo... Biscoitos e chá... Acho que é uma boa combinação pra amenizar o clima.- Carter sorriu e sentou na cadeira. A ruiva encheu duas xícaras e arrastou uma cadeira ficando ao lado dele. Carter ajeitou sua própria cadeira e ficou de frente para ela. A garota pegou um biscoito e ele a imitou. Assoprou um pouco e mordeu. O sabor o deixou extasiado

–Hum. Está muito bom.- Ela sorriu de lábios fechados enquanto bebia um pouco de chá.

–Carter...-Suspirou- O que vai acontecer?- O medo e a tristeza dela eram opressores. A raiz dos cabelos da garota começou a ficar escura e opaca e as lágrimas escorreram. Ele esticou a mão e tocou a dela

–Está tudo escuro agora, mas a nossa luta fará as coisas melhorarem.

–Qual o preço disso? Da nossa luta... Quantas vidas...-Soluçou deixando as lágrimas escorrerem- Quantas vidas mais vamos perder? –Colocou a xícara na mesa e deixou o biscoito largado. Apoiou o cotovelo na mesa e a mão foi aos olhos- É um inferno... As pessoas se matando desse jeito... –Soluçava- Por poder.... Estamos mesmo do lado certo?- O encarou, seus olhos castanhos estavam agora pretos- É certo matar? Por igualdade? Não estamos fazendo o mesmo que eles?

–É uma guerra, ou você mata ou é morto. A realidade é essa. Não é bonita e não gosto tanto quanto você, mas... Mas infelizmente está acontecendo e se não quer que isso continue... É preciso fazer algo.- Ela soluçou e voltou a chorar. Carter colocou sua xícara e seu biscoito na mesa e arrastou a cadeira dela pra junto de si. Puxou a amiga para um abraço e ela deitou a cabeça em seu peito, escondendo-se do mundo e chorando. Ele acariciou os cabelos dela e fechou os olhos. Sentia a inocência e o medo de Camila, sentia por ela um forte carinho e uma ligação quase inexplicável, nascida através das cartas que trocaram. Ficaram por ali. Consolando um ao outro enquanto podiam desfrutar a companhia um do outro. Tinham que aproveitar os mínimos momentos.

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–Então esse é o seu plano?

–Sim. Quer algo melhor? Então dê a Idea.- Mellani revirou os olhos com a grosseria do rapaz

–Isso é algum tipo de desculpa para me dar um amasso?

–Também.- Ele sorriu com malicia e ela revirou os olhos

–Ok. Vamos descer.- Saíram do quarto, Mellani puxando-o pelo pulso. Há dois dias, depois de Bellatrix lhe dar uma “liçãozinha”, ela não saia do quarto. Almoçou e jantou dentro do quarto e não quis olhar nem mesmo na cara de Sirius fazendo-o dormir no sofá para punir Walburga, que esperava que eles transassem todos os dias e providenciassem um neto a ela. Andaram quase na ponta dos pés pelas escadas e passaram pela sala de visitas onde Orion e Walburga ouviam algo que Regulus lia com a expressão entediada. Queriam chegar até a cozinha. Trombaram com Druella, mãe de Andromeda, no meio do caminho

–Resolveu sair do quarto menina?

–É, e a primeira coisa que vejo é você. Acho que voltarei para cama.- Mellani debochou e saiu puxando Sirius

–O que estão aprontando?

–Só vamos comer algo titia.- Sirius disse de maneira debochada. A mulher saiu desconfiada e Sirius comentou- Ela vai dizer a Walburga que queremos aprontar alguma e ela vai atrás de nós...- Mellani assentiu e andou mais rápido. Assim que entraram na cozinha fecharam a porta.

–Posso ajudá-los senhores?- Monstro perguntou fazendo reverencia.

–Some daqui.- Sirius disse com uma expressão de tédio e desprezo.

–Não Monstro obrigada.

–Não precisa agradecer senhorinha, Monstro faz com muito gosto para senhorinha Black... Tão honrada, tão...- iria beijar as mãos de Mellani, mas Sirius o chutou

–Eu disse para sair daqui!

–Desculpe senhor... nojento senhor, desonrado.- Murmurou de canto e aparatou.

–Não precisa ser tão grosso com ele.

–É um elfo, se toca. Só você diz por favor e obrigado a esses bichos.

–Eles são seres vivos é contra esse tipo de pensamento que estamos lutando!- Ele apontou o dedo no rosto dela

–Não me insulte dessa forma! Nunca mais.

–Não use o tom imperativo comigo! Não é meu dono pra mandar em mim.

–Mas sou seu marido.

–Está sendo ridículo.

–E você irritante.- Mellani revirou os olhos

–Vamos mesmo começar a brigar? Sabe, a gente devia fazer outra coisa agor...-A loira não conseguiu terminar de falar, em um segundo ele a tomou bruscamente pela cintura no outro estava beijando-a com brusquidão. Mellani gemeu contra a boca dele e com desejo, contido a duras penas durante esses dias, ele a segurou pelo traseiro e a levou até a mesa. A garota enrolou as pernas nos quadris dele e sentiu calor por todo o corpo. Os lábios dele operavam mágica nela.

Régulos recitava um poema puro-sangue do século 14 enquanto sua mãe apreciaa a companhia do filho. Druella quase sorriu ao ver a boa educação do garoto mais novo e sentiu o peito doer ao lembrar que foi obrigada a deserdar a filha por causa de um trouxa imundo

–Walburga.

–O que é Druella?

–Encontrei sua nora e seu filho agora.

–Então ela saiu do quarto...-Não era uma perunta- Está atrapalhando a boa educação de meu filho por isso?

–Não. Eles estavam agindo de maneira suspeita. Acredito que tentaram ajudar aquele grupinho que formaram.

–Como? Pare de asneiras Druella.

–É verdade Walburga!- Se exaltou

–Por que chegou a essa incrível conclusão querida cunhada?- Murmurou Walburga com deboche

–Você conhece seu filho mais que ninguém!

–Querida.- Cigynus Black, até então escondido entre as sombras da sala se levantou. Ele estava tratando de algum negócio com Orion- Só porque não tem mais suas filhas para cuidar, não precisa ficar tomando conta dos de Walburga.- A mulher bufou- Minha irmã sabe cuidar dos filhos.

–E o menino foi para grifinória.

–E a sua se casou com um trouxa.- Orion atacou com frieza. Ainda era muito recente aquele acontecimento e todos ficaram tensos- Os meus estão bem, um seguindo nossos ideais de mundo e o outro logo mais o fará, gerando um herdeiro com sangue Black e Grant. Quer mais?

–Eu quero que me escutem. Estão planejando algo.- A discussão se estendeu e Regulus sentou entediado. Um pouco depois Walburga levantou

–Se minha cunhada quer tanto assim que verifiquemos, vamos lá.- Saíram em comitiva entediada atrás de Druella. A mulher abriu a porta da cozinha lentamente certa de que os encontraria fazendo alguma poção ou usando algum meio de comunicação ilegal. Todos ficaram calados com a cena que viram. O casal em questão estava num nível de amasso tão avançado que fez a sempre controlada Walburga corar. As mãos de Sirius estavam embaixo da camisa de Mellani e as mãos dela, para baixo, sabem-se lá onde, dentro das calças dele. A garota estava em cima da mesa e no momento que entraram na cozinha o rapaz deslizava a língua de maneira pervertida pelo pescoço dela. Orion soltou um pigarro, os adultos completamente desconcertados, Sirius levantou os olhos cerrados para a porta

–Mas que porra... Ãh?

–O que foi?

–Fomos descobertos.- Ela o empurrou levemente e saiu de cima da mesa. Virou e viu os mais velhos encarando-os em choque

–V-você...- Orion pigarreou novamente- Vocês não tem um quarto?- Mellani o ignorou e encarou Sirius

–Vamos subir?

–Só se for pra continuar.- Provocou deixando sua tia vermelha

–Claro.- Saiu puxando-o apressadamente pelo pulso. Quando sumiram de vista Walburga encarou o irmão com raiva

–Cygnus! É melhor dar um jeito na sua mulher! Peça netos as suas filhas para que ela possa ter com o que se ocupar!

–Mas... mas...

–Nenhum mas! Eles estavam tentando providenciar meu neto! E você na sua paranóia atrapalhou. Ninguém vai ao menos encostar-se à porta do quarto daqueles dois, ATÉ AMANHÃ. Não quero meu filho igual a sua! Quase oito anos após o casório e não lhe deram um herdeiro!

–Cala essa maldita boca.- Druella gritou- Minha filha tem interesses além de herdeiros, bem sabe a posição política privilegiada que ela ostenta!

–É à sombra do marido.

–O marido é a sombra dela.

– Chega!- Orion pediu com a voz calculada- Minhas senhoras, sejamos civilizadas. Já temos problemas demais até esses dois se adequarem a família e a Narcisa conseguir segurar um filho.- Druella olhou para baixo

–Orion meu cunhado, está chateando minha senhora.

–Sua senhora está chateando a minha. Além do mais, são duas cobras que sabem se virar muito bem sem nós. Podemos voltar aos negócios? Afinal, seu irmão está passando todos os bens para uma pessoa que desconhecemos. Quer apostar que é aquela trouxa de antigamente?

–Aquele Alphard.- Cygnus remungou- Deu a tacada de mestre antes de ser deserdado.- Resmungou.Mal sabiam os dois Black’s que o beneficiário misterioso era Sirius. Walburga e Druella se encararam com rancor

–Minha sina, que meu marido tenha uma irmã feito você!- Saiu andando. Elas podiam compartilhar as mesmas idéias e unirem-se quando as coisas iam de mal a pior, como para arquitetar o casamento de Sirius, mas as picuinhas não acabavam.

Sirius e Mellani ficaram parados com o ouvido na porta durante longos minutos. Ouviram passos de salto e só podiam significar Druella ou Walburga. Mellani o cutucou na costela e ele fingiu um gemido. Mellani gritou e ambos fingiram diversos gemidos enquanto seguravam o riso. A pessoa aparentemente satisfeita com o que ouviu saiu dali. Eles ficaram mais um tempo dentro do quarto completamente em silencio:

–Vou nessa.- Sirius murmurou

–Então se alguém nos chamar eu abro a porta seminua fingindo que está acabando comigo, é isso?

–Sim.-Ele colocou a mão na maçaneta e ela segurou seu pulso

–Sirius.- O rapaz a encarou curioso- Volta, por favor.- Era o pedido dela para que tomasse cuidado. Ele sorriu ternamente e tocou o rosto da garota

–Não vai se livrar de mim tão fácil.- Beijou-a com carinho. Ela continuou de olhos fechados quando ele se afastou. Fechou a porta e jogou-se na cama. Seu coração estava acelerado, não pelo amasso, quase robótico, que deram na cozinha, mas pelo gesto de ternura que dispensaram um ao outro.

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–Hey.- Dorcas chamou. Remus estava de guarda do lado de fora, sentado nas escadas da frente. Duas pessoas já tinham passado por ali e não enxergaram a casa. A garota sentou ao lado dele

–Como você está?- Ele perguntou com a voz perdida

–Perdida.

–Eu não tenho mais casa... Ou um pai... Todos os meus deveres, material escolar, roupas... Tudo perdido.- Suspirou tentando conter o choro. Estava complicado para os dois, eles sentiam as emoções um do outro e ambos estavam quebrados por dentro. Dorcas o abraçou com cuidado e beijou-lhe o ombro

–As coisas vão melhorar. Vão sim.

–Como pode estar calma? Seu pai morreu, tudo será seu e não tem ideia de como administrar aquela fortuna... Sem contar que eles devem ter congelado todos os seus bens no ministério.

–Meu pai tinha medo que isso acontecesse. Ele tirou todo o dinheiro e deixou comigo no verão passado. Está tudo em Hogwarts porque é o local mais seguro que pensei para deixar tudo aquilo.

–Relíquias, dinheiro, tudo?

–Na sala de Dumbledore, no cofre dele.

–É um bom lugar para ficar.- Remus murmurou mas aliviado- Está tão triste.

–Você também.- Ela deitou a cabeça no ombro dele e o rapaz deitou a cabeça na dela. – O que vai ser de nós?- Sussurrou apertando a mão dele

–Não faço ideia. No momento... Só sinto culpa, por colocar meu pai nessa situação.

–Não faça isso Remus. É como se culpar pela guerra. Não podemos... Ficar de braços cruzados. Estamos fazendo o certo. Eu quero lutar, para que isso acabe.- Suspirou- Para que ninguém mais fique órfão, para que nenhuma criança tenha o destino da minha irmã.

–Nós vamos resolver isso.- Ele sorriu pouca coisa mais relaxado- Como se livra da saudade?

–Vivendo.- A loira murmurou abraçando-se a ele.- Sirius foi uma mão na roda recuperando nossas coisas.Como ele fez isso sem ser notado?

–Ele é muito escorregadio. Se quiser, passa embaixo do seu nariz e ninguém nota. Além do mais, coisas muito importantes para o grupo estavam na mala de James.

–Que bom que ele agiu rápido.

–Sim.

–E quanto “A Mentira”?

–Mellani finalizou o discurso e Diggory virá pra cá no meio das férias. Ele anda com os Sonserinos, fazendo jogo duplo igual a Lene então... A família dele está a salvo.

–Enquanto não invadirem a mente dele.

–Por isso todos os membros do grupo vão passar por um rigoroso treinamento. Carter está chamando um especialista.

–Quem?

–Não faço Ideia.

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–Por favor. — Sirius implorou mais uma vez- Só queremos passar um tempinho no campo. Com o tio.- Olhou para a mãe- Já faz um mês que estamos nos comportando mãe.

–Não está seguro por aí e seu tio não é boa influencia.

–Mas Walburga...-Sirius bufou- Estamos perdendo tesão ok? Quer seu neto como? Precisamos de lugares novos.

–Pensei que já estivessem usando todo canto da casa pra isso.- Debochou referente ao incidente de um mês atrás.

–Você quer netos não é? Eu estou disposto a dá-los se isso significar que terei um pouquinho que seja de liberdade, Mellani não está disposta, mas posso convencê-la com meu charme. A casa de campo, um cenário doméstico, é o suficiente pra isso.

–Não precisa convencê-la, ela leu o contrato.

–Mas será bem mais fácil se você colaborar.- A mulher o encarou

–Quando voltam?

–Em duas semanas. Por favor, será nossa lua de mel. Quando eu implorei algo assim pra você?- A mãe dele o encarou com um sorriso no rosto

–Essa garota o mudou mesmo em?- Sirius bufou

–Está satisfeita?- A mulher nada respondeu- Podemos ir ou não?

–Duas semanas Sirius Orion, duas semanas e quero essa menina grávida quando voltarem.

–Falta de tentar que não é.- Alfinetou e saiu da sala empolgado. A mulher tomou aquilo como ansiedade para ficar com Mellani.- Paixonites.- Riu satisfeita, pensando que finalmente estava colocando Sirius de volta a família. Queria que ela voltasse para escola carregando seu neto no ventre, pois em Hogwarts eles não poderiam dormir juntos e precisava de seu neto como prova de que sua família era completamente afeita aos conceitos do Lorde.

Sirius entrou empolgado no quarto e puxou Mellani pra si com efusiva alegria. Levantou-a com um urro

–Vamos pra casa da Camila.

–Ela caiu?

–Feito uma tonta. Bloquear nossas mentes de maneira descente, é o que precisamos.- Mellani sorriu presa nos braços dele

–Aquela velha pensa que vai nos conter. Coitada. Vamos fazer as malas.- Sirius sorriu largamente.

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Dumbledore aparatou nos terrenos próximos a casa da menina Parker. Ele estava impressionado com o que viu na mente de Carter, jamais imaginou que um grupo de jovens como aquele pudesse causar tantos problemas a Voldemort e ajudá-los por tabela. Precisavam de talentos como aqueles ao seu lado e estava disposto a aceitá-los quando se formassem, por enquanto ajudaria ensinando-os a se defender e tentar convencê-los a não se meter em muitas lutas a toa. Estava boquiaberto com a liderança de Potter e Carter e com o brilhantismo de Grant, já previamente visto no episódio de Southhampton. Entrou na casa e caminhou até a sala, quase sorriu com as expressões surpresas dos jovens:

–Olá.- Sorriu para Sirius que mexeu-se desconfortável na cadeira

–Então... Você é nosso mentor sobre oclumencia? Carter chamou o diretor?- Lílian questionou sem disfarçar a confusão

–Sim.- O mais velho se pronunciou. Margaret não estava presente, tinha dormido pesadamente depois de alguns medicamentos e recuperava forças.- Primeiramente, quero me apresentar de modo que não conhecem. Sou o fundador da Ordem da Fênix.- Todos ficaram nitidamente surpresos, mas continuaram calados- Carter veio a mim com a boa nova de que estavam treinando e tentando descobrir esquemas. Estratagema arriscado o de vocês. Vejam onde chegaram. Muito, muito longe.- Mellani sorriu timidamente com o elogio do diretor- Eu os convido a trabalhar na Ordem quando forem maiores de idade. Não podemos aceitá-los agora porque o Ministério detectaria nossa sede rapidamente com menores de idade junto. Mas é inegável a inteligência que o grupo de vocês tem. – Alice levantou a mão- Sim?

–Por que resolveu fundar a ordem?

–Porque a senhorita está nesse grupo?

–Porque prezo a minha liberdade.

–A Ordem se preocupa com a liberdade individual de cada bruxo. –Dumbledore olhou para todos- E não gosta de morte tanto quanto vocês. Nosso ideal é voltar a dormir tranquilamente. Queremos destituir Voldemort do poder. A lógica dele fere os direitos humanos e de todas as criaturas mágicas. Os trouxas sofreram muito com isso, da mesma maneira que os bruxos sofreram com Hittler.

–Por isso que o Ministério interferiu acabando...-Mellani parou de falar quando percebeu que interrompeu o diretor- Desculpe.- O mais velho sorriu compreensivo

–Isso mesmo senhorita. Estamos em parceria com trouxas, os principais lideres estão sendo escoltados por membros da ordem.

–Senhor.- Amus chamou preocupado- A morte do primeiro ministro trouxa foi... Foi culpa de Você-Sabe-Quem?

–Infelizmente sim. Vocês devem ter se perguntado o que ele ganha com isso. Simples, poder, o próximo que entrasse estaria com medo e a mercê dele, os trouxas seriam marcados feito gado e a intenção dele, mesmo que parada por nós, ainda segue, ele quer os bruxos dominando os trouxas e suas riquezas, história, quer apagar do mundo. –Frank engoliu em seco e Marlene mexeu-se desconfortável- Por isso, antes de iniciarmos essas aulas preciso ter certeza... Vocês sabem onde estão se metendo?- Um silêncio introspectivo dominou o recinto.

–Sim.- James respondeu primeiro

–E estão cientes de que, a despeito de suas magoas pessoais por alguns do lado das trevas, acima de qualquer coisa, existe uma causa? Estão realmente cientes de que uma atitude em prol do beneficio próprio, seja para vingança, justiça ou qualquer outro motivo, se for impensada, poderá ruir todo o grupo e consequentemente nossa única chance de vencer? –Mellani olhou para baixo e suspirou. Aquilo a atingiu de jeito. Olhou para cima e encontrou os olhos do diretor em si

–Sim, estou ciente.- Todos foram concordando aos poucos e quando se calaram Dumbledore sorriu quase paternalmente

–Peço, por favor, que sejam cautelosos, continuem nos bastidores evitando batalhas, como aquela de Hogsmead, para preservarem o anonimato. Deixar o inimigo as escura quando estamos no claro, nos dá vantagem, é por isso que os comensais usam máscaras, para não sabermos quem são. –Deu uma pausa e em seguida continuou- Se forem lutar, cuidado. Suas famílias serão ameaçadas.- Olhou para Remus nesse instante e depois para James- E fatalmente mortos.- Albus ficou mais alguns segundos em silêncio, observando as reações dos jovens- Todo cuidado é pouco. – Num movimento de mão sua varinha apareceu- Agora, que tal começarmos?

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Gabriel engoliu em seco e esgueirou-se pela Travessa do Tranco, olhou para as paredes atentamente e viu, na ranhura de um dos blocos, uma pequena seta desenhada na cor vermelha. Aquela era a indicação, ele tinha que continuar por aquele caminho. Após o panfleto chamando-o para “A Mentira” ele recebeu outra carta, ao final de junho, com a instrução “Siga a seta, 16h40” e o desenho de uma mão imitando uma seta em cima da uma foto da vitrine da Olivaras. O desenho da mão era simples, o dedo polegar para cima e o indicador e médio retos. Não entendeu bem, mas quando chegou 31 de julho ele foi para lá. Em frente a vitrine do Olivaras, fingindo observar um kit para conservar melhor sua varinha. Procurou atentamente com os olhos e viu, discretamente, abaixo da madeira que emoldurava a vitrine o mesmo desenho que estava a foto, apontando para a esquerda. Ele foi naquela direção, e logo outra seta desenhada discretamente num poste, indicando a Travessa do Tranco. Com o coração acelerado ele seguiu, encontrando o desenho em mais dois lugares. Se viu subitamente na passagem que escondia o mundo bruxo do trouxa e olhou para os lados. Uma pessoa o observava das sombras e ele engoliu em seco, estava perdido. O misteriosos observador esticou a mão e fez o mesmo gesto que o desenho da foto, Gabriel hesitou e fez de volta. A pessoa saiu das sombras, era um rosto familiar, uma garota aparentemente da mesma idade que ele, provavelmente de Hogwarts. Ela olhou para os lados e se aproximou

–A Mentira?

–Sim.- Ele respondeu com medo- Parece que querem a nós... No mundo trouxa.

–Eu nunca fui pra lá.

–Eu também não.- Murmurou confuso- Te conheço?

–Não, mas eu te conheço. Estudamos juntos.- Sorriu nervosamente- Sou Lauren, Lufa, mesmo anos que você.

–Eu sou...

–Gabriel Cor, eu sei. Não dá pra não saber quem o James odeia.- Gabriel revirou os olhos- Estava esperando pra ver se alguém aparecia.

–Está aí faz tempo?

–Não, acabei de chegar.- Ouviram passos atrás deles e viraram surpresos. Era um rosto levemente conhecido para Gabriel. A garota fez o mesmo gesto e o rapaz retribuiu

–Vocês leram A Mentira?- Ele perguntou casualmente, tentando dissipar a tensão

–Sim.- Gabriel respondeu- Vamos logo, uma aglomeração pode chamar atenção por aqui.- Os três saíram para a Londres trouxa.

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Mellani olhou em volta e suspirou. Aquele prédio abandonado na Londres trouxa era o que tinham no momento e o que ficaria acima de qualquer suspeita. As pessoas estavam cochichando entre si de maneira conspiradora. Quase todos que participaram de seu casamento com Sirius estavam ali, ou seja, boa parte de Hogwarts. Ted Tonks tinha lhe indicado aquele lugar, por ter um teatro subterrâneo e era perfeito. A garota estava atrás das cortinas, ansiosa. Sirius na parte de cima, ajudando Frank com o som e Alice estava numa cabine fechada na entrada pedindo a senha, que era “A Mentira” seguida o gesto. Marlene estava de vigia na porta do prédio com Carter e Camila, em pontos estratégicos, qualquer movimento suspeito e todos seriam despachados pela saída de emergência que dava para a rua de trás, de frente para um PUB que vivia lotado. Seria fácil enganar qualquer perseguidor em meio a Londres trouxa e movimentada. Ele estudaram o local por tempo suficiente nunca viram um comensal ou pessoa suspeita, ninguém olhava para aquele prédio, tirando os mendigos que o usavam a noite como abrigo. Mellani correu seus olhos pela platéia, James e Lílian estavam lá no meio, prontos para orientar e proteger as pessoas caso fossem atacados. Tudo foi previamente calculado.

–Boa noite.- A luz do palco ascendeu e apenas uma tela igual a de cinema apareceu. Amus estava ao lado de Sirius falando num microfone. Ele não daria tanto a cara à tapa, mas as pessoas deduziriam que era ele pela voz. Pelo menos os mais atentos- Se estão aqui hoje é porque caros amigos partilham como eu de um sentimento de indescritível revolta. Caso não, isso para mim não é problema, trago a vocês, hoje, curiosos, ou meros adolescentes entediados, A Mentira, algo que a sociedade bruxa nos empurra goela abaixo!- A música tema de O Fantasma da ópera começou a tocar, era proposital, uma junção entre mundo bruxo e trouxa. Enquanto a música tocava ao fundo a voz de Amus conduzia uma narrativa através de fotos que passavam feito slides- No começo do mundo civilizado os bruxos andavam livremente entre os trouxas- Desenhos, feitos por James ilustravam o que Amus narrava, eles eram animados em slow motion- Os não mágico nos respeitavam, nos tratavam como deuses, eram tempos de paz entre os povos, elfos, centauros, gigantes, bruxos, duendes, todos, livres entre suas escolhas, sem guerras, sem divisões, sem preconceito. A despeito do que muito se prega hoje, em suas famílias e em todo lugar mágico que pisarem, aqueles trouxas, tão primitivos quanto nós éramos naquele tempo, entendiam nossas diferenças, entendiam a magia e nos presenteavam com suas tecnologias...- Mais desenhos- Como carroças, moinhos, agricultura, a prensa...- Numa parte mais rápida da música as imagens de muitos inventos trouxas pipocavam sem parar aos olhos das pessoas- Mas...Um bruxo chamado Abir Nefery, vindo do extremo oriente, onde a maioria dos povos viviam, decidiu por abusar da fé dos trouxas. Os não mágicos foram subjugados. — Desenhos de pessoas sendo pisadas por bruxos e de camponeses levantando seus garfos contra poderosos bruxos eram transmitidas. Tudo muito rápido- Merlim, Morgana e tantos outros da cúpula dos lendários bruxos de todos os tempos, com conhecimento inestimável em magia uniram-se, contra Abir, e o aprisionaram, esperando que um dia ele, arrependido, e com o sabedoria, entendesse a máxima de igualdade entre povos, maas os trouxas estavam desconfiados e com medo do nosso povo. Séculos depois, se rebelaram, roubando nossas varinhas e queimando-nos em fogueiras.- Um desenho tenebroso de uma mulher queimando na fogueira arrancou exclamações- O povo que foi ferido, ferindo em igual crueldade, em nome de uma força superior nunca compreendida pelo povo mágico. Ao final de sua longa vida, Merlim, poderoso como era, decidiu, para o bem das duas sociedades, separá-las, lançando uma delas ao esquecimento e a outra aos esconderijos.- E um desenho de duas crianças, uma bruxa e outra tipicamente trouxa apareceu, estavam separadas por uma parede muito semelhante a do Beco Diagonal e ambas encostavam a mão direita nos tijolos como se soubessem daquilo. A música ficou mais agitada e em cada canto da tela mostrava a evolução das duas sociedades, suas guerras, suas vitórias e seus avanços, separadamente- Por muito tempo foi assim, mas a esperança dos grandes magos, de um dia, unir todas as raças nunca morreu e a natureza, de maneira bela e justa deu seu jeito.- Outro desenho, de pais vestidos trouxamente e uma criança com vestes bruxas- Logo as sociedades separadas por séculos, estavam se unindo de maneira lenta.- Mais imagens mostrando preconceito tanto de bruxos para trouxas quanto o contrário- Tantas histórias contadas, nosso povo era tido como maligno e vilão nos contos infantis trouxas. O povo trouxa era tido como bárbaro e violento para o povo mágico. A separação era justificada por proteção...- A gravura de Hogwarts surgiu- A escola, com seus sábios fundadores parecia a solução, mas... Tudo ruiu.- Mostrou desenhos de Rowena e Helga brigando e de Gryffindor e Salazar tentando se matar, alunos chorando em volta. A música chegou em seu ápice e as manchetes de jornais começaram a aparecer “Menina bruxa desaparece no meio trouxa” “Trouxas bárbaros” e tantas outras mensagens como essa. Depois muitas matérias sobre assassinatos de grandes lideres trouxas, famílias bruxas desaparecendo, jogadas políticas, todas as imagens pipocando aos olhos de todos- Treze de abril de 1968, relatório do ministério da magia, grande massacre a trouxas em Londres, causas bruxas.- A foto de um relatório foi jogada a tela- Sabem o que saiu no jornal?- Uma foto da capa do Profeta Diário dizendo que um furacão atingiu a cidade em proporções devastadoras apareceu na tela- MENTIRAS.- A música parou de tocar. O silêncio era opressor- Mas então, 1971, ano em que a maioria de vocês estava ingressando em Hogwarts, o chefe de execução de leis mágicas tem um infarto fulminante em sua cama... É o que diz o jornal, mas...- A foto de um relatório do ministério causou comoção- ELE FOI ASSASSINADO- Gritou- E o inquérito ainda está em aberto. Quem colocaram no lugar?- A foto do atual chefe- Theodor Rosier se formou em Hogwarts em 1944, criou a lei em que nascidos trouxas teriam que provar a origem de sua mágica para ingressar em Hogwarts e foi acusado de grave esquema de compras de votos para aprovar seu projeto de lei. Foi expulso de seu cargo de Assistente de leis em 1970 e voltou ao Ministério em 71 no cargo que antes pertencia ao falecido Perkham Banks. Todos os funcionários da gestão Perkham foram demitidos e colocados em seu lugar pessoas da confiança de Rosier. Nesse tempo, uma grande reforma foi instaurada no departamento de aurores e de inomináveis e em 1974 Fudge intervém travando os direitos de Rosier e abrindo uma nova eleição para o cargo. – Várias manchetes eram jogadas na tela- Em 1975, Rosier volta com força total e o nosso ministro, abatido de uma grave doença.- A foto do homem com aparência doente apareceu na tela- Aprova a lei de controle ao sangue mágico com a velada preocupação de que sangues puros, por sua proximidade familiar, não consigam gerar filhos. Ao invés de rastrearem os de sangue puro, o que acontece?- Outra primeira página do Profeta aparece convocando mestiços e nascidos trouxas a se registrarem no Ministério para ajudar a “salvar a população bruxa”- Sim, os nascidos trouxa e mestiços é quem precisam ir ao Ministério porque aparentemente os puro sangue já tem todo um registro governamental do momento em que nascem. Agora, vocês sabem por que falei sobre o ano de formação de Rosier? Porque ele estudou junto com um garoto... Que como nós, teve suas ambições, mas ao contrário de muitos não encontrou limites... E Rosier, chefe de execução das leis mágicas...- Uma foto explodiu na tela, era Rosier, jovem, a lado de outro garoto- Era melhor amigo desse cara aqui. E esse cara se tornou...- A foto de Voldemort tomou a tela e as exclamações e comentários indignados tomaram o recinto. Amus esperou que todos se acalmassem e continuou- Theodor nomeou Rabastan Lestrange, chefe dos Aurores e Igor Karkaroff chefe dos inomináveis. Quem são essas pessoas? Vocês precisam ter um pouco de fôlego. Essas fotos foram concedidas por um ex fotografo do Profeta Diário que saiu do jornal, segundo ele, devido a opressão e ameaças que sofria.- A foto parecia um inferno em chamas, e correndo no meio do lugar com varinha em punho, apontando para uma mulher com um bebê no colo, estava Karkaroff- Há um pouco mais de um ano, nem mesmo o Ministério conseguiu esconder, o ataque a Southhampton marcou definitivamente a era de guerra que vivemos hoje. A mando de Voldemort, sim Voldemort, porque é o nome dele e vocês precisam dizer. Mais de mil trouxas e sete nascidos trouxas foram assassinados. Os aurores descentes que sobraram quando tentavam ajudar os feridos e pessoas inocentes eram atacados por seus próprios colegas de trabalho. Famílias inteiras morreram...Inclusive da colega de vocês, Lílian Evans.- Mais um murmúrio agitado- E os Potter entraram em cena ajudando, os planos de Voldemort que eram, matar dez nascidos trouxa para liberar, com energia de um massacre, o poder de um amuleto que, aparentemente, lhe daria imortalidade, foram fracassados por muitas pessoas dedicadas, mas principalmente pelos Potter e os Meadowes. A mãe de uma colega de vocês também morreu naquela noite. Por trouxas? Também, porque são seres humanos e não gado, mas pela liberdade, que estava sendo tomada aos poucos. Cerca de um ano depois, exatamente um ano depois, a família Potter sofreu um ataque que resultou na morte de uma criança de 3 anos e do Senhor Charlus Potter, acionista da Sky Fly e assumidamente contra a causa. Ele foi morto porque estava financiando o grupo de pessoas que tentam, incansavelmente, tirar as correntes que nos foram colocadas.- A música retornou enquanto fotos amadoras passavam de segundo em segundo, batalhas atuais, que chocavam as pessoas. — Há muito nosso governo foi abusivo e invasivo, crianças mágicas entraram na lista do momento em que nascem. São controladas pela escola. Na escola o que aprendemos? Nada além da nossa própria cultura, nos deixando alienados. Pra que? Por que é a pergunta certa. Eu digo, porque assim não vamos descobrir a verdade, aprendendo coisas só do mundo bruxo trabalharemos no Ministério e seremos mais uma vez controlados por ele e a nossa sociedade não vai andar! Seremos eternamente vulneráveis ao tipo de coisa que acontece hoje, porque nossa alienação acontece desde que nascemos. Não podemos conhecer o mundo além do nosso e nem tentar carreira por lá porque não nos dão escolhas. Até nossa economia, não tem valor em nenhuma outra sociedade. Quantos de vocês sabem sobre economia, história ou política global? –Ninguém se pronunciou- O Sistema é falho e manipulador e esse perfil foi que deu brechas para o que acontece hoje. Voldemort é apenas a forma explicita do que o governo fez a vida inteira, então caros, está na hora de acordar!- Deu uma pausa e a música cessou. Continuou a ler o texto de Mellani com ótima interpretação- O medo que ele colocou no mundo são as correntes que nos prendem. Não é só pelos trouxas, mas por nós, pelo ideal que Merlim pregou há tantos séculos, pela liberdade que é direito de cada ser humano e está respaldado pela constituição trouxa e bruxa. Também pelos mortos em Southhampton, pelos mortos em todas essas batalhas, por todas as famílias separadas, por toda injustiça e pelo nosso grito de desespero em meio à opressão e as mentiras que nos empurram goela abaixo desde antes de Voldemort. Somos nós as pessoas com o poder de mudar algo, nós, unidos somos mais que eles, e podemos mostrar, que somos melhores por nos unirmos em prol de uma única causa, o respeito à vida! Essa guerra é o reflexo de um sistema falho de governo!- Engoliu em seco e prosseguiu- Eu os convoco ao grande ato de liberdade no dia 31 de julho, daqui um ano, em frente o Ministério da Magia, um protesto! Isso mesmo, chamem quantos puderem, chamem duendes, gigantes, bruxos, centauros, convoquem todos que tiverem um espírito sedento por justiça e certo de que a liberdade individual é direito de cada um. No dia 31 de julho. Levem suas varinhas, por segurança, mas levem principalmente um ideal, porque pessoas morrem, mas idéias vivem eternamente, levem a ideia que Merlim queria para o mundo, levem dentro de vocês o desejo de mudança e preparem-se porque nós vamos acabar com mais de um século de controle. Nós podemos e vamos quebrar as correntes do medo. Muito obrigado.- Todos ficaram calados, mas então, do meio da platéia, Zack, um garoto da corvinal de apenas 13 anos, gritou empolgado

–A MENTIRAAAAAA!- E após o urro dele todos gritaram e começaram a pular. Mellani, escondida nos bastidores, segurou as cortinas e sorriu emocionada. Era seu discurso, falando no coração de mais de 500 pessoas. Suspirou enquanto lágrimas escorriam. Aquela declaração a deixou sensibilizada. Andou para trás e encostou numa mesa velha. Não conseguiu controlar o choro, soluçou e as lágrimas escorreram enquanto sorria triste. Ouviu passos e olhou para o lado vendo Sirius. O rapaz lhe lançou um sorriso empolgada como quem dizia “Estamos caminhando” e ela assentiu. Andou para ele enquanto ele dava passos apressados até ela. O Maroto a puxou com força para si e a levantou do chão. Ela ainda chorava desconsoladamente, mas sorria, com o rosto escondido no ombro dele. Eles eram a revolução, estava acontecendo, nada os deteria.

Notas finais
N/A: EEEE Geração coca-colaaaaa, vamo que vamo acabar com todo esse nazismo bruxo! Oioiii genteeeee. Eu gosto de mais desse Capitulo, acho que é um dos meus preferidos da fic, ele tem uma sensibilidade tão grande, os personagens se mostram maduros e eu fico particularmente emocionada com esse senso coletivo que as pessoas afloram. Além disso temos um pouco de Blant, Jilly Nhó lindos de mais- e até Carter e Camila? HUAHUHAUHSA pode ser, quem sabe. Ah também gosto porque fala um pouco da família do Sirius, o tal Rosier não foi ecolhido a toa, ele deve ser um parente de Druella, porque ela era Rosier e virou Black depois, casou com Cignus, que é irmão da Walburga e o Alphard. Devo ter feito alguma confusão sobre isso ao longo da fic porque a família Black é meio difícil. Além do mais o Orion e a Walburga eram primos de segundo grau então, os dois continuaram sendo Black, Sirius e Regulus tinham que se chamar Sirius Black e Black tipo Lucas Silva e Silva, falando diretamente do mundo da lua... Oksss brisei, e aposto que metade de vocês nem sabem quem é Lucas Silva e Silva (oisouvelha?) Que sejaaaaa, espero que tenham,curtido as nuances desse capitulo, que aliás teve várias, e aguardem porque vemmm muito mais por aí. No prox cap as coisas acalmam um pouco, só um pouquinho e com eles voltando pra Hog o clima de guerra esfria um pouco porque ficam meio isolados do mundo. Quero agradecer muito, muito muito cada comentário lindo que vocês mandaram mesmo depois da demora e dizer que fico muito feliz. E se o gasparzinho está lendo, não custa nada dar um sustinho na Kah e deixar o comentário né? Tipo, você perdeu bem mais tempo lendo essas 20 pgs do que vai perder comentando. Vamos lá,deixando a ficwriter felizzzz everyboy nowwwwwww.