Piltover A Cidade do Progresso
28 Resgate
Notas iniciais

Vi sentia seus pulsos doerem a três dias que estava pendurada daquele jeito, nua e com o corpo ferido de marcas de chicote. A respiração lhe faltava e seu corpo inteiro ardia em sinal de dor, a sua frente estava Vovó ofegante ela a tinha chicoteado por mais de doze minutos.
–Espero que tenha sido o suficiente, é uma pena ter que machucar um corpo tão bonito — A velha falava pausadamente.
–Só isso? Pelos deuses a idade esta pesando mesmo em velhota -Vi sorriu pra ela.
–Como você é teimosa VI sera que nunca vai entender que eu faço isso por amor? Diferente dos outros você é como uma filha pra mim e é meu dever educa la — Vovó suspirou. A delinquente cuspiu na idosa fazendo ela se irar mais — Continue — Ela entregou o chicote pra tutora que estava ao seu lado.
– Olha só o que eu vou ter que fazer -A tutora se aproximou dela e pressionou um de seus ferimentos. Vi apenas apertou os dentes, ela começou a chicotear a prisioneira novamente. A delinquente ficou mais um tempo naquele sofrimento.
–Já chega, venha aqui X, tire a daqui — Vovó ordenou a Jinx , que foi até ela enquanto a tutora soltava as correntes que prendiam os pulsos da delinquente que caiu bruscamente no chão.
Jinx tentou levanta la mas era inútil a punk era maior que ela e mais pesada também. Ela fez outra tentativa, mas uma falha. Vi percebeu o que a outra queria fazer e desvencilhou se dos seus braços, ela levantou por si só e foi pegar as suas roupas vestindo as. A delinquente era durona demais pra se deixar vencer assim, ela saiu da sala de punição passando pela Vovó que permaneceu em silencio e seguida por Jinx. Ela andava pelos corredores da mansão em passos lentos, suas pernas estavam tremendo seu corpo inteiro gritava de dor aquelas feridas ardiam muito, mas ela continuou em alguns momentos tinha que se apoiar na parede para não cair quando a força lhe faltava, ela entrou no seu quarto e sentou se na cama. Jinx surgiu logo depois.
–Ao menos me deixe lavar essas feridas, se continuar de roupa vai ser pior — Jinx falava se aproximando dela.
–Qual o seu problema? Sofre de dupla personalidade? Você é totalmente diferente fora desses muros , por que esta tão dócil Jinx? Não é sua cara ficar assim — A delinquente irritou se com a atitude solidaria da outra.
–Você quer ajuda ou não?
–Quero.
As duas estavam nuas no pequeno banheiro, a água que percorria o corpo de Vi ficava vermelha ao atingir o chão. Jinx limpava delicadamente cada ferimento das costas de Vi que estava bem marcada, ela se aproveitou para observar suas tatuagens a bela coruja que pegava metade da suas costas e se fundia com o tigre na lateral e em seu ombro e parte do pescoço tinha as engrenagens. Jinx não resistiu e contornou com o dedo a asa da coruja.
–Tem algo em especial nelas? — A lunática referiu se as tatuagens.
–Sim, o tigre representa coragem, força e destreza. Já a coruja significa calma, paciência e sabedoria — A delinquente explicou.
– É você pode ser inteligente quando quer mas calma e paciência é algo que você com certeza não tem — Jinx riu ao pensar na ironia daquilo.
–Falou a garota que tem um monte de balas e nuvens tatuados no corpo -Vi retrucou.
–Eu gosto de balas e nuvens — Ela voltou a limpar os ferimentos.
As duas saíram do banheiro, Jinx enxugou delicadamente as feridas depois começou a trata las cuidadosamente passando pomada e colocando os curativos. Após o terminar a delinquente deitou se na cama, sentia suas feridas arderem em contato com o lençol.
–Melhor descansar agora -Jinx saiu do quarto e Vi aproveitou aquele breve momento de descanso.
Caitlyn dormira muito pouco nos últimos dias. Ela colocou toda a policia pra trabalhar no caso do sequestro de sua parceira , não acreditava que aquilo realmente estava acontecendo. Na noite que aquilo ocorreu, ela só pode soluçar baixinho dentro do guarda roupa enquanto seu amor desaparecia. Pra variar Vi fez mais uma vez tudo sozinha sera que não confiava nela? Elas eram parceiras pra que então? Se a delinquente não e capaz de compartilhar seus problemas com ela. Agora ela estava ali no escritório da sua casa na alta madrugada com as mãos totalmente atadas. Não sabia onde sua amada estava muito menos quem poderia ser que estava a perseguindo. Sua cabeça doía muito, uma coisa verde mexeu em sua perna a assustando a. Era Gnar vestido com sua fantasia favorita de dinossauro.
–Você não devia estar acordado a essa hora -Caitlyn o pegou colocando o em seu colo. Ela levantou se e foi para o quarto dele deitando se ao seu lado.
–Ar aitu mama? — Gnar balbuciou alguma coisa para ela.
–Eu não sei onde ela esta agora, mas irei encontra la -Caitlyn sorriu pra ele.
–Rar ga aua mama -O yordle balbuciou mas uma vez com uma carinha de choro.
–Não fique assim ok?Ela prometeu pra gente que ficaria bem — Caitlyn falou abraçando, ela mesma tentava conter as próprias lagrimas.
Vi abriu os olhos com os raios de sol que a despertava, sentia seu corpo pesar. Ela sentou se na cama e esfregou os olhos soltando um bocejo cansado, não dormira direito na noite anterior não conseguia tirar Caitlyn da cabeça, sentia tanto a sua falta. Sera que ela a estava procurando? É provável que sim, a delinquente sentiu um imensa felicidade ao pensar naquilo mas isso seria ruim, se a Vovó descobri se certamente iria mata la. Vi voltou a ficar preocupada, ela saiu do quarto e foi até o salão de refeição por sorte estava vazio, já era tarde quando ela tinha se levantado.
A delinquente aproveitou aquele breve momento que estava sozinha, para deleita se da comida que fora servida pelos empregados. Por alguma razão ela acabou lembrando do seu passado, quando era apena um criança de rua que roubava e revirava o lixo pra sobreviver. Ela tinha uma irmã, mas o acaso as separou e ela teve que se virar sozinha. Aquela memoria ainda era bem viva em sua mente, quando as pessoas passavam por ela com olhares de nojo e indiferença por muitos dias sentia seu estomago doer de tanta fome. Estava chovendo muito naquele dia em particular, foi quando uma mulher lhe estendeu a mão era a Vovó. Naquela época ela ainda não usava cadeira de rodas mas já tinha um certa idade.
Quando foi levada a mansão III, V, VII e II já estavam la.Já X, VIII, IX, IV e I chegaram bem depois .A parti do momento que ela pisou naquele lugar iniciou se o seu inferno, ela era obrigada a treinar pesado todos os dias e ainda tinha que suporta a sessão de tortura diária. Era só ela que passava por aquilo tão intensamente Vovó dizia que queria que ela fosse a mais forte, pelo fato de esta sempre sendo reprimida ela acabou desenvolvendo ainda mais seu lado rebelde. Sempre que podia aprontava alguma coisa, foi numa dessas que ela causou o acidente que deixou a Vovó de cadeiras de roda. Por vingança a velha pegou uma lamina e retalhou o numero seis em seu rosto, depois cobriu com uma tatuagem de mesmo desenho, Vi ainda era uma criança quando tinha recebido aquela marca. Quando completou seus 15 anos, ela descobriu um jeito de sair da mansão e dos olhares vigilantes de sua mentora, fugiu voltando para as ruas. Ela preferia ficar la, do que dentro daquela mansão.Alguns anos depois ela entrou na gangue, e por fim conhecera o amor da sua vida que lhe apresentou um mundo totalmente desconhecido para ela.
–Fica olhando pro nada vai fazer seu café esfria — VII a despertou de seus pensamentos.
–Isso não importa — Vi respondeu secamente.
–Não consigo te entender VI, você tem tudo o que nós queremos o amor da Vovó mas jogou tudo pelos ares só pra ter essa sua "liberdade".
–Pode ficar com o amor dela se quiser, não faço questão de lixo.
–Essas suas atitudes ainda vão te matar.
–Então estou me fazendo um grande favor -Vi respondeu ironicamente. VII apenas suspirou e saiu.
A delinquente caminhava pelo jardim da mansão. Observando quão alto estava os muros e pra garantir que não fugi se eles ainda tinham cerca elétrica, se tivesse com suas manoplas ela certamente já teria aberto uma porta e estaria bem longe dali.
–Esses muros são bem alto não acha? -V parou do seu lado.
–Sim — Vi respondeu secamente.
–Se esta planejando fugir esqueça. Sabe eu não duvido que consiga sair daqui uma hora ou outra, mas lembre se a parti do momento em que colocar os pés fora dessa mansão você estará colocando a vida das pessoas que ama em risco.
–Eu não tinha pensando nisso -Vi se assustou com aquela possibilidade.
–Você conhece a Vovó ela é capaz de fazer qual quer coisa pra obter sua predileta. Eu sei que você estava com alguém na noite em que invadi aquela casa, mas preferi omiti la eu sei que essa pessoa não tem nada haver com seus problemas pessoais.
–Obrigada.
–Pense bem no que vai fazer pequena -O grande homem sorriu e fez um cafuné em sua cabeça,depois se afastou dela.
Vi sabia que apesar do seu tamanho e aparência V era muito gentil. Muitas vezes ele a acolhera quando uma das sessão de tortura acabava, ela ficava chorando em seus braços e ele apenas a confortava. Sentiu mais uma vez o desespero toma la, não podia sair dali pra não colocar seus amigos em perigo mas também não queria ficar naquele inferno. A delinquente estava sem saída.
Ela se trancou novamente no quarto e afundou o rosto no travesseiro tinha que pensar em alguma coisa, mas em que exatamente. Tinha anoitecido quando um dos empregados da casa bateu na porta de seu quarto e a chamou para o jantar, ela levantou se e foi pra grande sala de jantar. Todos já estavam la a esperando, incluindo a Vovó e a tutora a velha sempre falava que comer em família era a melhor coisa do mundo. Vi sentou na cadeira ao lado da senhora e começou a servi se em silêncio, ela sabia que seus companheiros não eram más pessoas apenas tinham sido ensinados a não terem sentimentos nem criarem expectativa em nada.
–Esta gostoso VI? -A velha perguntou docilmente pra ela, mas não obteve resposta. Ela adorava paparica sua rosadinha sua tão amada rebelde, ela pegou a colher e encheu de comida levando a na direção de Vi -Vamos la diga AAh.
–Não obrigada -A delinquente tentou ser paciente e apenas afastou a mão da senhora delicadamente. Ela odiava aquilo.
–Não seja chata VI -Vovó insistiu forçando a colher na boca fechada de Vi, que estava ficando sem paciência — Vamos coma! -Ela alterou seu tom de voz chamando a atenção de todos.
–Eu já disse que eu não quero! -A punk irou se e batendo fortemente não mão da velha, que soltou um grito de dor. Ela voltou seu olhar em fúria para a delinquente, Vi apenas derrubou sua comida propositalmente encima dela sorrindo.
Seus braços estavam presos esticados em um tipo de maquina, ela fora obrigada a manter se de joelhos semi nua sobre espinhos, seus pés também estavam amarrados sobre suas panturrilhas tinham sido colocador alguns pesos, para que os espinhos perfurassem ainda mais sua carne. A velha se posicionou atrás dela com o chicote enquanto a tutora ficou na sua frente segurando um martelo. A senhora deu o sinal, a tutora levantou o martelo e bateu fortemente em uma de suas mãos depois na outra, Vi apenas serrou os dentes não queria demonstra que estava sentindo dor mas os seus ferimentos da ultima tortura ainda estavam abertos e queimavam ainda mais quando sentia o chicote bater em suas costas. Elas ficavam revesando a tutora martela suas mãos ela mal acabara de fazer o ato e a velha já chicoteava suas costas, que sangrava muito suas costas estava em carne viva. A tutora sorriu e se aproximou do rosto suado da cativa, ela pegou um dos seus dedos e torceu quebrando o. Vi queria grita chorar de tanto dor, mas conseguiu se conter a senhora foi até o seu lado e pegou um tipo de porrete e começou a bater em um lado de seu rosto. Jinx não suportava mais assistir aquilo, todos os nove assassinos foram obrigados a assistir aquilo. Cada um tentava não olhar do seu jeito, gostando de Vi ou não ela ainda era uma companheira um membro da família. Jinx não suportava mais ver a delinquente sangrando daquele jeito, ela saiu do salão de tortura e caminhou em passos obstinados para fora da mansão sabia muito bem aonde tinha que ir.
Caitlyn estava sentada no sofá da sala, na completa escuridão Quando ouviu alguém bater fortemente em sua porta ,ela pegou seu rifle e colocou se em alerta uma voz familiar a chamou.
–Chapeleira ,você quer salvar a mãozuda ou não?
Caitlyn abriu a porta imediatamente e puxou sua inimiga para dentro, encostando a na parede e apontando seu rifle. Ela não iria deixar aquela louca sair dali sem contar tudo o que sabe.
–Vai falando -Caitlyn estava muito mais seria do que costumava ficar.
–Ei calma ai chapeleira -Jinx voltou a ser a lunática conhecida por todos — Acha que vim aqui pra ser colocada contra a parede assim? Só a mãozuda pode fazer isso e se ela souber de nós vai ficar com ciumes — Ela sorriu psicopaticamente.
–A você não sabe como eu estou aqui é melhor não fica brincando.
–OK ok, eu sei onde a mãozuda esta mas vamos precisar de reforços para resgata la.
–Por que esta fazendo isso? -Caitlyn ainda apontava o rifle.
–Não faço por você e sim porque eu devo a ela.
Era alta madrugada e todos estavam reunidos na delegacia a equipe de resgates composta por Blitz, Heimerdinger, Gnar, Ezreal, Caitlyn e Jinx discutiam como seria o resgate. A xerife ficou muito feliz por seus amigos atenderem ao seu chamado.
–Bom a mansão fica aos arredores de Zaun, ela é extremamente vigiada não vai ser nada fácil entrar la.
–Tenho certeza que não sera tão complicado assim -Ezreal falava confiante.
–Pode acreditar que sim garotinha, nós somos uma equipe de dez assassinos cada um tem sua especialidade. Vocês não terão que passar só por todos os capangas da Vovó mas pelos assassinos também, e pode ter certeza que eles serão bem complicados de matar.
–Quem é essa tal de Vovó? — Caitlyn perguntou.
–É a cabeça do esquema, foi ela que treinou a gente.
–Droga pelo fato de ficar aos arredores de Zaun não vai ser fácil conseguir um mandato, pode demora alguns dias -A xerife concluiu.
–Acho que você não compreendeu a situação, nós não temos esses dias. Nesse exato momento a mãozuda esta sendo torturada, por ser rebelde a Vovó não tolera esse tipo de comportamento e ela costuma nos punir severamente. Você sabe chapeleira que Vi é de longe uma garota obediente, e pelo que pude notar ela esta sem saída.
–O que você quer dizer? -Heimer perguntou enquanto ia ao lado de Caitlyn que estava em choque.
–Simples ela não pode sair da mansão pra não colocar vocês em perigo, mas também não quer ficar la por não suporta aquele lugar. Na minha opinião pelo que pude observa das atitudes dela, acho que ela esta tentando se matar -Jinx finalizou.
–Vi sua idiota! -Caitlyn surtou derrubando as coisas de sua mesa.
–Calma Cait, nós iremos conseguir resgata la -Ezreal a segurou pelos ombros fazendo sentar novamente.
Três dias depois uma grande operação de resgate foi montada. Com sua influencia Caitlyn conseguiu um mandato mais rápido possível, a policia cercou a mansão e Jinx conduziu o grupo por uma entrada onde não era vigiada. Não ia ter negociação, Caitlyn deixou bem claro aquilo. Conforme penetravam pela passagem secreta guiados por Jinx podia se ouvir o tiroteio la fora, eles adentraram na mansão. Seguiam pelos corredores da velha casa quando toparam com os assassinos que já estavam reunidos aguardando a chegada deles, o grupo parou.
–Então você é uma traidora não é X, mesmo depois de ter acolhido e cuidado de você com tanto amor e carinho pra você me apunha la assim pelas costas -Vovó falava sorrindo confiante. Jinx apenas fez uma careta pra ela.
–A é verdade então, parece que a VI não mentiu ao falar sobre os campeões — III falou tranquilamente enquanto tomava um xícara de chá.
–É pelo jeito sim — VII sorriu concordando.
–Chega de papo acabem com eles, esse lugar esta uma bagunça -Vovó dizia enquanto sua cadeira de roda era virada pela tutora. Ela mandou a outra parar quando percebeu que seus assassinos não se mexeram -O que é isso uma rebelião?
–Se você prefere ver assim -VIII falou rindo.
–Deve ser mesmo -IX completou a frase também rindo.
–Vocês todos são uns ingratos — A velha alterou se -Eu cuidei de vocês, resgatei e dei um lar pra me retribuírem assim!
–Não se preocupe vamos retribuir tudo que nos fez da mesma forma -II falou no seu tom esnobe.
–Senhor coelhinho quer retribuir -I falava com seu coelho de pelúcia.
–A VI esta no salão de tortura dentro da dama de ferro -IV falou.
–Vocês vão pagar por tudo! -A velha berrou. A tutora percebeu que as coisas não estavam favoráveis e começou a correr dali, mas caiu ao receber um tiro nas costas.
–Desculpa docinho mas eu nunca erraria a essa distancia — Caitlyn falou sorrindo.
–É melhor irem agora, nós cuidamos da Vovó -V falou abrindo caminho para o grupo.
Jinx os conduziu até o salão .Quando entrou Caitlyn foi desesperada até a dama de ferro, aquela não tinha sido projetada pra matar mas sim par causar desconforto ao seu usuário. Ela abriu e o corpo de sua amada caiu de la. Caitlyn ficou ruborizada quando viu como ela estava mutilada. Ezreal desmaiou quando viu sua amiga daquele jeito mas foi aparado por Blitz, Heimer não sabia como reagir e Gnar foi para o lado de sua mãe adotiva. Jinx apenas virou o rosto.
–Vi! Aguente firme eu estou aqui meu amor- Ela disse apoiando a cabeça da delinquente em seu colo. Gnar começou a lamber sua mão ferida para tentar anima la, Vi ao sentir assim aquilo abriu com dificuldade os olhos.
–Cupcake, Gnar... -Ela sussurrou com dificuldade antes de fechar os olhos novamente. Finalmente ela estava tranquila, agora poderia descansar.
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