Pintura Intima
34 Capítulo 33- Consequência de uma loucura
Notas iniciais
Quando o corpo físico não permite que as almas fiquem unidas como querem elas encontram a forma mais intima e incrível de consumar o que sentem. Pobre daquele que se engana. Não é e nunca será uma questão física, é um momento de abandono e troca. O que vai levar contigo depois só depende da tua intenção.
O silêncio predominava e Lílian não sentia os braços. Suspirou e abriu os olhos lentamente voltando a mexer as mãos. Ficou confusa com a iluminação e levou a mão ao braço, uma agulha estava enfiada ali e presa num cordão onde uma poção azul muito clara entrava em sua veia de forma lenta, o líquido tinha uma aparência que para a ruiva lembrou a textura dos fantasmas do castelo. Não entendeu por que estava ali e onde era ali até que sua mente processou e ela lembrou-se de tudo que aconteceu, foi um lapso curto com menos de dois segundos:
–James!- Ela exclamou com a voz pastosa e sentou. Na cama ao lado da sua uma cabeleira negra e despenteada estava repousando tranquila. Ela levou à mão a boca e olhou para a janela vendo que a noite já estava predominante em todo o céu. Sentou tocando os pés quentes e descalços no chão escuro e frio da enfermaria e observou onde a bolsa de poção descansava, era um recipiente que parecia muito soro trouxa e estava numa base móvel de ferro. Ela segurou a base de ferro e levantou, olhou em volta e reparou que não era apenas ela e James ali, muitos alunos estavam dormindo em macas, machucados a vista, braços e pernas quebrados. A ruiva suspirou e andou até a cama onde James repousava, engoliu em seco, a maior parte dos machucados estava sumindo devido a poções e cataplasmas de plantas mágicas, mas o braço do rapaz estava numa tipóia- Jay...-Ela sussurrou e passou a mão, cuja o braço não estava com a agulha, no rosto dele de forma carinhosa, ela deslizou a mão pela bochecha até o cabelo dele, sentou e deslizou o dedo carinhosamente pelos lábios do rapaz, que estavam secos- Não me preocupa assim jay...- A perspectiva de poder perder mais alguém que amava a fez sentir um desespero, o rapaz foi duramente torturado e agredido tentando defende-la. Jogou um feitiço do corpo preso e a capa de invisibilidade por cima dela e a jovem só conseguiu fazer algo quando ele desmaiou. Ela lembrou de ficar livre do feitiço quando isso aconteceu e nessa altura os agressores já estavam longe procurando por ela, na mínima queima de arquivo. Ela tinha certeza.
–Lil’s?- A ruiva sentiu o coração disparar e deixou a mão parada no rosto dele enquanto o polegar dispensava uma carícia leve- Nossa... Que dor nos ossos.
–Xi.- Ela murmurou e não conseguiu conter o marejar dos olhos. Ele sorriu:
–Estou bem amor, nem estou com muita dor, só as costas, mas isso é por causa do quadribol... Quadribol de mais. Você estava com uma infeção estomacal.- Murmurou retirando a tipoia do braço e movendo-o
–Você está bem mesmo?- Um barulho se fez e ela olhou para cima o plástico com a poção estava vazio:
–Vem aqui deixa eu te livrar disso.- A voz dele estava rouca e ligeiramente mais grave que o normal, Lílian sentiu o coração disparar e o corpo esquentar com a forma que ele a olhava. Sentiu o momento em que ele tirou o esparadrapo de seu braço e depois a agulha. O moreno segurou o minúsculo furo com o dedo até que o sangue parasse de tentar subir.- O que foi Lil?
–Nada.- Ela murmurou roucamente- Eu...Estou preocupada com o rumo que as coisas estão tomando. Hoje foi mais do que prova de como está tudo perigoso.
–Sim.- James levantou a mão para o rosto dela- Está tudo muito perigoso e não vou mentir, as pessoas não são confiáveis.
–Não são.- Ela o olhou nos olhos- Obrigada.
–Pelo o que?
–Por ser confiável.- Ele sorriu
–Então obrigado por ser também.
–Jay... Sinto muito. Não queria que você passasse por tudo aquilo. Você também não tinha o direito de me enfeitiçar daquele modo.
–Você podia ser estuprada Lily.- Estavam trocando sussurros alterados- Esses caras podiam ter feito isso.
–Eu entendo James, mas você quase morreu por causa disso.
–Eu agi por impulso.
–Não me deixe parar de lutar.-O moreno a encarou por longos segundos- Você faria isso por mim?
–Venha aqui.- Ficou bem claro para ela que quando a situação fosse muito crítica ele faria novamente. Não gostou do silêncio, mas decidiu que ali na enfermaria não seria o momento para aquela discussão. Se olharam nos olhos algo intenso acontecia.
–Você é tão teimoso.
–Nós quase morremos ontem.
–Eu sei.- O jeito tenso que ela pronunciou aquelas palavras o acertou em cheio. A consciência de que a próxima vez que saíssem do castelo podia ser a última a deixou com a cabeça cheia.- É por isso que quero aproveitar cada segundo da minha vida.- Ele piscou tentando não levar a conversa para o lado errado, mas a mão dela fazendo uma caricia em sua nuca não deixava muitas alternativas para se pensar. Lílian sentiu a mão de James em sua bochecha e fechou os olhos. Ela mordeu o lábio inferior e virou a cabeça de leve tomando o polegar do moreno em seus lábios macios. Ele engoliu em seco vendo a expressão de carinho e desejo no rosto dela, os olhos fechados, as bochechas coradas, o peito subindo e descendo rapidamente. Ela beijou a mão dele de forma lenta e sensual enquanto suas próprias mãos tremiam. Abriu os olhos e o rapaz prendeu a respiração com a visão que teve:
–James...-Ele soltou a respiração lentamente, mas o movimento rápido de seu peito denunciava o quanto estava ansioso para seja lá o que pudesse sair da boca dela. Ela beijou a mão dele de novo e com a mão esquerda que estava mais próxima ela segurou o pulso dele e forçou para baixo guiando a mão dele até a cintura dela. James a apertou naquele local, mas ela fez a mão dele deslizar até a barra da camisola que vestia- Eu amo você.- O rapaz sorriu carinhosamente e tomou-lhe os lábios num beijo lento e calmo
–Eu amo você Lil’s.- Ele sussurrou emocionado e ela sorriu entre o beijo puxando-o para si. Ainda ocupado com a boca da ruiva o rapaz puxou as cortinas deixando o leito em completa penumbra. Lílian o puxou de maneira que eles deitassem do lado contrário da cama. Enquanto ajeitava o corpo por cima do dela James pegou a varinha murmurando dois feitiços um de isolamento e outro de aproximação. Caso alguém tentasse verificar se ele estava bem lembraria de algo mais importante para fazer e deixaria a ideia principal para depois. Em seguida ele abriu um pouco a cortina e fez o mesmo com o leito dela. Ele virou e beijou-a novamente. Para Lílian o gosto dele era a perdição, a maneira como ele movia a língua contra sua boca e a forma como o corpo dele pressionava o seu era puro erotismo. O moreno se afastou alguns segundos e olhou-a de cima abaixo. A luz era fraca, mas dava uma impressão maravilhosa a ele, os cabelos dela estavam espalhados pelo lençol branco, a camisola azul desenhava perfeitamente o que tinha por baixo, as coxas brancas e aparentemente macias estavam expostas e os olhos dela eram a perdição dele. Ele deslizou a mão até a barra da camisola dela e levantou lentamente, a mão trêmula denunciava o nervosismo e junto com o tecido a mão dele subia esbarrando nas coxas, aproveitando a maciez do ventre. Perdendo a razão nos seios- Lil’s...- Ele murmurou baixinho. O jeito que ela aceitava cada avanço dele significava muito. A ruiva arfava e ele delirava. Olhou para ela analisando algum sinal de hesitação, mas o desejo que encontrou naqueles globos verdes o fez ter certeza do passo seguinte. Com o coração acelerado James livrou-a da peça de roupa e ela o observou atentamente, com expectativa. Os lábios do rapaz estavam entreabertos os olhos cerrados por trás das lentes, as mãos extremamente tremulas e o nervosismo e ansiedade dele eram tão nítidos quanto os dela. Ele desceu os lábios beijando o pescoço dela com uma expressão dolorida de prazer. Arfou e sua mão deslizou pelo lençol agarrando o tecido com força no instante em que recebia uma mordida no pescoço. O nome dela escapou dos lábios dele de forma rouca e a ruiva levou a mão até a barra da camisa do rapaz e com auxílio dele tirou-a. A monitora arfou ao sentir o peito dele contra seus seios, pele contra pele. Ele era muito quente e Lílian se arrepiou. O Maroto desceu os beijos molhados até chegar ao meio dos seios dela, o rapaz sentia-se tão nervoso e excitado que não conseguia nem abrir os olhos direito. Ela desceu a mão tentando tirá-lo dali, com certa vergonha, ele olhou para cima e segurou a mão dela deixando-a de lado sem quebrar o olhar com ela. Desceu os lábios até o seio direito e a garota mordeu o lábio inferior segurando o gemido. Ele levou a mão livre até o rosto da jovem e segurou a face dela. Deslizou o polegar pelo lábio macio e revirou os olhos em prazer quando ela sugou seu dedo por puro impulso. Um gemido rouco saiu da boca dele e ela se mexeu empurrando a calça e a roupa intima do garoto com os pés. O Maroto levou a boca até o outro seio e ela engoliu em seco quando o polegar que antes estava na boca dela passou a brincar com o mamilo turgido, ele suspirou:
–Tire os óculos James.- Ela murmurou e ele sentou-se num pulo e negou. Lílian sentiu-se esquentar com a visão que teve, os cabelos negros dele em contraste com a pele branca exposta, os lábios vermelhos e os olhos cerrados:
–Quero te ver direito.- Ela sorriu tímida e se arrepiou com a voz rouca dele. James se livrou das calças e da roupa íntima, por um instante ele se perguntou se ela estava arrependida, mas então ele se lembrou de quem estava na frente dele, a pessoa que ele sempre quis, a pessoa por qual ele se preservou, a pessoa com quem ele descobriria um novo mundo, o rapaz estava tão feliz que sentiu lágrimas molharem seus olhos, mas as segurou, engoliu em seco quando a viu descer a calcinha e colocá-la de lado “Se isso é estar arrependida” ele pensou com um sorriso de lado. O Maroto fechou os olhos tentando conter a onda de desejo que o tomou. Lílian engoliu em seco quando viu o rapaz se livrar das roupas de baixo, sentiu o rosto arder ao ver a excitação dele tão latente e viu os olhos dele correrem todo o corpo dela. Depois sentiu as mãos dele fazerem o mesmo caminhos que os olhos. O moreno deu atenção especial aos seios da garota. Lílian estava excitada com a expressão de prazer no rosto dele, por um instante ela pensou que ele sentia dor, mas antes que ela pudesse perguntar algo ele a puxou para si e a fez sentar no colo dele. O rapaz segurou o rosto dela com a mão e a beijou, foi um beijo diferente de tudo que ambos estavam acostumados. Tinha um sabor diferente, um toque diferente, tudo era novo, ela enlaçou as pernas nas costas dele enquanto o beijava de forma lenta e erótica, ele a mordia entre o beijo e apertava mais os quadris dela para baixo, ambos sentiram seus sexos se tocarem:
–James...-Ela gemeu na orelha dele e o rapaz estremeceu, a tocava com tanta devoção e carinho que ela não conseguia ficar nervosa, apenas ansiosa. Ele a deitou na cama e ela foi soltar as pernas, mas ele segurou-a impedindo-a. Lílian sentiu a ponta do membro dele e o encarou. Tirou a mão da nuca do rapaz e levou ao rosto retirando os óculos e deixando-o de lado. Passou a mão pelo rosto do garoto vendo como os olhos dele eram bonitos. Deslizou a mão até a nuca dele e forçou para baixo, no momento em que seus lábios de encontraram ela forçou os pés contra o traseiro dele fazendo o rapaz abaixar e James entendeu o recado deslizando lentamente para dentro dela. Lílian mordeu o lábio dele com muita força quando sentiu dor e soltou um gemido sofrido. Ele parou e abriu os olhos a encarando:
–Desculpa.- Sussurrou com medo de ter machucado a garota:
–Tudo bem. Está tudo bem.- Ela murmurou fazendo um carinho no rosto dele, o rapaz assentiu se controlando ao máximo para não tomá-la feito um selvagem. Ele estava quase perdendo todo o controle, tremendo de mais. Lílian sentiu mais dor e ele a encarou de novo suspirando ruidosamente, ela passou a mão pela testa dele tirando o cabelo grudado de suor- Só me beija Jay.- Ele engoliu em seco e assentiu, estava muito nervoso, nunca pensou que tivesse que se controlar tanto. Ambos respiravam com dificuldade e ele a beijou com volúpia enquanto uma de suas mãos brincava com a orelha dela. A ruiva relaxou mais e finalmente ele sentiu-se por completo dentro dela- Conseguiu?- Ela perguntou num sussurro ele sorriu e assentiu:
–Me avise se doer.-Ela assentiu e ele respirou fundo tentando não chegar ao clímax tão rápido. Ela o envolveu de forma tão perfeita que ele teve certeza do que sempre suspeitou, que eram feitos um para o outro. James moveu-se de vagar e ela ainda sentiu-se arder, a dor era persistente, mas um forte desejo a dominava, uma vontade de ir além de seus limites. Lílian sentiu que ele aumentava aos poucos os movimentos, mas ela necessitava de mais e o empurrou fazendo-o ir mais forte. James captou e aumentou o ritmo. A ruiva soltou gemidos baixos que estavam enlouquecendo-o. Aos poucos começou a sussurrar o nome dele repetidas vezes, o rapaz não aguentaria por muito mais tempo então ele seguiu os instintos de seu corpo e abandonou-se num prazer desenfreado, investia contra ela de forma urgente e beijava os lábios e pescoço dela com desespero. Ela correspondia ele tão bem em cada suspiro e caricia que ele não aguentou por muito mais tempo. Era tanta pressão, tanta vontade e tanto prazer que chegou ao clímax. A garota por questão de segundos não chegou também, a dor e o auto controle que a primeira vez exigiam quase privou James de um orgasmo. Ambos chegaram a conclusão que a primeira era mais trabalhosa que prazerosa e no caso de Lílian, doía. James caiu cansando em cima dela e fechou os olhos sem acreditar que aquilo realmente tinha acontecido, ainda meio mole ele pegou a varinha e murmurou um feitiço que envolveu aos dois. Lily sabia que era um método de prevenção, ele virou para o lado e a puxou contra si cobrindo os dois:
–Eu preciso ir para minha cama.-Ela sussurrou enquanto deslizava o dedo pelo peito do rapaz pensando no quanto ele era incrível e em quanto tempo ela perdeu brigando com ele:
–Fica só mais um pouco.-Ele sussurrou e abraçou-a apertado beijando o topo da cabeça dela, a garota suspirou e assentiu:
–Só mais um pouquinho.- Ela murmurou e caiu no sono instantaneamente. James não conseguiu dormir tão rápido, seu nível de felicidade era tão grande que ficou encarando o teto enquanto estampava um enorme sorriso no rosto. Só depois de muito tempo, quando Lily já tinha voltado para sua cama é que ele conseguiu dormir.
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Sirius suspirou enquanto encarava o dossel que cobria sua cama, tentava entender porque ele e seu irmão tomaram caminhos tão diferentes. Agora por culpa do irmão e de suas companhias seu melhor amigo e Lílian estavam na enfermaria. Pensou no comportamento de seu irmão a cerca de Mellani “Se ela fosse menos bonita isso não aconteceria com tanta frequência” Sirius se incomodava com certas investidas dos garotos além das piadas por ela ser a única que nunca lhe quis. Constatou que foi muita idiotice ter aceito a aposta de James, ele não fazia ideia de como convenceria Mellani a sair com ele em público. Sem contar que isso implicaria em perder muito do tão gostoso relacionamento dos dois, ele teria que acrescentar encontros e certas coisas que tinha sido poupado de fazer desde que começou a dormir com ela principalmente a não exclusividade “Exclusividade...” O pensamento o atingiu em proporções horrorosas fazendo seu estomago girar “Nunca mais saí com garota alguma” ele sentiu o peito sufocar com esse pensamento, a ideia de prender-se a alguém para Sirius era o mesmo que imaginar uma Lílian Evans burra ou um James gay era esquisito “Se eu namorasse com ela como seria?” se perguntou pensando o que mudaria além do fato dos outros ficarem sabendo. Ela era tranquila, não pegava no pé dele, não estava nem aí para o que os outros pudessem falar e não parecia ser ciumenta, diferente dele. Sirius não via possibilidade de como faria para ganhar a aposta visto que não conseguia arrumar argumentos nem para ele próprio sair do conforto que o segredo de ambos lhe proporcionava. Suspirou “BURROOO” gritou mentalmente, estava tão distraído que mal viu sua cortina abrir e pulou segurando a varinha em riste quando viu Mellani a sua frente, ela sorriu e segurou varinha dele abaixando-a:
–Calma...-Ela sorriu de lado enquanto engatinhava na direção dele , o rapaz observou o rosto dela atentamente, fazia um certo esforço devido a chama fraca da vela que estava terminando
–Nossa- Ele sorriu de lado deixando a varinha embaixo do travesseiro- Estava pensando em você boneca.- Sussurrou enquanto deslizava a mão pelo rosto dela. Mellani sorriu e sentou no colo dele envolvendo-o num abraço apertado onde ele podia sentir os seios dela contra seu peito e mais, ter a percepção do coração dela batendo no mesmo ritmo que o seu:
–E no que você estava pensando em?- Ela sussurrou de um jeito gentil que fez o coração do Maroto bater mais rápido
–No quanto você é gostosa.-Mentiu e beijou-a com volúpia e certa brusquidão. Nada fora do comum, Mellani já estava acostumada com aquele tipo de beijo vindo dele, entregaram-se um ao outro como em quase todas as noites. Devido as recentes preocupações que cercavam sua mente Sirius sentiu-se mais impelido a ser rude e quase brutal, saciando todos os seus desejos mais sujos com ela. Certa hora quando pensou ter ido longe de mais se surpreendeu mais uma vez ao ver que ela gostava quando ele perdia o controle. No meio da madrugada jogaram-se saciados
–Uau.-Ele murmurou e ela riu. Ele viu a oportunidade perfeita para entrar no assunto que gostaria. Induziria a garota aos poucos num jogo sedutor onde ela perceberia que precisaria tê-lo apenas para si e finalmente aceitaria sair em público com ele. Era um jogo e Sirius sempre ganhava tudo que estava disposto a fazer. Ele se virou e puxou-a contra o peito enquanto entrelaçava as pernas no meio das dela e acariciava seus cabelos. Ela estranhou, ele nunca foi de fazer aquilo e o rapaz sentiu a tensão nos ombros dela- O que foi?-Ela o empurrou
–Não gosto de contato pós sexo.- Aquilo feriu o ego dele que se esforçou para manter a voz normal:
–Talvez eu goste.
–Aí já não é problema meu.- Ela virou e voltou a encarar o teto- Procure uma que te de essa falsa intimidade. –Sorriu largamente para ele como se tivesse proposto que ele tomasse um banho com ela. Tudo que Mellani dizia ou fazia era daquela forma, na lata e ele apreciava aquilo
–Você não se importaria?
–Eu me importo com quem eu gosto Sirius. -Ele a olhou longamente e suspirou
–Então vou chamar a Lene para sair.- Ele viu como o maxilar dela ficou travado e em seguida a garota bufou
–Está me testando?
–Está irritada?
–Acha que sou idiota?
–Acha que sou de ferro?- Ele perguntou olhando nos olhos dela. Mellani começou a rir e subiu em cima dele, segurou o rosto do maroto e murmurou:
–Almofadinhas...-O apelido saiu como um gemido e ele sentiu indícios de uma ereção- Não complique as coisas amor.- Ele sentiu tanta satisfação quando Mellani o chamou daquele jeito que sorriu de lado. Ela inclinou-se e beijou-o Sirius se afastou e murmurou:
–Podia parar de fingir que me odeia... Sermos amigos que tal?-Ela riu e mordeu o lábio inferior dele:
–Minha vida já é complicada de mais sem você nela.- Ele negou com a cabeça enquanto deslizava a mão pela cintura da loira:
–Não boneca você está errada.- Ele deslizou a mão grande pelo rosto dela e a garota fechou os olhos enquanto ouvia o sussurro rouco dele e sentia a forma que ele crescia abaixo de si- Eu estou na sua vida desde que te conheci naquele trem.- Ela franziu o cenho e saiu de cima dele pegando a capa do uniforme e se vestindo, a capa dele- O que foi?
–Você tem o dom de estragar tudo.- Ela riu irritada e ele sentou puxando-a com força para si. A loira caiu sentada no colo dele e tentou sair do abraço apertado.O rapaz apertou-a mais e segurou o queixo dela forçando-a a encará-lo:
–Não quero você fugindo da minha cama de manhã ouviu bem?-Os olhos dele provocavam algo dentro dela de uma forma que a garota não queria. Era uma mistura de medo, satisfação e opressão, ela não entendia porque sentia um turbilhão de coisas ao mesmo tempo enquanto o olhava nos olhos:
–Você não é meu dono Sirius. Me larga.
–Não. –Ele rosnou e ela cuspiu no rosto dele, o rapaz surpreso com tal ato afrouxou o aperto e limpou o rosto com a mão. Ela se levantou e ele fez o mesmo puxando-a de volta. Mellani bateu o rosto com força no peito dele- Olha pra mim.-Ela desviou os olhos e ele a forçou, ela franziu o cenho:
–O que você quer?-Ela rosnou tentando se soltar
–Você!-Ele exclamou de forma um tanto quanto alta e no mesmo instante ela inclinou-se e beijou-o. O rapaz sentiu um solavanco no estomago e quase sorriu enquanto a puxava para si deitando-a na cama. Os sussurros e gemidos foram inevitáveis daí pra frente e se saciaram um no outro até não aguentarem mais e dormirem um sono cansado.
Sirius sentiu os raios de sol baterem em seu rosto, uma fresta muito pequena da cortina o fez acordar, ele suspirou e abriu os olhos, ainda sentia o cheiro de Mellani. Virou para o lado pronto para acordá-la com beijos e carícias, seu plano dependia da manhã para que ganhasse a aposta, mas um gelo tomou conta de todo seu corpo assim como a frustração. O que se seguiu foi uma raiva descomunal:
–VACA!-Ele gritou e socou o travesseiro enquanto constatava que mais uma vez acordará sozinho, o mau humor instalou-se no rapaz em proporções gigantescas.
Mellani suspirou enquanto sentia a água bater na cabeça de forma forte, encostou a testa na parede fria e sentiu algumas lágrimas escorrerem. Antes era fácil dizer não para Sirius, ela não conseguia entender o que estava acontecendo no momento. Tomou uma decisão, iria vê-lo menos. Se afastaria aos poucos até não querer mais.
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Lílian e James tiveram alta da enfermaria antes do esperado. Mellani foi levar roupas para ela e o primo. Quando se encararam no dia seguinte James sorriu genuinamente e Lílian correspondeu
–Obrigada Mel.- A ruiva murmurou enquanto lutava para não entrelaçar sua mão na de James. O casal andava ao lado da loira. Mellani percebeu o jeito como eles se olhavam, cúmplices de um segredo que fez a curiosidade dela aflorar
–De nada, o que vocês aprontaram em?-Ela olhou desconfiada e Lílian suspirou
–Prometo que se você for boazinha eu te conto mais tarde quando estivermos sozinhas.
–Lily!-James corou e olhou-a indignado- Ela não te conta um montão de coisas, por que você tem que contar?
–Porque eu não sou a Mel.-Murmurou sorrindo e Mellani corou- Você tem que me dar explicações sobre algumas coisinhas ok?-A loira olhou-a confusa- Não se faça de idiota.
–Explicações sobre o sexo casual que eu e o Sirius temos de vez em quando?-James ficou vermelho e tentou conter a raiva quando ouviu aquilo
–Não sabia que de vez em quando tinha se tornado uma expressão para diariamente.- Mellani corou
–Isso realmente não é da sua conta.- Ela resmungou olhando diretamente para James- Seu fofoqueiro. Vamos tomar café?
–Acho que alguém está apaixonada.- Debochou James e Mellani apenas bufou
–Mellani e Sirius sentados numa árvore...-Começou Lílian rindo
–Estão namorando e estão se beijando.- James continuou numa voz propositalmente infantil e Mellani acelerou o passo sendo seguida pelo casal:
–Primeiro vem o amor, depois muitos beijinhos...
–Depois o Sirius empurra um bebê no carrinho!-James ria descaradamente e Lílian sentia satisfação ao ver Mellani vermelha. Ela estava realmente irritada com os dois
–Tá ok de você eu espero qualquer estupidez.- Disse apontando para James e depois olhou para a ruiva- Agora você? Acho que idiotice pega, cuidado daqui a pouco você está com um ego impossível de sustentar a própria cabeça.
–Uiiii.-James debochou- Ela está bravinha!- Os dois continuaram debochando de Mellani até a mesa do café.
–Vocês foram mesmo amaldiçoados?-Ela perguntou sem acreditar que eles estavam tão bem. Os alunos os saudaram com alívio e encheram James de elogios de como ele era corajoso e de como enfrentou tudo tão bem assim como a inteligência de Lílian. Mellani sentiu-se mais uma vez excluída de elogios por seus méritos como acontecia quando o time tinha uma vitória. Quando as colegas de Lílian chegaram ela sentiu-se pior ainda, então para completar o quadro Sirius sentou ao lado de James que estava de frente para ela. A garota limitou-se a encher seu prato de coisas nada saudáveis enquanto comia calada olhando para a própria refeição. Ela realmente não estava a fim de se meter em encrencas por causa daquelas pessoas, sua tia foi suficientemente clara a respeito de seu comportamento. Ela não podia perder uma vaga no time por causa de pessoas que queriam mesmo é que ela perdesse tudo que gostava, sem quadribol ela enlouqueceria naquela escola e por isso naquela manhã de domingo resolveu tomar uma posição neutra e mais tolerante. Que a ignorassem, era muito melhor do que perder sua única distração.
–Foi muito corajoso da parte de vocês, nós estávamos na loja de poções tentamos sair para ajudar, mas o dono selou tudo magicamente, ninguém saía ou entrava.- “Duvido muito” a loira pensou num comentário que com certeza ela faria em voz alta.
–Isso é verdade o Remus me disse.- Sirius murmurou- Ele estava preso lá dentro também.
–Sim, ele foi muito sensato acalmando a todos, ele, Dorcas e Camila souberam o que fazer.- Emilly Vance murmurou- Vocês foram de muita ajuda.
–Por isso que a senhora Sawyer nos orienta a estar preparados para tudo.-Marlene disse. Todos estavam realmente ignorando os feitos de Mellani que tinha ajudado muitas pessoas na tarde de sábado. A loira se perguntou por que a corvinal estava sentada ali já que o plano era não se misturar mais com eles. Sirius olhou para frente e viu que Mellani estava de cabeça baixa comendo, prestando atenção de mais ao prato. Ele não gostou de vê-la daquele jeito, era uma ótima oportunidade para colocar seu plano em prática embora ainda estivesse muito irritado por ser abandonado na cama durante a manhã. Ele achou que faltou um pouco de consideração por parte dela, “Vou fazer ela adquirir essa consideração” ele pensou
–E Sirius como você foi corajoso lá na praça onde tudo começou, antes de se juntar a James e Lily e...-Marlene continuou e olhou para Mellani- Grant!-Mellani levantou a cabeça entediada e olhou com ar de enfado para a morena. A outra sentiu-se um pouco intimidada quando viu o modo como Mellani a olhou, mas não parou por aí- Obrigada.-Mellani a olhou como se tivesse dito que estava apaixonada por ela. Todos olharam com choque para MacKinon- Você salvou minha vida ontem.- Murmurou muito constrangida e Mellani piscou várias vezes. Sirius sentia a oportunidade perfeita com o agradecimento de Marlene- Se não fosse por sua ação rápida eu e mais um monte de gente teria morrido.-A goleiro percebeu que a artilheira da Corvinal tentava ser amigável já que estavam no mesmo grupo de treinamento. Mal acreditava naquilo.
–O-obrigada...-Gaguejou desconfiada e voltou sua atenção para o prato de comida- Eu acho.
–E por que você fez isso?-Emilly Vance perguntou desconfiada. Mellani queria muito ser poupada de responder e Sirius captou isso no instante em que ela ignorou a garota e voltou a comer de cabeça baixa. James e Lílian estranharam aquele comportamento e a olharam confusos
–Ela fez isso porque diferente do que todas vocês pensam Mellani não é a pior pessoa do mundo.- Nesse instante todas as atenções se voltaram para Sirius. A goleiro o olhava como se ele tivesse algum bicho gosmento grudado ao rosto de tanto espanto que sentia com as palavras dele:
–Você está louco?-Ela perguntou pausadamente uma expressão que denunciava exatamente o que ela tinha dito. Realmente achava que ele não estava em seu normal e o jovem achou graça disso- Ou alguém tomou polissuco?-Ela se debruçou sobre a mesa e o rapaz reparou no formato que a blusa ficou devido decote sutil. Arqueou a sobrancelha com a visão. Ela segurou as duas mãos no rosto dele e esticou como se tentasse tirar uma máscara- É você mesmo?-Ela piscava várias vezes e mesmo as garotas que não a suportavam começaram a rir da reação estranha dela a cerca do elogio que ele fez. Mellani sentou e continuou encarando-o com assombro.-
–Sou eu mesmo e pelo que fez ontem acredito até que você seja sensível, além de uma ótima duelista. — Ela sentiu o estomago embrulhar. Ele sorriu e segurou a mão dela, a garota tentou puxar, mas ele segurou firme- Quer sair comigo?-Mellani sentiu o rosto queimar enquanto todas as cabeças viraram para os dois. As conversas acabaram abruptamente em volta deles e todos os garotos do time assim como boa parte da mesa os olhava em expectativa, para selar o pedido ele ainda beijou-lhe a costa da mão, Mellani arqueou a sobrancelha direita até o limite enquanto a esquerda continuava imóvel. Aquele momento a fez lembrar terrivelmente do dia em que conheceu o Maroto e ele lhe tirou um sarro enquanto beijava as costas de sua mão.
–Ãh?-Foi o único som que saiu da boca dela. Não acreditava que Sirius estava se prestando aquele papel. As informações foram chegando até ela lentamente, desde todos os rostos chocados olhando-os até o jeito malicioso que ele a olhava em contraste com a expressão falsa de expectativa- Não!- Ele continuou olhando-a um sorrisinho se formando discretamente no canto da boca. Um do mesmo tipo que ele soltava depois de fazerem sexo, ela puxou a mão com mais força e soltou-se. A comida pareceu menos apetitosa e ela enfiou o garfo com força no bacon:
–Por quê?- Ele questionou provocando-a e todos continuaram olhando tensos para os dois, ela enfiou o bacon na boca e depois de mastigar lentamente e engolir sem vontade de comer respondeu de forma cruel
–Você é desinteressante. –A loira levantou o olhar desafiando-o. Ele sentiu como se um balde de água gelada o atingisse, mas continuou olhando-a- Licença eu perdi o apetite.- Ela se levantou e saiu andando. Todos continuaram olhando de um para o outro até que ela estivesse distante o suficiente:
–O que foi que te deu?-Lílian perguntou olhando para Sirius com a mesma expressão de assombro que Mellani. James ainda mantinha a boca aberta num grito mudo de surpresa, Sirius deu de ombros:
–Nada ué.-Ele murmurou em resposta e voltou a comer. Lucas, batedor do time que tinha entrado no time no mesmo ano que Mellani e James encarou Sirius com um ar risonho
–Uouuuuu.-Ele murmurou finalmente causando reações em todo o grupo.- O que foi isso cara? Você realmente tomou um fora?
–HAHAHAHAHAHA- James começou a gargalhar enquanto todos começavam a comentar o ocorrido- HAHAHA VOCÊ É UM IDIOTA!-O de óculos sabia que Sirius estava usando táticas para ganhar a aposta- E desespero não vai te levar a lugar nenhum.
–Quem disse que foi desespero? Faz parte da minha tática!
–Do que vocês estão falando?-Lílian perguntou curiosa
–Nada ruivinha linda.- James murmurou — Só que pela primeira vez na vida o Almofadinhas tomou um fora.
–Por ser desinteressante.-Lucas completou rindo muito e sentindo certo orgulho porque, há alguns anos atrás, mais precisamente no 3º ano, Mellani tinha aceitado sair com ele. Mesmo que na ocasião tenha levado um chute ao tentar beijá-la ele não se importou, todos lembravam que ele foi o único a sair com ela antes de Remus e ver Sirius tomando um fora lhe trazia certo ar de vitória. O batedor olhou para James e debruçando-se na mesa segurou a mão dele- Quer sair comigo?-James riu e olhou-o de cima abaixo. Com uma voz afetada numa imitação terrível de Mellani disse
–Não.
–Por quê?- O batedor disse com uma expressão barata de sofrimento
–Você é desinteressante. Perdi a fome!-Ele fingiu que ia levantar e Lucas levou a mão ao peito como se fosse apunhalado por uma faca. Todos começaram a rir muito da cara de Sirius e o rapaz apenas deu de ombros e continuou comendo como se não fosse dele que tivessem falando.
Mellani segurou o riso enquanto andava pelo corredor. Saber que Sirius estava sendo debochado pelos outros era um balsamo para ela:
–Babaca.-Ela riu de novo e foi andando em direção ao salão comunal, precisava fazer os deveres atrasados antes que a segunda feira chegasse e o professor de estudos dos trouxas arrancasse seu cérebro. A loira andou sem pressa pelo castelo e subiu para o dormitório, ao chegar à sua cama viu uma carta com um envelope conhecido. Era a caligrafia do diretor feita em tinta verde. Ela franziu o cenho tentando se lembrar o que tinha aprontado para ser intimada. Abriu o pergaminho e constatou que realmente deveria estar na sala de Dumbledore em meia hora. “O que eu fiz agora?”. Ficou preocupada com seus tios, lembrou-se de que uma aluna do primeiro ano recebeu a noticia de que seus pais foram mortos em combate daquela forma. Mellani desceu as escadas com pressa e saiu atribulada pelos corredores, começou a correr e entrou no salão principal, James ainda se encontrava por ali, ele e Lucas pareciam se divertir muito à custa de Sirius. Lílian e as outras garotas riam:
–James!
–O apetite voltou Mel?-Ela revirou os olhos e mostrou o pergaminho para ele
–Recebeu um desses?-Ela parecia muito preocupada, ele negou e ela suspirou aliviada
–E porque a pergunta, eu não aprontei nada que McGonagall precisasse passar pro diretor.- Ele cutucou e Mellani empalideceu no mesmo instante. Se perguntou como podia ter esquecido daquilo. Sirius olhou-a como se soubesse de algo e desviou o olhar segurando o riso antes que ela pudesse perceber.
–Menos mal. Pelo menos não aconteceu nada com Harry e Mag.-James revirou os olhos
–Você é muito dramática!
–Não se lembra de nada que possa ter feito Mel?-Lílian perguntou tentando lembrá-la de algo.
–Hum... Bom teve a vez sobre aquele fim de semana que eu usei...-Ela parou de falar- Você sabe o que. Meus tios não... Verdade. Oh droga, pior que eu nem consegui pensar numa boa desculpa. JÁ SEI.-Ela deu um pulinho- Olha a desculpa aí.-Apontou para Sirius- A culpa é inteiramente e completamente sua!
–Heyyyy você acha que eu estou facinho assim?-Ele questionou entediado
–Até uns cinco minutos atrás você estava.-Provocou e ele revirou os olhos
–Hehe engraçadinha.
–Jay você precisa me ajudar. Se for sobre isso eles vão me tirar o quadribol e você vai ficar sem goleiro. Eu pensei que eles tivessem esquecido.
–Talvez o diretor só estivesse procurando uma maneira mais suave de contar a eles.-Lílian disse de maneira suave. Mellani parecia desesperada
– Ou eles estavam procurando a melhor maneira de te castigar.- James disse – E acabou de fazer uma semana desde o ocorrido. Não é tanto tempo assim.- Ela o olhou com tensão visível.
–Que horas são?-Sirius perguntou e James levantou a manga da camisa observando o um relógio bonito e prateado estava no pulso
– Nove e cinquenta. Lembra que depois do almoço temos treino.- Ele assentiu e levantou-se
–Nove e cinquenta?-Mellani perguntou- Deixa eu ir antes que eles arranquem minha cabeça. Não quero me atrasar.
–Bom deu minha hora.- Ele enfiou a mão no bolso e tirou um pergaminho igual ao de Mellani. A jovem arqueou as duas sobrancelhas e disse indignada
–Você só pode estar tirando uma com a minha cara!!!!
–Não. O diretor me intimou também.
–O que vocês andaram aprontando?- Marlene perguntou curiosa e foi ignorada pelos dois. Sirius passou o braço pelo ombro dela e começou a falar gesticulando a todo tempo. Ela tentava sair do semi abraço dele, mas Sirius parecia muito imerso em suas divagações sobre a ironia de tomar uma bronca na frente dela. Mellani foi praticamente arrastada para fora do salão por ele.
–Ih, parece que no fim ele sempre consegue o que quer.- Lucas tirou sarro e James revirou os olhos
–Você não faz ideia.
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Mellani parou em frente à gárgula de pedra e falou a senha com certo receio. A estátua girou e ela entrou. Sirius foi logo atrás, ele olhou-a longamente e murmurou:
–Com medo?-Ela não respondeu apenas suspirou irritada e encarou a parede. A escada em caracol subia lentamente e ela se sentia mais nervosa com a perspectiva do que poderia perder. Sirius sorriu travesso e se aproximou, deslizou a mão pelo queixo dela e tomou o lábio inferior da garota numa mordida leve. No mesmo instante a escada parou e a porta abriu. Mellani bufou e empurrou-o, por sorte a ante sala estava vazia:
–Você tem algum tipo de problema?-Ela bateu no braço dele com força e franziu o cenho-Idiota isso que você é!
–Aí.-Ele reclamou risonho enquanto massageava o braço. Adentraram a ante sala e bateram na enorme porta de madeira. De tantas visitas a sala do diretor ambos já sabiam o caminho. Ao fazerem isso a porta se abriu sozinha. De costas para a entrada dispostos em quatro cadeiras estavam, Margaret e Harry numa ponta do lado esquerdo e Walburga e Orion na outra. Sirius seguiu e deu um passo para dentro da sala a graça se foi e a tensão o dominou. Percebeu que estava sozinho e olhou para trás. Mellani estava congelada na passagem da porta, os braços pendendo para os lados, os olhos em pires, o desespero evidente em seu rosto. Sirius deu meia volta segurou os ombros dela com delicadeza e murmurou:
–Você está bem?-Ela assentiu, engoliu em seco e piscou algumas vezes- Ótimo. Vem.-Segurou o pulso dela e foi andando. Ela não teve escolha se não seguir.
–Bom dia senhor Black e senhorita Grant. Juntem-se a nós.- Dumbledore apontou duas cadeiras quase do lado dele de frente para os quatro adultos. Mellani engoliu em seco mais uma vez e seguiu Sirius. A loira não percebeu que o rapaz ainda segurava o pulso dela. Margaret e Walburga não deixaram aquilo passar despercebido
–Senta aí Mel.- Ele murmurou e ela assentiu sentando-se e finalmente encarando os tios. Harry encarava Sirius com certa raiva e quando olhava para Mellani era nítido o quanto estava decepcionado. A fúria de Margaret e Orion eram palpáveis a meio metro de distancia. Mellani sentou puxando lentamente o pulso e descansando as mãos no colo. Ela não conseguia encarar os tios e muito menos o olhar de repreensão de Orion. Ela olhou para o Black mais velho por um instante. Sem dúvida Sirius tinha herdado o porte e a beleza do pai. O homem era um completo aristocrata.
–Bom. Creio que precisem de privacidade. Com licença. — O diretor se levantou e saiu pela porta que Mellani e Sirius entraram. A loira suplicou em pensamento que o homem ficasse, mas nada adiantou. Orion e Margaret abriram a boca ao mesmo tempo:
–O que você tem na cabeça?-Mellani se encolheu e Sirius deu de ombros. Orion cruzou seu olhar com Margaret por um instante, Sirius captou certa tensão entre eles e achou tudo muito estranho. Orion estendeu a mão dando a vez para Margaret falar e ela suspirou- Mellani vocês podiam ter morrido! Quando eu disse para deixar de brigar com o Sirius eu não pedi que se drogassem juntos.
–Era o único jeito de aturar a cara dele.- Ela respondeu tentando se defender
–É melhor você não abrir a boca mocinha.- Harry disse tentando controlar a raiva- Não parecia tão incomodada quando entrou de braço dado com ele agora! Eu...Eu quero saber eu.... Vocês...-Ele não sabia o que dizer, estava vermelho e muito nervoso. Sirius estava muito tenso enquanto olhava para baixo e Mellani bufou percebendo que se ele estava nervoso era porque o negócio seria feio.
–Mellani porque você fez isso? Já não basta a bronca que você tomou por carta? Ou as detenções ou mesmo o castigo durante todo o verão? O que eu vou ter que fazer? Sabe o que chegou pra gente? Você sabe? A professora da sua casa me sugeriu escola militar! Militar! É quase dizer que eu não sei te criar. Como você quer que o ministério nos dê a guarda permanente da Lily se você não para de aprontar um só segundo? Até o James conseguiu se acalmar por causa do processo sobre a tutela da sua amiga e você não para! É bomba atrás de bomba!-Margaret passou a mão pelo rosto indignada, parecia prestes a chorar de raiva e desespero- Eu não sei mais o que fazer com você! Drogas matam, fazem mal, são a pior coisa que já podiam ter feito. Além de tudo incentivaram pedofilia, rede de crimes e todas essas coisas que sobrevivem graças ao tráfico- Mellani sentiu-se mal- Por que você é tão egoísta e irresponsável? Não pensa nos outros nunca? Eu vou ter que te internar numa clinica de reabilitação é isso?
–Você fala como se a culpa fosse completamente minha. O Sirius vive lá em casa e você sabe muito bem como ele é! E eu não sou viciada, experimentei pra nunca mais! A única merda é que fui pega.-Mellani tentou defender usando argumentos baixos.
–Os pais dele estão presentes. São eles os responsáveis por tomar ou não medidas em relação ao que o filho deles faz ou deixa de fazer e não tente virar o jogo Mellani. Eu fiquei sabendo de muitas coisas, detenções que a senhorita não me notificou. Queixa das garotas sobre seu humor depreciativo! E você tem que aprender a tomar decisões corretas por si só e não por pressão minha! E eu fiquei sabendo sobre suas escapadas toda a madrugada. -Naquele momento Sirius levantou a cabeça num reflexo e olhou para Mellani. Ela corou até o último fio de cabelo e o moreno tentou disfarçar fingindo curiosidade ao invés de surpresa por ter sido pego no pulo. Todos os adultos repararam na reação dele- Onde você está se metendo todas as noite Mellani?
–Quem disse uma besteira dessa tia?-Harry levantou irritado e encarou a sobrinha
–Eu é que quero uma explicação sua sobre como o amigo gordinho do James sabe de suas atividades com tanta precisão. — Sirius bufou e Orion estreitou os olhos na direção dele. Walburga segurou a reação de contentamento. Para a sorte do Maroto os Potter estavam muito ocupados pressionando Mellani para repararem nas reações involuntárias de Sirius.- O que você está aprontando todas as noites Mellani?
–Que absurdo!-Ela murmurou tentado ganhar tempo para pensar numa desculpa- O que aquele gordo morfético anda inventando sobre mim?
–Melllani para de inventar!!!!-Margaret quase gritou e Harry ajudou
–Sua tia tem razão Mellani, trate de soltar agora o que você anda aprontando!-Ela começou a arfar
–Nada!
–Está vendo aquele seu namoradinho de novo? Está vendo o Lupin de novo Mellani?-O mais velho questionou irritado- Diga a verdade!
–Não tio! Eu e Remus nunca mais tivemos nada, nada!
–Você!-Charlus apontou para Sirius- Acha que eu não vi os dois cochichando na minha casa? Vamos desembucha. O que estão tramando?- Até o momento o senhor Potter estava pensando em drogas ou travessuras
–Não é nada!-Sirius defendeu prontamente e Mellani revirou os olhos.
–Mellani ou você desembucha agora ou dê por encerrada sua atuação em campo esse ano.
–Tia!-Mellani gritou e se levantou, as lágrimas começaram a escorrer- Eu não estou fazendo nada, não pode tirar o quadribol de mim. É a única coisa que me mantém nessa escola de merda!
–Olha o linguajar! Já não é suficiente tomar bronca na frente dessas pessoas?-Margaret questionou quase escandalizada
–Não são essas pessoas.- Mellani murmurou sem ao menos saber o porque- São os pais do Sirius.- Quase sussurrou pensando num modo de não perder a vaga no time de quadribol.
–E desde quando você tem tanta intimidade com ele assim pra se sentir a vonta...-Charlus parou de falar no mesmo instante e se virou para Sirius- A SEU MOLEQUE!!!!- Para o bem de Sirius, o tio de Mellani se esqueceu que era um bruxo e apenas agarrou os colarinhos dele levantando-o da cadeira- Eu te acolhi na minha casa seu... Seu...
–TIO!-Mellani correu vendo que Sirius sufocava e tentava tirar as mãos de Harry da gola do moreno- TIO HARRY PARA!-A jovem deixava as lágrimas escorrerem livremente
–Seu...Don Juan de quinta categoria seu larapio...
–HARRY!-Dorea tentou puxá-lo. Orion pegou a varinha e com um feitiço simples separou o Potter de Sirius. O rapaz caiu no chão e tomou o ar rapidamente, Mellani se ajoelhou e viu a marca rocha em volta do pescoço do rapaz:
–Você está bem?-Sirius parecia prestes a desmaiar. Mellani estava trêmula e quase chorando- Sirius?-Ela segurou o rosto dele com as duas mãos, ele bufou e assentiu. Segurou a mão dela livrando-se do toque macio. Ambos se encararam e levantaram ao mesmo tempo.
–Sirius.-A voz de Walburga finalmente soou no local, estava fria e calculada. O rapaz tremia toda a vez que ouvia a voz da mãe naquele timbre. Coisa boa não vinha dali.- Saí de perto dessa menina agora.- Ele fingiu não ouvir e Walburga irritadíssima com a rebeldia do filho segurou o braço dele com força e o fez sentar na cadeira que antes ela ocupava. Mellani voltou para seu lugar de origem agora bem longe de Sirius e todos se sentaram- O que vocês dois andam fazendo a noite Sirius? E é melhor você me responder a verdade!
–Só porque você quer.- Ele devolveu com raiva e Orion bufou
–Sirius.- Orion murmurou avisando. Mellani cruzou os braços e encarou o chão. O silêncio dos jovens só significava uma coisa. Eles estavam juntos e de maneira muito mais adulta do que deveriam
–Oh Mellani!-A voz de Margaret era pura decepção- Por que se submete a essas coisas?
–Nós não estamos dormindo juntos!- Ela respondeu quase gritando
–Então um de vocês pode com certeza explicar a ausência dela na madrugada e mais, o fato de Peter, que dorme no mesmo quarto que você.- Walburga apontou para Sirius- Saber que ela está sempre fora da cama.- Sirius sentiu o rosto arder e cruzou os braços.- Me responda agora Sirius.
–E vocês estão acreditando naquele imbecil por quê? Ele está com raiva de mim desde que Remus... Desde que...- Sirius se perguntou como explicaria que brigou com Peter porque dormiu com Mellani — Desde que tive uns problemas com Remus. Ele está mentindo.
–É verdade tia, ele está mentindo, me odeia porque eu o trato mal.
–Por que raios trata esse menino mal?
–Porque ele faz esse tipo de coisa.- Ela respondeu irritada- Fica inventando histórias para me ferrar.
O comportamento dos jovens quando entraram na sala do diretor não deixou dúvidas aos mais velhos quanto à verdade sobre o que Peter tinha denunciado. Charlus estava prestes a explodir de raiva. Antes que pudesse abrir a boca Orion tomou a palavra
–Sirius.- O jovem encarou o pai com receio- Você vai ficar sem quadribol até o ano que vem.
–O QUE?-Ele se levantou e deixou a cadeira cair- VOCÊ QUE PENSA QUE EU VOU. SÓ PORQUE VOCÊ QUER.-Walburga andou até a mesa e encostou-se nela. A postura ereta e o rosto mostrando reação apenas pelo olho direito que piscava muito. Ela estava se controlando para não dar uns belos tapas em Sirius e muito menos correr o risco de ter seu plano indo por água abaixo
–SIRIUS!-Orion gritou de volta- Abaixe a porcaria da voz agora ou eu serei obrigado a te punir aqui mesmo.
–Eu não sei qual é a sua.- Sirius se aproximou do pai. Ele era apenas dois centímetros mais baixo que o mais velho- Quer ser o pai presente depois de todos esses anos? Eu não tenho mais dez anos pra você descontar seus desgosto me batendo.
–Sirius.-Orion rosnou- Pare com isso.
–Exatamente. Meu nome você sabe. Agora como estão minhas notas, com quem eu ando, como me sinto.... Nada disso, vocês não sabem de nada disso. Não basta ter comido a sua mulher pra ser pai!-Cuspiu com raiva rosnando para o homem. Orion desferiu um soco forte no rosto de Sirius e este quase caiu. O sangue sujou o carpete, Mellani arregalou os olhos e Margaret tentou interferir:
–Não Mag, não temos esse direito.- Harry murmurou enquanto a segurava. Estavam um pouco afastados dos Black. Margaret ainda lutou alguns segundos, mas o marido insistiu segurando-a contra si. Sirius cuspiu o sangue no rosto do pai e o mais velho o segurou pelos ombros com força e o chacoalhou:
–Você diz que eu descontava os desgosto em você... Você é o meu maior desgosto. Vai aprender a me respeitar por bem ou por mal.- Enquanto falava desferia tapas forte na cabeça e rosto do filho. Orion estava irado- Você não vai nunca mais se sujar com trouxas ou coisas trouxas.-Sirius tentava se livrar e desferia chutes no pai, Orion parecia não sentir dor. Mellani levantou indignada- Você está colocando na lama o nome da nossa família!-Orion o sacudiu de novo. A violência do mais velho chocou a loira- Você carrega meu nome! É meu herdeiro! O primeiro na linha de sucessão e ao menos que não queira perder sua nobreza e todas as regalias que tem na sua vida é melhor começar a chamar aquela mulher de mãe e me respeitar como um pai estamos entendidos?-Sirius sacudiu-se e soltou-se dele encarando- Estamos entendidos?-Ambos se olhavam com fúria cega:
–Vai pro inferno!-Sirius respondeu com raiva. Orion avançou para cima dele e ambos começaram a se bater. Sirius levava a pior, mas não se importava
–PARA COM ISSO!-Mellani gritou- TIO HARRY FAZ ALGUMA COISA!
–Não se intromete Mellani.-Margaret murmurou receosa. Mellani estreitou os olhos e foi na direção dos dois. Levou alguns tapas e os separou segurando Sirius. O rapaz sentia-se humilhado e a encarou, ela parecia muito assustada e ver medo nos olhos dela desarmou o Maroto. Sirius sangrava e estava descabelado:
–Eu vou matar esse velho Mel. Eu juro que vou!-Ele murmurou usando o apelido dela pela primeira vez. Ela negou e continuou segurando-o. O rapaz estava todo trêmulo e com a voz chorosa
–Vai pro seu dormitório e pense melhor em tudo que te falei.- Orion respondeu a provocação. Sirius empurrou Mellani para o lado com certa brusquidão e com os olhos marejados apontou para o pai:
–Você vai morrer sozinho e odiado por todos em sua volta.
–Continue Sirius. Está trilhando o mesmo caminho que o meu.
–Cala a sua boca!-O rapaz estava com a voz embargada e prestes a chorar, Mellani respirava pesadamente enquanto tentava conter o desespero.
–Você está proibido de participar de qualquer agremiação estudantil e está proibido de ir a Hogsmead nos próximos meses. Ao final do ano letivo nós vamos conversar melhor. Se eu souber que olhou duas vezes para o mundo trouxa será deserdado. Pode ir.-Sirius ficou encarando os pais por mais um tempo e saiu apressado. Mellani estava indo atrás dele quando foi interrompida:
–Mellani!-Margaret chamou, ela estava sentada na cadeira e trêmula
–O que foi tia?
–Você está na mesma situação que Sirius. Sem quadribol e sem Hogsmead até segunda ordem. Se eu ver você com qualquer tipo de droga vai sair da escola ouviu bem?- Ela não demonstrou reação alguma, apenas virou as costas e saiu com pressa. Desceu as escadas de caracol correndo e encontrou Sirius andando apressado pelo corredor.
–Sirius.- Ela chamou e ele continuou andando- Sirius!
–Me deixa.- Ele respondeu irritado. Ela correu e segurou os braços dele virando-o para si- Já disse pra me deixar!-Ele estava com ódio nos olhos, de um jeito que a garota nunca tinha visto, o lábio estava cortado e inchado, tinha sangue seco perto do nariz e marcas de mão pela bochecha. Ela engoliu em seco e murmurou
–Vem comigo agora.
–Não! Já disse que não! Me larga!-Quase gritou. Ela segurou o braço dele de forma firme e saiu arrastando-o- Eu estou perdendo a paciência com você.
–Ótimo, assim você volta a ser o Sirius que eu conheço.- Ela murmurou irritada, ele revirou os olhos
–Dá pra me largar antes que eu faça alguma besteira?-Ele parecia realmente com ódio
–Não vou!- Ela respondeu firme e sem forças para resistir ele a acompanhou, nenhum dos dois entendeu a determinação dela em não deixá-lo sozinho. Mellani levou-o escadas acima, parou em frente um quadro enorme com uma rosa desenhada em cores vivas e murmurou uma senha. Sirius franziu o cenho e entraram. Ele reconheceu o local. Já tinha estado ali, mas por outra entrada. Era o banheiro dos monitores.- A Evans te deu a senha assim é?
–Não.- Ela murmurou- Foi o James. E você está precisando relaxar um pouco. Nós dois pra falar a verdade. Ainda é cedo e ninguém vai reparar.- Ela tirou a varinha do cós da calça e agitou-a no ar- Prontinho. Portas com o sinal de ocupado.- Apontou a varinha para a enorme banheira que mais parecia uma piscina e a água começou a escorrer, sem espuma, apenas a água quente e um cheiro inebriante de jasmim. Sirius franziu o cenho e deu de ombros. Ainda estava muito irritado. Tirou os sapatos e a meia, ela fez o mesmo e andou até um armário um tanto quanto longe. O moreno retirou a calça, a camisa e por fim a roupa íntima. Suspirou e andou até a banheira entrando. A água quente foi como um bálsamo para seus músculos doloridos e costas machucadas. Ele observou o vitral imenso a sua frente e suspirou. Olhou para o lado e observou Mellani. Ela estava andando na direção dele apenas com as peças íntimas, a roupa tinha ficado para trás. Ele sorriu malicioso, sexo seria bom para descontar toda a frustração e raiva que sentia. Debruçou os braços do lado de fora da banheira e apoiou a cabeça neles enquanto sorria de lado:
–Renda?-Questionou quando a loira se aproximou, ela sorriu e sentou no chão. Enfiou a mão na água molhando uma esponja azul e segurou o queixo dele. Sirius franziu o cenho quando sentiu a delicadeza com a qual ela limpou o corte de seu lábio e livrou o rosto de todo o sangue. O rapaz estava surpreso. Nunca tinha imaginado aquele gesto vindo de Mellani. Logo dela. Era estranho, incomodo e principalmente, bem vindo. Ele engoliu em seco. O toque dela era de certa forma carinhoso. Ele nunca tinha tido aquele carinho por parte de seus pais ou qualquer outra pessoa. Lembrar de seus pais lhe causou uma angustia e antes que chorasse na frente dela ele se virou e afundou na água. Mellani aproveitou o momento e ajeitou-se melhor no chão deixando as pernas submergirem na banheira até a altura dos joelhos. Sirius subiu novamente e encostou as costas na parede, sentiu as pernas dela ao seu lado e mordeu a coxa direita dela. Mellani suspirou e deslizou as mãos até os ombros dele apertando-o e iniciando uma massagem relaxante. Sirius fechou os olhos e suspirou, era a primeira vez que Mellani se deixava ter algum tipo de contato além do sexo e aquilo o intrigou:
–Não gostei de ver aquela cena.- Ela murmurou- Sempre me diverti vendo você se dar mal, mas desse jeito...- Ela passou a massagear as cabeça dele pegando desde as têmporas até o couro cabeludo- Obrigada por não falar.
–Eu não ganharia nada se contasse.- Ele murmurou com a voz rouca. Estava se sentindo impotente lembrando das ameaças do pai. Queriam mandá-lo fazer tudo. E era tudo errado e maluco. Ele não podia ser conivente com algo tão errado. Lembrou-se do irmão. Sirius sabia que o fato de Régulos ter se perdido era culpa de seus pais. Principalmente de sua mãe
– Sempre pensei que as mães fossem igual tia Mag.
–Eu não sei o que é ter uma mãe.- Sirius murmurou amargurado sentindo-se mais relaxado com a massagem na cabeça e ombros- Ela nunca foi uma mãe de verdade. Nem ele... Nunca foi pai. Eu...-Ele engasgou- Odeio todos eles. E agora seus tios me odeiam por ter te drogado e dormido com você. — Mellani tentou sorrir, mas não conseguiu. Sirius estava muito sério e completamente tenso. Ela não sabia lidar com o rapaz que se mostrava agora e aquilo estava deixando-a mais sensível ainda.- Qual o meu problema? Por que a vida tem que ser tão amarga?-Ele engoliu em seco e soluçou. Algumas lágrimas começaram a cair e ele tentava segurá-las.- Antes de vir a Hogwarts prometi que nunca mais deixaria Orion me bater. Ele sempre me batia, é uma pessoa abusiva. E hoje eu não consegui impedir.- Ele virou e olhou para a loira.-Eu o odeio tanto- Mellani começou a ofegar sem saber o que fazer. Ela já tinha aprendido a dominar e a conviver com várias facetas de Sirius, mas aquilo? Era se envolver de mais, invadir de mais e provavelmente, se machucar demais. Sem conseguir pensar no que fazer e sentindo um certo desespero por vê-lo daquele jeito ela acariciou os cabelos dele e deu um beijo em sua testa. Quando Sirius se deu conta do que ela tinha feito ele não aguentou, foi um turbilhão de sentimentos. Revolta e impotência eram os principais e aquilo o tomou como um tsunami violento. O coração do Maroto se comprimiu, o cérebro lançando mil lembranças dolorosas. Sirius não aguentou e desabou num pranto silencioso enquanto encostava a cabeça nas pernas dela, pedindo colo. O corpo dele soluçava, mas nenhum som saía de sua boca, as lágrimas salgavam seu rosto e ele apenas tentava conter o pranto. Quanto mais tentava parar, mais lágrimas vinham. Mellani nunca pensou que presenciaria um momento tão vulnerável de Sirius. A garota escorregou o corpo para frente descendo para a banheira e segurando os ombros dele. Sirius virou o rosto sentindo raiva de si por ter sido tão fraco. Mellani segurou o rosto dele e se aproximou abraçando-o e beijando-lhe a cabeça com carinho. Ele suspirou se acalmando, se encararam e ela depositou um beijo lento e delicado nos lábios trêmulos do rapaz. O moreno estremeceu e seus braços subiram abrindo o sutiã dela e livrando a garota da peça, no momento, muito incomoda. Ela suspirou e aprofundou o beijo de um jeito diferente. Não era faminto e cheio de desejo como todas às vezes, tinha algum detalhe diferente que tornava tudo prazeroso e hipnótico. Sirius soltou um suspiro trêmulo e se jogou de cabeça num estado de abandono e entrega. Beijava os lábios dela com carinho e volúpia. Nunca tinham sido carinhosos um com o outro até aquele momento. Ela se livrou da roupa de baixo e enlaçou as pernas nos quadris dele. Seus corpos colados e mergulhados numa sensação totalmente nova. Sirius impulsionou o corpo dela para cima e saíram da banheira. Ele a deitou no chão com uma delicadeza nunca usada. Mellani não teve tempo para se surpreender, pois ele tomava os lábios dela num beijo lento e completamente envolvente. A loira deslizou as mãos pelas costas dele fazendo-o arrepiar e segurou a nuca dele com carinho. Sirius suspirou e deslizou a mão direita pelo ventre dela, subindo lentamente até se deliciar nos seios fartos, prontos para seu toque. Enquanto explorava o corpo da garota com as mãos beijava o pescoço com vontade e aspirava o cheiro da pele macia causando arrepios por todo o corpo dela. Ele se afastou por um instante e observou o rosto feminino e delicado enquanto deslizava a mão pelo corpo desnudo da garota. Eles se olhavam nos olhos todas às vezes, mas geralmente ele já estava dentro dela e com o desejo dominando toda a alma. Sempre se olhavam quando estavam cegos pelo prazer, mas aquilo... Era tão diferente. Ela sentia como se ele estivesse mergulhando diretamente em sua alma, aquilo a incomodou. Mellani suspirou vendo algo no olhar dele, algo novo, era sútil e quase imperceptível, mas de alguma forma ela sabia reconhecer cada nuance dos olhares que o rapaz lhe lançava, e aquele tinha acabado de existir. Num impulso ela esticou a mão até o rosto dele e engoliu em seco:
–Vai ficar tudo bem.-Murmurou. Ele sorriu de lábios fechados, de uma forma um tanto quanto tímida, mas muito sincera e assentiu- Vem aqui.- Sussurrou com carinho e ele voltou para perto dela. Beijou-a com volúpia e erotismo, sendo lento, provocante, devotado. Ela segurou os quadris dele com as pernas e forçou-o para baixo. Sirius beijou-a de forma mais desesperada enquanto alternava língua, mordidas e beijos entre os lábios, o queixo e o pescoço de Mellani. O Black finalmente consumiu o ato, de forma lenta, calma e diferente do que estavam acostumados. A garota gemeu de forma baixa quando sentiu-se completamente preenchida. O Maroto iniciou movimentos fortes que faziam a loira perder a razão aos poucos. O rapaz sentia um prazer indescritível apenas por estar com ela. Fazê-la sentir o mesmo que ele era algo que o inebriava.
–Mellani...-Ele chamou de forma rouca e fechou os olhos com força enquanto aumentava as estocadas contra o corpo macio e quente da garota. Ela suspirou movimentando-se em sincronia, seus corpos se encaixavam perfeitamente como se fossem moldados um para o outro. Ela engoliu em seco tentando buscar mais prazer. Ele se movimentava de um jeito que a estimulava mais e mais. Mellani arqueou o corpo de encontro ao dele. Sirius desencostou o peito do dela e se afastou um pouco continuando os movimentos de forma ritmada e um tanto quanto rude. A jovem abriu os olhos por um instante e encarou-o. Os músculos dos braços estavam tencionados enquanto ele puxava os quadris dela para si. O maxilar estava travado e ele mordia o canto do lábio inferior. Os olhos estavam fechados e ele se movimentava cada vez mais rápido. Perdido num mundo de sensações e desejos. Aquele quadro deixou Mellani a ponto de explodir, tudo era muito intenso quando estava com Sirius. O rapaz abriu os olhos e a forma como ela o observava o deixou a ponto de enlouquecer. De maneira nada delicada ele a puxou para cima fazendo-a sentar-se no colo dele e senti-lo de um jeito mais completo. A garota soltou um gemido alto sem conseguir se controlar e agarrou-o com pernas e braços. Ele suspirou e mordeu o ombro da loira enquanto apertava o quadril dela com força ditando os movimentos. Agindo por instinto, perdendo a razão e sentindo tanta pressão e tanto prazer que só conseguia pensar em buscar mais. Mellani subiu um pouco saindo de cima dele e desceu lentamente fazendo gemer roucamente. Lembrando a ela um rosnado. Foi preciso fazer isso apenas mais duas vezes para sentir que Sirius tinha chego ao limite. O moreno a apertou com força e quase gritou de tanto prazer que sentiu. As sensações do orgasmo do rapaz a fizeram sentir que chegava ao seu máximo. Mellani precisou apenas pressionar o corpo contra o dele para finalmente se jogar naquela sensação inebriante e languida. O fez mordendo o lábio inferior do Maroto com certa força e murmurando algo com a sonoridade do nome do rapaz. Continuaram abraçados por alguns segundos até que Sirius fez um movimento para levantar. Mellani entendeu e saiu de cima dele, ainda de pernas trêmulas entrou na água relaxando. Mergulhou procurando relaxar o couro cabeludo dos puxões que recebeu do rapaz quando emergiu viu que Sirius estava encostado na parede de olhos fechados. Ela observou-o, a respiração calma, o corpo coberto pela água da banheira. Ele passou a mão pelo cabelo jogando-o para trás e abriu os olhos encarando-a. Mellani sorriu de lado e ele fez o mesmo:
–Vem aqui boneca.- Murmurou e ela o olhou desconfiada, mas foi até ele. Sirius passou a mão pelo rosto dela e beijou-lhe os lábios delicadamente. Pela primeira vez o beijo entre eles não era um prelúdio para o sexo, mas sim um ato de carinho. Sirius abraçou-a e deitou a bochecha na cabeça dela. Mellani aconchegou-se ao pescoço dele e fecharam os olhos ao mesmo tempo, sentindo a respiração um do outro. A única testemunha do que acabara de mudar entre Mellani e Sirius foram às imagens nos vitrais do banheiro, mas quanto a elas tanta fazia. Afinal, eram apenas imagens animadas. Sem vida, ou fala.
Notas finais
Obrigada, obrigada aos lindos comentários. Todos que tem login estou respondendo individualmente. E gasparzinhos de plantão que tal fazer a alegria da fictiwer em? Vamos comentar? Hã, hã? Pensam que não notei os leitores fujões? Que comentam em um cap e lêem 3 sem comentar. Assim não dá né galera?
Bom obrigada msm a quem comentou. Bjs até a próxima att.
P.S: Acho Charlus e Dorea nomes feios de mais, mas é o que JK diva escolheu. No começo da fic, desuclpem minha ignorancia, não usei os nomes de tia JO troquei, aí como justificativa achei melhor ser Harry Charlus e Margaret Dorea Potter. Dentro da narração mudo os nomes dele por pura questão editorial imaginem só "dorea fez isso, dorea fez aquilo, fulano disse para dorea" é pro texto não ficar repetitivo. James, Mellani e os mais intimos os chamam pelo primeiro nome. Pessoal do trabalho e conhecidos não tão chegados os chamam pelo segundo nome (Charlus e Dorea) desconhecidos, como de costume europeu, pelo sobrenome. Alguma dúvida?
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